sábado, 28 de fevereiro de 2015

Papa exorta as Cooperativas italianas:

 "globalizar a solidariedade"

Cidade do Vaticano (RV) – Depois de uma semana de Exercícios Espirituais, em Ariccia, perto de Roma, o Papa e seus colaboradores da Cúria Romana voltaram ao Vaticano, na manhã desta sexta-feira (27). Assim, o Santo Padre retomou, normalmente, suas atividades, que tinham sido suspensas devido ao Retiro de Quaresma.
"Vivam como cristãos"
Desta maneira, o Papa Francisco recebeu, na manhã deste sábado, no Vaticano, o Cardeal-arcebispo de Nápoles, Dom Crescenzio Sepe, em vista da Visita pastoral de um dia, que o Pontífice fará àquela cidade no próximo dia 21 de março.
A seguir, o Pontífice recebeu, na Sala Paulo VI, cerca de sete mil membros da Confederação “Cooperativas Italianas”, acompanhado do seu Presidente Maurizio Gardini.
No seu denso discurso aos numerosos presentes, o Santo Padre expressou sua satisfação e apreço aos membros das Cooperativas Italianas, que representam “a memória viva de um grande tesouro da Igreja na Itália. À origem da atividade destas cooperativas estão os sacerdotes e os párocos, que, sabiamente, as fundaram e promoveram ao longo destes anos.
Ainda hoje, afirmou o Papa, em diversas dioceses italianas, se recorre à cooperação como remédio eficaz para o problema do desemprego e das diversas formas de dificuldade social.
Neste sentido, o Pontífice recordou que a Igreja sempre reconheceu, apreciou e encorajou a experiência de cooperação. Aqui, citou diversos documentos da Doutrina Social da Igreja, dirigidos aos cooperadores, que ainda são válidos e atuais em nossos dias.
"Mantenham sua fé e identidade próprias"
Depois, o Bispo de Roma convidou os presentes a não olhar somente para o passado, mas sobretudo para o futuro, às novas perspectivas, às novas responsabilidades e às novas formas de iniciativas pelas Empresas e Cooperativas.
Trata-se de uma verdadeira missão que requer fantasia criativa para encontrar meios, métodos, comportamentos e instrumentos, para combater a “cultura do desperdício, cultivada pelos poderes que dirigem as políticas econômico-financeiras do mundo globalizado. E o Papa acrescentou:
Globalizar a solidariedade, hoje, significa preocupar-se pelo aumento vertiginoso do desemprego, das lágrimas dos pobres, da necessidade de retomar um desenvolvimento que vise o verdadeiro progresso integral das pessoas sem rendas; preocupar-se com os aspectos da saúde, da solidariedade e da dignidade da pessoa humana. Enfim, globalizar a solidariedade!”.
A seguir, o Papa Francisco passou a dar alguns conselhos concretos aos membros das Cooperativas italianas: primeiro, “ser motor, que alivia e incentiva as camadas mais fracas das comunidades locais e da sociedade civil”, com particular referência aos jovens, mulheres, adultos desempregados.
Segundo: “ser protagonistas para encontrar novas soluções”, sobretudo no campo da saúde, que envolve as camadas mais pobres das periferias, sem jamais esquecer que “ao centro de tudo deve estar a pessoa”. A “caridade não é um simples gesto para tranquilizar o coração, mas um dom”.
"Sejam solidários"
Terceiro: a “economia e a sua relação com a justiça social, com a dignidade e o valor das pessoas”. Com uma nova economia criamos a capacidade de desenvolver as potencialidades das pessoas. Uma empresa deve crescer e lucrar, mas deve envolver todos, de modo cooperativo.
Quarto: “sustentar, facilitar e encorajar a vida das famílias; conciliar o trabalho com a família, especialmente no que se refere às mães e seus filhos. Somente assim se poderá administrar os bens comuns.
Quinto: este, talvez, poderá surpreender, por ser proposto pelo Papa, mas é preciso “investir, saber investir: colocar juntos os meios bons para realizar obras boas”. Aumentar a colaboração entre as cooperativas bancárias e as empresas, sabendo administrar os recursos, para que as famílias vivam com mais serenidade e dignidade. Os homens devem administrar, com honestidade, o capital econômico e não vice-versa.
Por fim, o Papa passou ao seu sexto e último conselho: “as Cooperativas devem colaborar com as paróquias e as dioceses”, onde há antigas e novas periferias existenciais, onde há pessoas marginalizadas, excluídas, desrespeitadas. E concluiu: “Vivam como cristãos! Mantenham a sua fé e identidade próprias! Sejam solidários!” (MT)
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Momentos










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                                                                                    Fonte: radiovaticana.va

