sexta-feira, 14 de dezembro de 2018

Leituras do

3º Domingo do Advento

1ª Leitura: Sf  3,14-18a
Profecia de Sofonias
Alegra-te, filha de Sião! Rejubila-te, Israel! Alegra-te e exulta de todo o coração, filha de Jerusalém!  Javé retirou tua condenação e afastou o teu inimigo. Javé é Rei de Israel em teu seio: não verás mais a infelicidade. Naquele dia, dirão a Jerusalém: “Nada temas, Sião! Não desfaleçam as tuas mãos! Javé, teu Deus, está em teu seio, o herói, o salvador! Por ti ele exulta de alegria e seu amor renovar-te-á. Por ti ele se rejubila com alegria, como nos dias do Encontro.
...............................................................................................................................................................
Salmo: Is 12,2-3.4bcd.5-6
Clama de alegria e júbilo, habitante de Sião! É grande, entre vós, o Santo de Israel!
Clama de alegria e júbilo, habitante de Sião! É grande, entre vós, o Santo de Israel!


Eis o Deus de minha salvação, confio e não temo: Javé é minha força e meu canto, a minha salvação!”. 3 Com alegria haurireis a água nas fontes da salvação
Louvai a Javé, invocai seu Nome! Entre os povos anunciai suas maravilhas! Proclamai que seu Nome é sublime!
Cantai a Javé, que mostrou sua grandeza! Que se publique por toda a terra! 6 Clama de alegria e júbilo, habitante de Sião! É grande, entre vós, o Santo de Israel!”.
.........................................................................................................................................................
2ª Leitura: Fl 4,4-7
Carta de São Paulo aos Filipenses
Irmãos: Alegrai-vos sempre no Senhor! Repito-vos: alegrai-vos! Que a vossa delicadeza seja conhecida de todos os homens. O Senhor está perto! Não vos preocupeis com coisa alguma; manifestai, porém, a Deus as vossas necessidades por meio de orações e súplicas com ação de graças. Então a paz de Deus, que supera todo o entendimento, guardará vossos corações e vossos pensamentos em Cristo Jesus.
...............................................................................................................................................................
Evangelho: Lc 3,10-18
Evangelho de São Lucas:
Naquele tempo: O povo perguntava a João: “Então que devemos fazer?”. João respondia: “Quem tem duas túnicas dê uma ao que não tem nenhuma; e quem tem o que comer faça o mesmo”. Os cobradores de impostos foram também para se batizar e lhe perguntaram: “Mestre, que devemos fazer?”. Ele respondeu: “Não exijais nada além do que foi estabelecido”. A1guns soldados também lhe perguntaram: “E nós? Que devemos fazer?”. Respondeu: “Não maltrateis ninguém para extorquir dinheiro, nem façais denúncia falsa; e contentai-vos com o vosso ordenado”. Como o povo estava na expectativa e todos perguntavam a si próprios se João era ou não o Messias, ele respondeu a todos: “Eu vos batizo com água, mas já está vindo alguém que é mais poderoso do que eu. Não sou digno de desamarrar-lhe as correias das sandálias. Ele é quem vos batizará com o Espírito Santo e o fogo. Tem nas mãos a pá com que limpar sua área e recolher o trigo no celeiro. E queimará a palha no fogo inextinguível”. Assim e por muitas outras exortações, anunciava ao povo a Boa-Nova.


