sábado, 30 de novembro de 2013

Papa aos universitários:

 "Não sejam espectadores, 
mas protagonistas dos desafios contemporâneos"

Cidade do Vaticano (RV) - O Papa Francisco presidiu a oração das Primeiras Vésperas do I Domingo de Advento, na tarde deste sábado, na Basílica de São Pedro, no Vaticano, com os estudantes das Universidades de Roma.
Segue, na íntegra, a homilia do Santo Padre:
Viver a sabedoria de Deus
Renova-se hoje o tradicional encontro de Advento com os estudantes das Universidades de Roma, aos quais se unem os reitores e professores das Universidades romanas e italianas. Saúdo cordialmente a todos: o Cardeal Vigário, os Bispos, as autoridades acadêmicas e institucionais, os assistentes das Capelanias e grupos universitários. Saúdo particularmente vocês, queridos universitários e universitárias.
O augúrio que São Paulo dirige aos cristãos de Tessalônica, para que Deus possa santificá-los até a perfeição, por um lado mostra a sua preocupação com sua santidade de vida colocada em perigo, e de outro uma grande confiança na intervenção do Senhor. Esta preocupação do Apóstolo é válida também para nós cristãos de hoje. A plenitude da vida cristã que Deus realiza nos homens, na verdade, está sempre ameaçada pela tentação de ceder ao espírito mundano. Por isso, Deus nos doa a sua ajuda mediante a qual podemos preservar os dons do Espírito Santo, a nova vida no Espírito que Ele nos deu. Conservando esta "linfa" saudável em nossa vida, todo o nosso ser, espírito, alma e corpo, se conserva irrepreensível, na posição vertical. Mas por que Deus, depois de ter concedido seus tesouros espirituais, ainda tem de intervir para mantê-los íntegros? Porque somos fracos, a nossa natureza humana é frágil e os dons de Deus são preservados em nós como em "vasos de argila".
A intervenção de Deus em favor de nossa perseverança até o fim, até o encontro definitivo com Jesus, é expressão de sua fidelidade. Ele é fiel primeiramente a si mesmo. Portanto, a obra que começou em cada um de nós, com seu chamado, Ele a levará até o fim. Isso nos dá segurança e grande confiança: uma confiança que se apoia em Deus e exige nossa colaboração ativa e corajosa para enfrentar os desafios do momento presente. Queridos jovens universitários, a sua vontade e suas capacidades, unidas ao poder do Espírito Santo que habita dentro de cada um de vocês desde o dia de seu Batismo, permitem que vocês sejam não espectadores, mas protagonistas dos acontecimentos contemporâneos.
São vários os desafios que vocês jovens estudantes universitários são chamados a enfrentar com coragem interior e audácia evangélica. O contexto sociocultural em que vocês estão inseridos às vezes sofre o peso da mediocridade e do tédio. Não é necessário se resignar à monotonia da vida cotidiana, mas cultivar grandes projetos, ir além do comum: não lhes deixem roubar o entusiasmo juvenil! Seria um erro também deixar-se aprisionar pelo pensamento fraco e pelo pensamento uniforme, bem como pela globalização entendida como homologação. Para superar estes riscos, o modelo a seguir não é da esfera na qual está nivelada toda saliência e desaparece toda diferença; o modelo é do poliedro que inclui uma multiplicidade de elementos e respeita a unidade na variedade.
O pensamento, de fato, é fecundo quando é expressão de uma mente aberta, que discerne sempre iluminada pela verdade, pelo bem e pela beleza. Se vocês não se deixarem condicionar pela opinião dominante, mas permanecerem fiéis aos princípios éticos e religiosos cristãos, vocês encontrarão a coragem para caminhar até mesmo contracorrente. Num mundo globalizado, vocês poderão contribuir para salvar peculiaridade e características próprias, buscando, porém não baixar o nível ético. De fato, a pluralidade de pensamento e de individualidade reflete a multiforme sabedoria de Deus, quando se aproxima da verdade com honestidade e rigor intelectual, de modo que cada um pode ser um dom para o benefício de todos.
O compromisso de caminhar na fé e se comportar de maneira coerente com o Evangelho acompanhe vocês neste tempo de Advento, para viver de maneira autêntica a festa do Natal do Senhor. Pode ajudá-los o belo testemunho do Beato Pier Giorgio Frassati, que dizia: "Viver sem uma fé, sem um patrimônio para defender, sem apoiar numa luta contínua a verdade, não é viver, mas com viver com dificuldade. Nós não deveríamos viver com dificuldade, mas viver". 
Obrigado e boa caminhada rumo a Belém!
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Iniciamos neste domingo a preparação para o Natal de Jesus, o

Tempo do Advento


O Tempo do Advento é o ponto de partida do Ano Litúrgico: a espera do Messias. Os fiéis se preparam pela conversão para a celebração dessa vinda: “Revestido de nossa fragilidade, ele veio a primeira vez… revestido de sua glória, ele virá uma segunda vez” (Prefácio do Advento I).
Ano A - O novo povo de Deus

