quinta-feira, 28 de maio de 2020

Exortação do Papa aos refugiados:

Confiança e esperança
O Papa Francisco manifestou sua solidariedade aos refugiados acolhidos pelo "Centro Astalli": “a todos me faço espiritualmente próximo com a oração e o afeto e os exorto a ter confiança e esperança num mundo de paz, de justiça e de fraternidade entre os povos”.
Bianca Fraccalvieri – Cidade do Vaticano - O Papa Francisco expressou novamente sua preocupação com os migrantes ao enviar uma carta ao “Centro Astalli”, iniciativa dos jesuítas voltada aos refugiados e requerentes de asilo.
O Centro publicou o seu Relatório anual 2020, em que relata as “vidas suspensas” dos migrantes, que aguardam o êxito dos procedimentos para permanecer legalmente na Itália. Neste momento de pandemia, a angústia é ainda maior, pois os processos podem atrasar ou permanecer bloqueados.
Em 2019, os jesuítas e seus colaboradores atenderam 20 mil pessoas, 11 mil só em Roma. O Relatório denuncia “as políticas migratórias, restritivas e de fechamento – até mesmo discriminatórias –, que caracterizaram o último ano”, aumentando a precariedade da vida, a exclusão e a irregularidade dos refugiados e tornando toda a sociedade mais vulnerável.
Coragem
Na carta, o Papa aprecia de modo especial a coragem com a qual os jesuítas enfrentam o "desafio das migrações, sobretudo neste delicado momento para o direito de asilo, em que milhares de pessoas fogem de guerras, perseguições e de graves crises humanitárias”.
Francisco manifesta sua solidariedade aos refugiados, que o Centro acolhe “com amor fraterno”: “a todos me faço espiritualmente próximo com a oração e o afeto e os exorto a ter confiança e esperança num mundo de paz, de justiça e de fraternidade entre os povos”.
O Papa renovou seu encorajamento aos jesuítas e a todos os que colaboram com eles na “sábia abertura” ao complexo fenômeno migratório, “favorecendo adequadas intervenções de apoio e testemunhando aqueles valores humanos cristãos que estão na base na civilização europeia”.
Que este exemplo, conclui o Papa, “possa suscitar na sociedade um renovado compromisso por uma autêntica cultura do acolhimento e da solidariedade”.
Gratidão
Para o diretor do Centro Astalli, padre Camillo Ripamonti, “as palavras do Pontífice são de grande motivação e encorajamento a prosseguir o caminho ao lado dos refugiados”.
“O Centro Astalli expressa profunda gratidão ao Papa Francisco pelo seu empenho cotidiano a favor dos migrantes e por estas duas palavras que nos indicam o caminho a percorrer rumo a um bem sempre maior.”
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quarta-feira, 27 de maio de 2020

