sábado, 31 de outubro de 2015

Papa aos empresários cristãos neste sábado:

"A economia precisa de ética"
Cidade do Vaticano (RV) – O Santo Padre recebeu na Sala Paulo VI, no Vaticano, no final da manhã deste sábado (31/10), a Associação de Dirigentes Cristãos de Empresas, que reúne os empresários católicos, artífices do desenvolvimento do bem comum.
Aos cerca de sete mil membros da Associação, o Papa disse: “Para atingir este objetivo, vocês dão grande importância à formação cristã, mediante o aprofundamento do Magistério social da Igreja”. E os exortou:
A empresa pode ser lugar de crescimento e santidade
“Este compromisso formativo é o fundamento da ação, seja pessoal, no modo de desempenhar esta profissão, seja social, no apostolado do ambiente de trabalho. Por isso, exorto-os a prosseguir com entusiasmo nas suas atividades formativas, sendo fermento e estímulo, com a palavra e o exemplo, no mundo empresarial”.
Enquanto Associação eclesial, reconhecida pelos Bispos, frisou Francisco, vocês são chamados a viver, com fidelidade, as instâncias evangélicas e a Doutrina Social da Igreja em suas famílias, trabalho e sociedade.
Neste sentido, o Pontífice incentivou os membros da Associação de Dirigentes Cristãos de Empresas a viver a missão empresarial com o mesmo espírito da ação missionária laical. O trabalho de um empresário é nobre e permite estar a serviço do bem comum:
“A empresa e o trabalho dos seus dirigentes podem ser lugares de santificação, mediante o esforço de cada um de construir relações fraternas entre empresários, dirigentes e operários, favorecendo a corresponsabilidade e a colaboração em prol do bem comum e, sobretudo, da família”.
O Papa pediu, de modo especial, que as mulheres sejam tuteladas em seu direito ao trabalho e à maternidade, criticando as demissões em decorrência de uma gravidez.
A vocação de ser missionário da dimensão social do Evangelho no difícil e complexo mundo do trabalho, da economia e da empresa, comporta também certa abertura e proximidade evangélica das diversas situações de pobreza e fragilidade. E o Papa acrescentou:
“Mas, não é suficiente dar assistência ou fazer beneficência. É preciso orientar a atividade econômica, no sentido evangélico, a serviço da pessoa e do bem comum. Nesta perspectiva, vocês são chamados a cooperar com o crescimento do espírito empresarial de subsidiariedade, para enfrentar juntos os desafios éticos do mercado, criando oportunidades de trabalho”.
A empresa, disse por fim o Santo Padre, é um bem de interesse comum, que favorece o desenvolvimento econômico, a inovação e o emprego. Para que isto seja  possível, - concluiu - a economia e a empresa precisam da ética para seu bom funcionamento, colocando ao centro de tudo a pessoa e a comunidade. (MT)
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 Fonte: radiovaticana.va