Comissão apresenta subsídio da

Jornada Diocesana da Juventude

A Jornada Diocesana da Juventude (JDJ) será celebrada no Domingo de Ramos, 29 de março, ou em dias próximos. Este ano, o tema proposto para a JDJ está na reflexão da 6ª Bem-Aventurança: “Bem-aventurados os puros de coração, porque verão a Deus” (Mt 5,8).
O papa Francisco escolheu o tema das Bem-Aventuranças para as Jornadas Diocesanas da Juventude de 2014 até 2016. O ano passado ele trouxe a reflexão sobre a 5ª bem-aventurança: “Bem-aventurado os pobres em espírito” (Mt 5,7).
Para motivar nas celebrações da Jornada, a Comissão Episcopal Pastoral para a Juventude da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) propõe subsídio para animação, estudo e oração.
“Este texto quer contribuir com as dioceses e comunidades eclesiais de todo o Brasil para que possam dar continuidade ao espírito da JMJ, promovendo o aprofundamento do tema, trazendo reflexões e propostas para concentrações com os jovens, reunindo as expressões que atuam na evangelização da juventude, em clima de unidade e em sintonia com o tema da Campanha da Fraternidade, preparando a Semana Santa”, explica o bispo auxiliar de Campo Grande (MS) e presidente da Comissão para a Juventude, dom Eduardo Pinheiro da Silva.
Dom Eduardo comenta, também, que a Igreja no Brasil quer estimular as dioceses a promoverem a vida da juventude, “conduzindo os jovens a uma real experiência de fé e estimulando-os a irem ao encontro daqueles jovens que estão com o coração ferido”.  
Jornada Mundial
A 30ª Jornada Mundial da Juventude 2015 será realizada no dia 29 de março, Domingo de Ramos. Nas dioceses do Brasil, são organizadas atividades com os jovens, como encontros, celebrações, vigílias, entre outras. Para contribuir na vivência da Jornada deste ano, o papa Francisco enviou mensagem sobre a sexta Bem-aventurança. O evento é uma preparação para a JMJ, em âmbito internacional, que ocorrerá em julho de 2016, na Cracóvia.
“Queridos jovens, como vedes, esta Bem-aventurança está intimamente relacionada com a vossa vida e é uma garantia da vossa felicidade. Por isso, repito-vos mais uma vez: tende a coragem de ser felizes!”, disse o papa Francisco na mensagem. 
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                                                              Fonte: cnbb.org.br/Jovens Conectados 

Leituras do

2º Domingo da Quaresma


1ª Leitura: Gn 22,1-2.9a.10-13.15-18      Salmo: 116B(115)      2ª Leitura: Rm 8,31b-34
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Evangelho:  Mc 9,2-10
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Seis dias depois, Jesus levou consigo Pedro, Tiago e João e os fez subir a um lugar retirado, no alto de uma montanha, a sós. Lá, ele foi transfigurado diante deles. Sua roupa ficou muito brilhante, tão branca como nenhuma lavadeira na terra conseguiria torná-la assim. Apareceram-lhes Elias e Moisés, conversando com Jesus. Pedro então tomou a palavra e disse a Jesus: “Rabi, é bom ficarmos aqui. Vamos fazer três tendas: uma para ti, outra para Moisés e outra para Elias”. Na realidade, não sabia o que devia falar, pois eles estavam tomados de medo. Desceu, então, uma nuvem, cobrindo-os com sua sombra. E da nuvem saiu uma voz: “Este é o meu Filho amado. Escutai-o!”. E, de repente, olhando em volta, não viram mais ninguém: só Jesus estava com eles. Ao descerem da montanha, Jesus ordenou-lhes que não contassem a ninguém o que tinham visto, até que o Filho do Homem ressuscitasse dos mortos. Eles ficaram pensando nesta palavra e discutiam entre si o que significaria esse “ressuscitar dos mortos”.


