quinta-feira, 17 de janeiro de 2019

Paróquia São José - Paraisópolis (MG)

Horário de Missas e outros eventos
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Dia 18 - Sexta-feira
19h - Matriz
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Dia 19 - Sábado
Encerramento do Cerco de Jericó
19h - Matriz
19h - São Geraldo     19h - São Geraldo
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Dia 20 - 2º Domingo do Tempo Comum
7h - Matriz      9h - Matriz      11h - Santa Edwiges
11h - Pedra Branca 
19h - Matriz     19h - Santo Antônio
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Iniciou-se no sábado, dia 12, o Cerco da Misericórdia:
Jesus convida você a estar com Ele
Somos convidados a participar, juntamente com membros da Renovação Carismática Católica de nossa paróquia, do Cerco da Misericórdia, que se constitui de um período de sete dias e sete noites de oração diante de Jesus presente no Santíssimo Sacramento.

O Cerco da Misericórdia inspira-se no relato bíblico do capítulo 6 do Livro de Josué. O texto narra que, antes de chegar à terra prometida, as enormes muralhas de Jericó impediam o povo de prosseguir a caminhada. Josué, sucessor de Moisés e líder do povo, obediente às orientações do Senhor, convidou os Israelitas, tendo a frente a Arca da Aliança, sinal da presença de Deus que caminha com seu povo, a rezarem durante sete dias e sete noites ao redor das muralhas. No sétimo dia, o Senhor atendeu as orações e as muralhas caíram.
Confiantes no poder da oração, nestes sete dias, somos convidados a louvar o Senhor e pedir pela Igreja e pelo mundo e para que sejamos dóceis a ação de Deus em nossa vida.
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Escala dos responsáveis pela adoração de cada hora ou etapa
00h às 6h - Comunidade Betel                                15h às 16h - Região São Geraldo
06h às 7h -  Região São Francisco                         16h às 17h - Apostolado da Oração    
07h às 8h - Pastoral da Criança                             17h às 18h - Pastoral do Batismo e Liturgia 
08h às 9h - Mãe e Rainha                                       18h às 19h - Catequese
09h às 10h - Região São Vicente                             19h às 20h - Missa
10h às 11h - Terço dos homens                               20h às 21h - Jovens Unidos pela Fé
11h às 12h - Oficinas de Oração e Vida                 21h às 22h - Pastoral Familiar
12h às 13h - Liga Católica                                      22h às 23h - Região Santa Edwiges
13h às 14h - Vicentinos                                           23h às 00h - Região Santo Antônio
14h às 15h - Ministros da Eucaristia                               :::::::::::::::::::::::::::::::::
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Papa na missa desta manhã:

A Palavra de Deus é vida, não endurece o coração
O Papa Francisco indicou três palavras que podem ajudar a entender a atitude do cristão de coração fechado: "dureza", "obstinação" e "sedução".