Leituras da

Solenidade de Todos os Santos


1ª Leitura: Ap 7,2-4.9-14
Eu, João, vi um outro anjo, que subia do lado onde nasce o sol. Ele trazia a marca do Deus vivo e gritava, em alta voz, aos quatro anjos que tinham recebido o poder de danificar a terra e o mar, dizendo-lhes: “Não façais mal à terra, nem ao mar, nem às árvores, até que tenhamos marcado na fronte os servos do nosso Deus”.
Ouvi então o número dos que tinham sido marcados: eram cento e quarenta e quatro mil, de todas as tribos dos filhos de Israel.
Depois disso, vi uma multidão imensa de gente de todas as nações, tribos, povos e línguas, e que ninguém podia contar. Estavam de pé diante do trono e do Cordeiro; trajavam vestes brancas e traziam palmas na mão. Todos proclamavam com voz forte: “A salvação pertence ao nosso Deus, que está sentado no trono, e ao Cordeiro”.
Todos os anjos estavam de pé, em volta do trono e dos Anciãos, e dos quatro Seres vivos, e prostravam-se, com o rosto por terra, diante do trono. E adoravam a Deus, dizendo: “Amém. O louvor, a glória e a sabedoria, a ação de graças, a honra, o poder e a força pertencem ao nosso Deus para sempre. Amém”. E um dos Anciãos falou comigo e perguntou: “Quem são esses vestidos com roupas brancas? De onde vieram?”
Eu respondi: “Tu é que sabes, meu senhor”.
E então ele me disse: “Esses são os que vieram da grande tribulação. Lavaram e alvejaram as suas roupas no sangue do Cordeiro”.
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Salmo: 23
 É assim a geração dos que procuram o Senhor!
 É assim a geração dos que procuram o Senhor!
 Ao Senhor pertence a terra e o que ela encerra,/ o mundo inteiro com os seres que o povoam;/ porque ele a tornou firme sobre os mares,/ e sobre as águas a mantém inabalável.
 Quando o Senhor reconduziu nossos cativos,/ parecíamos sonhar;/ encheu-se de sorriso nossa boca,/ nossos lábios, de canções.
 Quem subirá até o monte do Senhor,/ quem ficará em sua santa habitação?/ Quem tem mãos puras e inocente coração,/ quem não dirige sua mente para o crime.
 Sobre este desce a bênção do Senhor/ e a recompensa de seu Deus e Salvador”./ “É assim a geração dos que o procuram,/ e do Deus de Israel buscam a face”. 
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2ª Leitura: 1Jo 3,1-3
Vede que grande presente de amor o Pai nos deu: de sermos chamados filhos de Deus! E nós o somos! Se o mundo não nos conhece, é porque não conheceu o Pai.
Caríssimos, desde já somos filhos de Deus, mas nem sequer se manifestou o que seremos! Sabemos que, quando Jesus se manifestar, seremos semelhantes a ele, porque o veremos tal como ele é.
Todo o que espera nele purifica-se a si mesmo, como também ele é puro.
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Evangelho:  Mt 5,1-12a
Vendo Jesus as multidões, subiu ao monte e sentou-se. Os discípulos aproximaram-se, e Jesus começou a ensiná-los:
“Bem-aventurados os pobres em espírito, porque deles é o Reino dos Céus.
Bem-aventurados os aflitos, porque serão consolados.
Bem-aventurados os mansos, porque possuirão a terra.
Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque serão saciados.
Bem-aventurados os misericordiosos, porque alcançarão misericórdia.
Bem-aventurados os puros de coração, porque verão a Deus.
Bem-aventurados os que promovem a paz, porque serão chamados filhos de Deus.
Bem-aventurados os que são perseguidos por causa da justiça, porque deles é o Reino dos Céus!
Bem-aventurados sois vós, quando vos injuriarem e perseguirem, e, mentindo, disserem todo tipo de mal contra vós, por causa de mim. Alegrai-vos e exultai, porque será grande a vossa recompensa nos céus”.
Reflexão
Solenidade de Todos os Santos
A festa de todos os santos e santas de Deus é uma comemoração antiga na Igreja. No século II, a Igreja já celebrava a memória dos seus mártires para que, inspirados por seu testemunho, os fiéis pudessem se manter firmes no testemunho de Jesus Cristo. É uma festa para todos os fiéis, pois nossa vocação comum é à santidade.
Santos e Santas - Modelos para todos nós
A primeira bem-aventurança é o fundamento de todas as demais: “bem-aventurados os pobres em espírito porque deles é o reino dos céus”. No ser humano, há um espírito que ele recebeu de Deus, que o chamou à existência (Gn 2,7). A pobreza de espírito é em relação a Deus, isto é, diante de Deus o ser humano se encontra “desnudo”. Para o discípulo, viver essa realidade de maneira concreta é assumi-la com o coração puro, experimentá-la no mais profundo do ser, lá onde aflora a presença de Deus.
Nesse sentido, as bem-aventuranças são um apelo a viver a vida em referência a Deus e na esperança de que a recompensa vem do alto. Não há nenhum espaço para a passividade, pois o Espírito que age em nós nos conduz a um compromisso efetivo com o Reino de Deus. A perspectiva escatológica de cada bem-aventurança é o fundamento da vida moral, do agir concreto do cristão no mundo. As bem-aventuranças, gênero literário bastante atestado no Antigo Testamento, fazem parte do longo discurso denominado sermão da montanha (Mt 5–7).
O livro do Apocalipse foi escrito com a finalidade de encorajar os cristãos a que, mesmo na perseguição implacável, guardassem a palavra de Cristo, não renunciassem à fé e aos valores da vida cristã. Ele tira para a vida dos cristãos as consequências do mistério pascal do Senhor. O que encoraja a Igreja peregrina é considerar a Igreja triunfante.
A multidão numerosa vestida de branco são os que por Cristo deram a sua vida e no Cristo participam da sua gloriosa ressurreição, e que confiaram plenamente no Senhor: “Todo o que espera nele purifica-se, como também ele é puro” (1Jo 3,3). É preciso, por fim, dizer que o que nos faz santos é a presença de Deus em nós. Acolher essa presença, deixar-se conduzir por ela, é o caminho da santidade.
                                   Pe. Carlos Alberto Contieri, sj 
    Reflexão: paulinas.org.br   Banner: cnbb.org.br   Ilustrações: franciscanos.org.br
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sexta-feira, 30 de outubro de 2015

Está chegando a nova edição do

Informativo Paroquial Anunciai!
No final das missas deste sábado (31) e do domingo (1º) você receberá a 113ª edição do informativo paroquial Anunciai!.
Matérias principaisEditorial: Somos Igreja em movimento, em saídaParóquia São JoséHorários fixos de missas e outros eventosPalavra do Pároco:  À mesa da Palavra e do Pão, somos enviados em missãoFatos em fotosEventos paroquiais; Merece DestaqueSua oferta gera belos frutosReportagemFamília Esperança; FamíliaNulidade matrimonial; Missão: Os Dez mandamentos do missionário.
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Francisco na missa desta sexta-feira:

O perdão de Deus não é uma sentença de tribunal
Cidade do Vaticano (RV) – Um bom sacerdote sabe “se comover” e “se comprometer com a vida das pessoas”, disse o Papa na homilia da manhã desta sexta-feira (30/10), feita em espanhol. Deus, disse o Pontífice, “nos perdoa como Pai, não como um funcionário do tribunal”.
“Deus tem compaixão. Tem compaixão por cada um de nós, tem compaixão da humanidade e mandou seu Filho para curá-la, para regenerá-la”, para “renová-la”. Esta é uma das passagens da homilia do Papa, concentrada na compaixão de Deus.
Cardeal Barragán concelebrou com o Papa
“É interessante – observou – que na parábola que todos conhecemos do Filho Pródigo, diz-se que quando o pai – que é uma representação de Deus que perdoa – vê chegar seu filho, teve compaixão. A compaixão de Deus não é ter piedade: uma coisa não tem nada a ver com a outra”.
Eu, acrescentou, “posso ter piedade de um cão que está morrendo”, mas a compaixão de Deus é outra coisa: é “colocar-se no problema, colocar-se na situação do outro, com o coração de Pai”. E, por isso, destacou, “mandou seu Filho”:
“Jesus curava as pessoas – afirmou – mas não era um curandeiro. Não! Curava as pessoas como um sinal, como sinal da compaixão de Deus, para salvá-las, para trazer de volta a ovelha perdida, o dinheiro perdido daquela senhora na carteira. Deus tem compaixão. Deus coloca o seu coração de Pai, coloca o seu coração por cada um de nós. E quando Deus perdoa, perdoa como um Pai e não como um funcionário do tribunal, que lê a sentença e diz: ‘Absolvido por insuficiência de provas’. Nos perdoa por dentro. Perdoa porque se colocou no coração desta pessoa”.
Jesus, acrescentou, foi enviado para “trazer a boa nova, para libertar aquele que se sente oprimido”. Jesus “foi enviado pelo Pai para se colocar em cada um de nós, libertando-nos dos nossos pecados e dos nossos males”.
“É isto que faz um sacerdote: comover-se, comprometer-se na vida das pessoas, porque um padre é um sacerdote, assim como Jesus é sacerdote. Quantas vezes – e depois temos que nos confessar – criticamos aqueles padres aos quais não interessa aquilo que acontece em sua congregação, que não se preocupam. Não, não é um bom padre! Um bom padre é aquele que se preocupa”.
Um bom padre, prosseguiu o Papa, é aquele que se envolve em “todos os problemas humanos”. E destacou o serviço oferecido à Igreja pelo Cardeal Javier Lozano Barragán, presente na Missa, por ocasião dos seus 60 anos de sacerdócio. Francisco recordou com gratidão o seu empenho no dicastério para os Agentes de Saúde, “no serviço que a Igreja presta aos doentes”. “Damos graças a Deus – disse – por esses 60 anos de sacerdócio”, “este é um presente que o Senhor faz” ao Cardeal Barragán: “Poder viver assim por 60 anos”. (RB/BF)
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                                                                                      Fonte: radiovaticana.va

Destaques da Arquidiocese de Pouso Alegre

Pastoral Catequética promove encontro para coordenadores
Os coordenadores paroquiais de Catequese e catequistas da Paróquias da Arquidiocese de Pouso Alegre são convidados para se reunirem no próximo dia 14 de novembro para um dia de formação. O encontro ocorre na Escola Profissional Delfim Moreira (Rua Monsenhor José Paulino, 371 – em frente ao Colégio São José) entre 08h30 e 16h.
As reflexões se darão sobre o tema A Catequese na era digital. Entre os palestrantes estão o coordenador da Pastoral da Comunicação na Arquidiocese de Pouso Alegre, o seminarista estagiário Andrey Nicioli, e os membros da equipe arquidiocesana que estiveram presentes no encontro do Regional Leste II da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), padre Tiago Vilela, Gislaine (Senador Amaral), Edy (Ouro Fino), Fátima (Cambuí), Ana e Lúcia (ambas de Itajubá).
São convidados dois catequistas da Equipe de Coordenação, reafirmando a participação de coordenadores. A confirmação da participação deve ser feita até o dia 10 de novembro (terça-feira) pelo telefone da Cúria Metropolitana (35 3421-1248), com Lucimara, ou pelo email:secretariadepastoralpa@gmail.com.  O investimento é de R$ 27,00 por pessoa.
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Ministros Extraordinários da Eucaristia terão 3ª Concentração

A 3ª Concentração Eucarística dos Ministros Extraordinários da Eucaristia será realizada em 15 de novembro, no Santuário de Santa Rita, em Santa Rita do Sapucaí. Na oportunidade o Côn. Benedito Ramon fará uma reflexão sobre o tema: “À Mesa da Palavra e do Pão somos alimentados e enviados em Missão”. A Concentração terá início às 8h e o encerramento será com Santa Missa às 15h.
Jesus está vivo na Palavra e na Eucaristia
O evento está sendo preparado pela Assessoria Arquidiocesana dos Ministros Extraordinários da Comunhão Eucarística e tem na Carta Encíclica Ecclesia de Eucharistia, de São João Paulo II a inspiração para os trabalhos: “A Igreja vive da Eucaristia. Esta verdade não exprime apenas uma experiência diária de fé, mas contém em síntese o próprio núcleo do mistério da Igreja. É com alegria que ela experimenta, de diversas maneiras, a realização incessante desta promessa: “Eu estarei sempre convosco, até ao fim do mundo” (Mt 28, 20); mas, na sagrada Eucaristia, pela conversão do pão e do vinho no corpo e no sangue do Senhor, goza desta presença com uma intensidade sem par. Desde o Pentecostes, quando a Igreja, povo da nova aliança, iniciou a sua peregrinação para a pátria celeste, este sacramento divino foi ritmando os seus dias, enchendo-os de consoladora esperança”.
A Assessoria Arquidiocesana também está preparando o material que será encaminhado para as paróquias para a Celebração de um Tríduo em preparação para a Concentração Eucarística.
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CAL emite orientações para as celebrações do ciclo do Natal