...............................................................................................................................................................
Reflexão:
Atitudes para acolher Jesus
O tema deste 3º Domingo pode girar à volta da pergunta: “e nós, que devemos fazer?” Preparar o “caminho” por onde o Senhor vem significa questionar os nossos limites, o nosso egoísmo e comodismo e operar uma verdadeira transformação da nossa vida no sentido de Deus.
A figura maiúscula de São João Batista continua conosco neste terceiro domingo do advento. Ele foi chamado para anunciar a chegada do Messias. São João Batista falou para muitos: para os pobres, para os publicanos, para as multidões e todos os que se abriram para ouvir a sua voz e acolher a sua mensagem estavam acolhendo a chegada do Senhor Jesus Cristo. São João Batista mostrou que aquele que vai chegar é maior do que ele. Quem deseja encontra-lo deve andar no caminho da justiça, da honestidade, do bem, da misericórdia, da partilha e do respeito pelos outros. Respeitar a todos, até aqueles que nos incomodam e que são pedras em nosso sapato.
 Dom Eurico dos Santos Veloso 
O Evangelho (cf. Lc 3,10-18) sugere três aspectos onde essa transformação é necessária: é preciso sair do nosso egoísmo e aprender a partilhar; é preciso quebrar os esquemas de exploração e de imoralidade e proceder com justiça; é preciso renunciar à violência e à prepotência e respeitar absolutamente a dignidade dos nossos irmãos. O Evangelho avisa-nos, ainda, que o cristão é “batizado no Espírito”, recebe de Deus vida nova e tem de viver de acordo com essa dinâmica.
No relacionamento das pessoas, na superação do radicalismo, no reconhecimento dos valores de cada um, na capacidade de diálogo, inclusive diálogo entre as nações, deixando cada vez mais para trás o recurso à guerra como único caminho para se resolverem os conflitos, no respeito à própria natureza, crescendo sempre mais a consciência de que é preciso defender os bens que são de todos, como a água, o verde, e até o silêncio e a harmonia. E, se muita coisa continua errada – como atestam os assaltos e as violências de todo tipo – é porque os homens não estão aceitando a proclamação do Evangelho. É porque nós, cristãos, não sabemos ser esse fermento na massa que modifica o mundo numa santificadora levedação espiritual. Não sabemos ser essa luz que ilumina pelo exemplo de sabedoria. Não sabemos ser o sal que tempera a sociedade com o sabor do bem e da virtude. Temos que aprender de São João Batista a não sermos caniços que o vento dobra, nem criaturas cheias de vaidade.
A primeira leitura(cf. Sf 3,14-18a) sugere que, no início, no meio e no fim desse “caminho de conversão”, espera-nos o Deus que nos ama. O seu amor não só perdoa as nossas faltas, mas provoca a conversão, transforma-nos e renova-nos. Daí o convite à alegria: Deus está no meio de nós, ama-nos e, apesar de tudo, insiste em fazer caminho conosco.
A segunda leitura (cf. Fl 4,4-7) insiste nas atitudes corretas que devem marcar a vida de todos os que querem acolher o Senhor: alegria, bondade, oração.
Deus não pede a mesma coisa aos cobradores de impostos e aos soldados, mas pede a todos para fazerem algo que manifeste mais justiça, mais generosidade, mais paz. É no momento em que os homens se deixam batizar na água do Jordão que perguntam o que devem fazer. Se vêm encontrar João Batista, é porque procuram converter-se, procuram tornar-se homens novos. Aceitam viver outra coisa a fim de se tornarem outros. Mas vem o dia, anuncia o Percursor, em que a conversão não é apenas obra do homem, mas ação comum de Deus e dos homens: vem Aquele que batizará no Espírito Santo e no fogo para fazer surgir um mundo novo e varrer o velho mundo. A Boa Nova que João Batista anuncia ao povo é precisamente a intervenção de Deus em pessoa pela vinda do Messias que vai comprometer a humanidade nesta renovação radical, fruto da Aliança Nova selada entre Deus e a humanidade, Aliança com os dois parceiros da salvação: Deus e o homem.
Vamos, nestes dias em que já iniciamos a Novena de Natal, procurar fazer uma boa confissão para a celebração do Natal. No perdão sempre recebemos a alegria do céu; tanto quem perdoa, como quem é perdoado, nós experimentamos pela confissão a verdadeira liberdade. Quando pedimos o perdão de Deus e iniciamos uma nova vida para bem celebrar o Natal estamos praticando a justiça e a partilha que nos prepara para acolher bem e melhor o Messias que vai chegar!
A voz de São João Batista continua nos interpelando: a exortação de ontem de São João Batista para as multidões à partilha com os mais pobres deve ser um imperativo para viver bem o Natal. Hoje, São João Batista nos diria para transformarmos a festa comercial de Natal numa ocasião de partilha mais generosa. A atenção ao quotidiano sugerir-nos-á como partilhar! Não são necessárias coisas extraordinárias. Basta deixar iluminar pela Boa Nova de Jesus a nossa vida de todos os dias com a partilha generosa e com a acolhida sincera.
                Dom Eurico dos Santos Veloso - Arcebispo Emérito de Juiz de Fora (MG)
..........................................................................................................................................
             Reflexão: cnbbleste2.org.br     Banner: cnbb.org.br     Ilustração: franciscanos.org.br