Cardeal Sérgio da Rocha

se despede de Brasília (DF) para se tornar o primaz do Brasil

No próximo sábado, dia 30 de maio, às 10h30, acontece a missa de despedida do cardeal Sérgio da Rocha da arquidiocese de Brasília, igreja à qual assumiu em 6 de agosto de 2011. A missa será transmitida pelas redes sociais da arquidiocese de Brasília direto da Catedral Metropolitana. Na ocasião será celebrado o Jubileu de 50 anos deste marco da arquitetura brasileira.
Em coletiva de imprensa realizada na manhã desta quarta-feira, 27 de maio, o arcebispo eleito para a arquidiocese de Salvador (BA), primaz do Brasil, falou da nomeação de seu vigário-geral, o padre Jeová Elias Ferreira como novo bispo da diocese de Goiás (GO). Na ocasião, o arcebispo de Brasília também falou de seus momentos finais à frente da Igreja na Capital Federal do país.
Em entrevista ao portal da CNBB, o cardeal disse que as palavras “comunhão” e “missão” definem o seu tempo de pastoreio em Brasília. “Na verdade, não simples palavras, são um programa de vida e de ação pastoral”, disse. Dom Sérgio disse que insistiu muito na comunhão na unidade. “Insisti que é preciso caminharmos unidos, uma vez que a missão é grande demais para ser assumida sozinho. Então precisávamos, e precisamos, caminhar unidos, entre nós, unidos aos bispos do Brasil, à nossa Conferência Episcopal, nossa Querida CNBB e unidos ao querido Papa Francisco”, afirmou.
As Visitas Pastorais Missionárias foram citadas pelo cardeal como “uma das experiências mais agradáveis e que deram muitos frutos em Brasília”. Para o arcebispo, não são apenas visitas que o bispo realiza, mas visitas que o bispo realiza durante vários dias numa paróquia, acompanhado de padres, de um grande número de missionários, de leigos e leigas. “Eu creio que esta foi uma das marcas deste período que aqui estive”, afirmou.
“Mais do que atividades o que conta mesmo foi esse período bonito de trabalho conjunto, convivência fraterna, e serviço que procurei fazer aqui”.
Entre as atividades de destaque está a atuação do religioso como presidente da Conferência Nacional dos Bispo do Brasil de 2015 a 2019. Dom Sérgio foi criado cardeal pelo Papa Francisco no consistório realizado na basílica de São Pedro, em 19 de novembro de 2016, recebendo o título da basílica de Santa Cruz na Via Flaminia, em Roma. É membro do Conselho da Secretaria Geral do Sínodo dos Bispos (Vaticano), da Pontifícia Comissão para a América Latina (CAL) e da Congregação para o Clero.
A posse do cardeal como arcebispo de Salvador (BA) está marcada para o dia 5 de junho, às 19h, na Catedral Metropolitana Transfiguração do Senhor (Catedral Basílica), localizada no Terreiro de Jesus, no Centro Histórico de Salvador. Abaixo, a íntegra da entrevista que ele concedeu ao portal da CNBB.
1 – O que mais marcou seu pastoreio nesses nove anos à frente da Igreja em Brasília?
Seria muito difícil resumir de maneira justa toda a riqueza da experiência vivida aqui na arquidiocese de Brasília (DF). Eu me senti, em Brasília, muito acolhido e amado generosamente por essa Igreja querida, pelo clero e pelo povo pelo qual eu tenho uma gratidão imensa. É muito difícil resumir, em poucas palavras, ou indicar apenas uma atividade ou outra dentre tudo aquilo que foi vivenciado nesses anos.
Mas eu costumo resumir em duas palavras, mais do que em atividades, a vivência desses anos. Tem sido divulgada uma série de atividades e iniciativas deste período, mas eu prefiro resumi-las em duas palavras: a palavra comunhão e a palavra missão. Que, na verdade, não são simples palavras, são um programa de vida e de ação pastoral.
Desde a minha chegada em Brasília, eu insisti muito na participação de todos na vida da Igreja. Insisti muito na comunhão, na unidade. Insisti que é preciso caminharmos unidos, uma vez que a missão é grande demais para ser assumida sozinho. Então precisávamos, e precisamos, caminhar unidos, entre nós, unidos aos bispos do Brasil, à nossa Conferência Episcopal, nossa querida CNBB e unidos ao querido Papa Francisco.
Tudo isso em vista da missão. Algumas pessoas até afirmam que “eu falava com tanta frequência de missão, de missionários”, que às vezes estranhavam quando não aparecia essas palavras em minhas pregações.
E não foram apenas palavras. Foi, na verdade, uma insistência, graças a Deus, compartilhada pela arquidiocese de Brasília. Por isso, eu queria ressaltar uma das experiências, que em minha avaliação foi das mais agradáveis e deu muitos frutos em Brasília, as chamadas visitas pastorais missionárias. Que não são apenas visitas que o bispo realiza, mas visitas que o bispo realiza durante vários dias numa paróquia, acompanhado de padres, de um grande número de missionários, de leigos e leigas. Eu creio que essa foi uma das marcas deste período que aqui estive.
Eu insisti muito também na formação de comunidades. De criar novas comunidades em toda parte do Distrito Federal de tal modo que nada ficasse sem a presença da Igreja. Foram criadas 23 paróquias no meu período. Não era tanto a criação de paróquias, mas a formação de comunidades, com espaços de participação das pessoas.
Tive a graça de ordenar 80 padres aqui em Brasília. Muitos diáconos. Naturalmente, mais do que atividades o que conta mesmo foi esse período bonito de trabalho conjunto, convivência fraterna e serviço que procurei fazer aqui. Eu devo muito à graça e ao amor de Deus, mas devo também às pessoas me acompanharam. Eu não trabalhei sozinho. Se alguma coisa boa há, é compartilhado o mérito ou o fruto e é graça de Deus, tudo é graça. Contei com muita gente, nossos bispos auxiliares, o clero, as religiosas e religiosos, tantas pessoas consagradas, os fiéis, leigos e leigas, os movimentos, pastorais, associações… É uma riqueza imensa a Igreja em Brasília. Precisa ser melhor conhecida. E por fim, além das grandes celebrações na Catedral de Brasília, gostaria de destacar aqueles momentos, Corpus Christi e celebração de Nossa Senhora Aparecida na Esplanada dos Ministérios, que nem sempre todo mundo sabe que existe e são belíssimos. Poderiam ser melhor divulgados e compartilhados. São momentos muito bonitos de unidade e missão na vida da Igreja de Brasília.
2 – Quais expectativas para assumir a Igreja em São Salvador, a arquidiocese primacial do Brasil?
Eu olho para a minha missão em Salvador (BA) primeiramente com muita esperança. Esperança que vem de Deus em saber que contamos com a presença de Jesus junto àqueles que envia. Acabamos de recordar o Evangelho e o mandamento de Jesus: “ide anunciar o Evangelho e fazer discípulos. Eu estarei com vocês, todos os dias, até o fim”. Essas palavras de Jesus me acompanham sempre. Vou com essa esperança. Vou com a esperança de contar com a colaboração de muita gente.
Não dá para assumir sozinho a missão da Igreja que lá, em Salvador, também é muito exigente. A arquidiocese é muito grande. É a primeira do Brasil. Isto não é um título de honra, é responsabilidade eu me tornar um arcebispo primaz. Porque eu estou participando e vou começar a participar mais de perto de uma história longa, bonita, de vários séculos. Eu saio de Brasília, que é uma realidade recente de Igreja numa capital federal que não existia, e vou para a primeira capital do Brasil.
O título de arcebispo primacial e arquidiocese primaz do Brasil claro que nos honra no sentido espiritual, mas é mais responsabilidade, não honraria, e estímulo para eu continuar servindo cada vez melhor e honrar a história daquela Igreja que é tão rica. Naturalmente, vou com esperança e esperando contar com a colaboração de todos. E já tenho recebido provas deste amor. Primeiramente quero agradecer de coração ao senhor arcebispo dom Murilo Krieger, aos bispos auxiliares, ao clero e até manifestações do povo de várias partes da Bahia que têm se manifestado de forma generosíssima, muito além do que podia imaginar. Por isso vou animar, apesar de sentir por ter que deixar Brasília onde constitui uma família, onde estou há 9 anos. Aqui me senti muito amado. E já começo a me sentir amado também pelo povo de Salvador. E, como tenho dito, já começo a fazer e já me sinto parte daquela Igreja querida.
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Dom Peruzzo conduz

