quarta-feira, 20 de fevereiro de 2019

Papa na Audiência Geral desta quarta:

Somos eternos mendigos de amor
"Os homens e as mulheres são eternamente mendigos de amor - somos mendigos de amor, temos necessidade de amor - procurando um lugar onde serem finalmente amados, mas não o encontram. Quantas amizades e quantos amores desiludidos existem no nosso mundo, quantos!”, disse o Papa ao dizer que só em Deus encontramos a plenitude do amor.

Cidade do Vaticano - O amor de Deus é fiel e não nos abandona nunca, por isto não devemos temer. “Mesmo que por infelicidade nosso pai terreno tenha se esquecido de nós, e ficamos com ressentimento com ele, não nos é negada a experiência fundamental da fé cristã: a de saber que somos filhos muito amados de Deus, e que não há nada na vida que possa apagar o seu amor apaixonado por nós.
Momento da Catequese
Na Audiência Geral desta quarta-feira – realizada simultaneamente na Sala Paulo VI e na Basílica de São Pedro, onde havia recebido previamente uma peregrinação de 2.500 fiéis de Benevento - Francisco deu continuidade a sua série de catequeses sobre o Pai Nosso, recordando que as figuras de nossos pais nos ajudam a entender o mistério da “paternidade de Deus”, mas para isto, devemos sempre "refiná-las", “purificá-las”, pois assim como nenhum de nós teve pais perfeitos, tampouco nós seremos pais ou pastores perfeitos. E se entra neste mistério da paternidade de Deus através da oração.
Falando aos peregrinos presentes na Sala Paulo VI e na Basílica de São Pedro, o Santo Padre recordou que “vivemos nossas relações de amor sempre sob o signo de nossos limites e também de nosso egoísmo”, motivo pelo qual “são frequentemente poluídas por desejos de posse ou manipulação do outro.
Somos mendigos de amor
Por isso que quando falamos de Deus como "pai" pensando na imagem de nossos pais - especialmente se eles nos amaram -  “devemos ir  além”:
Ouvintes atentos
 “O amor de Deus é o do Pai "que está nos céus", segundo a expressão que Jesus nos convida a usar: é o amor total que nós, nesta vida, experimentamos apenas de forma imperfeita. Os homens e as mulheres são eternamente mendigos de amor - somos mendigos de amor, temos necessidade de amor - procurando um lugar onde serem finalmente amados, mas não o encontram. Quantas amizades e quantos amores desiludidos existem no nosso mundo, quantos!”
O Papa observa que do  “deus grego do amor” - que “é o mais trágico de todos”, pois não fica claro “se ele é um ser angélico ou um demônio” – se pode pensar “na natureza ambivalente do amor humano”, “capaz de florescer e viver forte em um momento do dia e imediatamente após, murchar e morrer”.
Amamos de forma fraca e intermitentemente
A expressão do Profeta Oseias: “Vosso amor é como a nuvem da manhã, como o orvalho que logo se dissipa”, ilustra bem a “congênita fraqueza de nosso amor”. “Aqui está o que o nosso amor é muitas vezes: uma promessa que se esforça para permanecer, uma tentativa que logo seca e evapora, um pouco como quando o sol sai de manhã e faz desaparecer o orvalho da noite”:
Manifestação calorosa
“Quantas vezes nós, homens, amamos desta maneira tão fraca e intermitente. Todos temos esta experiência. Acabou aquele amor ou ficou muito fraco. Todos nós temos esta experiência. Desejosos de querer bem, nos deparamos com nossos limites, com a pobreza de nossas forças: incapazes de manter uma promessa que nos dias de graça parecia fácil de cumprir. No fundo, até mesmo o apóstolo Pedro teve medo e teve que fugir. O apóstolo Pedro não foi fiel ao amor de Jesus. Tem sempre esta fraqueza que nos faz cair".
“Somos mendigos que no caminho correm o risco de nunca encontrar completamente o tesouro que buscam desde o primeiro dia de vida: o amor”
No entanto – chama a atenção o Papa Francisco – “existe um outro amor, aquele do Pai "que está nos céus". Ninguém deve duvidar de ser destinatário desse amor. Ele nos ama”:
Carinho pelo Pastor
“Ainda que nosso pai e nossa mãe - uma hipótese histórica - não tivessem nos amado, existe um Deus no céu que nos ama como ninguém na terra jamais o fez ou poderia fazê-lo.  O amor de Deus é constante, sempre! O profeta Isaías diz: "Pode uma mulher esquecer-se daquele que amamenta de seu filho, não ter ternura pelo fruto de suas entranhas? Mesmo que ela o esquecesse, eu não te esqueceria nunca”. Eis que estás gravada na palma de minhas mãos". Mesmo que todos os nossos amores terrenos desmoronassem, e não restar nada nas mãos além de pó, existe sempre para todos nós, ardente, o amor único e fiel de Deus”.
Na fome de amor que todos sentimos – disse Francisco - não procuramos algo que não existe:  esse é, ao contrário, o convite para conhecer a Deus que é Pai”, como aconteceu com a conversão de Santo Agostinho.
Não estamos sozinhos
Carinho pela ovelhinha
A expressão "nos céus" – explicou o Papa – “não quer expressar uma distância, mas uma diferença radical, uma outra dimensão”, mas que está sempre à mão. Basta dizer “Pai Nosso que está nos céus e este amor vem!”.
“Portanto - foi a exortação do Papa ao concluir - não tenha medo! Nenhum de nós está sozinho. E mesmo que por infelicidade teu pai terreno tenha se esquecido de ti, e ficaste ressentido com ele, não te é negada a experiência fundamental da fé cristã: a de saber que tu és filho muito amado de Deus, e que não há nada na vida que possa apagar o seu amor apaixonado por ti”.
Bento XVI
Ao concluir sua saudação aos peregrinos de língua italiana, antes de cantar o Pai Nosso, o Santo Padre recordou que na próxima sexta-feira celebra-se a festa da Cátedra de São Pedro Apóstolo, e pediu orações pelo seu ministério e pelo Papa emérito Bento XVI: "Rezem por mim e pelo meu ministério, também por Bento XVI, para que confirme sempre e em toda parte os irmãos na fé".
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Assista:

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Paróquia São José - Paraisópolis (MG)

Horário de Missas e outros eventos
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Dia 20 - Quarta-feira
19h - Terço dos homens na Matriz
19h - Residencial Paraíso II
19h - São Benedito      19h - Lagoa
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Dia 21 - Quinta-feira
 15h - Matriz
19h - CPSJ - Reunião do Conselho Paroquial de Pastoral (CPP)
 19h - Santo Antônio (Mujanos) 
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Dia 22 - Sexta-feira
15h - Asilo São Vicente de Paulo
19h - Moreiras           19h - Santa Luzia
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Dia 23 - Sábado
 19h - Matriz
19h - São Francisco     19h - São Geraldo
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Dia 24 - 7º Domingo do Tempo Comum
7h - Matriz          9h - Matriz
 11h - Santa Edwiges
16h - Cochos
19h - Matriz          19h - Santo Antônio
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Caminhada Paroquial

Continuamente são realizadas obras de manutenção, ampliação e construção em capelas das comunidades que compõem nossa Paróquia. Sob a liderança do pároco, Pe. Sebastião Márcio Maciel, diversas pessoas se empenham na realização das obras. Desta vez, a Capela de Nossa Senhora  das Vitórias do Bairro de Santa Vitória recebeu diversas benfeitorias.
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Confira:
Reparos e pintura
Troca de piso e pintura
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terça-feira, 19 de fevereiro de 2019

Papa na homilia desta terça-feira:

Os pobres pagam a conta das guerras, o dilúvio da atualidade
Na missa matutina na Casa Santa Marta, o Papa Francisco destacou que Deus nos ama com o coração, não com as ideias. A Ele é preciso pedir a graça de chorar diante das calamidades do mundo, aos perseguidos, a quem morre na guerra.