Paróquia São José - Paraisópolis (MG)

Horário de Missas e outros eventos
 ..............................................................................................................................................................










Dia 15 - Sábado
 19h - Matriz
19h - São Francisco      19h - São Geraldo
19h - Santa Luzia
........................................................................
Dia 16 - 3º Domingo do Advento
7h - Matriz       9h - Matriz      11h - Santa Edwiges
11h - Santa Luzia
16h - Martins       16h - Lucianos
19h - Matriz        19h - Santo Antônio
.............................................................................................................................................................

Dom Majella presidiu a Eucaristia do

Jubileu de Diamante do Mons. João Faria



















Aguarde matéria e fotos
............................................................................................................

Campanha para a Evangelização:

Contribuir para presença continuada da Igreja


No próximo domingo, 16, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) promove a Coleta Nacional da Campanha para a Evangelização. Neste tempo do Advento, todas as comunidades do Brasil são chamadas a colaborar com as atividades evangelizadoras. O bispo auxiliar de Brasília (DF) e secretário-geral da CNBB, dom Leonardo Steiner, gravou um vídeo motivando a participação neste momento de contribuição para que a Igreja seja “presença continuada de Deus em nosso meio, na sociedade brasileira”.
O secretário-geral da CNBB explica que as Comissões Episcopais de Pastoral da entidade são dinamizadas com a ajuda dessa coleta, assim como algumas dioceses e prelazias com menos recursos. A Campanha para a Evangelização deste ano ocorre em sintonia com a Exortação Apostólica do papa Francisco: Gaudete et Exsultate, sobre o chamado à santidade no mundo atual, com o lema “Evangelizar partindo de Cristo”.
Partilha
O gesto concreto de colaboração na Coleta da Campanha para a Evangelização será partilhado, solidariamente, entre as arquidioceses, dioceses e prelazias, que receberão 45% dos recursos. Os 18 regionais da CNBB terão 20% e o Secretariado-geral da CNBB contará com 35% das contribuições.
Assim partilhados, os recursos devem apoiar inúmeras iniciativas da Igreja no Brasil no serviço da evangelização, da dinamização das pastorais, na luta pela justiça social, nas experiências missionárias das Igrejas irmãs e na missão ad gentes.
No caso do Secretariado-geral, a parcela da arrecadação é destinada aos principais eventos e projetos da CNBB, como as reuniões de seus conselhos episcopais e as iniciativas das comissões episcopais.
Oração da Campanha
Deus, nosso Pai, quereis a salvação de todos os povos da Terra.
Nós vos pedimos que susciteis em nós o compromisso com a Evangelização, para que todos conheçam a vida que de vós provém.
Nós vos pedimos que nossos projetos evangelizadores sirvam para nossa santificação e da sociedade inteira que, assim, será justa, fraterna e solidária.
Nós vos pedimos que, em nossas comunidades e em toda a Igreja no Brasil, cresça o sentimento de partilha e que, por meio da Coleta para a Evangelização e do testemunho de comunhão, todas as comunidades recebam a força do Evangelho.
Por nosso Senhor Jesus Cristo vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.
Amém.
.............................................................................................................................................................
Assista:
.................................................................................................................................................
                                                                                                                   Fonte: cnbb.org.br

Pe. Raniero Cantalamessa na segunda meditação do Advento:

Trindade, realidade viva e palpitante
O Deus vivo, a quem nós cristãos recorremos, não é simplesmente a primeira pessoa divina “Deus-Pai”, sem levar em conta as outras duas: Filho e Espírito Santo. O único Deus é aquele citado pela Bíblia: "Eu Sou!" O Pai gera o Filho e, com ele, exala o Espírito, comunicando-lhes toda a sua divindade.

