segunda-feira, 20 de agosto de 2018

Paróquia São José - Paraisópolis (MG)

Horário de Missas e outros eventos
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Dia 21 - Terça-feira
15h - Matriz
19h - São Vicente       19h - Inácios
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Dia 22 - Quarta-feira
18h30 - Terço dos homens na Matriz
19h - Jardim Eldorado    19h - Carneiros
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Dia 23 - Quinta-feira
 15h - Matriz        19h - Boa Vista 2
19h - Residencial Paraíso - Rua Alexandre Marcondes, 131
19h - Reunião do Conselho Paroquial de Pastoral (CPP)  
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Dia 24 - Sexta-feira
15h - Asilo São Vicente
19h - Moreiras        19h - Santa Luzia
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Dia 25 - Sábado
    16h - Ponte do Neneco   
 19h - Matriz    19h - São Francisco    19h - São Geraldo
19h - Santa Vitória
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Dia 26 - 21º Domingo do Tempo Comum
7h - Matriz     9h - Matriz
11h - Santa Edwiges       11h - Santa Vitória
16h - Cochos
19h - Matriz      19h - Santo Antônio
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Arquidiocese de Pouso Alegre
realiza pesquisa com as comunidades, pastorais e movimentos

Dentro dos preparativos para a celebração do seus 120 anos de história, a Arquidiocese de Pouso Alegre está realizando uma pesquisa sociorreligiosa com membros leigos de nossas comunidades, pastorais e movimentos. A pesquisa é on-line (clique aqui e responda à pesquisa). Segundo o coordenador de pastoral da Arquidiocese, padre Mauro Ricardo de Freitas, todas as respostas, quando compiladas, irão dar bases para o planejamento pastoral nos próximos anos. 
A importância e razão dessa pesquisa, é o esforço de conhecer melhor o chão sociorreligioso da arquidiocese para buscar responder de maneira mais adequada à ação evangelizadora da Igreja. Queremos alcançar o maior número de pessoas possível, incluindo pessoas que não façam parte de nenhum grupo ou movimento dentro de nossas comunidades. Todos estão convidados a responder, pediu. 
Além desse questionário apresentado, outros três estão sendo realizados e querem atingir públicos específicos: clero, que já vem sendo realizado; religiosos e coordenadores de comunidades, que ainda vão começar. A realização desse questionário on-line é uma das linhas de ação para coleta de dados. A outra será feita através de visitas domiciliares em alguns municípios, o que será realizado pela empresa Giga, contratada pela Arquidiocese de Pouso Alegre para gerir e analisar todos os dados levantados.  
Os agentes da empresa irão visitar 2200 domicílios em vários municípios da diocese. Esses municípios foram escolhidos obedecendo alguns dados, como número de eleitores, presença de migrantes e setores pastorais. Essa fase deve durar até final de agosto ou início de setembro, sendo que o resultado final está previsto para novembro ou dezembro, explicou. 
Uma comissão foi designada pelo arcebispo metropolitano, Dom José Luiz Majella Delgado - C.Ss.R., para que coordenasse junto à empresa responsável todo o processo da pesquisa. Compõem a comissão: Cônego Wilson Mário de Morais, padre Paulo Adolfo Simões, padre Mauro Ricardo de Freitas e Suzana Coutinho. 
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                                                                                                        Fonte: arquidiocese-pa.org.br

Presidente da CNBB:

“Ao invés da indiferença na política,
a atitude do cristão deve ser de participação responsável”
Concluída a fase das convenções partidárias e do registro das candidaturas no último dia 15 de agosto, os candidatos, em todos os níveis, já estão autorizados pela Justiça Eleitoral a fazer propaganda, como comícios, carreatas, distribuição de material gráfico e propaganda na internet (desde que não paga). A propaganda eleitoral gratuita no rádio e na televisão terá início em 31 de agosto e término no dia 4 de outubro, período reduzido de 45 para 35 dias.
Neste cenário de disputa dos votos e da consciência do eleitorado brasileiro, o bispo de Brasília (DF) e presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), cardeal Sergio da Rocha, acredita ser indispensável estar atento às propostas de cada candidato ou candidata e ao programa do seu partido. “É preciso saber como os candidatos pretendem responder concretamente aos problemas sofridos pela população, pois não bastam promessas ou discursos genéricos. É preciso considerar a atuação política passada de cada um”, disse.
Em função disto, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) confirmou para o dia 20 de setembro, às 21h30 o “Debate Aparecida”, que reunirá candidatos à Presidência da República para as eleições de 2018. O projeto, organizado e gerado pela TV Aparecida, acontece no Santuário Nacional, na arena do Centro de Eventos Padre Vítor Coelho de Almeida.
Para o presidente da CNBB, os debates podem colaborar bastante para um conhecimento crítico dos candidatos, ouvindo o que eles mesmos têm a dizer. “O debate é um instrumento a ser valorizado, apesar das suas limitações. Neles, pode-se conhecer melhor não apenas as propostas dos candidatos, mas as suas posturas e opiniões sobre diversos assuntos. Na medida em que contribuem para o exercício responsável do voto, os debates ajudam muito a construir uma sociedade democrática”, disse.
O cardeal, contudo, aponta qual o tom quer ver no debate promovido pela CNBB: “Não queremos ver a polêmica ofensiva, pois já estamos fartos de tanta agressividade. As ações políticas e propostas devem marcar os debates e não os ataques pessoais entre candidatos. O diálogo e o respeito ao outro que pensa diferente são muito necessários, neste período eleitoral, da parte dos candidatos e também dos eleitores’, disse.
Foco no Legislativo
Para o presidente da CNBB, é importante conhecer não apenas os candidatos aos cargos do poder Executivo, como presidente e governadores, mas também os candidatos ao Legislativo. “A atuação deles nas câmaras legislativas tem um papel fundamental na elaboração das leis, aprovação das políticas públicas e na superação dos problemas sociais”, avaliou.
Dom Sergio reforça que, neste período eleitoral, é preciso redobrar a prudência em relação às notícias ou comentários sobre candidatos, principalmente nas redes sociais. “O papel das redes sociais tende a crescer nestas eleições. É cada vez maior o risco de informações falsas ou de notícias distorcidas para prejudicar ou favorecer candidatos. E se a informação recebida for condicionar o voto, torna-se ainda mais necessário verificar o que se diz. Em qualquer situação, é preciso verificar as fontes e não compartilhar informações duvidosas”, disse.
Segundo o cardeal, ao invés da indiferença ou da rejeição frente às urnas, a atitude do cristão deve ser de participação responsável na vida política através do voto. “Apesar de tantos problemas, a política desempenha um papel fundamental na democracia”, disse. Para ele, as eleições representam uma oportunidade especial de definir os rumos da política. “O eleitor deve ser o primeiro a valorizar o seu papel e o seu voto”, alerta.
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Debate de Aparecida
A Rede Aparecida de Comunicação (Rádio e TV e Portal A12.com) fará transmissão simultânea pelas emissoras de rádio e televisão católicas, além de portais de internet. É a segunda vez que a emissora católica, a pedido da CNBB, organiza e transmite um debate de presidenciáveis. A primeira ocorreu no pleito eleitoral de 2014, quando os políticos tiveram a possibilidade de apresentarem suas ideias aos eleitores.
O debate eleitoral será mediado por um jornalista e tem previsão de duração de 2 horas. Algumas perguntas apresentadas aos políticos serão sorteadas, outras feitas por bispos da CNBB e jornalistas previamente inscritos. Também estão previstas perguntas entre os próprios candidatos. Réplicas e tréplicas serão permitidas em alguns momentos. O debate da TV Aparecida terá cinco blocos.
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                                                                                                                      Fonte: cnbb.org.br

Abusos na Igreja:

a carta do Papa aos fiéis

Francisco escreveu uma carta a todo o Povo de Deus para falar da "vergonha" provocada pelos casos de abusos cometidos na Pensilvânia e pede oração e jejum, além de uma atuação firme das autoridades competentes.

