terça-feira, 13 de novembro de 2018

Paróquia São José - Paraisópolis (MG)

Horário de Missas e outros eventos
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Dia 14 - Quarta-feira
19h - Terço dos homens na Matriz
19h -  Casa de Missão      19h - José Purrunhau  
 19h - Lucianos - Formação Setor rural 1     
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Dia 15 - Quinta-feira
 15h - Matriz
19h - Residencial Paraíso - Rua Pe. Omar Muniz Cirillo, 101
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Dia 16 - Sexta-feira
19h - Pedra Branca
19h - Serrinha     19h - Uruguaia
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Dia 17 - Sábado
 19h - Matriz
19h - São Francisco      19h - São Geraldo
19h - Uruguaia
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Dia 18 - 33º Domingo do Tempo Comum
7h - Matriz     9h - Matriz     11h - Santa Edwiges
11h - Uruguaia
17h - Lucianos     17h - Funil
19h - Matriz      19h - Santo Antônio
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Vale refletir

Quero ouvir mais
Uma vez, estava num táxi e o motorista foi puxando assunto. Falando sobre a relação com a esposa dele, comentou sobre o quão importante é a comunicação. Explicou-me que antes sua esposa costumava olhar para o telefone dela enquanto ele falava, pois conseguia prestar atenção em várias coisas simultaneamente. Mas houve um momento importante, quando ele lhe pediu um favor: explicou que, para ele, era importante não apenas ser escutado, mas sentir que está sendo escutado, pois o que ele tem a dizer está sendo acolhido.
Nessa ocasião, fiquei pensando: num mundo que supervaloriza a informação e a velocidade dos processos, sentar para escutar o outro – oferecendo toda a nossa atenção e deixando de lado outras coisas que podem ser feitas – parece uma exigência muito grande, até uma perda de tempo para alguns.
Em um mundo egoísta, como ouvir mais o próximo?
"Importante refletir sobre como ouvir mais"
É fácil chegar à percepção de que a comunicação e o encontro são importantes. A pessoa que não se comunica, dificilmente consegue viver bem (lembrando que a comunicação verbal é apenas uma entre várias outras formas de comunicação). Quem tem dificuldade para ouvir os outros, ou até desgosta de parar para ouvir a outrem, não é porque não tenha tal necessidade de encontro. Provavelmente seja porque está buscando responder a tal necessidade através de outros meios ou, em alguns casos, porque está encerrada nela mesma, pois os tons alheios lhe geram desconforto.
Percebemos que escutar e ser escutado constitui uma necessidade. Mas num mundo com tanto barulho, é difícil achar que isso é realmente importante. Até pensamos que tal atitude de escuta e disponibilidade é algo apenas excepcional, por exemplo, quando alguém vem contar algo muito importante, ou passa por uma dificuldade grande. Mas, dessa forma, ficamos desacostumados e, no final do dia, o egoísmo – nos centrarmos sobre nós mesmos e nossos interesses – toma conta desse desejo profundo de verdadeiro encontro e comunhão.
É nesse sentido que se faz importante refletir sobre como ouvir mais.
Sugiro começar por encontrar e abraçar a necessidade de encontro que foi mencionada. Tendo encontrado isto, ultrapassar o limiar da segurança que nos dá ficarmos em nós mesmos, nos nossos interesses, nos nossos gostos.
O seguinte passo é começar a valorizar o encontro com o outro. Finalmente, buscar atitudes práticas que ajudem a ouvir mais e melhor. Deste último item, existem várias possibilidades: algumas mais exteriores, como fazer um período de jejum de música, outras mais comportamentais, como não interromper a quem fala, ou de maior compromisso com o outro, como ouvi-lo superando preconceitos e projeções pessoais; ou ainda mais completas, como buscar ouvir ao outro em definitivo na oração.
Seja qual for o caminho específico, na medida em que a meta seja clara, poderá se avançar decididamente nesta direção.
                                                                              Cankin Ma Lam - Sodalício de Vida Cristã
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                                                                        Fonte: a12.com       Ilustração: cancaonova.com

Semana da Solidariedade:

A meta é a inclusão social
A Cáritas Brasileira promove a Semana da Solidariedade, que se conclui com a celebração da Jornada Mundial dos Pobres convocada pelo Papa Francisco.

