segunda-feira, 16 de julho de 2018

Paróquia São José - Paraisópolis (MG)

Horário de Missas e outros eventos
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Dia 17 - Terça-feira
15h - Matriz
19h - Jardim Eldorado        19h - Carneiros
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Dia 18 - Quarta-feira
19h - Terço dos homens na Matriz
19h - São Benedito          19h - Lagoa
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Dia 19 - Quinta-feira
15h - Matriz
 19h - Ponte do Neneco      19h - Mujanos
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Dia 20 - Sexta-feira
 19h - Serrinha      19h - Pedra Branca 
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Dia 21 - Sábado
 19h - Matriz      
19h - Francisco       19h - São Geraldo
19h - Ponte do Neneco 
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Dia 22 - 16º Domingo do Tempo Comum
7h - Matriz      9h - Matriz       11h - Santa Edwiges
16h - Cochos
19h - Matriz        19h - Santo Antônio
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Nossa Senhora do Carmo,

uma das devoções mais antigas e amadas
Hoje, 16 de julho, é a festa litúrgica de Nossa Senhora do Carmo. Uma antiga devoção que remonta aos profetas da Bíblia. Grandes comemorações em Roma e em várias cidades da Itália.
Fachada da igreja de Santa Ágata em Trastevere
Cidade do Vaticano O culto mariano, caso único entre os cultos dos santos, tem suas raízes nove séculos antes do nascimento de Maria. O primeiro profeta de Israel, Elias, morando no Monte Carmelo teve a visão da vinda da Bem-Aventurada Virgem. Viu que ela se elevava em uma pequena nuvem, trazendo uma chuva providencial que salvaria Israel de uma grande seca. É um dos cultos mais antigos da Roma cristã, assim como a Ordem Carmelita que está ligada ao que foi escrito na Bíblia, quando se conta que Elias recebeu a profecia do Mistério da Virgem e Mãe sobre o nascimento do Filho de Deus. Já no primeiro século, os eremitas que se retiraram no Monte construíram uma capelinha dedicada à Nossa Senhora. “Tradicionalmente os carmelitas estão ligados à Nossa Senhora – explica padre Agostino Farcas, pároco da Igreja de Santa Maria do Carmo no bairro Mostacciano de Roma – mas também a Elias, ou seja à capacidade como a do profeta de ouvir a Deus”.
“O Senhor disse-lhe: ‘Sai e permanece sobre o monte diante do Senhor’. Então o Senhor passou. Antes do Senhor, porém, veio um vento impetuoso e forte, que desfazia as montanhas e quebrava os rochedos, mas o Senhor não estava no vento. Depois do vento houve um terremoto, mas o Senhor não estava no terremoto. Passado o terremoto, veio um fogo, mas o Senhor não estava no fogo. E depois do fogo ouviu-se o murmúrio de uma leve brisa”.
A iconografia popular
Segundo a iconografia popular, Nossa Senhora do Carmo não leva Jesus no colo, mas estende os braços oferecendo o escapulário. A imagem refere-se à aparição de Nossa Senhora em 16 de julho de 1251 ao carmelita São Simão Stok, entregando-lheu um escapulário e revelando-lhe os privilégios ligados ao culto.
“Não é um amuleto ou um talismã – prossegue padre Agostino – mas um sinal de salvação. Significa estar cobertos pela sua graça, pelos seus dons. Se hoje dizemos ‘quero o escapulário’, acreditamos receber este sinal de salvação que nos leva às virtudes de Maria, nos ajuda a tentar viver como ela”.
As Confrarias intituladas a Nossa Senhora do Carmo
Com o tempo as Confrarias intituladas a Nossa Senhora do Carmo e a favor de alguns papas que lhe concederam privilégios espirituais, fez com que aumentasse a devoção popular.
Em 1623, um decreto da Congregação do Índice, consagrava a “Tradição do Sábado”, ou seja a ajuda que Nossa Senhora do Carmo concede neste dia aos seus devotos mortos na graça de Deus para alcançar a plenitude do amor divino.
Imagem encontrada no Tibre
As origens do culto em Roma remontam a 1535. Naquele ano, alguns marinheiros encontraram na foz do rio Tibre, perto de Fiumicino, a imagem de Nossa Senhora do Carmo que depois foi transportada para a igreja de S. Crisóstomo. Desde então Nossa Senhora do Carmo foi chamada “De Noantri”, ou “Fiumarola”, em recordação do lugar onde foi encontrada. Provavelmente, sem exagerar, a festa no bairro Trastevere é a maior de toda a cidade de Roma.
