sexta-feira, 30 de novembro de 2012

Paróquia São José - Paraisópolis (MG) - Missas e outros eventos


a 8 de dezembro


 Dia 2 - Domingo

7h - Matriz - Pe. Vanir

9h - Matriz - Pe. João Batista

13h 30 - CPSJ - Formação de Lideranças

16h - Consolação - Pe. João Batista

19h 30min - Matriz - Côn. Braz
                  
19h 30min- Santo Antônio - Pe. Vanir

Dia 3 - Segunda

19h - Centro Pastoral São Francisco - Missa de Natal da Casa da Criança - Pe. Vanir  

Dia 4 - Terça

15h - Matriz - Pe. João Batista  
19h 30min - CPSJ - Reunião do Conselho Paroquial de Pastoral (CPP)
            
Dia 5 - Quarta

19h 30min - Região Nossa Senhora Aparecida - Pe. João Batista  
                                     
                                                                 Dia 6 - Quinta

15h - Matriz - Cônego Braz                            19h 30min - Serra dos Pereiras - Pe. João Batista

                                               Dia 7 - 1ª Sexta- Feira

15h - Matriz - Pe. Vanir                               19h 30min - Centro Pastoral São Francisco - Côn. Braz 
19h 30 - Matriz - Ação de Graças - Conclusão do Ensino Médio de alunos do Colégio - Pe. Vanir
19h 30 - Consolação - Pe. João Batista

Dia 8 - Sábado

19h 30min - Matriz - Côn. Braz                  19h 30min - Centro Pastoral São Geraldo Pe. Vanir 

A propósito do dia de Santo André, celebrado hoje:


André e Pedro

Santo André
No final de novembro o calendário coloca a festa de Santo André, no dia 30. Santo André é o padroeiro da Igreja Ortodoxa. O interessante é saber por que os ortodoxos insistem tanto em terem Santo André como seu Padroeiro. Através dele, na verdade, querem afirmar uma espécie de “primado”, que Roma invoca para si mesma com tanta autoridade e desenvoltura histórica.
Por Santo André, os ortodoxos também advogam o seu “primado”, ao menos simbólico. E por quê?  Aí entra a caprichosa interpretação que fazem do Evangelho, encontrando em André um motivo para se julgarem mais importantes do que a Igreja Latina. Ao menos num ponto!
Acontece que o Evangelho de João, bem no seu início, narrando como Jesus recrutou seus primeiros discípulos, observa que André era um deles.
Aí vem o lance apreciado pelos ortodoxos, e saboreado como um bom pretexto para reivindicarem uma espécie de “prioridade eclesial”, que seria patrimônio dos ortodoxos, ao escolherem André como seu padroeiro.
Acontece que André, depois de ter sido convidado por Jesus, no dia seguinte, foi falar com seu irmão Pedro, dizendo-lhe: “Encontramos o Messias”. E levou Pedro ao encontro do Mestre.
São Pedro
Pronto!  Foi André que levou Pedro ao encontro de Jesus! Dando a esta constatação um caráter eclesial, como se pode fazer com todos os episódios do Evangelho, os ortodoxos simplesmente insinuam que sua Igreja tem uma espécie de missão permanente, de indicar para todas as outras o caminho certo para ir ao encontro do Messias verdadeiro.
Certamente não faz mal que os ortodoxos aumentem sua auto estima através do seu importante padroeiro Santo André. Ainda mais no confronto com a Igreja Latina, que invoca São Pedro como padroeiro, e desse fato faz derivar tantas afirmações de sua importância eclesial.
Este episódio todo não deixa, contudo, de intrigar, quando confrontado verdadeiramente com o Evangelho.
Esta disputa para ver quem seria o primeiro, esteve muitas vezes na mira de Cristo, que tanto advertiu os discípulos, para não ficarem discutindo qual deles seria o maior, ou estaria à sua direita.
Ao contrário disto, Jesus insistiu para que os discípulos deixassem estas disputas de lado. “Entre vós não seja assim!”, dizia ele quando percebia que seus discípulos ainda discutiam entre si a propósito de inúteis precedências.
Para as Igrejas, a disputa de poder continua sendo uma tentação permanente. Toda organização humana, que as Igrejas também precisam ter, enseja a oportunidade de carreira pelo poder ou de disputa por honrarias. Inclusive, a propósito de viver o Evangelho de Cristo, a instituição eclesial vai descobrindo mecanismos de centralização do poder, que se tornam sofisticados, e profundamente arraigados, a ponto de resistirem a toda tentativa de retorno à simplicidade evangélica. Pois seria tão importante o testemunho de serviço desinteressado, a dar para a sociedade, e a praticar sobretudo nos relacionamentos intra eclesiais.
Certamente, se Santo André falasse, e São Pedro também, diriam ainda hoje para todas as Igrejas: “entre vós não seja assim!”.
A bem da verdade, muitos zombariam destas piedosas recomendações de Cristo, como zombam, por exemplo, do famoso “pacto das catacumbas”, que no final do Concílio quarenta bispos assinaram, comprometendo-se abandonar toda expressão episcopal de poder e de privilégios, para retornar à simplicidade evangélica que Cristo continua nos ensinando.
                                                                          Dom Demétrio Valentini - Bispo de Jales/SP
                                                                                                                 Fonte: Site da CNBB
                                                                  Ilustrações: www.sacrificiovivoesanto.wordpress.com 
                                                                         www.apostoladosagradoscoracoes.angelfire.com

