terça-feira, 31 de dezembro de 2013


Papa Francisco:
A resposta que damos a Deus hoje incide no nosso futuro 

Neste dia 31 de Dezembro, como é tradição, o Papa Francisco presidiu às 17 horas, na Basílica de São Pedro, à celebração das primeiras Vésperas da celebração litúrgica do dia 1 de Janeiro concluindo com o cântico de Te Deum em ação de graças pelo ano de 2013.
Este momento de oração final do ano está tradicionalmente ligado à capital italiana, pelo que nela participou o Vigário para a Diocese de Roma, Cardeal Agostino Vallini, com todos os bispos auxiliares.
Louvemos a Deus pela vida e por tudo que nos concede!
Na homilia que proferiu, o Papa Francisco disse que o Apóstolo João define o tempo presente como “a última hora”. E o Papa explicou que isto significa que, com a vinda de Deus na História, estamos já nos últimos tempos depois dos quais será a segunda e definitiva vinda de Jesus. Não haverá, contudo - disse - uma segunda revelação, mas sim a plenitude dos tempos, plenitude de significado e salvação, ou seja a manifestação plena daquilo que Jesus nos revelou; significa que ”cada momento da nossa vida é definitivo e cada uma das nossas ações estão carregadas de eternidade. Com efeito – prosseguiu o Papa - "a resposta que damos hoje a Deus que nos ama em Jesus Cristo, incide no nosso futuro”.
A visão cristã do tempo e da História – disse Francisco – não é cíclica, mas sim linear, é um caminho que vai em direção à realização plena. “Cada ano que passa nos leva para essa meta de esperança e felicidade, porque encontraremos Deus, razão da nossa esperança e fonte da nossa alegria”.
Depois destas reflexões de caráter teológico o Papa frisou que nesta chegada de fim de ano nos perguntamos como vivemos o tempo que Deus nos deu, usamo-lo só para os nossos interesses ou para os irmãos, e quanto tempo dedicamos a Deus em oração, no silêncio?
E tratando-se duma cerimônia dedicada essencialmente, como dizíamos, à cidade de Roma, o Papa recordou que a qualidade de vida na cidade depende dos seus cidadãos – acrescentando:
“Roma é uma cidade de uma beleza única. O seu patrimônio espiritual e cultural é extraordinário. No entanto, também em Roma há pessoas marcadas pela miséria material e moral, pessoas pobres, infelizes, sofredoras, que interpelam a consciência não só dos responsáveis públicos, mas também de cada cidadão.”
E o Papa prosseguiu:
Amar a Cristo é amar os irmãos
“Roma é uma cidade cheia de turistas, mas também de refugiados. Roma está cheia de gente que trabalha, mas também de pessoas que não têm trabalho ou que desempenham trabalhos mal pagos e por vezes indignos: Mas todos têm direito a ser tratados com a mesma atitude de acolhimento e equidade, porque cada um é portador da dignidade humana”.
O Papa Francisco concluiu a sua homilia dizendo que a Roma do novo ano terá um rosto mais belo, se for mais rica em humanidade, hospitalidade, acolhimento, se todos – sublinhou - “formos mais atentos e generosos em relação às pessoas em dificuldade; se soubermos colaborar com espírito construtivo e solidário para o bem de todos. (…) Se não houver pessoas que olham tudo da varanda sem se deixar envolver nas vicissitudes da humanidade.”
E o Papa incitou a Igreja de Roma a empenhar-se em dar o próprio contributo para o melhoramento da vida na cidade, animando-a com o fermento do Evangelho, e ajudando-a a ser sinal e instrumento da misericórdia de Deus.
Por fim o Papa encorajou todos a concluir o Ano de 2013 agradecendo ao Deus, pedindo perdão e iniciando uma nova etapa da nossa peregrinação terrena com a ajuda de Nossa Senhora Mãe de Deus, cujo nome se celebra no dia 1º de Janeiro.
No final do Te Deum, o Papa deslocou-se à Praça de São Pedro para uma homenagem orante ao Presépio instalado no centro da mesma.
                                                                                Fonte: radiovaticana.va      news.va
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segunda-feira, 30 de dezembro de 2013


Oportuna reflexão:

A dinâmica da Vida!

Passadas as festividades do Natal, começamos a nos preparar para a virada do ano. Logo mais iniciaremos o ano 2014 da era cristã.
O ano de 2013 passará para a história da Igreja como o ano em que houve a renúncia de um papa e a eleição do primeiro papa latino-americano. Bento XVI renunciou ao cargo convencido de que a Igreja estava necessitada de alguém com mais forças e com mais liberdade para promover as mudanças que se mostram necessárias para o bem da Igreja. Francisco assumiu com a disposição de levantar a auto-estima da Igreja, redirecionando-a para os pobres e os marginalizados. Foi o que ficou evidente na escolha do nome “Francisco” e em sua primeira atitude como Papa eleito, ao se prostrar diante do povo reunido na praça de São Pedro e suplicar ao povo que orasse por ele. Em sua passagem pelo Rio de Janeiro e pelo santuário de Aparecida do Norte cativou a todos, incluindo aí crentes e não crentes, pessoas pobres e pessoas que formam a opinião pública. Com isso, os católicos terminam o ano de 2013 com uma disposição bem mais positiva e a esperança renovada, bem diferente daquela com que iniciaram o ano no dia 1° de janeiro.
O ano de 2014 começa com muitas incógnitas. Mas, para os cristãos, começa também com muitas esperanças. Em nível social vamos ter a Copa do Mundo, que vai alterar a programação de muitas entidades nos meses de junho e julho. Em nível político, vamos ser convidados a eleger nossos governantes maiores, ou seja, presidente, governador, senadores e deputados. Poderemos novamente ser envolvidos por grandes manifestos populares como os de junho de 2013. Com a ONU, vamos ser convidados a olhar para a agricultura familiar e rever o nosso modo de produzir alimentos.
Com Francisco reverenciamos Jesus
Para a Igreja, o ano de 2014 vai ser o ano de firmar o jeito de ser do Papa Francisco. Vamos ter o sínodo extraordinário sobre família no mês de outubro, no qual a sociedade está depositando muita esperança e que servirá para firmar a posição da Igreja em relação às novas configurações de família. Junto com isso, a Igreja no Brasil vai realizar a Campanha da Fraternidade sobre o tráfico humano e também vai publicar o documento sobre a nova configuração das paróquias, em base às comunidades. Tudo isso ajuda a nos animar na esperança de que o ano de 2014 vai ser um bom ano.
Convido a nos unirmos em comunidade no final do ano para agradecer a Deus pelos inúmeros benefícios recebidos em 2013. Ao mesmo tempo convido a nos unirmos em torno do presépio para pedir as bênçãos para o novo ano, animados pela Sagrada Família e pelas comemorações do Dia Mundial da Paz e da Confraternização Universal. Que Maria Mãe de Deus e São José, o esposo de Maria, nos acompanhem e protejam. Um feliz Ano Novo para todos e para todas!
                                              Dom Canísio Klaus - Bispo de Santa Cruz do Sul (RS)  
                                                                               Fonte: cnbb.org      Banner: news.va
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domingo, 29 de dezembro de 2013