O Ano A leva, no conjunto, a marca do evangelista Mateus. Este evangelho foi redigido, provavelmente, depois da destruição do templo em 70 d.C., com o intuito de oferecer às comunidades judeu-cristãs da região siro-palestinense uma didaqué, instrução da fé, para sustentar sua vocação a serem o novo Israel. Acentua a figura de Jesus como Mestre, que nos faz conhecer a vontade de Deus como Pai dele e Pai nosso, além da dimensão comunitária e eclesial do Reino e da vida cristã.
Tempo do Advento
No Advento, primeira fase do período natalino, destacam-se as “utopias messiânicas” de Is (caps. 2, 11 e 35), relacionadas com a esperança da justiça que vem de Deus, não do jogo oportunista do poder. Os evangelhos, tomados de Mt, têm como teor fundamental essa justiça que vem de Deus e que se realiza no projeto divino de salvação, inaugurado nos tempos antigos e atestado pelas Escrituras, bem como na atuação ética do homem, guiada pela vontade de Deus. Assim, as primeiras leituras (tomadas de Is) aparecem como projeção escatológica daquilo que deve acontecer no homem mediante a conversão (cf. sobretudo o 2° dom.). Da interação de “utopia” e conversão brotam a alegria e a esperança por causa da vinda do Cristo (3° dom.). No 4° domingo, ponto culminante, tanto a leitura de Is quanto o correspondente evangelho de Mt apontam para uma salvação personalizada: a salvação que vem de Deus não é uma utopia “em geral”, mas a própria presença de Deus, manifestada em seu Filho e envolvendo os que pela conversão a ele aderem. Esta primeira fase do ciclo natalino se estica assim entre Is e Mt: leva-nos a celebrar, com Mt, o cumprimento da esperança messiânica expressa em Is. Culmina na figura do Emanuel, Deus-conosco, que nos traz a justiça de Deus e exige nossa participação na mesma (Is 7,10ss; Mt 1,18ss).
                                                              Fonte: franciscanos.org.br   Banner: news.va
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Leituras do Domingo

1º do Tempo do Advento


1ª Leitura: Is 2,1-5                     Salmo: 122(121)                   2ª Leitura: Rm 13,11-14
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EvangelhoMt 24,37-44


Vigilância constante, de dia e à noite
“A vinda do Filho do Homem será como no tempo de Noé. Nos dias antes do dilúvio, todos comiam e bebiam, homens e mulheres casavam-se, até o dia em que Noé entrou na arca. E nada perceberam até que veio o dilúvio e arrastou a todos. Assim acontecerá também na vinda do Filho do Homem. Dois homens estarão trabalhando no campo: um será levado e o outro será deixado. Duas mulheres estarão moendo no moinho: uma será levada e a outra será deixada. Vigiai, portanto, pois não sabeis em que dia virá o vosso Senhor. Ficai certos: se o dono de casa soubesse a que horas da noite viria o ladrão, vigiaria e não deixaria que sua casa fosse arrombada. Por isso, também vós, ficai preparados! Pois na hora em que menos pensais, virá o Filho do Homem.”
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Reflexão
A passagem evangélica deste primeiro domingo do advento insere-se no conjunto do capítulo 24 de Mateus, quando Jesus sai do templo e volta a contemplá-lo a certa distância. Simbolicamente Jesus deixa o templo para trás e se reúne com os seus discípulos, a nova comunidade.
Os discípulos admiram a beleza do templo. Jesus parte da admiração dos discípulos e fala da destruição do templo (v.1-2). Os discípulos parecem fundir e confundir duas coisas: a destruição do templo e o fim do mundo, quando virá o Messias. 
Todo o discurso que segue revela que o julgamento de Deus e a manifestação da vinda do Senhor não acontecem somente no final de tudo, mas a cada instante da vida, na vida cotidiana e nos acontecimentos maiores da história. O desafio que se coloca é viver em atitude de vigilância, no meio das incertezas.
No texto lido hoje na liturgia (v.37-45). Jesus compara a sua geração com a do dilúvio, acomodada à sua vida habitual, sem perceber os sinais dos tempos. Conclui que a qualquer momento pode acontecer uma separação inesperada, onde um será tomado e o outro deixado. Diante disso, no lugar de curiosidade em relação ao futuro a palavra de ordem é vigiar.
Mais do que nunca, este tempo em que vivemos pede vigilância e capacidade de discernimento para reconhecer nos acontecimentos manifestações do reino. Os sinais negativos e dolorosos podem ser um alerta para nos darmos conta da fragilidade da vida e da nossa responsabilidade perante a história. O desmoronar de estruturas aparentemente seguras, podem ser indicadoras de um novo mundo a ser criado e de caminhos a serem percorridos para construí-lo. Mas o reino se identifica com os sinais positivos. É possível que nos meio de tantas incertezas um mundo novo esteja acontecendo na vida de tanta gente que é capaz de viver o amor como antídoto do ódio e da vingança, no esforço pela emancipação dos povos, nos progressos da ciência e da comunicação que atuam em defesa da vida.     
Neste primeiro domingo, acendendo a vela da coroa, somos reanimados na fé de Jesus para anunciar um mundo novo e a encontrar as razões da nossa esperança. O Pai nos convida a depositar nossa confiança, não em nossas forças, nem nas forças armadas, mas na força do amor que vence a violência e a morte.  Pede que estejamos desarmados como o seu filho quando entrou em nossa história.      
  Reflexão: revistadeliturgia.com.br   Banner: cnbb.org.br    Ilustração: franciscanos.org.br
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sexta-feira, 29 de novembro de 2013

