sexta-feira, 31 de outubro de 2014

Alegria, gratidão e esperança:

Papa é convidado a visitar Brasília em 2017


Cidade do Vaticano (RV) – O Papa Francisco recebeu em audiência esta manhã, no Vaticano, o Arcebispo de Brasília, Dom Sérgio da Rocha.
Dom Sérgio está no Vaticano visitando algumas Congregações na qualidade de Presidente da Comissão Episcopal para a Doutrina da CNBB. 
O Santo Padre será sempre muito bem-vindo!
Ao Pontífice, o Arcebispo renovou um convite que lhe foi feito por ocasião da Jornada Mundial da Juventude no Rio de Janeiro: visitar a capital federal em 2017, quando Francisco irá a Aparecida para celebrar os 300 anos da imagem de Nossa Senhora.
Como resposta de Francisco, Dom Sérgio ouviu três palavras: alegria, gratidão e esperança. 
“Alegria por sentir o afeto por parte do povo e do episcopado brasileiro, gratidão pelo convite e, por fim, a esperança que ele mesmo demonstrou [de concretizar a visita]. Graças a Deus, o Papa não excluiu a possibilidade de visitar Brasília, que além de ser a capital federal, é a sede da CNBB e de outras organizações ligadas à Igreja. Eu creio que nós vamos ter sim a presença dele em Brasília caso se confirme esta visita ao Brasil”, declarou Dom Sérgio em entrevista ao Programa Brasileiro.
                                                                                     Fonte: radiovaticana.va
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Papa aos carismáticos nesta sexta-feira:

Rezar e anunciar Jesus juntos


Em sua série de audiências, na manhã desta sexta-feira, o Santo Padre recebeu, na Sala Paulo VI, cerca de mil membros da "Fraternidade Católica de Comunidades e Associações da Aliança Carismática", que iniciaram, hoje, seu XVI Congresso Internacional sobre o tema: “Louvor e adoração por uma Nova Evangelização”.
Unidos na diversidade
A Fraternidade Católica reúne 51 comunidades carismáticas católicas, presentes em 14 países. Não se trata de um movimento eclesial hierarquicamente estruturado, mas de uma federação de comunidades e associações, reconhecidas pelos respectivos Ordinários diocesanos, que, no respeito aos diferentes carismas, contribuem com a edificação da única Igreja de Cristo. 
Em seu discurso aos numerosos participantes no Congresso Internacional, o Papa Francisco aprofundou o tema “unidade na diversidade”. A unidade não é uniformidade e nem pensar do mesmo modo ou perder a própria identidade. Pelo contrário, é reconhecer e aceitar, com alegria, os diversos dons, que o Espírito Santo concede a cada um, e colocá-los a serviço de todos na Igreja.
“Unidade na diversidade” é também ouvir, aceitar as diferenças, ser livre de pensar diferentemente e manifestar o próprio pensamento livremente, com o devido respeito para com o irmão. E o Papa afirmou: “Todo cristão precisa abrir o seu coração à ação santificadora do Espírito Santo, que muda a nossa vida”.
Francisco: sinal de comunhão
A seguir, referindo-se ao tema do Congresso Internacional “Louvor e adoração por uma Nova Evangelização”, o Pontífice explicou:
O louvor é a inspiração que nos dá a vida porque é a intimidade com Deus, que aumenta com o louvor diário... O cristão não vive sem louvor e sem a missão. Foi a própria Renovação Carismática que lembrou à Igreja a necessidade e a importância da oração de louvor... Além da oração de louvor, a oração de intercessão é, hoje, um grito ao Pai pelos nossos irmãos cristãos perseguidos e assassinados e pela paz no nosso mundo conturbado”.
Por fim, o Bispo de Roma falou da segunda parte do tema do Congresso Internacional: a “Nova Evangelização”, citando a Exortação do beato Paulo VI sobre a evangelização: “A força da evangelização enfraquece quando seus anunciadores são divididos entre si. O testamento espiritual de Jesus recomenda “unidade entre seus seguidores”, um critério de credibilidade dos cristãos. E falando sobre o destino da evangelização, ligado ao testemunho da unidade da Igreja, o Papa recomendou:
Jovens brasileiros cantam para Francisco
Ecumenismo espiritual, rezar e anunciar juntos que Jesus é o Senhor e juntos ir ao encontro dos pobres, em todas as suas pobrezas. Hoje, o sangue derramado pelos muitos mártires Cristãos, nas várias partes do mundo, nos interpela e nos impele à unidade. Pelos perseguidores, nós somos um! Ecumenismo do sangue.”
O Santo Padre concluiu seu discurso aos participantes do Congresso Internacional da Fraternidade Católica resumindo-o com as seguintes palavras: “Busquem a unidade, que é obra do Espírito Santo, e não temam as diversidades. Oração de louvor e missão. Ecumenismo espiritual e ecumenismo de sangue. A unidade do Corpo de Cristo.
No final do seu pronunciamento, o Papa Francisco agradeceu, de modo especial, os jovens músicos, provenientes do norte do Brasil, que o receberam, com tanto carinho, com o canto “Vive Jesus, o Senhor”!
                                                                                     Fonte: radiovaticana.va
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Leituras da