Alocução dominical do Papa e oração à Sagrada Família 


Cidade do Vaticano (RV) – Papa Francisco assomou, esta manhã, à janela do último andar do Palácio Apostólico, que dá para a Praça São Pedro, para rezar a oração mariana do Angelus, com os numerosos peregrinos e fiéis, provenientes da Itália e de diversos países.
Em sua alocução dominical, neste primeiro domingo, depois do Natal, o Santo Padre disse que “a liturgia nos convida a celebrar a festa da Sagrada Família de Nazaré”. De fato, recordou o Papa, todo presépio nos mostra Jesus, juntamente com Maria e São José, na gruta de Belém. Deus quis nascer em uma família humana, quis ter uma mãe e um pai.
Fixemos nosso olhar na Família de Nazaré!
Partindo da Liturgia de hoje, que nos apresenta a Sagrada Família no caminho doloroso do exílio, à busca de refúgio no Egito, o Pontífice afirmou:
“José, Maria e Jesus experimentam a condição dramática de refugiados, marcada pelo medo, pela incerteza e pelo incômodo. Infelizmente, em nossos dias, milhões de famílias podem se identificar com esta triste realidade. Quase todos os dias, a televisão e os jornais transmitem notícias de refugiados, que fogem da fome, das guerras e de outros graves perigos, à busca de segurança e de uma vida digna, para si e para suas famílias”.
Em terras distantes, constatou o Papa, mesmo quando encontram trabalho, nem sempre os refugiados e imigrantes encontram uma verdadeira acolhida, respeito e apreço pelos valores dos quais são portadores. Suas legítimas expectativas se deparam com situações complexas e dificuldades que parecem, às vezes, intransponíveis. E acrescentou:
“Por isso, quando fixamos nosso olhar na Sagrada Família de Nazaré, enquanto é obrigada a se refugiar, pensemos no drama dos migrantes e refugiados, vítimas da rejeição e da exploração. Pensemos também nos "exilados", que podem existir no âmbito das próprias famílias: os idosos, por exemplo, que, às vezes, são tratados como presenças incômodas. Muitas vezes, penso que um sinal, para saber como vai uma família, é ver como são tratados as crianças e os idosos”.
Neste ponto, o Papa Francisco salientou as três palavras das quais depende a paz e a alegria numa família: "dá licença, obrigado e perdão!"
Jesus, afirmou o Santo Padre, quis pertencer a uma família, que passou por essas dificuldades, para que ninguém se sinta excluído da presença amorosa de Deus. E explicou:
“A Fuga para o Egito, por causa das ameaças de Herodes, nos mostra que Deus se encontra onde o homem corre risco, onde o homem sofre, onde é fugitivo, onde experimenta a rejeição e o abandono; mas é também o lugar onde o homem sonha, espera de voltar à sua terra natal, em liberdade, faz projetos e escolhas para a sua vida e a sua dignidade e a dos seus familiares”.
A seguir, o Bispo de Roma, convidou os fiéis presentes a dirigir o olhar à Sagrada Família, se deixa atrair ainda pela simplicidade de vida, que conduz a Nazaré. Trata-se de um exemplo que faz tanto bem às nossas famílias, as ajuda a se tornar, cada vez mais, uma comunidade de amor e de reconciliação; nela experimentamos a ternura, a ajuda mútua, o perdão recíproco. E o Pontífice acrescentou:
“Mas, gostaria também de incentivar as famílias a tomar consciência da importância que têm na Igreja e na sociedade. O anúncio do Evangelho, de fato, passa, antes de tudo, através das famílias para, depois, chegar até aos diversos âmbitos da vida diária”.
O Papa Francisco concluiu sua alocução dominical, convidando os presentes a invocarem, com fervor, Maria Santíssima, Mãe de Jesus e nossa Mãe, e São José, seu esposo. Convidou-os, também, a pedir à Sagrada Família que nos ilumine, conforte e oriente todas as famílias do mundo, a fim de que possam cumprir, com dignidade e serenidade, a missão que Deus lhes confiou.
Após a oração do Angelus, o Santo Padre comunicou a todos que o próximo Sínodo dos Bispos vai abordar o tema da família e, a sua fase preparatória, já iniciou há muito tempo. Por isso, nesta festa da Sagrada Família, o Papa confiou a Jesus, Maria e José, os trabalhos sinodais e as famílias do mundo inteiro.
Por fim, o Papa Francisco recitou a seguinte oração à Sagrada Família:
Sagrada Família, abençoai-nos!
"Jesus, Maria e José,
em vós contemplamos
o esplendor do amor verdadeiro,
a vós, com confiança nos dirigimos.
Sagrada Família de Nazaré,
tornai também nossas famílias
lugares de comunhão e cenáculos de oração,
autênticas escolas do Evangelho
e pequenas Igrejas domésticas.
Sagrada Família de Nazaré,
jamais nas famílias se faça experiência
de violência, fechamento e divisão:
qualquer um ferido ou escandalizado
tenha logo consolação e cura.
Sagrada Família de Nazaré,
o próximo Sínodo dos Bispos
possa trazer novamente a todos a consciência
do caráter sagrado e inviolável da família,
sua beleza no projeto de 
de Deus.
Jesus, Maria e José,
escutai, ouvi nossa súplica, Amém!"
                                                                               Fonte: radiovaticana.va       news.va
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Reflexão para a