Homilia do Papa na Capela Santa Marta:

O pensamento do cristão é livre e não uniforme 

Cidade do Vaticano (RV) – O Santo Padre celebrou Missa, na manhã desta sexta-feira, na Capela da Casa Santa Marta no Vaticano, onde reside.
Peçamos que o Espírito de Deus nos ilumine
Partindo da Liturgia do dia, o Papa explicou qual deve ser “o modo de pensar de um cristão”. O cristão, disse, deve pensar segundo Deus e, por isso, rejeitar um pensamento frágil e uniforme. Quem segue Jesus, não pensa só com a própria cabeça, mas com o coração e o espírito, dentro de si, para poder entender a ação de Deus na história.
Jesus ensina seus discípulos a compreender os sinais dos tempos, que os fariseus não conseguiam. Ele quer que entendamos o que realmente acontece no coração, na vida, no mundo, na história. Eis os sinais dos tempos! Pelo contrário, o espírito do mundo nos faz outras propostas e nos sugere seguir o caminho da uniformidade, sem pensamento e sem liberdade. E o Papa continuou:
“O pensamento uniforme, o pensamento igual e frágil é um pensamento difundido... O espírito deste mundo tenta impedir o que Jesus nos pede: um pensamento livre por parte do homem, que faz parte do Povo de Deus. Eis o significado da salvação: ser povo, ser povo de Deus, viver na liberdade”.
Com efeito, recordou o Pontífice, Jesus quer que pensemos livremente, para entender o que acontece em nós e ao nosso redor. Devemos saber qual é a verdade. Para que isto aconteça, não podemos agir sozinhos, mas precisamos da ajuda do Senhor. Somente assim podemos entender os sinais dos tempos, sobretudo através da inteligência, que nos foi dada como dom do Espírito Santo. Então, qual o meio que o Senhor nos propõe? E o Papa respondeu:
“Sempre através do espírito de inteligência, para entender os sinais dos tempos. É belo pedir ao Senhor Jesus esta graça: que nos envie o seu espírito de inteligência, afim de que não tenhamos um pensamento frágil, um pensamento uniforme... mas um pensamento que brota da alma, do coração e que dá o verdadeiro sentido dos sinais dos tempos”. (MT)
                                                    Fonte: radiovaticana.va     Foto: portalecclesia.com
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Papa Francisco anuncia:

2015, ano dedicado à vida consagrada

Cidade do Vaticano (RV) - O Papa Francisco encontrou-se na manhã desta sexta-feira, no Vaticano, com os participantes da 82ª Assembleia Geral da União dos Superiores Gerais (USG), realizada nesses dias, em Roma. 
Tratou-se de um encontro de três horas em que o pontífice não proferiu um discurso preparado, mas respondeu às perguntas que lhe foram feitas. No final do encontro, onde estavam presentes 120 superiores gerais, o Papa Francisco anunciou que 2015 será o ano dedicado à vida consagrada.
O Santo Padre observou que os religiosos são chamados a seguir o Senhor de forma especial. "Eles são homens e mulheres que podem despertar o mundo. A vida consagrada é profecia", disse o pontífice. "Deus nos pede para sair do ninho e ir para as fronteiras do mundo, evitando a tentação de domá-las. Esta é a maneira mais concreta de imitar o Senhor", frisou Francisco. 
Questionado sobre a situação das vocações, o Papa destacou que existem Igrejas jovens que estão dando novos frutos. "Isso obriga naturalmente a repensar a inculturação do carisma. A Igreja deve pedir perdão e olhar com vergonha para os insucessos apostólicos devido a desentendimentos neste campo, como no caso de Matteo Ricci. O diálogo intercultural deve nos levar a introduzir no governo dos Institutos religiosos pessoas de várias culturas que expressam diferentes maneiras de viver o carisma", sublinhou ainda o Papa Francisco.
O Santo Padre insistiu muito na formação que, a seu ver, se baseia em quatro pilares: formação espiritual, intelectual, comunitária e apostólica. "É importante evitar todas as formas de hipocrisia e clericalismo através de um diálogo franco e aberto sobre todos os aspectos da vida", destacou. 
"A formação é uma obra artesanal e não policial. O objetivo é formar religiosos que tenham um coração tenro e não azedo como o vinagre. Somos todos pecadores, mas não corruptos. Aceitamos os pecadores, mas não os corruptos", sublinhou o pontífice.
Respondendo a uma pergunta sobre a fraternidade, o Papa disse que ela tem uma enorme força de atração. "Pressupõe a aceitação das diferenças e conflitos. Às vezes é difícil vivê-la, mas se não a vivemos, não somos fecundos", disse.
O Santo Padre frisou que as realidades de exclusão são prioridades e se deteve sobre os desafios culturais e educacionais nas escolas e universidades. O Papa identificou três pilares da educação: transmitir conhecimento, transmitir formas de fazer as coisas e transmitir valores. "Através deles se transmite a fé. O educador deve estar à altura das pessoas que educa e se perguntar como anunciar Jesus Cristo a uma geração que muda."
Concluindo, o Papa disse aos religiosos: "Obrigado pelo testemunho e humilhações pelas quais devem passar". (MJ)
                                                 Fonte: radiovaticana.va     Foto 2: portalecclesia.com
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quinta-feira, 28 de novembro de 2013