quinta-feira, 29 de novembro de 2012

No próximo domingo inicia-se o

Advento


A vida passa por transformações e se renova. Por isto, iniciamos mais um Ano Litúrgico, começando com o Ciclo do Natal, na certeza de vida renovada. O Natal é celebrado com muitas festas, contemplando o nascimento de um Rei, o Filho de Deus, cumprindo uma promessa feita pelo Senhor ao Rei Davi.
São quatro domingos chamados de “Advento”, que nos despertam, dentro de um itinerário, para a vinda de Jesus Cristo, Àquele que vem de Deus e assume as condições e realidades humanas. Seu objetivo foi de realizar a reta ordem do universo no cumprimento das Leis divinas marcadas no coração das pessoas.
No mundo dos conflitos, da violência e do caos na ordem social, caímos numa situação de temor e angústia. Nossa esperança fica fragilizada e somos incapazes para uma paz de sustentabilidade. Somente em Jesus Cristo podemos encontrar força e coragem para superar as limitações contidas em nossas fraquezas.
O Advento é tempo de preparação para o Natal. É colocar-se de prontidão para acolher Aquele que nasce transformando a história. Hoje isto acontece no coração das pessoas vigilantes e sensíveis às realidades do bem. Este deve ser o caminho do cristão, reconhecendo a presença de Deus em sua vida.
Todo clima natalino, que começa com o Advento, deve fazer aumentar o amor entre as pessoas. É uma realidade que deve acontecer no relacionamento, na convivência familiar, no trabalho, na escola, enfim, na vida real. É importante a consciência de que a fonte de tudo isto está em Deus. É por isto que Ele vem a nós e fica conosco. “O amor de Deus foi derramado em nossos corações” (I Ts 4,9).
Sabemos que a fonte do amor é Deus, mas isto não dispensa o esforço pessoal. Temos que viver o amor no meio dos conflitos e tensões a todo instante. Os afazeres da vida não podem obscurecer a ação de Deus em nossa prática de vida. É Ele quem nos dá sustentação para uma realidade de fraternidade e vida mais feliz.
                                                   Dom Paulo Mendes Peixoto - Arcebispo de Uberaba (MG)
                                                                                                               Fonte: Site da CNBB

quarta-feira, 28 de novembro de 2012

Sábia reflexão do Padre Zezinho


Viver o dia a dia

Festa de São José - Março/2009
Depois do meu AVC, do qual me recupero com paciência, entendi ainda mais o significado da palavra precariedade.
De fato, há coisas que de nós depende, há outras que acontecem e não prevíamos e há aquelas que nos arriscamos. Mas, embora possamos colaborar com alguém maior que nós, se cremos que Deus existe, chega o dia em que a palavra cabal é “conformidade”. E passamos a viver do dia a dia. Cada dia é mais um trecho da estrada que não sabemos para onde seguirá. Só sabemos que é Ele quem decide.
Eu disse isso a um amigo meu que também não sabe no que vai dar sua nova experiência de precariedade. Cada um reza e suplica como sabe e aceita a sua maneira os fatos. Mas, eu e meu amigo nos apegamos no Filho de Deus e pedimos sua misericórdia. Também oramos aos santos que nos precederam e principalmente a mãe de Jesus – que dele muito sabia; contamos com sua intercessão sabendo que o intercessor maior é seu Filho que nos disse para invocá-lo na alegria e nas aflições.
Nós sabemos que temos a certeza de Deus nos ensina a viver e a morrer. Sabemos que não vivemos em vão. Acertamos e erramos, mas, a misericórdia do bom Deus é maior do que nossas misérias…
É uma graça saber que já não somos quem éramos e que há coisas que já não podemos como outrora podíamos… Então, de aprendizado vivemos do dia a dia.
Como São Paulo, também nós completamos a nossa parte e o coração de Cristo supre o que não podemos alcançar!
                                                                                                                Padre Zezinho
                                                                                     Fonte: www.padrezezinhoscj.com

terça-feira, 27 de novembro de 2012

Paróquia São José de Paraisópolis (MG)

Curiosidade histórica


Veja parte da Estatística, espécie de relatório a respeito do patrimônio da então Paróquia de São José do Paraíso, lavrada a pedido de Dom Lino Deodato Rodrigues de Carvalho pelo Padre Porphirio de Souza Martins, quando o Bispo Diocesano de São Paulo realizou sua visita pastoral à Paróquia São José, que, à época, pertencia à diocese paulista.


Sobre os aproximadamente 80 alqueires recebidos em doação 
pela Capelinha de São José por volta de 1830 

“Este patrimônio foi dado por José Alves de Lima, desmembrado de sua fazenda que então compreendia esta parte".
Igreja Matriz e capelas


"A Matriz foi fundada pelo finado Guarda=Mor Francisco Vieira Carneiro, a egreja do Rosário pelo Frei Eugênio, missionário em mil, oitocentos e quarenta e nove, e encarregado de suas obras o finado Jose Bernardes Rangel, a egreja da Soledade pelo finado Padre Feliciano José Teixeira então Vigário desta Parochia em 1854 mais ou menos, encarregado de sua obra o finado Jose Francisco Xavier Gusmão.

