terça-feira, 20 de novembro de 2018

Paróquia São José - Paraisópolis (MG)

Horário de Missas e outros eventos
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Dia 20 - Terça-feira
15h -  Matriz
19h - Jardim Eldorado
19h -  Carneiros     19h - Santa Luzia
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Dia 21- Quarta-feira
19h - Terço dos homens na Matriz
19h -  São Benedito     19h - Moreiras    
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Dia 22 - Quinta-feira
Início da Visita Pastoral de Dom Majella
 11h30 - Matriz - Acolhida e Oração do Angelus
14h -  Visita à Casa da Criança
15h15 - Visita a doentes
 16h30 - Visita à Casa da Irmã Maria     
18h - Lagoa: Encontro com as comunidades do Setor e Missa
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Dia 23 - Sexta-feira
7h - Missa na Capela do Colégio com as religiosas Ursulinas e da Casa da Criança 
8h15h - Visitas      9h - Visita à APAE     10h - Visita a doentes
11h -  Visita ao Escritório Paroquial
14h -  Encontro com o Conselho Administrativo
16h - Visita à APTIV - Conversa com os funcionários
 18h - Martins: Encontro com as comunidades do Setor e Missa
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Dia 24 - Sábado
8h - Entrevista na Rádio Paraisópolis
9h - Matriz - Encontro com catequistas e catequizandos
10h20 -  Visita ao Hospital Frei Caetano
11h - Visita à Feira 
 14h30 - Ponte do Neneco - Encontro e oração com as comunidades do Setor
 16h30 - Santa Luzia - Momento de Oração com as comunidades da Bela Vista
19h - Matriz      19h - São Francisco
19h - São Geraldo - Missa presidida por Dom Majella
21h - Encontro com os jovens
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Dia 25 - Solenidade Cristo, Rei do Universo
7h - Matriz
8h - Serra dos Pereiras - Encontro e Missa com a comunidade local e a de Áreas
10h30 - Encontro com o Conselho Paroquial de Pastoral
9h - Matriz     11h - Santa Edwiges
11h - Encontro com o Conselho de Assuntos Econômicos
14h - Visita ao Asilo São Vicente
17h - Cochos - Encontro e Missa com as comunidades do Setor  
19h - Matriz - Missa de encerramento da Visita Pastoral
19h - Santo Antônio
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segunda-feira, 19 de novembro de 2018

20 de novembro:

Dia Nacional da Consciência Negra


No dia 20 de novembro, em milhares de cidades brasileiras e em seis estados (Alagoas, Amazonas, Amapá, Mato Grosso, Rio Grande do Sul e Rio de Janeiro) celebra-se o Dia Nacional da Consciência Negra. Os dados de 2010 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) sobre a realidade brasileira, da qual 53% da população, é formada por negros e negras, mostram que 70% da população que vive em situação de extrema pobreza são negras.
A chance de um negro ser analfabeto é 5 vezes maior que um branco. Eles representam 68% dos analfabetos do país segundo o IBGE. Somente 1 pessoa a cada 4 com ensino superior é negra. A cada 12 minutos, 1 pessoa negra é assassinada no Brasil. 75% da população carcerária no Brasil é de pessoas negras.
A data, incluída em 2003 no calendário escolar nacional, se refere à morte de Zumbi dos Palmares, o último líder do maior dos quilombos do período colonial, o Quilombo dos Palmares. Comemorado há mais de 30 anos por ativistas do movimento negro, a data foi oficializada pela Lei 12.519 de 2011.
Para o arcebispo de Feira de Santana (BA), referencial da Pastoral Afro-Brasileira, dom Zanoni Demettino Castro, os(as) negros(as) sofrem as consequências desta realidade porque os 300 anos de escravidão, que marcaram profundamente a história brasileira, ainda não foram suficientemente reparados.
“Por que a maioria absoluta dos pobres são negros? Por que os que superlotam os presídio são afrodescendentes?”, questiona o referencial da Pastoral Afro da Igreja no Brasil. O religioso aponta que aumenta assustadoramente o extermínio de jovens e adolescentes negros no Brasil.
Segundo o IBGE, 70% da população que vive em situação de extrema pobreza no Brasil são negras. Foto: Empresa Brasileira de Comunicação
Superação das desigualdades – Para superar estas desigualdades que atingem os negros e negras no país, dom Zanoni afirma ser necessário o país trilhar o caminho da superação da fome, oferecer educação de qualidade e também oportunidades à esta população. “As ações afirmativas, como cotas raciais para ingresso na universidade, são essenciais nesta empreitada”, afirma dom Zanoni.
Segundo o IBGE, 70% da população que vive
em situação de extrema pobreza no Brasil são negras.
Foto: Empresa Brasileira de Comunicação
Para dom Zanoni, o reconhecimento e a valorização das comunidades remanescentes de quilombos também é um passo importante neste caminho de superação das desigualdades entre brancos e negros. “O povo brasileiro precisa ser assumido. O negro deve ser visto como protagonista da gestação de nova sociedade”, disse.
Por ocasião do Dia Nacional da Consciência Negra, celebrado neste 20 de novembro, Dom Zanoni retoma os ensinamentos da V Conferência Geral do Episcopado Latinoamericano e do Caribe, realizada em Aparecida (SP), de 13 a 31 de maio de 2007: “Como nos ensina a Conferência de Aparecida, os afrodescendentes hoje, como protagonistas, têm uma responsabilidade muito grande na gestação da sociedade de partilha e solidariedade e na construção da civilização do amor e da implantação da cultura de paz”.
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                                                                                                                Fonte: cnbb.org.br