Cidade do VaticanoEm comunhão com o Papa Francisco, a Cáritas Brasileira está promovendo a II Jornada Mundial dos Pobres em todo o território nacional.
O tema escolhido este ano pelo papa Francisco para a II Jornada Mundial dos Pobres (JMP) foi inspirado no Salmo 34: “Este pobre grita e o Senhor o escuta” (Sl 34,7).
“As palavras do salmista tornam-se também as nossas no momento em que somos chamados a encontrar-nos com as diversas condições de sofrimento e marginalização em que vivem tantos irmãos e irmãs nossos que estamos habituados a designar com o termo genérico de ‘pobres'”, lê-se na mensagem do Pontífice na mensagem divulgada para a ocasião.
Com o Papa Francisco, a Cáritas convida todas as pessoas, grupos, comunidades, instituições e pessoas de boa vontade para que participem da Jornada Mundial dos Pobres – Semana da Solidariedade organizando momentos de encontros fraternos, celebrações ou mobilizações públicas entre os dias 11 e 18 de novembro de 2018.
A meta é a inclusão social
Em declaração ao Vatican News-Rádio Vaticano, o presidente da Cáritas Brasileira, Dom João José Costa, arcebispo de Aracaju (SE), afirma que, sem dúvida, é preciso escutar o grito de tantas pessoas que estão vivendo à margem da sociedade.
“Que o Senhor nos dê um ouvido atento. Escutando este grito, que possamos responder conforme diz o salmista, que a nossa resposta concreta seja com gestos de solidariedade, de abraçar esta causa para a inclusão social.”
Dom João exorta os brasileiros a serem os braços de Deus para abraçar os que estão à margem da sociedade, passando fome e necessidade e que cada um procure fazer alguma coisa, celebrando com intensidade esta Jornada. “A meta principal é ver uma sociedade justa, fraterna e solidária, onde não haja um só pedinte no nosso Brasil.”
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                                                                                                                 Fonte: vaticannews.va

segunda-feira, 12 de novembro de 2018

Igreja no Brasil:

CNBB lança nova edição da Bíblia


A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) está lançando uma nova tradução oficial da Bíblia que servirá de referência para a Igreja no Brasil. Como recomenda o Concílio Vaticano II, a tradução se baseia nos textos originais hebraicos, aramaicos e gregos, cotejados com a Nova Vulgata – a tradução oficial católica.
O projeto teve início em 2007, quando a coordenação de tradução e revisão, composta pelo padre Luís Henrique Eloy e Silva e os padres Ney Brasil Pereira e Johan Konings fizeram a revisão integral conjunta, enquanto os professores padre Cássio Murilo Dias e Paulo Jackson Nóbrega de Souza e a professora Maria de Lourdes Lima colaboraram em algumas partes.
Segundo a coordenação de tradução e revisão da Bíblia da CNBB, o desejo é o de proporcionar aos católicos do Brasil, uma tradução oficial da Bíblia, a ser usada nas futuras publicações oficiais da Igreja no Brasil (lecionários litúrgicos, documentos); e que sirva também de referência para que, sempre quando preciso, se possa encontrar uma tradução segura, reconhecida pelo Magistério não só da Igreja Católica no Brasil, mas do mundo.
“Seguimos de perto a nova tradução que depois do Concílio Vaticano II foi publicada, em latim, para a Igreja Católica inteira, a Nova Vulgata. Ao mesmo tempo levamos em consideração a fluência e a beleza, para que o texto possa entrar facilmente no ouvido e ser guardado no coração como alimento espiritual”, afirmou a coordenação de tradução e revisão da Bíblia da CNBB.
O texto, mais fluido que o existente em outras versões, apresenta-se simples e transparente nas narrativas, conservando toda a riqueza dos textos originais e os ecos da tradição litúrgica e espiritual através dos séculos. De acordo com a equipe de coordenação de tradução e revisão da Bíblia da CNBB essa edição se distingue da anterior, sobretudo pela maior fidelidade aos textos originais segundo as opções adotadas pela Nova Vulgata.
“Ao tomar por modelo a Nova Vulgata, não traduzimos do latim, mas dos textos originais em hebraico, aramaico e grego, segundo os mesmos critérios que tinham sido adotados para a nova tradução latina. Outro distintivo é que o texto inteiro da Bíblia foi retomado pela equipe dos três principais colaboradores, para garantir a homogeneidade da linguagem e do estilo”, afirma a coordenação.
O trabalho que levou 11 anos será oficialmente lançado no dia 21 de novembro durante a reunião do Conselho Permanente da CNBB, na sede provisória, em Brasília (DF). A partir daí estará disponível para venda no site da Editora da CNBB. A Bíblia Sagrada “deseja entrar na memória e no coração, para alimentar a oração, inspirar a meditação e orientar a prática da vida, individualmente e em comunidade, em meio a esta humanidade tão querida por Deus e tão desajeitada no seu caminhar”, diz no trecho introdutório.
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O apelo do Sínodo 2018 é que a Igreja caminhe com
os jovens, como na passagem bíblica dos discípulos de Emaús


Já no Brasil após um intenso mês em Roma onde esteve de 03 a 28/10 como relator geral da XV Assembleia Geral Ordinária do Sínodo dos Bispos deste ano, cujo tema foi: “Os jovens, a fé e o discernimento vocacional”, o arcebispo de Brasília (DF) e presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), cardeal Sergio da Rocha, falou sobre o que significou este momento para ele e para a Igreja no mundo.
A postura fundamental da Igreja com os jovens após o Sínodo 2018, segundo o cardeal, está na passagem dos discípulos de Emaús, texto bíblico que inspirou a estruturação do documento final. “Com a passagem de Emaús, somos chamados a reconhecer que Jesus caminha com os jovens, está presente no meio deles, em meio a tantos desafios”, afirma.