A Capella das almas pelo Missionário Frei Caetano de Messina = a Capella da Piedade foi fundada pelo cidadão Manoel José da Rosa o qual é encarregado de suas obras. As obras da Capella das almas no Cemitério foram concluídas pelo actual Vigário da Parochia = João Batista do Nascimento Braga.

Estava assignado = O Vigario Padre João Batista do Nascimento Braga – Conforme. São José do Paraíso, 21 de junho de 1889.
                                               Padre Porphirio de Souza Martins – Secretário de Sua Exª Revmª”
                                              Fonte: O Paraíso de José, de Luiz Gonzaga da Rosa. Editora Santuário, 2010

Evangelho do Dia

Lucas 21,5-11

Como chamassem a atenção de Jesus para a construção do templo feito de belas pedras e recamado de ricos donativos, Jesus disse: “Dias virão em que destas coisas que vedes não ficará pedra sobre pedra: tudo será destruído”. Então o interrogaram: “Mestre, quando acontecerá isso? E que sinal haverá para saber-se que isso se vai cumprir?” Jesus respondeu: “Vede que não sejais enganados. Muitos virão em meu nome, dizendo: ‘Sou eu’; e ainda: ‘O tempo está próximo’. Não sigais após eles. Quando ouvirdes falar de guerras e de tumultos, não vos assusteis; porque é necessário que isso aconteça primeiro, mas não virá logo o fim”. Disse-lhes também: “Levantar-se-ão nação contra nação e reino contra reino. Haverá grandes terremotos por várias partes, fomes e pestes, e aparecerão fenômenos espantosos no céu”.

Comentário

A imponência do templo de Jerusalém não impressionava Jesus. As belas pedras e os ex-votos que o adornavam, não passavam de exterioridade. Seu fim se aproximava. 

A pregação de Jesus contra o templo situava-se na tradição dos antigos profetas de Israel, que o desmitificaram, anunciando-lhe a destruição. O templo podia vir a baixo, pois havia perdido sua finalidade, passando a acobertar as injustiças cometidas contra o povo. O Deus de Israel fora substituído pelos ídolos. Não tinha sentido acobertar com a capa da fé uma idolatria desenfreada, com sérias conseqüências para a vida do povo pobre. 

A situação não era muito diferente no tempo de Jesus. O templo e o sacerdócio estavam sob o domínio de uma aristocracia pouco preocupada com os pobres do País. O templo não era mais a casa do Deus verdadeiro, e sim, de falsos deuses que não questionavam a injustiça cometida contra os indefesos, nem a marginalização em que se encontrava grande parte da população. Eram os deuses dos privilegiados e beneficiados pelo sistema. Portanto, não era o Deus do Reino anunciado por Jesus.

A destruição do templo eliminaria a falsa segurança religiosa de muita gente. E evitaria que se servissem do nome de Deus para acobertar maldades cometidas em nome da fé. É blasfêmia fazer o Deus verdadeiro compactuar com a injustiça.

Oração

Senhor Jesus, destrói todas as falsas seguranças religiosas às quais, porventura, eu esteja apegado, e faze-me acolher as exigências do Deus verdadeiro.

                                                                                                         Pe. Jaldemir Vitório
                                              Jesuíta, Doutor em Exegese Bíblica, Professor da FAJE - BH
                                                                                                  Fonte: www.domtotal.com

segunda-feira, 26 de novembro de 2012

Um rico presente para todos


Novo site da Vida Pastoral


Bem-aventurado Tiago Alberione
Nesta segunda-feira, 26 de novembro, celebra-se a memória do Bem-aventurado Tiago Alberione, fundador dos paulinos e da Família Paulina. A Igreja no Brasil é historicamente beneficiada pelo trabalho desta congregação religiosa e uma interessante iniciativa, de cunho pastoral, foi tomada no dia de hoje.
Como um marco desta data, está sendo disponibilizado ao público pela Paulus editora o site da revista Vida Pastoral. A página torna acessível um vasto acervo de artigos da revista classificados por áreas temáticas: Bíblia, eclesiologia, temas pastorais, ministério presbiteral, cristologia, ciências da religião, sacramentos, liturgia, roteiros homiléticos, mariologia, Trindade, escatologia, temas de atualidade, temas sociais, espiritualidade, catequese, documentos e concílios, ecumenismo e diálogo inter-religioso.
Os textos podem também ser localizados por autor, por edição e por ano, bem como se podem baixar pdfs das edições dos últimos três anos. Os interessados podem acessar: www.vidapastoral.com.br
                                                                                                                   Fonte: Site da CNBB

Paulus publica obra de professor paraisopolense


Foi publicado pela Paulus o livro Movidos pela Espírito - espiritualidade para catequistas e agentes de pastoral do professor Giovanni Marques Santos. A obra faz parte da coleção Ecoando, voltada para a formação e espiritualidade do catequista. Esse é também o nome de uma revista de catequese da editora.
De acordo com a sinopse postada no site da Paulus o livro “é uma oportunidade para contemplar as diversas manifestações da presença de Deus, com a fidelidade de quem entrelaça e compõe a malha do seguimento de Jesus, como discípulo(a) e missionário(a) do Reino. Além de catequistas e agentes de pastoral, a obra atrai a todos os interessados no assunto, a fim motivar construtores da esperança a serviço da vida plena”.
O livro de 144 páginas pode ser encontrado nas trinta lojas da Paulus nas principais cidades do país, em livrarias de todo o Brasil ou encomendado por meio do site da editora pelo preço de capa mais frete.
Nossos cumprimentos ao professor Giovanni pela rica contribuição que certamente a obra proporcionará aos catequistas e agentes de pastoral em sua fundamental missão evangelizadora de crianças, jovens e adultos!
                                                                                                            Foto: www.paulus.com.br

sábado, 24 de novembro de 2012

Nossa paróquia é representada em reuniões em Pouso Alegre


Membros da PASCOM
Neste sábado (24), quatro importantes reuniões pastorais, que tiveram a participação de representantes de nossa paróquia, foram realizadas no Seminário Arquidiocesano em Pouso Alegre. 