Nossa Senhora do Carmo no bairro Trastevere
A imagem de Nossa Senhora do Carmo está conservada na igreja de Santa Ágata no bairro Trastevere. Segundo a iconografia clássica, não leva Menino Jesus no colo, mas estende os braços para baixo e está vestida como uma carmelita terciária. Na igreja, algumas vitrinas expõem as preciosas vestes de seda celestes, brancas e amarelas e três mantôs doados pela princesa Bianca Caracciolo di Fiorino. Além das vestes doadas pela princesa, as roupas custodiadas pelas irmãs de São Pascoal são doações de pessoas de todas as condições sociais. Uma das últimas remonta a 1970 e foi doada por um grupo de costureiras que trabalharam por três anos. A coleção é formada por algumas coroas de prata e de metal usadas na procissão e decoradas com pedras preciosas.
João Paulo II e Nossa Senhora do Carmo
Todos conhecem a grande devoção de São João Paulo II pela Virgem Maria. Abaixo apresentamos uma passagem dedicada à Nossa Senhora do Carmo, escrita pelo Pontífice:
“Reconcilia os irmãos em um abraço fraterno; que desapareçam os ódios e os rancores, que se superem as divisões e as barreiras, que se unam as rupturas e curem as feridas”.
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Cardeal Baldisseri:
Amoris laetitia? Uma bússola.
O Secretário Geral do Sínodo dos Bispos fala sobre a nomeação dos presidentes delegados do próximo Sínodo sobre os jovens e a atenção do Papa pelas periferias do mundo. “Os jovens devem lutar se querem manter a família”.
Cidade do VaticanoO tema da família unido ao dos jovens. O Cardeal Lorenzo Baldisseri secretário geral do Sínodo dos Bispos, ao falar sobre a videomensagem enviada à Assembleia trienal dos Jovens em Martinica, organizada pela Conferência Episcopal das Antilhas, explica como o Papa evidencia a relação, estreita e inseparável, entre família e jovens. “Papa Francisco pede aos jovens que sustentem a instituição familiar para que continue a ser um lugar onde seus filhos possam crescer de modo sadio”, afirma Baldisseri.
Transformar a família sem esquecer as raízes
Porém, para apoiar melhor a família é preciso transformá-la. Papa Francisco confia a tarefa aos jovens e estimula-os a não ficarem acomodados, observa o cardeal Baldisseri: “Devem lutar. O Santo Padre estimula-os quando os adverte para que não fiquem acomodados. E quais são os instrumentos que os jovens têm para enfrentar a luta? A primeira arma é usar as instruções corretas, que podem ser encontradas na exortação apostólica Amoris Laetitia. Exatamente no quarto capítulo como recorda o Papa. Ao mesmo tempo devem trabalhar para que estes princípios sejam o hoje e o amanhã. Sem cancelar as raízes do passado. Sem o qual, e isso Papa Francisco deixa bem claro, não há um amanhã. E toda a sociedade deve ajudá-los a não esquecer as raízes, deve haver um esforço coletivo”.
A nomeação dos presidentes delegados do Sínodo dos jovens: é a Igreja da periferia que se faz centro
O próximo sínodo dos jovens, programado de 3-28 de outubro deste ano, não deixará de lado o tema da família. Ao contrário, será central garante Baldisseri, porque “nestes dois anos de preparação nos demos conta de que os jovens têm a família no coração. Ela está presente nos seus pensamentos e nos seus desejos”.
Papa Francisco, em 14 de julho passado nomeou quatro presidentes delegados do Sínodo: o cardeal Louis Raphael I Sako, Patriarca de Babilônia dos Caldeus, o cardeal Desire Tsarahazana, arcebispo de Toamasina (Madagascar), o cardeal Charles Maung Bo, arcebispo de Yangon (Myanmar) e o cardeal John Ribat, Arcebispo de Port Moresby (Papua Nova Guiné).
Cardeal Baldisseri comenta com entusiasmo: “Com estas nomeações, o Papa deu um caráter universal ao Sínodo. Quer chegar aos confins do mundo”.
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                                                                                                                Fonte: vaticannews.va

domingo, 15 de julho de 2018

Papa no Angelus deste domingo:

Missionário deve estar amparado unicamente em Cristo
“O bastão e as sandálias são a dotação dos peregrinos, porque assim são os mensageiros do reino de Deus, não gestores onipotentes, não funcionários estáveis, não divos em turnê”. A missão tem um centro e a missão tem um rosto: estes são os dois pontos que resumem o "estilo missionário" destacado pelo Papa Francisco no Angelus deste domingo.
Cidade do Vaticano - Discípulos “livres e leves, sem apoios e sem favores”, ancorados unicamente no amor “d’Aquele que os envia” e fortes “somente de sua palavra que irão anunciar”. Este é o rosto que deve ter o discípulo missionário.
Inspirado no Evangelho do dia de São Marcos, que narra o momento em que Jesus envia os doze em Missão, o Papa Francisco refletiu sobre os dois pontos do estilo missionário: a missão tem um centro e a missão tem um rosto.
“O discípulo missionário tem antes de tudo - explicou o Papa -  um seu centro de referência, que é a pessoa de Jesus”, como comprova a narrativa pela série de verbos usados a Ele referidos. Assim, seu modo de agir “parece como que irradiando de um centro, a recorrência da presença e da obra de Jesus em sua ação missionária”:
“Isso mostra como os Apóstolos não têm nada de próprio para anunciar, nem própria capacidade de demonstrar, mas falam e agem como "enviados", como mensageiros de Jesus. É precisamente o Batismo que nos torna missionários. Um batizado que não sente a necessidade de anunciar o Evangelho, de anunciar Jesus, não é um bom cristão”.
Este episódio do Evangelho diz respeito também a todos os batizados, chamados a testemunhar nos vários ambientes da vida, o Evangelho de Cristo:
“E também para nós esta missão é autêntica, somente a partir do seu centro imutável que é Jesus. Não é uma iniciativa individual dos fiéis, nem dos grupos e nem mesmo das grandes agremiações, mas é a missão da Igreja inseparavelmente unida ao seu Senhor. Nenhum cristão proclama o Evangelho "por si mesmo", mas somente enviado pela Igreja que recebeu o mandato do próprio Cristo”.
A missão tem um rosto
“A segunda característica do estilo do missionário é, por assim dizer, um rosto, que consiste na pobreza dos meios”, disse Francisco, ressaltando que “seu equipamento atende a um critério de sobriedade”. Por isso, de fato, os Doze têm a ordem de "não levar nada além de um bordão para a jornada: nem pão, nem mochila, nem dinheiro no cinto":
“O Mestre os quer livres e leves, sem apoios e sem favores, seguros somente do amor d’Aquele que os envia, fortes somente de sua palavra que irão anunciar”.
“O bastão e as sandálias são a dotação dos peregrinos, porque assim são os mensageiros do reino de Deus, não gestores onipotentes, não funcionários estáveis, não divos em turnê.”
O Pontífice recordou então os muitos Santos da Diocese de Roma, da qual é bispo, que tinham este rosto, como São Filipe Neri, São Benedito José Labre, Santo Aléssio, São Gaspar Del Bulfalo e tantos outros. “Não eram funcionários ou empreendedores, mas humildes trabalhadores do Reino”.
História de Jesus, prefigura destino de seu mensageiro
 Mas a evangelização requer também a coragem, que somente pode ser encontrada se “estivermos unidos a Ele, morto e ressuscitado”:
“E a esse "rosto" também pertence a maneira pela qual a mensagem é acolhida: de fato, pode acontecer que ela não seja acolhida ou escutada. Isso também é pobreza: a experiência do fracasso. A história de Jesus, que foi rejeitado e crucificado, prefigura o destino de seu mensageiro”.
“Que a Virgem Maria, primeira discípula e missionária da Palavra de Deus, nos ajude a levar ao mundo a mensagem do Evangelho em uma exultação humilde e radiante, para além de toda rejeição, incompreensão ou tribulação."
Após rezar o Angelus, o Papa Francisco saudou os milhares de fiéis e turistas presentes na Praça São Pedro, em particular as Irmãs do Preciosíssimo Sangue de Monza, as noviças das Filhas de Maria Auxiliadora provenientes de diversos países e os jovens poloneses da diocese de Pelplin (Polônia), que participam de um curso de exercícios espirituais em Assis.
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Assista:
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                                                                                                                Fonte: vaticannews.va