Papa Francisco na missa desta quinta-feira:

"Poderes mundanos relegam religião à 'coisa privada'"

Cidade do Vaticano (RV) – Certos “poderes mundanos” querem que a religião seja uma coisa privado, mas Deus, que venceu o mundo, deve ser adorado até o fim com confiança e fidelidade. É o pensamento proposto pelo Papa na homilia da missa celebrada na manhã desta quinta-feira, 28, na Casa Santa Marta. Os cristãos que hoje são perseguidos – disse – são o sinal da prova que prediz a vitória final de Jesus. 
Adoremos o Senhor com confiança e fidelidade até o fim
Num mundo em que a liberdade dos cristãos é ameaçada seja nos países islâmicos como nos mais secularizados, o Papa afirmou aos participantes da missa: “Não se pode falar de religião publicamente! Pode-se falar e fazer tantas coisas belas, mas não adorar Deus. É proibido adorar Deus”. 
Para o Pontífice, “este é o centro do fim”; e quando se alcança o máximo, o 'kairós' deste comportamento pagão, Ele chega: “E verão o Filho do homem descer vir sobre uma nuvem com grande glória e majestade”. “Os cristãos que sofrem tempos de perseguição, tempos de proibição de adoração, serão uma profecia do que acontecerá a todos”, advertiu. 
“Não tenhamos medo, somente Ele – explicou Francisco – nos pede fidelidade e paciência. Fidelidade como Daniel, que foi fiel ao seu Deus e O adorou até o fim”.
Terminando, o Papa sugeriu que “esta semana, seria bom pensarmos nesta apostasia geral que se chama proibição da adoração e nos questionarmos se realmente adoramos o Senhor, com confiança e fidelidade, até o fim”. (CM
                                                                                              Fonte: radiovaticana.va
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quarta-feira, 27 de novembro de 2013


Papa Francisco: 
"Quem pratica a misericórdia, não teme a morte"

Cidade do Vaticano (RV) – A baixa temperatura em Roma não impediu que milhares de fiéis lotassem a Praça S. Pedro esta quarta-feira, para a Audiência Geral.
A primeira parte deste encontro semanal do Papa Francisco é marcado pela saudação calorosa com os peregrinos, a bordo do seu jipe, quando o Pontífice tem a oportunidade de receber e retribuir o carinho da multidão. Em seguida, o Santo Padre se dirigiu para o palco montado no Adro da Basílica e definiu “corajosos” os fiéis por estarem na Praça com aquele frio. 
Francisco concluiu o ciclo de catequeses sobre o Credo, desenvolvidas durante o Ano da Fé encerrado no último domingo. A catequese de hoje e da próxima semana serão dedicadas ao tema da ressurreição da carne, como nos apresenta o Catecismo da Igreja Católica, ou seja, o nosso morrer e o nosso ressuscitar em Jesus Cristo. Hoje, o Papa analisou o primeiro aspecto, o “morrer em Cristo”.
Para Francisco, há um modo errado de olhar a morte. A morte diz respeito a todos nós, e nos interroga de maneira profunda, principalmente quando ocorre de modo escandaloso, como nos caso das crianças indefesas: 
Sempre me impressionou a pergunta: por que as crianças sofrem? Por que as crianças morrem? Quando consideramos a nossa vida entre dois polos, o nascimento e a morte, nos fechamos para o horizonte de Deus. Esta concepção é típica dos ateus, que interpretam a existência como um encontrar-se casualmente no mundo e um caminhar em direção ao vazio. Mas existe também um ateísmo prático, que é viver somente para os próprios interesses e as coisas terrenas. Se vivemos assim, não temos outra opção senão ocultar ou banalizar a morte, para que ela não nos aterrorize. 
Todavia, o coração do homem e o seu desejo de infinito se rebelam a esta solução. E quando perdemos uma pessoa amada, percebemos que, mesmo no drama da perda, sai do coração a convicção de que tudo não termina ali, de que o bem dado e recebido não foi inútil. Há um instinto poderoso dentro de nós que nos diz que a nossa vida não acaba com a morte.
Esta sede de vida encontrou a sua resposta real e confiável na ressurreição de Jesus Cristo – que não nos dá somente a certeza da vida além da morte, mas ilumina também o próprio mistério da morte de cada um de nós.
"Uma pessoa tende a morrer como viveu", explicou o Pontífice. Se a minha vida foi um caminho com o Senhor, de confiança na sua misericórdia, estarei pronto a aceitar o último momento da minha existência terrena.
Esta vida, acrescentou Francisco, nos é dada também para preparar a outra vida, com o Pai celeste. E devemos nos preparar estando perto de Jesus com a oração, nos Sacramentos e também na prática da caridade. 
O Papa nos lembra que Cristo está presente nos mais fracos e necessitados. Portanto, um caminho certo para nos preparar para a morte é recuperar o sentido da caridade cristã e da compartilha fraterna, cuidando das chagas corporais e espirituais do nosso próximo. 
A solidariedade em compadecer a dor e infundir a esperança é premissa e condição para receber em herança o Reino preparado para nós. Quem pratica misericórdia, não teme a morte, porque a olha de frente nas feridas dos irmãos e a supera com o amor de Jesus Cristo. Se abrirmos a porta da nossa vida e do nosso coração aos irmãos menores, então também a nossa morte se tornará uma porta que nos introduzirá ao Céu. (BF)
                                                                        Fonte: radiovaticana.va           news.va
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Intenções de Oração do Apostolado da Oração propostas pelo

