sexta-feira, 31 de agosto de 2012

Leituras do Domingo

2 de setembro - 22º Domingo do Tempo Comum

Mês da Bíblia


1ª Leitura: Dt 4,1-2.6-8       Salmo: 14,2-3ab.3cd-4ab.5 (R. 1a)     2ª LeituraTg 1,17-18.21b-22.27

Evangelho: Mc 7,1-8.14-15.21-23

Alguns fariseus e alguns mestres da Lei que tinham vindo de Jerusalém reuniram-se em volta de Jesus. Eles viram que alguns dos discípulos dele estavam comendo com mãos impuras, quer dizer, não tinham lavado as mãos como os fariseus mandavam o povo fazer. (Os judeus, e especialmente os fariseus, seguem os ensinamentos que receberam dos antigos: eles só comem depois de lavar as mãos com bastante cuidado. E, antes de comer, lavam tudo o que vem do mercado. Seguem ainda muitos outros costumes, como a maneira certa de lavar copos, jarros, vasilhas de metal e camas.) Os fariseus e os mestres da Lei perguntaram a Jesus: - Por que é que os seus discípulos não obedecem aos ensinamentos dos antigos e comem sem lavar as mãos? Jesus respondeu: - Hipócritas! Como Isaías estava certo quando falou a respeito de vocês! Ele escreveu assim: "Deus disse: Este povo com a sua boca diz que me respeita, mas na verdade o seu coração está longe de mim. A adoração deste povo é inútil, pois eles ensinam leis humanas como se fossem mandamentos de Deus." E continuou: - Vocês abandonam o mandamento de Deus e obedecem a ensinamentos humanos. Jesus chamou outra vez a multidão e disse: - Escutem todos o que eu vou dizer e entendam! Tudo o que vem de fora e entra numa pessoa não faz com que ela fique impura, mas o que sai de dentro, isto é, do coração da pessoa, é que faz com que ela fique impura. Porque é de dentro, do coração, que vêm os maus pensamentos, a imoralidade sexual, os roubos, os crimes de morte, os adultérios, a avareza, as maldades, as mentiras, as imoralidades, a inveja, a calúnia, o orgulho e o falar e agir sem pensar nas conseqüências. Tudo isso vem de dentro e faz com que as pessoas fiquem impuras. 

Comentário

O evangelho de hoje começa com uma provocação. Os fariseus e os escribas querem saber de Jesus por que os seus discípulos não observam as prescrições da lei. Jesus sabe muito bem que os fariseus e os escribas praticam a lei "tintim por tintim", e, no entanto, não estão no caminho de Deus. Por isso, ele os repreende, porque se acham salvos por Deus em virtude de certas práticas às quais ele chama de "mandamentos humanos".

Jesus chama a atenção, também, para a incompreensão dos discípulos (v. 18). De fato, eles começaram a se libertar desses preceitos religiosos dos fariseus, mas ainda têm dificuldade de entender a novidade de Jesus. Os discípulos não tinham a malícia dos adversários, eles eram sinceros em sua busca, mas o seu problema é que tinham uma mentalidade errada a respeito de Jesus.

O farisaísmo é um risco de todo crente. Por isso, o ensinamento de Jesus se dirige aos fariseus, à multidão, aos discípulos e a todos nós que estamos no seu caminho. Todos temos que nos converter de uma atitude formalista para a religião do coração como Jesus praticou e ensinou. A celebração, pelo ato penitencial, mas sobretudo pela escuta da palavra, é momento de avaliar a nossa fé, de perguntar sobre o sentido das nossas crenças e das nossas práticas religiosas. A própria liturgia pode cair no formalismo e na mediocridade, quando na verdade a sua função é ser expressão comunitária da aliança de Deus e da fiel acolhida à sua Palavra.
                                                                                     Fonte do Comentário: Site da Revista de Liturgia

Horário de Missas e outros eventos


2 A 8 DE SETEMBRO

Dia 2 - Domingo

7h - Matriz - Pe. Vanir
9h - Matriz - Pe. João Batista
15h - Matriz - Pe. Vanir
16h - Consolação - Pe. João Batista
19h - Matriz - Pe. Túlio
19h - Santo Antônio - Côn. Braz

Dia 3 - Segunda - 19h - Consolação - Padres do
                                                            Setor

De  3 a 7  de setembro -  O  Padre Vanir estará
participando de  Retiro Espiritual  em  Atibaia - SP.
Na semana anterior o Padre João Batista fez o seu Retiro.

Dia 4 - Terça - 15h - Matriz - Pe. João Batista      
Dia 5 - Quarta - 19h - Inácios - Pe. João Batista

Dia 6 - Quinta - 15h Matriz - Pe. João Batista

Dia 7 - 1ª Sexta - 15h - Matriz - Pe. João Batista
                     19h - Capela do Asilo - Côn. Braz

Dia 8 - Sábado - 19h - Matriz - Pe. Túlio                         19h - Bela Vista - Côn. Braz  
                           19h - Consolação - Pe. João Batista      19h - Vargem do Paiol - Pe. Vanir

Na véspera do início do Mês da Bíblia, confira esta bela reflexão sobre a Palavra de Deus:


Ouvintes e Servidores da Palavra


Ao longo do mês da Bíblia somos convidados a uma leitura mais assídua da Palavra de Deus. São Tiago recomenda receber com humildade a Palavra que em nós foi implantada e que é capaz de salvar as nossas almas. Não basta, porém, sermos meros ouvintes da Palavra, enganando-nos a nós mesmos, mas praticantes da Palavra (cf. Tg 1, 21-22). É a Palavra que nos salva. Mas para isso é necessário pô-la em prática como expressão de vida no amor. Não basta conhecer e saber o Evangelho; é preciso convertê-lo e transformá-lo em vida. Temos de ser terra boa, bem preparada, adubada, onde a Palavra do Senhor enraíza e cresce.