Cidade do VaticanoO dilúvio universal e as guerras de hoje: o Papa Francisco traça uma linha de continuidade entre o que foi narrado no Livro do Gênesis e a atualidade, recordando o sofrimento das crianças famintas e órfãs, dos mais fracos, dos pobres que pagam “a conta da festa”. Na homilia da missa na Casa Santa Marta, o Pontífice exortou a ter um coração que se pareça com o coração de Deus, capaz de sentir raiva, de sentir dor, mas sobretudo de ser irmão com os irmãos, pai com os filhos; um coração humano e divino.
Deus tem sentimentos
Comentando a primeira leitura, o Papa falou da dor de Deus diante da malvadeza dos homens e no arrependimento por tê-los criado, a ponto de prometer cancelá-los da face da terra. É um Deus que tem sentimentos – afirmou o Papa –, “não é abstrato” de ideias puras e “sofre”, e este é “o mistério do Senhor”.
Os sentimentos de Deus, Deus pai que nos ama – e o amor é uma relação – mas é capaz de enraivecer-se, de irritar-se. É Jesus que vem e mostra o caminho para nós, com o sofrimento do coração, tudo... Mas o nosso Deus tem sentimentos. O nosso Deus nos ama com o coração, não nos ama com as ideias, nos ama com o coração. E quando nos acaricia, nos acaricia com o coração e quando nos repreende, como um bom pai, nos repreende com o coração. Ele sofre mais do que nós.
Os nossos tempos não são melhores que os tempos do dilúvio
É “uma relação de coração a coração, de filho a pai que se abre e se Ele é capaz de sentir dor no seu coração, também nós – prosseguiu o Papa – saremos capazes de sentir dor diante Dele”. “Não é sentimentalismo – afirmou –, esta  é a verdade.” Francisco explicou que os tempos de hoje não são diferentes dos tempos do dilúvio; existem problemas, as calamidades do mundo, os pobres, as crianças, os famintos, os perseguidos, os torturados, “as pessoas que morrem na guerra porque lançam bombas como se fossem balas”.
Eu não creio que os nossos tempos sejam melhores do que os tempos do dilúvio, não creio: as calamidades são mais ou menos as mesmas, as vítimas são mais ou menos as mesmas. Pensemos por exemplo nos mais fracos, nas crianças. A quantidade de crianças famintas, de crianças sem educação: não podem crescer em paz. Sem pais porque foram massacrados pelas guerras… Crianças-soldado… Pensemos nessas crianças.
Chorar como Jesus
A graça a ser pedida – concluiu o Papa – é ter “um coração como o coração de Deus, que se pareça com o coração de Deus, um coração de irmãos com os irmãos, de pai com os filhos, de filho com os pais. Um coração humano, como aquele de Jesus, é um coração divino”.
Há a grande calamidade do dilúvio, há a grande calamidade das guerras de hoje, onde a conta da festa é paga pelos mais fracos, os pobres, as crianças, aqueles que não têm recursos para ir avante. Pensemos que o Senhor está entristecido em seu coração e nos aproximemos Dele e digamos: “Senhor, olhe essas coisas, eu O compreendo”. Consolemos o Senhor: “Eu O compreendo e O acompanho”, acompanho na oração, na intercessão por todas essas calamidades que são fruto do diabo, que quer destruir a obra de Deus.
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                                                                                                                 Fonte: vaticannews.va

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2019

Papa na missa desta segunda:

O Senhor nos pergunta
onde está o irmão necessitado no nosso coração
À pergunta: “Onde está o teu irmão?”, o Papa Francisco convida a não responder com frases de circunstância. O nosso irmão é o faminto, o doente e o encarcerado.