domingo, 18 de novembro de 2018

Arquidiocese de Pouso Alegre realiza

assembleia celebrativa e avaliativa sobre 9º plano pastoral


Pouco mais de cem pessoas estiveram reunidas durante todo este domingo (18) no Seminário Arquidiocesano Nossa Senhora Auxiliadora para a Mini-assembleia arquidiocesana de pastoral. Esse foi um dia de celebração e avaliação dos trabalhos vividos deste a assembleia arquidiocesana realizada em abril de 2016, e também uma oportunidade para olhar o futuro e planejar a vivência pastoral nos próximos anos. O arcebispo metropolitano, Dom José Luiz Majella Delgado - C.Ss.R., participou desse momento com os representantes de quase 50 paróquias da Arquidiocese de Pouso Alegre. 
Celebração Eucarística
"Os grupos apresentaram avaliações da caminhada das comissões 'Família', 'Vida Plena', 'Missões' e 'Formação'. Agora, isso tudo será encaminhado para as coordenações. Esta mini-assembleia foi muito boa, pois ajudou a ter uma ideia de como está a caminhada pastoral em relação ao plano pastoral", avaliou o coordenador de pastoral da Arquidiocese, padre Mauro Ricardo de Freitas. 
O encontro teve início com a Santa Missa, presidida pelo arcebispo metropolitano. Na sequência, o professor Giovanni Marques falou sobre a missão do leigo e o compromisso com a vida plena a partir da Exortação Apostólica do Papa Francisco Gaudete Et Exsultate, sobre a vocação à santidade no mundo atual. 
Exposição sobre o tema "Santidade no mundo atual".
"A comunidade eclesial  é o espaço da doação mútua, da complementariedade dos dons, da pluralidade dos carismas e das missões, o lugar excelente da edificação da santidade, da procura do sentida da vida em Cristo", refletiu o palestrante.
Depois, os participantes foram divididos em grupos para um momento de avaliação da caminhada das paróquias dentro do plano de ação da 9ª Assembleia Arquidiocesana de Pastoral. Na plenária, Dom Majella fez um breve comentário sobre as avaliações trazidas por cada grupo, já dando ênfase ao ao Sínodo Diocesano que deve ocorrer nos próximos anos. Essa temática também foi reforçada pelo padre Eduardo Rodrigues. 
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                                    Fonte: arquidiocese-pa.org.br   Texto e banner: Pe. Andrey Nicioli

Papa neste domingo:

A injustiça é a raiz perversa da pobreza
“Jesus ouviu o grito de Pedro”, frisou o Papa, convidando-nos a pedir “a graça de ouvir o grito de quem vive em águas agitadas”.