Jesus, Maria e José

Consideremos que a Sagrada Família não foi isenta de muitos dos dramas que qualquer família enfrenta. Mais do que simplesmente idealizar a vida de Jesus, Maria e José, a festa de hoje nos leva a fazer uma reflexão sincera sobre a família.
Santa Família de Nazaré
A primeira leitura nos ensina a viver o respeito aos pais: “Quem honra o seu pai, alcança o perdão dos pecados; evita cometê-los e será ouvido na oração quotidiana. Quem respeita a sua mãe é como alguém que ajunta tesouros. Meu filho, ampara o teu pai na velhice e não lhe causes desgosto enquanto ele vive. Mesmo que ele esteja perdendo a lucidez, procura ser compreensivo para com ele; não o humilhes, em nenhum dos dias de sua vida” (Eclo 3,4-5.14-15). Hoje vemos o egoísmo invadir as relações. Os mais velhos, bem considerados por sua sabedoria nas sociedades orientais, são vistos no Ocidente, em muitos casos, como pesos, como pedras que precisam ser jogadas fora. A Palavra de Deus exorta aos filhos, para que respeitem e cuidem de seus pais, independente de qualquer coisa.
A segunda leitura nos fala de “esposas solícitas” e de maridos convidados a “amar suas esposas” (cf. Cl 3,18-19). As relações homem-mulher não podem ser baseadas na submissão, quando um dos cônjuges sofre calado as arbitrariedades do parceiro. Também se mostra ultrapassado o conceito de complementariedade. Devem ser construídas na reciprocidade: diálogo e compreensão da individualidade de cada um; contribuição mútua para a felicidade de ambos.
O Evangelho nos fala da conhecida fuga no Egito. Os pais de Jesus, que já haviam enfrentado tantos dramas para ter o seu filho, devem agora abandonar às pressas a cidade de Belém e fugir do rei Herodes. Este fato revela que o projeto de Deus se realiza na luta contra o mal: o mal sempre é uma presença marcante, e nós sofreremos as suas consequências, como a família do Menino Deus. Certamente, em nossa vida há muitos casos em que o mal parece reinar. Então resta-nos confiar, não sem a luta, tendo a certeza de que Deus conduz a história mesmo diante dos limites do pecado que leva ao ódio e à morte.

                                                                                                      Padre Roberto Nentwig
Fonte: catequeseebiblia.blogspot.com.br   Ilustrações: news.va  gjcsraiosdeluz.blogspot.com.br
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sábado, 28 de dezembro de 2013

Como é bonito e edificante o amor entre irmãos!

O Papa Francisco almoça com Bento XVI

O Papa Francisco e Bento XVI almoçaram juntos hoje, sexta-feira 27 de Dezembro, em Santa Marta. O convite tinha sido feito pelo Papa Francisco ao seu Predecessor quando o visitou para o cumprimentar por ocasião das festas do Natal na tarde de segunda-feira 23 de Dezembro. 
No almoço de hoje participaram também os respectivos secretários, o secretário para as Relações com os Estados, arcebispo Dominique Mamberti, e mons. Bryan Wells, assessor para os Assuntos gerais da Secretaria de Estado.
O encontro de segunda-feira passada (na foto) durou cerca de quarenta e cinco minutos. Bento XVI recebeu o Papa Francisco à entrada da sua residência. Depois de uma breve oração juntos na Capela, teve lugar o encontro privado. Depois o Papa Francisco, que estava acompanhado pelos seus secretários, saudou também os outros membros da família de Bento XVI. 
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Pe. Lombardi faz um balanço de 2013:

"Papa Francisco colocou com força a Igreja em movimento"  