Cidade do Vaticano«Um membro sofre? Todos os outros membros sofrem com ele» (1 Co 12, 26). O Papa Francisco se inspirou nas palavras do Apóstolo Paulo para divulgar esta segunda-feira (20/08) uma carta a todo o Povo de Deus a respeito de denúncias de abusos cometidos por parte de clérigos e pessoas consagradas.  
Este crime, afirma o Pontífice, “gera profundas feridas de dor e impotência” nas vítimas, em suas famílias e na inteira comunidade de fiéis ou não.
“A dor das vítimas e das suas famílias é também a nossa dor, por isso é preciso reafirmar mais uma vez o nosso compromisso em garantir a proteção de menores e de adultos em situações de vulnerabilidade.”
Pensilvânia
Francisco cita de modo especial o relatório divulgado nos dias passados sobre os casos cometidos no Estado da Pensilvânia, nos Estados Unidos.
"Sentimos vergonha quando percebemos que o nosso estilo de vida contradisse e contradiz aquilo que proclamamos com a nossa voz”, escreve o Papa. Ele fala ainda de negligência, abandono e arrependimento e cita as palavras do então Cardeal Ratzinger quando, na Via-Sacra de 2005, denunciou a “sujeira” que há na Igreja.
Para o Pontífice, a dimensão e a gravidade dos acontecimentos obrigam a assumir esse fato de maneira global e comunitária.
Solidariedade
Não é suficiente tomar conhecimento do que aconteceu, mas como Povo de Deus, “somos desafiados a assumir a dor de nossos irmãos feridos na sua carne e no seu espírito. Se no passado a omissão pôde tornar-se uma forma de resposta, hoje queremos que seja a solidariedade”.
O Papa explica o que entende por solidariedade: proteger e resgatar as vítimas da sua dor; denunciar tudo o que possa comprometer a integridade de qualquer pessoa; lutar contra todas as formas de corrupção, especialmente a espiritual.
“O chamado de Paulo para sofrer com quem sofre é o melhor antídoto contra qualquer tentativa de continuar reproduzindo entre nós as palavras de Caim: «Sou, porventura, o guardião do meu irmão?» (Gn 4, 9).”
Reconhecimento aos esforços
Francisco reconhece “o esforço e o trabalho que são feitos em diferentes partes do mundo para garantir e gerar as mediações necessárias que proporcionem segurança e protejam a integridade de crianças e de adultos em situação de vulnerabilidade, bem como a implementação da ‘tolerância zero’ e de modos de prestar contas por parte de todos aqueles que realizem ou acobertem esses crimes”.
O Papa reconhece ainda o atraso em aplicar essas medidas e sanções tão necessárias, mas está confiante de que elas ajudarão a garantir uma maior cultura do cuidado no presente e no futuro.
Oração e penitência
O Pontífice faz também um convite a todos os fiéis: oração e penitência.
“Convido todo o Povo Santo fiel de Deus ao exercício penitencial da oração e do jejum, seguindo o mandato do Senhor, que desperte a nossa consciência, a nossa solidariedade e o compromisso com uma cultura do cuidado e o ‘nunca mais’ a qualquer tipo e forma de abuso.”
Na raiz desses problemas, Francisco observa um modo anômalo de entender a autoridade na Igreja: clericalismo.
Favorecido tanto pelos próprios sacerdotes como pelos leigos, o clericalismo “gera uma ruptura no corpo eclesial que beneficia e ajuda a perpetuar muitos dos males que denunciamos hoje. Dizer não ao abuso, é dizer energicamente não a qualquer forma de clericalismo”.
Além da oração e do jejum, o Papa chama em causa o sentimento de pertença: “Essa consciência de nos sentirmos parte de um povo e de uma história comum nos permitirá reconhecer nossos pecados e erros do passado com uma abertura penitencial capaz de se deixar renovar a partir de dentro”.
Atrocidades
Por fim, Francisco usa a palavra “atrocidade”.
“É imperativo que nós, como Igreja, possamos reconhecer e condenar, com dor e vergonha, as atrocidades cometidas por pessoas consagradas, clérigos, e inclusive por todos aqueles que tinham a missão de assistir e cuidar dos mais vulneráveis. Peçamos perdão pelos pecados, nossos e dos outros.”
E através da atitude de oração e penitência, fazer crescer em nós o dom da compaixão, da justiça, da prevenção e da reparação.
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domingo, 19 de agosto de 2018