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Reflexão
O Pai age em Jesus, revelando a sua filiação divina
O livro do Gênesis é o livro das origens: da criação, do mal e da fé no Deus único e verdadeiro. Na primeira leitura, temos o relato do sacrifício de Abraão. Deus não pretende tirar a vida de Isaac, como se pode notar no próprio relato – filho que Abraão teve com Sara já na sua velhice –, mas testar e aprofundar a fé do Patriarca. Para o Antigo Testamento, o sacrifício não é algo negativo, mas positivo, porque une o homem a Deus. Pela sua confiança em Deus, Abraão estava disposto e preparou tudo para oferecer o seu filho. Seu sacrifício e sua fé constituíram-se numa fonte de bênçãos. A promessa de Deus de uma descendência numerosa para Abraão é consequência de sua obediência a Deus. Na leitura cristã do Antigo Testamento, o sacrifício de Isaac é figura do sacrifício de Jesus.
O relato da transfiguração do Senhor é a sequência do primeiro anúncio da paixão, morte e ressurreição do Senhor (Mc 8,31-33) e da apresentação das exigências para seguir Jesus (Mc 8,34-38). Os discípulos, entre outros, têm dificuldade de aceitar a novidade do messianismo vivido por Jesus, um Messias que passa pelo sofrimento e pela morte. Desde então, a glória de Jesus está ligada à sua paixão e morte. O caminho do discípulo, no entanto, é o caminho do Mestre. A transfiguração é uma prolepse do mistério pascal de Jesus Cristo. O passivo divino “foi transfigurado” significa que o Pai é quem age em Jesus, revelando a sua filiação divina. A observação de que as vestes ficaram brancas como nenhuma lavadeira conseguiria fazê-lo é o modo bíblico de dizer que se trata de uma revelação de Deus. O desconcerto de Pedro diante do mistério deve ser vencido pela escuta do Filho bem amado de Deus. É preciso escutar Jesus, pois sua mensagem descortina o mistério de Deus; é preciso escutar o Senhor, pois só ele tem “palavras de vida eterna”. A transfiguração de Jesus nos ajuda a compreender que aquele que vai sofrer a paixão e ser glorificado é o Filho de Deus que se encarnou para a nossa salvação.
O que sustenta nossa vocação cristã, o que sustenta nossa fé é a graça da ressurreição do Senhor. O sofrimento e a morte não são a última palavra. O Senhor, ressuscitado dos mortos, venceu o mal e a morte; glorioso, nos faz participantes de sua vitória. Este é o conteúdo da esperança cristã. É preciso manter os ouvidos abertos e o olhar fixo no Senhor, que passou pelo sofrimento e pela morte, e ressuscitou. A experiência dos efeitos de sua ressurreição conduz os discípulos, todos nós, a vivermos a adesão à pessoa de Jesus Cristo no cotidiano de nossa vida.
                                     Pe. Carlos Alberto Contieri, sj 
       Reflexão: paulinas.org.br  Banner: cnbb.org.br  Ilustrações: franciscanos.org.br  
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sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

CNBB disponibiliza cartilha sobre

projeto da reforma política

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) disponibilizou, por meio do Centro de Pastoral Popular, a cartilha “Reforma política democrática já – o sistema político a serviço do povo”. O subsídio sugere quatro encontros para esclarecer as principais dúvidas apresentadas em relação ao projeto de Lei de Iniciativa Popular proposto pela CNBB e outras 105 entidades que compõem a Coalizão pela Reforma Política Democrática e Eleições Limpas.
A serviço do povo
Em carta enviada às dioceses e paróquias de todo o Brasil, o bispo auxiliar de Brasília (DF) e secretário geral da CNBB, dom Leonardo Steiner, explicou a necessidade percebida pelo Conselho Permanente da entidade em “oferecer às comunidades subsídios que as ajudem na compreensão do referido projeto de Lei”.
Preparada pela Comissão para a Reforma Política da CNBB, a cartilha detalha as propostas em relação ao financiamento democrático das campanhas eleitorais, à eleição proporcional em dois turnos para os cargos legislativos, ao aumento do número de mulheres na política e à democracia direta.
Ainda na carta, dom Leonardo Steiner fala sobre a indicação do texto-base da Campanha da Fraternidade 2015 para a discussão do tema. “Convidar pessoas para debater, traçar metas e estratégias de mobilização, em vista da contribuição à necessária reforma política”, recorda.
O bispo auxiliar de Belo Horizonte (MG) e presidente da Comissão da CNBB para o Acompanhamento da Reforma Política, dom Joaquim Giovani Mol Guimarães, afirma que a participação da Conferência tem como motivação a vivência da fé cristã. “Nossa fé não permite que fiquemos de braços cruzados diante de tantos desvios de conduta e de recursos no mundo da política”, considera. O bispo lembra da importância do serviço ao bem de todos, “especialmente dos mais pobres, e não para o bem particular dos eleitos, seus familiares e seus grupos financiadores”.
Segundo dom Mol, o subsídio deve ajudar as pessoas na compreensão das propostas de Reforma Política da Coalizão, para que estas assinem o projeto. “Os pontos explicados na Cartilha são os de consenso entre as entidades. Haverá outros aspectos a serem discutidos no Congresso. Importante agora é tomarmos consciência, participarmos e assim ajudarmos o Brasil a melhorar a política pelo bem de todos os brasileiros”, disse.
Com orações, momentos de escuta, debate e reflexão, a Cartilha propõe como encontros “A construção da verdadeira democracia”, “Eleições livres do poder econômico”, “Eleições com representação igualitária” e “Por uma democracia mais participativa”.
Alguns exemplares foram enviados aos párocos para conhecimento. Para aquisição da Cartilha, entre em contato com o Centro de Pastoral Popular pelo telefone 0800 703 8353 ou pelo site www.cpp.com.br.
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                                                                                          Fontes: cnbb.org.br