Cidade do Vaticano (RV) - A renúncia de Bento XVI, a eleição do Papa Francisco. 2013 foi um ano extraordinário para a vida na Igreja. Para fazer um balanço de todos estes acontecimentos, justamente a partir do gesto profético de Bento XVI, a Rádio Vaticano entrevistou seu Diretor e também da Sala de Imprensa da Santa Sé, Padre Federico Lombardi:
Papa Francisco: figura familiar a nível mundial
R: "Foi uma escolha que marcou este ano e continuará a marcar também as próximas épocas da Igreja. Eu penso, de fato, que terá suas consequências no que diz respeito aos próximos pontificados. É uma abertura de caminho, digamos, de uma possibilidade, que, como bem dizia Bento - justamente na sua motivação à renúncia - está ligada também aos tempos que nós estamos vivendo. Não tanto, então, a uma simples situação pessoal, mas sim à inserção nos tempos com a aceleração, o acúmulo dos problemas que são colocados. E isto foi percebido pelo Papa com grande lucidez e com grande humildade, justamente para dar a possibilidade de uma direção, que ele definiu como de renovado vigor à Igreja. Coisa que efetivamente aconteceu, e aconteceu de um modo impressionante e inesperado".
RV: O Papa Francisco tornou-se, em pouquíssimo tempo, uma figura familiar a nível mundial e, o que chama a atenção, não somente entre os cristãos. É possível fazer um balanço ou ao menos encontrar uma chave de leitura para estes seus primeiros nove meses de pontificado?
Padre Federico Lombardi: "Certamente, a resposta aos gestos e palavras do Papa Francisco no mundo de hoje é absolutamente impressionante. Eu penso que tenha respondido a uma espera profunda permanente de toda humanidade, que é aquela da necessidade, do desejo de amor da humanidade, do perdão, de uma relação sincera, da proximidade no confortar e no encorajamento. Portanto, algo que tocou os acordes mais profundos da sensibilidade e da personalidade humana em geral, porque isso realmente operou em todos os continentes, em todos os países, em todas as diferentes situações da vida dos homens e mulheres do nosso tempo. Eu acredito que a leitura mais simples seja também a mais verdadeira, isto é, ter concentrado o anúncio no amor de Deus, na sua misericórdia, na sua proximidade a todos, no desejo do bem e da salvação para todas as suas criaturas. É algo que foi entendido e foi também entendido pela eficiência dos gestos e das palavras simples como foram ditas. A abolição, então, das barreiras entre a pessoa do Papa e as pessoas que ele encontrou foi entendido com simplicidade e de forma direta por todos. Eu acredito que pode ser lida assim esta correspondência. O Papa responde, porque interpreta efetivamente o amor de Deus Pai por todas as suas criaturas".
RV: Desde os primeiros gestos e as primeiras palavras, o Papa Francisco suscitou expectativas imensas, no âmbito eclesial e não somente. O que se pode esperar para o próximo ano, também pensando nas importantes reuniões do Conselho dos Oito?
Padre Federico Lombardi: "Eu acredito que nós devemos esperar que este grande impulso de renovação, de eficiência do anúncio da mensagem essencial que o Papa Francisco operou, possa difundir-se na Igreja, porque por agora é algo que nós vemos em Roma, que é muito concentrado em volta de sua pessoa; mesmo que saibamos que em muitos países do mundo as pessoas voltaram a confessar-se, a participar das celebrações religiosas. Existe, portanto, um difundir-se como uma onda deste efeito de proximidade do amor de Deus por meio da Igreja. Isto, porém, é desenvolvido: deve tornar-se verdadeiramente um pouco o estilo com que a Igreja anuncia. E o Papa Francisco, num certo sentido, dá um exemplo, dá um modelo de relação pastoral, que posteriormente é difundido e que deve tornar-se habitual, um pouco em todas as partes da Igreja. Isto é o que devemos esperar. As fatídicas mudanças estruturais, as reformas de que tanto se fala servem enquanto ajudam isto, isto é, enquanto as estruturas, os instrumentos ou as organizações estão efetivamente a serviço do Espírito e do anúncio de Evangelho. Isto é o que o Papa Francisco entende como reforma: fazer com que os instrumentos e as estruturas tornem-se mais adaptadas à missão da Igreja; missão da Igreja de anúncio do Evangelho e do anúncio até as fronteiras deste mundo, às periferias de que ele tanto fala, na relação com os pobres, com as pessoas que têm mais necessidade da proximidade do amor do Senhor e do testemunho de Deus. Eis então, o que podemos esperar que o Conselho dos oito Cardeais ou outras consultas possam obter. No meu modo de ver, porém, deve ser absolutamente claro que é um aspecto secundário, um aspecto que vem depois e à serviço do "primum", que é o anúncio do Evangelho e a missão da Igreja. Isto está à caminho. O Papa deu início à diversas consultas, diversas comissões para tornar mais transparente, mais eficaz o testemunho das estruturas, mesmo no que diz respeito ao Vaticano, às suas estruturas administrativas. O problema verdadeiro, porém, é o da relação entre o Espírito e os seus instrumentos de expressão: as estruturas e as organizações".
RV: Francisco é o primeiro Papa jesuíta da história. O que representa para o senhor estar entre os seus mais estreitos colaboradores; o que lhe está dando pessoalmente o Santo Padre?
Padre Federico Lombardi: "Eu vejo uma sintonia muito profunda entre a espiritualidade do Papa e o seu modo de guiar a Igreja e a espiritualidade inaciana, isto, sobretudo no sentido de estar a caminho, no buscar e encontrar a cada dia a vontade de Deus, para servi-Lo melhor e para realizar aquilo que os jesuítas chamam como a sua maior glória, isto é, o mais profundo conhecimento do amor de Deus e traduzir na nossa vida esta profunda relação do amor entre Deus e o homem e entre os homens entre eles. Portanto, o Papa Francisco, efetivamente, colocou a Igreja a caminho, com grande força, e a colocou a caminho com o seu exemplo, o seu empenho e também com tantas mensagens e iniciativas. Pensemos ao novo Sínodo sobre a família; pensemos também ao encorajamento em renovar a Igreja e também em a vida concretamente. Assim, o fato de estar sempre a caminho, para procurar encontrar coisas novas, que Deus pede a nós na nossa situação, na nossa vida, é algo que caracteriza profundamente, me parece, a espiritualidade e o modo de governo do Papa Francisco. Entramos em uma situação em que a Igreja foi colocada em movimento. Não são apresentados objetivos precisos, imagens precisas de como deverá ser organizada a Igreja amanhã para chegar a este objetivo. Devemos nos colocar a caminho, devemos nos converter, devemos acolher as surpresas que Deus nos faz na nossa vida e entender para onde Ele nos está chamando, também por meio das situações e realidades em que nos encontramos. Portanto, o sentido da Igreja que entra em movimento, num caminho, que é peregrina, no cumprir sua missão, me parece que seja um dos aspectos espiritualmente mais característicos deste Pontificado".(JE)
                                                                                                  Fonte: radiovaticana.va
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Intenções do Papa para o Apostolado da Oração

recebem novo nome

Cidade do Vaticano (RV) – “Intenção Universal e Intenção para a Evangelização”. Este é o novo nome dado pelo Apostolado da Oração às intenções do Papa, para cada mês do ano. Antes, tais intenções eram chamadas “Intenção Geral e intenção missionária”.
Rezemos juntos!
A “Intenção Universal” do Papa para o próximo mês de janeiro é “Autêntico desenvolvimento econômico: para que seja promovido um autêntico desenvolvimento econômico, respeitoso da dignidade de todas as pessoas e de todos os povos”.
A “Intenção para a Evangelização” do mês de janeiro é: “A unidade querida por Cristo: para que os cristãos de diferentes confissões possam caminhar para a unidade querida por Cristo”. (MT)
                                                                                                  Fonte: radiovaticana.va
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Unidos ao Santo Padre e aos fiéis do mundo todo, 
rezemos nessas sugestivas e importantes intenções!
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Leituras do Domingo da

