quarta-feira, 30 de abril de 2014

Bispos apresentam amplo panorama sobre a

52ª Assembleia Geral da CNBB

Abrindo os trabalhos do primeiro dia da 52ª Assembleia Geral (52ª AG) da CNBB nesta quarta-feira (30), os bispos que compuseram a mesa da primeira coletiva de imprensa apresentaram um panorama amplo sobre os debates e reflexões para o encontro anual do episcopado brasileiro.
Dom Murilo, Dom Sérgio e Dom Geraldo 
Os três bispos escolhidos para a primeira coletiva dedicaram-se a explanação da pauta geral dos bispos, o Tema Central e o clima de santidade que vive a Igreja com a canonização dos Papas João Paulo II e João XXIII.
Compuseram a mesa o arcebispo de Manaus (AM) e presidente da Comissão para o Tema Central, dom Sérgio Castriani, o arcebispo de Salvador (BA) e Primaz do Brasil, dom Murilo Krieger e o arcebispo de Mariana (MG), dom Geraldo Lyrio Rocha.
Dom Dimas Lara Barbosa que coordenou a entrevista apresentou os bispos e destacou os primeiros trabalhos da 52ª AG, como o relatório do presidente da CNBB, dom Raymundo Damasceno Assis, sobre os passos da Igreja do Brasil desde a assembleia do ano passado ao momento presente e alguns dados sobre o programa da assembleia.
“Durante o período em que estão reunidos os bispos em assembleia são tratados assuntos pastorais de ordem espiritual e temporal, os problemas emergentes da vida das pessoas, da sociedade sempre na perspectiva da evangelização”, destacou dom Dimas sobre a finalidade da assembleia.
Dom Geraldo Lyrio  Rocha
A seguir, tomou a palavra dom Geraldo Lyrio que apresentou o conjunto da pauta da assembleia de forma geral. A respeito do Tema Central, o arcebispo enumerou os diversos temas como, por exemplo, a preparação para a 3ª Assembleia Geral Extraordinária do Sínodo dos Bispos; a exortação sobre a nova evangelização do Papa Francisco; a avaliação e encaminhamento das Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora (DGAE) de 2015 a 2018; as consequências e desafios pastorais da Jornada Mundial da Juventude, os Regionais da CNBB e a questão ambiental na Amazônia, e ainda as temáticas dos organismos (conselhos) vinculados à CNBB.
Ao finalizar sua fala o arcebispo assinalou o grande esforço dos bispos do Brasil ao discutirem temas tão diversos e tão amplos em poucos dias de encontro. “Estamos com uma pauta muito longa e muito diversificada, mas parece muito ligada a nossa realidade, ao nosso contexto da Igreja e da própria realidade nacional”, disse. 
Dom Sérgio Castriani
Dom Sérgio Castriani, responsável pela Comissão do Tema Central enfatizou a retomada do tema e o empenho da Igreja na busca da renovação das paróquias em vista da conversão pastoral para consequentemente acontecer a renovação da Igreja.
“A intenção de nós destacarmos este ano também como tema central a paróquia, não era simplesmente de elaborar um texto bonito, mas de deslanchar um processo de reflexão que chegasse até às bases, envolvendo todas as instâncias da Igreja" e, completou: "Posso testemunhar que de fato durante todo este ano a partir da assembleia do ano passado que aprovou o [documento] como um texto de estudos, que todas as pessoas foram envolvidas”, explicitou.
“Acredito que todo esse processo já valeu a pena, o processo foi muito fecundo e marcou profundamente a vida da Igreja no Brasil da última assembleia até hoje”. O documento final será apresentado aos bispos e espera-se que seja aprovado ainda nesta assembleia, acrescentou dom Sérgio.
Dom Murilo Krieger
Por último, dom Murilo Krieger apresentou alguns temas da vida da Igreja no momento atual e outros que encontram eco a partir do passado e do envolvimento da Igreja em vista de sua missão evangelizadora.
O arcebispo considerou aspectos históricos em torno dos processos de beatificação e canonização ao longo das últimas décadas e o “despertar” da Igreja para as causas de santos brasileiros e o valor desse “movimento” que contribui para a evangelização. “Começamos a colher os frutos e descobrir que os santos evangelizam e muito. Porque eles são um testemunho vivo daquilo que é o evangelho”, assinalou.
Nesse sentido, lembrou a canonização do Padre José de Anchieta, a organização que surgiu na Igreja do Brasil a partir das luzes do Concílio Vaticano II, e com isso, os efeitos dos pontificados dos mais novos santos, São João Paulo II e São João XXIII e encerrou dizendo do valor da unidade e da fraternidade conjugadas nos dias de assembleia, que favorece o encontro, a partilha e a unidade da Igreja diante de sua diversidade. 
                                                                                             Texto e fotos: a12.com
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52ª Assembleia Geral da CNBB