Cidade do Vaticano - O pregador oficial da Casa Pontifícia, padre Raniero Cantalamessa, fez na manhã desta sexta-feira, 14,  na Capela Redemptoris Mater no Vaticano, sua segunda meditação de Advento, na presença do Papa e da Cúria Romana.
Este ano, o tema das pregações é extraído do Salmo: "A minha alma tem sede do Deus vivo"!
Ao explicar a temática proposta para o período de Advento, o Capuchinho afirmou que "os homens do nosso tempo buscam, com insistência, sinais da existência de seres vivos e inteligentes em outros planetas, mas poucos se esforçam em descobrir sinais da existência do Ser vivo por excelência, que criou o universo, que entrou na nossa história e vive conosco”.
No entanto, disse o Pregador, na Igreja, estamos sempre atarefados, com problemas para resolver, desafios para se superar. Por isso, “corremos o risco de perder de vista a nossa relação pessoal com Deus".
Deus vivo e trino é amor
O Deus vivo, a quem nós cristãos recorremos, não é simplesmente a primeira pessoa divina “Deus-Pai”, sem levar em conta as outras duas: Filho e Espírito Santo. O único Deus é aquele citado pela Bíblia: "Eu Sou!" O Pai gera o Filho e, com ele, exala o Espírito, comunicando-lhes toda a sua divindade.
Pe. Raniero Cantalamessa conduz a reflexão
Eis o Deus da comunhão e do amor, no qual unidade e trindade procedem da mesma raiz e do mesmo ato; um não existe sem o outro e nenhum é superior ao outro.
Enfim, o Deus vivo dos cristãos é a Trindade viva: "Deus é amor", Deus é trindade! Nisto encontramos a resposta da revelação dada pela Igreja: Deus é amor desde sempre, com o Verbo, o qual amava com amor infinito "no Espírito Santo". Nós cristãos acreditamos "em um só Deus", não em um Deus solitário!
Contemplar a Trindade para superar a divisão do mundo 
A Trindade, por definição, é invisível e inefável. O dogma da unidade e trindade de Deus é expresso na frase: "Sejam um, como nós somos um".
Todos, portanto, queremos a unidade; todos nós a desejamos do fundo do coração. A Trindade nos mostra o verdadeiro caminho para a unidade, segundo as palavras de Cristo: "Eu estou no Pai e o Pai está em mim".
O Filho nos ensina a gritar Abba, Pai! O Espírito Santo nos ensina a clamar: "Jesus é o Senhor! E a invocar": Maranathà, “Vem, Senhor Jesus”.
Contemplar a Trindade nos ajuda a vencer "a odiosa discórdia do mundo". O primeiro milagre que o Espírito fez em Pentecostes foi fazer dos discípulos "um só coração e uma só alma".
Entrar na Trindade
O que mais nos torna felizes, em relação à Trindade, é contemplá-la, imitá-la e entrar nela! Não podemos abraçar o oceano, mas podemos entrar nele. Da mesma forma, não podemos abraçar o mistério da Trindade, mas podemos entrar nele, através da Eucaristia. Na comunhão realiza-se o significado da palavra de Cristo: "Quem me vê, vê o Pai, quem me recebe, recebe o Pai”.
O Pregador da Casa Pontifícia concluiu sua segunda meditação de Advento afirmando: “A Trindade não é apenas um mistério da nossa fé, mas uma realidade viva e palpitante: o Deus vivo, a Trindade viva”!
.................................................................................................................................................
                                                                                                                Fonte: vaticannews.va