Sagrada Família de Jesus, Maria e José

1ª Leitura: Eclo 3, 2-6.12-14              Salmo: 128(127)           2ª Leitura: Cl 3,12-21      ...............................................................................................................................................................
EvangelhoMt 2,13-15.19-23
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Jesus, Maria e José,
abençoai nossas famílias!
Depois que os magos se retiraram, o anjo do Senhor apareceu em sonho a José e lhe disse: “Levanta-te, toma o menino e sua mãe e foge para o Egito! Fica lá até que eu te avise, porque Herodes vai procurar o menino para matá-lo”. José levantou-se, de noite, com o menino e a mãe, e retirou-se para o Egito; e lá ficou até a morte de Herodes. Assim se cumpriu o que o Senhor tinha dito pelo profeta: “Do Egito chamei o meu filho”. Quando Herodes morreu, o anjo do Senhor apareceu em sonho a José, no Egito, e lhe disse: “Levanta-te, toma o menino e sua mãe, e volta para a terra de Israel; pois já morreram aqueles que queriam matar o menino”. Ele levantou-se, com o menino e a mãe, e entrou na terra de Israel. Mas quando soube que Arquelau reinava na Judeia, no lugar de seu pai Herodes, teve medo de ir para lá. Depois de receber em sonho um aviso, retirou-se para a região da Galileia e foi morar numa cidade chamada Nazaré. Isso aconteceu para se cumprir o que foi dito pelos profetas: “Ele será chamado nazareno”.
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Reflexão
Neste relato, como em todo o evangelho, Mateus quer mostrar também que Jesus, salvo da fúria de Herodes, é o novo Moisés salvo das águas. Como o povo de Israel, Jesus experimentou o Egito e, como Moisés, é chamado por Deus a libertar o seu povo. Essa comparação ilustra a missão de Jesus, expressa em seu nome: salvar o povo. Da mesma maneira que coubera a Moisés a missão de salvar o povo da escravidão, também Jesus nasceu para o povo. Neste contexto, José é figura em destaque neste texto, chamando a nossa atenção para o seu papel na história da salvação, como pai de família, atento e protetor, dedicado em defender a vida. A narrativa coloca em destaque a sensabilidade de José, homem justo, em perceber os sinais de Deus por meio dos sonhos e orientar sua vida pelos mandamentos do Senhor, abraçando a palavra que recebera.
Nesta festa da Sagrada Família, a Palavra de Deus lida, meditada e confrontada com a vida na celebração, apresenta-se tal como os sonhos de José, como a forma na qual Deus vem até nós e nos orienta. Dessa forma nossas famílias, expostas a tantos condicionamentos adversos, podem proteger-se dos males e viver em paz.
        Reflexão: revistadeliturgia.org.br        Banner: news.va      Estampa: franciscanos.org.br
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sexta-feira, 27 de dezembro de 2013

Cardeal Marc Ouellet:

 Renúncia de Bento XVI foi o grande evento deste ano, 
abrindo grandes possibilidades

Cidade do Vaticano (RV) - O ano que se está concluindo pode realmente definir-se extraordinário para a vida da Igreja. A renúncia ao ministério petrino por parte de Bento XVI e a sucessiva eleição do Papa Francisco são eventos que abriram grandes possibilidades para a Igreja. Foi o que ressaltou o prefeito da Congregação para os Bispos, Cardeal Marc Ouellet, entrevistado pela Rádio Vaticano:
Cardeal Marc Oullet
Cardeal Marc Ouellet: "A renúncia do Papa Bento XVI abriu grandes possibilidades. É por isso que considero que o verdadeiro grande evento deste ano que se está concluindo foi a renúncia do Papa, um gesto verdadeiramente novo. Foi a maior novidade na história da Igreja, que testemunhou uma grande humildade e, ao mesmo tempo, uma grande confiança no Espírito Santo para o futuro das coisas. É preciso ser muito reconhecedor ao Papa Bento XVI por ter aberto este horizonte e por ter tornado possível esta novidade do Papa Francisco. Creio que haja uma continuidade entre a primeira novidade e todas aquelas que o Papa Francisco tem trazido. Olhando para 2013, considero que estamos num momento de grande viravolta na história da Igreja, que descrevo como pastoral justamente em relação à figura do Papa Francisco."
RV: A reforma está propriamente no viver o Evangelho e no ser cristão?
Cardeal Marc Ouellet: "Creio que seja a própria vontade do Papa Francisco; esta vontade de estabelecer um contato novo, mais próximo do Povo de Deus. A primeira reforma é esta: ir além de todas as formas, de todos os protocolos para estabelecer um contato imediato. E fazendo isso, oferece também a todos os bispos um modelo de proximidade pastoral, de busca de uma presença pastoral que seja calorosa, que seja misericordiosa, que traga consolação e que dê uma nova esperança. Há uma novidade e uma promessa na atitude e nos gestos do Papa Francisco. Mas acrescentaria também: aquilo que me parece muito importante em 2013 é a percepção do Papa Francisco na opinião pública mundial. Esse é um evento extraordinário de evangelização."
RV: Nesse sentido, vale lembrar que Francisco foi recentemente eleito personagem do ano pela revista estadunidense "Time"...
Cardeal Marc Ouellet: "Exatamente. É o sinal dessa influência, dessa necessidade de esperança que há na humanidade e que encontrou na figura do Papa Francisco o seu ponto de referência. É uma grande "novidade", é uma boa nova! Creio que todos nós devemos alegrar-nos com isso."
RV: Desde o início de seu Pontificado criou-se um verdadeiro laço com os fiéis, um laço de amor, podemos dizer também de um interesse. Há esse mesmo interesse dentro da Igreja, no seio da Cúria? Como são percebidas essa sua mensagem e essa sua atitude surpreendente?
Cardeal Marc Ouellet: "Creio que haja uma grande alegria em constatar a popularidade do Papa. É uma boa popularidade, que não é simplesmente baseada em coisas superficiais. Certamente isso nos interpela e nos obriga também a mudanças de comportamento. O Santo Padre quer a reforma de uma certa mentalidade clerical com ambições eclesiásticas ou ambições mundanas. Combate esse carreirismo! Creio que isso faça muito bem à Igreja, em todos os níveis, começando pela Cúria Romana. Estamos verdadeiramente num momento de graça e espero que o Espírito Santo lhe dê a saúde e a colaboração de que precisa para levar adiante a reforma da Igreja e a nova evangelização."
RV: Este ano de 2013 foi para o senhor caracterizado, portanto, pela passagem do Pontificado de Bento XVI. O senhor é um dos mais estreitos colaboradores do Papa Francisco. Como viveu essa passagem? Como está vivendo essas mudanças, mesmo havendo uma certa continuidade?
Cardeal Marc Ouellet: "A simplicidade do Papa Francisco e o fato de conhecer Bergoglio já de antes – éramos amigos – torna a nossa colaboração extraordinariamente simples e se dá em plena harmonia. Para mim é uma grande alegria colaborar com ele, ajudando-o ao máximo. A humanidade precisa de uma figura paterna, uma figura próxima; uma figura que seja – ao mesmo tempo – referência moral segura, mas também calorosa e que desperte a esperança!" (RL)
                                                                                                              Fonte: news.va
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Papa Francisco atingiu os 11 milhões de seguidores no Twitter

