segunda-feira, 31 de março de 2014

Francisco aos Salesianos:

"Essencial falar aos jovens com o coração" 

Cidade do Vaticano (RV) – Na manhã desta segunda-feira, 31, o Papa recebeu na Sala Clementina, no Vaticano, cerca de 250 participantes do Capítulo Geral da Sociedade Salesiana de São João Bosco.
Os salesianos elegeram há poucos dias o seu novo Conselho Geral, que deverá orientar, acompanhar e apoiar a Congregação em seu caminho nos próximos anos. Com o seu novo Reitor-mor, Angel Fernàndez Artime, o grupo ouviu o Papa, que abriu seu discurso citando o lema de Dom Bosco, “Dai-me almas e ficai com o resto”.
Trabalho com jovens: Atento discernimento
e constante acompanhamento
O Papa lembrou que o fundador reforçou este programa com dois elementos: trabalho e temperança. Trabalho exclusivamente para chegar a Deus, e temperança para se contentar, para ser simples. “A pobreza de Dom Bosco e de Mãe Margarida inspire todos os salesianos e suas comunidades a uma vida essencial e austera, de proximidade aos pobres, transparência e responsabilidade na gestão dos bens”.
Francisco desenvolveu seu discurso a partir de três pontos, começando pela missão própria dos salesianos: a evangelização dos jovens, unida à educação. “Na atual emergência educativa, disse, é fundamental aplicar com o “sistema preventivo” de Dom Bosco e experimentar novas linguagens, bem sabendo que a do coração é a mais direta para se aproximar e ser amigos dos jovens”. 
Em seguida, o Papa mencionou a dimensão vocacional, particularmente em destaque em 2015, Ano dedicado à Vida Consagrada. O zelo vocacional requer atenções como a oração, atividades e percursos pessoais, coragem para propor, acompanhar e envolver as famílias. “É preciso evitar visões parciais para não suscitar respostas vocacionais frágeis, com motivações vacilantes”, recomendou. 
Em segundo lugar, o Papa citou o mundo da exclusão juvenil e do desemprego e suas consequências. Falou do problema das dependências e de suas raízes, que derivam da falta de amor; e disse que trabalhar com jovens marginalizados requer coragem, maturidade e muita oração. “Por isso, é necessário um atento discernimento e um constante acompanhamento”.
No último ponto, Francisco lembrou o papel de trabalhar em comunidade, mesmo que estas vivam, por vezes, tensões causadas pelo individualismo e pela dispersão: “Acolhimento, respeito, ajuda recíproca, compreensão, cortesia, perdão e alegria”, aconselhou, ressaltando que o espírito de família deixado por Dom Bosco ajuda neste sentido, pois favorece a perseverança e cria atrativos para a vida consagrada. 
Antes de se despedir, o Papa fez votos que o bicentenário de nascimento de Dom Bosco seja um momento propício para repropor o carisma do Fundador. (CM)
                                                                                            Fonte: radiovaticana.va
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Papa na missa em Santa Marta:

Caminhar em direção às promessas de Deus,
 senão somos “turistas existenciais”

Na homilia da Missa na Casa de Santa Marta nesta segunda-feira o Papa Francisco falou dos cristãos parados, dos que se enganam no caminho e dos que andam às voltas numa espécie de ‘turismo existencial’. Tomando como estímulo da sua meditação a leitura do Profeta Isaías o Papa Francisco evidenciou o facto de que Deus, antes de pedir alguma coisa, faz uma promessa. E nas promessas de Deus devemos confiar. Mas não basta, pois devemos caminhar para elas – afirmou o Papa Francisco – mas são muitos os cristãos que estão... parados:
Retomemos o caminho em direção às promessas
“Tantos cristãos parados! Estão tantos para trás que têm uma débil esperança. Sim, acreditam que haverá um Céu e tudo estará bem. Está bem que acreditem, mas não procuram! Cumprem os mandamentos, os preceitos: tudo... Mas estão parados. O Senhor Não pode fazer deles fermento no seu povo, porque não caminham. E este é um problema: os parados. Depois, existem outros que se enganam no caminho: todos nós algumas vezes enganamo-nos no caminho, isso já o sabemos. O problema não é enganar no caminho; o problema é não voltar para trás quando reparamos que nos enganamos.”
O modelo de quem acredita e segue aquilo que a fé lhe indica é o funcionário do rei que procura a cura para o filho doente, tal como nos descreve S. João no Evangelho de hoje – continuou o Santo Padre – este funcionário é um homem e não duvida um instante de Jesus. Mete-se em caminho em direção a casa quando Jesus lhe assegura que o filho está curado. Oposto a esta modelo existe aquele dos que vão à procura mas andam sempre às voltas sem tomarem a sério as promessas de Deus. São ‘turistas existenciais’ – afirmou o Papa Francisco:“São os cristãos errantes: andam às voltas como se a vida fosse um turismo existencial, sem meta, sem tomar as promessas a sério. Aqueles que andam às voltas e enganam-se, porque dizem: ‘Eu caminho!’. Não tu não caminhas, tu andas às voltas.”
“A Quaresma é um belo tempo para pensar se eu sou em caminho eu se eu estou demasiado parado: converteu-vos. Ou se eu sou um turista teologal, um destes que fazem a volta da vida mas nunca fazem um passo à frente. E peço ao Senhor a graça de retomar o caminho, de meter-nos em caminho, mas em direção às promessas.” (RS)
                                                                                                        Fonte: news.va
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domingo, 30 de março de 2014