Terço da Esperança e da Solidariedade pelo fim da pandemia
Mais uma vez a Igreja em todo o país se une nesta quarta-feira, 27 de maio, às 15h30, para rezar o Terço da Esperança e da Solidariedade, iniciativa da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) que visa intensificar as orações neste momento de enfrentamento da pandemia do coronavírus.
Esta edição do terço será a segunda conduzida pelo arcebispo de Curitiba (PR) e presidente da Comissão Episcopal Pastoral para Animação Bíblico-Catequética da CNBB, dom José Antônio Peruzzo. Também participam o bispo auxiliar de Curitiba, dom Francisco Cotta, o diácono Cleverson Teixeira e o bispo de Guarapuava (PR), dom Amilton Manoel da Silva.
O Terço foi gravado pela TV Evangelizar e será transmitido simultaneamente pelas emissoras de TV e rádio de inspiração católica do país e pelas páginas da CNBB no Facebook e no YouTube.
O Terço da Esperança e da Solidariedade é uma iniciativa da CNBB, em comunhão com o Papa Francisco, no compromisso de intensificar as orações neste período, unindo todo o Brasil em um momento comum de oração.
Para compartilhar os momentos de oração nas redes sociais, use a hashtag adotada pelo Papa Francisco: #rezemosjuntos
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Acompanhe:
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Papa Francisco na Audiência Geral desta quarta:

A oração
é um refúgio diante da onda do mal que cresce no mundo

"A oração dos justos". Este foi o tema da catequese do Papa Francisco na Audiência Geral desta quarta-feira (27/05). “O desígnio de Deus para a humanidade é bom, mas em nossa vida cotidiana experimentamos a presença do mal", disse Francisco.
Mariangela Jaguraba - Cidade do Vaticano - “A oração dos justos” foi o tema da catequese do Papa Francisco na Audiência Geral desta quarta-feira (27/05), realizada na Biblioteca do Palácio Apostólico, por causa da pandemia de coronavírus ainda em andamento.
“O desígnio de Deus para a humanidade é bom, mas em nossa vida cotidiana experimentamos a presença do mal. Os primeiros capítulos do Livro do Gênesis descrevem a expansão progressiva do pecado nas vicissitudes humanas”, ressaltou o Papa.
O verme da inveja
“Adão e Eva duvidam das intenções benevolentes de Deus, pensam que têm a ver com uma divindade invejosa, que impede a sua felicidade. Daí a rebelião: eles não acreditam mais num Criador generoso, que deseja sua felicidade. O seu coração, cedendo à tentação do maligno, é tomado por delírios de onipotência: “Se comermos o fruto da árvore, nos tornaremos como Deus”. E esta é a tentação: esta é a ambição que entra no coração. Mas a experiência segue na direção oposta: os seus olhos se abrem e descobrem que estão nus, sem nada. Não se esqueçam disso: o tentador é um mau pagador, ele paga mal”.
O mal se torna ainda mais perturbador com a segunda geração humana. É mais forte: é a história de Caim e Abel. Caim tem inveja de seu irmão: há o verme da inveja. Embora seja o primogênito, ele vê Abel como um rival, alguém que ameaça a sua primazia. O mal aparece em seu coração e Caim não consegue dominá-lo. O mal começa a entrar no coração: os pensamentos são sempre de olhar mal o outro, com suspeita. E isso, também com o pensamento: “Este é ruim. Me fará mal. E isso vai  entrando no coração. Assim, a história da primeira fraternidade se conclui com um homicídio. Penso na fraternidade humana: guerras por toda parte.
O resgate da esperança
Segundo o Papa, “na descendência de Caim, se desenvolvem os trabalhos e as artes, mas se desenvolve também a violência, expressa pelo cântico sinistro de Lamec, que soa como um hino de vingança: «Por uma ferida, eu matarei um homem, e por uma cicatriz matarei um jovem. Se a vingança de Caim valia por sete, a de Lamec valerá por setenta e sete». A vingança: você fez, você pagará. Mas isso não diz o juiz, digo eu. Torno-me juiz da situação. Assim, o mal se espalha como uma mancha de óleo, até ocupar todo o quadro: «O Senhor viu que a maldade do homem crescia na terra e que todo projeto do coração humano era sempre mau». Os grandes afrescos do dilúvio universal e da torre de Babel revelam a necessidade de um novo início, assim como de uma nova criação que terá sua realização em Jesus Cristo”.
No entanto, nessas primeiras páginas da Bíblia, está escrita também outra história, menos evidente, muito mais humilde e devota, que representa o resgate da esperança. Mesmo que quase todos se comportem de maneira brutal, fazendo do ódio e da conquista o grande motor das vicissitudes humanas, existem pessoas capazes de rezar a Deus com sinceridade, capazes de escrever o destino do homem de uma maneira diferente.
A oração autêntica liberta dos instintos de violência
E o Papa citou como exemplo Abel, que oferece a Deus um sacrifício de primícias. Depois da sua morte, Adão e Eva tiveram um terceiro filho, Set, de quem nasceu Enós, que significa mortal. Depois aparece Henoc, personagem que “caminha com Deus”, arrebatado por Deus. Por fim, Noé, um homem justo que “caminhava com Deus”, diante do qual Deus detém seu propósito de cancelar a humanidade. E Francisco acrescentou:
Lendo essas histórias, tem-se a impressão de que a oração seja ao mesmo tempo um escudo, seja um refúgio do homem diante da onda do mal que cresce no mundo. Nós também rezamos para ser salvos de nós mesmos. É importante. Rezar: “Senhor, por favor, salva-me de mim mesmo, das minhas ambições, das minhas paixões. Salva-me de mim mesmo”. As pessoas que rezam nas primeiras páginas da Bíblia são homens promotores de paz: na verdade, a oração, quando é autêntica, liberta dos instintos de violência e tem um olhar voltado para Deus, para que Ele volte a cuidar do coração do homem.
“Esta qualidade da oração é vivida por uma multidão de justos em todas as religiões”, disse ainda o Pontífice, citando o Catecismo da Igreja Católica. “A oração cultiva canteiros de renascimentos em lugares em que o ódio do homem só foi capaz de ampliar o deserto. A oração é poderosa, porque atrai o poder de Deus e o poder de Deus sempre dá vida: sempre. Ele é o Deus da vida e faz renascer”, frisou o Papa.