retoma debate sobre a renovação das paróquias

Diante da necessidade da renovação das paróquias para torná-la mais missionária e participativa, cerca de 300 bispos se reúnem a partir desta quarta-feira (30) em Aparecida, no Centro de Eventos Padre Vítor Coelho de Almeida para a 52ª Assembleia Geral da CNBB (52ª AG). 
Novamente está na pauta dos bispos o tema ‘Comunidade de Comunidades: uma nova paróquia’ que, lançado na assembleia do ano passado, volta neste ano para aprofundamento e amadurecimento da temática.
Padre Domingos, Sr. Antônio Márcio,
Dom José, Dom Raimundo, Dom Giovanni, Dom Leonardo
Na abertura realizada nesta manhã, compuseram a mesa de honra do ato solene: o núncio apostólico, dom Giovanni D´Aniello; o presidente da CNBB, cardeal arcebispo de Aparecida, dom Raymundo Damasceno Assis; o vice-presidente da CNBB e arcebispo de São Luís no Maranhão, dom José Belisário da Silva; o secretário geral e bispo auxiliar de Brasília, dom Leonardo Steiner; o reitor do Santuário Nacional, padre Domingos Sávio, C.Ss.R., e o prefeito de Aparecida, Antonio Marcio Siqueira. O secretário geral convidou algumas das autoridades da mesa para manifestar sua palavra na ocasião da abertura solene dos trabalhos da 52ª AG.
O reitor do Santuário Nacional, padre Domingos Sávio, fez os seus votos de um frutuoso encontro e acolheu todo o episcopado brasileiro. “Com satisfação colocamos ao dispor dos senhores a Basílica Nacional e outras dependências de nosso Santuário. Com isso, pretendemos que os senhores sintam-se bem entre nós. Buscando aprender com a Mãe Aparecida com as mãos postas em oração, queremos garantir aos senhores: contem com nossas orações!”.
Dom Giovanni D'Aniello
O Núncio Apostólico, dom Giovanni D´Aniello manifestou um agradecimento aos assessores dos bispos, os assessores da assembleia e do Santuário Nacional, bem como os diversos veículos de comunicação. Em sua terceira assembleia, dom Giovanni destacou a importância de o encontro estar alicerçado no espírito do Evangelho de Cristo especialmente à “luz da alegria do Evangelho”.
O presidente da CNBB, dom Raymundo Damasceno Assis, reforçou a importância da colegialidade dos bispos neste encontro anual e enfatizou a necessidade da Igreja aprofundar o apelo para a renovação das paróquias e de uma consequente conversão pastoral dos fiéis.
“Se ela, a paróquia, for capaz de se reformar e adaptar constantemente e continuar a ser a própria Igreja que vive no meio das casas dos seus filhos e filhas, isso supõe que esteja realmente em contato com as famílias e com a vida do povo e não se torne uma estrutura complicada, separada das pessoas e nem um grupo de eleitos que olham para si mesmos. Devemos, porém, reconhecer que o apelo à revisão e renovação das paróquias ainda não deu suficientemente o fruto desejado”, assinalou dom Damasceno baseando-se na Exortação Apostólica do Papa Francisco Evangelii Gaudium, a Alegria do Evangelho.
O presidente destacou ainda os temas que serão discutidos ao longo do encontro, que segue até o dia 9 de maio, e abriu solenemente o encontro, o que foi seguido de uma salva de palmas dos presentes.
Pela manhã, foi celebrada a missa de abertura no Santuário Nacional. Durante os encontros que se encerrarão no próximo dia 9 de maio, serão debatidos sete temas prioritários, dez temas diversos e o tema central ‘Comunidade de comunidades: uma nova paróquia’. A pauta conta também com retiro, reuniões, celebrações especiais e comunicações.
Entre os temas diversos, análises de conjuntura político-social e eclesial; a preparação para a 3ª Assembleia Geral Extraordinária do Sínodo dos Bispos; a exortação sobre a nova evangelização, do Papa Francisco; a avaliação e encaminhamento das Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora (DGAE) de 2015 a 2018; as consequências e desafios pastorais da Jornada Mundial da Juventude, os Regionais da CNBB e a questão ambiental na Amazônia. 
                                                                                             Texto e fotos: a12.com
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52ª Assembeia Geral dos Bispos do Brasil

Em missa de abertura, 
bispos confiam trabalhos à Virgem de Aparecida

Com liturgia e cânticos especiais, a Celebração Eucarística das 7h30 no Santuário Nacional abriu os trabalhos da 52ª Assembleia Geral dos Bispos do Brasil. O episcopado reunido confiou as atividades dos próximos dez dias à Virgem Mãe Aparecida e recordou a ausência dos bispos falecidos recentemente, Dom Aloísio Roque Oppermann, arcebispo emérito de Uberaba, e Dom José Moreira Bastos, bispos de Três Lagoas (MS).
Liturgia Eucarística
A Celebração foi presidida pelo Cardeal Arcebispo de Aparecida e presidente da CNBB, Dom Raymundo Damasceno Assis, e teve início com a leitura do Salmo 76 (77) “Lembrando as maravilhas do Senhor”, seguida do Cântico 1Sm 2,1-10 “Os humildes se alegram em Deus”.
Confiamos nossos trabalhos à virgem Mãe Aparecida, Padroeira e Rainha do Brasil. Este é um dos momentos mais importantes desta assembleia, pois temos os olhos fixos em Jesus Cristo, o Bom Pastor.
O cardeal iniciou sua homilia citando os novos santos da Igreja Católica, São João Paulo II, São João XXIII e São José de Anchieta: “A santidade é uma vocação universal e as canonizações são estímulos para nós, porque nos oferecem modelos de santidade”. Em seguida, comentou o Evangelho de Marcos, ressaltando que Deus nos enviou Seu filho para que acreditemos no Seu amor. “Ele nos deu a conhecer que Deus é amor, e que podemos depositar Nele nossa confiança, porque Ele nos ama incondicionalmente. Esta é a razão da alegria cristã e motivo de partilharmos a fé crista por meio da evangelização”, disse.
Citando Papa Francisco, afirmou que “a experiência da fé é uma experiência de amor sem limites; a evangelização é a partilha desse amor”.
Cerca de 300 bispos participam da Assembleia Geral
Foto de Diego Simari/a12.com
Em seguida, o celebrante pontou os destaques da 52ª Assembleia Geral, ressaltando o tema central ‘Comunidade de comunidades: uma nova paróquia’: “Ser comunidade é viver a fé na forma do amor fraterno, é o apoio de que necessitamos para anunciar o Evangelho com alegria e entusiasmo”, exaltou Dom Damasceno. Em seguida, lembrou os dois temas prioritários que refletirão sobre o papel do leigo na Igreja e a questão agrária no país.
Ao final, o cardeal fez uma breve prece a Nossa Senhora Aparecida: “Confiamos nossos trabalhos à virgem Mãe Aparecida, Padroeira e Rainha do Brasil. Este é um dos momentos mais importantes desta assembleia, pois temos os olhos fixos em Jesus Cristo, o Bom Pastor”.
Cardeal Damasceno recordou ainda que Dom Aloísio Roque Oppermann e Dom José Moreira Bastos já haviam confirmado presença na 52ª Assembleia Geral. “Que Deus os acolha e recompense por todo o trabalho que prestaram à Igreja como sacerdotes e bispos”, refletiu.
                                                                                                        Fonte: a12.com
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Papa Francisco nomeia dois novos bispos para o Brasil