 Santo Padre para dezembro

Foram publicadas segunda-feira, 25 as Intenções de Oração do Apostolado da Oração propostas pelo Papa para o mês de dezembro. 
Como intenção geral, Francisco sugere “Que as crianças abandonadas ou vítimas de qualquer forma de violência encontrem o amor e a proteção de que necessitam”.
Já a intenção missionária para o último mês do ano é “Que os cristãos, iluminados pelo Verbo Encarnado, preparem a humanidade para a chegada do Senhor”.
O Apostolado da Oração é uma rede mundial de oração e ação para responder aos desafios da humanidade dentro da missão da Igreja. Forma homens e mulheres unidos a Cristo, esclarecidos na própria fé e disponíveis para servir a Igreja em seu ambiente quotidiano. É uma obra confiada pela Santa Sé à Companhia de Jesus, e sua missão principal é a formação de cristãos atentos e comprometidos com as necessidades da Igreja e do Mundo. 
Atualmente, mais de 40 milhões de pessoas em todo o mundo unem-se para rezar pelas intenções que o Santo Padre pede à Igreja. 
                                                                                           Fonte: portalecclesia.com
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Novos padres para nossa Arquidiocese

Definidas as datas de ordenação

A Arquidiocese de Pouso Alegre terá a partir dos primeiros meses de 2014 mais quatro novos sacerdotes. Os quatro diáconos que receberam o primeiro grau do sacramento da Ordem no dia 19 de outubro na Catedral Metropolitana, serão ordenados presbíteros nas seguintes datas e paróquias:
Diáconos Édpo, Leandro, Lucas e Marcos
- Diác. Édpo Francisco Campos - 22 de fevereiro - Paróquia Santa Quitéria e São João Batista (Ipuiuna).
- Diác. Lucas Silva Crispim - 1º de março - Paróquia São Sebastião (Bom Repouso). 
- Diác. Leandro Luís Mota Ribeiro - 3 de maio - Paróquia Nossa Senhora da Consolação (Consolação).
- Diác. Marcos Eduardo Caliari - 24 de maio - Paróquia São Francisco de Paula (Poço Fundo).
A celebração das ordenações será realizada sempre no mesmo horário, às 10 horas, e deverá ser presidida pelo Arcebispo Metropolitano de Pouso Alegre Dom Ricardo Pedro Chaves Pinto Filho.

                                                                                         Fonte: arquidiocese-pa.org.br
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terça-feira, 26 de novembro de 2013