Papa alerta para o risco da cegueira interior: 
“Ir rumo à luz do Senhor”

Cidade do Vaticano (RV) – O Papa Francisco rezou neste domingo, 30, a oração mariana junto com os fiéis no Vaticano. Graças também ao dia ensolarado de primavera, a Praça São Pedro estava completamente lotada e o clima foi de grande alegria. Francisco apareceu às 12hs em sua janela desejando ‘bom domingo’ a todos e retribuindo com sorrisos o carinho das pessoas presentes.
O Pontífice fez uma alocução baseada no Evangelho do dia, de João, que conta o episódio do homem cego de nascença a quem Jesus doa a vista. O milagre é narrado por João em apenas dois versículos, porque o evangelista não queria atrair a atenção para o milagre em si, mas para o que aconteceu depois, para a discussão que ele acarretou. 
Os ‘doutores da lei’ não acreditavam que o cego tivesse sido curado por Jesus. Interrogaram o homem e crivaram de perguntas seus pais, enquanto o cego curado se aproximou da fé. Esta foi a maior graça que Jesus lhe fez: não só a de ver, mas a de conhecê-Lo, Ele que é “a Luz do mundo”. 
Abramo-nos à luz do Senhor
“Enquanto o cego se aproximava gradualmente da luz, os ‘doutores da lei’, ao contrário, caíam sempre mais na cegueira interior. Obtusos em sua presunção, acreditavam já ter a luz; e por isso, não se abriram à verdade de Jesus. Fizeram de tudo para negar a evidência, até conseguir expulsar o homem curado do templo, excluindo-o da sociedade”. 
O cego curado, por sua vez, não sabia nada de Jesus. Primeiramente O considerava um profeta e depois, um homem próximo de Deus. Mas depois de ser afastado do templo, Jesus o reencontrou e “abriu seus olhos” pela segunda vez, dizendo-lhe quem era. Àquela altura, ele exclamou: “Creio Senhor” e se ajoelhou diante de Jesus. 
O Papa admitiu que “a nossa vida, às vezes, parece com a do cego que se abriu à luz, a Deus e à sua graça. Mas às vezes, infelizmente, é como a dos ‘doutores da lei’: do alto de nosso orgulho, julgamos os outros, e até o Senhor!”. “A luz de Cristo, que nos foi dada no Batismo, nos ajude a nos comportarmos com humildade, paciência e misericórdia”, completou Francisco, dando uma sugestão:
“Voltando a suas casas, peguem o Evangelho de João e leiam o capítulo 9. Fará bem a todos. E nos questionemos como está o nosso coração: aberto ou fechado a Deus e ao próximo?”.
“Sempre temos em nós algum ‘fechamento’ consequente do pecado, de nossos erros. Não tenhamos medo; abramo-nos à luz do Senhor, Ele nos espera sempre para nos perdoar, não nos esqueçamos!”. 
Após a sua reflexão, o Papa rezou a oração mariana e concedeu a todos os presentes a bênção apostólica. Em seguida, saudou os grupos credenciados e se despediu dos fiéis, como sempre, desejando 'bom domingo e bom almoço'. (CM)
                                                                         Fonte: radiovaticana.va       news.va       
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Reflexão para este

4º Domingo da Quaresma

A primeira leitura nos diz que Deus não se impressiona com a aparência, seus critérios são outros. Enquanto o homem “vê a aparência, Deus olha o coração”,(conf. I Sam 16, 7). E o coração que agrada a Deus é o dos pequenos, dos humildes. Também nós deveríamos não nos impressionar com a beleza externa das pessoas, mas deixar o Espírito falar e observar a beleza interna.
No Evangelho, o cego é o único dentre a multidão, a reconhecer Jesus como o Messias, como o Redentor, como o Senhor. Sua profissão de fé é feita aos poucos. Primeiro ele pede a cura para sua deficiência visual. Após a cura física, ele vai proclamando que foi Jesus quem o curou. Isso causa problemas com os sacerdotes e ministros religiosos. O cego não tem dúvidas e dasfia os poderosos que o expulsam da comunidade.
Ao encontrar Jesus, aquele que fora cego faz sua profissão de fé, ajoelhando-se e proclamando Jesus como Senhor.
A reação do Cristo, diante do confronto do ex-cego com a liderança religiosa e a multidão, faz o registro das duas cegueiras, a física e a espiritual. “Se vocês fossem cegos não teriam pecado. Mas como dizem que enxergam, o seu pecado permanece”, diz para as lideranças. Pecado é permanecer na escravidão de convicções antigas que não libertam, é não procurar a verdade e não se abrir a ela, é não reconhecer em Jesus de Nazaré, a luz que veio ao mundo.
É sobre a luz de Jesus, o texto da Carta de Paulo aos Efésios. Pelo batismo fomos iluminados pela luz de Cristo. Deixemo-nos iluminar por ela. O fruto dessa luz chama-se bondade, justiça, verdade.
A fé é a iluminação que faz ver.
O ser humano corre o risco de fazer escolhas segundo as aparências. O episódio do cego nos confirmou esse risco, quando os mestres da Lei rejeitaram o testemunho dele e o expulsaram. São Paulo falou-nos que Cristo é Luz e ilumina nós, os batizados.
Um antigo hino cristão, usado pelo Apóstolo, encerra nossa reflexão: “Desperta, tu que dormes, levanta-te dentre os mortos e sobre ti Cristo resplandecerá.”
                                                                      Pe. Cesar Augusto dos Santos, SJ
                                                                                            Fonte: radiovaticana.va    
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sábado, 29 de março de 2014