Cidade do Vaticano - O Papa Francisco presidiu, na Basílica de São Pedro, a celebração eucarística, neste domingo (18⁄11), Solenidade da Dedicação das Basílicas de São Pedro e São Paulo fora dos Muros, e II Dia Mundial dos Pobres.
O Dia Mundial dos Pobres foi instituido pelo Papa Francisco com a Carta Apostólica “Misericordia et misera”, publicada em 21 de novembro de 2016, na conclusão do Jubileu Extraordinário da Misericórdia.
Em sua homilia, Francisco se deteve em três ações que Jesus realiza no Evangelho.
Deixar o que passa
A primeira: o deixar. “Em pleno dia, Jesus deixa a multidão na hora do sucesso, quando era aclamado por ter multiplicado os pães. Os discípulos queriam gozar do triunfo, mas Jesus obrigou-os imediatamente a partir, enquanto Ele despede a multidão.”
“Procurado pelo povo, retira-se sozinho. Quando tudo se apresentava «em descida», Ele sobe ao monte para rezar. Depois, no coração da noite, desce do monte e vai encontrar os Seus, caminhando sobre as águas agitadas pelo vento. Em tudo isto, Jesus vai contracorrente: primeiro deixa o sucesso, depois a tranquilidade. Ensina-nos a coragem de deixar: deixar o sucesso que ensoberbece o coração, e a tranquilidade que adormece a alma”.
Francisco disse ainda que “o cristão sabe que a sua pátria não é aqui, sabe – como recorda o apóstolo Paulo na segunda Leitura – que já é «concidadão dos santos e membro da casa de Deus». É um ágil viandante da existência. Não vivemos para acumular: a nossa glória está em deixar o que passa, para guardarmos aquilo que permanece.”
O Papa nos convidou a pedir “a Deus a graça de nos assemelharmos à Igreja descrita na primeira Leitura: sempre em movimento, especialista no deixar e fiel no servir”.
Como navegar na vida
Em sua segunda ação, Jesus “encoraja” em plena noite. Vai ao encontro dos discípulos, “submersos na escuridão, caminhando «sobre o mar»”.
O Papa explicou que “na realidade, tratava-se de um lago; mas naquele tempo o mar, com a profundidade dos seus abismos tenebrosos, evocava as forças do mal. Em outras palavras, Jesus vai ao encontro dos discípulos, calcando os inimigos malignos do homem. Grande é o significado deste sinal: não uma manifestação celebrativa de força, mas a revelação, que nos é feita, da certeza tranquilizadora de que Jesus, só Jesus, vence os nossos grandes inimigos: o diabo, o pecado, a morte, o medo. Hoje, Ele diz também a nós: «Tranquilizai-vos! Sou Eu! Não temais!».”
“A barca da nossa vida vê-se, frequentemente, balanceada pelas ondas e sacudida pelos ventos; e, se as águas por vezes estão calmas, não tardam a agitar-se. Então nos irritamo com as tempestades do momento, como se fossem os nossos únicos problemas. Mas o problema não é a tempestade presente, mas o modo como navegar na vida. O segredo de navegar bem é convidar Jesus a subir a bordo. O leme da vida deve ser dado a Ele, para que seja Jesus a traçar a rota.”
Estender a mão
Na terceira ação, “no meio da tempestade, Jesus estende a mão. Agarra Pedro que, assustado, duvidou e, afundando, gritou: «Salva-me, Senhor!».”
“Podemos colocar-nos no lugar de Pedro: somos pessoas de pouca fé e estamos aqui a mendigar a salvação. Somos pobres de vida verdadeira, e serve-nos a mão estendida do Senhor que nos tire fora do mal. Isto é o início da fé: esvaziar-se da orgulhosa convicção de nos julgarmos em ordem, capazes, autônomos, para nos reconhecermos necessitados de salvação. A fé cresce neste clima, um clima ao qual nos adaptamos convivendo com quantos não se colocam no pedestal, mas precisam e pedem ajuda. Por isso é importante, para todos nós, viver a fé em contacto com os necessitados. Não é uma opção sociológica, mas exigência teológica. É reconhecer-se mendigos de salvação, irmãos e irmãs de todos, mas especialmente dos pobres, prediletos do Senhor. Assim bebemos do espírito do Evangelho: «o espírito de pobreza e de caridade – diz o Concílio – são a glória e o testemunho da Igreja de Cristo».”
“Jesus ouviu o grito de Pedro”, frisou o Papa, convidando-nos a pedir “a graça de ouvir o grito de quem vive em águas agitadas”.
O grito dos pobres
“O grito dos pobres: é o grito estrangulado de bebês que não podem vir à luz, de crianças que passam fome, de adolescentes acostumados ao estrondo das bombas ao invés da algazarra alegre das brincadeiras. É o grito de idosos descartados e deixados sozinhos. É o grito de quem se encontra a enfrentar as tempestades da vida sem uma presença amiga. É o grito daqueles que têm de fugir, deixando a casa e a terra sem a certeza dum refúgio. É o grito de populações inteiras, privadas inclusive dos enormes recursos naturais de que dispõem. É o grito dos inúmeros Lázaros que choram, enquanto poucos epulões se banqueteiam com aquilo que, por justiça, é para todos. A injustiça é a raiz perversa da pobreza. O grito dos pobres torna-se mais forte a cada dia, e a cada dia é menos ouvido, porque abafado pelo barulho de poucos ricos, que são sempre menos e sempre mais ricos.”
O cristão não pode ficar de braços cruzados
Segundo Francisco, “diante da dignidade humana espezinhada, muitas vezes fica-se de braços cruzados ou então de braços abertos, impotentes diante da força obscura do mal. Mas o cristão não pode ficar de braços cruzados, indiferente, nem de braços abertos, fatalista! Não... O fiel estende a mão, como Jesus faz com ele. Junto de Deus, o grito dos pobres encontra refúgio, mas em nós? Temos olhos para ver, ouvidos para escutar, mãos estendidas para ajudar? «Nos pobres, o próprio Cristo como que apela em alta voz para a caridade dos seus discípulos». Pede-nos para O reconhecermos em quem tem fome e sede, é forasteiro e está privado de dignidade, doente e encarcerado”.
“O Senhor estende a mão: é um gesto gratuito, não devido. É assim que se faz. Não somos chamados a fazer o bem só a quem nos ama. Retribuir é normal, mas Jesus pede para ir mais longe dar a quem não tem para restituir, isto significa, amar gratuitamente”, concluiu o Papa.
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Íntegra da homilia do Papa no II Dia Mundial dos Pobres
"O grito dos pobres torna-se mais forte a cada dia, e a cada dia é menos ouvido, porque abafado pelo barulho de poucos ricos, que são sempre menos e sempre mais ricos", disse Francisco na homilia.