A Palavra de Deus é amor. Quem ama, cumpre e vive a Palavra. Quem se aproxima dos pobres e dos mais necessitados e se compadece dos aflitos e sofredores, é praticante da Palavra, agrada aos olhos e ao coração de Deus.

A Palavra de Deus é vida e ação. Quando a Palavra de Deus tiver produzido o seu fruto, voltará à nascente, cumprida a missão. Só será plenitude e perfeita compreensão, quando se tiver cumprido em nós (cf. Is 55, 10-11).

Deus quer a salvação de todo ser humano, e o mundo inteiro é terra boa dos seus cuidados. Por isso, mandou profetas a preparar caminhos e, chegada a plenitude dos tempos, enviou o seu próprio Filho (Gl 4, 4), divina semente, Palavra de vida eterna. Não há terreno duro onde o Senhor não lance a semente. Preocupações, riquezas e cuidados podem sufocar a Palavra, mas o amor misericordioso do Pai não rejeita nenhum de seus filhos e filhas. A nossa mediocridade e lentidão de inteligência (cf. Lc 24, 25) não impedem a mão de Deus.

A alma que lesse a Palavra sem a preocupação de vivê-la e pôr em prática sua mensagem, morreria de sede à beira da fonte de água viva. Portanto, redescubramos a maravilha da Palavra de Deus, que é “viva, eficaz e mais penetrante que qualquer espada de dois gumes” (Hb 4, 12). Redescubramos sua eficácia no próprio coração da Igreja, na sua liturgia e na oração, na evangelização, na vida pessoal e comunitária...

Feitos discípulos(as) missionários(as) de Cristo, poderemos experimentar o sabor da Palavra de Deus (cf. Hb 6, 5), vivendo-a na comunidade eclesial e anunciando-a aos corações acolhedores. A Palavra do Senhor seja nossa alegria diária. Recomenda-se aos “servos da Palavra” no trabalho da evangelização a leitura orante da Palavra de Deus, caminho seguro para um salto de qualidade na vivência da fé e do amor.
A leitura meditada e rezada da Palavra leva a um encontro vital e transformador com Cristo, tornando-nos discípulos(as) e servidores(as) da Palavra de Deus na missão da Igreja. Aliás, a “Igreja funda-se sobre a Palavra de Deus, nasce e vive dela” (VD, 3). Quais filhos e filhas desta Igreja, somos enviados para anunciar a todos a Palavra que é Cristo. Tendo-a escutado, respondamos “com a obediência da fé” (cf. Rm 1, 5; 16, 26) e “o ouvido do coração”, a fim de que as nossas palavras, opções e atitudes “sejam cada vez mais uma transparência, um anúncio e um testemunho do Evangelho”, e vivamos por Ele (cf. 1 Jo 4, 9)” (CNBB, Doc 97, n. 92).

A exemplo de Maria Santíssima, vivamos a plena obediência da fé em sintonia com a Palavra de Deus. Escutando a Palavra com o ouvido do coração, cresceremos na fé, na esperança e no amor.
                                                                                                                        
                                                                                                                         Dom Nelson Westrupp
                                                                                                                           Bispo de Santo André
                                                                                                                            Fonte: Site da CNBB
                                                                                                              Ilustração: Blog Canção Nova

quinta-feira, 30 de agosto de 2012

Conheça grandes pastores da nossa Igreja

O programa Bem Vindo Romeiro da TV Aparecida, apresentado pelo missionário redentorista Padre Evaldo de Sousa, durante este mês vocacional homenageou alguns bispos do episcopado brasileiro, Dom Hélder Câmara, no dia 1º de agosto, Dom Raymundo Damasceno Assis, Arcebispo de Aparecida, dia 7, Dom Luciano Mendes de Almeida, dia 15, Dom Aloísio Lorscheider, dia 21, e Dom Paulo Evaristo Arns, arcebispo emérito de São Paulo, dia 29. 

Pela beleza da vida desses grandes pastores da nossa Igreja e pelos interessantes depoimentos dados, vale a pena assistir a estes vídeos.





                                                                                                              tvaparecida / www.youtube.com

Jornada Mundial da Juventude tem 4 mil inscritos em um dia

Em um dia de inscrições, a Jornada Mundial da Juventude (JMJ) recebeu cerca de 4.400 interessados em participar do evento que acontece em julho de 2013 no Rio de Janeiro e terá a presença do papa Bento XVI. As reservas já podem ser efetuadas desde terça-feira, 28 de agosto, mas o anúncio do arcebispo do Rio de Janeiro, dom Orani João Tempesta, foi feito nesta quarta-feira, o que aumentou o ritmo das inscrições. Os primeiros participantes são jovens de 28 países, divididos em 220 grupos, dos quais 112 são brasileiros. A Igreja espera atrair para o Brasil um total de 2 a 4 milhões de jovens do mundo todo.

Entre os estrangeiros, chineses e árabes já fazem parte da lista, que deve ser composta principalmente por latino-americanos. No primeiro dia, inscreveram-se grupos da Argentina, Equador, Colômbia, Chile, Venezuela, Paraguai e Uruguai. No Continente, somente os argentinos sediaram o encontro, há 25 anos. A JMJ espera receber em seu site a inscrição de 1 milhão de pessoas - e avisa só se responsabilizar pelos grupos que comprarem os pacotes de estadia por meio deste canal oficial. Há 21 modalidades disponíveis, com preços que variam de 106 a 608 reais. Países pobres, principalmente os da África, terão descontos.

Para não concentrar todos os católicos em um só espaço, os jovens serão divididos por idiomas e distribuídos pela cidade durante a semana da JMJ. Haverá 27 palcos para manifestações culturais perto de cada região que abrigará os peregrinos. Até outros municípios, como Duque de Caxias, Nova Iguaçu e Niterói ajudarão nas acomodações. Integrantes da Igreja fazem vistorias em todas as escolas municipais, estaduais e federais da cidade para verificar a capacidade de alojamento. Outras alternativas de estadia serão casas de famílias, ginásios e igrejas.