Cidade do VaticanoAssim como a Caim, o Senhor dirige também a nós pessoalmente a pergunta: “Onde está o teu irmão?”. Na homilia da missa na Casa Santa Marta, o Papa exortou a responder pessoalmente, mas não com respostas de circunstância para fugir do problema. Francisco recordou que se trata do irmão doente, encarcerado, faminto, como diz o Evangelho de Mateus no capítulo 25.
O caso de Caim e Abel, proposto pela Primeira Leitura da Liturgia do dia, esteve no centro da reflexão do Papa. Uma leitura que faz parte daquele gênero literário que se repete várias vezes na Bíblia: “podemos chamar de ‘perguntas incômodas’ e respostas de ‘circunstâncias’”. De fato, é “uma pergunta constrangedora” que Deus dirige a Caim: “Onde está o teu irmão?”. E a resposta neste caso é “um pouco de circunstância”, mas também dada para se defender: “Mas o que eu tenho a ver com a vida do meu irmão? Por acaso sou eu o seu custódio? Eu lavo as mãos. E assim Caim tenta escapar do olhar de Deus”, notou o Papa.
Perguntas incômodas
Francisco depois se concentrou nas “perguntas incômodas” que Jesus fez. Muitas vezes as dirigiu a Pedro, por exemplo quando lhe perguntou três vezes: “Me amas?”. Tanto que, no final, Pedro não sabia mais o que responder. Do mesmo modo, perguntou aos discípulos: “O que as pessoas dizem de mim?”. E eles responderam: “um profeta, o Batista ...”. “Mas vós, o que dizeis?”, perguntou Cristo. “Uma pergunta constrangedora.”
Deus a Caim fez outra pergunta: onde está o teu irmão? “Esta é uma pergunta incômoda, disse o Papa, é melhor não fazê-la. E nós conhecemos muitas respostas: mas é a sua vida, eu a respeito, lavo as mãos... eu não me intrometo na vida dos outros”, cada um é livre de escolher a própria estrada... O Papa, com esses exemplos, evidencia que na vida de todos os dias, a essas perguntas incômodas do Senhor, “respondemos um pouco com princípios genéricos que não dizem nada, mas dizem tudo, tudo aquilo que está no coração”.
Respostas de circunstância
Portanto, a cada um de nós o Senhor hoje faz está pergunta: “Onde está o teu irmão?”. Talvez, alguém um pouco mais distraído pode responder que está em casa com a esposa, mas o Papa esclareceu que se trata do irmão doente, faminto, encarcerado, do perseguido pela justiça:
“Onde está o teu irmão?” – “Não sei” – “Mas o teu irmão tem fome!” – “Sim, sim, certamente está almoçando na Caritas da paróquia, sim certamente lhe darão de comer”, e com esta resposta, de circunstância, salvo a minha pele. “Não, o outro, o doente...” – “Certamente está no hospital!” – “Mas não tem lugar no hospital! E os remédios?” – “Mas é uma coisa que diz respeito a ele, eu não posso me intrometer na vida dos outros... terá parentes que lhe darão remédios”, e lavo as mãos. “Onde está o teu irmão, o encarcerado?” – “Ah, está pagando aquilo que merece. Ele cometeu, que pague. Nós estamos cansados de tantos delinquentes na rua: pague”. Mas talvez você nunca vai ouvir esta resposta da boca do Senhor. Onde está o teu irmão? Onde está o teu irmão explorado, que trabalha no mercado informal nove meses por ano para retomar, depois de três meses, outro ano? E assim não existe segurança, não existem férias … “Eh, hoje não existe emprego e se faz aquilo que aparece …”: outra resposta de circunstância .
Com estes exemplos concretos, o Papa pede para que cada um tome esta Palavra do Senhor como se fosse dirigida a cada um de nós pessoalmente:
“O Senhor me pergunta: “onde está o seu irmão?”, e põe o nome dos irmãos que o Senhor nomeia no capítulo 25 de Mateus: o doente, o faminto, o sedento, aquele que não tem roupas, aquele irmão pequenino que não pode ir à escola, o usuário de droga, o encarcerado ... onde está? Onde está o seu irmão em seu coração? Existe espaço para essas pessoas em nosso coração? Ou falamos  sim das pessoas e descarregamos a consciência dando uma esmola.”
Mas que essas pessoas não incomodem muito por favor, porque, continua o Papa, “com essas coisas sociais da Igreja”, acaba parecendo “um partido comunista e isso nos faz mal”. Tudo bem, mas o Senhor disse: onde está seu irmão? Não é o partido, é o Senhor”. “Estamos acostumados a dar respostas de ocasião, respostas para fugir do problema, para não ver o problema e não tocar no problema”.
Francisco pede novamente para “fazer uma lista” de todos aqueles que o Senhor nomeia no capítulo 25 de Mateus. Caso contrário, começa a ser criada “uma vida escura”: o pecado está agachado à sua porta, diz o Senhor a Caim, e “quando carregamos esta vida escura sem tomar pela mão o que o Senhor Jesus nos ensinou, à porta está o pecado, agachado, esperando para entrar e nos destruir”, recorda, exortando também a fazer-se outra pergunta contida no livro do Gênesis, aquela que Deus fez a Adão depois do pecado: “Adão, onde você está”?
“E Adão se escondeu de vergonha, de medo. Talvez tenhamos sentido essa vergonha. Onde está o seu irmão? Onde você está? Em que mundo você vive que  não percebe essas coisas, esses sofrimentos, essas dores? Onde está o seu irmão?... Onde você está? Não se esconda da realidade. Responda abertamente, com lealdade e com alegria a estas duas perguntas do Senhor.”
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Assista:
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domingo, 17 de fevereiro de 2019