Cidade do Vaticano - O Papa Francisco celebrou a Eucaristia, na Basílica de São Pedro, neste domingo (18⁄11), Solenidade da Dedicação das Basílicas de São Pedro e São Paulo fora dos Muros, e II Dia Mundial dos Pobres.
Eis a íntegra da homilia do Santo Padre.
Debrucemo-nos sobre três ações que Jesus realiza no Evangelho.
A primeira. Em pleno dia, deixa deixa a multidão na hora do sucesso, quando era aclamado por ter multiplicado os pães. Os discípulos queriam gozar do triunfo, mas Jesus obrigou-os imediatamente a partir, enquanto Ele despede a multidão (cf. Mt 14, 22-23). Procurado pelo povo, retira-Se sozinho; quando tudo se apresentava «em descida», Ele sobe ao monte para rezar. Depois, no coração da noite, desce do monte e vai ter com os Seus, caminhando sobre as águas agitadas pelo vento. Em tudo isto, Jesus vai contracorrente: primeiro deixa o sucesso, depois a tranquilidade. Ensina-nos a coragem de deixar: deixar o sucesso que ensoberbece o coração, e a tranquilidade que adormece a alma.
Para ir… aonde? A Deus, rezando, e a quem tem necessidade, amando. São os verdadeiros tesouros da vida: Deus e o próximo. Subir até Deus e descer até aos irmãos: eis a rota indicada por Jesus. Subtrai-nos, assim, à tendência de nos apascentarmos calmamente nas cômodas planícies da vida, de deixar correr ociosamente a vida por entre as pequenas satisfações do dia-a-dia. Os discípulos de Jesus não estão feitos para a previsível tranquilidade duma vida normal. Como o seu Senhor, vivem a caminho, leves, prontos a deixar as glórias do momento, atentos a não se apegar aos bens que passam. O cristão sabe que a sua pátria não é aqui, sabe – como recorda o apóstolo Paulo na segunda Leitura – que já é «concidadão dos santos e membro da casa de Deus» (cf. Ef 2, 19). É um ágil viandante da existência. Não vivemos para acumular: a nossa glória está em deixar o que passa, para guardarmos aquilo que permanece. Peçamos a Deus a graça de nos assemelharmos à Igreja descrita na primeira Leitura: sempre em movimento, especialista no deixar e fiel no servir (cf. At 28, 11-14). Despertai-nos, Senhor, da calmaria ociosa, da bonança tranquila dos nossos portos seguros. Desligai-nos das amarras da autorreferencialidade que atulham a vida, libertai-nos da busca dos nossos sucessos. Ensinai-nos a saber deixar, para orientar a rota da vida pela tua: rumo a Deus e ao próximo.
segunda ação: em plena noite, Jesus encoraja. Vai ter com os Seus, submersos na escuridão, caminhando «sobre o mar» (Mt 14, 25). Na realidade, tratava-se de um lago; mas naquele tempo o mar, com a profundidade dos seus abismos tenebrosos, evocava as forças do mal. Por outras palavras, Jesus vai ao encontro dos Seus, calcando os inimigos malignos do homem. Tal é o significado deste sinal: não uma manifestação celebrativa de força, mas a revelação, que nos é feita, da certeza tranquilizadora de que Jesus, só Jesus, vence os nossos grandes inimigos: o diabo, o pecado, a morte, o medo. Hoje, Ele diz também a nós: «Tranquilizai-vos! Sou Eu! Não temais!» (14, 27).
A barca da nossa vida vê-se, frequentemente, balanceada pelas ondas e sacudida pelos ventos; e, se as águas por vezes estão calmas, não tardam a agitar-se. Então irritamo-nos com as tempestades do momento, como se fossem os nossos únicos problemas. Mas o problema não é a tempestade presente, mas o modo como navegar na vida. O segredo de bem navegar é convidar Jesus a subir para bordo. O leme da vida deve ser dado a Ele, para que seja Jesus a traçar a rota. Com efeito, só Ele dá vida na morte, e esperança na dor; só Ele cura o coração com o perdão, e liberta do medo com a confiança. Convidemos, hoje, Jesus a subir para a barca da vida. Como os discípulos, experimentaremos que, com Ele a bordo, amainam os ventos (cf. 14, 32) e nunca sofremos naufrágio. E só com Jesus é que nos tornamos capazes também de encorajar. Há uma grande necessidade de pessoas que saibam consolar, não com palavras vazias, mas com palavras de vida. No nome de Jesus, encontramos e oferecemos verdadeira consolação: não são os encorajamentos formais e previstos que restauram, mas a presença de Jesus. Encorajai-nos, Senhor! Consolados por Vós, seremos verdadeiros consoladores para os outros.