O primeiro a se inscrever foi o Papa Bento XVI

O arcebispo do Rio, Dom Orani João Tempesta, garantiu: "Já vivemos o clima da JMJ". Para ele, a abertura das inscrições de peregrinos representa um "passo importante" para a realização do evento. "A Jornada é um investimento na juventude, construindo valores mais humanos e solidários para fazer a diferença na sociedade", afirmou. "E a Igreja é chamada a estar junto nesta construção".

O coordenador-geral da JMJ Rio2013, monsenhor Joel Amado, classificou a Jornada como um "evento maior do que se pode perceber". Ele explicou: "Há um grau de concentração de pessoas muito grande e vai deixar um conjunto de legados". Estes são, enumerou ele, humano, social e econômico. "O convívio cultural e inter-religioso, a união entre os voluntários são exemplos do legado humano", disse. "O social é um projeto de prevenção e recuperação de dependentes químicos. Economicamente, teremos geração de emprego, aumento na demanda do comércio e serviços da cidade", afirmou.
                                                                                                                                Fonte: Site da CNBB

quarta-feira, 29 de agosto de 2012

Uma linda música do Padre Zezinho para sua reflexão

                                                                                                                                www.youtube.com
                                                                                        Enviado por bobcabralzulliani em 14/01/2011

Dois santos admiráveis celebramos nessa semana: Santa Mônica e Santo Agostinho!


Agostinho nasceu em Tagaste, na Região de Cartago, na África, filho de Patrício, pagão, e Mônica, cristã fervorosa. Segundo narração dele próprio, Agostinho bebeu o amor de Jesus com o leite de sua mãe. Infelizmente, porém, como acontece muitas vezes, a influência do pai fez com que se retardasse o seu batismo, que ele acabou não recebendo na infância nem na juventude. Afastou-se dos ensinamentos da mãe e, por causa de más companhias, entregou-se aos vícios. Cometeu maldades, viveu no pecado durante toda a juventude, teve uma amante e um filho, e, pior, caiu na heresia gnóstica dos maniqueus, para os quais trabalhou na tradução de livros. Mas se o pecado destrói, Deus constrói: Ele pode muito mais. Não devemos desesperar da salvação de ninguém.

Sua mãe, Santa Mônica, rezava e chorava por ele todos os dias. “Fica tranquila”, disse-lhe certa vez um bispo, “é impossível que pereça um filho de tantas lágrimas!” E foi sua oração e suas lágrimas que conseguiram a volta para Deus desse filho querido transviado. Eis o que pode a oração de uma mãe! Vê-se também como vale a primeira educação. Quem aprendeu na infância o caminho correto, a vida cristã, as virtudes primárias, se depois se embrenhar no vício, será muito mais fácil se converter do que aquele que não recebeu cedo os ensinamentos cristãos.

Dotado de inteligência admirável, professor de retórica, Agostinho dizia-se um apaixonado pela verdade, que, de tanto buscar, pela sua sincera retidão, acabou reencontrando na Igreja Católica: “ó beleza, sempre antiga e sempre nova, quão tarde eu te amei!”; “fizestes-nos para Vós, Senhor, e o nosso coração está inquieto, enquanto não descansa em Vós!”: são frases comoventes escritas por ele nas suas célebres “Confissões”, onde relata a sua vida de pecador arrependido. Se você ainda não leu esse livro, eu o recomendo vivamente.

Levado pela mãe a ouvir os célebres sermões de Santo Ambrósio, bispo de Milão, e nutrido com a leitura da Sagrada Escritura e da vida dos santos, Agostinho converteu-se realmente, recebeu o Batismo aos 33 anos e dedicou-se a uma vida de estudos e oração. Ao ler a vida dos santos, exclamava: “O que estes e estas fizeram, por que não poderei eu fazer?!” Ordenado sacerdote e bispo, além de pastor dedicado e zeloso, foi intelectual brilhantíssimo, dos maiores gênios já produzidos em dois mil anos de história da Igreja. Escreveu numerosas obras de filosofia, teologia e espiritualidade, que ainda exercem enorme influência. Foi, por isso, proclamado Doutor da Igreja. De Santo Agostinho, disse o Papa Leão XIII: "É um gênio vigoroso que, dominando todas as ciências humanas e divinas, combateu todos os erros de seu tempo". Sua vida demonstra o poder da graça de Deus, o valor da oração das mães e a esperança que devemos ter na conversão de quem quer que seja.

Cito uma frase sua, para nossa reflexão: “Se você acredita no que lhe agrada nos Evangelhos e rejeita o que não gosta, não é nos Evangelhos que você crê, mas em você mesmo”.
                                                                                                                   Dom Fernando Arêas Rifan
                                                                     Administrador Apostólico Pessoal São João Maria Vianney
                                                                                                                              Fonte: Site da CNBB
                                                                                               Ilustração: http://www.radiocatedral.com.br

terça-feira, 28 de agosto de 2012

Palavra de quem conhece

As duas regras de fé

Antes de qualquer consideração, quero lembrar que a fé católica é uma religião revelada. A primeira atitude, portanto, é tomar consciência de que Deus tomou a iniciativa ao nos revelar quem Ele é. Nós mostramos sensatez acreditando na mensagem dessa manifestação divina. E ainda mais. A nossa resposta acontece, não acreditando em coisas (Eucaristia, Paraíso, Vida Eterna...), mas crendo com confiança total numa pessoa. Essa pessoa é fidedigna, e por isso prazerosamente aceitamos tudo o que ela ensina e  pede para ser feito. Essa pessoa é Jesus Cristo, objeto de uma confiança acima de qualquer comparação. Mesmo que digamos que o Ser Divino se revela na criação, na história da salvação, nos milagres, sempre quem é o ator do ensinamento é a pessoa do Salvador. A fé não nasce primordialmente de raciocínio bem feito, de aprofundamento nas considerações  intelectuais. Isso é o momento segundo. Porque antes disso vem o desejo do Pai amoroso em nos fazer entender a sua natureza e estabelecer relações amistosas conosco.