O Papa Francisco atingiu já os 11 milhões de seguidores no account Twitter@Pontifex em nove línguas. Quase 4 milhões e meio são de língua espanhola, 3,4 milhões são de língua inglesa, 1,3 são italianos, em língua portuguesa são quase um milhão, em francês pouco mais de 200 mil, alemães 163 mil, polacos 158 mil e, finalmente em língua árabe são cerca de 100 mil os seguidores do Papa na rede social Twitter.
Entretanto, o Papa Francisco lançou hoje mais um tweet, desta vez com uma mensagem para este tempo de Natal que estamos a viver:
“A alegria do Evangelho esteja sempre nos vossos corações, especialmente neste tempo de Natal.”
No Angelus de ontem Memória Litúrgica de Santo Estevão, primeiro mártir da Igreja, o Papa Francisco recordou todos os cristão que são discriminados e perseguidos pela sua fé em Jesus Cristo:
"Por isso rezemos hoje em modo particular pelos cristãos que sofrem discriminações por causa do seu testemunho por Cristo e pelo Evangelho. Estamos unidos as estes irmãos e irmãs que, como Santo Estevão, são acusados injustamente e feitos objeto de violências de vário tipo."
O Papa propôs uma oração silenciosa por todos os cristãos perseguidos no mundo, terminando com uma oração a Nossa Senhora. (RS)
                                                                                                              Fonte: news.va
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Bela e sábia reflexão

A Família que Deus quer

Dentro da Oitava de Natal e no coração do Mistério da Encarnação celebra-se a Festa da Sagrada Família. Foi proposta por Leão XIII a iniciativa de várias conferências episcopais, em especial a do Canadá, que já em 1893 viam ameaças e desejos de desconstruir a família cristã. Embora naquele tempo o principal desafio era a afirmação do individualismo contratualista que desmanchava o vínculo conjugal sem muitas cerimônias, hoje está em crise a própria idéia de família e de pessoa humana, o que causa certamente mais perplexidades e contradições.
Sagrada Família: modelo a ser seguido
O Evangelho da família está ancorado no Natal de Jesus Cristo, pois a encarnação exige a inserção numa família humana, para o desenvolvimento da pessoa, ter um nome e fazer parte de um povo e de uma cultura. Jesus inicia sua obra redentora santificando e salvando a família, tornando-a o primeiro espaço de humanização e evangelização. A liturgia da Palavra desta festa é muito rica para alimentar uma verdadeira espiritualidade conjugal e familiar centrada no amor, na compreensão, na autoridade servidora e edificadora dos pais, no perdão, na cooperação e na hospitalidade cristã, valores permanentes que fortalecem e enaltecem o grupo familiar.
Como afirma a oração coleta a Sagrada Família é um modelo a ser buscado e vivenciado por todas as famílias, mais que um protótipo estático e abstrato, que esqueceria as dificuldades, problemas e conflitos que o lar de Nazaré teve que assumir para proteger, educar e seguir a Jesus o Salvador.
Foi uma família perseguida de refugiados no Egito, e na própria cidade de Nazaré rejeitaram o Filho de Deus, sendo considerado louco pelos familiares do lugar. Isto prova que a família cristã, como comunidade de fé, esperança e caridade, sendo fiel a Jesus deverá passar também por tribulações, conflitos e confrontos com os Herodes do poder de cada época, porém encontrará sempre a dita e a felicidade de estar firmada na verdadeira Rocha que é o Cristo, Senhor das famílias.
A família cristã está chamada a revelar às outras a alegria a beleza de ser e de se ter uma família, que para nós o Povo da Vida, será sempre a instituição que Deus quis e criou em primeiro lugar, a escola da mais rica e profunda humanidade, a célula básica da sociedade, o santuário da vida e o melhor eco sistema, o empreendimento da maior rentabilidade, o mais valioso recurso da sociedade e do estado, o patrimônio mais rico da humanidade.
Que Jesus esteja sempre com nossas famílias para abençoá-las e santificá-las tornando-as cada vez mais missionárias da paz e do amor. Deus seja louvado!
                                 Dom Roberto Francisco Ferreria Paz - Bispo de Campos (RJ)
                                                                          Fonte: cnbb.org.br    Estampa: a12.com
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quinta-feira, 26 de dezembro de 2013