Estilo cordial e direto, 
para convidar os fiéis a uma nova etapa evangelizadora

Cidade do Vaticano (RV) – A Exortação Apostólica “Evangelii Gaudium”, do Papa Francisco, foi apresentada esta manhã na Sala de Imprensa da Santa Sé.
Participaram da coletiva de imprensa o Presidente do Pontifício Conselho para a Promoção da Nova Evangelização, Dom Rino Fisichella, o Secretário-Geral do Sínodo dos Bispos, Dom Lorenzo Baldisseri, e o Presidente do Pontifício Conselho das Comunicações Sociais, Dom Claudio Maria Celli.
Participantes da Coletiva de Imprensa
O documento do Pontífice nasce da XIII Assembleia Geral Ordinária do Sínodo dos Bispos sobre “A nova evangelização para a transmissão da fé cristã”, de 2012.
O Papa Francisco reelabora o que emergiu desse Sínodo de modo pessoal, escrevendo um documento programático e exortativo, utilizando a forma de “Exortação Apostólica”. Como tal, tem estilo e linguagem próprios: coloquial e direto, como manifestou Francisco em seus meses de pontificado.
A missionariedade é o coração do texto, em que o Papa convida todos os fiéis cristãos a uma nova etapa evangelizadora, caracterizada pela alegria.
Trata-se de cinco capítulos: “A transformação missionária da Igreja”, “Na crise do compromisso comunitário”, “O anúncio do Evangelho”, “A dimensão social da evangelização” e “Evangelizadores com espírito”.
“O que mantém unido todas essas temáticas é o amor misericordioso de Deus, que vai ao encontro de cada pessoa”, afirmou Dom Rino Fisichella.
Para ele, o que o Papa nos indica, no fundo, “é a Igreja que se faz companheira de percurso dos nossos contemporâneos na busca de Deus e no desejo de vê-lo”.
Por sua vez, Dom Baldisseri destacou o caráter universal do documento, elaborado a partir dos estímulos pastorais provenientes de várias Igrejas locais. “A esta experiência, deve-se o amplo espaço dedicado à religiosidade popular na América Latina – uma verdadeira espiritualidade encarnada na cultura dos mais simples”, acrescentou o Arcebispo.
Dom Claudio Maria Celli analisou a maneira de como a mensagem do Evangelho é anunciada, ressaltando que hoje Francisco nos pede “coragem” para encontrar novos sinais, novos símbolos, uma nova carne para a transmissão da Palavra.
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Leia AQUI a Síntese e a Integra 
da Exortação Apostólica de Francisco preparada pela Rádio Vaticana

Papa Francisco na missa desta terça-feira:


O momento é do homem, o tempo é de Deus


Cidade do Vaticano (RV) - O homem pode acreditar ser soberano do momento, mas somente Cristo é o senhor do tempo. Foi o que disse o Papa Francisco na homilia da Santa Missa na manhã desta terça-feira, celebrada na Casa Santa Marta. O Papa indicou na oração a virtude para discernir cada momento da vida, e na esperança em Jesus, aquela para olhar para o fim dos tempos.
Profunda sabedoria: como viver o momento e o tempo
Dois conselhos para compreender o passar do presente e se preparar para o fim dos tempos: a oração e a esperança. A oração, junto com o discernimento, ajuda a decifrar os momentos individuais da vida e guiá-los para Deus. A esperança é o farol de longo alcance, que ilumina o último pouso, aquele de uma vida e junto - no sentido escatológico - o da final dos tempos. O Papa Francisco reflete sobre o Evangelho do dia, no qual Jesus explica aos fiéis no Templo o que vai acontecer antes do fim da humanidade, assegurando que nem mesmo a pior das tragédias deverá lançar no desespero quem crê em Deus. O Papa observa: “nesta estrada em direção do fim do nosso caminho, cada um de nós, e também de toda a humanidade, o Senhor nos aconselha duas coisas, duas coisas que são diferentes, são diversas de acordo com a forma como vivemos, porque é diferente viver no momento e diferente é viver no tempo”:
“E o cristão é um homem ou uma mulher que sabe como viver no momento e que sabe viver no tempo. O momento é o que temos em mãos agora: mas este não é o tempo, esse passa! Talvez possamos nos sentir senhores domomento, mas o engano é acreditar ser senhores do tempo: o tempo não é nosso, o tempo é de Deus! O momento está nas nossas mãos e também na nossa liberdade de como vivê-lo. E mais ainda: podemos nos tornar os soberanos do momento, mas do tempo há um só soberano, um só Senhor, Jesus Cristo”.
Portanto, adverte o Papa Francisco citando as palavras de Jesus, não devemos deixar-se “enganar no momento”, porque haverá aqueles que vão se aproveitar da confusão para se apresentarem como Cristo. “O cristão, que é um homem ou uma mulher do momento, deve ter - afirma - essas duas virtudes, esses dois comportamentos para viver o momento: Oração e discernimento”: e acresenta:
“E para conhecer os verdadeiros sinais, para conhecer o caminho que devo tomar neste momento é necessário o dom do discernimento e a oração para fazê-lo bem. Ao invés, para olhar o tempo, do qual só o Senhor Jesus Cristo é o mestre, nós não podemos ter qualquer virtude humana. A virtude para olhar o tempo deve ser dada, doada pelo Senhor: é a esperança! Oração e discernimento para o momento; esperança para o tempo”.
“E assim - conclui o Papa Francisco – o cristão se move nesta estrada, momento após momento, com a oração e o discernimento, mas deixa o tempo à esperança”:
“O cristão sabe esperar o Senhor em cada momento, mas espera no Senhor no fim dos tempos. Homem e mulher de momento e de tempo: de oração e discernimento, e de esperança. O Senhor nos dê a graça para caminhar comsabedoria, que também é um dom d'Ele: a sabedoria que no momento nos leva a rezar e discernir. E no tempo, que é o mensageiro de Deus, nos faça viver com esperança”. (SP)
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segunda-feira, 25 de novembro de 2013

Papa na Missa desta manhã:

             "Os cristãos devem fazer escolhas definitivas"