Alguém pode fazer a pergunta: em que um seguidor de Cristo pode se basear para crer? Qual é o critério sobre o qual construímos o edifício da fé?  A primeira resposta é a Sagrada Escritura, com seus 73 livros. Bento XVI a chama de “alma de toda a teologia”. Sabemos que os seus escritos são uma revelação divina, por ter o sinete do Espírito Santo (que age também quando a Palavra é lida). Mas nem tudo o que Jesus ensinou está na Bíblia. Por isso o cristão precisa de uma segunda regra de fé, que é a santa Tradição. Esta se resume nos ensinamentos não escritos na Sagrada Escritura. Por exemplo, quais são os livros inspirados da Bíblia; quantos sacramentos Jesus nos deixou; qual o nosso comportamento diante do aborto... Tais ensinamentos nos vieram pela Tradição viva. Esse sadio depósito da fé é guardado no seio do povo de Deus. Portanto, não só a Bíblia nos conduz “à obediência da fé”  (Rom 1, 5) mas também a grande Tradição da Igreja. Um exemplo da força dessa Tradição é o dogma da ascensão de Maria ao céu, de corpo e alma. Embora isso não esteja nas Escrituras, veio até nós como ensinamento vivo do povo de Deus.
                                                                                                         Dom Aloísio Roque Oppermann
                                                                                                            Arcebispo Emérito de Uberaba
                                                                                                                           Fonte: Site da CNBB

segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Dois santos bispos de nossa Igreja são lembrados hoje


Nesta segunda-feira, 27 de agosto, recordamos com grande saudade de dois pastores que marcaram profundamente a história da Igreja no Brasil, com repercussão internacional, dom Helder Câmara, falecido há treze anos, e dom Luciano Mendes de Almeida, há seis anos.

O arcebispo emérito de Olinda e Recife - PE - dom Helder Câmara, mais que uma liderança religiosa, era referência na luta pela paz e pela justiça social; seus exemplos e palavras foram perpetuados até hoje. Foi um dos fundadores da CNBB e teve atuação marcante durante a realização do Concílio Vaticano II.
O trabalho de dom Hélder é conhecido em todo o mundo, tendo desempenhado funções em organizações não-governamentais, movimentos estudantis e operários, ligas comunitárias contra a fome e a miséria. Sofreu retaliações e perseguições por parte das autoridades durante o regime militar brasileiro.

Dom Luciano foi arcebispo de Mariana - MG -durante 18 anos (1988 a 2006), faleceu no dia 27 de agosto de 2006. Atuou como Secretário e Presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) por dois mandatos consecutivos em cada uma das funções. Estimado por todo o episcopado brasileiro, por sacerdotes, religiosos e por todos que com ele conviveram ou acompanharam seu ministério pelos meios de comunicação, Dom Luciano ficou conhecido especialmente pela santidade de sua vida, pelo seu amor aos pobres e excluídos e pela defesa dos direitos humanos.

Há diversas obras escritas e ricas matérias em páginas da internet a respeito da vida e da ação pastoral desses dois grandes vultos da Igreja, que merecem ser lidas, refletidas e divulgadas, pois esses queridos bispos constituem-se em referência permanente do ideal cristão.

Acesse o site www.cnbb.org.br, fonte dessas informações e fotos e leia mais a respeito desses dois grandes bispos católicos.

No próximo domingo: Assembleia Paroquial sobre as famílias


No próximo domingo, dia 2 de setembro, a partir das 13 horas e 30 minutos, será realizada no Centro Pastoral São José uma Assembleia Paroquial sobre as famílias.
Devem participar desse importante evento representantes de todas as comunidades rurais e urbanas, coordenadores das pastorais, associações e dos movimentos de nossa paróquia, além de pessoas que trabalham com as famílias.
Será muito importante a presença de todos para que a ação pastoral da Igreja junto às famílias seja dinamizada para o bem de todos.
                           Investir na família é missão de todos os seguidores de Jesus Cristo!

Ainda a propósito da missão dos cristãos...