Papa Francisco:

Rezemos pelos cristãos discriminados por causa do testemunho do Evangelho 

Cidade do Vaticano (RV) - O Papa Francisco durante o Angelus desta quinta-feira, Festa de Santo Estevão, primeiro mártir, rezou pelos cristãos “discriminados” por causa do testemunho do Evangelho, recordando que a salvação divina “implica a luta contra o pecado, e que a mesma passa através da porta estreita da Cruz”. Essa é a estrada que Jesus indicou claramente aos seus discípulos:
Martírio: nascimento para o céu
“Por isso vamos rezar de modo particular pelos cristãos que sofrem discriminações por causa do testemunho de Cristo e do Evangelho. Estamos próximos a esses irmãos e irmãs que, como Santo Estevão, são acusados injustamente e são objeto de violências de todos os tipos. Isso se verifica especialmente lá onde a liberdade religiosa ainda não é garantida ou não é plenamente realizada”.
Há também os casos de “países e ambientes que na carta tutelam a liberdade e os direitos humanos, - continuou o Papa - mas onde de fato os crentes, especialmente os cristãos, encontram limitações e discriminações”. Para o cristão, isso não é surpresa, porque Jesus – afirmou Francisco – o pré-anunciou como ocasião propícia para dar testemunho. Todavia, na esfera civil, a injustiça deve ser denunciada e eliminada, sublinhou o Santo Padre.
“Estou seguro – observou ainda Francisco, falando de improviso – que infelizmente são mais hoje do que nos primeiros tempos da Igreja”. “Gostaria de rezar por aqueles irmãos e irmãs, um momento, em silêncio, todos”. A Praça São Pedro emudeceu em um silêncio de oração. E o Papa rezou com todos a oração da Ave Maria.
Momentos antes, o Santo Padre recordou que a liturgia prolonga a Solenidade de Natal por oito dias: um tempo de alegria para todo o povo de Deus! E neste segundo dia da oitava, na alegria do Natal se insere a festa de Santo Estevão, o primeiro mártir da Igreja.
“No clima alegre do Natal, essa comemoração poderia parecer fora de lugar. O Natal, de fato, é a festa da vida e nos infunde sentimentos de serenidade e de paz; por que turbar o encontro com a recordação de uma violência tão atroz? Na realidade, na ótica da fé, a festa de Santo Estevão está em plena sintonia com o significado profundo do Natal. No martírio, de fato, a violência é vencida pelo amor, a morte pela vida. A Igreja vê no sacrifício dos mártires o seu “nascimento para o céu”.
Celebramos, portanto hoje o “natal” de Estevão, que em profundidade brota do Natal de Cristo. Jesus transforma a morte daqueles que o amam em aurora de vida nova!.
O Papa salientou ainda que no martírio de Estevão se reproduz o mesmo confronto entre o bem e o mal, entre o ódio e o perdão, entre a delicadeza e a violência, que teve o seu ápice na Cruz de Cristo. A memória do primeiro mártir – disse o Papa - dissolve assim a imagem de conto de fadas e melosa, que no Evangelho não existe! Em seguida concedeu a todos a sua Benção Apostólica.
Antes de se despedir dos fiéis reunidos na Praça São Pedro, saudou as famílias, os grupos paroquiais, as associações e os fiéis provenientes de Roma, Itália, e de todas as partes do mundo:
"A pausa destes dias junto ao presépio para contemplar Maria e José ao lado do Menino, possa suscitar em todos um generoso compromisso de amor recíproco, para que dentro das famílias e das várias comunidades se viva aquele clima de cordialidade e de fraternidade que tanto beneficia o bem comum. Boas Festas Natalinas!" (SP)
                               Fonte: radiovaticana.va       news.va      Foto: portalecclesia.com.br
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Dom Cláudio Hummes:

 "Francisco e o Natal: os pobres, a paz e a Criação"  

Cidade do Vaticano/São Paulo (RV) – “Francisco e o Natal”: este é o tema inspirador da reflexão feita em exclusiva ao Programa Brasileiro pelo Cardeal Cláudio Hummes, arcebispo emérito de São Paulo e Prefeito emérito da Congregação para o Clero.
Dom Cláudio Hummes
“Sabemos que São Francisco de Assis fez o primeiro presépio. Há três pontos que o Papa sempre cita e que têm tudo a ver com o Natal: o primeiro são os pobres. Nós devemos ir até os pobres, sermos os irmãos dos pobres, sermos capazes de abraçar os pobres, de consolá-los, de encorajá-los e de com eles lutar contra a pobreza, a carência e a exclusão, sobretudo. Jesus Cristo veio para isto e o Papa nos lembra muito fortemente. Este é um aspecto de São Francisco de Assis: estar ao lado dos pobres, ser uma Igreja pobre. Jesus nasceu pobre e em meio aos pobres, e os primeiros a visitá-los foram os pobres pastores”.
“O segundo ponto que podemos acentuar é a paz, que vem da fraternidade, como diz o Papa na mensagem para o Dia Mundial da Paz 2014. Jesus Cristo é o Príncipe da paz, veio reconciliar os homens entre si e com Deus. A paz deve estar baseada na fraternidade, no acolhimento, na compreensão, no diálogo, no perdão. Jesus Cristo nos faz lembrar isso tudo com o seu nascimento. Ele veio para restabelecer a paz e São Francisco é o homem da Paz, como nos diz a oração que lhe é atribuída, “Senhor, fazei de mim instrumento de sua paz”.
“O terceiro ponto é a natureza, a Criação. São Francisco chama todas as criaturas de seus irmãos: o sol, a lua, as estrelas, as matas, a água, o fogo e o vento; mas, sobretudo, os seres humanos. Ele chama até mesmo a morte de ‘irmã-morte’. Isto tudo tem a ver com a fé no Deus-Pai, que é o criador e que ama sua Criação. Deus não rejeita sua Criação, Ele a ama. Ele nos entregou a Criação para que cuidássemos dela: para que vivêssemos, sim, dos produtos da natureza, os cultivássemos, e não os destruíssemos. Tudo isto se relaciona com a vinda de Jesus Cristo, que veio nos ajudar a colocar de novo tudo na luz de Deus: tudo aquilo que nos é dado na natureza é um dom, um presente de Deus. Deus Quando Jesus se faz homem, ele é uma espécie de microcosmo, nele está tudo resumido. Deus, Jesus, se fazendo homem, também envolve toda a natureza, o respeito e o amor que devemos ter por ela. Devemos louvar a Deus em nome da natureza”.
“Que este Natal seja para nós um momento feliz em que Jesus Cristo assume toda a sua Criação na sua humanidade, e nos dá, de novo, uma esperança para que tudo seja como o sonho inicial de Deus. Nós devemos viver o Natal este ano neste espírito, de São Francisco e do Papa Francisco, tendo como temas a fraternidade, os pobres, a paz e a conservação, o cuidado da natureza”. 
                                                                                                        Fonteradiovaticana.va     
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quarta-feira, 25 de dezembro de 2013