A Comissão Arquidiocesana de Liturgia emitiu esta semana algumas orientações sobre a vivência e celebração do ciclo de Natal. O texto é destinado aos Presbíteros, Religiosos(as), Consagrados(as), Seminaristas e todos os animadores da vida litúrgica das comunidades da Arquidiocese de Pouso Alegre. As orientações ajudam as comunidades a celebrarem o Advento; Natal, que também englobas as solenidades da Mãe de Deus, Sagrada Família, Batismo do Senhor; e Epifania.
Deus se faz homem na simplicidade e na pobreza
Já na introdução, a lembrança de que a Liturgia convida a celebrar o tempo. Ela permite aos fiéis parar, sentir, refletir, meditar, rezar, viver e atualizar o Mistério! Por meio da Liturgia, entra-se no ‘Tempo de Deus’ que, por sua vez, entra no ‘nosso tempo’ e na ‘nossa história’, e santifica.
O novo ano litúrgico, ano C, proporciona a oportunidade de aprofundamento da fé e da espiritualidade litúrgica, auxiliados sobretudo pelo evangelho de São Lucas. Desde as primeiras páginas desse evangelho, Jesus é proclamado o Salvador enviado por Deus (cf. Lc 1,46b-47). É tempo de renovar a esperança e a fé na presença de Deus que visita o seu povo. Lucas apresenta uma releitura da vida e da prática de Jesus com a intenção de ajudar as comunidades cristãs a retomar o seguimento de Jesus. Acompanhando os passos de Jesus nesse evangelho, descobre-se a presença de um Deus amoroso e compassivo.
Preparemos nosso coração e nossa vida
para a chegada do Senhor!
O evangelho de Lucas é conhecido como o evangelho do caminho. No caminho, Jesus transmite seus principais ensinamentos a seus seguidores e seguidoras. Seguir Jesus exige deixar-se mover pela compaixão e aproximar-se das pessoas marginalizadas e excluídas. Esse foi o caminho de Jesus, e o da pessoa cristã não pode ser diferente. Neste evangelho encontramos algumas das mais memoráveis histórias de misericórdia divina. Ao dar ênfase na misericórdia de Jesus para com pecadores e renegados, encontra-se em Lucas a “docilidade de Cristo”.
Celebrando o mistério pascal de Cristo em suas primeiras manifestações, o ciclo do Natal engloba o tempo do Advento, como preparação, as festas do Natal que inclui a Epifania, como chegada e realização, e o tempo do Natal, como prolongamento com as festas da Sagrada Família, de Maria, Mãe de Deus, encerrando com a festa do Batismo do Senhor. Nele faz-se memória da vinda salvífica do Senhor, da sua manifestação na fragilidade de nossa carne, na contingência e contradições da história, enquanto se aguarda seu novo Natal, seu Reino, sua vinda definitiva e gloriosa no fim dos tempos.
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 Fonte: arquidiocese-pa.org.br   Textos de Adaysa Fernandes e Andrey Nicioli

quinta-feira, 29 de outubro de 2015

Diácono Samuel Araújo Ferreira

será ordenado presbítero neste sábado

Pela imposição das mãos do arcebispo metropolitano, Dom José Luiz Majella Delgado, CSsR, será ordenado presbítero o diácono Samuel Araújo Ferreira, no dia 31 de outubro, às 9h, na Igreja Matriz de Nossa Senhora de Fátima, Santa Rita do Sapucaí.
Que Deus o fortaleça em seu ministério!
O diácono Samuel escolheu o lema “Que Ele cresça e eu diminua” Jo 3,30. O novo sacerdote celebrará sua primeira missa no mesmo dia, às 19h, na comunidade São José Operário, de Santa Rita do Sapucaí.
Vida de Fé
Samuel Araújo Ferreira nasceu em Santa Rita do Sapucaí no dia 9 de fevereiro de 1985. É filho de José Antônio Ferreira e de Rita Tenório Nogueira Ferreira. Ele tem duas irmãs, Daniela de Cássia Ferreira Silvério e Elaine Cristina Ferreira Nascimento.
Morou com seus pais e suas irmãs em diversas localidades da região do município de Santa Rita do Sapucaí-MG e Pouso Alegre-MG, e este ritmo de mudança e conhecimento de pessoas simples e amigas, foi causa de uma nova vocação. A cada mudança um mundo novo, comunidade nova, e ao participar com sua família das orações populares, terços e procissões, percebeu o quanto o povo tem necessidade do pastor, para conduzi-los para o caminho de Jesus. A família é a “Igreja doméstica” e foi nessa Igreja doméstica que o Diácono Samuel sentiu o chamado de Deus, para colaborar na construção de seu Reino de amor e paz.
Ingressou no Seminário Arquidiocesano de Pouso Alegre no dia 1º de fevereiro de 2003, para o seminário menor, onde cursou o Ensino Médio no Colégio São José. Formou-se em Filosofia e Teologia pela Faculdade Católica de Pouso Alegre entre os anos 2006 – 2012.
Este convite é para você!
Durante o período em que esteve no seminário, o Diácono Samuel ajudou na evangelização do povo de Deus durante os finais de semana nas paróquias: São João Batista em Pouso Alegre-MG; São José em Paraisópolis-MG; São Geraldo Majela e São José do Pantano em Pouso Alegre-MG; Nossa Senhora da Conceição em Conceição dos Ouros-MG. E grande parte de seu estágio pastoral ele realizou na Paróquia São João Batista em Cachoeira de Minas-MG, em 2013 e, posteriormente, na Paróquia Sant’Ana em Silvianópolis-MG.
No dia 7 de março de 2015, na Catedral Metropolitana de Pouso Alegre-MG foi ordenado diácono juntamente com mais dois amigos (Tales Tadeu Ananias e Thiago Oliveira Raimundo) padres da Arquidiocese. Atualmente exerce seu ministério diaconal na Paróquia Nossa Senhora da Medalha Milagrosa em Monte Sião-MG.
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                                Fonte: arquidiocese-pa.org.br   Texto de Adaysa Fernandes

CNBB divulga

nota sobre a realidade sociopolítica brasileira

A Presidência da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) divulgou nesta quinta-feira (29), durante coletiva de imprensa, nota sobre “A realidade sociopolítica brasileira: dificuldades de oportunidades”. O texto foi aprovado pelo Conselho Permanente da instituição, que esteve reunido em Brasília, de 27 a 29 deste mês.