Sacerdote, Profeta e Pastor

Todos os católicos formam a família de Deus, a Igreja. E a porta de entrada do cristão na Igreja é o batismo. Por meio desse sacramento, os cristãos são incorporados à grande família de Deus e vocacionados à santidade. De fato, todos nós somos chamados a ser santos, a viver as bem-aventuranças (cf. Mt 5, 1-12). Já afirmava o papa João Paulo II: "A dignidade do fiel leigo revela-se em plenitude quando se considera a primeira e fundamental vocação que o Pai, em Jesus Cristo, por meio do Espírito Santo, dirige a cada um deles: a vocação à santidade, isto é, à perfeição da caridade. O santo é o testemunho mais esplêndido da dignidade conferida ao discípulo de Cristo". E nós nos tornamos santos por meio daquilo que realizamos no dia a dia.
Como membro do Povo de Deus, o cristão se torna responsável pela missão primeira da Igreja: anunciar e testemunhar Jesus Cristo à humanidade toda. "Essa evangelização é tarefa de todos os fiéis, chamados em virtude de seu batismo a serem discípulos missionários de Jesus Cristo. De modo especial, o laicato, devidamente formado, deve atuar como verdadeiro sujeito eclesial
Todo cristão só faz jus a esse nome enquanto acolhe a pessoa de Jesus Cristo e assume sua missão pelo Reino. Só assim ele transforma sua vida, orientando-a pelo estilo de vida do próprio Jesus. A missão não é tarefa opcional, mas parte integrante da identidade cristã. Ela não se limita a um programa ou projeto, mas é compartilhar a experiência do acontecimento do encontro com Cristo, testemunhá-lo e anunciá-lo de pessoa a pessoa, tornando visível o amor misericordioso do Pai, especialmente para com os pobres e pecadores.
Essa missão, portanto, diz respeito a todos os batizados: ao papa, bispos, sacerdotes, religiosos e cristãos leigos. Pelo batismo, os cristãos leigos tornam-se "participantes da função sacerdotal, profética e régia de Cristo".
O cristão realiza a sua parte na missão sacerdotal de Cristo à medida que se consagra e consagra tudo o que faz no seu dia a dia a Deus: sua vida familiar, seu trabalho e sua atuação na sociedade. O cristão fala com Deus pela vida de oração, ouve a Deus por meio da escuta da Palavra e santifica tudo aquilo que realiza. Procura conhecer melhor os ensinamentos de Jesus Cristo, sua Igreja, os sacramentos, tudo, enfim, que diz respeito ao crescimento de sua fé. Participa do sacerdócio comum de todos os fiéis, tornando-se ponte entre Deus e seus irmãos de fé, sendo sinal do amor de Deus para as pessoas de sua família, para seus vizinhos, para seus irmãos de comunidade.
A participação na missão profética acontece quando o cristão coloca suas palavras e sua vida a serviço do anúncio de Jesus Cristo a homens e mulheres de seu tempo. Assume a missão evangelizadora da Igreja no lugar em que vive ou, sentindo-se vocacionado, em lugares mais distantes. Essa participação ocorre ainda quando o cristão denuncia tudo aquilo que contraria o projeto de amor de Deus, tudo fere a vida e a dignidade do ser humano, desde a sua concepção até seu fim natural. O cristão não pode se calar e se omitir frente aos erros e males que afligem a vida das pessoas. É cotidianamente chamado a ser profeta, apontando soluções para os problemas que afetam seus irmãos. Deve, por isso, ser uma pessoa atuante na vida de sua comunidade, participando de associações de moradores, conselhos comunitários, sindicatos, organizações não governamentais comprovadamente sérias e de partidos políticos voltados para o bem comum.
A missão real ou pastoral consiste no ordenamento e na organização do mundo para o bem de todos os homens. O cristão deve participar ativamente da organização da sociedade em vista do bem-estar de todos. Preservação do meio ambiente: cuidado com o ar, evitando a poluição, cuidado com a água, combatendo o desperdício; empenho pela construção de estruturas sociais justas, que favoreçam a justiça social, com a equânime distribuição da riqueza entre todos, luta pelo emprego e salário dignos para todos; atuação na defesa dos direitos básicos de moradia, saúde e educação de qualidade para todos; são algumas frentes onde o cristão cumpre sua missão real.
O verdadeiro discípulo e missionário de Jesus Cristo deve ser na paróquia uma pessoa comprometida com seu batismo. Uma criatura nova, que assume em sua vida a função sacerdotal, profética e real de Cristo para a construção de uma sociedade que seja família para todos, onde a vida se manifeste em sua plenitude.
                   (Do livro "Discípulos e missionários na paróquia", Luiz Gonzaga da Rosa, Paulus, 2010)

domingo, 26 de agosto de 2012

Reflexão para seu início de semana


Um diálogo com o silêncio: uma análise a partir do eu

"A maior resposta para a pergunta da vida, sempre começa no silêncio" (Côn. Manuel)

Numa hodiernidade tão agitada pelos ventos da correria, defrontando-se com a velocidade da eletrônica, abraçando com fax, e-mail, telefone, o pronto das maiores decisões, falar de silêncio, talvez seja anormal. Nosso mundo tornou-se uma pequena/grande aldeia ajustando-se à conformidade dos rumores, ao bulício da vida. Com esta dádiva, o silêncio, provavelmente, não combina com a realidade tão badalada embutida no mais eloqüente barulho e pressa que nos são acedidos. Contudo, esta interrupção de correspondência, para quem vivencia a verdade de seu valor, nos leva aos mais altos índices dos melhores diálogos que o ser humano possa ter. Já nos alerta Confúcio: "O silêncio é um amigo que nunca trai".

Na poltrona do silêncio, o diálogo nos convida a um elucidativo momento fugindo de todos os ruídos. Tudo que nos entope, levando-nos a uma obstrução, arrastando-nos a um entulho, parece dissolver-se quando a visita leve e suave do diálogo silencioso chega. Quantos esclarecimentos, dúvidas, novas luzes, nos abraçam neste momento proeminente de nossa vida, o diálogo com o silêncio. Parafraseando Henry Thoreau somos levados a dizer: "O silêncio é a comunhão de uma alma consciente consigo mesma". Este grande amigo, o silêncio, nos envolve numa confiança que só nossos sentimentos, consciência e coração, testemunham como ouvintes. Eis pois, a grande maturidade do silêncio. O grande escritor Goethe, sem medo algum, nos acalenta de esperança quando diz: "É no silêncio que se educa o talento, e na torrente do mundo o caráter".

Nas grandes porções de desabafos, nos amontoados de ressentimentos, nos aclives e declives de interrogações, nos porquês disso ou daquilo, só o silêncio tem a maior resposta. Ele (silêncio) é o grande terapeuta, sua linha mestra nos dirige na mais persuasiva, convincente sinfonia, de dizeres tão acertados, que nem Beethoven, com seu grande dom para com a pauta musical, conseguiu ultrapassá-lo. Por isso "o silêncio é um dos argumentos mais difíceis de rebater" nos alerta Josh Billings. Esse grande amigo de viagem nos avisa: Nunca uses da brutalidade, da grosseria, ou de qualquer outro artefato para te defenderes, oferece sempre como prêmio e grande maestria o silêncio de tua resposta.