Terceira ação: no meio da tempestade, Jesus estende a mão (cf. 14, 31). Agarra Pedro que, assustado, duvidara e, afundando, gritou: «Salva-me, Senhor!» (14, 30). Podemos colocar-nos no lugar de Pedro: somos pessoas de pouca fé e estamos aqui a mendigar a salvação. Somos pobres de vida verdadeira, e serve-nos a mão estendida do Senhor que nos tire fora do mal. Isto é o início da fé: esvaziar-se da orgulhosa convicção de nos julgarmos em ordem, capazes, autônomos, para nos reconhecermos necessitados de salvação. A fé cresce neste clima, um clima ao qual nos adaptamos convivendo com quantos não se colocam no pedestal, mas precisam e pedem ajuda. Por isso é importante, para todos nós, viver a fé em contacto com os necessitados. Não é uma opção sociológica, mas exigência teológica. É reconhecer-se mendigos de salvação, irmãos e irmãs de todos, mas especialmente dos pobres, prediletos do Senhor. Assim bebemos do espírito do Evangelho: «o espírito de pobreza e de caridade – diz o Concílio – são a glória e o testemunho da Igreja de Cristo» (Const. past. Gaudium et spes, 88).
Jesus ouviu o grito de Pedro. Peçamos a graça de ouvir o grito de quem vive em águas borrascosas. O grito dos pobres: é o grito estrangulado de bebés que não podem vir à luz, de crianças que padecem a fome, de adolescentes habituados ao fragor das bombas em vez de o ser à algazarra alegre dos jogos. É o grito de idosos descartados e deixados sozinhos. É o grito de quem se encontra a enfrentar as tempestades da vida sem uma presença amiga. É o grito daqueles que têm de fugir, deixando a casa e a terra sem a certeza dum refúgio. É o grito de populações inteiras, privadas inclusive dos enormes recursos naturais de que dispõem. É o grito dos inúmeros Lázaros que choram, enquanto poucos epulões se banqueteiam com aquilo que, por justiça, é para todos. A injustiça é a raiz perversa da pobreza. O grito dos pobres torna-se mais forte de dia para dia, mas de dia para dia é menos ouvido, porque abafado pelo barulho de poucos ricos, que são sempre menos e sempre mais ricos.
Perante a dignidade humana espezinhada, muitas vezes fica-se de braços cruzados ou então abanam-se os braços, impotentes diante da força obscura do mal. Mas o cristão não pode ficar de braços cruzados, indiferente, nem de braços a abanar, fatalista! Não... O crente estende a mão, como Jesus faz com ele. Junto de Deus, o grito dos pobres encontra guarida, mas em nós? Temos olhos para ver, ouvidos para escutar, mãos estendidas para ajudar? «Nos pobres, o próprio Cristo como que apela em alta voz para a caridade dos seus discípulos» (Ibid., 88). Pede-nos para O reconhecermos em quem tem fome e sede, é forasteiro e está privado de dignidade, doente e encarcerado (cf. Mt 25, 35-36).
O Senhor estende a mão: é um gesto gratuito, não devido. É assim que se faz. Não somos chamados a fazer bem só a quem nos ama. Retribuir é normal, mas Jesus pede para ir mais longe (cf. Mt 5, 46): dar a quem não tem para restituir, isto é, amar gratuitamente (cf. Lc 6, 32-36). Consideremos os nossos dias: entre as muitas coisas que fazemos, alguma é de graça? Fazemos algo por quem não tem com que retribuir? Tal há de ser a nossa mão estendida, a nossa verdadeira riqueza no céu.
Estendei-nos a mão, Senhor, e agarrai-nos. Ajudai-nos a amar como Vós amais. Ensinai-nos a deixar o que passa, a encorajar quem vive ao nosso lado, a dar gratuitamente a quem está necessitado. Amém.
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Papa no Angelus:
Ao encontro definitivo com o Senhor levaremos o que doamos
No Evangelho de hoje, Jesus diz que a história dos povos e a de cada um têm um fim e uma meta a ser alcançada: o encontro definitivo com o Senhor.