Período da manhã:  Coordenadores Setoriais com a Equipe Central da Pastoral Bíblico-CatequéticaEdvaldo e Josimar; Coordenadores Setoriais da Pastoral do Batismo Yolanda; Comissão Arquidiocesana da Pastoral da Comunicação (PASCOM) – Maria Stela e Luiz Rosa. 

Período da tarde:  Comissão Arquidiocesana da Pastoral Familiar (CAPF) – Maria Stela e Luiz Rosa.

Um tema comum que fez parte da pauta desses encontros foi a avaliação das atividades de 2012 e o planejamento pastoral para o próximo ano.

Refletindo com Dom Paulo


Cristo Rei

O Ano Litúrgico, constituído por diversos ciclos, termina com a Festa de Cristo Rei. Jesus nasce com o título de Rei e é agora proclamado pela Igreja como Rei do universo. É o cume de um reinado que foi manifestado num amor extremo, selado na cruz e na glorificação eterna.
Numa visão, o profeta Daniel contempla o trono de Deus e seu juízo sobre o mundo. Ele vê também alguém como “filho de homem” sobre o trono (Dn 7, 9-14). Nos Evangelhos, a expressão “filho de homem” refere-se a Jesus Cristo, àquele que veio do alto para construir o Reino de Deus.
Devemos entender que não são os poderes do mundo que determinam a história, mas sim, aquele que é o Senhor da história, fazendo triunfar o seu Reino. Isto significa que a última palavra sobre o mundo pertence a Deus. É até uma questão de fé e certeza de que as forças do mundo são meramente passageiras.
O centro da história é Jesus Cristo, que veio como Rei, caminha como Rei e termina seu ciclo na terra como Rei. É o mesmo que dizer: “aquele que é, que era e que vem”. Ele é o cumprimento da Aliança feita por Deus com Abraão lá no passado, que só acontece no gesto de doação total na prática do amor.
Mesmo dizendo que o Brasil é o maior país cristão do mundo, Jesus continua sendo o grande desconhecido pelo nosso povo. Desta forma, não criamos paixão por Ele e agimos de forma desregrada, sem compromisso social e ferindo a dignidade das pessoas. Não conseguimos perceber que o amor cristão implica defender a vida do outro, que tem o mesmo direito que nós.
Jesus nunca impôs seu poder através do uso da violência desumana, porque não tinha pretensões egoístas. Sua ação ia além dos limites do mundo e passava por uma prática de testemunho coerente e visível aos olhos da sociedade de seu tempo. Com isto Ele instaurou um reinado que contradiz com os poderes mundanos.
                                                       Dom Paulo Mendes Peixoto - Arcebispo de Uberaba (MG)
                                                                                                                    Fonte: Site da CNBB
                                                                                           Ilustração: www.arquidiocesepa.org.br

Leituras do Domingo - 25 de novembro de 2012


Solenidade de Cristo, Rei do Universo

1ª Leitura: Dn 7,13-14             Salmo92, 1ab.1c-2.5              2ª LeituraAp 1,5-8

Evangelho Jo 18,33b-37

Pilatos chamou Jesus e perguntou-lhe: “Tu és o rei dos judeus?” Jesus respondeu: “Estás dizendo isto por ti mesmo, ou outros te disseram isto de mim?” Pilatos falou: “Por acaso sou judeu? O teu povo e os sumos sacerdotes te entregaram a mim. Que fizeste?” Jesus respondeu: “O meu reino não é deste mundo. Se o meu reino fosse deste mundo, os meus guardas lutariam para que eu não fosse entregue aos judeus. Mas o meu reino não é daqui”. Pilatos disse a Jesus: “Então tu és rei?” Jesus respondeu: “Tu o dizes: eu sou rei. Eu nasci e vim ao mundo para isto: para dar testemunho da verdade. Todo aquele que é da verdade escuta a minha voz”.

Comentário

Depois do diálogo com os judeus, Pilatos entra no pretório e pergunta a Jesus: “Você é rei dos judeus?” Jesus responde afirmativamente, explicando em seguida que tipo de rei ele é. Jesus nunca aceitou ser chamado “rei”, a não ser no processo de sua condenação. 

Jesus é um rei muito diferente. É um rei sem apoio militar. Nem sequer permitiu que Pedro usasse a espada em sua defesa no enfrentamento com os soldados na hora da prisão. O seu modo de reinar é bem diferente dos reis deste mundo, que vencem pela força e pelas armas. Jesus enfrentou os inimigos dando a sua vida, jamais aceitando tirar a vida deles. 