Padre da Arquidiocese de Pouso Alegre

se encontra com o Papa Francisco no Vaticano

No último sábado (9), a Accademia Alfonsiana foi recebida pelo santo padre o Papa Francisco. Entre os membros da Accademia estava o padre Douglas Aparecido dos Santos, que pertence à Arquidiocese de Pouso Alegre mas realiza seus estudos em teologia moral em Roma. Na ocasião da visita, a Accademia celebrava 70 anos de fundação e de valorosa contribuição ao pensamento teológico moral. Marcado por um clima de alegria e gratidão, alunos, professores, funcionários com seus familiares e membros da Congregação do Santíssimo Redentor se encontraram para a audiência.
"O Papa Francisco, de modo muito paternal, disse que a Accademia Alfonsiana 'tem a difícil, mas indispensável tarefa de fazer encontrar e acolher Cristo na concretude da vida diária'. Ele ainda convidou a todos a 'não se limitarem às recordações do que foi feito, mas levar o olhar adiante e reencontrar estusiasmo na missão, e fazer passos corajosos para responder melhor às expectativas do povo de Deus'. Dizia o papa que é missão da teologia moral mergulhar na realidade concreta das pessoas, escutando sinceramente a realidade para enxergar os sinais da presença do Espírito", disse o padre Douglas.
Para o Papa, tais realidades podem ser percebidas nos sofrimentos e nas esperanças das pessoas.
"É preciso ser uma Igreja em saída para acolher e apontar para Cristo, caminho, verdade e vida, sem ter medo de sujar as mãos. Lembrou ainda o cuidado que se deve ter com a casa comum. Ao encerrar sua fala, o papa foi presenteado com produções teológicas e acolheu a todos individualmente para a bênção e a sessão de fotos", afirmou.
Atualmente, dentro os muitos estudantes de diversos lugares do mundo, a Accademia Alfonsiana conta com 21 padres brasileiros estudantes, entre mestrandos e doutorandos, religiosos e diocesanos. 
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                                                       Fonte: arquidiocesa-pa.org.br    Matéria: Pe. Andrey Nicioli

Papa no Angelus deste domingo:

Sejamos testemunhas da felicidade de Deus, não de ídolos!
O Papa Francisco, na alocução que precedeu a Oração Mariana do Angelus neste domingo (17), na Praça São Pedro, convidou a refletir sobre "o sentido profundo de ter fé, que consiste em confiarmos totalmente no Senhor", que é quem pode dar "aquela plenitude tanto desejada ou difícil de se alcançar". O Pontífice alertou sobre os "ídolos mundanos" dos nossos dias, aqueles que se propõem como "distribuidores de felicidade: prometem sucesso a curto prazo, grande retorno de fácil alcance, soluções mágicas para cada problema”.