Arquidiocese de São Paulo ganha novos Auxiliares

Cidade do Vaticano (RV) – O Papa Francisco nomeou dois Auxiliares para a Arquidiocese de São Paulo. São eles: o Rev. José Roberto Fortes Palau (foto), do clero da diocese de São José dos Campos (SP), até então Pároco da Paróquia “Santo Agostinho” naquela diocese, e o Rev. Carlos Lema Garcia, da Prelazia Pessoal da Santa Cruz e Opus Dei, até então Diretor Espiritual da Opus Dei no Brasil. 
Dom Fortes Palau
Dom Fortes Palau
Dom Fortes Palau nasceu em 9 de abril de 1965 em Jacareí, diocese de São José dos Campos. Estudou Filosofia no Instituto de Teologia e Filosofia “Santa Teresinha” da cidade e Teologia no Instituto Teológico “Sagrado Coração de Jesus” em Taubaté. Foi ordenado sacerdote em 6 de fevereiro de 1993. Obteve a Licenciatura em Teologia Espiritual na Pontifícia Faculdade de Teologia “Teresianum” e o Doutorado em Teologia na Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro.
No decorrer do ministério sacerdotal, sempre trabalhando na cidade de São José dos Campos, desempenhou as seguintes funções: Vigário paroquial da Paróquia “Sant’Ana” (1993); Pároco da Paróquia “São José” (1997-2000); Reitor do Seminário de Teologia da diocese de São José dos Campos (2000-2011); Vigário paroquial da Paróquia “São Bento” (2004-2011); Vigário-Geral da diocese (2005-2013). Desde 2011, é Pároco da Paróquia “Santo Agostinho”.
Dom Lema Garcia
Dom Lema Garcia
Dom Lema Garcia nasceu em 30 de junho de 1956 em São Paulo. Membro da Prelazia Pessoal “Opus Dei”, estudou Filosofia no Studium Generale da Opus Dei no Brasil e Teologia na Pontifícia Universidade “Santa Cruz”, em Roma. Fez o Doutorado em Teologia Dogmática e formou-se em Teologia Moral, ambos na Pontifícia Universidade “Santa Cruz”. Além disso, é formado em Direito pela Universidade de São Paulo. Foi ordenado sacerdote em 2 de junho de 1985.
No decorrer do ministério sacerdotal, Dom Lema Garcia desempenhou as seguintes funções: Capelão do Centro Universitário do Itaim, em São Paulo (1985-1990); Capelão do CEAC, em Brasília (1990-1993); Capelão do Centro Cultural “Mirador” em Porto Alegre (1997-2002); Vigário Secretário da Delegação da Prelazia no Brasil, com sede em São Paulo (2004-2010). Desde 2010 é o Diretor Espiritual da Opus Dei no Brasil, com residência em São Paulo. (BF)
                              Fonte: radiovaticana.va   Foto 2: arquidiocesedesaopaulo.org.br
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Papa Francisco:
Com o Espírito Santo, abrir a mente para entender as palavras de Deus

Cidade do Vaticano (RV) – A Praça São Pedro ficou lotada para a Audiência Geral desta quarta-feira, em que a chuva dos últimos dias deu lugar ao sol e a uma temperatura mais amena.
Por quase meia-hora, o Papa Francisco fez o giro de toda a Praça com o seu papamóvel, para receber e retribuir o carinho dos fiéis entusiasmados. 
Depois do período pascal, o Pontífice retomou o ciclo de catequeses sobre os sete dons do Espírito Santo, falando desta vez sobre o entendimento.
O Espírito faz-nos compreender o que
Jesus disse e realizou
“Não se trata da inteligência humana, da capacidade intelectual de ser mais ou menos dotados. Mas é um dom que torna o cristão capaz de ultrapassar o aspecto exterior da realidade para perscrutar as profundezas do pensamento de Deus e do seu plano de salvação”, explicou Francisco. 
Assim o dom do entendimento está intimamente ligado com a fé, pois nos faz analisar uma situação de acordo com a inteligência de Deus, e não com a inteligência humana.
“Quando o Espírito Santo habita no nosso coração e ilumina a nossa inteligência, faz-nos crescer na compreensão daquilo que Jesus disse e realizou”, disse o Papa, convidando a multidão a pedir esta graça. 
O próprio Jesus prometeu que o Espírito Santo havia de nos recordar os seus ensinamentos e Francisco citou um episódio do Evangelho de Lucas, dos dois discípulos a caminho de Emaús. 
À medida que iam ouvindo Jesus explicar que Ele devia sofrer e morrer para depois ressuscitar, a mente deles abriu-se e recendeu-se a esperança nos seus corações. “É precisamente o que o Espírito Santo nos faz: nos abre a mente para entender melhor as coisas de Deus, as coisas humanas, as situações, todas as coisas”, disse o Papa, que concluiu:
Deixai-vos guiar pelo Espírito
“É importante o dom do entendimento para a nossa vida cristã! Peçamos ao Senhor que nos dê esta graça para entender como Ele compreende as coisas que acontecem a para entender, sobretudo, as palavras de Deus no Evangelho.”
Na saudação aos fiéis presentes na Audiência, aos de língua portuguesa disse: “Dirijo uma cordial saudação aos peregrinos de língua portuguesa, nomeadamente ao Rancho Folclórico de Macieira da Lixa e ao grupo brasileiro de Araraquara. Agradeço a vossa presença e encorajo-vos a continuar a dar o vosso fiel testemunho cristão na sociedade. Deixai-vos guiar pelo Espírito Santo para entenderdes o verdadeiro sentido da história. De bom grado abençoo a vós e aos vossos entes queridos”.
                                                                        Fonte: radiovaticana.va        news.va
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terça-feira, 29 de abril de 2014