Em reunião dos secretários executivos dos 18 regionais da CNBB,
cardeal partilha o processo do Sínodo 2018. Foto: Willian Bonfim/CNBB
O documento final com três partes, 12 capítulos, 167 parágrafos, 60 páginas já foi entregue e aprovado pelo papa Francisco e aguarda tradução para o português. “Apesar da responsabilidade do relator geral, a elaboração do documento final do Sínodo é uma tarefa coletiva”, explica o religioso. Nesta missão, o cardeal contou com o trabalho de dois secretários especiais, o padre Giacomo Costa e o padre Rossano Sala, de uma Comissão de Redação, eleita no início da Assembleia, e de com um grupo grande de peritos das diversas áreas.
Para o cardeal Sergio, cumprir a missão confiada a ele pelo papa Francisco de relator geral do Sínodo 2018 foi uma graça muito grande e, ao mesmo tempo, uma oportunidade de aprender a partir da escuta, acolhida e discernimento frente a tantas questões, reflexões e propostas apresentadas no Sínodo pelos participantes dos cinco continentes. “Foi bom demais estar ainda mais perto do Papa Francisco, conviver com os bispos, padres, religiosos e leigos, representantes da Igreja no mundo inteiro e, desta vez, especialmente com os jovens”, disse.
Documento final e desafios – A primeira parte do documento final tem como título:“Caminhava com eles”. O cardeal reforça que, neste primeiro bloco, o documento pede que se considere atentamente a realidade da juventude concreta, seus valores e potencialidades, seus problemas e situações de vulnerabilidade, as diversas faces dos jovens, assim como a situação deles na Igreja local.
Plenária geral do Sínodo 2018. Foto: Vatican News
O cardeal reforça que na segunda parte do documento, cujo título é “Os olhos deles se abriram”, contempla-se a reflexão teológica sobre os jovens e o discernimento vocacional que leva a interpretar a realidade com a luz da fé. “Eles são convidados a refazerem, na comunidade, a experiência dos discípulos de Emaús, escutando a Palavra, participando da Eucaristia e da vida comunitária”, explicou.
O título da terceira parte, conforme a passagem de Emaús, é “Partiram sem demora”. “No terceiro momento, somos convidados a agir, procurando discernir, com a ajuda das propostas do Sínodo, os melhores meios para realizar a pastoral juvenil e o discernimento vocacional na Igreja local, com novo ardor missionário”, disse o religioso. O cardeal reforça que para “agir”, sem demora, é necessário definir ações comunitárias na Igreja nos vários níveis, procurando contar com os próprios jovens e, ao mesmo tempo, formar pessoas para o acompanhamento dos jovens e para a animação da pastoral juvenil com a perspectiva vocacional.
Após o encerramento da Assembleia Sinodal tem início a fase de recepção da reflexão e das propostas do Sínodo em toda a Igreja, fase que começa com as conferências episcopais de cada país e assembleia das dioceses e igrejas particulares. “O grande desafio é concretizar as indicações pastorais do Sínodo”, reforça dom Sergio.
O testemunho, segundo o presidente da CNBB, foi dado pelo próprio processo vivido pelo Sínodo: aproximar-se dos jovens para escutar, compreender, acolher e valorizar a presença deles em nossas comunidades, para compartilhar com eles a alegria do Evangelho e para ajudá-los a responder ao chamado para seguir a Cristo nas diversas vocações, sendo cristãos nos diversos ambientes da sociedade, principalmente no meio dos jovens”.
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                                                                                                                      Fonte: cnbb.org.br