quinta-feira, 13 de dezembro de 2018

Papa Francisco

completa 49 anos de sacerdócio
Poucos antes de completar 33 anos, o então arcebispo de Cordoba, Dom Ramon José Castellano, presidiu à missa de ordenação sacerdotal de Jorge Mario Bergoglio. Era o dia 13 de dezembro de 1969. Quarenta e nove anos atrás.
Cidade do Vaticano - O 13 de dezembro é uma data especial para o Papa Francisco, pois é o dia em que celebra a sua ordenação sacerdotal.
Poucos antes de completar 33 anos, o então arcebispo de Cordoba, Dom Ramon José Castellano, presidiu a celebração. Era o dia 13 de dezembro de 1969. Quarenta e nove anos atrás.
Afinal, quem é o sacerdote para o Papa Francisco? A resposta está nos inúmeros discursos e homilias pronunciados nesses cinco anos de magistério.
Misericórdia
Um dos mais significativos é o de 6 de março de 2014, no encontro com os párocos e os sacerdotes da Diocese de Roma. Na ocasião, o Pontífice evoca a palavra-chave do seu pontificado: “misericórdia”.
“À imagem do Bom Pastor, o presbítero é um homem de misericórdia e de compaixão, está perto do seu povo e é servidor de todos. Quem quer que se encontre ferido na própria vida pode encontrar nele atenção e escuta... O sacerdote é chamado a aprender isto, a ter um coração que se comove.
Os padres «ascetas», aqueles «de laboratório», completamente limpos e bonitos, não ajudam a Igreja. Hoje podemos pensar a Igreja como um «hospital de campo».
É necessário curar as feridas, e elas são numerosas. Há tantas chagas! Existem muitas pessoas feridas por problemas materiais, por escândalos, até na Igreja... Pessoas feridas pelas ilusões do mundo... Nós, sacerdotes, devemos estar ali, próximos destas pessoas. Misericórdia significa, antes de tudo, curar as feridas.”
.............................................................................................................................................................
Assista:
.................................................................................................................................................
                                                                                                                Fonte: vaticannews.va

quarta-feira, 12 de dezembro de 2018

Brevemente você receberá a nova edição

do informativo paroquial "Anunciai!"

Nas missas dominicais, você receberá brevemente a 130ª edição do informativo paroquial Anunciai!, que, além de homenagens ao Mons. João Faria, contém um encarte especial com fotos de eventos da Visita Pastoral de Dom Majella e outras matérias de interesse.
Matérias principais: Editorial: Mons. João Faria - Sessenta anos de santo sacerdócio; Palavra do Pároco: Nasceu-nos hoje um meninoMerece Destaque: Trajetória de Vida do Mons. João Faria; Merece Destaque: 1ª Visita Pastoral de Dom Majella a nossa paróquia; Conhecendo nossas comunidades: Nossa Senhora das Graças do UruguaiaVida Comunitária: Rádio Paraisópolis: patrimônio de nosso povoPágina Litúrgica: Natal: reflitamos à Luz da humilde Manjedoura; Igreja no Brasil: Faleceu Dom Francisco de Paula Victor, bispo filho de Paraisópolis.
..............................................................................................................................................................

Papa na Catequese desta quarta:

"Chamar o Pai Nosso de 'pai' ou 'papai'"
Na audiência desta quarta-feira (12/12), Francisco explicou que Deus não nos quer anestesiados diante das dificuldades e sofrimentos, mas sim que elevemos ao céu as nossas necessidades, e elas se transformem num diálogo.