A celebração litúrgica anuncia o Cristo vitorioso que venceu o fracasso pelo amor, rei do universo, acima de todos os poderes que vencem pela força e pela opressão. Lembra à comunidade o seu compromisso de trabalhar por uma sociedade solidária e fraterna; por uma cultura de paz, vencendo qualquer tipo de violência e de agressão. O Espírito que opera a santificação do corpo de Cristo, transforma nossas fragilidades e nossa pobreza em sacramento do reino. 

                                                                Fonte do Comentário: Site da Revista de Liturgia
                                                                   Ilustração: http://agnussanctus.blogspot.com.br

sexta-feira, 23 de novembro de 2012

Paróquia São José - Paraisópolis (MG) - Missas e outros eventos


25 de novembro a 1º de dezembro


 Dia 25 - Domingo

7h - Matriz - Côn. Braz

9h - Matriz - Pe. João Batista

11h - Matriz - Missa dos Jovens -Pe. João

16h - Consolação - Pe. João Batista

17h - Bela Vista - Côn. Braz

19h 30min - Matriz - Pe. Vanir                   19h 30min- Santo Antônio - Côn. Braz

Dia 27 - Terça

15h - Matriz - Pe. Vanir      
19h 30min - Capela do Asilo - Encerramento da Novena da Medalha Milagrosa - Pe. João Batista             
Dia 28 - Quarta

19h 30min - Martins - Pe. Vanir     
                                     
                                                                 Dia 29 - Quinta

15h - Matriz - Cônego Braz                            19h 30min - Pedra Branca - Pe. João Batista

                                                    Dia 30 - Sexta

19h 30min - Áreas - Côn. Braz                        19h 30min - Região São Benedito - Pe. Vanir
19h 30 - Rosas - Pe. João Batista

Dia 1º - Sábado

19h 30min - Matriz - Côn. Braz                19h 30min - Centro Pastoral São Francisco - Pe. João    
                                   19h 30min - Centro Pastoral São Geraldo - 1ª Eucaristia - Pe. Vanir 

quinta-feira, 22 de novembro de 2012

Ação de Graças


Dez foram curados, apenas um voltou para agradecer


Celebra-se hoje o Dia Nacional de Ação de Graças, tempo de agradecer ao Senhor, fonte da vida, a nossa existência e tudo o que dela faz parte. São tantos os gestos do carinho de Deus por nós que apenas um dia não basta para recordar e expressar nosso reconhecimento. 

Nem todos, infelizmente, cultivam no cotidiano este que se constitui em um dos mais belos sentimentos, a gratidão. A narrativa da cura dos dez leprosos (Lc 17,11-19) é bastante expressiva e comprova essa realidade, dez foram os curados, apenas um voltou para agradecer. 

Sejamos agradecidos sempre, essa atitude demonstra nobreza de alma! Sejamos agradecidos a Deus, aos nossos pais, irmãos, amigos. Sejamos agradecidos à vida! 

Foi pensando nisso que encerrei meu livro de poemas Transcendências, publicado em 1988, com esse hino de louvor e gratidão:

Sinfonia da Vida



Bendito o sol, que faz a aurora florescer!
Bendita a lua, que acalenta os sonhos
                                               de todas as idades!
Bendito o brilho das estrelas cintilantes,
                                               que orienta caminheiros e navegantes!
Bendita a água, que lava, purifica e dessedenta!
Bendito o fogo, que ilumina, aquece e acalenta!
Bendita a terra, que gera, dá vida e nos sustenta!
Benditas as flores, que ornamentam os campos
                                                e os jardins da poesia!
Bendito o labor cotidiano, alicerce da sobrevivência
e resposta aos dons divinos!
Benditos os sonhos, as esperanças e certezas!
Bendito o teto que acolhe o viandante
e abriga os deserdados!
Bendito o olhar que distribui afeto e alegria!
Bendita a lide do lavrador e o coração de quem semeia!
Bendita a mente, que pensa, medita
e desvenda os mistérios da ciência!
Bendito o poeta, que abraça o transcendente
no âmago das palavras!
Bendito os sonhadores, que antecipam o tempo
e perenizam o passado!
Bendito o homem que ama, respeita e apoia o semelhante!
Bendita a mão que levanta, promove e perdoa!
Benditos os lábios que se quedam para o alto
em oração!
Bendita a voz que lança as sementes da justiça
e anuncia a paz!
Bendito o pão de cada dia, fruto da generosidade de Deus
e da resposta do homem!
Benditas as vidas imoladas no altar do martírio,
gérmen da imortalidade
e da plenitude da existência!
Benditas as crianças, sorriso amoroso de Deus, perene mensagem
de amor e confiança na humanidade!
Bendita a juventude, força de renovação da sociedade!
Benditos os pais e as mães, co-criadores, que plasmam novas vidas!
Benditos os anciãos, doadores da experiência e da orientação!
Bendito sempre, infinitamente, perenemente bendito o Criador
de todo bem, Pai de todos os homens,
o Deus-Amor, que a tudo sustenta, dá vida,
alimenta e mantém!!!