Dom Leonardo Steiner, Dom Sergio Rocha e Dom Murilo Krieger
Na nota, a CNBB manifesta-se a respeito do momento de crise na atual conjuntura. “A permanência e o agravamento da crise política e econômica, que toma conta do Brasil, parecem indicar incapacidade das instituições republicanas que não encontram um modo de superar o conflito de interesses que sufoca a vida nacional, e que faz parecer que todas as atividades do país estão paralisadas e sem rumo”, declaram os bispos.  
Confira a íntegra do texto:
A REALIDADE SOCIOPOLÍTICA BRASILEIRA
DIFICULDADES E OPORTUNIDADES
O Conselho Permanente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil-CNBB, reunido em Brasília de 27 a 29 de outubro de 2015, comprometido com a vivência democrática e com os valores humanos, consciente de que é dever da Igreja cooperar com a sociedade para a construção do bem comum, manifesta-se acerca do momento de crise na atual conjuntura social e política brasileira.
A permanência e o agravamento da crise política e econômica, que toma conta do Brasil, parecem indicar a incapacidade das instituições republicanas que não encontram um modo de superar o conflito de interesses que sufoca a vida nacional, e que faz parecer que todas as atividades do país estão paralisadas e sem rumo. A frustração presente e a incerteza no futuro somam-se à desconfiança nas autoridades e à propaganda derrotista, gerando um pessimismo contaminador, porém, equivocado, de que o Brasil está num beco sem saída. Não nos deixaremos tomar pela “sensação de derrota que nos transforma em pessimistas lamurientos e desencantados com cara de vinagre” (Papa Francisco – Alegria do Evangelho, 85). 
A serviço do Povo de Deus
Somos todos convocados a assegurar a governabilidade que implica o funcionamento adequado dos três poderes, distintos, mas harmônicos; recuperar o crescimento sustentável; diminuir as desigualdades; exigir profundas transformações na saúde e na educação; ampliar a infraestrutura, cuidar das populações mais vulneráveis, que são as primeiras a sofrer com os desmandos e intransigências dos que deveriam dar o exemplo. Cada protagonista terá que ceder em prol da construção do bem comum, sem o que nada se obterá. 
É preciso garantir o aprofundamento das conquistas sociais com vistas à construção de uma sociedade justa e igualitária. Cabe à sociedade civil exigir que os governantes do executivo, legislativo e judiciário recusem terminantemente mecanismos políticos que, disfarçados de solução, aprofundam a exclusão social e alimentam a violência, entre os quais o estado penal seletivo, as tentativas de redução da maioridade penal, a flexibilização ou revogação do Estatuto do Desarmamento e a transferência da demarcação de terras indígenas para o Congresso Nacional. No genuíno enfrentamento das atuais dificuldades pelas quais passa o país, não se pode abrir espaço para medidas que, de maneira oportunista, se apresentam como soluções fáceis para questões sabidamente graves e que exigem reflexão e discussão mais profundas com a sociedade.
A superação da crise passa pela recusa sistemática de toda e qualquer corrupção, pelo incremento do desenvolvimento sustentável e pelo diálogo que resulte num compromisso comum entre os responsáveis pela administração dos poderes do Estado e a sociedade. O Congresso Nacional e os partidos políticos têm o dever ético e moral de favorecer a busca de caminhos que recoloquem o país na normalidade. É inadmissível alimentar a crise econômica com uma crise política irresponsável e inconsequente.  
Recorde-se que “uma sociedade política dura no tempo quando, como uma vocação, se esforça por satisfazer as carências comuns, estimulando o crescimento de todos os seus membros, especialmente aqueles que estão em situação de maior vulnerabilidade ou risco. A atividade legislativa baseia-se sempre no cuidado das pessoas” (Papa Francisco ao Congresso dos EUA). Nesse sentido, com o espírito profético inspirado na observância do Evangelho, a CNBB reitera que o povo brasileiro, os trabalhadores e, principalmente, os mais pobres não podem ser prejudicados em nome de um crescimento desigual que reserva benefícios a poucos e estende a muitos o desemprego, o empobrecimento e a exclusão.
A construção de pontes que favoreçam o diálogo entre todos os segmentos que legitimamente representam a sociedade é condição fundamental para a superação dos discursos de ódio, vingança, punição e rotulação seletivas que geram um clima de permanente animosidade e conflito entre cidadãos e grupos sociais. Esse clima belicoso, às vezes alimentado por parte da imprensa e das redes sociais, poderá contaminar ainda mais os corações e mentes das pessoas, aprofundando abismos e guetos que, historicamente, maculam nossa organização social. Ao aproximar-se o período eleitoral de 2016, é responsabilidade de todos os atores políticos e sociais, comprometidos com a ética, a justiça e a paz, aperfeiçoarem o ambiente democrático para que as eleições não sejam contagiadas pelos discursos segregacionistas que ratificam preconceitos e colocam em xeque a ampliação da cidadania em nosso país. 
A corrupção se tornou uma “praga da sociedade” e um “pecado grave que brada aos céus” (Papa Francisco - O rosto da misericórdia, n.19). Acometendo tanto instituições públicas, quanto da iniciativa privada, esse mal demanda uma atitude forte e decidida de combate aos mecanismos que contribuem para sua existência. Nesse sentido, destaca-se a atuação sem precedentes dos órgãos públicos aos quais compete combater a corrupção. A contraposição eficaz à corrupção e à sua impunidade exige, antes de mais nada, que o Estado cumpra com rigor e imparcialidade a sua função de punir igualmente tanto os corruptos como os corruptores, de acordo com os ditames da lei e as exigências de justiça.
Deus nos dê a força e a sabedoria de seu Espírito, a fim de que vivamos nosso ideal de construtores do bem comum, base da nova sociedade que almejamos para nós e para as futuras gerações.
Brasília, 28 de outubro de 2015. 
Dom Sergio da Rocha - Arcebispo de Brasília-DF - Presidente da CNBB
Dom Murilo S. R. Krieger -Arcebispo de São Salvador da Bahia- BA - Vice-presidente da CNBB 
Dom Leonardo Ulrich Steiner - Bispo Auxiliar de Brasília-DF - Secretário Geral da CNBB
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Clero Arquidiocesano