Começa nesta quarta-feira (30) a 52ª Assembleia geral da CNBB

Confira algumas informações


A programação completa da 52ª Assembleia Geral (AG) dos Bispos do Brasil está em processo de finalização, mas já estão definidos os principais temas das plenárias, bem como os comunicados, celebrações especiais e reuniões dos quais os mais de 300 bispos deverão participar, entre os dias 30 de abril e 9 de maio, em Aparecida (SP).
Reunião do Conselho Episcopal Pastoral (Consep) em Brasília (DF)
Além do tema central “Comunidade de comunidades: uma nova paróquia”, o Centro de Eventos Padre Vítor Coelho de Almeida será palco de sete temas prioritários e outros dez temas diversos. De acordo com o presidente da CNBB, Cardeal Raymundo Damasceno Assis, estarão em destaque assuntos como a questão agrária, o papel dos cristãos leigos na Igreja e na sociedade e um documento sobre a realidade social do Brasil e as implicações nas Eleições 2014.
Dentro dos temas diversos, haverá análises de conjuntura político-social e eclesial; a preparação para a 3ª Assembleia Geral Extraordinária do Sínodo dos Bispos, que debaterá os novos desafios da família para a nova evangelização; a exortação sobre a nova evangelização, do Papa Francisco; a avaliação e encaminhamento das Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora (DGAE) de 2015 a 2018; as consequências e desafios pastorais da Jornada Mundial da Juventude. Os Regionais da CNBB e a Amazônia também estão na pauta da AG.
Nos dias da Assembleia haverá ainda reuniões dos Conselhos Episcopais dos Regionais e dos bispos referenciais. Outros momentos estão reservados para comunicações das Comissões Episcopais, dos organismos do povo de Deus, do grupo de trabalho sobre o Concílio Vaticano II e das dioceses. Os desdobramentos e aplicações do acordo do Brasil com a Santa Sé, a administração do Pontifício Colégio Pio Brasileiro, a fala do presidente do Conselho Indigenista Missionário (Cimi) sobre a situação dos indígenas no Brasil, a Pastoral do Dízimo e os 300 anos do encontro da imagem de Nossa Senhora Aparecida fazem parte das comunicações.
Programação confirmada:
1º de maio (20h30) - Entrega dos Prêmios de Comunicação, no Auditório da TV Aparecida.
3 de maio (sábado) – Retiro dos bispos com o tema “Caminhando na Fé” (pregador: Dom Bruno Forte, arcebispo de Chieti, em Vasto - Itália).
4 de maio (8h) - Missa solene, no Santuário Nacional de Aparecida, em honra a São José de Anchieta, o “Apóstolo do Brasil”, canonizado no último dia 3 pelo papa Francisco.
6 de maio - Celebração ecumênica no Centro de Eventos do Santuário Nacional de Aparecida.
                                                                                                       Fonte: a12.com
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Conselho de Cardeais - C8:

Papa e Secretário de Estado participam das reuniões

Cidade do Vaticano (RV) – Na manhã desta terça-feira, o Papa Francisco participou da reunião com o Conselho de Cardeais (conhecido como C8 por incluir oito membros dos cinco continentes). Esta série de encontros teve início nesta segunda e se concluirá na quarta.
O Conselho de Cardeais tem como missão auxiliar o Papa no governo da Igreja e promover o aperfeiçoamento do documento que regulamenta atualmente a Cúria Romana, dicastérios da Santa Sé e a constituição 'Pastor bonus', assinada por João Paulo II em 28 de junho de 1988. 
Vivência da Colegialidade
Entre as decisões já tomadas, está a criação de uma estrutura de coordenação para as atividades econômicas e administrativas da Santa Sé e do Vaticano, sob a direção do Cardeal George Pell, membro deste conselho. A nova Secretaria para a Economia terá autoridade sobre todas as atividades econômicas e financeiras.
Além da “estrutura econômico-organizativa da Santa Sé”, o último encontro abordou a situação do Instituto para as Obras de Religião (IOR), tendo o Papa optado por manter a instituição financeira em funcionamento. 
O organismo vai continuar a ser alvo de supervisão regular por parte da Autoridade de Informação Financeira do Vaticano. Nesse sentido, a Comissão Cardinalícia de Vigilância do IOR anunciou nesta segunda-feira que se vai reunir "três vezes por ano, a não ser que haja circunstâncias particulares que exijam outros encontros".
Esta é quarta reunião de Francisco com o Conselho de Cardeais, que ele nomeou em abril de 2013. 
A próxima rodada de encontros será de 1º a 4 de julho. 
Os oito cardeais são: o hondurenho Oscar Rodriguez Maradiaga, que é coordenador, o italiano Giuseppe Bertello, o chileno Francisco Errazuriz Ossa, o indiano Oswald Gracias, o alemão Reinhard Marx, o congolês Laurent Monsengwo Pasinya, o estadunidense Sean O'Malley e o australiano George Pell. Também estão participando o Secretário de Estado, Cardeal Pietro Parolin, e o secretário particular do Papa, Mons. Alfred Xuereb. (BF)
                                                                          Fonte: radiovaticana.va       news.va
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Francisco na missa desta terça (29):

Uma comunidade cristã deve estar em paz, testemunhar Cristo 
e assistir os pobres