Cidade do Vaticano "Cuidai, irmãos, que não se ache em algum de vós um coração transviado pela incredulidade, levando-o a afastar-se do Deus vivo". Esta advertência contida na Carta aos Hebreus, extraída da Primeira Leitura, inspirou a homilia do Papa Francisco ao celebrar a missa esta manhã (17/01) na capela da Casa Santa Marta.
Todos os membros da comunidade cristã, afirmou o Pontífice, padres, freiras e bispos, correm o risco de ficar com o coração endurecido. Mas o que significa para nós esta advertência?
O Papa indicou três palavras, extraídas sempre da Primeira Leitura, que podem nos ajudar a entender: "dureza", "obstinação" e "sedução".
Cristãos pusilânimes, sem a coragem de viver
Um coração endurecido é um coração “fechado”, “que não quer crescer, se defende, se fecha". Na vida, isso pode acontecer em decorrência de inúmeros fatores, por exemplo, uma “forte dor”, porque “os golpes endurecem a pele", notou Francisco. Aconteceu com os discípulos de Emaús e também com Tomé. E quem permanece nesta atitude negativa é "pusilânime", e um "coração pusilânime é perverso":
Podemos nos questionar: eu tenho o coração duro, tenho o coração fechado? Eu deixo o meu coração crescer? Tenho medo que cresça? E se cresce sempre com as provações, com as dificuldades, se cresce como crescemos todos nós quando crianças: aprendemos a caminhar caindo, do engatinhar ao caminhar quantas vezes caímos! Mas se cresce com as dificuldades. Dureza. E o mesmo, fechamento. Mas quem permanece nisto… “Quem são, padre?” São os pusilânimos. A pusilanimidade é uma atitude ruim no cristão, lhe falta a coragem de viver. Ele se fecha…
Cristãos obstinados
A segunda palavra é "obstinação": "animai-vos uns aos outros, dia após dia,
para que nenhum de vós se endureça" está escrito na Carta aos Hebreus e é a acusação que Estevão faz àqueles que o lapidarão. A obstinação é "a teimosia espiritual ": um coração obstinado – explicou Francisco - é "rebelde", é "teimoso", está fechado no próprio pensamento, não “aberto ao Espírito Santo". É o perfil dos “ideólogos”, também orgulhosos e soberbos:
A ideologia é uma obstinação. A Palavra de Deus, a graça do Espírito Santo, não é ideologia: é vida que o faz crescer, ir avante e também abrir o coração aos sinais do Espírito, aos sinais dos tempos. Mas a obstinação é também orgulho, é soberba. A teimosia, aquela teimosia que faz muito mal: fechados de coração, duros – primeira palavra – são os pusilânimes; os teimosos, os obstinados, como diz o texto, são os ideólogos. Mas eu tenho um coração teimoso? Cada um pense. Eu sou capaz de ouvir as outras pessoas? E se penso diversamente, dizer: “Mas eu penso assim…” Sou capaz de dialogar? Os obstinados não dialogam, não sabem, porque se defendem sempre com as ideias, são ideólogos. E as ideologias quanto mal fazem para o povo de Deus, quanto mal! Porque fecham a atividade do Espírito Santo.
Cristãos escravos da sedução
A última palavra sobre a qual o Papa reflete é a "sedução", a sedução do pecado, obra do diabo, o “grande sedutor”, “um grande teólogo, mas sem fé, com ódio", o qual quer "entrar e dominar" o coração e sabe como fazê-lo. Então, conclui o Papa, um “coração perverso é aquele que se deixa conquistar pela sedução e a sedução o leva à obstinação, ao fechamento e a tantas outras coisas":
E com a sedução ou você se converte e muda de vida, ou tenta fazer pactos: um pouco aqui e um pouco ali. “Sim, sim, eu sigo o Senhor, mas eu gosto desta sedução, mas um pouco...” E você começa a fazer uma vida cristã dupla. Para usar a palavra do grande Elias ao povo de Israel naquele momento: “Vocês mancam com as duas pernas”. Mancar com as suas pernas, sem ter uma firme. É a vida de pactos: “Sim, eu sou cristão, sigo o Senhor, sim, mas este eu o deixo entrar …”. E assim são os mornos, aqueles que sempre fazem pactos: cristãos de pactos. Também nós muitas vezes fazemos isso: o pacto. Quando o Senhor nos indica a estrada, também com os mandamentos, com a inspiração do Espírito Santo, mas eu gosto de outra coisa e busca o modo de caminhar nos dois trilhos, mancando com as duas pernas.
A invocação final do Papa é para que o Espírito Santo nos ilumine para que ninguém tenha um coração perverso: "um coração duro, que o leva à pusilanimidade; um coração obstinado que o leva à rebelião; um coração seduzido, escravo da sedução, que o leva a um cristianismo de pacto”.
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                                                                                                                 Fonte: vaticannews.va