Solenidade de Todos os Santos


1ª Leitura:  Ap 7,2-4.9-14                   Salmo: 24(23)                   2ª Leitura: 1Jo 3,1-3
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EvangelhoMt 5,1-12a
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Vendo Jesus as multidões, subiu ao monte e sentou-se. Os discípulos aproximaram-se, e Jesus começou a ensiná-los: “Felizes os pobres no espírito, porque deles é o Reino dos Céus. Felizes os que choram, porque serão consolados. Felizes os mansos, porque receberão a terra em herança. Felizes os que têm fome e sede da justiça, porque serão saciados. Felizes os misericordiosos, porque alcançarão misericórdia. Felizes os puros no coração, porque verão a Deus. Felizes os que promovem a paz, porque serão chamados filhos de Deus. Felizes os perseguidos por causa da justiça, porque deles é o Reino dos Céus. Felizes sois vós, quando vos injuriarem e perseguirem e, mentindo, disserem todo mal contra vós por causa de mim. Alegrai-vos e exultai, porque é grande a vossa recompensa nos céus”.
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Reflexão
Nossa vocação comum é à santidade

A festa de todos os santos e santas de Deus é uma festa antiga na Igreja. No século II, a Igreja já celebrava a memória dos seus mártires para que, inspirados por seu testemunho, os fiéis pudessem se manter firmes no testemunho de Jesus Cristo. É uma festa para todos os fiéis, pois nossa vocação comum é à santidade. A primeira bem-aventurança (v. 3) é o fundamento de todas as demais. No ser humano, há um espírito que ele recebeu de Deus, que o chamou à existência (Gn 2,7). A pobreza de espírito é uma pobreza em relação a Deus, isto é, diante de Deus o ser humano se encontra “desnudo”. Para o discípulo, viver essa realidade de maneira concreta é assumi-la com o coração puro. As bem-aventuranças são um apelo a viver a vida em referência a Deus e na confiança nele. Não há nenhum espaço para a passividade, pois o Espírito que age em nós nos conduz a um compromisso efetivo com o Reino de Deus. A perspectiva escatológica de cada bem-aventurança é o fundamento da vida moral, do agir concreto do cristão no mundo.
                                       Carlos Alberto Contieri, sj
      Reflexão: paulinas.org.br     Banner: cnbb.org.br     Ilustração: reparatoris.com
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Papa na missa desta sexta-feira::

O amor abre as portas da esperança, não o rigor da lei

Cidade do Vaticano (RV) – Cristãos que ficam tão presos à lei que se esquecem da justiça: este foi o tema da homilia que o Papa Francisco pronunciou durante a Missa celebrada esta manhã na Casa Santa Marta.
Deus escolheu ser próximo para nos salvar
No Evangelho do dia, Jesus pergunta aos fariseus se é lícito ou não curar aos sábados, mas eles não respondem. Ele, então, toma um doente pela mão e o cura. Diante da verdade, afirmou o Papa, os fariseus se calam, “mas tramavam contra Ele por trás”. Jesus repreende essas pessoas que “eram tão presas à lei a ponto de esquecerem a justiça”, negando até mesmo a ajuda aos pais idosos com a desculpa de terem dado tudo em doação ao Templo. Mas o que é mais importante? – perguntou o Papa - o quarto Mandamento ou o Templo?”.
Este caminho de viver presos à lei os afastava do amor e da justiça. Preocupavam-se com a lei e ignoravam a justiça e o amor. E para essas pessoas, Jesus só tinha uma única palavra: hipócritas. De um lado, vão em busca de proselitistas. E depois? Fecham a porta. Homens de fechamento, tão presos ao rigor da lei, mas não à lei, que é amor; e sempre fechavam as portas da esperança, do amor, da salvação... Homens que somente sabiam fechar”.
“O caminho para ser fiéis à lei, sem ignorar a justiça e o amor” – prosseguiu o Papa citando a Carta de São Paulo aos filipenses –, “é o caminho inverso: do amor à integridade; do amor ao discernimento; do amor à lei”: 
Este é o caminho que nos ensina Jesus, totalmente oposto ao dos doutores da lei. E este caminho do amor à justiça leva a Deus. Ao invés, o outro caminho, de ficar presos somente à lei, ao rigor da lei, leva ao fechamento, ao egoísmo. O caminho que vai do amor ao conhecimento e ao discernimento, à plena realização, leva à santidade, à salvação, ao encontro com Jesus. Do contrário, este caminho leva ao egoísmo, à soberba de sentir-se justos, àquela santidade entre aspas das aparências, não? Jesus diz a essas pessoas: ‘Mas vocês gostam de se mostrar como homens de oração, de jejum... mostrar-se, não? E por isso Jesus diz à pessoas: ‘Façam o que dizem, não o que fazem’”.
Com pequenos gestos, Jesus nos faz compreender o caminho do amor ao pleno conhecimento e ao discernimento. Ele nos pega pela mão e nos cura: 
Jesus se aproxima: a proximidade é justamente a prova de que nós caminhos na verdadeira via. Porque é a via que Deus escolheu para nos salvar: a proximidade. Aproximou-se de nós, fez-se homem. A carne de Deus é o sinal; é o sinal da verdadeira justiça. Deus que se fez homem como um de nós, e nós que devemos nos fazer como os outros, como os necessitados, como os que precisam da nossa ajuda”.
“A carne de Jesus” – afirmou o Papa - “é a ponte que nos aproxima de Deus... não é o rigor da lei: não! Na carne de Cristo, a lei se realiza plenamente” e “é uma carne que sabe sofrer, que deu sua vida por nós”. “Que esses exemplos, esse exemplo de proximidade de Jesus, do amor à plenitude da lei – concluiu o Papa Francisco –, nos ajudem a jamais cair na hipocrisia: jamais. É tão feio um cristão hipócrita. Que o Senhor nos salve disso!”.(BF)
                                                                                     Fonte: radiovaticana.va
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quinta-feira, 30 de outubro de 2014