Cidade do Vaticano (RV) – O Papa Francisco celebrou esta manhã a Missa na Capela da Casa Marta. 
A homilia do Pontífice foi inspirada na leitura extraída do Ato dos Apóstolos, que descreve a primeira comunidade cristã. Francisco se concentrou em três características deste grupo, que era capaz de plena concórdia no seu interior, de testemunhar Cristo fora dela e impedir que nenhum de seus membros sofresse a miséria. 
O Espírito faz a unidade, impulsona ao testemunho
(A comunidade) ’tinha um só coração e uma só alma’. A paz. Uma comunidade em paz. Isso significa que entre eles não havia lugar para intrigas, para a inveja, para as calúnias, para a difamação. Paz. O perdão: ‘O amor cobria tudo’. Para qualificar uma comunidade cristã, devemos nos questionar como é a atitude dos cristãos. São humildes? Naquela comunidade há brigas pelo poder? Brigas por inveja? Há intrigas? Então não estão no caminho de Jesus Cristo. Esta peculiaridade é tão importante, tão importante, porque o demônio sempre tenta nos dividir. É o pai da divisão”.
Certamente naquela primeira comunidade havia problemas. O Papa citou as “lutas internas, as lutas doutrinais, de poder” que se verificaram depois. Todavia, aquele “momento forte” do início fixou para sempre a essência da comunidade nascida do Espírito. Uma comunidade concorde e, em segundo lugar, uma comunidade de testemunhas da fé, em relação à qual podemos analisar qualquer comunidade de hoje:
“É uma comunidade que testemunha a ressurreição de Jesus Cristo? Esta paróquia, esta comunidade, esta diocese acredita realmente que Jesus Cristo ressuscitou? Ou diz: ‘Sim, ressuscitou’, mas o coração está distante desta força?
Para Francisco, é através do modo como uma comunidade testemunha Jesus que se pode analisá-la. A terceira característica são “os pobres”. E aqui o Papa inclui outros dois pontos:
Primeiro: como é a sua atitude ou a atitude desta comunidade com os pobres? Segundo: esta comunidade é pobre? Pobre de coração, pobre de espírito? Ou deposita a sua confiança nas riquezas? No poder? Harmonia, testemunho, pobreza e cuidar dos pobres. E isso é que Jesus explica a Nicodemos: este nascer do Alto. Porque o único que pode fazer isso é o Espírito. Esta é obra do Espírito. É ele quem faz a Igreja. O Espírito faz a unidade, impulsiona ao testemunho. O Espírito nos faz pobres, porque Ele é a riqueza e faz com que cuidemos dos pobres”.
“Que o Espírito Santo – concluiu o Papa Francisco – nos ajude a caminhar sobre esta estrada de renascidos pela força do Batismo”. (BF)
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segunda-feira, 28 de abril de 2014

Missa de ação de graças pela canonização de São João Paulo II:

Wojtyla é um santo da família, da paz e da defesa da vida

Cidade do Vaticano (RV) – “São João Paulo II, reze pela Igreja que você tanto amou e impulsionou corajosamente na senda da fidelidade heroica a Jesus”: palavras do Arcipreste da Basílica Vaticana, Cardeal Angelo Comastri, na missa de ação de graças presidida esta manhã, na Praça São Pedro, com a participação de cerca de 80 mil fiéis e peregrinos, sobretudo oriundos da Polônia.
Multidão na Praça São Pedro
No início de sua homilia, o Cardeal Comastri recordou uma das imagens mais marcantes do dia do funeral de Karol Wojtyla, com o vento que esfolheava o Evangeliário sobre o seu caixão. Nesta imagem, afirmou, está a resposta do porquê este Papa foi tão amado, “pois toda a sua vida foi uma contínua obediência ao Evangelho de Jesus.
Citando o próprio João Paulo II, que dizia que os santos não devem ser aplaudidos, mas imitados, o Cardeal Comastri identificou alguns aspectos que devem servir hoje de inspiração a todos os católicos. O primeiro deles, a coragem que teve Wojtyla de defender a família, com inúmeros documentos, discursos e ações.
Depois, o Arcipreste ressaltou a luta em defesa da vida humana de João Paulo II, “numa época em que está se difundindo a cultura do descartável, como mais vezes se expressou o Papa Francisco. Sim, na atual penúria de amor, os mais fracos são descartados porque o egoísmo não os suporta, mas os sente como um peso. Fato terrível: sinal de uma regressão de civilidade”.
A fé corajosa de João Paulo II, ressaltou ainda o Cardeal, não parou aqui. O Papa polonês teve a coragem de defender a paz, enquanto sopravam ventos de guerra, como nas duas guerras do Golfo.
Homilia
Teve a coragem também de ir ao encontro dos jovens “para libertá-los da cultura do vazio e do efêmero, e para convidá-los a acolher Cristo, única luz da vida. Os jovens de todo o mundo reconheceram em João Paulo II um verdadeiro pai, um guia autêntico, um educador leal”. 
E a coragem de viver diante de todo o mundo a alegria de ser sacerdote, de pertencer a Cristo e de viver totalmente pela causa do seu Reino.
Por fim, João Paulo II teve a coragem de enfrentar “o inverno mariano” que caracterizou a primeira fase pós-conciliar.
O Cardeal Comastri então concluiu: “São João Paulo II, reze pela Igreja que você tanto amou e impulsionou corajosamente na senda da fidelidade heroica a Jesus. São João Paulo reze por nós, para que unidos com o Papa Francisco formemos um só coração e uma só alma, para que o mundo creia”.
Já na saudação aos fiéis, o Arcebispo de Cracóvia, Cardeal Stanislao Dziwisz, definiu João Paulo II “filho da terra polonesa, o Papa da Divina Misericórdia" que, "que deu vida às decisões do Concílio e introduziu a Igreja no terceiro milênio da fé cristã”. O Cardeal Dziwisz, que durante 40 anos foi secretário de Karol Wojtyla, concluiu recordando que para o Papa polonês a Itália “se tornou uma segunda pátria. Hoje, certamente, João Paulo II a abençoa do alto, assim como abençoa a Polônia e o mundo inteiro. No seu coração, encontraram lugar todas as nações, as culturas e as línguas". (BF)
                                                                                            Fonte: radiovaticana.va
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domingo, 27 de abril de 2014