Encerrados o Retiro Quaresmal,

Francisco retorna ao Vaticano

Cidade do Vaticano (RV) – Uma oração pelos cristãos perseguidos na Síria, no Iraque e no mundo. Com esta intenção, o Papa celebrou em Ariccia a Missa no dia em que se concluiu o retiro quaresmal, na casa Divino Mestre, nas proximidades de Roma.
Que o Senhor faça crescer as sementes semeadas
Antes de regressar ao Vaticano, Francisco agradeceu ao pregador deste retiro, o carmelita Bruno Secondin, com estas palavras:
Em nome de todos, também meu, quero agradecer ao padre, ao seu trabalho entre nós para os nossos exercícios. Não é fácil pregar exercícios aos sacerdotes, eh. Somos todos um pouco complicados, mas ele conseguiu semear. Que o Senhor faça crescer essas sementes que nos deu e faço votos também a mim e a todos que possamos sair daqui com um pedacinho do manto de Elias, em mãos e no coração. Obrigado, padre!
Pregações
Enquanto isso, no Vaticano, o Pregador da Casa Pontifícia, Fr. Raniero Cantalamessa, ofmcap, deu início esta manhã às pregações de Quaresma, sem a presença do Pontífice.
Aproveitando a ausência do Santo Padre, o Fr. Cantalamessa propôs uma reflexão sobre a exortação apostólica Evangelii Gaudium (EG), que – afirmou – não se atreveria a fazer em sua presença.
Segundo o frade capuchinho, a novidade desta Exortação está no apelo que ele faz aos leitores no início da carta e que constitui – na sua opinião – o coração de todo o documento:
"Convido todos os cristãos, de todo lugar e situação, a renovar hoje mesmo o seu encontro pessoal com Jesus Cristo, ou, pelo menos, a tomar a decisão de se deixar encontrar por Ele, de procurá-lo todos os dias com firmeza. Não há motivo para que alguém ache que este convite não é para ele" (EG, nº 3).
“Isto quer dizer que o objetivo último da evangelização não é a transmissão de uma doutrina, mas o encontro com uma pessoa, Jesus Cristo”, explicou o Fr. Cantalamessa, que prosseguiu: “O papa não pensa em um encontro pessoal que substitua o eclesial; quer apenas dizer que o encontro eclesial deve ser também um encontro livre, desejado, espontâneo, não puramente nominal, jurídico ou de mero hábito”.
Outro aspecto ressaltado pelo frade capuchinho são todos os grandes "nãos" que o Evangelho pronuncia contra o egoísmo, a injustiça, a idolatria do dinheiro, e todo grande "sim" que ele nos anima a dizer ao serviço dos outros, ao compromisso social, aos pobres. “É a demonstração de que o encontro pessoal com Jesus é tudo menos uma experiência privatizada e individualista; ela se torna, pelo contrário, a mola mestra da evangelização e da santificação pessoal.”
Fr. Cantalamessa concluiu: “O tempo da Quaresma, que estamos apenas começando, é, por excelência, um tempo de inspiração. Respiremos profundamente neste tempo; enchamos do Espírito Santo os pulmões da nossa alma e, assim, sem percebermos, o nosso alento exalará o perfume de Cristo. Boa Quaresma a todos!” (BF
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                                                                    Fontes: radiovaticana.va   news.va

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

Comissão da CNBB divulga

 subsídios da Semana da Família e da Vida

Os subsídios "Hora da Família" e "Hora da Vida" são produzidos pela Comissão Episcopal para a Vida e a Família da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e Comissão Nacional da Pastoral Familiar (CNPF), com a proposta de animar as famílias ao encontro fraterno, de partilhas e reflexão sobre os ensinamentos e valores cristãos acerca da vida e da família.
Subsídios
A partir da primeira quinzena do mês de março, os subsídios estarão disponíveis para venda no site da Pastoral Familiar: www.lojacnpf.org.br.
O "Hora da Família" e "Hora da Vida" estarão disponíveis simultaneamente. O objetivo é motivar as comunidades para celebrar intensamente, em todo o Brasil, a Semana Nacional da Família, de 9 a 15 de agosto, e a Semana Nacional da Vida, de 1º a 7 de outubro, que culminará com o Dia do Nascituro, dia 8.
Encontros
A edição 2015 do "Hora da Família" está em sintonia com o tema do Encontro Mundial das Famílias, que ocorrerá no mês de setembro, na Filadélfia. Propõe para reflexão "O amor é a nossa missão: a família plenamente viva" e traz na capa do subsídio uma imagem do papa Francisco rodeado de crianças alegres com balões, celebrando a família.
O "Hora da Vida" traz como tema de reflexão "O Evangelho da Vida: Anunciar, Celebrar e Servir", propondo sete encontros, com diferentes abordagens sobre a celebração da Vida. O subsídio recorda também os 20 anos da Encíclica Evangelium Vitae, de São João Paulo II.
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                                                                                          Fontes: cnbb.org.br
Quaresma: momento propício para retiros