Muito proveitosa a

Reunião da CAPF em Itajubá

Com a finalidade de sugerir diretrizes para a dinamização da Catequese Matrimonial e dos Cursos de Noivos nas paróquias, membros da Comissão Arquidiocesana da Pastoral Familiar (CAPF) reuniram-se na manhã deste sábado no Centro Pastoral da Paróquia São Benedito (Itajubá-MG).
O encontro contou com a presença de mais de vinte participantes: Padre Lucimar Pereira Goulart (Assessor - Ouro Fino-MG); Luiz Carlos Camporezi Maria Rita Tostes Camporezi (casal coordenador - Pouso Alegre); Eurípedes de Rezende e Regina Célia dos Santos RezendeFernando Ribeiro de Paula e Valéria Pereira Pedrezzine de PaulaCarlos Roberto Batista e Maria José Braga Batista; (Setor Mantiqueira); Andresa Fermiano LucasRoger Alexandre Emygdio Azevedo e Elenilda de Fátima da Rosa AzevedoLuiz Gonzaga da Rosa e Maria Stela Barros Palma da Rosa (Setor Paraíso); Cláudio Ramos (Setor Mogi); Paulo Bochi Ribeiro (Setor Sapucaí); Cirineu Venâncio RibeiroJosé Luiz de Souza Machado (Setor Mandu). Também o Cônego Sebastião Camilo de Almeida, pároco da Paróquia São Benedito, participou durante certo tempo da reunião e apresentou algumas considerações sobre o tema em estudo.
A acolhida foi feita por Fernando e a oração inicial conduzida por sua esposa Valéria. Seguiu-se a apresentação dos participantes e a leitura da ata pelo secretário Eurípedes (Lippy). Padre Lucimar iniciou sua fala dizendo da necessidade de se estabelecerem metas concretas para a ação em favor da Família. Para isso, considerou que seria muito interessante a integração nas paróquias dos responsáveis pelos encontros de noivos com os agentes da Pastoral Familiar.
Após diversas considerações dos participantes, o casal Luiz e Rita propuseram que se selecionassem, para o encontro do dia 25 de maio próximo, temas essenciais para a preparação de noivos. Luiz e Maria Stela sugeriram quatro temas, que foram aceitos: - Relacionamento Conjugal; - Sexualidade; - Geração e Educação de filhos; - Sacramento do MatrimônioEsses temas serão trabalhados no referido encontro por alguns sacerdotes convidados tendo em vista à formação de casais agentes. Cada paróquia deverá enviar um casal e serão disponibilizadas mais quatro vagas por setor pastoral.
Na parte final da reunião os casais convidados, José Benedito Santiago Higino e Regina Piedade Moreira Higino (Paróquia São Benedito - Itajubá) e Wilson Sebastião Silva Vilma Aparecida da Silva (Paróquia Sagrada Família - Itajubá) uniram-se aos participantes.
Fernando, a partir do pensamento do Papa Francisco na Exortação Apostólica “A Alegria do Evangelho”, apresentou algumas idéias de como trabalhar o Setor Pós-Matrimonial.
A reunião foi encerrada com um momento de oração conduzido pelo Padre Lucimar, que deu a bênção aos presentes. Seguiu-se um saboroso almoço.
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Momentos do Encontro



































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Papa nomeia dom Mol membro do

Pontifício Conselho para a Cultura

Dom Joaquim Mol
O bispo auxiliar da arquidiocese de Belo Horizonte (MG) e reitor da Pontíficia Universidade Católica de Minas Gerais, dom Joaquim Mol, foi nomeado pelo papa Francisco, neste sábado, dia 29 de março, membro do Pontifício Conselho para a Cultura, que atua no diálogo da Igreja com a cultura em proximidade com os valores do Evangelho.
Dom Mol preside, na Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), a Comissão Episcopal Pastoral para a Cultura e a  Educação. É também membro do Conselho Episcopal Pastoral e do Conselho Permanente da Conferência. Faz parte da diretoria das Edições da CNBB e preside  a Comissão para a Reforma Política. É membro da Sociedade de Teologia e Ciências da Religião do Brasil. Atualmente,  integra o Conselho Curador da Fundação João Paulo II e a Fundação Mariana Resende Costa, do Conselho Consultivo da Sociedade Mineira de Cultura.
                                                                                                    Fonte: cnbb.org.br    
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Leituras do 4º Domingo do Advento