Canonização na manhã deste Domingo


Papa Francisco: 
"João XXIII e João Paulo II não tiveram vergonha 
da carne de Cristo"

Cidade do Vaticano (RV) - O Papa Francisco presidiu neste Domingo da Misericórdia na Oitava de Páscoa, 27 de abril, a missa de canonização dos Papas João XXIII e João Paulo II na Praça São Pedro.
A praça, a Via da Conciliação e demais ruas adjacentes ao Vaticano estavam lotadas de peregrinos que vieram de várias partes do mundo para participar desse evento histórico para a Igreja Católica. Muitos fiéis dormiram em sacos de dormir espalhados pelas ruas e quando a Praça São Pedro foi aberta às 5h30 locais eles entraram para dentro da praça e esperaram o horário da celebração. 
Vários fiéis participaram de vigílias de orações realizadas nas igrejas de Roma. Muitos passaram a noite em claro, cantando, rezando, fazendo adoração eucarística e se confessando. Muitos peregrinos acompanharam a missa de canonização de João XXIII e João Paulo II através de telões espalhados em vários pontos do centro da capital italiana. Mais de 500 cinemas de 20 países do mundo transmitiram ao vivo a cerimônia na Praça São Pedro.
O Papa emérito Bento XVI concelebrou com o Papa Francisco a missa de canonização de João XXIII e João Paulo II. Ao entrar no adro da Basílica de São Pedro, pouco antes da cerimônia, Bento XVI foi aplaudido pelos fiéis.
"No centro deste domingo, que encerra a Oitava de Páscoa e que João Paulo II quis dedicar à Misericórdia Divina, encontramos as chagas gloriosas de Jesus ressuscitado. Já as mostrara quando apareceu pela primeira vez aos Apóstolos, ao anoitecer do dia depois do sábado, o dia da Ressurreição. Mas, naquela noite, Tomé não estava; e quando os outros lhe disseram que tinham visto o Senhor, respondeu que, se não visse e tocasse aquelas feridas, não acreditaria", disse o Papa Francisco no início de sua homilia. 
"Oito dias depois, Jesus apareceu de novo no meio dos discípulos, no Cenáculo, encontrando-se presente também Tomé; dirigindo-Se a ele, convidou-o a tocar as suas chagas. E então aquele homem sincero, aquele homem habituado a verificar tudo pessoalmente, ajoelhou-se diante de Jesus e disse: «Meu Senhor e meu Deus!». Se as chagas de Jesus podem ser de escândalo para a fé, são também a verificação da fé. Por isso, no corpo de Cristo ressuscitado, as chagas não desaparecem, continuam, porque aquelas chagas são o sinal permanente do amor de Deus por nós, sendo indispensáveis para crer em Deus: não para crer que Deus existe, mas sim que Deus é amor, misericórdia, fidelidade. Citando Isaías, São Pedro escreve aos cristãos: «pelas suas chagas, fostes curados»", disse ainda o Santo Padre.
"João XXIII e João Paulo II tiveram a coragem de contemplar as feridas de Jesus, tocar as suas mãos chagadas e o seu lado traspassado. Não tiveram vergonha da carne de Cristo, não se escandalizaram d’Ele, da sua cruz; não tiveram vergonha da carne do irmão, porque em cada pessoa atribulada viam Jesus. Foram dois homens corajosos, cheios da parresia do Espírito Santo, e deram testemunho da bondade de Deus, de sua misericórdia, à Igreja e ao mundo. Foram sacerdotes, bispos e papas do século XX. Conheceram as suas tragédias, mas não foram vencidos por elas. Mais forte, neles, era Deus; mais forte era a fé em Jesus Cristo, Redentor do homem e Senhor da história; mais forte neles, era a misericórdia de Deus que se manifesta nestas cinco chagas; mais forte era a proximidade materna de Maria", frisou ainda o Papa Francisco.
Segundo o pontífice, "nestes dois homens contemplativos das chagas de Cristo e testemunhas da sua misericórdia, habitava «uma esperança viva», juntamente com «uma alegria indescritível e irradiante». A esperança e a alegria que Cristo ressuscitado dá aos seus discípulos, e que nada e ninguém os pode privar. A esperança e a alegria pascais, passadas pelo crisol do despojamento, do aniquilamento, da proximidade aos pecadores levada até ao extremo, até a náusea pela amargura daquele cálice. Estas são a esperança e a alegria que os dois santos Papas receberam como dom do Senhor ressuscitado, tendo-as, por sua vez, doado em abundância ao Povo de Deus, recebendo sua eterna gratidão". 
"Esta esperança e esta alegria respiravam-se na primeira comunidade de fiéis, em Jerusalém, da qual nos falam os Atos dos Apóstolos. É uma comunidade onde se vive o essencial do Evangelho, isto é, o amor, a misericórdia, com simplicidade e fraternidade."
"E esta é a imagem de Igreja que o Concílio Vaticano II teve diante de si. João XXIII e João Paulo II colaboraram com o Espírito Santo para restabelecer e atualizar a Igreja segundo a sua fisionomia originária, a fisionomia que lhes deram os santos ao longo dos séculos. Não esqueçamos que são precisamente os santos que levam avante e fazem crescer a Igreja. Na convocação do Concílio, João XXIII demonstrou uma delicada docilidade ao Espírito Santo, deixou-se conduzir e foi para a Igreja um pastor, um guia-guiado. Este foi o seu grande serviço à Igreja; foi o Papa da docilidade ao Espírito", sublinhou o pontífice.
"Neste serviço ao Povo de Deus, João Paulo II foi o Papa da família. Ele mesmo disse uma vez que assim gostaria de ser lembrado: como o Papa da família. Apraz-me sublinhá-lo no momento em que estamos vivendo um caminho sinodal sobre a família e com as famílias, um caminho que ele seguramente acompanha e sustenta do Céu."
"Que estes dois novos santos Pastores do Povo de Deus intercedam pela Igreja para que, durante estes dois anos de caminho sinodal, seja dócil ao Espírito Santo no serviço pastoral à família. Que ambos nos ensinem a não nos escandalizarmos das chagas de Cristo, a penetrarmos no mistério da misericórdia divina que sempre espera, sempre perdoa, porque sempre ama", concluiu o Papa Francisco. 
Estavam presentes na celebração de canonização dos Papas João XXIII e João Paulo II mais de 120 delegações provenientes de várias partes do mundo, das quais 24 entre chefes de Estado e monarcas, e 10 chefes de governo. Também estavam presentes 26 mil voluntários e 10 mil policiais. Foram disponibilizadas 77 ambulâncias, muitas delas da Cruz Vermelha Italiana. (MJ)