Cidade do Vaticano - O Papa Francisco, antes da Oração Mariana do Angelus deste domingo (17) de sol e ambiente primaveril, comenta o Evangelho das Bem-aventuranças na versão de São Lucas (Lc 7, 17.20-26). O Pontífice afirma que ter fé é confiar totalmente no Senhor, derrubando “ídolos mundanos”, e a que a felicidade é estar com Deus próximo aos pobres e não seguindo os “profissionais de ilusão”.
O Pontífice começa explicando que o texto se articula “em quatro bem-aventuranças e quatro mandamentos formulados com a expressão ‘ai de vós’”. São palavras fortes e incisivas que Jesus usa para nos abrir os olhos. Francisco nos convida, assim, “a refletir sobre o sentido profundo de ter fé, que consiste em confiarmos totalmente no Senhor”.
Cuidado com o pecado da idolatria
Deus está próximo dos “pobres, dos que tem fome, aflitos e perseguidos” para libertá-los das suas escravidões, diz o Papa, e se dirige aos ricos, saciados, sorridentes e aclamados pelas pessoas com o “ai de vós” para “’despertá-los’ do engano perigoso do egoísmo”. 
Papa Francisco fala à multidão
“Trata-se de derrubar os ídolos mundanos para abrir o coração ao Deus vivo e verdadeiro; só Ele pode dar à nossa existência aquela plenitude tanto desejada ou difícil para se alcançar.”
Congregados em Cristo
“São muitos, de fato, inclusive nos nossos dias, aqueles que se propõem como distribuidores de felicidade: vêm e prometem sucesso a curto prazo, grande retorno de fácil alcance, soluções mágicas para cada problema e assim por diante. E aqui é fácil escorregar sem perceber no pecado contra o primeiro mandamento, isto é, a idolatria, substituir Deus com um ídolo. Idolatria e ídolos parecem coisas de outros tempos, mas, na verdade, são de todos os tempos! Inclusive de hoje. Descrevem algumas posturas contemporâneas melhor que muitas análises sociológicas.”
Seguir Deus que dá esperança, não os profissionais da ilusão
Por isso Jesus nos abre os olhos para a realidade, afirma o Papa. Somos felizes se estamos ao lado de Deus e “da parte daquilo que não é efêmero, mas dura pela vida eterna”. Somos felizes se “estivermos próximos aos pobres, aos aflitos e a quem tem fome”, acrescenta o Pontífice, “possuindo bens deste mundo”, mas conseguindo “compartilhar com os nossos irmãos”.
Fé e União
“As Bem-aventuranças de Jesus são uma mensagem decisiva que nos motiva a não recolocar a nossa crença nas coisas materiais e passageiras, a não procurar a felicidade seguindo os vendedores de fumaça que muitas vezes são vendedores de morte, aqueles profissionais da ilusão. Não, não seguir eles; são incapazes de nos dar esperança. O Senhor nos ajuda a abrir os olhos, a capturar um olhar mais penetrante sobre a realidade, a sarar da miopia crônica que o espírito mundano nos contamina.”
Testemunhas da felicidade e de Deus
O Papa finaliza sua mensagem através da motivação de Deus, de reconhecermos “aquilo que realmente nos enriquece, nos sacia, nos dá alegria e dignidade” e de nos tornarmos, assim, “testemunhas da felicidade que não engana. Aquela de Deus, não decepciona nunca”.
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Assista:
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                                                                                                                Fonte: vaticannews.va

sábado, 16 de fevereiro de 2019

Leituras do

6º Domingo do Tempo Comum
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 1.ª Leitura: Jr 17,5-8
Livro do profeta Jeremias:
Isto diz o Senhor: “Maldito o homem que confia no homem e faz consistir sua força na carne humana, enquanto o seu coração se afasta do Senhor; como os cardos no deserto, ele não vê chegar a floração, prefere vegetar na secura do ermo, em região salobra e desabitada. 
Bendito o homem que confia no Senhor, cuja esperança é o Senhor; é como a árvore plantada junto às águas, que estende as raízes em busca de umidade; por isso não teme a chegada do calor: sua folhagem mantém-se verde, não sofre míngua em tempo de seca e nunca deixa de dar frutos”.
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Salmo: 1
- É feliz quem a Deus se confia!
- É feliz quem a Deus se confia!