Papa Francisco no Angelus deste domingo:

Entrar em comunhão com Jesus,
nenhum triunfo e miragem de sucesso

Toda vez que participamos à Santa Missa, em um certo sentido - explicou Bergoglio - antecipamos o céu na terra, porque do alimento eucarístico, do Corpo e do Sangue de Jesus, aprendemos o que é a vida eterna".
Cidade do Vaticano - "Jesus nos convida a entrar em comunhão com Ele, a 'comer' Ele, sua humanidade, para compartilhar com Ele o dom da vida para o mundo. Diferente de triunfos e miragens de sucesso!": é a advertência que o Papa Francisco dirigiu aos fiéis neste domingo (19/08) antes da Oração mariana do Angelus na Praça São Pedro, comentando o Evangelho do dia.
"Este pão da vida, o sacramento do Corpo e do Sangue de Cristo, é doado a nós gratuitamente na mesa da Eucaristia. Ao redor do altar encontramos o que nos alimenta e nos sacia espiritualmente hoje e para a eternidade. Toda vez que participamos à Santa Missa, em um certo sentido" - explicou Bergoglio -, "antecipamos o céu na terra, porque do alimento eucarístico, do Corpo e do Sangue de Jesus, aprendemos o que é a vida eterna".
Pão vivo que desceu do céu
Ele se apresenta  - continuou o Papa -, como “o pão vivo que desceu do céu”, o pão que dá a vida eterna e acrescenta: “o pão que eu darei é a minha carne,  entregue pela vida do mundo”. Esta mensagem é decisiva, e de fato provoca a reação daqueles que escutavam, que começam a discutir entre eles: “Como é que ele pode dar a sua carne a comer?”. Quando o sinal do pão partilhado traz o seu significado verdadeiro, isto é o dom de si até ao sacrifício, emerge o incompreensível, emerge até mesmo a rejeição d’Aqueles que pouco antes queriam carregá-Lo em triunfo.
Moldar a nossa existência na a de Jesus
"Diante do convite de Jesus para nos nutrir com seu Corpo e Sangue, poderemos sentir a necessidade de discutir e resistir, como fizeram aqueles que o escutavam de quem o Evangelho de hoje fala. Isso acontece quando temos dificuldade em moldar a nossa existência na a de Jesus, a agir de acordo com seus critérios e não de acordo com critérios do mundo. Mas Ele nunca se cansa de nos convidar para o seu banquete para saciar-se d’Ele, "pão vivo que desceu do céu". Nutrindo-se deste alimento - disse o Papa - podemos entrar em plena sintonia com Cristo, com seus sentimentos, com suas atitudes".
Jesus hoje repete a cada um de nós, acrescentou Francisco: “se não comerdes a carne do Filho do Homem e não beberdes o seu sangue, não tereis a vida em vós”. Não se trata de um alimento material, mas de um pão vivo e vivificante, que comunica a própria vida de Deus. Para ter essa vida é necessário nutrir-se do Evangelho e do amor dos irmãos.
Que a Virgem Maria – concluiu o Papa -, nos ajude no nosso propósito de fazer comunhão com Jesus Cristo, nutrindo-nos da sua Eucaristia, para se tornar, por sua vez, pão partido para os irmãos.
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Assista:
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Paróquia em missão