1ª Leitura: 1Sm 16,1b.6-7.10-13a           Salmo: 23(22)          2ª Leitura: Ef 5,8-14
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Evangelho:  Jo 9,1-41
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"Eu creio, Senhor!"
Jesus ia passando, quando viu um cego de nascença. Os seus discípulos lhe perguntaram: “Rabi, quem pecou para que ele nascesse cego, ele ou seus pais?” Jesus respondeu: “Nem ele nem seus pais pecaram, mas é uma ocasião para que se manifestem nele as obras de Deus. É preciso que façamos as obras daquele que me enviou, enquanto é dia. Vem a noite, quando ninguém poderá trabalhar. Enquanto estou no mundo, sou a luz do mundo”. Dito isso, cuspiu no chão, fez barro com a saliva e aplicou-a nos olhos do cego. Disse-lhe então: “Vai lavar-te na piscina de Siloé” (que quer dizer: Enviado). O cego foi, lavou-se e voltou enxergando. Os vizinhos e os que sempre viam o cego pedindo esmola diziam: “Não é ele que ficava sentado pedindo esmola?” Uns diziam: “Sim, é ele”. Outros afirmavam: “Não é ele, mas alguém parecido com ele”. Ele, porém, dizia: “Sou eu mesmo”. Então lhe perguntaram: “Como é que se abriram os teus olhos?” Ele respondeu: “O homem chamado Jesus fez barro, aplicou nos meus olhos e disse-me: ‘Vai a Siloé e lava-te’. Eu fui, lavei-me e comecei a ver”. [...] Voltaram a interrogar o homem que antes era cego: “E tu, que dizes daquele que te abriu os olhos?” Ele respondeu: “É um profeta”. [...] Os judeus, outra vez, chamaram o que tinha sido cego e disseram-lhe: “Dá glória a Deus. Nós sabemos que esse homem é um pecador”. Ele respondeu: “Se é pecador, não sei. Só sei que eu era cego e agora vejo”. [...] Se esse homem não fosse de Deus, não conseguiria fazer nada”. Eles responderam-lhe: “Tu nasceste todo em pecado e nos queres dar lição?” E o expulsaram. Jesus ficou sabendo que o tinham expulsado. Quando o encontrou, perguntou-lhe: “Tu crês no Filho do Homem?” Ele respondeu: “Quem é, Senhor, para que eu creia nele?” Jesus disse: “Tu o estás vendo; é aquele que está falando contigo”. Ele exclamou: “Eu creio, Senhor!” [...].
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Reflexão
Certamente, a tensão em que as comunidades do quarto evangelho viviam junto às autoridades religiosas judaicas pode ter influenciado a construção desta narrativa, com seus diversos confrontos entre os que acolhem e os que se negam a reconhecer Jesus como o filho de Deus. No entanto, o texto possui um forte simbolismo batismal, o que explica sua escolha, desde antiga tradição, para o tempo quaresmal. O nome da piscina em que o cego se lava - “Siloé”, palavra que quer dizer “enviado” - aponta para um dos sentidos mais profundos desta passagem. Quem mergulha no “enviado”, recupera a visão. E aqui se misturam o simbolismo da água com o simbolismo da luz e da “unção”, que em grego significa “crisma”, donde deriva “Cristo”. O texto culmina com a profissão de fé - característica dos relatos evangélicos do ano A - e com um epílogo surpreendente: os papéis são trocados e os juízes são julgados.
Na Igreja primitiva, o batismo era conhecido como iluminação. De fato, a cura do cego tornou-se uma parábola da iluminação batismal. O(a) batizado(a) é um(a) iluminado(a) que tem os olhos abertos por Cristo no banho em seu nome. A iluminação é progressiva: primeiro, o cego chama Jesus de homem; depois, de profeta; finalmente, de Senhor. O batismo não é um título, mas um caminho. Na experiência do cego, essa evolução coincide com o processo de iniciação no caminho de Jesus. O texto descreve as dificuldades que a pessoa deve enfrentar até proferir a fé de modo pessoal e profundo e mostra que a libertação não acontece sem a nossa efetiva participação, deixando as obras das trevas e assumindo gradativamente as obras da luz. O caminho progressivo do cego de nascença se atualiza nos passos de quem procurar traduzir em ações concretas esta passagem: “Sabemos que passamos da morte para a vida quando amamos os irmãos”, diz o apóstolo João (Jo 3,14). 
Esta passagem - páscoa e transformação - tem lugar no próprio ato de nossa celebração. Na celebração deste domingo, é toda a assembléia que se coloca no caminho da passagem das trevas para a luz, fazendo-se catecúmena, deixando-se iluminar pelo Cristo e por seu Espírito, retomando o propósito da conversão e do amor concreto como exigência batismal. Não é à toa que o texto do evangelho se estrutura através de alguns ritos litúrgicos, como a unção, o banho e a prostração: foi através da unção e do banho que o cego recuperou a vista e, pela prostração, reconheceu Jesus como Senhor. Enquanto o banho evoca o batismo, a unção aponta para a ação total do Espírito em nós, que nos recria, transforma e consagra. O gesto litúrgico da prostração significa o reconhecimento total e a adesão incondicional ao Cristo.
Reflexão: revistadeliturgia.com.br    Banner: cnbb.org.br    Ilustração: franciscanos.org.br
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Arcebispo brasileiro é nomeado membro da

Congregação para os Institutos de Vida Consagrada e as Sociedades de Vida Apostólica