Quando tudo parece refutação, a angústia chega ao auge; quando as palavras se esgotam, o que se busca não se encontra, o silêncio se torna a melhor réplica. José Rodrigues Miguéis assevera: Já tenho escrito que o meu silêncio é feito de gritos abafados. Mas a vida é apenas um arrendamento provisório, um parênteses entre dois insondáveis infinitos. É isso mesmo, o silêncio sempre nos conduz a um bom caminho, a uma conclusão certa, um resultado que não machuque e, sobretudo, não deteriora a pergunta ferida. Deepak Chopra nos ensina: Pratique o silêncio e você adquirirá um conhecimento silencioso. Neste conhecimento está um sistema computacional que é muito mais minucioso, preciso, poderoso do que qualquer coisa que esteja contida nas fronteiras do pensamento racional. Faça do silêncio seu melhor amigo, sua melhor resposta e sua grande presença. Pensemos nisso.
                                                                                                  
                                                                                                  Côn. Dr. Manuel Quitério de Azevedo
                                                                                   Prof. do Seminário de Diamantina e da PUC - MG
                                                                  Membro da Academia de Letras e Artes de Diamantina - MG
                                                                                   Fonte: Site da Diocese de São José do Rio Preto

sábado, 25 de agosto de 2012

Para refletir

Ir a quem?


Há uma cena bíblica que é muito interessante. Após dizer da importância do seguimento da Palavra, de suas fundamentais exigências, Pedro disse a Jesus: “A quem nós iremos, Senhor? Tu tens palavras de vida eterna” (Jo 6, 68). Por onde e para onde vamos hoje, se as palavras da Sagrada Escritura têm as mesmas exigências?

Ou servimos a Deus de forma livre e coerente, ou as nossas ações não passam de meras práticas hipócritas e isoladas. A opção por Deus ocasiona consequências novas de relacionamento com o outro, fato que começa na convivência do cotidiano da comunidade. A transparência revela atitudes conformes com as exigências da Palavra de Deus.

Não basta ouvir, mas é preciso escutar com prontidão para executar aquilo que se escuta sobre as exigências da vida. Isto faz com que haja rompimento com o passado para recomeçar uma vida nova. Não é fácil renunciar àquilo que vem marcando toda uma caminhada, mas que, nos novos tempos, não ajuda mais e até prejudica as pessoas.

Nos trabalhos sociais, sejam eles realizados por entidades religiosas, por clube de serviço ou pelo poder público, ambos devem ter como meta a qualidade de vida das pessoas. É essencial superar a sociedade de castas, de senhores e escravos, para aproximar os extremos, que causam sofrimento e degradação da vida de muita gente.

Sempre fez parte da vida do povo a existência de autoridade e súdito, tendo Deus como estando acima de todos os poderes. Só para Ele o mundo deve ir, ultrapassando todas as dificuldades no relacionamento, nos conflitos e desigualdades. O caminho que define esse itinerário é o amor entre as pessoas, que supera todo tipo de individualismo.

Na sociedade, todos nós somos iguais, mesmo que haja funções diversificadas. A marca principal é o “destino”, a direção para onde todos nós estamos indo, que deve ser bem definido. A vivência cristã é fruto de uma escolha, de uma decisão pessoal, de uma vocação como opção, tendo como meta ir ao encontro de quem chama.
                                                                                                                   Dom Paulo Mendes Peixoto
                                                                                                                    Arcebispo de Uberaba - MG
                                                                                                                               Fonte: Site da CNBB
                                                                                                     Ilustração: http://www.nsrainha.com.br

sexta-feira, 24 de agosto de 2012

O livro da natureza

A religião Católica, como várias outras, não pode ser chamada de religião do livro. Embora a Sagrada Escritura seja entre nós considerada a alma de toda a Teologia. O Papa Bento XVI esclarece, na exortação apostólica Verbum Domini, que o título que nos cabe poderia ser o de uma religião que se expressa como um cântico a diversas vozes. Pois Deus se comunica conosco, seres inteligentes, de diversas formas complementares: ora pelos ensinamentos do Messias, ora pela Bíblia, ora pela história da salvação, ora pela sagrada Tradição. Mas em todas essas modalidades quem é o revelador é a pessoa de Jesus Cristo. Por isso nós somos a religião de uma pessoa, que é a Palavra do Eterno Pai. “O Filho único do Pai foi aquele que o revelou” ( Jo 1, 8). Mas gostaria de comentar uma preciosa forma de revelação, que hoje vem sofrendo um escanteio tático desastroso. Trata-se das maravilhas da Criação, palco da inteligência do Criador, de seu poder, e da harmonia que fez reinar em todo o cosmos.

Parece que depois que a lua foi devassada pelos astronautas, perdemos o encanto pelas noites de luar. Os namorados esqueceram o brilho suave da rainha da noite. Assim também os cientistas – pelo menos muitos deles – não sentem mais a magia das descobertas surpreendentes, com as quais se deparam constantemente. No mundo bíblico as pessoas não cessavam de glorificar a Deus, pelas estrelas, pela regularidade do sol, pelas maravilhas das chuvas, das flores, das crianças, das colheitas...Hoje haveria motivos para nos extasiar com a descoberta das células, dos hormônios, dos átomos, das leis da natureza, da relatividade, da teoria quântica, das partículas sub-atômicas (bóson de Higgs), da capacidade quase infinita do nosso cérebro. Tive a ventura de ler um livro, “A Linguagem de Deus” de um dos maiores cientistas do século XXI: Francis Collins. Foi o coordenador dos cientistas que decifraram o genoma humano. Pois bem. Ele entrou no projeto como ateu convicto, e saiu como homem cheio de fé. Ele ficou arrebatado pelo que presenciou. “Prostrou-se a seus pés para adorá-lo” (Ap 19,10). Esse pode ser um caminho para nós.
                                                                                                             Dom Aloísio Roque Oppermann
                                                                                                      Arcebispo Emérito de Uberaba (MG)
                                                                                                                               Fonte: Site da CNBB                                                                                                                                