encerra dias de estudos teológicos
Dom Majella, ladeado pelo Pe. Simão Cirineu, Fiác. Samuel e Côn Wilson
Uma missa celebrada na manhã desta quinta-feira, 29, na Capela do Seminário Arquidiocesano Nossa Senhora Auxiliadora, marcou o encerramento da atualização teológica do clero clero da Arquidiocese de Pouso Alegre. Durante três dias, os padres, diácono e seminaristas estagiários refletiram sobre a administração paroquial, visando as leis trabalhistas e tributárias, e sobre as Diretrizes Gerais da ação Evangelizadora da Igreja do Brasil, este sendo refletido pelo padre José Carlos Pereira. As questões administrativas e contábeis foram apresentadas pelas advogadas Raquel A. Arietti e Tatiane Mekaro, da empresa Tafer – Assessoria e Consultoria, de São Paulo.
A partir do Evangelho da liturgia do dia (Lc 13, 31-35), o Arcebispo Metropolitano, Dom José Luiz Majella Delgado – C.Ss.R., reforçou a necessidade de que todos saiam destes dias de estudo e reflexão com ardor e disposição, como discípulos e missionários de Jesus.
Sacerdotes concelebrantes
“Jesus não abre mão do projeto do Pai, mas Ele assume o projeto do Pai. Ele afirma: faço curas hoje e amanhã e no terceiro dia terminarei meu trabalho. É o agir de Jesus, a ação missionária. Jesus que se coloca entre os profetas. Preciso caminhar hoje, amanhã e depois de amanhã. Não abrir mão do projeto do Pai é continuar sendo missionário”, afirmou.
Dom Majella continuou: “Após realizarmos estes três dias de estudos, esteja claro no coração de cada um o continuar da missão. Não nos deixemos ser seduzidos pelo sistema que nos envolve no mundo atual. Que possamos viver a missão hoje, amanhã e depois de amanhã, sempre com o mesmo ardor e a mesma disposição”.
A Eucaristia também marcou a celebração do aniversário natalício de Dom Majella, comemorado no último dia 19, e a vida dos padres que também fizeram aniversário no mês de outubro.
Ao clero: Faça o download dos materiais formativos: Slide 1 e Slide 2
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                                       Fonte: arquidiocese-pa.org.br   Texto de Andrey Nicioli

Papa Francisco na missa desta quinta-feira::

Deus não condena, pode somente amar
Cidade do Vaticano (RV) – Deus não condena, pode somente amar: em síntese, foi o que disse o Papa Francisco na Missa celebrada esta manhã na Casa Santa Marta.
Na primeira leitura, São Paulo explica que os cristãos são vencedores porque “se Deus está conosco, quem estará contra nós?”. Se Deus nos salva, quem nos condenará? Para Francisco, parece que o cristão tem “a força desta certeza de vencedor” nas próprias mãos como se fosse uma propriedade. Como se os cristãos pudessem dizer de maneira triunfal: “Agora nós somos os campeões!”. Mas o sentido é outro: é o fato de que nada jamais “poderá nos separar do amor de Deus manifestado em Cristo Jesus, nosso Senhor”:
"Deus não pode não amar!"
“Não é que nós somos vencedores sobre nossos inimigos, sobre o pecado. Não! Nós estamos ligados ao amor de Deus, que nenhuma pessoa, nenhuma potência, nada nos poderá separar deste amor. Paulo viu aquilo que este dom nos dá: é o dom da recriação, é o dom da regeneração em Cristo Jesus. Viu o amor de Deus. Um amor que não se pode explicar”.
“Todo homem e toda mulher – acrescentou o Papa Francisco – pode rejeitar o dom”, preferir a sua vaidade, o seu orgulho e o seu pecado. “Mas o dom existe”:
“O dom é o amor de Deus, um Deus que não pode separar-se de nós. Esta é a impotência de Deus. Nós dizemos: ‘Deus é poderoso, pode fazer tudo!’. Menos uma coisa: separar-se de nós! No Evangelho, aquela imagem de Jesus que chora sobre Jerusalém nos faz entender algo deste amor. Jesus chorou! Chorou sobre Jerusalém e naquele choro está toda a impotência de Deus: a sua incapacidade de não amar, de não separar-se de nós”.
Chorou sobre Jerusalém que mata os seus profetas, os que anunciam a sua salvação. E Deus diz a esta cidade, mas a cada um de nós, a todos: “Quantas vezes quis eu ajuntar os teus filhos, como a galinha recolhe os seus pintinhos debaixo das suas asas, e não o quiseste!”. É “uma imagem de ternura. ‘Quantas vezes quis que se sentisse esta ternura, este amor, como a galinha com os pintinhos, e vocês não quiseram”. Por isso – afirmou o Papa – São Paulo entende e pode dizer que está “convencido de que nem a morte nem a vida, nem os anjos nem os principados, nem o presente nem o futuro, nem a altura nem a profundeza, nem qualquer outra criatura poderá nos separar deste amor”:
“Deus não pode não amar! E este é a nossa segurança. Eu posso rejeitar aquele amor, posso rejeitar como fez o bom ladrão, até o fim da sua vida. Mas ali o aguardava aquele amor. O mais malvado, o mais blasfemador é amado por Deus com uma ternura de pai. E como diz Paulo, como diz o Evangelho, como diz Jesus: ‘Como uma galinha com os pintinhos’. E Deus o Poderoso, o Criador pode fazer tudo: Deus chora! Neste choro de Jesus sobre Jerusalém, naquelas lágrimas, está todo o amor de Deus. Deus chora por mim quando eu me afasto; Deus chora por cada um de nós; Deus chora pelos malvados, que fazem tantas coisas ruins, tanto mal à humanidade... Espera, não condena, chora. Por que? Porque ama!” (BF)
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                                                                                      Fonte: radiovaticana.va