Cidade do Vaticano (RV) – Penúltimo dia de retiro para o Papa e Cúria Romana na Casa Divino Mestre, em Ariccia.
As meditações do pregador Padre Bruno Secondin são baseadas na leitura pastoral do Profeta Elias.
"Vai, retoma teu caminho"
Na quarta-feira, o carmelita analisou detalhadamente o diálogo entre Deus e o Profeta, em que o Senhor o obriga a olhar para dentro de si e a dar voz às suas inquietações. Eis então que Deus lhe diz: “Vai, retoma teu caminho”.
Também nós somos chamados a reencontrar frescor e colocar-nos a caminho. E se estamos como Elias, desiludidos, cansados, acreditando ser melhor que os outros, deixemo-nos surpreender por Deus e iniciemos um novo caminho”, convidou o Pe. Secondin.
Um convite enriquecido com uma série de sugestões concretas: “Retome o caminho nas periferias, celebrando nas barracas, almoçando com quem tem pouco para comer. Ali, entenderá onde Deus o espera”.
O retiro do Papa e de seus colaboradores encerra-se na sexta-feira (27/02), quando regressará ao Vaticano para retomar suas atividades habituais. (BF)
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                                                                    Fontes: radiovaticana.va   news.va

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

Papa Francisco nomeia

três novos bispos para o Brasil

O Papa Francisco nomeou nesta quarta-feria, 24, três novos bispos para o Brasil. Foram contempladas as dioceses de Três Lagoas (MS) e de Luz (MG), que estavam vacantes e a arquidiocese de Campo Grande (MS) que recebeu a nomeação de um bispo auxiliar. 
Para a diocese de Três Lagoas foi nomeado o padre José Aristeu Vieira, que atualmente estava exercendo a função de pároco na paróquia Imaculada Conceição, em Buritizeiro (MG). Para a diocese de Luz foi nomeado o Monsenhor Luiz Gonçalves Knupp, atualmente pároco da paróquia Nossa Senhora de Fátima, em Marialva (PR). Acolhendo a solicitação do arcebispo de Campo Grande, dom Dimas Lara Barbosa, será auxiliar nesta arquidiocese, frei Janusz Danecki, atualmente pároco da paróquia Nossa Senhora de Fátima, na Prelazia de Tefé (AM). 
A diocese de Luz estava vacante desde março de 2014, com a transferência de dom Antonio Carlos Félix para a Diocese de Governador Valadares (MG), e a diocese de Três Lagoas, desde abril de 2014, com o falecimento de Dom José Moreira Bastos Neto.
Em acolhimento ao novo bispo, a diocese de Três Lagoas escreveu em seu site: "Seja bem vindo Monsenhor Luiz Gonçalves Knupp a Igreja em Três Lagoas te acolhe de braços abertos. O quanto antes venha nos conhecer, nosso Pastor. Para nós um Pastor, conosco um irmão, que assim seja, caminhemos na mesma luz do Espírito que nos chama a missão". 
Padre José Aristeu Vieira
Pe. José Aristeu
Padre José Aristeu Vieira é natural de Rio Vermelho (MG), nascido em 14 de julho de 1952. Foi ordenado sacerdote em 13 de outubro de 1979. Em sua trajetória presbiteral de 35 anos, padre Aristeu exerceu diferentes atividades pastorais. Durante 18 anos atuou na Pastoral Vocacional Arquidiocesana. Foi coordenador de pastoral da arquidiocese, coordenador do regional da Pastoral Vocacional do Leste 2 e membro do Grupo de Animação e Reflexão Vocacional (GAV) da CNBB. No período de 2003 a 2006, esteve como presidente da Comissão de Presbíteros no Leste 2. Em 2007, foi eleito membro Permanente do Conselho Geral do Prado, residindo em Lyon, na França até 2013. Atualmente, exerce a presidência da Associação dos presbíteros da arquidiocese de Diamantina (APAD).

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Frei Janusz Danecki
Frei Janusz Danecki
Natural de Sochaczew, na Polônia, frei Janusz Marian Danecki, pertence à Ordem dos Frades Menores Conventuais (OFMConv). Nasceu em 8 de setembro de 1951, Ingressou no Seminário Menor de Niepokalanów aos 14 anos. Foi ordenado presbítero no dia 19 de junho de 1977, em Sochaczew. Por oito anos exerceu o ministério sacerdotal na Polônia, passando por diversas paróquias e também na arquidiocese de Varsóvia até 1984. Desempenhou atividade na Pastoral Vocacional e no Centro Vocacional de Niepokalanów. Em 14 de abril de abril de 1985, foi enviado à Missão de São Maximiliano Maria Kolbe no Brasil.
Na arquidiocese de Brasília e diocese de Luziânia (GO), ocupou a função de pároco em diferentes paróquias. No período de 1987 a 1994, exerceu atividade de formador no Seminário Propedêutico da Ordem dos Frades Menores Conventuais, no Jardim da Imaculada, em Luziânia e no Seminário São Francisco de Assis, em Brasília . Foi diretor Nacional do Movimento Milícia da Imaculada e vigário da Província São Maximiliano Maria Kolbe no Brasil de 2003 a 2007. Em 2008, seguiu para a Missão Franciscana na Amazônia, onde está como paróco, na prelazia de Tefé (AM).
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Monsenhor Luiz Gonçalves Knupp
Mons. Luiz Knupp
Padre Luiz Gonçalves Knupp é paranaense, nascido em 29 de novembro de 1967, na cidade de Mandaguari (PR). Sua ordenação presbiteral ocorreu em 24 de abril de 1999. Possui Pós-graduação em Formação de Educadores pela Faculdade Jesuíta de Filosofia de Teologia. Na arquidiocese de Maringá exerceu a função de pároco nas paróquias Nossa Senhora de Guadalupe, Nossa Senhora de Fátima e paróquia Menino Jesus de Praga e São Francisco Xavier.
Em sua caminhada sacerdotal, exerceu atividade de assessor arquidiocesano da Pastoral da Juventude até 2001, assessor dos diáconos permanentes e organizador e coordenador da Escola Diaconal e diretor Espiritual da Comunidade Emaús, de 2003 a 2004. Também foi diretor Espiritual do Seminário de Teologia Santíssima Trindade, em Londrina (PR), de 2007 a 2013, e membro da equipe de coordenação da Animação Bíblico Catequética do regional Sul 2, no mesmo período. Desde 2013 está como membro da coordenação da Ação Evangelizadora da arquidiocese de Maringá e do Conselho Presbiteral.
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                                                                          Fontes: a12.com     cnbb.org.br 
Quaresma, dar espaço a Deus