Papa Francisco na missa desta quinta-feira:

O diabo não é um mito, 
é preciso combatê-lo com a verdade

Cidade do Vaticano (RV) - A vida cristã é uma “luta” contra o demônio, o mundo e as paixões da carne. Foi o que afirmou o Papa na Missa presidida esta manhã na Casa Santa Marta.
"Coragem e força, porque o Senhor está conosco"
Na homilia, Francisco comentou as palavras de São Paulo que, dirigindo-se aos Efésios, “fala da vida cristã numa linguagem militar”. O Pontífice destacou que “a vida de Deus deve ser defendida, se deve lutar para levá-la avante”. Portanto, são necessários força e coragem “para resistir e para anunciar”. Para prosseguir na vida espiritual – reafirmou – é preciso lutar. Não se trata de um simples confronto, mas de uma luta contínua. Francisco identificou três inimigos da vida cristã: “o demônio, o mundo e a carne”, ou seja, as nossas paixões, “que são as feridas do pecado original”. Certamente, observou, “a salvação que Jesus nos dá é gratuita”, mas somos chamados a defendê-la:
Do que me devo defender? Que devo fazer? ‘Revestir-nos da armadura de Deus’, nos diz Paulo, ou seja, aquilo que é de Deus nos defende para resistir às insídias do diabo. Não se pode pensar numa vida espiritual, numa vida cristã, sem resistir às tentações, sem lutar contra o diabo, sem vestir esta armadura de Deus que nos dá força e nos protege.” 
São Paulo, prosseguiu o Papa, destaca que “a nossa batalha” não é contra pequenas coisas, “mas contra os principados e as potências, isto é, contra o diabo e seus aliados”. 
Mas, esta geração – e tantas outras – nos fez acreditar que o diabo fosse um mito, uma figura, uma ideia, a ideia do mal. Mas o diabo existe e nós devemos lutar contra ele. É o que diz Paulo, não eu! É a Palavra de Deus. Mas nós não estamos muito convencidos. E depois Paulo nos diz como é esta armadura de Deus, quais são os diversos tipos de armaduras, que formam esta grande armadura de Deus. E ele diz: ‘Sejais firmes e cingi os vossos rins com a verdade’. Esta é a armadura de Deus: a verdade.
“O diabo – disse - é o mentiroso, é o pai dos mentirosos, o pai da mentira.” E com São Paulo, reiterou que é preciso cingir os nossos rins com a verdade, revestir-nos da couraça da justiça. “Não se pode ser cristãos sem trabalhar continuamente para ser justos. Não se pode”. Uma coisa que nos ajudaria muito, disse, seria nos perguntar se ‘acredito ou não?’. Ou acredito mais ou menos? E evidenciou que “sem fé não se pode prosseguir, não se pode defender a salvação de Jesus”. Precisamos “deste escudo da fé”, porque “o diabo não nos lança flores”, mas “flechas em chamas” para nos matar. Francisco então exortou a tomar o capacete da salvação e a espada do Espírito e a vigiar “com orações e súplicas”: 
A vida é uma milícia. A vida cristã é uma luta, uma luta belíssima, porque quando o Senhor vence em cada passo da nossa vida, nos dá uma alegria, uma felicidade grande: aquela alegria que o Senhor venceu em nós, com a sua gratuidade de salvação. Mas sim, somos um pouco preguiçosos na luta e nos deixamos levar avante pelas paixões, por algumas tentações. Isso porque somos todos pecadores. Mas não devemos nos desencorajar. Coragem e força, porque o Senhor está conosco”. (BF)
                                                                                      Fonte: radiovaticana.va
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“Cristo é nossa paz”

 é lema da Campanha para Evangelização 2014


Os materiais para divulgação e vivência da Campanha para a Evangelização 2014 já estão disponíveis no site da CNBB, para download. É possível baixar o cartaz da campanha, oração, envelope da coleta, spots para rádio e TV, entre outros subsídios. O ponto alto da Campanha será a coleta realizada nas missas e celebrações do domingo, 14 de dezembro. Confira os materiais.
Este ano, a iniciativa completa 16 anos a serviço das atividades pastorais da Igreja. A mobilização nacional buscará promover iniciativas que visem superar a violência e edificar a paz, além de articular gestos concretos na sociedade por meio das ações evangelizadoras da Igreja.
Lema
Cristo é nossa paz” é o lema da CE 2014, apropriado para o tempo litúrgico do Advento.  Neste período de preparação ao Natal, entre pessoas, famílias e na sociedade em geral, existe um clima de confraternização na busca pela  paz.
Criada em 1998 pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), a iniciativa busca mobilizar os católicos a assumir a responsabilidade de participar na sustentação das atividades pastorais da Igreja. 
A Campanha para a Evangelização (CE) tem o slogan “Evangeli.Já”, que faz referência à palavra evangelizar e mostra a urgência da evangelização e da cooperação de todos.
A distribuição dos recursos é feita da seguinte forma: 45% permanecem na própria diocese; 20% são encaminhados para os regionais da CNBB; e os demais 35% para a CNBB Nacional. As doações, em caráter individual, também podem ser feitas pelo site: www.evangelija.com
                                                                                             Fonte: cnbb.org.br
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CNLB disponibiliza material de reflexão para o