                                                                                                         Luiz Gonzaga da Rosa

                      Ilustrações: http://fratellosolesorellaluna.blogspot.com.br   http://oserprofeta.com

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

Sábia reflexão

A ciência supereminente

O Ano da Fé nos traz “um ano de graça do Senhor”. Essa graça não vamos desperdiçar. Vejo com muita admiração o esforço hercúleo que a humanidade faz para desvendar os segredos do átomo, da matéria escura, das leis da alma humana. O que vai acontecer no dia em que os cientistas não conseguirem mais deter a curiosidade sobre as riquezas da pessoa de Cristo... Será um progresso jamais visto. O que está escondido nessa rica personalidade vai ser motivo de empolgação permanente. Está previsto nas Escrituras que esse tempo há de chegar. “Todos me conhecerão desde o menor até o maior” (Hb. 8, 11). Basta olhar para a encarnação de Jesus, ponto de junção entre a natureza humana e a divina. É um festival de harmonia, é a composição mais complicada e sábia de todo o universo. Por enquanto, o que sabemos sobre Ele, quando dizia a palavra “eu”,  representa apenas um pequeno vagido da ciência. Definitivamente, chegará o dia em que nos debruçaremos sobre a grande obra da criação por excelência, e mergulharemos no poder do Pai e na força do Espírito, que ultrapassa de longe qualquer mistério do cosmos.
Neste Ano da Fé queremos também abrir nossa mente à eficácia do “sangue salvador” de Jesus, que a teologia já desvendou. Antigamente as pessoas achavam que a concentração da vida estava no sangue. Derramar sangue era um crime contra a vida. Também a humanidade podia se alimentar com a carne dos animais, mas não era lícito se alimentar com essa seiva da vida. Já se considerou, outrossim, a vida como residindo no coração, mas hoje se acha que está nas atividades cerebrais. Jesus se adaptou à humanidade. Por isso aceitou o conceito de vida da sua época. Querendo dar sua vida para a nossa salvação, ele derramou o seu sangue. Era o gesto máximo de doação, de eficácia infinita.  Nós fomos salvos por essa doação. “Estes lavaram as suas vestes e as alvejaram no sangue do Cordeiro” (Ap 7, 14). A nossa salvação está em ação, no mistério eucarístico, onde desfrutamos da Palavra do Senhor, de seu Corpo e do seu precioso Sangue. Vamos transmitir nossos conhecimentos sobre Jesus, que é o conhecimento mais profundo que existe, e de maior eficácia salvadora. 
                                  Dom Aloísio Roque Oppermann - Arcebispo Emérito de Uberaba (MG)
                                                                                                               Fonte: Site da CNBB
                                                                                 Ilustração: http://blog.cancaonova.com/

terça-feira, 20 de novembro de 2012

Um convite para você

Atitudes transformadoras

"A paróquia contava com apenas um padre para atender oito comunidades urbanas e dez rurais. Pe. José, este era o nome do pároco, se desdobrava na assistência aos fiéis. Batizados, casamentos, atendimento aos doentes, celebração de missas na cidade e nas capelas rurais tomavam todo o tempo do dedicado sacerdote.   
O responsável por este blog, revê na Livraria Cultura
(Shoping Iguatemi - Campinas (SP) o livro de sua autoria 
Discípulos e Missionários na paróquia,  
no qual se encontra a matéria aqui postada.
Pe. José tinha consciência de suas limitações. Começou a convocar os leigos para auxiliá-lo naquilo que era da competência deles. Formou pequenos grupos de estudos bíblicos e, reunindo-se com os fiéis, mostrou-lhes que os cristãos leigos são muito importantes na Igreja. Distribuiu tarefas a todos conforme a aptidão de cada um.
Uns começaram a dar catequese para as crianças, outros para adolescentes, um grupo de casais começou um trabalho junto aos noivos. Foi formada uma equipe de liturgia e outra para atender as pessoas carentes da paróquia. E assim a comunidade foi se transformando.
Os leigos perceberam que havia um lugar importante para eles na Igreja. Entenderam que a Igreja depende do trabalho do Papa, dos bispos, dos sacerdotes e dos religiosos. E depende muito da atuação dos leigos, pois eles estão na família e em todos os segmentos da sociedade. Compreenderam o chamado “protagonismo dos leigos” e passaram a se sentir responsáveis pela Igreja como instrumento da construção do Reino de Deus no meio do povo.
Pe. José está feliz. Vê sua paróquia crescendo e se desenvolvendo como Povo de Deus. Realiza com toda disponibilidade e zelo tudo que é de sua competência e deixa para os leigos aquilo que é próprio da missão deles. Caminha com eles, cresce com eles e os frutos de espiritualidade mais profunda, de conversão, de justiça e partilha dos bens com os mais necessitados já podem ser colhidos." 
                                                                             Fonte: Discípulos e missionários na paróquia,
                                                              de Luiz Gonzaga da Rosa – Editora Paulus, 2010, p. 67-68.

Pe. Vanir Ramos Barbosa
Postei esse fato inspirado em uma proposta de nosso pároco, Padre Vanir Ramos Barbosa, no sentido de que, até o final deste ano, os fiéis leigos dirijam-se à Secretaria Paroquial e indiquem a pastoral, movimento, associação ou outra atividade em que desejem servir a comunidade.

Você é convidado(a) a responder a essa interessante proposta e se somar a tantos cristãos que, consciente e generosamente, colocam seus dons a serviço dos irmãos em nossa paróquia. Tome essa atitude e verá como você tem muitas riquezas para partilhar com seus irmãos de comunidade.

Que Deus o abençoe e derrame muitas graças sobre sua vida e sua família!