quarta-feira, 28 de outubro de 2015









Papa na Audiência inter-religiosa:
A oração é a nossa força

Cidade do Vaticano (RV) – A Audiência Geral desta quarta-feira (28/10) foi dedicada aos 50 anos da Declaração Nostra Aetate, do Concílio Vaticano II, sobre as relações da Igreja Católica com as religiões não-cristãs.
A chuva que se abateu sobre a capital minutos antes da Audiência não impediu que milhares de peregrinos comparecessem à Praça S. Pedro. Além de fiéis católicos, havia delegações de outras religiões, a quem o Pontífice saudou no início de sua catequese.
De fato, a Declaração foi solenemente votada e aprovada pelos Bispos do Concílio no dia 28 de outubro de 1965. O Papa ressaltou os motivos pelos quais a mensagem da Nostra Aetate é sempre atual. Entre eles, de que a Igreja estima os fiéis de todas as religiões, apreciando seu empenho espiritual e moral e que está aberta ao diálogo com todos.
Francisco mencionou ainda os inúmeros eventos e iniciativas empreendidas com as religiões não cristãs nos últimos 50 anos, citando um de modo especial: o Encontro de Assis de 27 de outubro de 1986, promovido por S. João Paulo II. “A chama, acesa em Assis, se estendeu a todo o mundo e constitui um permanente sinal de esperança”, disse o Papa.
Cristãos, judeus e muçulmanos
De todos os frutos positivos da Declaração, o Pontífice destacou a transformação ocorrida nas relações entre cristãos e judeus.
Conhecimento, respeito e estima recíprocas: base para o relacionamento
“Indiferença e oposição tornaram-se colaboração e benevolência. De inimigos e estranhos, nos tornamos amigos e irmãos. O Concílio traçou o caminho: ‘sim’ ao redescobrimento das raízes hebraicas do Cristianismo; ‘não’ a toda forma de antissemitismo e condenação de toda de toda injúria, discriminação e perseguição que derivam.”
O conhecimento, o respeito e a estima recíprocas, prosseguiu o Pontífice, são a base para as relações com outras religiões. De modo especial, falou dos muçulmanos, que se referem à paternidade de Abraão, veneram Jesus como profeta, honram Maria e praticam a oração, as esmolas e o jejum.
Diálogo inter-religioso
“O respeito recíproco é condição e, ao mesmo tempo, fim do diálogo inter-religioso”, recordou Francisco, afirmando que o mundo olha para os fiéis pedindo respostas efetivas a inúmeros temas como a paz, a fome, a miséria, a crise ambiental, a violência e a corrupção.
“Nós fiéis não temos receitas para esses problemas, mas temos um grande recurso: a oração. A oração é o nosso grande tesouro, ao qual nos dirigimos segundo as respectivas tradições, para pedir os dons aos quais a humanidade anseia.”
Terrorismo
Para Francisco, por causa da violência e do terrorismo, se difundiu uma atitude de suspeita ou até mesmo de condenação das religiões. Não obstante nenhuma religião esteja imune ao risco do fundamentalismo e do extremismo, o Papa ressalta os valores positivos que cada um vive e propõe. O diálogo, afirma o Pontífice, pode levar à colaboração em tantos campos, sobretudo no serviço aos pobres, aos excluídos, no acolhimento dos migrantes e no combate à pobreza..
“O Jubileu Extraordinário da Misericórdia é uma ocasião propícia para trabalhar juntos no campo das obras de caridade. E neste campo, podem se unir a nós tantas pessoas que não se sentem fiéis ou que estão em busca de Deus e da verdade”, convidou Francisco, recordando ainda o compromisso em prol da preservação da natureza. E concluiu:
“Queridos irmãos e irmãs, quanto ao futuro do diálogo inter-religioso, a primeira coisa que devemos fazer é rezar. Rezemos uns pelos outros. Somos irmãos. Sem o Senhor, nada é possível; com Ele, tudo se torna possível! Possa a nossa oração aderir plenamente à vontade de Deus, o Qual deseja que todos os homens se reconheçam irmãos e vivam como tais, formando a grande família humana na harmonia das diversidades.”
Saudações
Antes da catequese, o Santo Padre saudou os doentes que participaram da Audiência na Sala Paulo VI, devido ao tempo instável. Na sequência, tomaram a palavra os Presidentes dos Pontifícios Conselhos para o Diálogo Inter-religioso, Card. Jean-Louis Tauran, e para a Promoção da Unidade dos Cristãos, Card. Kurt Koch, que leram uma saudação ao Papa pelos 50 anos da Declaração conciliar. Eles estavam acompanhados pelos participantes do Congresso Internacional sobre a Declaração, em andamento na Pontifícia Universidade Gregoriana. Entre eles, membros do Congresso Judaico Mundial. (BF)
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                                                                     Fonte: radiovaticana.va     news.va