A oração é sempre uma corrente de vida
Segundo Francisco, “o senhorio de Deus passa pela corrente desses homens e mulheres, muitas vezes incompreendidos ou marginalizados no mundo. Mas o mundo vive e cresce graças à força de Deus que esses seus servidores atraem com a sua oração. São uma corrente que não é barulhenta, que raramente sai nas manchetes, mas é muito importante para restabelecer a confiança no mundo”.
E o Papa contou uma história: “Lembro-me da história de um homem: um chefe de governo, importante, não desse tempo, de tempos passados. Ateu. Ele não tinha senso religioso em seu coração. Mas quando criança, ouvia a avó que rezava, e isso permaneceu em seu coração. Num momento difícil de sua vida, aquela lembrança voltou ao seu coração e disse: “Mas a avó rezava...”. Ele começou a rezar com as coisas que sua avó dizia e ali encontrou Jesus. A oração é sempre uma corrente de vida, sempre. Muitos homens e mulheres que rezam, rezam, semeiam vida. A oração semeia vida. A pequena oração... Por isso que é importante ensinar as crianças a rezar. Me dói quando encontro crianças e “faço o sinal da cruz”, e elas fazem assim, fazem um gesto: não sabem fazê-lo. Ensine as crianças a fazerem bem o sinal da cruz: é a primeira oração. Que as crianças aprendam a rezar. Depois, talvez, elas se esqueçam, sigam outro caminho; mas isso permanece no coração, porque é uma semente de vida, a semente do diálogo com Deus”.
Francisco concluiu a sua catequese, afirmando que o caminho de Deus na história de Deus é transitado por essas pessoas. “Passou por um “resto” da humanidade que não se conformou com a lei do mais forte, mas pediu a Deus para realizar os seus milagres e transformar o nosso coração de pedra em coração de carne. E isso ajuda a oração: porque a oração abre a porta para Deus, para que transforme o nosso coração muitas vezes de pedra, num  coração humano. É preciso muita humanidade, e com a humanidade se reza bem”.
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Assista à íntegra da Audiência
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Papa reconhece milagre atribuído
à intercessão do Beato Charles de Foucauld
O Santo Padre, entre outros, também reconheceu o martírio de um sacerdote franciscano italiano morto em El Salvador em 1980 e o milagre atribuído ao fundador dos Cavaleiros de Colombo.
Beato Charles de Foucauld e seu ermitério
Cidade do Vaticano - Em 26 de maio de 2020, o Papa Francisco recebeu em audiência o prefeito da Congregação para as Causas dos Santos, cardeal Angelo Becciu, ocasião em que autorizou a mesma Congregação a promulgar os Decretos relativos:
- ao milagre atribuído à intercessão do Beato Cesare de Bus, sacerdote, fundador da Congregação dos Padres da Doutrina Cristã (Doutrinários); nascido em 3 de fevereiro de 1544 em Cavaillon (França), faleceu em Avignon (França) em 15 de abril de 1607;
- ao milagre atribuído à intercessão do Beato Charles de Foucauld; sacerdote diocesano, nascido em Estrasburgo (França) em 15 de setembro de 1858 e falecido em Tamanrasset (Argélia) em 1º de dezembro de 1916;
- ao milagre atribuído à intercessão da Beata Maria Domenica Mantovani, co-fundadora e primeira Superiora Geral do Instituto das Pequenas Irmãs da Sagrada Família; nascida em 12 de novembro de 1862 em Castelletto di Brenzone (Itália), faleceu em 2 de fevereiro de 1934;
- ao milagre atribuído à intercessão do Venerável Servo de Deus Michele McGivney, sacerdote diocesano, fundador da Ordem dos Cavaleiros de Colombo, v.d. The Knights of Columbus; nasceu em 12 de agosto de 1852 em Waterbury (Estados Unidos da América) e faleceu em Thomaston (Estados Unidos da América) em 14 de agosto de 1890;
- ao milagre atribuído à intercessão da Venerável Serva de Deus Pauline Maria Jaricot, fundadora das Obras do "Conselho de Propagação da Fé" e do "Rosário Vivo"; nasceu em 22 de julho de 1799 em Lyon (França) e morreu em 9 de janeiro de 1862;
- ao martírio dos Servos de Deus Simeone Cardon e 5 Companheiros, professos religiosos da Congregação Cisterciense de Casamari; mortos em Casamari, por ódio à fé, entre 13 e 16 de maio de 1799;
- ao martírio do Servo de Deus Cosme Spessotto (também conhecido como: Sante), professo sacerdote da Ordem dos Frades Menores; nascido em Mansué (Itália) e morto em San Juan Nonualco (El Salvador), por ódio à fé, em 14 de junho de 1980;
- às virtudes heroicas do Servo de Deus Melchiorre Maria de Marion Brésillac, bispo titular de Prusa, ex-vigário apostólico de Coimbaore, fundador da Sociedade de Missões Africanas; nasceu em 2 de dezembro de 1813 em Castelnaudary (França) e morreu em Freetown (Serra Leoa) em 25 de junho de 1859.
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terça-feira, 26 de maio de 2020