Cidade do Vaticano (RV) – Entregar-se ao Senhor, inclusive na situações mais difíceis: esta é a exortação do Papa Francisco, na Missa desta manhã na Casa Santa Marta. O Papa afirmou que os cristãos são chamados a escolhas definitivas, como nos ensinam os mártires de todos os tempos. Também hoje, observou ele, existem irmãos perseguidos que são exemplos para nós e nos encorajam a nos entregar totalmente ao Senhor.
Escolher Jesus, entregar-se totalmente ao Senhor
O Papa Francisco desenvolveu sua homilia a partir das figuras que nos apresentam a Primeira Leitura, extraída do Livro de Daniel, e o Evangelho: os jovens hebreus escravos na corte de Nabucodonosor e a viúva que vai ao Templo para adorar o Senhor. Em ambos os casos, afirmou o Pontífice, estão no limite: a viúva em condição de miséria; os jovens, de escravidão. A viúva entrega tudo o que tem ao tesouro do Templo, os jovens permanecem fiéis ao Senhor arriscando a vida:
Os dois – a viúva e os jovens – arriscaram. Em seu risco, escolherem o Senhor, com um coração grande, sem interesse pessoal, sem mesquinhez. Não tinham uma atitude mesquinha. O Senhor é tudo. O Senhor é Deus e se entregaram ao Senhor. E isso não o fizeram por uma força – permito-me a palavra – fanática, não: 'Devemos fazer isso Senhor’, não! Há outra coisa: se entregaram porque sabiam que o Senhor é fiel. Entregaram-se a esta fidelidade que existe sempre, porque o Senhor não pode se transformar: é fiel sempre, não pode não ser fiel, não pode renegar a si mesmo. 
Esta confiança no Senhor, acrescentou o Santo Padre, os levou “a fazer esta escolha por Ele”. Uma escolha que vale seja nas pequenas coisas, seja nas grandes e difíceis escolhas: 
Também na Igreja, na história da Igreja se encontram homens, mulheres, idosos, que fazem esta escolha. Quando nós ouvimos a vida dos mártires, quando nós lemos nos jornais as perseguições contra os cristãos, hoje, pensamos nesses irmãos e irmãs em situações-limite, que fazem esta escolha. Eles vivem neste tempo. São um exemplo para nós e nos encorajam a entregar ao tesouro da Igreja tudo o que temos para viver. 
O Senhor, afirmou ainda o Papa, ajuda os jovens hebreus escravos a saírem das dificuldades e também a viúva: 
Nos fará bem pensar nesses irmãos e irmãs que, em toda a nossa história, também hoje fazem escolhas definitivas. Mas pensemos também em tantas mães, tantos pais de família que todos os dias fazem escolhas definitivas para levar avante sua família, seus filhos. E isso é um tesouro na Igreja. Eles nos oferecem um testemunho. Peçamos ao Senhor a graça da coragem, da coragem de prosseguir na nossa vida cristã, nas situações habituais, comuns, de todos os dias, mas também nas situações-limite. (BF)
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Francisco logo após a Missa:
"Fé e caridade em primeiro lugar no caminho do cristão"

Cidade do Vaticano (RV) – Francisco recebeu na manhã de segunda-feira, 25, um grupo de voluntários que trabalharam nos eventos do Ano da Fé. 
“A fé, ao lado da caridade, ocupa o primeiro lugar no caminho cristão”, começou o Pontífice. “Eixo da experiência cristã, a fé motiva escolhas e gestos de nosso dia a dia na família, no trabalho, na paróquia, com os amigos e em vários ambientes sociais”, continuou.
Fé e caridade: caminho do cristão
Aos voluntários reunidos na Sala Clementina, o Papa lembrou que “é justamente nos momentos de maior dificuldade e provação que os cristãos se deixam conduzir por Deus, confiam Nele com amor. Nestas situações, quando nos abandonamos a Deus com humildade, damos um bom testemunho”. 
“Em seu precioso serviço de voluntariado, vocês puderam sentir ainda mais o entusiasmo das pessoas envolvidas. Testemunhamos que a fé é capaz de aquecer os corações e ser a força motriz da nova evangelização; pode tornar missionárias as nossas comunidades”, prosseguiu Francisco.
Agradecendo e encorajando os voluntários, o Papa fez votos de que a experiência no Ano da Fé os ajude a abrir-se a si mesmos e suas comunidades ao encontro com os outros, principalmente os mais pobres de fé e de esperança.
“Muitas pessoas precisam de um gesto humano, de um sorriso, de uma palavra verdadeira, de um testemunho através do qual sentir a proximidade de Jesus. Que não falte a ninguém o sinal de amor e de ternura que nasce da fé”, concluiu o Papa Francisco. (CM)
                                                                                               Fonte: radiovaticana.va
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Cristo Rei é o Cristo Servidor que dá a vida pela humanidade

Missa das 9 horas na Matriz de São José - Paraisópolis (MG)