Cidade do Vaticano (RV) – Prosseguem os Exercícios Espirituais do Papa e da Cúria Romana na Casa de retiros Divino Mestre, em Ariccia, a cerca de 30 km de Roma.
O pregador é o carmelita Bruno Secondin, que na meditação desta terça-feira exortou os presentes a empreenderem o caminho quaresmal deixando de lado todas as máscaras e toda ambiguidade.
Oração e reflexão
“Quanto sofrimento nos provocaram alguns temas sensíveis”, afirmou o sacerdote, acrescentando que “não devemos esconder os nossos escândalos” e é importante que “as vítimas da injustiça sejam levadas à cura com a nossa humildade de reconhecer os erros”.
O reconhecimento das culpas da Igreja emergiu na referência ao gesto de Elias, que mandou justiçar os profetas de Baal. O pregador carmelita convidou a recordar que a Igreja, em sua história, foi capaz de atos violentos. E destacou que hoje essa mesma violência pode se expressar de outras formas, “mesmo sem a espada”, utilizando por exemplo a força da linguagem e até mesmo os novos meios de comunicação. “Às vezes, também o teclado mata mais que a espada!”
Para a conversão, destacou Pe. Secondin, depois da coragem de se expor, de falar a verdade sobre si mesmo, de tirar a máscara que adormece as nossas consciências, há a necessidade de encaminhar-se em “sendas de liberdade” e eliminar essas atitudes que nos fazem “oscilar de uma parte a outra” e deixar espaço ao Senhor. “Deus é sempre um abraço de misericórdia”, ressaltou o pregador.
O Papa e seus colaboradores encerram os Exercícios Espirituais na sexta-feira, 27 de fevereiro, regressando ao Vaticano no mesmo dia. (BF)
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                                                                Fonte: radiovaticana.va         news.va

terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

Pe. Diego Fares sobre Bergoglio:
Um mestre da vida espiritual

Cidade do Vaticano (RV) – Terceiro dia de Exercícios Espirituais do Papa e de seus colaboradores da Cúria Romana, na Casa dos Padres Paulinos, em Ariccia, nas imediações de Roma.
O tema geral das meditações, que o Padre Bruno Secondin meditou, nesta terça-feira, foi “Itinerários da liberdade”. Neste sentido, o pregador carmelita refletiu, de manhã, sobre o tema: “A minha vida tem o seu valor: dos ídolos à verdadeira piedade”; e à tarde “Da fuga à peregrinação: para além da angústia, rumo à vida”.
No entanto, a Rádio Vaticano entrevistou um velho amigo de Jorge Bergoglio, que foi seu padrinho de ordenação sacerdotal, em 13 de dezembro de 1969. Trata-se do jesuíta argentino, Padre Diego Fares, que, atualmente, é membro do Colégio dos Escritores da revista “Civiltà Cattolica”. Desta forma, Padre Diego publicou, aqui na Itália, um livro intitulado “Papa Francisco é como um bambu: raízes da cultura do encontro”. Mas, vamos ouvir um depoimento pessoal do Padre Diego sobre seu amigo Bergoglio:
Parar um pouco e dar tempo para Deus, como faz o Santo Padre
Eu conheço o Papa Francisco-Bergoglio há quase 40 anos, desde 1976, quando ele me aceitou no noviciado da Companhia de Jesus. Ele me ensinou a acompanhar os outros nos Exercícios Espirituais. Era pregador de Retiro e, com ele, aprendi a ser guia espiritual de outros colegas. Bergoglio é um mestre de vida espiritual. Isto faz parte da missão de um Jesuíta, discípulo de Santo Inácio de Loyola. Fazer retiro com ele é uma experiência espiritual muito forte. Ele coloca em prática o que na Companhia de Jesus se chama “governo espiritual”, para a maior glória de Deus. É preciso fazer tudo, diz Santo Inácio, com espírito aberto. Por isso, espero que o Papa Francisco consiga fazer as mudanças, para o bem da Igreja, pois partem do coração e não do exterior. Os exercícios espirituais, sobretudo com seus colaboradores curiais, são um meio extraordinário para a alma, mas também uma graça e um exemplo para todos, clero e leigos: fazer uma pausa nas atividades de todos os dias; são um dom para se encontrar e se compreender, mas, sobretudo, um instrumento de progresso pessoal e espiritual, para os homens de todos os tempos! (MT)
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                                                                Fonte: radiovaticana.va         news.va

Está chegando a nova edição do

Anunciai!