Realizada neste domingo
mais uma etapa das visitas às famílias

A Igreja é por natureza missionária. Foi o próprio Jesus quem enviou seus discípulos em missão: “Ide por todo o mundo, pregai o evangelho a toda criatura” (Mc 16,15). E o Documento de Aparecida esclarece: “Todos os membros da comunidade paroquial são responsáveis pela evangelização dos homens e mulheres em cada ambiente. O Espírito Santo, que atua em Jesus Cristo, é também enviado a todos enquanto membros da comunidade, porque sua ação não se limita ao âmbito individual. A tarefa missionária se abre sempre às comunidades, assim como ocorreu no Pentecostes” (cf. At 2,1-13). 
Saindo para as visitas
O Papa Francisco na Exortação Apostólica “A Alegria do Evangelho” reforça esse chamado de Jesus: “e hoje todos somos chamados a esta nova 'saída' missionária. Cada cristão e cada comunidade há de discernir qual é o caminho que o Senhor lhe pede, mas todos somos convidados a aceitar esta chamada: sair da própria comodidade e ter a coragem de alcançar todas as periferias que precisam da luz do Evangelho.” (EG 20);
Estamos em pleno “Ano do Laicato”, quando os leigos são chamados a assumir também a dimensão missionária da Igreja. Na manhã deste domingo, após um momento de oração, realizou-se mais uma etapa das visitas às famílias do bairro José Veríssimo. Desta vez participaram cinco missionários adultos e seis jovens. A ação missionária, que tem caráter permanente, prosseguirá no dia 16, 3º domingo de setembro. 
Venha você também ser Missionário de Jesus! 
Muitas famílias esperam ansiosamente sua visita!
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Reflexão para este domingo da Assunção de Maria

Arca da Aliança
O salmo 131 nos mostra a alegria de vivermos na santidade e na justiça, seguindo a arca, como o antigo povo de Deus, que via sua presença em Jerusalém, representando o termo da terra prometida.
Os antigos judeus, filhos de Levi, transportaram a arca de Deus durante sua caminhada pelo deserto, rumo à terra prometida. Era sinal da presença divina que conduzia e protegia seu povo libertado da escravidão egípcia (Cf. 1 Crônicas 15,3-16,2).
Dom José Alberto Moura
Deus havia prometido fazer surgir do meio do povo hebreu o Salvador, que haveria de estabelecer a justiça e a paz para toda a humanidade. Para isso, deveria haver abertura de todos para a aceitação dele, colaborando com a justiça misericordiosa na terra. Enquanto não houver tal prática humana, a exemplo de Jesus, é preciso haver ininterruptamente o esforço de evangelização por parte dos que creem nele, agindo como verdadeira luz para a humanidade e vivendo como verdadeiro povo de Deus.
Deus quis escolher moça simples, humilde e isenta da corrupção humana,  para acolher seu Filho tornado humano conosco. Ela se transformou em verdadeira arca da aliança divina com a humanidade pecadora. Foi reconhecida e exaltada: “Feliz o ventre que te trouxe e os seios que te amamentaram” (Lucas 11,27). Jesus estende a maternidade de Maria para todos os que ouvem a Palavra de Deus e a praticam (Cf. Lucas 11,28). Isso nos converte em verdadeira arca de Deus para O conduzirmos, seguirmos e alcançarmos a finalidade de nossa caminhada terrestre. O chão que pisamos às vezes parece arenoso, cheio de percalços e desafios. A situação social, política, econômica e moral em que vivemos nos coloca na responsabilidade de consertar o que está estragado. É possível termos um mundo melhor. Depende de nós, unindo nossas qualidades e oportunidades para irmos em frente, rumo a uma terra sem males. Caminhando com Deus, que está dentro de nós, isso é possível. Basta assumirmos nossa tarefa de sermos discípulos e missionários de Cristo, a exemplo de Maria.
A Mãe de Jesus e nossa conseguiu alcançar a meta final. Na caminhada terrestre ela acompanhou seu filho até o fim de sua missão. Ela O viu glorificado. Ela mesma foi glorificada, sendo levada pelos anjos ao mais alto dos céus. Seguindo seus passos, sendo nós também como arca de Deus, transpomos as barreiras de nossos limites pessoais e sociais e vencemos. O próprio Jesus fala para teremos coragem, pois, com Ele, também venceremos!
O salmo 131 nos mostra a alegria de vivermos na santidade e na justiça, seguindo a arca, como o antigo povo de Deus, que via sua presença em Jerusalém, representando o termo da terra prometida. Agora nós, o novo povo de Deus, somos a Igreja em busca da Jerusalém celeste. Enquanto ainda peregrinos neste planeta, vivemos apresentando a certeza da ação de Deus na história humana. Por isso, vivemos na alegria da certeza da vitória do bem sobre todo tipo de mal. Como a mãe de Jesus triunfou, também nós triunfaremos.
                              Dom José Alberto Moura - Arcebispo Metropolitano de Montes Claros
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                                                                                                             Fonte: cnbbleste2.org.br