quarta-feira, 16 de janeiro de 2019

Jovens da Arquidiocese já estão no Panamá para a

Jornada Mundial da Juventude

Um grupo de jovens da Arquidiocese de Pouso Alegre chego ao Panamá no final da semana passada para a Jornada Mundial da Juventude, que ocorre entre os dias 22 e 27 de janeiro. E eles não estão sozinhos. Jovens de todas as partes do mundo estão a caminho do Panamá para viver juntos a Jornada Mundial da Juventude, que este ano traz o tema "Eis a serva do Senhor; faça-se mim segundo a tua palavra" (Lc 1:38). E é grande a expectativa para o encontro com o Papa Francisco, que chegará ao Panamá no dia 23 de janeiro. São esperados jovens de 175 países. 
Representantes da
Arquidiocese de Pouso Alegre
Segundo Guilherme, de Poço Fundo, o clima dos panamenhos é de alegria e expectativa para o encontro, e a acolhida aos estrangeiros não poderia ser melhor.
"A acolhida está sendo fantástica e estamos muito surpresos com tanta dedicação para conosco. O clima está muito festivo e caloroso. Os panamenhos estão muito animados e empolgados com os peregrinos. Os brasieliros são o segundo maior número de peregrinos, sendo que a maior parte dos peregrinos são do Panamá", disse.
Enquanto esperam o início da JMJ, muitas atividades estão sendo proporcionadas aos jovens. O grupo de nossa Arquidiocese está na Costa Rica.  
"Nosso grupo está na Costa Rica para a preparação para a JMJ e participando de uma semana missionária na arquidiocese de Puntarenas. Já encontramos muitos grupos de estrangeiros da América e Europa e também da Ásia".
O que é a JMJ
É um encontro de jovens de todo o mundo com o Papa, em um ambiente festivo, religioso e cultural, que mostra o dinamismo da Igreja e dá testemunho da atualidade da mensagem de Jesus. “É muito mais do que um acontecimento. É um tempo de profunda renovação espiritual, de cujos frutos se beneficia toda a sociedade” (Bento XVI). Trata-se de um meio extraordinário de evangelização para fortalecer a pastoral juvenil. Realiza-se a cada três anos, tendo a última acontecido na cidade de Cracóvia em 2016.
O fundador e primeiro promotor da JMJ foi São João Paulo II. A ideia do evento foi concebida com o objetivo de favorecer o encontro pessoal com Cristo, que muda a vida, e promover a paz, a unidade e a fraternidade dos povos e das nações através da juventude como embaixadora; além de desenvolver processos de nova evangelização destinada aos jovens.
Os primeiros dois encontros, em 1984 e 1985, organizados por ocasião do Ano Santo da Redenção (1983-1984) e do Ano Internacional da Juventude (1985) não podem ser chamados de Jornada Mundial da Juventude; no entanto, foram os primeiros encontros que serviram de base para que o Papa tomasse essa iniciativa abençoada, que dura até o dia de hoje.

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                                                       Fonte: arquidiocese-pa.org.br    Matéria: Pe. Andrey Nicioli

Papa na Catequese desta quarta-feira:

Para um cristão rezar é dizer
"Abbà" com a confiança de uma criança

Na expressão "Abbà", Pai, concentra-se toda a novidade do Evangelho disse o Papa Francisco em sua catequese. Nas primeiras palavras do "Pai Nosso", encontramos imediatamente a novidade radical da oração cristã.
Cidade do Vaticano - “Basta evocar esta expressão - Abbá – para que se desenvolva uma oração cristã. (...) Nesta invocação há uma força que atrai todo o resto da oração". E para rezar bem, é preciso ter um coração de criança.
Dando continuidade a sua série de catequeses sobre a oração do Pai Nosso, o Papa inspirou-se nesta quarta-feira na Carta de São Paulo aos Romanos 8, 14-16 para falar sobre nossa filiação divina: “hoje partimos da observação de que, no Novo Testamento, a oração parece querer chegar ao essencial, até concentrar-se em uma única palavra: Abbà, Pai”. Nesta invocação afirmou, dirigindo-se aos 7 mil fiéis presentes na Sala Paulo VI -  concentra-se toda a novidade do Evangelho:
“Depois de ter conhecido Jesus e ouvido sua pregação, o cristão não considera Deus mais como um tirano a temer, não sente mais  medo dele, mas floresce em seu coração a confiança nele: pode falar com o Criador, chamando-o de "Pai". A expressão é tão importante para os cristãos, que muitas vezes é conservada intacta em sua forma original. Paulo conservou intacta 'Abbà'”.
“É raro que no Novo Testamento as expressões aramaicas não são traduzidas para o grego”, observa o Papa. “Temos que imaginar que, nestas palavras em aramaico permanece como que "gravada" a voz do próprio Jesus, "respeitaram o idioma de Jesus". Nas primeiras palavras do "Pai Nosso", encontramos imediatamente a novidade radical da oração cristã”.
Rezar com verdade o Pai Nosso
Se entendermos que não se trata apenas de usar a figura do pai como um símbolo para relacionar ao mistério de Deus, mas  o mundo inteiro de Jesus transvasado no próprio coração, podemos rezar com verdade o “Pai Nosso”: 
“Dizer "Abbà" é algo muito mais íntimo, mais comovente do que simplesmente chamar Deus de "Pai". Eis porque alguém propôs traduzir esta palavra aramaica original "Abbà" como "Papai" ou “Babbo" (ndr - em italiano) (...). Nós continuamos a dizer "Pai nosso", mas com o coração somos convidados a dizer "Papai", a ter uma relação com Deus como a de uma criança com o seu papai, que diz "papai" (...).  Na verdade, essas expressões evocam afeto, evocam calor, algo que nos remete no contexto da infância: a imagem de uma criança completamente envolvida pelo abraço de um pai que sente infinita ternura por ele. E por isso, queridos irmãos e irmãs, para rezar bem é preciso chegar a ter um coração de criança. Para rezar bem, não um coração autossuficiente. Assim não se pode rezar bem. Mas como uma criança nos braços de seu Pai, seu papai.”
Deus conhece somente amor
Mas são os Evangelhos, no entanto – completa o Papa - a nos apresentarem melhor o sentido desta palavra. O "Pai Nosso"  ganha sentido e cor se aprendemos a rezá-lo depois de ter lido a parábola do Pai misericordioso (cf. Lc 15,11-32):
“Imaginemos esta oração pronunciada pelo filho pródigo, depois de ter experimentado o abraço de seu pai, que o havia esperado por um tempo, um pai que não recorda as palavras ofensivas que ele havia dito, um pai que agora o faz perceber simplesmente a falta que sentiu dele.  Então descobrimos como aquelas palavras ganham vida, ganham força. E nos perguntamos: como é possível que Tu, ó Deus, conheça somente o amor? Mas Tu não conheces o ódio? Não, responderia Deus. Eu conheço somente o amor. Onde está em Ti a vingança, a pretensão de justiça, a ira pela sua honra ferida? E Deus responderia: eu conheço somente amor.”
A força da palavra "Abbà" 
A forma como o pai da parábola age – observa o Papa -  “recorda muito o espírito de uma mãe”, pois no geral  são as mães que desculpam seus filhos, que os cobrem, que não rompem a empatia que têm por eles, que continuam a querê-los bem. Mesmo quando não mereceriam mais nada:
“Basta evocar esta expressão - Abbà – para que se desenvolva uma oração cristã. (...) Nesta invocação há uma força que atrai todo o resto da oração”:
“Deus busca você, mesmo que você não o procure. Deus ama você, mesmo que você tenha se esquecido dele. Deus vê em você uma beleza, ainda que você pense ter desperdiçado inutilmente todos os seus talentos. Deus é não somente um Pai, é como uma mãe que nunca deixa de amar sua criação. Por outro lado, há uma "gestação" que dura para sempre, bem além dos nove meses daquela física, e que gera um circuito infinito de amor."
Ter a confiança de uma criança
Para um cristão, "rezar é simplesmente dizer "Abbà", dizer papai (...), mas com a confiança de uma criança. E acrescentou ao concluir:
“Pode acontecer que também a nós aconteça de caminhar por caminhos  distantes de Deus, como aconteceu com o filho pródigo; ou de precipitar em uma solidão que nos faz sentir abandonados no mundo; ou ainda de errar e ser paralisados por um sentimento de culpa. Nesses tempos difíceis, podemos ainda encontrar a força de rezar, recomeçando pela  palavra "Abbà", mas dita com o sentido terno de uma criança, "Abbá", papai. Ele não esconderá de nós o seu rosto. Recordem bem, talvez alguém tenha dentro de si coisas ruins, coisas que não...não sabe como resolver, tanta amargura por ter feito isto ou aquilo. Ele não esconderá o seu rosto. Ele não se fechará no silêncio. Você diz "Pai" e Ele responderá a você. Você tem um Pai! "Sim, mas eu sou um delinquente". Mas você tem um Pai que ama você. Diga a Ele "Pai" e comece a rezar assim, e no silêncio nos dirá que nunca nos perdeu de vista. "Mas Senhor, eu fiz isto e aquilo". Mas eu nunca perdi você de vista. Eu vi tudo. Mas sempre estive ali, próximo de você, fiel ao meu amor por você. Esta será a resposta. Não esqueçam nunca de dizer Pai. Obrigado!".
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Assista:
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terça-feira, 15 de janeiro de 2019

Papa Francisco:

          Fraternidade permanece a promessa não cumprida

O Papa Francisco enviou uma carta a Dom Vincenzo Paglia, presidente da Pontifícia Academia para a Vida por ocasião do 25º aniversário da sua instituição, em 11 de fevereiro de 1994.