Dia dos Leigos

Inspirado no Estudo 107 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), “Cristãos leigos e leigas na Igreja e na sociedade”, o Conselho Nacional do Laicato do Brasil (CNLB) publicou o subsídio “Círculos de Reflexão”, para o Dia do Leigo e Leiga de 2014.
O subsídio do CNLB apresenta uma proposta de três encontros: o primeiro, reflete sobre a presença dos leigos e a realidade do mundo; o segundo reflete sobre o “sujeito eclesial, cidadãos, discípulos missionários”; e o terceiro aborda a ação transformadora como cristãos leigos na Igreja e no mundo. O material apresenta também um roteiro de sugestão para a celebração da Solenidade de Cristo Rei.
O presidente da Comissão Episcopal Pastoral para o Laicato e bispo de Caçador (SC), dom Severino Clasen, faz um convite para a reflexão. “Convocamos a todos os batizados para participarem destes Círculos de Reflexão. Acreditamos em novos tempos e queremos iniciar o Advento com a conclusão do ano litúrgico homenageando e honrando a Cristo como o grande enviado d Pai para anunciar o Reino de paz, de justiça e de amor”, reforçou.
O material está disponível no site do CNLB: www.cnlb.org.br
                                                                                             Fonte: cnbb.org.br
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quarta-feira, 29 de outubro de 2014

Papa: 
A Igreja somos todos nós. Quem é pecador, levante a mão!

Cidade do Vaticano (RV) – Nesta quarta-feira de outono romano, o Papa Francisco foi à Praça São Pedro receber os fiéis e turistas que o aguardavam para a audiência pública semanal. Atendendo, como sempre, às expectativas dos presentes, o Pontífice deu a volta na Praça com o papamóvel cumprimentando e sorrindo a todos, retribuindo o carinho e o entusiasmo da multidão. 
A Igreja somos todos nós
Em sua catequese, Francisco hoje explicou a questão das ‘duas Igrejas’: aquela que conhecemos – paróquias, comunidades, dioceses, movimentos – e a institucional, ou seja, as pessoas que a governam. “Como podemos entender a relação entre a realidade espiritual da Igreja e a visível?”, perguntou.
Antes de tudo, quando falamos da realidade visível, não devemos pensar apenas no Papa, nos Bispos, nos padres, nas freiras e nas pessoas consagradas. Ela abriga também muitos irmãos e irmãs batizados que no mundo creem, esperam e amam e que em nome de Jesus, se aproximam dos mais sofredores e últimos para lhes oferecer alívio, conforto e paz. Assim, é difícil compreender toda a dimensão da Igreja visível, já que não podemos medir o bem que ela faz". 
Improvisando, Francisco que é difícil também calcular as obras de amor, a infidelidade nas famílias, o trabalho cotidiano dos pais ao transmitir a fé aos filhos, o sofrimento dos doentes... “Como conhecer todas as maravilhas que, por meio de nós, Cristo consegue atuar no coração e na vida das pessoas?”, questionou.
Cristo atua no coração e na vida das pessoas
O Bispo de Roma continuou afirmando que o único modo que existe para compreender a relação entre a realidade visível e a espiritual da Igreja é olhar para Cristo. 
Assim como em Cristo, a natureza humana completa plenamente a divina, e se põe ao seu serviço, o mesmo acontece na Igreja: a Igreja também é um mistério no qual aquilo que não se vê é mais importante do que se vê e pode ser reconhecido somente com os olhos da fé”. 
No caso da Igreja, no entanto, como a realidade visível pode se colocar a serviço da espiritual?”, perguntou o Papa, mais uma vez. E a resposta está mais uma vez em Cristo, que é o modelo da Igreja e de todos nós. Podemos compreender lendo o Evangelho de Lucas, que narra a primeira pregação de Jesus na sinagoga de Nazaré. O trecho mostra que lhe foi dado o Espírito do Senhor que estava sobre Ele e lhe conferiu a unção para uma obra de libertação, de luz e de misericórdia.
Somos sinais do amor de Deus
Consequentemente, disse o Papa, “assim como Jesus se serviu da sua humanidade para anunciar e realizar o desígnio divino da redenção, assim também a Igreja, através da sua realidade visível, dos sacramentos e do seu testemunho, é chamada a aproximar-se de todo o ser humano começando por quem é pobre, por quem sofre e por quem vive marginalizado, para continuar a fazer sentir a todos o olhar compassivo e misericordioso de Jesus”.
Concluindo sua reflexão, Francisco admitiu que muitas vezes, a Igreja faz experiência de sua fragilidade e de seus limites: “Isto nos causa um profundo desgosto, principalmente quando damos o mau exemplo e nos tornamos motivo de escândalo. Todos somos pecadores – acrescentou – todos somos pecadores”. O Papa pediu a quem não fosse pecador que levantasse a mão, e nenhum dos presentes na Praça o fez.
O Papa insistiu no conceito que “falar mal dos outros é um pecado”, e reiterou que nós, ao invés de sermos maus exemplos, devemos ser testemunhas, “como Jesus quer que sejamos”. 
Por isso, pedimos ao Senhor o dom da fé, para que entendamos como – não obstante a nossa pequenez e nossa pobreza – o Senhor fez de nós instrumento de graça e sinal visível de seu amor por toda a humanidade”.
Antes de terminar o encontro, o Papa se dirigiu aos grupos presentes na Praça São Pedro, e saudou especialmente o grupo de sacerdotes do Rio de Janeiro e os membros das Comunidades “Canção Nova”, em festa pelo reconhecimento eclesial, e “Doce Mãe de Deus” e “Copiosa Redenção”, pelo jubileu de fundação. (CM)
                                                                     Fonte: radiovaticana.va     news.va
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terça-feira, 28 de outubro de 2014