A Solenidade de Cristo Rei do Universo, a última do Ano Litúrgico, é celebrada no domingo que precede o Tempo do Advento.
Jesus Cristo: rei obediente até a morte e morte de cruz
Em todas as missas desse domingo, 24 de novembro, fomos convidados a refletir sobre o verdadeiro significado do Reinado de Jesus, que, mesmo sendo o Filho de Deus, humilhou-se e se fez próximo de nós. Mais ainda, tornou-se um de nós; sendo perfeito assumiu nossas imperfeições e deu a vida para nos salvar.
Na missa das 9 horas, presidida pelo pároco, Padre Vanir Ramos Barbosa, um grupo de crianças fez uma bela encenação para ilustrar o sentido do Reinado de Jesus. O celebrante abordou em sua homilia a verdadeira dimensão da Festa de Cristo Rei. Lembrando que Jesus veio para amar e servir, convidou a todos para vivenciar a caridade, no serviço aos irmãos na comunidade.
No final da celebração, o casal Maria Stela e Luiz Rosa, representando os fiéis participantes da Eucaristia, coroou a imagem do Sagrado Coração de Jesus.
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Momentos da Celebração






















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domingo, 24 de novembro de 2013

Importantes celebrações na Festa de Cristo Rei






Papa encerra o Ano da Fé:

"Cristo: centro da criação, do povo e da história"

Cidade do Vaticano (RV) – O Ano da Fé, convocado por Bento XVI e aberto em 11 de outubro de 2012, cinquenta anos após o Concílio Vaticano II e vinte após o Catecismo da Igreja Católica, chegou ao fim neste domingo, 24, com a missa de encerramento celebrada às 10h30 (locais) por Papa Francisco, na Praça São Pedro.
Os fiéis presentes foram premiados com uma manhã sem chuvas, apesar de fria. A cidade de Roma e todo o centro da Itália têm sido atingidos por mau-tempo há vários dias. Além das dezenas de milhares de fiéis, 1.200 patriarcas e arcebispos das Igrejas católicas de rito e tradição oriental, além de cardeais, bispos e sacerdotes participaram da cerimônia, que teve caráter solene.
Papa Francisco começou sua homilia justamente recordando que neste domingo, em que a Igreja também celebra a solenidade de Cristo Rei do universo, um pensamento cheio de carinho e gratidão deve ser dirigido ao Papa emérito: “Com a iniciativa do Ano da Fé, Bento XVI nos ofereceu a oportunidade de redescobrirmos a beleza do caminho de fé que teve início no dia do nosso Batismo e nos tornou filhos de Deus e irmãos na Igreja”. 
Aos representantes das Igrejas Orientais Católicas, Francisco manifestou reconhecimento por confessarem o nome de Cristo com tanta fidelidade, “paga muitas vezes por caro preço”, e idealmente, quis “alcançar todos os cristãos que vivem na Terra Santa, na Síria e em todo o Oriente, a fim de obter para todos o dom da paz e da concórdia”.
“Jesus é o centro da criação”, disse o Papa comentando a segunda leitura. “Assim sendo, a atitude que se requer do crente – se o quer ser de verdade - é reconhecer e aceitar na vida esta centralidade de Jesus Cristo, nos pensamentos, nas palavras e nas obras. Quando se perde este centro, substituindo-o por outra coisa qualquer, disso só derivam danos para o meio ambiente que nos rodeia e para o próprio homem”. 
A primeira Leitura, por sua vez, mostrou que além de ser centro da criação, Cristo é centro do povo de Deus. Descendente do rei David, é o «irmão» ao redor do qual se constitui o povo, que cuida do seu povo, de todos nós, a preço da sua vida. “Nele, nós somos um só; unidos a Ele, partilhamos um só caminho, um único destino”, lembrou o Bispo de Roma.
Por fim, Cristo é o centro da história da humanidade e de cada homem: “A Ele podemos referir as alegrias e as esperanças, as tristezas e as angústias de que está tecida a nossa vida. Quando Jesus está no centro, até os momentos mais sombrios da nossa existência se iluminam: Ele dá-nos esperança, como fez com o bom ladrão no Evangelho deste domingo”. 
Lucas narra que enquanto todos os outros menosprezavam Jesus, um homem que errou na vida, mas que estava arrependido, se agarrou a Jesus e lhe suplicou que se lembrasse dele. Jesus pronuncia apenas a palavra do perdão, não a da condenação; e quando o homem encontrou a coragem de pedir o perdão, o Senhor não deixou sem resposta seu pedido.
“A promessa de Jesus ao bom ladrão nos dá uma grande esperança”, garantiu Francisco: “Ela diz que a graça de Deus é sempre mais abundante de quanto pedira a oração. Peçamos ao Senhor que Se lembre de nós, certos de que, pela sua misericórdia, poderemos partilhar a sua glória no Paraíso”, concluiu o Papa.
Por decisão do Papa, antes do início da missa conclusiva do Ano da Fé, foi efetuada na Praça São Pedro uma coleta a ser destinada à população das Filipinas, recentemente atingida por uma grave calamidade natural. (CM)
                                                                            Fonte: radiovaticana.va       news.va
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