Nas missas do próximo sábado (21) e do domingo (22) será entregue aos participantes o Informativo Paroquial “Anunciai!”. Esta edição (nº 109), além de notícias e reflexões, apresenta as programações da Festa de São José e da Semana Santa.
Boa leitura!
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Papa supera

18 milhões de seguidores no Twitter

Cidade do Vaticano (RV) - Um novo recorde virtual para o Papa Francisco: seus seguidores no Twitter superam os 19 milhões.
No dia 18 de janeiro passado, a conta @pontifex alcançou 18 milhões de seguidores. A cifra confirma uma tendência em relação à presença do Papa nesta rede social: a cada 40/45 dias, a conta “ganha” um milhão de novos inscritos.
A média mensal, de 12 de dezembro de 2012 – quando estreou com Bento XVI – até 23 de fevereiro de 2015 (26 meses), é superior a 730 mil novos seguidores.
JMJ - 2016                                   
Com o aproximar-se da Jornada Mundial da Juventude de Cracóvia (Polônia) nota-se agora um aumento dos seguidores em polonês, a ponto de ser hoje, supreendentemente, a quinta língua mais “frequentada”, depois do espanhol, do inglês, do italiano e do português.
Além desses cinco idiomas, a conta  @pontifex está disponível em francês, latim, alemão e árabe. (BF)
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                                                                                     Fonte: radiovaticana.va

Coalizão pela Reforma Política

realiza três eventos no dia 25

A Rede de entidades que compõem a Coalizão pela Reforma Política Democrática e Eleições Limpas participa nesta quarta-feira, dia 25, em Brasília (DF), de três eventos importantes para a mobilização em torno do Projeto de Lei de Iniciativa Popular e da defesa do Projeto de Lei (PL) 6316/2013, em tramitação na Câmara dos Deputados.
Pela manhã, às 8h30, haverá reunião com as entidades integrantes da Coalizão para discutir as datas do Plano de Mobilização, que compreende ações em todo o país voltadas à conscientização e coleta de assinaturas para o projeto. Também será definida a data de realização da Semana de Mobilização e Coleta de Assinaturas. O encontro será no Auditório do Centro Cultural Evandro Lins e Silva, da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).
Ainda na manhã do dia 25, haverá o lançamento de uma “Proclamação em Defesa da Democracia”, assinada pelo arcebispo de Aparecida (SP) e presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), cardeal Raymundo Damasceno Assis, e pelo presidente do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil, Marcus Vinícius Furtado Coêlho. O ato será realizado às 11 horas, na sede da CNBB.
O último momento será um debate com parlamentares, no Plenário 02 da Câmara dos Deputados, sobre o Projeto de Reforma Política Democrática representado pelo PL 6316/2013. O objetivo da ação é ampliar o apoio parlamentar à iniciativa. A reunião está marcada para 15h.
Sobre o Projeto
A Coalizão, formada por quase cem entidades, entre elas a CNBB, a OAB e o Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE),  pretende coletar mais de 1,5 milhão de assinaturas para que seja apresentado ao Congresso Nacional um Projeto de Lei de Iniciativa Popular.
A proposta, assim como o PL 6316 – que foi arquivado na Câmara – altera o financiamento eleitoral, de forma que seja exclusivamente público e de pessoas físicas, afastando assim a influência do poder econômico sobre as candidaturas.
Também é sugerida uma mudança no sistema eleitoral. A eleição para os cargos legislativos seria feita em dois turnos. No primeiro, o eleitor escolheria o programa apresentado pelos partidos políticos. O segundo turno seria o momento em que os eleitores escolheriam os candidatos que colocariam em prática as propostas do primeiro turno.
Outras sugestões da Coalizão com o projeto de reforma política democrática é ampliar e fortalecer a participação da mulher e de grupos sub-representados na política e a regulamentação do artigo 14 da Constituição Federal, que trata das ferramentas de participação popular, como Projeto de Lei de Iniciativa Popular, Plebiscito e Referendo. O objetivo é a coexistência da democracia representativa com a democracia participativa.
Posicionamento
No Plano de Mobilização da Coalizão irá constar o posicionamento contrário ao Projeto de Emenda Constitucional (PEC) 352/2013. Resultado de um Grupo de Trabalho destinado a estudar e apresentar no Congresso Nacional propostas referentes à reforma política e à consulta popular sobre o tema, o projeto prevê a “autonomia de organização partidária”. Na hipótese, os partidos escolheriam o modo de financiamento eleitoral: exclusivamente com recursos públicos, exclusivamente com recursos privados ou por uma combinação das duas fontes.
O financiamento com doações de pessoas jurídicas, defendido pela PEC e por outros projetos em análise na Câmara dos Deputados, foi condenado por Dom Joaquim Mol, bispo auxiliar de Belo Horizonte (MG) e representante da CNBB na executiva da Coalizão. “É a porta mais larga para a corrupção. Uma empresa que doa milhões para eleger alguns candidatos não faz isso gratuitamente”, afirmou o bispo.
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                                                                                            Fonte: cnbb.org.br