sábado, 18 de agosto de 2018

Comissão da CNBB atualiza orientações

para celebração da Palavra de Deus 
A Comissão instituída pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) para refletir sobre as orientações da celebração da Palavra de Deus esteve reunida nos dias 16 e 17 de agosto, na sede provisória da entidade, em Brasília (DF), com uma proposta de texto para um documento atualizado. Antes composta por um grupo que estudava a temática dos “Ministérios” e outro que estudava a questão da “Celebração da Palavra”, agora eles se uniram e formam um só.
Dom Geraldo Lyrio (à esquerda) e dom Armando Bucciol (direita).
Crédito: Matheus de Souza/CNBB
Dom Geraldo Lyrio Rocha, atual presidente da comissão justifica que essa mudança se fez necessária por questões de integração entre os dois temas. “Essa decisão foi tomada durante a 55ª Assembleia Geral da CNBB, realizada em 2017. Lá o episcopado achou por bem integrar os dois grupos e transformá-lo em um só, resultando na formação de uma única Comissão”, argumenta.
A atualização das orientações para a celebração da Palavra tem como base o Documento 52 da CNBB, aprovado durante a 32ª Assembleia Geral da CNBB, em 1994. Nele, a celebração da Palavra é definida como um ato litúrgico reconhecido e incentivado pela Igreja. Segundo o presidente da Comissão, dom Geraldo Lyrio Rocha, o texto atual busca integrar a reflexão sobre os ministérios pensando especialmente nas comunidades que não contam com a presença frequente de ministros ordenados.
Ele explica que a Comissão trabalha os dois textos tentando fundi-los num só para ser submetido à apreciação do Conselho Permanente da CNBB, que deverá se reunir em setembro próximo. “É um trabalho difícil porque são dois temas complementares, mas distintos; e duas comissões compostas por membros diferentes e que trabalharam também de forma mais autônoma às duas questões, mas sem dúvida alguma elas se tocam entre si. Tudo tem a ver o ministério da Palavra com a própria Celebração da Palavra”, comenta.
Comissão trabalha nos ajustes finais do texto.
Crédito: Matheus de Souza/CNBB
O Documento 52 da CNBB afirma que as Celebrações da Palavra de Deus não são uma criação das últimas décadas, mas fazem parte da tradição da Igreja. No texto é possível identificar uma de suas finalidades: a de assegurar às comunidades cristãs a possibilidade de se reunir no domingo e nas festas, tendo a preocupação de inserir suas reuniões na celebração do ano litúrgico e de as relacionar com as comunidades que celebram a Eucaristia.
Dom Geraldo explica que atualmente cerca de 70% das comunidades do Brasil não tem a celebração da Eucaristia aos domingos e, por isso, é extremamente urgente e necessário a atualização do Documento. “O nosso trabalho vai enriquecer ainda mais a Celebração da Palavra de Deus bem como reforçar essa perspectiva de ministério da palavra confiado a cristãos leigos e leigas”, finaliza o bispo.
Com o Documento atualizado, a proposta agora é que o Conselho Permanente da CNBB o avalie e dê o aval para que ele seja publicado em breve. A Editora da CNBB será a responsável pela publicação.
São membros da Comissão:
Dom Geraldo Lyrio Rocha (Presidente) - Dom Armando Bucciol - Dom Wilmar Santin - Dom Geremias Steinmetz - Dom Sebastião Lima Duarte - Pe. João Cândido da Silva Neto - Pe. Danilo Cesar dos Santos Lima - Ir. Veronice Fernandes
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                                                                                                                      Fonte: cnbb.org.br