Dom Jaime Spengler
O arcebispo metropolitano de Porto Alegre, Dom Jaime Spengler, foi nomeado pelo Santo Padre, o Papa Francisco, como um dos novos membros da Congregação para os Institutos de Vida Consagrada e as Sociedades de Vida Apostólica. Para este mesmo dicastério, o Papa confirmou como presidente o Cardeal brasileiro Dom João Braz de Aviz. A nomeação foi publicada neste sábado, dia 29 de março, no boletim de imprensa da Santa Sé. Além do Cardeal Braz de Aviz, Dom Jaime foi o único brasileiro nomeado para esta Congregação.
Dom Jaime Spengler tem sua origem vocacional na Ordem dos Frades Menores, OFM. É o sétimo arcebispo metropolitano de Porto Alegre. No Brasil, o arcebispo é membro da Comissão Episcopal Pastoral para os Ministérios Ordenados e a Vida Consagrada da CNBB Nacional.
O Santo Padre confirmou ainda o Presidente do Pontifício Conselho para a Cultura, o cardeal italiano Gianfranco Ravasi, e além de ratificar em seus cargos todos os membros e consultores, nomeou novos, como Dom Joaquim Giovanni Mol Guimarães, Bispo auxiliar de Belo Horizonte, MG. 
Ainda neste sábado, foi anunciada a confirmação em seu cargo de Presidente do Pontifício Conselho para o diálogo Inter-religioso o Cardeal francês Jean Louis Tauran. Francisco também confirmou todos os membros e consultores deste dicastério até a conclusão de seus mandatos.
                                                                          Fonte: radiovaticana.va       news.va       
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sexta-feira, 28 de março de 2014


Papa Francisco na celebração penitencial: 
"Jesus nos espera nos últimos, nos pobres" 

Cidade do Vaticano (RV) - O Papa Francisco presidiu a celebração penitencial na tarde desta sexta-feira, na Basílica de São Pedro. A cerimônia marcou o início da iniciativa "24 horas para o Senhor", promovida pelo Pontifício Conselho para a Promoção da Nova Evangelização, neste tempo quaresmal.
O Papa confessou alguns fiéis e depois se confessou com um dos 61 sacerdotes presentes na basílica vaticana. O evento "24 horas para o Senhor" está sendo realizado em várias dioceses do mundo, em vista do IV Domingo da Quaresma, Dominica Laetare, 30 de março. 
Eis a homilia do Papa Francisco, na íntegra.
O amor de Deus dura
para sempre
No período da Quaresma, a Igreja, em nome de Deus, renova o apelo à conversão. É um chamado a mudar de vida. Converter-se não é questão de um momento ou de um período do ano... é um compromisso que dura toda a vida. Quem, entre nós, pode pensar que não é pecador? Ninguém. O Apóstolo João escreve: “Se dissermos: ‘Não tempos pecado’, enganamo-nos a nós mesmos e a verdade não está em nós. Se confessarmos os nossos pecados, ele, que é fiel e justo, perdoará os nossos pecados e nos purificará de toda injustiça”. (1 Jo 1,8-9). É o que acontece também aqui nesta celebração e em toda esta ‘jornada’ penitencial. A Palavra de Deus que acabamos de ouvir nos apresenta dois elementos essenciais da vida cristã. 
O primeiro é “Revestir-nos do Homem Novo, criado segundo Deus” (Ef 4,24), que nasce no Batismo, quando recebemos a própria vida de Deus que faz de nós seus filhos e nos incorpora a Cristo e à sua Igreja. Esta vida nova nos permite ver a realidade com olhos diferentes, sem nos deixar distrair por coisas que não contam nada e que não podem durar no tempo. Por isso, somos chamados a renunciar a comportamentos do pecado e dirigir nossos olhos ao essencial. 
«O homem vale mais por aquilo que é do que por aquilo que tem» (Gaudium et spes, 35). Eis a diferença entre a vida deformada pelo pecado e a vida iluminada pela graça. Do coração do homem renovado por Deus, provêm bons comportamentos: falar sempre a verdade e evitar toda mentira; não roubar, mas compartilhar aquilo que se tem com os outros, especialmente com quem precisa; não ceder à ira, ao rancor e à vingança, mas ser dócil, generoso e pronto ao perdão; não fazer calúnias que arruínam a fama das pessoas, mas ver mais o lado positivo de cada um. 
Acolhamos e demos
misericórdia
O segundo elemento é: Permanecer no amor. O amor de Jesus Cristo dura para sempre, nunca terá fim, porque é a própria vida de Deus. Este amor vence o pecado e dá a força para nos reerguermos e recomeçar, porque com o perdão, o coração se renova e rejuvenesce. O nosso Pai nunca se cansa de amar e seus olhos não se cansam de olhar para a rua de casa para ver se o filho que saiu está voltando ou se perdeu. E este Pai não se cansa também de amar o outro filho, que embora esteja sempre em casa com ele, não é partícipe da sua misericórdia e da sua compaixão. Deus não está somente na origem do amor, mas, em Jesus Cristo, nos chama a imitar o seu mesmo modo de amar: “Amai-vos uns aos outros como eu vos amei”. (Jo 13,34). Na medida em que os cristãos vivem este amor, se tornam discípulos críveis de Cristo no mundo. O amor não consegue ficar fechado em si mesmo. É aberto por natureza, se difunde e é fecundo, gera sempre novo amor. 
Queridos irmãos e irmãs, depois desta celebração, muitos entre vocês serão missionários e proporão a outros a experiência da reconciliação com Deus. “24 horas para o Senhor” é uma iniciativa à qual aderiram muitas dioceses, em várias partes do mundo. A todos que encontrarem, vocês podem transmitir a alegria de receber o perdão do Pai e de reencontrar a amizade plena com Ele. Quem vivencia a misericórdia divina é incentivado a ser artífice de misericórdia em meio aos últimos e aos pobres. Jesus nos aguarda nestes “irmãos menores”! Vamos ao encontro deles e celebraremos a Páscoa na alegria de Deus! (CM/MJ)
                                                                           Fonte: radiovaticana.va       news.va       
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Papa Francisco no final desta manhã:

"A Confissão não é um tribunal de condenação, 
mas experiência de perdão e de misericórdia!"