CAL divulga orientações para celebração

da Solenidade de Corpus Christi em tempos de pandemia

A Comissão Arquidiocesana para a Liturgia (CAL), com a chancela do arcebispo metropolitano dom José Luiz Majella Delgado - C.Ss.R., divulgou na manhã desta terça-feira (26) as orientações litúrgicas para a celebração da Solenidade de Corpus Christi, este ano celebrada no dia 11 de junho. Por causa da pandemia, pede-se que seja cumprido o decreto do arcebispo metropolitano, participando APENAS as pessoas necessárias que auxiliarão na cerimônia. 
Material a ser divulgado dia primeiro de junho
"As famílias sejam orientadas a celebrar esse dia usando o Subsídio preparado pela CAL para Celebração de Corpus Christi em Família, em horário diferente da transmissão da Celebração Eucarística, se houver. As presentes orientações valem para missas transmitidas ou não", traz o texto.
O material celebrativo para as famílias será divulgado no dia primeiro de junho pelos meios de comunicação da arquidiocese. Segundo as orientações, a celebração Eucarística transcorre como de costume. Já sobre a Procissão Eucarística, alguns cuidados e recomendações deve ser observadas.
"Devido aos cuidados e recomendações relativas à pandemia do coronavírus, não será possível que se faça a procissão pelas ruas, como de costume. No entanto, a grandeza dessa solenidade e o zelo pastoral pelo nosso povo que está sedento de algum ato de veneração pela Eucaristia, nos leva a pensar em alguma forma de veneração pública do Santíssimo, caso não haja recomendações em contrário pelas autoridades de saúde em cada localidade".
As observações a serem seguidas pelas paróquias são:
1. Sugere-se que se pense em uma procissão motorizada com o Santíssimo (não carreata), tendo à frente um carro adequadamente preparado para o translado do ostensório levado exclusivamente pelo sacerdote. Que esse espaço de transporte seja seguro, devidamente respeitoso e sem a presença de terceiros, a não ser um ministro usando máscaras, caso seja necessário. Quanto aos carros que seguirão na procissão (não mais que 5 veículos), que haja conscientização exaustiva de seus motoristas para que estejam desacompanhados e usando máscaras. Os demais fiéis sejam exortados a enfeitar suas casas no trajeto por onde passará a carreata e acompanhem a passagem do Santíssimo de suas próprias janelas ou sacadas da casa, sem qualquer aglomeração e todos usando máscaras. Seja divulgado a todos um mapa do trajeto por onde a procissão irá passar (de preferência em ruas residenciais, e não comerciais), para que as famílias se preparem.
2. a) Durante a procissão motorizada, um carro de som poderá ir ajudando o povo a rezar, com orações e cânticos populares em honra da Eucaristia (a reza do terço não é apropriada para essa ocasião), ou outro esquema seja organizado conforme os recursos e possibilidades de cada paróquia (transmissão pela rádio, autofalante da Igreja etc.).
b) Como gesto concreto, sugere-se que os fiéis sejam motivados a oferecer alimentos não perecíveis, a serem destinados a irmãos nossos que passam fome nesta pandemia. Venerar o Corpo do Cristo leva-nos ao compromisso com aqueles que concretizam para nós, hoje, o próprio corpo do Senhor, neste caso os famintos, o que exige nossos gestos de misericórdia: “Estive com fome, e me destes de comer” (Mt 25,35). Para viabilizar essa proposta, um “carro da solidariedade” de porte maior pode acompanhar o carro que transporta o Santíssimo e quatro jovens, usando máscaras e luvas, irão recolhendo, de porta em porta, as sacolas com os mantimentos oferecidos pelas famílias, mantendo-se a devida distância entre as pessoas. Quanto às famílias cujas residências não estão no trajeto por onde passará a procissão, estas poderão encaminhar a um ponto de coleta, já anteriormente divulgado, a sua contribuição.
3. Em cidades com mais de uma paróquia, sugere-se que as paróquias se unam para que se faça apenas uma procissão, ou ao menos as paróquias mais próximas.
4. A paróquia que preferir encerrar a missa com um momento de oração e adoração ao Santíssimo, sem a procissão, poderá ficar à vontade para fazê-lo, justificando aos fiéis o motivo de sua decisão (não se justificaria uma procissão dentro da Igreja vazia, mesmo que transmitida aos fieis pela TV e demais mídias). De todos os modos, é importante esclarecer aos que assistem a celebração pelas mídias o sentido dessa adoração "à distância”, isto é, a oração que cada fiel faz em casa vale no incremento de sua espiritualidade eucarística e é uma forma de estar em união com Deus e louvá-lo pela santa Eucaristia, mas não equivale à adoração presencial. É preciso cuidar para que não se transforme a TV ou outro dispositivo em um substituto da presença de Cristo nas espécies eucarísticas.
5. Após a comunhão dos fiéis, deixa-se sobre o altar um corporal estendido e o ostensório vazio. Para a procissão, o sacerdote depõe a hóstia no ostensório, faz a devida genuflexão e dirige- se ao seu lugar. Após a Oração depois da Comunhão, chegar à sua sede, depõe a casula e reveste o pluvial. Dirige-se para frente do altar e, ajoelhado, incensa o Santíssimo. Em seguida, recebe o véu umeral, genuflete e toma o ostensório nas mãos cobertas com o véu. Tem início, então, a Procissão Eucarística.
6. Ao terminar a procissão, em outra igreja ou na mesma de origem, o sacerdote depõe o ostensório sobre o altar e ajoelha-se no genuflexório preparado. Depois, incensa o Santíssimo Sacramento enquanto entoa-se o hino “Tão sublime Sacramento”. Em seguida, reza as orações de costume do rito de bênção do Santíssimo, dá a bênção, guarda a hóstia consagrada e encerra a celebração, como de praxe.
7. Outros casos particulares podem ser resolvidos diretamente com o senhor Arcebispo. 
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No próximo sábado, una-se ao Papa

para a oração do Terço nos Jardins Vaticanos

Direto da Gruta de Loudres, nos Jardins Vaticanos, o Papa Francisco rezará o Terço na conclusão do mês mariano para pedir a consolação de Nossa Senhora para enfrentar a pandemia.
Bianca Fraccalvieri – Cidade do Vaticano - No próximo dia 30 de maio, os católicos têm um encontro marcado com o Papa Francisco.
No encerramento do mês mariano, como é tradição, o Papa rezará o terço nos Jardins Vaticanos às 17h30 locais (12h30 em Brasília). Mas, desta vez, o evento será transmitido em streaming, com comentários em português, diretamente da Gruta de Lourdes. A duração prevista é de uma hora.
Os fiéis rezarão para pedir o auxílio e o consolo de Nossa Senhora para enfrentar a pandemia do coronavírus, inspirados pelo trecho dos Atos dos Apóstolos 1,14 "Todos se uniram constantemente em oração, juntamente com Maria".
As dezenas serão rezadas por homens e mulheres representando as várias realidades tocadas pelo vírus: um médico, uma enfermeira, um paciente curado, uma pessoa que perdeu um familiar, um sacerdote, um capelão hospitalar, um farmacêutico, uma freira enfermeira, um representante da Defesa Civil, uma família cujo filho nasceu em meio à pandemia.
Adesão dos santuários
A iniciativa é do Pontifício Conselho para a Promoção da Nova Evangelização. O presidente, Dom Rino Fisichella, escreve:
“Aos pés de Maria, o Papa Francisco depositará as aflições e as dores da humanidade, ulteriormente agravadas pela difusão da Covid-19.”
Para o Arcebispo, trata-se de mais um “sinal de proximidade e de consolação para aqueles que, de algum modo, foram atingidos pelo vírus, na certeza de que a Mãe Celeste não desatende os pedidos de proteção”.
Santuários dos cinco continentes já deram sua adesão: Lourdes, Pompeia, Fátima, Częstochowa. Na América Latina, Guadalupe e Luján, entre outros. O Santuário de Aparecida também confirmou sua participação.
O evento poderá se seguido através do nosso site e das redes sociais do Vatican News.