Papa Francisco nesta terça-feira

A Criação não é fruto de uma varinha mágica,
 mas do amor de Deus

Cidade do Vaticano (RV) – O Papa Francisco saudou na manhã desta segunda-feira, no Vaticano, os acadêmicos da Pontifícia Academia das Ciências, reunidos para a sua Plenária.
A presença do Pontífice se deu por ocasião da inauguração de um busto em homenagem a seu predecessor. 
Bento XVI: um grande Papa”, assim o definiu Francisco. “Grande pela força e penetração da sua inteligência, grande pela sua relevante contribuição à Teologia, grande pelo seu amor pela Igreja e pelos seres humanos, grande por sua virtude e a sua religiosidade. O seu amor pela verdade não se limita à Teologia e à Filosofia, mas se abre às Ciências.” 
Deus é o Criador
Dirigindo-se aos acadêmicos, Francisco lhes encorajou a levarem avante o progresso científico e o melhoramento das condições de vida das pessoas, especialmente dos mais pobres. 
Sem entrar no mérito do tema em debate, “A evolução do conceito de natureza”, o Pontífice destacou a companhia de Deus e de Cristo na caminhada do ser humano.
Quando lemos no Gênesis o capítulo da Criação, corremos o risco de imaginar que Deus tenha agido como um mago, com uma varinha mágica capaz de criar todas as coisas. Mas não é assim”, explicou o Papa. 
Deus é o Criador que dá o ser a todas as entidades. O início do mundo não é obra do caos, mas deriva de um Princípio supremo que cria por amor. O Big-Bang não contradiz a intervenção criadora, mas a exige.
Neste contexto, o homem foi criado com uma característica especial - a liberdade - e recebe a incumbência de proteger a Criação. Mas quando a liberdade se torna autonomia, advertiu o Papa, destrói a Criação e homem assume o lugar do Criador. “É o pecado contra Deus Criador.”
Ao cientista, portanto, e sobretudo ao cientista cristão, corresponde a atitude de interrogar-se sobre o futuro da humanidade e da terra; de construir um mundo humano para todas as pessoas, e não para um grupo ou uma classe de privilegiados”, concluiu o Pontífice. (BF)
                                                                                      Fonte: radiovaticana.va
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Processo da Mãezinha do Carmelo