Hoje é o "Dia da Consciência Negra"


Consciência Negra: reflexão sobre a identidade nacional


O dia 20 de novembro, por meio da lei 10.639/2003, tornou-se o Dia Nacional da Consciência Negra. A escolha desta data é uma referência ao líder do Quilombo dos Palmares, Zumbi, morto nesse dia no ano de 1695. “A homenagem a Zumbi foi mais do que justa, pois este personagem histórico representou a luta do negro contra a escravidão no período do Brasil Colonial”, avalia o coordenador nacional da Pastoral Afro-Brasileira, Padre Jurandyr Azevedo de Araújo.
“Ele foi morto defendendo seu povo e sua comunidade. Os quilombos representavam uma resistência ao sistema escravista e também um forma coletiva de manutenção da cultura africana aqui no Brasil”, afirma Pe. Jurandyr. Zumbi recebeu, em 1996 o título de Herói nacional, e seu nome está inscrito no Livro do Aço, no Panteão da Liberdade e da Democracia, na Praça dos Três Poderes, em Brasília (DF).
A comemoração do Dia da Consciência Negra é um momento importante de reflexão sobre a importância da cultura e do povo africano na formação da cultura nacional. De acordo com Padre Jurandyr, os descendentes dos povos negros africanos colaboraram muito com a história do país em diversos aspectos. “A abolição da escravatura, de forma oficial, só veio em 1888. Porém, os negros sempre resistiram e lutaram contra a opressão e as injustiças advindas da escravidão”, afirma o sacerdote. 
O papa João Paulo II, durante a visita a Santo Domingo em 1992, recordou que "A estima e o cultivo dos vossos valores Afro-americanos, enriquecerão infalivelmente a Igreja”. Por este motivo, a Pastoral Afro-Brasileira atua no processo de cidadania do povo negro. A CNBB, no documento 65, intitulado “Brasil: 500 Anos de diálogo e Esperança, publicado em 2000, afirma que se deve "acolher, com abertura de espírito as justas reivindicações de movimentos - indígenas, da consciência negra, das mulheres e outros - (...) e empenhar-se na defesa das diferenças culturais, com especial atenção às populações afro-brasileiras e indígenas" (CNBB, Doc. 65, nº 59).
                                                                                                                  Fonte: Site da CNBB

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

Valem a pena estas considerações

Concílio Vaticano II – Um grande jubileu

- Três anos celebrativos. De 2012 a 2015 comemoramos o Jubileu de 50 anos do Concílio Vaticano II (1962-1965), o maior acontecimento eclesial do século XX. Convocado pelo Papa João XXIII, em 25 de dezembro de 1961, e aberto, no dia 11 de outubro de 1962, o Concílio teve o objetivo de preparar a Igreja para anunciar o Evangelho em uma sociedade que caracterizada por “um grande progresso material que não é acompanhado por um desenvolvimento no campo moral”. Não foi um Concílio dogmático, mas pastoral, buscando aproximar a Igreja do mundo contemporâneo e retomando questões básicas de fé, ética, moral e da vida prática da Igreja hoje.

- Documentos renovadores e espírito conciliar. O Concílio Vaticano II produziu 16 documentos. Quatro constituem o eixo do Concílio: a Lumen Gentium (que é a Igreja, em sua origem, essência e constituição), a Dei Verbum (a Palavra de Deus: como Deus se revelou, como a Igreja conserva, interpreta e transmite essa revelação ao longo da história), a Sacrosanctum Concilium (o culto, a liturgia, como a Igreja celebra o mistério de Cristo) e a Gaudium et Spes (a pessoa humana, a cultura, a organização da sociedade, o desenvolvimento do mundo e como a Igreja se coloca no mundo). Ao redor deste eixo, giram os outros 12 documentos. O Papa Paulo VI, no dia 8 de dezembro de 1965, ao encerrar o Concilio dizia: “É preciso que toda a vida da Igreja seja impregnada e renovada pelo vigor e pelo espírito do Concílio, é preciso que as sementes de vida lançadas pelo Concílio no campo que é a Igreja cheguem à plena maturidade”.

Vinte Anos do Catecismo da Igreja Católica, de 11 de outubro de 1992. É um compêndio autorizado, seguro e autêntico dos principais dados da fé cristã, tendo como base a renovação solicitada pelo Concílio Vaticano II. O CATIC nasceu a partir do Sínodo Extraordinário dos Bispos de 1985. O Papa João Paulo II confiou ao então cardeal Joseph Ratzinger, atual Papa Bento XVI, a presidência de uma comissão de cardeais e bispos responsável por preparar o Catecismo. Após seis anos de trabalho, João Paulo solenemente publicou o Catecismo (mais de 700 páginas) que, depois, foi abreviado no “Compêndio do Catecismo da Igreja Católica” do Cardeal Ratzinger. E , mais tarde, o CATIC teve sua versão para jovens, o YOUCAT.  