Papa na Casa Santa Marta:

O bispo é um servidor, não um príncipe.
Humilde, piedoso e não príncipe. Na homilia da Missa na Casa Santa Marta, o Papa Francisco traçou o perfil do bispo, comentando a Carta de São Paulo apóstolo a Tito, no dia em que a Igreja faz memória de São Josafá, bispo e mártir.

Cidade do Vaticano - A Carta de São Paulo apóstolo a Tito guiou a reflexão do Papa Francisco na homilia desta segunda-feira, na celebração da missa na Casa Santa Marta. Trata-se de especificar nos mínimos detalhes a figura do bispo; definir os critérios para colocar a Igreja em ordem.
A Igreja não nasceu completamente ordenada
Fervor e desordem são as duas palavras que o Pontífice usa para contar como nasceu a Igreja, recordando também as “coisas admiráveis” realizadas. “Sempre há confusão, afirmou, a força do Espírito, desordem, mas não devemos nos assustar” porque “é um belo sinal”.
A Igreja jamais nasceu completamente ordenada, tudo certo, sem problemas, sem confusão, jamais. Sempre nasceu assim. E esta confusão, esta desordem, deve ser organizada. É verdade, porque as coisas devem ser colocadas no lugar; pensemos, por exemplo, no primeiro Concílio de Jerusalém: havia a luta entre os judaizantes e os não judaizantes... Mas pensemos bem: fazem o concílio e colocam as coisas no lugar.
Bispo é um administrador de Deus e não dos bens
Por isso, destacou o Papa, Paulo deixa Tito em Creta para colocar ordem, recordando-lhe que a “primeira coisa é a fé”. Ao mesmo tempo, oferece critério e instruções sobre a figura do bispo como “administrador de Deus”.
A definição que dá de um bispo é um “administrador de Deus”, não dos bens, do poder, dos acordos, não: de Deus. Sempre deve corrigir a si mesmo e perguntar-se: “Eu sou administrador de Deus ou sou um negociante?”. O bispo é administrador de Deus. Deve ser irrepreensível: esta palavra é a mesma que Deus pediu a Abraão: “Anda na minha presença e sê perfeito”. É a palavra fundamental, de um líder.
O perfil para a escolha do bispo
Francisco recordou ainda como deve ser bispo. Nem arrogante nem soberbo, nem irascível nem dado ao vinho, um dos vícios mais comuns no tempo de Paulo, nem cobiçoso nem apegado ao dinheiro. Seria “uma calamidade para a Igreja um bispo do gênero”, que tivesse mesmo que um só desses defeitos, disse ainda o Papa. Já as peculiaridades do servidor de Deus são: hospitaleiro, amante do bem, ponderado, justo, santo, dono de si, fiel à palavra digna de fé que lhe foi ensinada.
Assim é o bispo. Este é o perfil do bispo. E quando se fazem as pesquisas a eleição dos bispos, seria belo fazer essas perguntas no início, não?, para saber se é possível ir avante com outras investigações. Mas, sobretudo, se vê que o bispo deve ser humilde, manso, servidor, não príncipe. Esta é a palavra de Deus. “Ah sim padre, isso é verdade, depois do Concílio Vaticano II isso deve ser feito...” – “Não, depois de Paulo!”. Esta não é uma novidade pós-conciliar. Isso é desde o início, quando a Igreja percebeu que deveria colocar em ordem com bispos do gênero.
“Na Igreja, concluiu o Papa, não se pode colocar em ordem sem esta atitude dos bispos”. O que conta diante de Deus não é ser simpático, pregar o bem, mas a humildade e o serviço. Recordando a memória de São Josafá, bispo e mártir, Francisco pede orações para que os bispos “sejam assim, sejamos assim, como Paulo nos pede para ser”.
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                                                                                                                 Fonte: vaticannews.va

domingo, 11 de novembro de 2018

Papa Francisco no Angelus deste domingo:

Jesus diz claramente que Deus está do lado dos últimos
"Jesus desmascara esse mecanismo perverso: denuncia a opressão dos fracos feita instrumentalmente, com base em motivações religiosas, dizendo claramente que Deus está do lado do último. E para fixar bem esta lição na mente dos discípulos, oferece a eles um exemplo vivo: uma pobre viúva, cuja posição social era irrelevante, porque ela não tinha um marido que pudesse defender os seus direitos", disse Francisco.