Cidade do Vaticano - O Papa inicia a Carta falando sobre a comunidade humana e sobre sua criação a partir do sonho de Deus, sublinhando que “no mistério da geração a grande família da humanidade pode reencontrar a si mesma”.
Paixão de Deus pela criatura humana
O Pontífice evidencia também que “devemos restituir importância a esta paixão de Deus pela criatura humana e o seu mundo”, criatura que foi feita por Deus à sua “imagem” – “homem e mulher” criatura espiritual e sensível, consciente e livre. “A relação entre o homem e a mulher é o ponto eminente no qual toda a criação torna-se interlocutora de Deus e testemunha do seu amor”, acrescentou o Papa. Por isso, escreve o Papa, no nosso tempo a Igreja é chamada a relançar com força o humanismo da vida que irrompe desta paixão de Deus pela criatura humana.
Bem-estar individual e coletivo
Outro ponto citado pelo Pontífice refere-se à degradação do ser humano e o paradoxo com o progresso. O Papa explica:
“A distância entre a obsessão pelo próprio bem-estar e a felicidade compartilhada de toda humanidade parece ampliar-se cada vez mais: chegando-se a pensar que entre o indivíduo e a comunidade humana esteja em curso um verdadeiro cisma”
Francisco acrescenta depois que se “trata de uma verdadeira cultura – ou melhor anti-cultura – da indiferença pela comunidade: hostil aos homens e às mulheres e aliada à prepotência do dinheiro”.
O Papa se pergunta ainda: como pôde acontecer este paradoxo? No momento que o mundo tem maiores disponibilidades de riquezas econômicas e tecnológicas aparecem nossas divisões mais agressivas e vive-se uma degradação espiritual, – poderíamos dizer niilismo – no qual o mundo é submetido a esse paradoxo.
Uma escuta responsável
“O povo cristão ouvindo o grito de sofrimento dos povos, deve reagir aos espíritos negativos que fomentam divisões, indiferenças e hostilidade” exorta o Papa depois de apresentar o quadro atual da condição humana. Após destacou a necessidade de se inspirar no ato do amor de Deus, Francisco escreve: “A Igreja deve ser a primeira a reencontrar a beleza desta inspiração e fazer a sua parte, com renovado entusiasmo”.
Construir uma fraternidade universal
O Santo Padre sugere que
“É tempo de relançar uma nova visão para o humanismo fraterno e solidário das pessoas e dos povos colocando em primeiro lugar a criatura humana”
“Para esta missão há como sinais de encorajamento a ação de Deus nos nossos dias”, continua o Pontífice. Os sinais “devem ser reconhecidos evitando que o horizonte seja obscurado pelos aspectos negativos”.
O futuro da Academia
Falando sobre o futuro da Academia Pontifícia afirmou que, “antes de tudo devemos conhecer a língua e as histórias dos homens e das mulheres do nosso tempo, colocando o anúncio do Evangelho na experiência concreta” – “para colher o sentido da vida humana, a experiência à qual devemos nos referir é a que se pode reconhecer na dinâmica da geração”. O Papa sublinha ainda: “Viver significa necessariamente ser filhos, acolhidos e cuidados, mesmo se algumas vezes de modo inadequado”.
O Pontífice exortou então o trabalho da Pontifícia Academia: “Não tenham medo de elaborar argumentações e linguagens que sejam utilizadas em um diálogo intercultural e interreligioso, assim como interdisciplinar”.
Fraternidade
Francisco conclui reiterando a necessidade de “reconhecer que a fraternidade permanece sendo a promessa não cumprida da modernidade”. “A força da fraternidade, que a adoração de Deus em espírito e verdade gera entre os homens, é a nova fronteira do cristianismo”.
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