Cidade do VaticanoContinuando o ciclo de catequeses sobre o Pai-Nosso iniciado semana passada, na audiência geral desta quarta-feira (12/12), o Papa Francisco explicou aos fiéis que Jesus pôs nos lábios de seus discípulos esta oração breve e audaz; e que se não fosse Ele a ensiná-la, ninguém ousaria rezar a Deus dessa forma.
A primeira oração é o nosso pranto, ao nascermos
Falando a cerca de 7 mil pessoas na Sala Paulo VI, no Vaticano, Francisco prosseguiu:
“Composta por 7 petições, o Pai-Nosso nos convida a nos aproximar de Deus com confiança filial, sem preâmbulos nem termos solenes, simplesmente chamando-O Pai, como um filho o faz com o seu pai, dirigindo-se a Ele com intimidade e confiança, pedindo-Lhe aquilo que corresponde às nossas necessidades básicas e existenciais, como é o caso do ‘pão nosso de cada dia’”.
Isto porque – disse ainda – a oração do ‘Pai Nosso’ tem raízes na realidade concreta do homem: “A fé não é uma ‘decoração’ separada da vida, que surge apenas quando nossas necessidades estão satisfeitas, quando o ‘estômago está cheio’; mas é imbuída no homem, em todo homem que tem fome, chora, luta, sofre e se pergunta ‘por que’”.
Sendo assim, a nossa primeira oração foi o choro que acompanhou nosso primeiro respiro. Naquele pranto, de recém-nascido, anunciou-se o destino de toda a nossa vida: a nossa contínua fome e sede, a nossa busca pela felicidade.
Continuar a gritar, como o cego curado pela fé
Jesus ensina que Deus não nos quer anestesiados diante das dificuldades e sofrimentos, mas sim que elevemos ao céu as nossas necessidades, e se transformem num diálogo. “Ter fé é acostumar-se a gritar, e pedir para sermos curados, como fez o cego Bartimeu com sua invocação, mais forte do que o bom-senso”.
Com isso fica claro que a oração de petição, longe de ser uma forma inferior de diálogo com Deus, indica que Ele é um Pai cheio de compaixão e quer que Lhe falemos sem medo.
“A oração não só precede a salvação, mas de certa forma a contém, porque liberta do desespero de quem não crê numa saída, diante de tantas situações insuportáveis. Por isso, podemos lhe contar tudo, inclusive as coisas que em nossa vida permanecem distorcidas e incompreensíveis".
“Ele nos prometeu ficar conosco para sempre, até o último dos dias que passaremos nesta terra”
O Papa Francisco encerrou a sua catequese pedindo que ao rezar o ‘Pai Nosso’, iniciemos chamando-o ‘Pai’ ou simplesmente ‘papai’.
...................................................................................................................................................................
Assista:
..............................................................................................................................................................
Papa na festa de Guadalupe:
Maria nos anima a viver a audácia da fé e da esperança
Trata-se de uma festa muito amada pelo Papa e particularmente evocativa para os latino-americanos. A missa foi concelebrada na Basílica Vaticana por vários cardeais, bispos e arcebispos, cerca de 550 sacerdotes, colaboradores do Pontífice na Cúria Romana, entre os quais o cardeal brasileiro João Braz de Aviz.

Cidade do Vaticano“Maria, ‘pedagoga do Evangelho’, caminhou e cantou nosso Continente e, assim, a Guadalupana não é somente recordada como indígena, espanhola, hispana ou afro-americana. Simplesmente é latino-americana.”
Assim se expressou o Santo Padre na missa celebrada na Basílica de São Pedro na tarde desta quarta-feira, 12 de dezembro, festa de Nossa Senhora de Guadalupe, padroeira da América Latina e Imperadora de todo o Continente Americano.
A Basílica Vaticana encontrava-se lotada de fiéis e peregrinos, muitos dos quais latino-americanos, bem como de outras partes do mundo. A Virgem de Guadalupe é também padroeira das Filipinas e sua devoção hoje tem uma grande difusão universal.
Maria, primeira "pedagoga do Evangelho"
Homilia
Trata-se de uma festa muito amada pelo Papa Francisco e particularmente evocativa, naturalmente, para os latino-americanos. A missa foi concelebrada por vários cardeais, bispos e arcebispos, cerca de 550 sacerdotes, muitos deles, colaboradores do Pontífice na Cúria Romana, entre os quais o cardeal brasileiro João Braz de Aviz.