Leituras do Domingo - 26 de agosto de 2012

21º DOMINGO DO TEMPO COMUM

Dia da vocação dos cristãos leigos e do catequista


1ª Leitura: Js 24,1-2a.15-17.18b             Salmo: 33,2-3.16-17.18-19.20-21.22-23 (R.9a)

2ª LeituraEf 5,21-32

Evangelho: Jo 6,60-69

Muitos dos discípulos de Jesus, que o escutaram, disseram: “Esta palavra é dura. Quem consegue escutá-la?” Sabendo que seus discípulos estavam murmurando por causa disso mesmo, Jesus perguntou: “Isto vos escandaliza? E quando virdes o Filho do Homem subindo para onde estava antes? O Espírito é que dá vida, a carne não adianta nada. As palavras que vos falei são espírito e vida. Mas entre vós há alguns que não creem”. Jesus sabia, desde o início, quem eram os que não tinham fé e quem havia de entregá-lo. E acrescentou: “É por isso que vos disse: ninguém pode vir a mim, a não ser que lhe seja concedido pelo Pai”. A partir daquele momento, muitos discípulos voltaram atrás e não andavam mais com ele. Então, Jesus disse aos doze: “Vós também vos quereis ir embora?” Simão Pedro respondeu: “A quem iremos, Senhor? Tu tens palavras de vida eterna. Nós cremos firmemente e reconhecemos que tu és o Santo de Deus”.

Comentário

Chegando a este ponto do relato de João sobre o pão, entendemos que Jesus não abre mão da sua opção de vida, e isto gera uma profunda crise entre os seus discípulos. Muitos se afastaram diante da exigência da fé. Jesus prefere perder os discípulos a ter que renunciar à missão que o Pai lhe confiou. Não aceita ser um messias segundo a carne, isto é, alguém que impõe o seu governo. Insiste num estilo de vida segundo o Espírito, renunciando a toda ambição e glória humana.

Servir ao Senhor da vida torna-se duro e exigente. São muitas as tentações e hostilidades. Deparamo-nos muitas vezes com as nossas próprias impossibilidades: queremos o caminho do Espírito, mas somos atraídos pelo vontade de ir embora.

Na celebração, peçamos que o Senhor nos ensine a não fugir do conflito e que jamais percamos o encanto pela vida, apesar de todas as dificuldades que possamos encontrar em nosso caminho. Que a nossa resposta a Jesus seja como a de Pedro: “A quem iremos, Senhor? Tu tens palavras de vida eterna”.
                                                                                     Fonte do Comentário: Site da Revista de Liturgia

Horário de missas e outros eventos


26 DE AGOSTO A 2 DE SETEMBRO

Dia 26 - Domingo

7h - Matriz - Pe. João Batista
9h - Matriz - Pe. Vanir
16h - Serra dos Remédios - Pe. Vanir
16h - Consolação - Pe. João Batista
16h- Serra dos Cochos - Côn. Braz
19h - Matriz - Pe. Vanir
19h - Santo Antônio - Côn. Braz

Dia 28 - Terça - 15h - Matriz - Pe. Vanir
                          19h - Carneiros - Pe. Vanir

Dia 29 - Quarta - 19h - Uruguaia - Pe. Vanir

Dia 30 - Quinta - 15h Matriz - Pe. Vanir                            19h - Lagoa - Pe. Vanir

Dia 31 - Sexta - 19h - Consolação - 1º dia da Novena da Padroeira - Pe. Vanir

Dia 1º - Sábado - 19h - Matriz - Pe.João Batista        19h - Centro Pastoral São Francisco - Côn. Braz
                            19h -Centro Pastoral São Geraldo  - Pe. Vanir

quinta-feira, 23 de agosto de 2012

Domingo é o



Mas, o que é ser Catequista?


Educar é mandato sublime, seja em qual for a área do conhecimento humano. Já instruir na fé é ministério sagrado, reservado a seres especiais. Assim se constitui a missão do(a) catequista. Voz da Igreja que parte, amplia e reparte o alcance do anúncio libertador. Pessoa de abdicação, inserida no seu tempo, atualizada. Estrategista que encontra tempo e disposição de se colocar a serviço. Malabarista equilibrador de trabalho, família e Igreja. Acrobata que se sustenta nas finas cordas das labutas diárias, amparado por uma força maior, causando suspiros nervosos e aplausos no final. Agricultor cujo cultivo são as amizades, cuidadas com fineza nos gestos e regadas pela delicadeza materna no trato, anunciadores e reveladores do amor Criador. Matemático prático que se divide e multiplica, dando conta de reuniões, encontros, planejamentos, estudos e infindáveis documentos eclesiais. Artista talentoso interpretador de vários papéis, sendo pai, mãe, médico, escritor, cantor, animador, palhaço, terapeuta, diretor espiritual e tantos quantos forem necessários.

De forma bem resumida, o catequista é isso! Mas ser catequista é muito mais! É apresentar a boa nova a mentes e corações sedentos do Eterno. Apaixonar-se pela vida e pelo seu ministério, saboreando o banquete da partilha e temperando com generosas pitadas do Sagrado a vida de sua gente. Fazer com que nos reconheçamos filhos amados, descortinando um horizonte no qual nos percebemos participantes de uma mesma e grande família. Despertar a corresponsabilidade, sentimento e atitude impulsionadora ao cuidado com o próximo, o planeta. Polir o espelho de nossa existência, embaçado pela modernidade egoísta, deixando-nos enxergar nossa imagem no outro, semelhante que nos instiga a ser melhores. Fazer experienciar que o Sublime se “gentificou”, dignificando nossa espécie, na certeza da possibilidade de santificarmos a humanidade, eternizando o oculto numa aparência passageira. É ser profeta, enxergar além, garimpar a presença de Deus nas labutas humanas, apontar com segurança, criatividade e ousadia o Caminho que nos leva ao Pai.