Cidade do Vaticano - O Papa Francisco rezou a oração mariana do Angelus, deste domingo (18/11), II Dia Mundial dos Pobres, com os fiéis e peregrinos reunidos na Praça São Pedro.
Na alocução que precedeu a oração, o Pontífice frisou que no Evangelho deste domingo, Jesus “quer instruir os seus discípulos sobre os eventos futuros. Não está em primeiro lugar um discurso sobre o fim do mundo, mas o convite a viver bem o presente, a vigiar e estar sempre prontos para quando seremos chamados a prestar contas de nossa vida. Jesus diz: «Nesses dias, depois da tribulação, o sol vai ficar escuro, a lua não brilhará mais, as estrelas começarão a cair do céu».”
Rosto radiante de amor
Essas palavras nos fazem pensar no início do Livro do Gênesis que fala da criação: o sol, a lua e as estrelas que desde o início dos tempos brilham em sua ordem e iluminam, sinal de vida, aqui são descritos em sua decadência, enquanto mergulham na escuridão e no caos, sinal do fim.
 “Ao invés, a luz que naquele último dia resplandecerá será única e nova: será a luz do Senhor Jesus que virá na glória com todos os santos. Naquele encontro veremos, finalmente, o seu Rosto na luz plena da Trindade; um rosto radiante de amor, diante do qual todo ser humano aparecerá em total verdade”, disse o Papa.
Francisco sublinhou que “a história da humanidade, assim como a história pessoal de cada um de nós, não pode ser entendida como uma simples sucessão de palavras e fatos que não fazem sentido”.
Encontro definitivo com o Senhor
“Não pode ser também interpretada à luz de uma visão fatalista, como se tudo já estivesse pré-estabelecido segundo um destino que subtrai todo espaço de liberdade, impedindo fazer escolhas que sejam o fruto de uma decisão verdadeira.”
No Evangelho de hoje, Jesus diz que a história dos povos e a de cada um têm um fim e uma meta a ser alcançada: o encontro definitivo com o Senhor.
“Não sabemos a hora e nem como acontecerá. O Senhor reiterou que «ninguém sabe nada, nem os anjos no céu, nem o Filho». Tudo é mantido no segredo do mistério do Pai. Sabemos, todavia, um princípio fundamental com o qual devemos nos confrontar: «Passarão o céu e a terra, mas as minhas palavras não passarão».”
Segundo o Papa, “o verdadeiro ponto crucial é esse. Naquele dia, cada um de nós entenderá se a Palavra do Filho de Deus iluminou a própria existência pessoal, ou se virou as costas para ela, preferindo confiar nas próprias palavras. Será mais do que nunca o momento de nos abandonarmos definitivamente ao amor do Pai e confiar-nos à sua misericórdia”.
O Papa destacou que “ninguém escapa desse momento, nenhum de nós escapa desse momento”.
Levaremos somente o que doamos
“A esperteza, que muitas vezes colocamos em nossos comportamentos para dar crédito à imagem que queremos oferecer, não será mais necessária. Da mesma forma, o poder do dinheiro e dos meios econômicos com os quais pretendemos com presunção comprar tudo e todos, não poderá ser mais ser usado. Não teremos conosco nada além do que realizamos nessa vida, acreditando em sua Palavra: tudo e nada do que vivemos ou deixamos de realizar. Levaremos conosco somente o que doamos, o que oferecemos.”
Francisco convidou a invocar a intercessão da Virgem Maria a fim de que a constatação do nosso tempo provisório na terra e de nossa limitação não nos afunde na angústia, mas nos chame à responsabilidade para comigo, o próximo e  o mundo inteiro.
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Assista:
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Papa Francisco almoça com os pobres na Sala Paulo VI
Da refeição, oferecida pela Rome Cavalieri-Hilton Itália junto com a organização sem fins lucrativos Ente Morale Tabor, participaram cerca de mil e quinhentos pobres.