- Feliz é todo aquele que não anda/ conforme os conselhos dos perversos;/ que não entra no caminho dos malvados,/ nem junto aos zombadores vai sentar-se;/ mas encontra seu prazer na lei de Deus/ e a medita, dia e noite, sem cessar.
- Eis que ele é semelhante a uma árvore,/ que à beira da torrente está plantada;/ ela sempre dá seus frutos a seu tempo,/ e jamais as suas folhas vão murchar./ Eis que tudo o que ele faz vai prosperar.
- Mas bem outra é a sorte dos perversos./ Ao contrário, são iguais à palha seca/ espalhada e dispersada pelo vento./ Pois Deus vigia o caminho dos eleitos,/ mas a estrada dos malvados leva à morte.
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2ª Leitura: 1Cor 15,12.16-20
Primeira Carta de São Paulo aos Coríntios:
Irmãos: Se se prega que Cristo ressuscitou dos mortos, como podem alguns dizer entre vós que não há ressurreição dos mortos? Pois, se os mortos não ressuscitam, então Cristo também não ressuscitou. E se Cristo não ressuscitou, a vossa fé não tem nenhum valor e ainda estais nos vossos pecados. Então, também os que morreram em Cristo pereceram. 
Se é para esta vida que pusemos a nossa esperança em Cristo, nós somos — de todos os homens — os mais dignos de compaixão. Mas, na realidade, Cristo ressuscitou dos mortos como primícias dos que morreram.
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Evangelho: Lc 5,1-11
Evangelho de São Lucas:
Naquele tempo, Jesus desceu da montanha com os discípulos e parou num lugar plano. Ali estavam muitos dos seus discípulos e grande multidão de gente de toda a Judeia e de Jerusalém, do litoral de Tiro e Sidônia.
E, levantando os olhos para os seus discípulos, disse: “Bem-aventurados vós, os pobres, porque vosso é o Reino de Deus!
Bem-aventurados vós, que agora tendes fome, porque sereis saciados!
Bem-aventurados vós, que agora chorais, porque havereis de rir!
Bem-aventurados sereis quando os homens vos odiarem, vos expulsarem, vos insultarem e amaldiçoarem o vosso nome, por causa do Filho do Homem! Alegrai-vos, nesse dia, e exultai, pois será grande a vossa recompensa no céu; porque era assim que os antepassados deles tratavam os profetas.
Mas, ai de vós, ricos, porque já tendes vossa consolação! Ai de vós, que agora tendes fartura, porque passareis fome! Ai de vós, que agora rides, porque tereis luto e lágrimas! Ai de vós quando todos vos elogiam! Era assim que os antepassados deles tratavam os falsos profetas”.
A felicidade está em servir aos irmãos e testemunhar o Ressuscitado! 
“Alegrai-vos e exultai, pois será grande a vossa recompensa no Céu”
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Reflexão:
A felicidade está
em servir aos irmãos e testemunhar o Ressuscitado!
"Alegrai-vos e exultai, pois será grande a vossa recompensa no Céu"
A Palavra de Deus que nos é proposta neste domingo leva-nos a refletir sobre o protagonismo que Deus e as suas propostas têm na nossa existência.
A primeira leitura (cf. Jr 17,5-8) põe frente a frente a autossuficiência daqueles que prescindem de Deus e escolhem viver à margem das suas propostas, com a atitude dos que escolhem confiar em Deus e entregar-se nas suas mãos. O profeta Jeremias avisa que prescindir de Deus é percorrer um caminho de morte e renunciar à felicidade e à vida plenas.
Dom Eurico dos Santos Veloso
O Evangelho (cf. Lc 6,17.20-26) proclama “felizes” esses que constroem a sua vida à luz dos valores propostos por Deus e infelizes os que preferem o egoísmo, o orgulho e a autossuficiência. Sugere que os preferidos de Deus são os que vivem na simplicidade, na humildade e na debilidade, mesmo que, à luz dos critérios do mundo, eles sejam desgraçados, marginais, incapazes de fazer ouvir a sua voz diante do trono dos poderosos que presidem aos destinos do mundo. As Bem-Aventuranças continuam sendo uma linguagem ininteligível e um projeto de vida absurdo para a mentalidade de hoje, e até inconcebível, mesmo para nós, que dizemos ser cristãos. Buscamos felicidade e realização de vida em coisas passageiras e, infelizmente, acabamos confundindo felicidade com bem-estar. Para muitos a felicidade consiste em ter dinheiro; por isso, deixam em segundo plano a família, amigos, a saúde, a fé, a vida comunitária e até o próprio Deus.