terça-feira, 27 de outubro de 2015

Dom Raymundo recebe imprensa

em coletiva sobre Sínodo dos Bispos
“As recomendações do Sínodo devem nos interpelar, tanto padres, bispos e fiéis, de como nós devemos hoje nos empenhar cada vez mais no cuidado e na atenção às famílias e para com aqueles que estão se preparando para abraçar a vida matrimonial”. 
Foi o que disse o cardeal arcebispo de Aparecida, dom Raymundo Damasceno Assis na manhã desta terça-feira (27) durante coletiva de imprensa sobre o Sínodo dos Bispos, no Seminário Bom Jesus, em Aparecida (SP). O cardeal que foi um dos presidentes-delegados do Sínodo, que ocorreu de 04 a 25 de outubro, no Vaticano, falou a jornalistas de diversos veículos por quase uma hora explicando as questões mais debatidas pelos padres sinodais e encaminhadas ao Santo Padre no Relatório Final. 
Dom Raymundo Damasceno Assis
O cardeal explicou que o Sínodo não é a palavra do Papa, ele apenas funciona como indicador de possíveis caminhos pastorais nas mais diversas questões que afligem ou fazem parte da realidade familiar e que depois dessa fase, com a aprovação do Relatório Final, é trabalho do Papa dar encaminhamento sobre os 94 parágrafos elencados do documento e, possivelmente, redigir uma exortação apostólica pós-sinodal sobre tais discussões. 
“Os padres sinodais entregaram as conclusões, para que ele decida o que fazer com as conclusões, Cabe a ele utilizar para uma eventual exortação apostólica pós-sinodal, que se torne documento com o seu selo, válido como magistério da Igreja, para toda a Igreja. O Sínodo não decide, ele apenas sugere, propõe e faz recomendações. O Papa que depois toma decisão de dar encaminhamento a essas conclusões” frisou dom Damasceno. 
O cardeal destacou os números 84, 85 e 86 do Relatório Final, que trata sobre a participação dos casais em segunda união e que enfatiza a importância da busca do “discernimento” e do favorecimento da “integração” dessas pessoas na comunidade cristã. 
“No documento, em nenhum momento, fala-se de confissão ou comunhão dos casais que contraíram uma segunda união, depois de ter se separado, mas dá algumas orientações muito importantes que permitem dizer que a porta não esta fechada, a porta continua aberta, continua objeto de reflexão, de estudo e de aprofundamento. Esses três números tem como título ‘Discernimento e Integração’. É muito importante essas duas palavras”, assinalou. 
Dom Damasceno explicou que ao atender com misericórdia e acolhimento esses casais, não significa negar o caráter indissolúvel do sacramento do matrimônio, mas antes uma forma da Igreja compreender essas realidades. 
“A comunidade cristã deve cuidar dessas pessoas, isso não significa enfraquecimento da própria fé. A Igreja não está negando a indissolubilidade do matrimônio, não significa enfraquecimento da fé dos demais casais, pelo contrário a Igreja quer exprimir com isso a sua caridade, a sua misericórdia, o seu amor, o seu perdão para com todas as pessoas, pois sabemos que a misericórdia de Deus não tem limites”, sublinhou.
O cardeal falou ainda que esses casais "não devem se sentir excomungados" da vida comunitária, mas "podem viver e amadurecer como membros vivos da Igreja, sentindo a Igreja como mãe que os acolhe sempre e cuida deles e os encoraja no caminho da vida cristão e do Evangelho". 
Dom Raymundo também destacou uma das prioridades do Sínodo, a importância de uma preparação para os casais que irão receber o matrimônio. 
“A Igreja deseja que as pessoas vivam o matrimônio como vocação. As pessoas não se casam, apenas para realizar uma exigência jurídica, apenas por questão de tradição de costumes, o casamento é vocação e se é vocação ele também tem uma missão a cumprir no mundo. Como dizia o Papa João Paulo II: ‘o futuro da humanidade passa pela família’. Isso implica em quê? Implica em preparação. O documento fala em uma preparação remota que se faz desde o seio da família, onde as crianças são educadas para os valores humanos e cristãos. Fala também da preparação mais próxima e da preparação imediata, de modo que ao abraçar o matrimônio, a pessoa tem que se preparar, como se prepara para qualquer vocação, para qualquer missão”, analisou. 
Junto a essa discussão, o cardeal lembrou que muitas vezes os casais não tem uma preparação adequada em vista do matrimônio. “Muitas vezes o que acontece com nossos noivos, aqueles que querem se casar? Uma preparação de poucas horas. Para assumir uma responsabilidade para a vida toda. Então, o Sínodo lembra a importância dessa preparação dos noivos que vão abraçar o matrimônio, não como eu disse como uma exigência meramente jurídica, ou por uma questão social, tradicional, mas vão abraçar este estado de vida, como uma vocação, como um chamado de Deus, que ele deve se entregar a uma amor pleno total, a seu esposo, esposa, com um amor uno e indissolúvel aberto à vida e com uma grande responsabilidade social, tanto na sociedade como na Igreja, e isso não pode ser improvisado”, declarou.
O Relatório Final do Sínodo dos Bispos sublinha especialmente a beleza da família, a Igreja doméstica baseada no casamento entre homem e mulher, e reafirma a doutrina da indissolubilidade do matrimônio sacramental como uma verdade fundada em Cristo mas ressalva que verdade e misericórdia convergem em Cristo e, portanto, convida ao acolhimento das famílias feridas. 
O documento está disponível até o momento no idioma italiano, no site da Santa Sé. 
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                                                        Fonte: a12.com    Foto: jovensconectados.org.br