Cidade do Vaticano - O Papa Francisco almoçou com os pobres, neste domingo (18⁄11), na Sala Paulo VI, por ocasião do II Dia Mundial dos Pobres.
Da refeição, oferecida pela Rome Cavalieri-Hilton Itália junto com a organização sem fins lucrativos Ente Morale Tabor, participaram cerca de mil e quinhentos pobres.
Várias paróquias aderiram à iniciativa e ao mesmo tempo, nos centros de voluntariado, colégios e escolas, cada um segundo suas possibilidades, foram oferecidas refeições aos pobres, um momento de alegria e partilha.
Ao chegar à Sala Paulo VI, o Papa saudou os presentes com as seguintes palavras:
Bom dia!
Agora, todos vamos almoçar juntos. Agradecemos as pessoas que trouxeram o almoço e aquelas que servirão o almoço. Agradecemos a todos e pedimos a Deus para que abençoe todos nós. Uma bênção de Deus para todos, todos nós que estamos aqui. Que Deus abençoe cada um de nós, abençoe os nossos corações, abençoe as nossas intenções e nos ajude a seguir em frente. Amém e bom almoço!
Setenta voluntários das paróquias de Roma serviram cerca de 1.500 pessoas carentes, acompanhadas por associações de voluntariado.
O cardápio foi composto de lasanha, nuggets de frango com um lado de purê de batatas e pavê.
Os jovens da Banda do Santuário de Pompéia animam o almoço festivo com o Papa.
No final, a histórica empresa de alimentos “Rummo” deu de presente aos participantes e associações mais de 1.500 sacolas com um quilo de macarrão.
Após a refeição, Francisco agradeceu a todos pela companhia. “Disseram-me que agora começa a verdadeira festa e que o Papa tem de ir embora, para que a festa seja boa”, disse ele.
“Muito obrigado! Obrigado pela companhia. Obrigado aos músicos. Obrigado a todos aqueles que prepararam o almoço, aos que o serviram e aos jovens que ajudam aqui. Obrigado a todos. Rezem por mim. Que o Senhor os abençoe. Obrigado!
Antes de deixar a Sala Paulo VI, o Papa Francisco saudou as crianças, os pobres e as pessoas presentes e tirou uma foto com os cozinheiros.
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Reflexão para seu domingo:

As últimas realidades


Aqueles que foram seguidores do Bem, ao morrerem irão para a Vida, os demais, os que foram opressores de seus irmãos, irão para a vergonha eterna.
O tema da liturgia deste domingo é o senhorio de Deus sobre a História. Muitas vezes pensamos, influenciados por inúmeros acontecimentos, que a vida corre seu rumo, independentemente da ação de Deus e que o Senhor nos olha, quando olha, de modo indiferente, ou até não se importando com o que fazemos ou sofremos.
A leitura do Livro de Daniel e o Evangelho de Marcos falam-nos exatamente o contrário e com uma linguagem um pouco incomum para nós, a  linguagem apocalíptica.
A primeira leitura, a de Daniel, pretende insistir com o povo que enfrente as opressões, as resista, venham de onde vierem. Ele diz que serão salvos os que tiverem seus nomes escritos no Livro. Mas que livro é esse? Não se trata de um livro, mas a linguagem apocalíptica quer nos informar que Deus é o Senhor da História, tudo é de seu conhecimento e tudo, não importa o que seja, será transformado em benefício de seus filhos.
Evidentemente, aqueles que foram seguidores do Bem, ao morrerem irão para a Vida, os demais, os que foram opressores de seus irmãos, irão para a vergonha eterna.
O Evangelho apresenta Jesus nos falando sobre discernimento, sobre como discernir o momento de Deus em nossa vida. No relato de hoje somos levados ao discernimento quando acontecem situações catastróficas em nossa vida.
Marcos também nos fala que Deus é o Senhor da História. Ele se refere ao Filho do Homem, sobre sua vinda. Seu desejo é nos animar com o poder de Deus que age na História para nos salvar e julgar aqueles que se opõe ao seu Reino de justiça, de paz e de verdade.
Se somos adeptos do Filho do Homem, ou seja, de Jesus Cristo, deveremos em nossa vida praticar a justiça e lutar pela paz e pela verdade. Enfim, nos é pedido sermos homens e mulheres que amam seus semelhantes, que os tratam como irmãos.
O texto nos fala de realidades que serão, no passado, como o sol, a lua, as estrelas e as forças do céu; ao mesmo tempo nos apresenta as futuras, representadas pelos ramos verdes da figueira, sinais de que o Reino de Deus já está em nosso meio, acontecendo, se realizando!
Não nos deixemos perturbar por problemas e por aflições, mas saibamos que ao vivenciarmos essas experiências difíceis e dolorosas, estamos sob o olhar carinhoso de Deus, que vela por nós, que nos dá Sua graça para superarmos tudo isso. Será dentro dessas vicissitudes, que seremos salvos, se nelas nos portarmos como Seus filhos, tratando os demais como irmãos.
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sábado, 17 de novembro de 2018

Pai e Pastor:

Papa visita Posto de Saúde Solidário na Praça São Pedro
A visita inesperada surpreendeu pacientes, voluntários e médicos que estavam no local de assistência temporária, instalado por ocasião do Dia Mundial dos Pobres que será celebrado no domingo (18)

Cidade do VaticanoNo final da tarde desta sexta-feira (16), o Papa Francisco surpreendeu pacientes, voluntários e médicos do Posto de Saúde Solidário instalado na Praça São Pedro desde o início da semana. A visita inesperada era para encontrar os pobres e os mais necessitados, já que a assistência temporária foi inaugurada por ocasião do Dia Mundial dos Pobres que será celebrado no domingo (18). O Pontífice abençoou todos presentes no local e também as instalações, além de conversar e se mostrar disponível para selfies.
“Um gesto de grande solidariedade e caridade cristã que o Papa quis dar como testemunho.”
O gesto de caridade cristã do Papa
O Santo Padre chegou acompanhado pelo arcebispo Rino Fisichella, presidente do Pontifício Conselho para a Promoção da Nova Evangelização: "é uma daquelas surpresas que faz o Papa Francisco. Uma visita em que ele se viu acolhido imediatamente por muitos pobres, com várias dificuldades, que chegaram bem próximos a ele". Dom Fisichella contou ainda que "o Papa saudou todos, um por um. Escutou eles, saudou os voluntários e as voluntárias, e acredito que seja mais uma vez um gesto de grande solidariedade e caridade cristã que o Papa quis dar como testemunho". A visita do Papa Francisco também faz parte da iniciativa "Sextas-feiras da Misericórdia", iniciada pelo Pontífice no Jubileu da Misericórdia. 
Um dos profissionais que trabalha no Posto de Saúde, a médica Giustina Betti, falou da grande emoção vivida com a chegada inesperada do Papa Francisco: "é ele que nos transmite esse amor pelos pobres, essa atenção pelas pessoas que vivem realmente com necessidades de amor, de afeto, de tudo".
Atendimento diário aos pobres
O Posto de Saúde tem o objetivo de "oferecer tratamento por uma semana àqueles que estão em dificuldade. Faço votos de que este dia promova uma crescente atenção às necessidades dos últimos, dos marginalizados e dos famintos”, disse o Pontífice durante a oração do Angelus do último domingo (11), ao falar da iniciativa. Oitos ambulatórios estão abertos desde a segunda-feira (12) e sempre por 14 horas no dia. A estrutura, de assistência temporária, atende os pobres e mais necessitados com consultas médicas e de laboratoriais gratuitas.
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