Cidade do Vaticano (RV) – O Papa Francisco recebeu em audiência, no final desta manhã, cerca de 600 participantes do Curso sobre Foro interno, promovido pela Penitenciaria Apostólica.
Em seu discurso, o Papa ressaltou a relevância deste curso, pois contribui para a formação de bons confessores – vista a importância deste ministério. 
Aos sacerdotes, o Pontífice recordou que o protagonista do Sacramento da Reconciliação é o Espírito Santo, que confere ao penitente a vida nova transmitida pelo Ressuscitado.
"A misericórdia é o coração do Evangelho"
O confessor deve acolher o penitente não com uma atitude de juiz, nem mesmo de um simples amigo, mas com a caridade de Deus, com o amor de um pai que vê o filho voltar e vai ao seu encontro, do pastor que reencontra a ovelha perdida. “O coração do sacerdote é um coração que sabe se comover, não por sentimentalismo ou por mera emotividade, mas pelas ‘vísceras de misericórdia’ do Senhor!”
Retomando a tradição, Francisco indicou o dúplice papel do confessor: curar como um médico e absolver como um juiz, doando generosamente a vida nova de Cristo. “A misericórdia é o coração do Evangelho. (...) Não nos esqueçamos que os fiéis têm dificuldade em se aproximar deste Sacramento, seja por razões práticas, seja pela dificuldade natural de confessar a outro homem os próprios pecados. Por esta razão, é preciso trabalhar muito sobre nós mesmos, sobre a nossa humanidade, para jamais sermos um obstáculo, mas para favorecer sempre a aproximação à misericórdia e ao perdão.” Às vezes, constatou, algumas pessoas se afastam desse Sacramento depois de uma experiência negativa com o confessor, que foi imprudente e deixou faltar amor pastoral.
Todavia, advertiu o Papa, é preciso estar atentos a dois opostos extremos: o rigorismo e o laxismo. “Nenhum dos dois faz bem, porque na realidade não levam o penitente em consideração. Ao invés, a misericórdia ouve realmente com o coração de Deus e quer acompanhar a alma no caminho da reconciliação. A Confissão não é um tribunal de condenação, mas experiência de perdão e de misericórdia!.”
Consciente das dificuldades que muitas vezes a Confissão encontra, o Papa ressaltou que é importante que as dioceses e as comunidades paroquiais deem uma atenção especial a este Sacramento, recomendando que em cada paróquia os fiéis saibam quando podem encontrar os sacerdotes disponíveis. “Quando há fidelidade, os frutos se veem”, concluiu. (BF)








A Festa do Perdão começa hoje

Cidade do Vaticano (RV) – Com uma celebração penitencial presidida pelo Papa Francisco, na Basílica de São Pedro, começa na tarde desta sexta-feira, 28, a iniciativa “24 horas para o Senhor”. Na cerimônia, o Papa vai confessar pessoalmente alguns fiéis.
Três igrejas do centro de Roma ficarão abertas durante toda a noite para orações e confissões. “Será uma festa do perdão à qual vão aderir dioceses e paróquias do mundo todo”, disse Francisco, no último domingo.
Jovens pertencentes a várias realidades eclesiais serão “os novos evangelizadores” de seus coetâneos, convidando-os a entrar nas igrejas, onde padres estarão à disposição para quem quiser se confessar. Sábado, às 17h, na igreja de Santo Spirito in Sassia, Dom Rino Fisichella celebrará as vésperas do IV Domingo de Quaresma, encerrando a iniciativa. O Pontifício Conselho para a Nova Evangelização é o promotor das “24 horas para o Senhor”. 
A Rádio Vaticano transmite ao vivo, da Basílica de São Pedro, a celebração penitencial de abertura da iniciativa, a partir das 16h50 (12h50 no horário de Brasília), com comentários em português. Padre José Raimundo dos Santos, da Diocese de Amargosa, na Bahia, é estudante em Roma e colabora com o Programa Brasileiro. Ele nos esclarece sobre o significado desta celebração. (CM)
Fonte: radiovaticana.va     Foto: arquidiocesedecampogrande.org.br     Banner:  news.va       
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Papa Francisco na missa desta sexta-feira:

Deus ama, não sabe fazer outra coisa

Cidade do Vaticano (RV) - Deus ama, “não sabe fazer outra coisa”. Foi o que sublinhou o Papa Francisco na Missa da manhã desta sexta-feira na Casa Santa Marta. O Papa reiterou que o Senhor sempre nos espera e nos perdoa, é “o Deus da misericórdia” que nos faz festa quando retornamos a Ele.
Deus não se cansa de nos amar
Deus tem saudades de nós quando nos afastamos d’Ele. O Papa Francisco fez a sua homilia partindo do Livro do Profeta Oséias, na primeira leitura. Deus, observou Francisco, nos fala com ternura. Também quando “nos convida à conversão”, e esta palavra nos “soa um pouco forte” evidenciou, dentro há “essa saudade amorosa de Deus”. Há a exortação do Pai que diz ao filho: “Volte, é hora de voltar para casa”. Portanto, somente “com essas palavras podemos passar tantas horas em oração”:
“É o coração do nosso Pai, Deus é assim: não se cansa, não se cansa! E durante tantos séculos fez isso, apesar de tanta apostasia, de tanta apostasia do povo. E Ele sempre volta, porque o nosso Deus é um Deus que espera. Naquela tarde no Paraíso terrestre, Adão saiu do Paraíso com uma punição e também com uma promessa. E Ele é fiel, o Senhor é fiel à sua promessa, porque não pode negar a si mesmo. É fiel. E assim ele esperou por todos nós, ao longo da história. É o Deus que nos espera sempre”.
Francisco dirigiu em seguida o seu pensamento à Parábola do Filho Pródigo. O Evangelho de Lucas, recordou, nos diz que o pai vê seu filho de longe, porque esperava por ele. O pai, acrescentou, “caminhava no terraço todos os dias para ver se o filho voltava. Esperava. E quando o vê, vai rapidamente” e “se lança no seu pescoço”. O filho tinha preparado algumas palavras para dizer, mas o pai não o deixa falar: “Com o abraço lhe tapa a boca”.
“Este é o nosso Pai, o Deus que nos espera. Sempre. 'Mas, padre, eu tenho muitos pecados, eu não sei se Senhor vai ficar contente. 'Mas tente! Se você quer saber sobre a ternura deste Pai, vai até Ele e prove, depois você me diz’. O Deus que nos espera. Deus que espera e também Deus que perdoa. É o Deus da misericórdia: nunca se cansa de perdoar. Somos nós que nos cansamos de pedir perdão, mas Ele não se cansa. Setenta vezes sete: sempre; avante com o perdão. E do ponto de vista de uma empresa, o saldo é negativo. Ele sempre perde: perde no balanço das coisas, mas vence no amor”.
E isso, prosseguiu, porque Ele “é o primeiro que cumpre o mandamento do amor”. “Ele ama - disse o Papa - não sabe fazer outra coisa”. E também “os milagres que Jesus fazia, com muitos doentes - acrescentou - também eram um sinal do grande milagre que cada dia o Senhor faz conosco, quando temos a coragem de se levantar e ir até Ele”. E quando isso acontece, afirmou o Papa, Deus nos faz festa. “Não como o banquete daquele homem rico, que tinha na porta o pobre Lázaro”, advertiu, Deus “faz outro banquete, como o pai do filho pródigo”:
“'Porque você vai florescer como um lírio”, é a promessa: “Eu vou fazer festa para você'. 'Vão se espalhar os seus brotos e você terá a beleza da oliveira e a fragrância do Líbano’. A vida de cada pessoa, de cada homem, de cada mulher, que tem a coragem de se aproximar do Senhor, vai encontrar a alegria da festa de Deus. Então, que essa palavra nos ajude a pensar no nosso Pai, Pai que nos espera sempre, que nos perdoa sempre e que faz festa quando voltamos”. (SP)
                                                                                          Fonte: radiovaticana.va
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quinta-feira, 27 de março de 2014

Papa aos políticos:

"Pecadores serão perdoados, corruptos não"

Cidade do Vaticano (RV) – Cerca de 500 políticos, entre deputados, senadores e ministros do governo italiano participaram, às 7h desta quinta-feira, da missa celebrada pelo Papa Francisco no Altar da Cátedra da Basílica de São Pedro. 
Os Presidentes da Câmara e do Senado, Laura Boldrini e Pietro Grasso, lideraram o grupo. O convite foi feito no início de fevereiro pelo capelão de Montecitorio (sede do Governo), Mons. Lorenzo Leuzzi, “atendendo a desejo do Papa de acolher os pedidos de muitos parlamentares que queriam participar de sua missa da manhã”. 
Em sua homilia, Francisco lembrou que nos tempos de Jesus, a classe dirigente havia se afastado do povo, o havia ‘abandonado’ por ser corrupta e incapaz de enxergar além de sua ideologia. 
“Interesses partidários e lutas internas: nisso pensavam aqueles que comandavam, ao ponto que quando Messias apareceu diante deles, não o reconheceram e o acusaram de ser um curandeiro do bando de Satanás”.
Na primeira leitura, extraída do livro de Jeremias, o profeta narra o “lamento de Deus” por uma geração que não lhe prestou ouvidos e que se justificava por seus pecados, dando-lhe as costas. “Esta é a dor do Senhor, a dor de Deus”, disse o Papa.
“O coração daquelas pessoas com o tempo se endureceu tanto que ficou impossível ouvirem a voz do Senhor. É muito difícil um corrupto voltar atrás. Os pecadores sim, porque o Senhor é misericordioso e os espera, mas os corruptos ficam presos em suas coisas; e por isso, se justificam”.
Estas pessoas, prosseguiu o Papa, “erraram o caminho”, fizeram resistência à salvação de amor do Senhor e acabaram se desviando da fé. 
“Os fariseus recusaram o amor do Senhor e esta negação os levou a um caminho que não era o da dialética da liberdade que o Senhor oferecia, mas o da lógica da necessidade, onde não há lugar para o Senhor. Na dialética da liberdade, existe o Senhor bom, que nos ama tanto! Ao contrário, na lógica da necessidade não há lugar para Deus: a ordem é ‘fazer’, ‘dever’... é uma ordem comportamental: são homens de boas maneiras, mas de péssimos costumes”. 
A Quaresma, concluiu Francisco, nos lembra que “Deus ama todos” e que “devemos fazer o esforço de nos abrir a Ele”: 
“Fará bem a todos nós pensar no convite do Senhor ao amor e nos questionarmos se estamos caminhando neste sentido, ou estamos ‘correndo o risco de nos justificar e escolhermos outro caminho?’ Rezemos ao Senhor para que nos dê a graça de optar sempre pela estrada da salvação, que nos abra à salvação que vem somente de Deus e da fé, e não das propostas dos ‘doutores do dever’ que perderam a fé e regiam o povo com a teologia pastoral do dever”.
Desde que tomou posse, em 22 de fevereiro passado, o Governo do jovem premiê Matteo Renzi tem recebido encorajamentos do Vaticano: o Cardeal Secretário de Estado, Dom Pietro Parolin, fez votos de que Renzi consiga realizar as reformas estruturais necessárias ao país, tendo como prioridade a questão do trabalho e as famílias. 
                                                                                          Fonte: radiovaticana.va
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quarta-feira, 26 de março de 2014