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segunda-feira, 25 de maio de 2020

Mensagem do arcebispo Dom Majella

na festa de Nossa Senhora Auxiliadora

Todos os anos, o clero se reúne no seminário na segunda-feira posterior ao dia 24 de maio para celebrar a Padroeira do seminário arquidiocesano, Nossa Senhora Auxiliadora. Encontro esse que ocorreria neste 25 de maio. Nesta dia o clero também rende graças a Deus pelos padres jubilandos de cada ano, que em 2020 são: padre Mauricio Pieroni (50 anos de ordenação sacerdotal), padre João Batista Neto, cônego Wilson Mário de Morais e cônego Simão Cirineo Ferreira (25 anos de ordenação). 
Impossibilitados do encontro físico por causa da quarentena pela Covid-19, o arcebispo metropolitano de Pouso Alegre, dom José Luiz Majella Delgado - C.Ss.R., emitiu uma mensagem para todo o clero, seminaristas e fiéis da arquidiocese de Pouso Alegre. Ele lembra que "o processo formativo não foi interrompido com a quarentena do Covid-19. Foi apenas redimensionado. Pulsa a vida no Seminário. Há o silêncio na casa, mas não o da história. Temos a possibilidade de saborear e cultivar a intimidade desta casa vazia de pessoas, de poder rezar cada espaço, cada lugar e cada história presente e passada."
Leia a mensagem na íntegra:
"Caros sacerdotes, seminaristas, servidores e colaboradores do Seminário Arquidiocesano Nossa Senhora Auxiliadora 
Queridos padres jubilares: Pe. Mauricio Pieroni (50 anos de ordenação sacerdotal), Pe. João Batista Neto, Con. Wilson Mário de Morais e Con. Simão Cirineo Ferreira (25 anos de ordenação). 
Aos padres jubilares agradeço a fidelidade ao dom do ministério sacerdotal, que os faz depositários da misericórdia divina, e a perseverança na vocação, sinal vivo da certeza íntima de terem sido escolhidos para amar e servir o Senhor. 
Hoje comemoramos o “Dia do Seminário”. Pela primeira vez na história centenária do nosso Seminário não há possibilidade de participação no Tríduo em preparação para a festa de Nossa Senhora Auxiliadora e nem na comemoração festiva deste dia dedicado à Padroeira do Seminário.  
A pandemia provocada pelo Covid-19 e a consequente quarentena em que se encontra o Brasil e grande parte do mundo, obrigou a Igreja a suspender as celebrações de fé em comunidade. Porém, a Reitoria do Seminário, mesmo com os seminaristas ausentes da casa e sem a assembleia litúrgica, decidiu manter o programa do Tríduo em preparação para a Festa de Nossa Senhora Auxiliadora adaptando-o às circunstâncias do momento. O recurso aos meios de comunicação social e às novas tecnologias, sobretudo on-line, permitiu ao Seminário criar um “Tríduo virtual”.  Assim, a Reitoria do Seminário procurou encontrar modos de nos tornarmos presentes juntos das famílias, dos amigos e colaboradores do Seminário, dos seminaristas e seus familiares e juntos como presbitério da Arquidiocese de Pouso Alegre. A oportunidade revelou uma atitude criativa e resgatadora, uma lógica “todos por todos”. É isto que nos é pedido neste tempo adverso que todos atravessamos. E é este o caminho da sinodalidade. 
De um momento para o outro o nosso Seminário ficou vazio. Não é tempo de férias. Os seminaristas, por causa da quarentena, estão com seus familiares recolhidos em suas casas. Mas os nossos formadores criaram um plano de convivência on-line com os seminaristas. O processo formativo não foi interrompido com a quarentena do Covid-19. Foi apenas redimensionado. Pulsa a vida no Seminário. Há o silêncio na casa, mas não o da história. Temos a possibilidade de saborear e cultivar a intimidade desta casa vazia de pessoas, de poder rezar cada espaço, cada lugar e cada história presente e passada. No coração de cada seminarista e, acredito também, de cada padre, ausente deste lugar no dia de hoje, mas extraordinariamente presente nestes espaços vazios e, assim creio, no coração sempre disponível de Nossa Senhora, a Virgem Auxiliadora, tem a sua fecundidade na relação viva com Jesus, que nos chamou para servir o povo de Deus. Jesus garante-nos que a vitória está n’Ele, na oração e na confiança no seu amor misericordioso e bom.
Os dias que correm ainda constituem um risco. Por isso, no coração desta situação crítica, somos chamados a perseverar na oração, mergulhados na confiança em Deus que nos ama. Deus não nos desampara; Deus não nos deixa ficar sós e abandonados, longe do seu amor. Mesmo quando tudo parecia ruir, como Cristo na Cruz, venceu sempre o amor. Confiemos nesse amor. 
Renovemos no dia de hoje o empenho de propor corajosamente, pela palavra e pelo exemplo, o ideal do seguimento de Cristo, favorecendo aos jovens ao chamado à vida sacerdotal, uma resposta livre, pronta e corajosa, que torna operante a graça da vocação. 
Nestes dias de tribulação recorremos à Virgem Mãe Auxiliadora, pedindo a sua intercessão para que Deus, neste cenário de um mundo descuidado, adoecido e desumano nos conduza por um caminho mais adequado, a ser seguido pela humanidade em busca de um desenvolvimento sustentável. Que o Senhor aumente a nossa confiança e mantenha acesa a nossa esperança. E nunca deixe de enviar novas vocações ao nosso Seminário. 
Muito obrigado por todo o esforço de cada um dos nossos formadores e seminaristas para ajudar acontecer este “Dia do Seminário”, à porta fechada, mas com transmissão on-line. O Senhor os abençoe. Nossa Senhora Auxiliadora os ampare. Renovo minha proximidade a todos. Rezem um pouquinho por mim."
+ José Luiz Majella Delgado, C.Ss.R
Arcebispo Metropolitano de Pouso Alegre
Pouso Alegre, 25 de maio de 2020
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Francisco e os 25 anos da "Ut unum sint":