é concluído em Pouso Alegre e enviado a Roma

Sessão de encerramento da fase Arquidiocesana do processo de beatificação da Serva de Deus Mãezinha do Carmelo, em Pouso Alegre (MG).
Fiéis da Arquidiocese de Pouso Alegre, em Minas Gerais, puderam acompanhar a sessão de encerramento da fase arquidiocesana do processo de beatificação da Serva de Deus Madre Maria Imaculada da Santíssima Trindade, a Mãezinha do Carmelo.
Pe. Jesus, Mons Dimas, Dom Ricardo, Dom Majella,
Pe. Romano e Pe. Leandro
Após oito anos de trabalho e pesquisa chegou ao fim a fase arquidiocesana que investiga a vida, as virtudes e a fama de santidade da fundadora do Carmelo de Pouso Alegre.
A sessão de clausura aconteceu no último sábado (25) e contou com a presença do Arcebispo Dom José Luiz Majella Delgado, CSsR., o Arcebispo emérito, Dom Ricardo Pedro Pedro Chaves Pinto Filho, O.Praem., o postulador geral da Ordem dos Carmelitas Descalços, padre Romano Gambalunga, OCD, que veio de Roma especialmente para a sessão de clausura, o juiz delegado e chanceler do arcebispado, Monsenhor José Dimas de Lima, o promotor de justiça da causa de canonização, padre Jésus Andrade Guimarães e dois fiéis leigos.
Padres de Pouso Alegre e região, religiosos também estiveram no Carmelo, além de fiéis de diversos lugares. A documentação segue para Roma, onde será analisado e estudado pela Congregação para a Causa dos Santos.
Em entrevista ao A12.com, o vice postulador da Causa, padre Leandro Carvalho falou sobre a espiritualidade e a vida da Serva de Deus Mãezinha do Carmelo.
A12.com – Qual o legado deixado pela Mãezinha do Carmelo para a Arquidiocese de Pouso Alegre?
Padre Leandro - O principal legado deixado pela Mãezinha para esta Arquidiocese foi o Carmelo da Sagrada Família que ela mesma fundou aos 26 de outubro de 1943. Quando falo do Carmelo não desejo referir-me apenas à construção atual, que também foi idealizada e realizada por iniciativa da Mãezinha, mas me refiro às Irmãs Carmelitas que nele vivem e ao que elas significam não apenas para a cidade de Pouso Alegre, mas para toda a região.
O Carmelo é um lugar aonde quem chega encontra acolhimento e paz interior. As monjas carmelitas são um reflexo de todo o ensinamento e dos testemunhos deixados pela Mãezinha. São mulheres pobres em termos materiais, mas possuem uma riqueza de coração e de espírito que manifestam o carinho e a bondade de nosso Deus que é Pai amoroso.
Madre Maria Imaculada da Santíssima Trindade
Já tive a oportunidade de acompanhar o Arcebispo em visita canônica dentro da clausura, ocasião quase única em que os padres lá podem entrar, pois, segundo o desejo da Mãezinha, aqui se observa com muita seriedade a lei da chamada clausura papal. É muito belo perceber a alegria que perpassa o coração daquelas monjas que só possuem para si o mínimo necessário.
Fiquei impressionado ao ver que, no próprio quarto pessoal, elas só têm uma cama com colchão feito de capim amarrado e um armarinho medindo 40 cm por 40 cm, no qual se guardam a bíblia e alguns livros. Os banheiros são comuns e os seus poucos pertences, como o hábito religioso, material de higiene pessoal e para o trabalho, ficam todos guardados em locais comuns.
Através do Carmelo da Sagrada Família, chamado por alguns de “pedacinho do céu”, Mãezinha continua irradiando, através de suas filhas carmelitas, a certeza de que o maior tesouro de cada homem se encontra em Deus e que somente Ele pode saciar a nossa sede de felicidade e preencher a nossa nostalgia do céu.
A12.com - O que o senhor destaca da vida e obras da Mãezinha do Carmelo?
Padre Leandro - Entre muitas virtudes, destacaria em primeiro lugar a espiritualidade da Serva de Deus Mãezinha. Ela mantinha um relacionamento de profundo amor e confiança em Deus e na sua divina providência. Outra virtude que decorre da primeira é sua capacidade de carregar com fé a própria cruz junto com a cruz de Jesus Cristo. O sofrimento sempre fez parte da vida dessa Serva de Deus. E mesmo sofrendo ela jamais desanimou!
Destaco ainda outra virtude que impressiona: sua fortaleza e perseverança. Notam-se estas virtudes, sobretudo no início do Carmelo de Pouso Alegre, quando ficou sozinha com as noviças e teve que ser tudo para aquelas jovens: mestra, madre, mãe e amiga. Com poucos recursos humanos e materiais, ela poderia ter desistido dessa obra, mas não o fez!
Quando idealizou a construção do novo prédio do Carmelo, para dar saúde e segurança às outras monjas, teve que tomar a direção de todos os trabalhos e os fez com esmero. Teve que ser forte e perseverante quando faltava dinheiro para pagar os empréstimos feitos para a construção ou quando alguma irmã deixava a comunidade. Até consigo mesma teve que ser forte e perseverante para dominar sua personalidade marcada por um caráter vivo, colérico e de forte vontade.
A12.com - Porque ficou conhecida como Mãezinha do Carmelo?
Carmelo Sagrada Família fundado pela Serva de Deus Mãezinha do Carmelo
Padre Leandro - As monjas carmelitas chamam, normalmente, a superiora da comunidade pelo nome de “nossa Madre”.  Inicialmente, a Serva de Deus foi chamada do mesmo modo. Três anos depois da fundação do Carmelo de Pouso Alegre, ela começou a ser chamada de “Mãezinha” pelas outras irmãs. O livro diário do Carmelo relata que esse nome foi oficializado no dia 26 de outubro de 1946.
As carmelitas que conviveram com a Mãezinha dizem que ela assim foi chamada por ser realmente a mãe carinhosa das irmãs, sobretudo das postulantes e noviças que ingressavam no Carmelo do sul de Minas. Tal nome se espalhou entre as pessoas da cidade e ela assim ficou conhecida. De fato, poucos a conhecem como Irmã Maria Imaculada da Santíssima Trindade, mas sim como Mãezinha do Carmelo.
Ao entrar em contato com os escritos pessoais da Mãezinha, tive a oportunidade de perceber que ela realmente soube fazer-se mãe zelosa não apenas das carmelitas, mas também de todas as pessoas que a procuravam no locutório do Carmelo e daqueles que a ela escreviam.
Em seus caderninhos, Mãezinha fazia questão de anotar o nome, a proveniência, os nomes dos parentes e as orações que as pessoas pediam a ela. Mesmo com todos os afazeres e preocupações da sua missão de superiora do Carmelo, Mãezinha sempre deixou amplo espaço de seu coração reservado ao amor às pessoas.
Sem dúvidas, isso é sinal de seu grande amor, próprio de uma mãe carinhosa! E mesmo depois de sua morte, a Serva de Deus continua a manifestar-se como mãe amável de tantos fiéis que a ela recorrem, sobretudo em suas situações de sofrimentos, doenças e problemas. Muitas são as pessoas que visitam diariamente o seu túmulo, no Carmelo de Pouso Alegre, e inúmeros são os relatos de graças recebidas através da intercessão da Mãezinha.
A12.com - Quais são os próximos passados no processo de canonização?
Padre Leandro - Com o encerramento da fase diocesana, toda a documentação recolhida sobre a fama de santidade da Mãezinha e da vivência das virtudes é levada até a Congregação para as Causas dos Santos, no Vaticano. Lá, esses documentos serão estudados e julgados por uma comissão de peritos em teologia. Caso eles deem um voto favorável a essa Causa, toda a documentação é passada para uma comissão de Cardeais que a estudam e se também seu parecer for favorável, a Causa é levada até o Santo Padre, o qual a decreta 'Venerável'.
Enquanto isso, se houver alguma graça alcançada – normalmente a cura de alguma doença considerada incurável - e atribuída à intercessão da Mãezinha, inicia-se outro processo para avaliar, através da perícia de médicos e de testemunhos das pessoas envolvidas, se essa cura pode ou não ser explicada pela medicina.
Se não se conseguir explicá-la cientificamente, envia-se o processo para o Vaticano a fim de que, lá, seja julgada pelos peritos médicos e, se for favorável, para um grupo de peritos teólogos. Se novamente for considerada inexplicável, passa para a comissão de Cardeais e, por fim, é enviada ao Santo Padre, o Papa, o qual, se julgar que tal graça é verdadeiramente um milagre, então proclamará beata a nossa querida Mãezinha.
Depois da beatificação, inicia-se outro processo para o estudo de uma segunda graça que, ao final, deverá ser considerada um milagre, seguindo todos os passos anteriores. Se o Papa julgar que tal graça pode ser considerada um milagre, então a beata é proclamada santa.
Todas as pessoas que alcançarem graças por intercessão da Mãezinha do Carmelo, podem enviar seus testemunhos para o Carmelo da Sagrada Família, Av. Comendador José Garcia, 1307, Pouso Alegre - MG, 37550-000 ou pelo telefone (35) 3421- 1103.
Mais informações em www.maezinhadocarmelo.com
                                                                                                 Fonte: a12.com
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Papa Francisco na missa desta terça:

“Cristão deve entrar na Igreja, e não parar na ‘recepção’”

Cidade do Vaticano (RV) – “A Igreja é feita por Jesus”, que não olha ao pecado dos homens, mas a seu coração. Ele o procura e o cura”. Foi a reflexão feita pelo Papa na homilia na missa celebrada na manhã de terça-feira, 28, na Casa Santa Marta. “Os cristãos – completou Francisco – devem se sentir parte da Igreja, sem parar em sua porta”. 
"Não podemos entender a Igreja sem este Jesus que reza e cura"
Dois mil anos atrás, Jesus construiu a sua Igreja e abriu as portas a todos, sem distinções, porque a Cristo interessa curar os corações e não medir os pecados. Citando o Evangelho do dia, que narra o nascimento da Igreja, e a Carta de Paulo, que descreve a Igreja como um ‘edifício bem ordenado’, o Papa chamou a atenção para as ações que marcaram a fundação da Igreja: Jesus se retira em oração, desce, vai aos discípulos, escolhe doze; simultaneamente acolhe e cura aqueles que tentam tocá-lo: 
Jesus reza, Jesus chama, Jesus escolhe, Jesus envia os discípulos, Jesus cura a multidão. Dentro deste templo, este Jesus, que é a pedra angular, faz todo este trabalho: é Ele que leva adiante a Igreja. Como dizia Paulo, esta Igreja foi edificada sobre o fundamento dos Apóstolos. Ele escolheu doze, doze pecadores. Judas não era o maior pecador, não sei quem era o mais pecador. Judas, pobrezinho, foi o que se fechou ao amor e por isso se tornou traidor, mas todos fugiram no momento difícil da Paixão e deixaram Jesus sozinho. Todos eram pecadores, mas Ele escolheu". 
Jesus – disse ainda o Papa, citando São Paulo – não nos quer dentro da Igreja como hospedes ou estrangeiros, mas com o direito de um cidadão. Na Igreja não estamos de passagem, estamos radicados nela. Nossa vida está ali. 
Nós somos cidadãos, concidadãos desta Igreja. Se nós não entrarmos neste templo e fizermos parte desta construção, para que o Espírito Santo habite em nós, nós não estaremos na Igreja. Nós estamos na porta e olhamos: ‘Que bonito… sim, isto é belo…’. Cristãos que não ultrapassam a recepção da Igreja; estão ali, na porta… ‘Mas sim, sou católico, mas não muito”.
Trata-se de um modo de agir não faz sentido em relação ao amor e à misericórdia totais que Jesus nutre por cada pessoa. A demonstração está na atitude de Cristo diante de Pedro, que o colocou à frente da Igreja. O primeiro pilar trai Jesus, e Ele responde perdoando:
Jesus não se importou com o pecado de Pedro: buscava o coração. Mas para encontrar esse coração e para curá-lo, rezou. Jesus que reza e Jesus que cura, também por cada um de nós. Não, não podemos entender a Igreja sem este Jesus que reza e este Jesus que cura. Que o Espírito Santo nos faça entender, a todos nós, esta Igreja que tem a sua força na oração de Jesus por nós e que é capaz de curar a todos nós”.(BF-CM)
                                                                                      Fonte: radiovaticana.va
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Hoje é dia de São Simão e São Judas

Programação especial na TV Aparecida

Nesta terça-feira (28) é dia de celebrar São Judas Tadeu, a TV Aparecida contará com uma programação dedicada ao santo das causas impossíveis.
São Judas, rogai por nós!
Para celebrar essa devoção, a TV Aparecida em todos os seus programas levará aos fiéis, conteúdos sobre a vida de São Judas, um dos apóstolos de Jesus.
Durante todo o dia, equipes do canal de Nossa Senhora estarão ao vivo em São Paulo (SP), diretamente do Santuário dedicado ao Santo, apresentando toda a movimentação da festa que homenageia São Judas.
Os telespectadores acompanharão a emoção dos devotos que passam o dia todo visitando a Igreja, e recorrendo à intercessão de São Judas com muita fé, por suas causas impossíveis.
Celebrando São Judas a TV Aparecida transmitirá direto da festa em São Paulo duas missas, às 7h e às 18h.
                                                                                                  Fonte: a12.com
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São Simão e São Judas