Enfim, ser catequista é, acima de tudo, ser “ser-humano” obediente ao projeto do Pai, ser cristão consciente de sua missão de espalhar a Boa Nova do Reino a todas as criaturas.
                                                                                                                           Diác. Marlone Pedrosa
                                                                              Equipe Bíblico-Catequética da Diocese de Caratinga
                                                                                               Fonte: http://www.catequesehoje.org.br                                                                                                                     

O próximo domingo é dedicado à vocação dos cristãos leigos


Os cristãos leigos e sua missão

A Lumen Gentium define os fiéis leigos como “os cristãos que estão incorporados a Cristo pelo batismo, que formam o povo de Deus e participam das funções de Cristo: sacerdote, profeta e rei. Realizam segundo sua condição, a missão de todo o povo cristão na Igreja e no mundo.” (LG, n. 31)
É por meio dos cristãos leigos plenamente identificados com os valores do Evangelho que Igreja se faz presente e atuante na sociedade. Eles devem ser no mundo apóstolos de um novo tempo marcado pelos ensinamentos de Cristo. Fazem a Igreja caminhar com os homens no meio do mundo e trazem o mundo para o seio da Igreja. É o que sintetizaram de forma objetiva e sábia os bispos em Puebla e o Documento de Aparecida confirmou: os leigos são “homens da Igreja no coração do mundo, e homens do mundo no coração da Igreja”. (DAp, n. 209).
Como se vê os leigos são muito importantes para a ação evangelizadora da Igreja. Ação que deve acontecer no contexto comunitário como afirma o Documento de Aparecida: “A vida em comunidade é essencial à vocação cristã. O discipulado e a missão sempre supõem o pertencimento a uma comunidade. Deus não quis nos salvar isoladamente, mas formando um Povo.” (DAp, n. 164).
E este Povo de Deus está nas paróquias, que são constituídas de pequenas ou grandes comunidades, onde a vivência e a atuação do cristão se fazem visíveis. A paróquia é um importante segmento do Povo de Deus. Nela o cristão vive e, com seus irmãos de fé, torna-se discípulo, aprende as verdades cristãs, vive a comunhão fraterna e enriquece sua comunidade pela missão evangelizadora que assume. É o que afirma o documento de Aparecida, fundamentado em ensinamentos anteriores da Igreja: “Entre as comunidades eclesiais, nas quais vivem e se formam os discípulos e missionários de Jesus Cristo, sobressaem as paróquias. São células vivas da Igreja e o lugar privilegiado no qual a maioria dos fiéis tem uma experiência concreta de Cristo e a comunhão eclesial. São chamadas a ser casas e escolas de comunhão.” (DAp, n. 170).
É desejo da Igreja que nas paróquias se realize a iniciação cristã, a educação e celebração da fé, abertas aos diversos carismas, serviços e ministérios, organizados de modo comunitário e responsável, de forma que integrem os movimentos de apostolado já existentes e estejam atentos à diversidade cultural de seus habitantes e abertos aos projetos pastorais e suprapastorais que se relacionam com a vida paroquial. (DAp, n. 170).
Afirmam também os bispos participantes da Conferência de Aparecida: “Todos os membros da comunidade paroquial são responsáveis pela evangelização dos homens e mulheres em cada ambiente.” (DAp, n. 171).
É na paróquia, portanto, que a experiência do encontro com Jesus Cristo e com os irmãos de caminhada acontece. Nela, homens e mulheres, pelo sacramento do Batismo, tornam-se membros do Povo de Deus, recebem os diferentes sacramentos e são evangelizados. Nela também são chamados a participar da grande missão da Igreja – evangelizar.
(Luiz Gonzaga da Rosa,
em Discípulos e missionários na paróquia, Paulus, 2010, p. 10-12)

Se você deseja conhecer melhor a missão do cristão leigo, leia a obra citada, de autoria do responsável por este blog.

quarta-feira, 22 de agosto de 2012

Jubileu de Ouro da Instalação Canônica da Arquidiocese de Pouso Alegre


A Arquidiocese de Pouso Alegre, após diversos eventos preparatórios em cada setor pastoral, celebrará festivamente seu Jubileu Áureo de Instalação Canônica no dia 23 de setembro próximo.

A Diocese de Pouso Alegre foi criada no dia 4 de agosto de 1900 pelo Decreto Regio Latissime Patens da Sagrada Congregação Consistorial. O território diocesano, quando da criação, compreendia, em sua maior parte, paróquias que antes pertenciam à Diocese de São Paulo, entre elas a Paróquia São José de nossa cidade.

A Diocese foi elevada ao nível de Província Eclesiástica no dia 14 de abril de 1962 por meio da Bula Qui Tanquam Petrus do Papa João XXIII. No dia 23 de setembro do mesmo ano, ocorreu a instalação canônica da nova Arquidiocese com a posse de Dom José D’Ângelo Neto, 4º bispo diocesano, que se tornou o 1º Arcebispo Metropolitano.

Na época de sua criação, a Província Eclesiástica de Pouso Alegre era formada pelas dioceses de Campanha e Guaxupé e a Abadia Territorial de Claraval. Hoje somente as dioceses citadas fazem parte da Província já que a Abadia Territorial de Claraval foi extinta, permanecendo o Mosteiro Cisterciense, que faz parte da Paróquia do Divino Espírito Santo de Claraval, Diocese de Guaxupé.

                                             Fonte: O Paraíso de José, Luiz Gonzaga da Rosa. Editora Santuário, 2010
                                                             Convite e Programação: Site da Arquidiocese de Pouso Alegre

Confira a programação das festividades:




Você, sua família e sua comunidade são convidados para esta celebração histórica. A participação das paróquias por meio de seus grupos representativos dará brilho especial ao Jubileu de Ouro de nossa Arquidiocese.