“Maria nos ensina que, na arte da missão e da esperança, não são necessárias tantas palavras nem programas, seu método é muito simples: caminhou e cantou”, disse o Santo Padre após evocar o Magnificat, através do qual Maria se torna a primeira “pedagoga do Evangelho”, e nos recorda as promessas feitas a nossos pais e “nos convida a cantar a misericórdia do Senhor”.
Caminhar e cantar
Com os dois referidos verbos, caminhar e cantar, o Papa desenvolveu a homilia da celebração evidenciando a figura da Virgem Santa nos Evangelhos e, particularmente, sua presença na vida dos povos latino-americanos.
Vista do presbitério
“Caminhou ao Tepeyac para acompanhar Juan Diego e continua caminhando no Continente quando, por meio de uma imagem ou estampa, de uma vela ou de uma medalha, de um Terço ou Ave-Maria, entra numa casa, na cela de um cárcere, na sala de um hospital, num albergue de anciãos, numa escola, numa clínica de reabilitação... para dizer: 'Não estou eu aqui, que sou tua mãe?'”
Em Seguida, falou das muitas aprendizagens que podemos obter da “escola de Maria”, na qual “aprendemos a estar em caminho para chegar aonde devemos estar: ao pés e de pé diante das muitas vidas que perderam, ou à quais roubaram, a esperança”, frisou.
Sacralidade da vida e respeito pela criação
“Na escola de Maria aprendemos a caminhar pela cidade e nos
Parte central da Basílica
alimentamos o coração com a riqueza multicultural que habita o Continente; quando somos capazes de escutar esse coração recôndito que palpita em nossos povos e que custodia – como um pequeno fogo sob aparentes cinzas – o sentido de Deus e de sua transcendência, a sacralidade da vida, o respeito pela criação, os laços da solidariedade, a alegria da arte do bem viver e a capacidade de ser feliz e fazer festa.”
Maria caminha carregando a alegria de quem canta as maravilhas que Deus realizou com a pequenez de sua serva, disse ainda Francisco, acrescentando que “na escola de Maria aprendemos que sua vida está marcada não pelo protagonismo, mas pela capacidade de fazer com que os outros sejam protagonistas. Brinda a coragem, ensina a falar e, sobretudo, anima a viver a audácia da fé e da esperança”.
Protagonismo que não tem medo da ternura e da carícia
“Assim o fez com o indiozinho Juan Diego e com tantos outros que, saindo do anonimato, lhes deu voz, fez conhecer seu rosto e história e os fez protagonistas desta, nossa história de salvação. O Senhor não busca o aplauso egoísta ou a admiração mundana. Sua glória está em fazer seus filhos protagonistas da criação. Com coração de mãe, ela busca levantar e dignificar todos aqueles que, por diferentes razões e circunstâncias, foram imersos no abandono e no esquecimento.”
Na escola de Maria “aprendemos o protagonismo que não precisa humilhar, maltratar, desprestigiar ou zombar dos outros para sentir-se valioso ou importante; que não recorre à violência física ou psicológica para sentir-se seguro ou protegido. É o protagonismo que não tem medo da ternura e da carícia, e que sabe que seu melhor rosto é o serviço”, destacou o Papa.
Dignificar todo aquele que está caído
Em sua escola – acrescentou – “aprendemos autêntico protagonismo, dignificar todo aquele que está caído e fazê-lo com a força onipotente do amor divino, que é a força irresistível de sua promessa de misericórdia”.
Em oração
“Em Maria, o Senhor desmente a tentação de dar destaque à força da intimidação e do poder, ao grito do mais forte ou do fazer-se valer baseado na mentira e na manipulação. Com Maria, o Senhor protege os crentes para que não se lhes endureça o coração e possam conhecer constantemente a renovada e renovadora força da solidariedade, capaz de escutar a batida de Deus no coração dos homens e mulheres de nossos povos.”
Filho e irmão latino-americano – foi a exortação final do Santo Padre – “sem medo, canta e caminha como fez tua Mãe”.
.................................................................................................................................................
                                                                                                                Fonte: vaticannews.va