Papa lembra os sofrimentos da guerra e pede paz:

"Deixemos que nosso coração se comova com Deus" 

Cidade do Vaticano (RV) – Diante de mais de cem mil pessoas que o aguardavam na Praça São Pedro, o Papa Francisco leu em sua sacada, ao meio-dia deste dia de Natal, a mensagem Urbi et Orbi, à cidade e o mundo.
Feliz Natal a todos!
Desejando um Feliz Natal a todos, Francisco lembrou que a primeira coisa que o Natal nos chama a fazer é dar glória a Deus, porque Ele é bom, é fiel, é misericordioso. O Papa espera que “todos possam sentir que Deus está perto, possam estar na sua presença, amá-Lo e adorá-Lo”. 
O Papa frisou que “a verdadeira paz não é um equilíbrio entre forças contrárias; não é uma bela ‘fachada’, por trás da qual há contrastes e divisões. A paz é um compromisso de todos os dias, que se realiza a partir do dom de Deus, da graça que Ele nos deu em Jesus Cristo”. 
A partir daí, disse Francisco, “pensamos nas crianças que são as vítimas mais frágeis das guerras, nos idosos, nas mulheres maltratadas, nos doentes... As guerras dilaceram e ferem tantas vidas!”.
“Muitas vidas dilacerou, nos últimos tempos, o conflito na Síria, fomentando ódio e vingança. Continuemos a pedir ao Senhor que poupe novos sofrimentos ao amado povo sírio, e as partes em conflito ponham fim a toda violência e assegurem o acesso à ajuda humanitária”.
O Bispo de Roma se disse contente em saber que pessoas de diversas confissões religiosas se unem à súplica pela paz na Síria.
Depois foi a vez do Papa lembrar a situação da República Centro-Africana, frequentemente esquecida dos homens e “dilacerada por uma espiral de violência e miséria onde muitas pessoas estão sem casa, sem água nem comida, sem o mínimo para viver”. 
Ainda no continente africano, o Papa pediu “concórdia no jovem Estado do Sudão do Sul e na Nigéria, países onde a convivência pacífica tem sido ameaçada por ataques que não poupam inocentes nem indefesos”. 
Como sempre, Francisco dedicou um pensamento aos deslocados e refugiados, especialmente no Chifre da África e no leste da República Democrática do Congo:
“Fazei que os emigrantes em busca duma vida digna encontrem acolhimento e ajuda. Que nunca mais aconteçam tragédias como aquelas a que assistimos este ano, com numerosos mortos em Lampedusa”. 
Passando ao Oriente Médio, Francisco clamou pela “conversão do coração dos violentos, por um desfecho feliz das negociações de paz entre israelenses e palestinos e pela cura das chagas do amado Iraque, ferido ainda frequentemente por atentados”. 
O Papa mencionou ainda outro tema que o preocupa:
“Tocai o coração de todos os que estão envolvidos no tráfico de seres humanos, para que se dêem conta da gravidade deste crime contra a humanidade. Voltai o vosso olhar para as inúmeras crianças que são raptadas, feridas e mortas nos conflitos armados e para quantas são transformadas em soldados, privadas da sua infância”. 
Bênção Urbi et Orbi
Sempre sensível à questão ambiental e às consequências dos nossos maus comportamentos, o Pontífice chamou a atenção para “a ganância e a ambição dos homens e pediu proteção para as vítimas de calamidades naturais, especialmente o querido povo filipino, gravemente atingido pelo recente tufão”. 
Papa Francisco terminou sua fala com uma mensagem de esperança: 
“Deixemos que o nosso coração se comova, se incendeie com a ternura de Deus; precisamos das suas carícias. Deus é grande no amor; Deus é paz: peçamos-Lhe que nos ajude a construí-la cada dia na nossa vida, nas nossas famílias, nas nossas cidades e nações, no mundo inteiro. Deixemo-nos comover pela bondade de Deus”.
Na sequência, o Papa Francisco fez votos de Feliz Natal aos fiéis reunidos na Praça e aos que estavam em conexão no mundo inteiro através dos meios de comunicação, invocando os dons natalícios da alegria e da paz para todos: para as crianças e os idosos, para os jovens e as famílias, para os pobres e os marginalizados. 
“Nascido para nós, Jesus conforte quantos suportam a prova da doença e da tribulação; e sustente aqueles que se dedicam ao serviço dos irmãos mais necessitados. Feliz Natal!”, concluiu o Papa, concedendo a bênção Urbi et Orbi.
                                        Fonte: radiovaticana.va        news.va        Foto 2: cnbb.org.br
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