Cidade do Vaticano - “O ensinamento que Jesus nos oferece hoje nos ajuda a recuperar o que é essencial em nossa vida e favorece um concreto e cotidiano relacionamento com Deus (...). Ele não mede a quantidade, mas a qualidade, perscruta o coração e olha para a pureza das intenções”.
Na presença de 20 mil fiéis e turistas na Praça São Pedro para o tradicional encontro dominical do Angelus, o Papa Francisco refletiu sobre o Evangelho de Marcos, proposto pela liturgia do dia, que contrapõe duas figuras. O escriba que “representa as pessoas importantes, ricas e influentes” e a viúva, que “representa os últimos, os pobres, os fracos”.
Jesus – explica Francisco – tem um julgamento firme em relação aos escribas que “se vangloriam da própria condição social, com o título "rabi", ou seja, mestre, gostam de ser reverenciados e ocupar os primeiros lugares”.
Deus do lado dos últimos
A ostentação deles é “sobretudo de natureza religiosa”, rezam para serem vistos, “e se servem de Deus para se credenciarem como defensores de sua lei”.
“E essa atitude de superioridade e de vaidade – observou o Papa - os leva ao desprezo daqueles que contam pouco ou se encontram em uma posição econômica desvantajosa, como o caso das viúvas”. E Jesus, desmascara este mecanismo perverso:
“Denuncia a opressão dos fracos feita instrumentalmente, com base em motivações religiosas, dizendo claramente que Deus está do lado dos últimos”. 
Para fixar bem este ensinamento, Jesus dá aos seus discípulos o exemplo da viúva, “cuja posição social era irrelevante, porque ela não tinha um marido que pudesse defender os seus direitos, e que por isso torna-se presa fácil de algum credor sem escrúpulos, porque estes credores perseguiam os fracos para que pagassem a eles”:
“Essa mulher, que vai depositar somente duas moedinhas no tesouro do templo, tudo o que lhe restava, e faz a sua oferta procurando passar despercebida, quase envergonhando-se. Mas, precisamente nesta humildade, ela realiza um ato carregado de grande significado religioso e espiritual”.
Deus olha para o coração
Jesus – diz o Santo Padre - vê neste gesto “o dom total de si a quem deseja educar seus discípulos”:
“O ensinamento que Jesus nos oferece hoje nos ajuda a recuperar o que é essencial em nossa vida e favorece um concreto e cotidiano relacionamento com Deus. Irmãos e irmãs, as medidas do Senhor são diferentes das nossas. Ele pesa as pessoas e suas ações de maneira diferente. Deus não mede a quantidade, mas a qualidade, perscruta o coração e olha para a pureza das intenções”.
Isto significa que o nosso "dar" a Deus na oração e aos outros na caridade – observa o Papa - deveria sempre fugir do ritualismo e formalismo, bem como da lógica do cálculo,  ser uma expressão de gratuidade, como fez Jesus conosco: nos salvou gratuitamente; não nos fez pagar a redenção.
Modelo da vida cristã
Desta forma, aquela viúva pobre e generosa torna-se o “modelo da vida cristã a ser imitado”:
“Dela não sabemos o nome, mas conhecemos o coração - a encontraremos no Céu e iremos saudá-la, certamente; e é isso que conta diante de Deus. Quando somos tentados pelo desejo de aparecer e de contabilizar os nossos gestos de altruísmo, quando estamos muito interessados  no olhar dos outros e - permitam-me a palavra - quando fazemos "os pavões", pensemos nessa mulher. Nos fará bem: nos ajudará a nos despojarmos do supérfluo para ir ao que realmente importa e a permanecermos humildes”.
“Que a Virgem Maria – disse o Papa ao concluir -  mulher pobre que se entregou totalmente a Deus, sustente-nos no propósito de dar ao Senhor e aos irmãos não algo de nós mesmos, mas nós mesmos, em uma oferta humilde e generosa”.
Ao saudar os grupos presentes na Praça São Pedro, o Papa Francisco dirigiu-se, entre outros, ao grupo do Coração Imaculado de Maria, do Brasil, e ao grande números de poloneses.
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Reflexão para seu domingo:

O culto prestado a Deus!
O culto prestado a Deus!A Deus não interessam grandes manifestações religiosas ou ritos externos mais ou menos suntuosos, mas uma atitude permanente de entrega nas suas mãos, de disponibilidade para os seus projetos, de acolhimento generoso dos seus desafios, de generosidade para doarmos a nossa vida em benefício dos nossos irmãos.
A liturgia do 32º Domingo do Tempo Comum fala-nos do verdadeiro culto, do culto que devemos prestar a Deus. A Deus não interessam grandes manifestações religiosas ou ritos externos mais ou menos suntuosos, mas uma atitude permanente de entrega nas suas mãos, de disponibilidade para os seus projetos, de acolhimento generoso dos seus desafios, de generosidade para doarmos a nossa vida em benefício dos nossos irmãos.
O Deus de Israel, diferente dos deuses dos pagãos, sente uma predileção especial pelas viúvas e pelos órfãos. É um Deus que é protetor e defensor, e deseja que todo membro do povo eleito se junto a ele em seus cuidados para com estes necessitados. O Apóstolo São Tiago faz das obras de caridade prestadas às viúvas e aos órfãos um dos dois critérios por meio dos quais um cristão pode averiguar se a sua “religião” – a sua devoção – é pura (cf. Tg 1,27).
Dom Eurico dos Santos Veloso
Os pobres são os preferidos de Deus por terem uma vida simples e despojada, sem as superficialidades que complicam a existência humana, as duas viúvas são capazes(a da primeira leitura e do Evangelho) são capazes de sentir as coisas com imediatez. A viúva de Sarepta consegue sentir no seu próprio estômago a fome do profeta Elias(1Rs 17,11-12); a viúva de Jerusalém consegue realmente amar a beleza da casa de Deus, e não apenas apreciá-la esteticamente, precisamente porque é a habitação dele(Mc 12,42).
As viúvas são necessitadas e por isso mesmo simpatizam espontaneamente com outros necessitados. Para um rico é difícil adentrar-se na experiência de um pobre. Para um pobre, é a coisa mais simples do mundo. Os pobres são “totalizantes”(cf. Vultum Dei Quaerere, n. 3). Os pobres não dão parcialmente do pouco que têm; dão tudo, dão o total. A viúva do templo ofereceu as duas únicas moedas que tinha, foi generosa(Mc 12,42). O próprio Jesus ficou alegremente espantado com o gesto irrestrito daquela senhora.
A primeira leitura (cf. 1Rs 17,10-16) apresenta-nos o exemplo de uma mulher pobre de Sarepta, que, apesar da sua pobreza e necessidade, está disponível para acolher os apelos, os desafios e os dons de Deus. A história dessa viúva que reparte com o profeta os poucos alimentos que tem, garante-nos que a generosidade, a partilha e a solidariedade não empobrecem, mas são geradoras de vida e de vida em abundância.
O Evangelho (cf. Mc 12,38-44) diz, através do exemplo de outra mulher pobre, de outra viúva, qual é o verdadeiro culto que Deus quer dos seus filhos: que eles sejam capazes de Lhe oferecer tudo, numa completa doação, numa pobreza humilde e generosa (que é sempre fecunda), num despojamento de si que brota de um amor sem limites e sem condições. Só os pobres, isto é, aqueles que não têm o coração cheio de si próprios, são capazes de oferecer a Deus o culto verdadeiro que Ele espera.
A grande bem-aventurança proclamada por Jesus em sua primeira bem-aventurança é “Felizes vós, os pobres”(Lc 6,20). A sua pobreza os veste com especial beleza, muito apreciada por Jesus e por seu Pai.
A segunda leitura (cf. Hb 9,24-28) oferece-nos o exemplo de Cristo, o sumo-sacerdote que entregou a sua vida em favor dos homens. Ele mostrou-nos, com o seu sacrifício, qual é o dom perfeito que Deus quer e que espera de cada um dos seus filhos. Mais do que dinheiro ou outros bens materiais, Deus espera de nós o dom da nossa vida, ao serviço desse projeto de salvação que Ele tem para os homens e para o mundo.
Jesus discreto no templo: Vê os ricos, mas a sua atenção vira-se para a pobre viúva. Olhar curioso, inquiridor? Não! Como seu Pai, Jesus ultrapassa as aparências, vê o coração. A viúva deu toda a sua vida, tudo o que tinha. Não se questiona sobre como vai viver a seguir. Dá um salto no abandono total de si mesma ao Senhor. Ela é verdadeiramente filha de Abraão, o Pai da fé. Espera contra toda a esperança. Lança-se nos braços de Deus. Ao olhar esta pobre viúva, Jesus devia pensar certamente em si mesmo. Também nós somos reenviados a nós mesmos. Não se trata daquilo que damos no peditório, em cada domingo! Trata-se da nossa fé, da confiança que damos ao nosso Pai dos céus. Todos nós conhecemos momentos em que tudo escurece, em que não temos mais apoios, em que a nossa vida parece tremer. É então que se pode verificar a solidez da nossa fé, da nossa confiança. “Senhor, eu creio, mas vem em auxílio da minha pouca fé! Pai, entrego-me nas tuas mãos!”
                        Dom Eurico dos Santos Veloso - Arcebispo Emérito de Juiz de Fora – MG 
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