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015


Meditação do segundo dia: exemplo do profeta Elias

Cidade do Vaticano (RV) – Desde a tarde de ontem, primeiro domingo da Quaresma, o Papa e seus mais íntimos colaboradores da Cúria Romana, estão participando de uma semana de Exercícios Espirituais, na Casa Divino Mestre dos Padres Paulinos, em Ariccia. Quando da sua chegada, os ilustres hóspedes receberam as boas vindas, entre outros, do novo Superior Geral dos Paulinos, o brasileiro Padre Valdir José de castro.
Neste segundo dia de Retiro Espiritual, o pregador carmelita, Padre Bruno Secondin, propôs uma reflexão bíblica, baseada na leitura pastoral do profeta Elias, que teve como tema: “Servidores e profetas do Deus vivo”.
Na sua introdução, o pregador recomendou a “sair da própria aldeia” e a frequentar a “escola da misericórdia” como o profeta Elias. Praticamente uma continuação do tema que refletiu, ontem, sob o exemplo do profeta, ou seja, viver uma “vida de periferia”.
Humildade no silêncio
O acontecimento de Elias, narrado no livro dos Reis (17, 1-17), sugeriu ao Padre carmelita um sério exame de consciência pessoal, com base na “Palavra de Deus”, que busca levar o discípulo do Senhor a imergir nesta grande fonte de riqueza.
Padre Secondin explicou que suas meditações não pretendem seguir uma ordem cronológica, mas os grandes cenários da Escritura, propondo uma “leitura pastoral e sapiencial” das vicissitudes de Elias. Este é um profeta que caminha e não se detém em um lugar fixo; é um homem em contínuo movimento, um ótimo companheiro de viagem, que passa por tantas experiências de purificação pessoal.
Com efeito, ele se põe a caminho rumo a muitos centros de poder, mas, sobretudo, às “periferias e as fronteiras geográficas existenciais”, colocando-nos diante de tantos problemas, até os mais interiores. Aqui, o pregador coloca em realce a “fragilidade e a vulnerabilidade” de Elias.
Para compreende melhor a missão do profeta é preciso inseri-lo no seu contexto histórico. Ele era originário de uma região periférica, de pouco bem-estar e religiosidade tradicional. Desta forma, ele tem uma reação diante de uma nova realidade de “depravação religiosa e social”: comercial, militar e agrícola, que produziam bem-estar, a ponto de causar vertigem. Aqui, pode-se acrescentar a presença de novos deuses, que causavam transtorno na vida do povo.
Neste estado de confusão moral, de depravação e de perda de identidade, o verdadeiro Deus era considerado bom apenas pelas pessoas ignorantes. Por isso, Elias reage duramente e as ameaça, por conta própria e não por ordem de Deus.
Nestas alturas, Deus faz ouvir a sua voz e pede a Elias para ir embora, ou seja, devia “ouvir, obedecer e deixar que Deus fosse seu Deus”. Deus pediu-lhe para “tomar distância, ir contracorrente, viver em solidão”, afim de “purificar-se, reencontrar as próprias raízes e a razão da sua fidelidade”. O próprio encontro do profeta com a viúva de Sarepta nos recorda que também os “pobres nos evangelizam”.
Logo, o objetivo das vicissitudes de Elias era fazer do amor de Deus o centro da sua existência, confiar em Deus. Desta maneira, Deus pede ao profeta certo desapego dos seus planos pessoais, para aprender a obedecer e a ouvir a Deus, deixando-o atuar livremente.
Ao término da sua meditação, o pregador carmelita convidou os presentes a um sério exame de consciência, com base no comportamento de Elias: será que, algumas vezes, perdi a paciência? Falei claro ou atrás dos bastidores, murmurando e alimentando conversas fiadas? Comporto-me com sobriedade sã e serena? Deixo-me arrastar pelo meu consumo desenfreado na vida, pelas coisas que me circundam, pelo modo de me vestir?
O pregador acrescentou ainda: mantenho a alegria e o frescor pelo meu primeiro amor ou desanimei? Mantenho uma vida de periferia ou gosto de estar ao centro da atenção e das honras? Tenho confiança na Providência ou sou fanático em programar tudo e a esperar os resultados?
Enfim, entre tais idolatrias, o pregador do Retiro chamou a atenção dos presentes para não cair na tentação de querer misturar tudo, criando uma religiosidade “confusa e sincretista”. (MT)
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                                                                Fonte: radiovaticana.va         news.va