Papa no Regina Coeli: 

Canonização de São João XXIII e São João Paulo II, 
uma festa da fé


O Papa Francisco conduziu a oração do Regina Coeli, neste domingo, 27 de abril, na Praça São Pedro, depois da cerimônia de canonização de São João XXIII e São João Paulo II.
"Queridos irmãos e irmãs, antes de concluir esta festa da fé, gostaria de saudar e agradecer a todos vocês! Agradeço aos irmãos cardeais e numerosos bispos e sacerdotes de várias partes do mundo", disse o pontífice.
"Agradeço as delegações oficiais de vários países que vieram prestaram homenagem a dois pontífices que contribuíram de forma indelével para a causa do desenvolvimento dos povos e da paz." 
O Papa agradeceu as autoridades italianas por sua colaboração e saudou com grande afeto os peregrinos das Dioceses de Bérgamo e Cracóvia! 
"Queridos, honrem a memória dos dois Papas santos seguindo fielmente os seus ensinamentos", disse aos peregrinos.
O Papa Francisco agradeceu também a todos aqueles que com grande generosidade prepararam estes dias memoráveis: ao Vigário do Papa para Diocese de Roma, Cardeal Agostino Vallini, ao Prefeito de Roma, Ignazio Marino, aos policiais e várias organizações, associações e numerosos voluntários. "Obrigado a todos!", frisou o pontífice.
"Saúdo todos os peregrinos aqui na Praça de São Pedro, nas ruas adjacentes e outros lugares em Roma, bem como aqueles que estão unidos conosco através do rádio e da televisão. Agradeço aos diretores e profissionais dos meios de comunicação que deram a muitas pessoas a possibilidade de participar. Saúdo especialmente os doentes e idosos, aos quais os novos santos estavam muito próximos", disse ainda o Santo Padre.
Enfim, o Papa se dirigiu em oração à Virgem Maria, que São João XXIII e São João Paulo II amaram como seus verdadeiros filhos. (MJ)
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sábado, 26 de abril de 2014

João XXIII e João Paulo II

Os Mensageiros da Bondade e Misericórdia Divinas

Neste domingo o Papa Francisco em Roma canonizará a dois predecessores que se destacaram por transparecer a bondade e a misericórdia divinas. Ângelo Roncalli, São João XXIII foi deveras uma grata e inesquecível surpresa do Espírito Santo, apelidado de Papa da Bondade, Pároco do mundo, iniciou seu pontificado com gestos de singeleza, humildade e alegre simplicidade.
Quebrava protocolos para se aproximar das pessoas, indo ao encontro das crianças, doentes, pobres e presos. Sentiu prontamente a necessidade de "aggiornar" a Igreja, abrindo as janelas, para deixar entrar o ar fresco para remover tanta poeira sedimentada através dos séculos. Convocou o Concilio Vaticano II, para repensar a Igreja e a sua missão, acompanhou os trabalhos preparatórios e no discurso de abertura marcou o clima de um Concilio que se caracterizou pela audácia, a renovação e a liberdade dos participantes, estando presentes por primeira vez representantes de outras Igrejas.
Religiões e os leigos, com uma presença também inusitada de 16 mulheres. Finalmente, foi o grande intercessor pela paz mundial, ajudando na resolução do conflito dos foguetes em Cuba que quase leva a uma terceira guerra mundial. Carol Woytila, o saudoso João de Deus, São João Paulo II, cativou a todos por seus gestos comunicativos (abraçar crianças, acolher com carinho as pessoas, beijar a terra do país que visitava), e pelo empenho missionário, tornando a cátedra de Pedro uma sede itinerante, alcançando todos os povos e nações. Tornou-se o profeta da vida e da família, exercendo sempre o magistério da verdade sobre a pessoa humana e sua inviolável dignidade.
Defendeu os direitos dos pobres e trabalhadores, afirmando que sobre toda propriedade pairava uma hipoteca social. Reagiu contra a desertificação espiritual despertando vocações, chamando a fidelidade criativa os consagrados, valorizando o sacerdócio ministerial que teve um crescimento vertiginoso em número e qualidade. Foi o artífice da paz e do diálogo, aproximando a todos os povos a uma interdependência e a comunhão na partilha dos bens. Ambos santos nos deixaram um mundo bem melhor, nos fizeram mais amigos de Cristo, e mudaram a face da Igreja, tornando-a misericordiosa, samaritana, e missionária a serviço da humanidade. Deus seja louvado!
                       Dom Roberto Francisco Ferreria Paz - Bispo Diocesano de Campos (RJ)
                   Fonte: radiovaticana.va     Ilustração: paroquiasebastiaobarbacena.blogspot.com.br
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Leituras do 2º Domingo da Páscoa