Gratidão e empenho

Com uma carta ao presidente do Pontifício Conselho para a Promoção da Unidade dos Cristãos, cardeal Kurt Koch, o Papa Francisco recorda os 25 anos da publicação da Carta Encíclica "Ut unum sint" de São João Paulo II.
Bianca Fraccalvieri – Cidade do Vaticano - Agradecimento e empenho: estes são os sentimentos expressos pelo Papa Francisco ao recordar os 25 anos da publicação da Carta Encíclica Ut unum sint de São João Paulo II.
Com uma carta ao presidente do Pontifício Conselho para a Promoção da Unidade dos Cristãos, cardeal Kurt Koch, o Pontífice lembra o contexto da época: com o olhar voltado para o horizonte do Jubileu do Ano 2000, o Papa polonês queria que a Igreja mantivesse bem presente a oração de seu Mestre e Senhor: “Que todos sejam um”.
“Por isso, escreveu esta Encíclica, que confirmou de modo irreversível o empenho ecumênico da Igreja Católica”, ressalta Francisco. Publicando o texto na Solenidade da Ascensão do Senhor, João Paulo II o colocou sob o signo do Espírito Santo, artífice da unidade na diversidade, princípio da unidade da Igreja.
Que não nos falte fé e reconhecimento
A própria Encíclica reitera que “a legítima diversidade não se opõe de forma alguma à unidade da Igreja, antes aumenta o seu decoro e contribui significativamente para o cumprimento da sua missão”  (n. 50).
“Neste aniversário, dou graças ao Senhor pelo caminho que nos permitiu percorrer como cristãos na busca da plena comunhão”, escreve o Papa, afirmando compreender a “impaciência” de quem pensa que poderia e deveria ser feito mais. “Todavia, não devem nos faltar fé e reconhecimento: muitos passos foram feitos nestas décadas para curar feridas seculares e milenárias.”
Para Francisco, os progressos são visíveis no maior conhecimento e estima recíprocos, no avanço no diálogo teológico e caritativo, e em várias formas de colaboração no diálogo da vida, no plano pastoral e cultural.
O Papa dirigiu seu pensamento também aos Irmãos que estão à frente das diversas Igrejas e comunidade cristãs e a todos os cristãos de todas as tradições, “que são os nossos companheiros de viagem”.
Duas iniciativas
Ao agradecer quem trabalha e trabalhou no Dicastério dedicado ao ecumenismo, o Pontífice anunciou duas iniciativas: a primeira é um Vademecum ecumenico para os Bispos, que será publicado no segundo semestre “como encorajamento e guia ao exercício de suas responsabilidades ecumênicas". A segunda iniciativa é o lançamento da revista Acta Œcumenica, que servirá de subsídio para quem trabalha a serviço da unidade.
Fazendo memória do caminho percorrido, Francisco recorda que a importância de perscrutar o horizonte, perguntando-se «Quanta est nobis via?» (n. 77), “quanta estrada nos resta por fazer?”.
Uma coisa é certa, conclui o Papa: a unidade não é principalmente o resultado da nossa ação, mas é dom do Espírito Santo. E não acontecerá como um milagre, mas caminhando juntos.
“Invoquemos confiantes, portanto, o Espírito, para que guie os nossos passos e cada um sinta, com renovado vigor, o apelo a trabalhar pela causa ecumênica; Ele inspire novos gestos proféticos e reforce a caridade fraterna entre todos os discípulos de Cristo, «para que o mundo creia» (Jo 17,21) e se multiplique o louvor ao Pai que está nos Céus.”
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                                                                                                                       Fonte: vaticannews.va