Papa Francisco:
O sacerdote deve alimentar seu ministério 
para não se tornar medíocre 

Cidade do Vaticano (RV) – Mais de 60 mil pessoas lotaram a Praça S. Pedro esta quarta-feira para a Audiência Geral com o Papa Francisco.
Sob garoa, o Pontífice fez o giro da Praça de papamóvel para receber e retribuir o carinho dos fiéis. Prosseguindo suas reflexões sobre os Sacramentos, o Pontífice dedicou sua catequese ao Sacramento da Ordem.
A Ordem, explicou Francisco, é o Sacramento que habilita ao exercício do ministério confiado por Jesus aos Apóstolos de apascentar com amor o seu rebanho, compreendendo três graus: episcopado, presbiterado e diaconato. Nesse sentido, os ministros que são escolhidos e consagrados para este serviço prolongam no tempo a presença e a ação do único verdadeiro Mestre e Pastor, que é Cristo.
Na verdade, o ministro ordenado é posto à frente da comunidade, mas este ato deve ser entendido como serviço: “Quem no meio de vós quiser ser o primeiro – ensinou Jesus – seja vosso servo”: 
Em virtude da Ordem, o ministro dedica-se inteiramente à própria comunidade e ama-a com todo o seu coração: é a sua família. O bispo, o sacerdote amam a Igreja em suas comunidades e a amam fortemente. Como? Como Cristo ama a Igreja. O mesmo dirá S. Paulo do matrimônio: o esposo ama sua esposa, assim como Cristo ama a Igreja. É um mistério grande de amor. Os dois sacramentos, do ministério e do matrimônio, são o caminho pelo qual as pessoas habitualmente vão ao Senhor. 
Por isso, o apóstolo Paulo recomenda ao seu discípulo Timóteo que não se canse de reavivar o dom que está nele, recebido pela imposição das mãos. Quando não se alimenta o ministério com a oração e também com o Sacramento da Penitência – advertiu o Pontífice - acaba-se por perder de vista, inevitavelmente, o sentido autêntico do próprio serviço:
O bispo ou o sacerdote que não reza, que não ouve a Palavra de Deus, que não celebra todos os dias, que não se confessa regularmente, acaba por perder a união com Jesus e se torna uma mediocridade que não faz bem à Igreja. 
Por isso, devemos ajudar os bispos, os sacerdotes nesta direção, disse o Papa, que concluiu dirigindo-se aos que querem se tornar sacerdotes: 
Não se vendem bilhetes de entrada. Trata-se de uma iniciativa que toma o Senhor. O Senhor chama, chama cada um que quer que se torne sacerdote. (...) Quem sentiu a vontade de se tornar sacerdote, de servir os outros, de estar toda a vida a serviço para catequizar, batizar, perdoar, celebrar a Eucaristia, cuidar dos doentes... Se algum de vocês sentiu isso no coração, foi Jesus quem colocou. Cultivem este convite e rezem para que ele cresça e dê o fruto em toda a Igreja. (BF)
                                                                    Fonte: radiovaticana.va          news.va
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Nomeado bispo para Cornélio Procópio (PR)

O papa Francisco acolheu o pedido de renúncia apresentado por dom Getúlio Teixeira Guimarães, em conformidade com o cânon 401.1 do Código de Direito Canônico, e nomeou hoje, 26, como bispo da diocese de Cornélio Procópio (PR), dom Manoel João Francisco, transferindo-o da sede episcopal de Chapecó (SC).
Trajetória
Dom Manoel João Francisco é natural de Machados, Itajaí (SC). Recebeu a ordenação presbiteral em 8 de dezembro de 1973, em Navegantes (SC). Foi nomeado bispo em 28 de outubro de 1998. É bispo de Chapecó desde 21 de fevereiro de 1999.
Entre 2003 e 2007, foi presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Liturgia da CNBB. Também atuou como referencial da Pastoral Indígena e da Liturgia no regional Sul 4 (Santa Catarina). Em 2011, foi eleito presidente do Conselho Nacional de Igrejas Cristãs (Conic).
                                                                                                    Fonte: cnbb.org.br
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