Simão, o mais desconhecido dos 12 apóstolos — a respeito do qual o Evangelho se limita a indicar o nome e a alcunha de “Zelota” —, teve o mérito de ter trabalhado pela propagação da mensagem evangélica, não em vista de um lugar de honra, mas para o triunfo do Reino de Deus sobre a terra.
Antigas tradições suprem a falta de notícias. Os bizantinos identificam-no com Natanael, de Caná, e com o “mestre-sala” durante as bem conhecidas bodas, quando Jesus transformou a água em vinho. Simão é ainda identificado com o primo do Senhor, irmão de são Tiago Menor, ao qual sucedeu como bispo de Jerusalém, nos anos da destruição da Cidade Santa pelos romanos.
Os armênios sustentam que ele difundiu o Evangelho em sua região, onde teria sofrido o martírio. Seja como for, seu campo missionário é deduzido dos lendários Atos de Simão e Judas, segundo os quais os dois apóstolos percorreram juntos as 12 províncias do Império Persa.
Também no Ocidente os dois apóstolos aparecem sempre juntos. Em Veneza é dedicada a ambos a igreja de São Simão Pequeno.
O apóstolo Judas (“não o Iscariotes”, apressa-se em precisar o evangelista são João) é considerado pelos galileus “irmão” (isto é, primo) de Jesus. Eles se perguntam, espantados com o grande barulho que se fazia em torno da figura do Nazareno: “Não é este o carpinteiro... irmão de Tiago [...], Judas?”.
É provável, segundo alguns exegetas, que Judas seja o esposo das bodas de Caná. O primeiro a fazer tal suposição foi o historiador Eusébio, para explicar sua presença como missionário na Arábia, na Síria, na Mesopotâmia e na Pérsia. Sempre segundo a tradição, teria sofrido o martírio em Arado ou em Beirute. Ele é ainda identificado com o autor da carta canônica que leva seu nome, um breve escrito de 25 versículos, no qual lança uma severa advertência contra os falsos doutores e convida à perseverança na fé genuína.
                                                                                         Fonte: paulinas.org.br
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segunda-feira, 27 de outubro de 2014

Papa Francisco na missa desta segunda-feira:

 Devemos ser filhos da luz e caminhar na caridade

Cidade do Vaticano (RV) – “O exame de consciência de nossas palavras nos faz entender se somos cristãos da luz, das trevas ou cristãos ‘cinzentos’ : foi o que disse o Papa Francisco na homilia matutina desta segunda-feira, 27, na Casa Santa Marta. 
“Os homens se reconhecem por suas palavras. São Paulo, convidando os cristãos a se comportarem como filhos da luz e não como filhos das trevas, ‘faz uma catequese sobre a palavra’. Existem quatro palavras para entender se somos filhos das trevas”:
Com a luz de Cristo, sejamos cristãos luminosos
É uma palavra hipócrita, um pouco aqui, um pouco ali, para ficar bem com todos? É uma palavra vazia, sem substância? É uma palavra vulgar, trivial, ou seja, mundana? Ou é uma palavra suja, obscena? Estas quatro palavras não são dos filhos da luz, não vêm do Espírito Santo, não vêm de Jesus, não são palavras evangélicas... este modo de falar, de falar de coisas sujas, mundanidade ou vacuidades, de falar hipocritamente”. 
Qual é, então, a palavra dos Santos, ou seja, dos filhos da luz?
Paulo diz: ‘Sejam imitadores de Deus: caminhem na caridade; caminhem na bondade; caminhem na mansidão’. Sejam misericordiosos – diz Paulo – perdoando-se mutuamente, como Deus os perdoou em Cristo. Sejam imitadores de Cristo e caminhem na caridade, ou seja, caminhem na misericórdia, no perdão e na caridade. Esta é a palavra de um filho da luz”.
“Existem cristãos luminosos, repletos de luz – observou o Papa –, que tentam servir o Senhor com esta luz”. E “existem cristãos tenebrosos”, que conduzem “uma vida de pecado, uma vida distante do Senhor” e usam aquelas quatro palavras que “são do maligno”. “Mas há um terceiro grupo de cristãos”, que não são “nem luminosos nem sombrios”:
São os cristãos cinzentos. E esses cristãos cinzentos uma vez estão de um lado; outra vez, de outro. As pessoas comentam: ‘Mas esta pessoa está bem com Deus ou com o diabo?’ Eh? Sempre cinzentos. Mornos. Não são nem luminosos nem sombrios. Deus não ama esse tipo de pessoa. No Apocalipse, o Senhor diz a esses cristãos cinzentos: ‘Não és quente nem frio. Quem dera fosses quente ou frio. Assim, porque és morno – cinzento – estou para te vomitar de minha boca’. O Senhor é duro com os cristãos cinzentos. ‘Mas eu sou cristão, mas sem exagerar!’ dizem eles, e fazem tão mal, porque seu testemunho cristão é um testemunho que, no final, semeia confusão, semeia um testemunho negativo”.
Não nos deixemos enganar pelas palavras vazias – exortou o Papa. “Ouvimos tantas coisas, algumas belas, bem ditas, mas vazias, sem conteúdo”. Ao invés, comportemo-nos como filhos da luz. “Nos fará bem hoje pensar na nossa linguagem, concluiu o Papa – e nos perguntar: “Sou cristão da luz? São cristão da escuridão? Sou cristão cinzento? E assim podemos dar um passo avante para encontrar o Senhor”. (CM/BF)
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