1ª Leitura: At 2,42-47                  Salmo: 118(117)                    2ª Leitura: 1Pd 1,3-9
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Evangelho:  Jo 20,19-31
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Ao anoitecer daquele dia, o primeiro da semana, os discípulos estavam reunidos, com as portas fechadas por medo dos judeus. Jesus entrou e pôs-se no meio deles. Disse: “A paz esteja convosco”. Dito isso, mostrou-lhes as mãos e o lado. Os discípulos, então, se alegraram por verem o Senhor. Jesus disse, de novo: “A paz esteja convosco. Como o Pai me enviou também eu vos envio”. Então, soprou sobre eles e falou: “Recebei o Espírito Santo. A quem perdoardes os pecados, serão perdoados; a quem os retiverdes, lhes serão retidos”. Tomé, chamado Gêmeo, que era um dos Doze, não estava com eles quando Jesus veio. Os outros discípulos contaram-lhe: “Nós vimos o Senhor!” Mas Tomé disse: “Se eu não vir a marca dos pregos em suas mãos, se eu não puser o dedo nas marcas dos pregos, se eu não puser a mão no seu lado, não acreditarei”. Oito dias depois, os discípulos encontravam-se reunidos na casa, e Tomé estava com eles. Estando as portas fechadas, Jesus entrou, pôs-se no meio deles e disse: “A paz esteja convosco”. Depois disse a Tomé: “Põe o teu dedo aqui e olha as minhas mãos. Estende a tua mão e coloca-a no meu lado e não sejas incrédulo, mas crê!” Tomé respondeu: “Meu Senhor e meu Deus!” Jesus lhe disse: “Creste porque me viste? Bem-aventurados os que não viram, e creram!” Jesus fez diante dos discípulos muitos outros sinais, que não estão escritos neste livro. Estes, porém, foram escritos para que creiais que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus, e para que, crendo, tenhais a vida em seu nome.
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Reflexão
O dinamismo da fé

Para bem compreender o texto do evangelho nessa oitava da Páscoa, pode nos ajudar responder a uma dupla questão: Como se chega à fé na ressurreição do Cristo nosso Senhor? Como se chega à fé de que Cristo ressuscitou dos mortos e está vivo no meio de sua Comunidade?
".... não sejas incrédulo, mas crê!"
Nosso texto apresenta duas etapas com um intervalo de oito dias. Na primeira etapa, Tomé não estava, na segunda ele estava reunido com os outros discípulos. É no primeiro dia da semana que os discípulos se encontram reunidos. É como se fosse o primeiro dia da criação em que a luz foi feita (Gn 1,3). Efetivamente, a ressurreição do Senhor é luz que anuncia uma nova criação em Cristo.
No lugar em que os discípulos estavam reunidos, as portas estavam aferrolhadas por medo dos judeus. Essa observação seguida da notícia de que Jesus se colocou no meio deles é importante para compreender que a presença do Senhor não exige mais ser reconhecida como um corpo carnal. O seu corpo é glorioso e sua presença prescinde da visibilidade. O que ele comunica é a paz, sinal e dom de sua presença. É nesse primeiro dia da semana que o Espírito é dado como sopro do Senhor para a missão e a reconciliação.
A ausência de Tomé (v. 24) é importante para o propósito do texto. Ele se recusa a crer no que os outros discípulos anunciavam: “Vimos o Senhor”. Passados oito dias, estando Tomé com os demais discípulos, no mesmo lugar da reunião, Jesus se faz presente e é sentido e reconhecido com o sinal de sua presença: a paz. O diálogo de Jesus com Tomé permite ao leitor compreender que se chega à fé no Cristo Ressuscitado e na sua gloriosa ressurreição através do testemunho da Comunidade. Não há acesso imediato à ressurreição de Jesus Cristo, mas somente mediato, isto é, através do testemunho. É a recepção desse testemunho que permite experimentar na própria vida os efeitos da Ressurreição do Senhor. Mas Tomé não é no relato o homem da dúvida somente e que busca crer por si mesmo, ou que julga que só é digno de fé o que pode ser tocado ou demonstrado. Ele é o homem de fé, transformado pelo Senhor, capaz de reconhecer o dinamismo próprio pelo qual se chega à fé.
                                                                                          Carlos Alberto Contieri, sj
              Reflexão: paulinas.org.br   Banner: news.va   Ilustração: tbcparoquia.blogs.sapo.pt
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sexta-feira, 25 de abril de 2014

Reflexão para esta

Sexta-feira pascal

No Evangelho de hoje temos a terceira e última aparição de Jesus aos discípulos. Os protagonistas, além do Senhor, são o “discípulo a quem o Senhor amava” e Pedro, o chefe dos Apóstolos.
Vamos todos ao Senhor e aos irmãos!
Jesus toma a iniciativa e se impõe a eles, através de um gesto já conhecido, a multiplicação de peixes. Mas, apesar de tudo, apenas João tem a vista e o coração bem precisos para identificar o Senhor e Pedro, o entusiasmo para jogar-se na água e alcançá-lo.
O peixe e o pão sobre brasas, na praia, sinaliza que o Senhor continua servindo. Ele apareceu para mostrar a região dos peixes, depois ofereceu pão e peixe aquecidos sobre uma fogueira.
Após a experiência de serviço, de fraternidade oferecida por Jesus, Pedro e João vão até o Templo e lá, colocam tudo em prática, anunciando o Senhor.
Que nossa oração, nossa eucaristia sejam fecundas! Aproximamo-nos do Senhor para, em seguida, irmos aos irmãos.
                                                                       Pe. Cesar Augusto dos Santos, SJ
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