Os insensatos pensam que a vida consiste em trabalhar para poder comprar coisas e, tendo muitas posses, adquirir uma posição importante na sociedade. É impressionante, porque, no fundo, sentimos que a felicidade não é somente o ter, pois nada levaremos deste mundo, mas a felicidade e a realização de vida consistem em algo mais profundo.
Nosso Senhor Jesus Cristo não é contra o bem-estar das pessoas, não é contra os ricos; a carência de recursos necessários para viver bem não é a vontade de Deus; Deus não nos criou para vivermos na miséria; mas para vivermos uma vida digna de ser humano e filhos seus. O que Jesus fez no final das Bem-Aventuranças que ouvimos hoje é um sério alerta(cf. Lc 6,24-26) para os que vivem apegados de maneira exagerada ao dinheiro e se esquecem de que foram criados para viverem o amor fraterno, socorrendo aqueles que necessitam de ajuda, sendo instrumento de concórdia, de paz e de construção de um mundo onde não haja tanta pobreza, miséria e sofrimento.
O triste fato é que, buscando a felicidade na riqueza e no bem-estar desenfreado, descobrem com o passar dos anos que não há mais felicidade para eles do que aquela que já saborearam; então, tendo tudo se sentem pobres, infelizes, sem nada.
No tempo atual as pessoas sabem muitas coisas. Mas elas não sabem ser felizes, são frustradas e infelizes, poderíamos até dizer que buscam apenas a vulgaridade e a efemeridade. Sabemos todos os caminhos para nos levar a todos pontos da terra, viajamos freneticamente, mas poucos sabem o caminho para encontrar a verdadeira felicidade: Cristo Ressuscitado. Só Jesus Ressuscitado nos ensina a amar e a compartilhar mais, retendo só o necessário e oferecendo nosso coração e nossa vida.
A segunda leitura, falando da nossa ressurreição – consequência da ressurreição de Cristo –, sugere que a nossa vida não pode ser lida exclusivamente à luz dos critérios deste mundo: ela atinge o seu sentido pleno e total quando, pela ressurreição, desabrocharmos para o Homem Novo. Ora, isso só acontecerá se não nos conformarmos com a lógica deste mundo, mas apontarmos a nossa existência para Deus e para a vida plena que Ele tem para nós.
Jesus nos situa na perspectiva dos que buscam encontrar aqui na terra a felicidade seguindo os conselhos evangélicos e mantendo a esperança de um dia encontrá-la. Ser bem-aventurado é ser feliz. As bem-aventuranças são estágios de vida que nos levam a ter o prenúncio das coisas celestes, da realidade do Céu. Quando nós seguimos as sugestões do Evangelho, nós perseguimos a plenitude da felicidade aqui na terra embora o mundo não possa entender. Portanto, ser pobre, passar fome, chorar, ser perseguido, odiado, insultado, amaldiçoado, são situações que, de acordo com a mentalidade do mundo, revelam infelicidade. Porém, quando vivemos na perspectiva de fazer a vontade de Deus essas coisas que nos acontecem servem de motivação para que nós experimentemos cada vez mais o poder e a força do Senhor na nossa vida. Ao contrário, as coisas que o mundo prega como lucro, a riqueza, a fartura, o riso fácil, o elogio, passam e não deixam nenhum vestígio de felicidade. É feliz aqui quem já espera a realização das promessas de Deus que plenamente serão cumpridas no Céu. O próprio Jesus nos garante: “Alegrai-vos e exultai, pois será grande a vossa recompensa no Céu”. A expectativa de que um dia contemplaremos a Deus e alcançaremos a plena felicidade, já é um motivo para que sejamos felizes aqui.
Vamos abrir nossos corações para conhecermos e vivenciarmos o Mistério de Cristo Vivo. Sua Palavra e sua presença os alimentam no caminho das Bem-Aventuranças. A felicidade está em servir aos irmãos e testemunhar o Ressuscitado!

                    Dom Eurico dos Santos Veloso - Arcebispo Emérito de Juiz de Fora (MG)
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                  Reflexão: cnbbleste2.org.br     Banner: cnbb.org.br     Ilustração: franciscanos.org.br