O Ano da Fé, convocado pelo Papa Bento XVI por meio do Motu Próprio “Porta Fidei”, vai de 11 de outubro de 2012 até 24 de novembro de 2013 (Festa de Cristo Rei). É um “convite para uma autêntica e renovada conversão ao Senhor, único Salvador do mundo”, escreve o Papa. Este Ano da Fé é um dos principais meios para a celebração dos 50 anos de abertura do Concílio Vaticano II e dos 20 anos de publicação do Catecismo da Igreja Católica. E esta celebração é ainda enriquecida pelo Sínodo dos Bispos de outubro de 2012, com o tema “A Nova Evangelização para a transmissão da fé”. Além da Mensagem Final do Sínodo, em 2012, teremos em breve a Exortação Apostólica orientando a Igreja para praticar a Nova Evangelização.                                                                                                            
                       Ir. Ismael José Nery                       Fonte: http://catequeseebiblia.blogspot.com.br

Refletindo com o Padre Zezinho


Espiritualidade nota dez

Imã Maria Mildner, osu - Paraisópolis (MG)
Fonte: Revista Globo Rural
Vamos, venhamos e convenhamos, não há ser humano capaz de espiritualidade nota dez em nenhuma religião do mundo. Nem mesmo os que oram oito ou dez horas por dia atingem esse grau de espiritualidade, porque espiritualidade não consiste em apenas orar muito. As muitas dimensões da espiritualidade estão descritas por Paulo na sua Carta aos Efésios, capítulo 3, quando ele diz aos seus discípulos de Éfeso que gostaria de vê-los crescer nas dimensões do grande ungido, o Cristo.
Deveriam alargar seu interior, ampliar-se e expandir-se para conhecer melhor a altura, a profundidade, o comprimento e a largura do mistério da fé cristã. Depois disso passariam a compreender o que conheceram. É assim a espiritualidade: é abrangência. Fechar-se num grupismo estilo redoma que não se abre para outros e nada tem a aprender com outros iluminados é tudo, menos espiritualidade sadia.
A pessoa que mergulha na vida espiritual não corta os laços com o mundo e com outros crentes; não despreza a matéria, mas não se prende a ela; nem sempre se supera, mas não se desespera. Ela tem graça suficiente para sair do seu limite. (1 Co 12,9) A pessoa rica de espiritualidade não finge santidade, nem amacia a voz, nem entorta a cabeça para parecer meiga e santa. Foge do estereótipo e da caricatura. Não se minimiza, mas não se supervaloriza.
Para o crente que mergulhou na contemplação de Deus e de sua obra, o que é, é! . Tudo é encarado como realidade. Mas ele crê que há realidades superiores àquilo que se vê e se toca. A pessoa que atingiu um adequado grau de espiritualidade, – digamos que na escala de valores de um a dez, tivesse chegado a cinco-, é pessoa desprendida, madura, serena, forte. A pessoa nota zero ou nota dois em espiritualidade, agarra-se ao material, a muito dinheiro, ao efêmero que compensa e dele faz sua finalidade precípua.
Prisioneira do prazer, mais vítima, do que canalizador de Eros, prisioneira da gratificação e incapaz de gratuidade, prisioneira da droga ou do sexo; prisioneira do dinheiro, do sucesso, da fama, do ter, pessoa sem espiritualidade, na hora da escolha, escolhe-se. De vez em quando, admite-se; escolher-se sempre é catastrófico.
Pessoa rica de espiritualidade não busca mais valia e nem pensa nas próprias vantagens; vive mais para os outros do que para si; é cheia e alteridade. Se alguém tiver que ser sacrificado ou sofrer, sofrem elas; se preciso, colocam-se por último, e jamais se imaginam número um. Santidade talvez seja isso!
                                                                                                                             Padre Zezinho
                                                                                                 Fonte: www.padrezezinhoscj.com

domingo, 18 de novembro de 2012

Reflexão para seu domingo


O fim do mundo

Muita gente está assustada com as previsões feitas para o dia 12/12/2012. Isto não passa de mais um momento de sensacionalismo, daquilo que é próprio de uma cultura cheia de vulnerabilidade e insegurança. Dizem ser o “dia galáctico”, até interpretado como “fim do mundo”. Apenas digo ser verdade que a profecia não é verdade.
O profeta Daniel descreve o fim dos tempos e a evidência da ressurreição (Dn 12, 1-3). Mas tal realidade só pode acontecer por uma intervenção decisiva de Deus, quando cada pessoa receberá o destino de acordo com o seu proceder na terra: uns para a vida eterna e outros para a ignomínia eterna.
Daniel cita a sabedoria como aquilo que constrói o destino das pessoas. Quem age com meios violentos não consegue fazer prevalecer o direito de Deus. É a partir daí que vai acontecer o julgamento divino, “que tarda, mas não falha”. O que vai ficar é a justiça divina e a glória para quem a faz acontecer.
A meta da história está centrada no fato de que é Deus quem a dirige, levando consigo a ideia de seu triunfo final sobre todo o mal. Isto significa que o mundo tem uma meta, a consumação do plano de Deus. Cabe às pessoas uma atitude de vigilância, porque há uma certeza de que o Senhor virá.
Na visão bíblica, parece não existir fim do mundo, mas fim dos tempos, que vai coincidir com o retorno de Jesus Cristo na glória de sua ressurreição. Ele virá para julgar o mundo e a história. O povo eleito, disperso por toda a terra, será reunido e os justos estarão definitivamente com o Senhor.
O cristão deve ter em mente que o fim é acontecimento presente, que influencia seu pensar, julgar e agir. Um presente que é passageiro, transitório, mas apoiado na firmeza da Palavra do Senhor. Só Deus pode determinar o que chamamos de fim dos tempos. O dia vai chegar, mas isto não está nas mãos dos homens, mas de Deus.
                                                             Dom Paulo Mendes Peixoto - Arcebispo de Uberaba (MG)
                                                                                                                         Fonte: Site da CNBB
                                                                                            Ilustração: http://www.anunciame.com.br