Reflexão para seu domingo:

Sacudir a poeira
O Papa Francisco fala que devemos ser Igreja “em saída”, ou seja, precisamos superar a tentação de nos fecharmos para dentro de nós mesmos, superando o intimismo ou a fé inerte e partindo para evangelizar.
Jesus escolheu os apóstolos, enviou-os para ensinar a todos, de todos os lugares, com o poder de fazer as pessoas superar seus males físicos, psíquicos e espirituais. Mas Ele sabia que nem todos aceitariam sua pregação e mudança de vida. Por isso, Ele afirmou que deveriam ir a outros que os aceitassem. Na saída deveriam até sacudir a poeira dos pés, indicando a reprovação aos oponentes (Cf. Marcos 6,7-14).
Dom José Alberto
O Papa Francisco fala que devemos ser Igreja “em saída”, ou seja, precisamos superar a tentação de nos fecharmos para dentro de nós mesmos, superando o intimismo ou a fé inerte e partindo para evangelizar. Dessa forma entramos bem dentro da perspectiva de Jesus, sendo discípulos e missionários seus. A Igreja não é finalidade por si mesma nem de si mesma.  É instrumento de salvação para indicar o caminho acertado do ser humano, para produzir vida digna para todos. O Mestre indica sua missão de ser luz para a humanidade encontrar o sentido de sua história. Desse modo, é possível consertar o que está errado e que faz o ser humano sofrer quando isso não é necessário. Tem muito sofrimento provocado pelo egoísmo, pela injustiça e falta de altruísmo ou compaixão. Como Igreja solidária seremos capazes de ajudar as pessoas a se formarem e se conscientizarem a respeito do bem realizado aos outros, com as melhores consequências também para quem o faz. Podemos implantar mais defesa do meio ambiente, superar as guerras, as discriminações, as exclusões sociais, bem como melhorar a família, a política e a cultura inclusiva, com os respeito aos mais fragilizados da sociedade.
O Concílio Vaticano II nos dá muitas indicações para sermos Igreja que sabe dialogar com a sociedade, mesmo tendo que sacudir a poeira frente a quem desrespeita a vida e a dignidade humana. Sua voz profética a leva a não se calar perante gritantes injustiças e desrespeito ao semelhante. Ela ajuda a formar as pessoas e as consciências para a construção de uma convivência cidadã e inclusiva, a partir da base da família que saiba formar os caracteres das crianças e dos jovens para a cultura da alteridade e da paz.
Conforme a narrativa bíblica, Amasias, sacerdote de Betel, advertiu o profeta Amós para ele não exercer a profecia perto da morada do rei para ele não ser perseguido. Mas o profeta não renunciou sua missão, mesmo árdua. Continuou a falar em nome de Deus para a conversão dos que não viviam corretamente (Cf. Amós 7,12ss). Se as pessoas de bem, comprometidas com o projeto do Criador, exercerem sua missão de testemunhar a verdade e defender a justiça, terão mais resultado em colaborar com a mudança da sociedade. Assim atuam em bem da implantação da vida de mais harmonia e solidariedade para todos. Não podemos nos omitir perante tantos males da sociedade, fazendo nossa fé mais dinâmica e transformadora.
Os discípulos de Jesus o obedeceram e fizeram o bem possível a todos aos quais se dirigiam, ensinando o que Ele fez e mandou dizer, bem como atuando pelo bem físico, moral e espiritual para as pessoas. Hoje, se também nos unirmos para a promoção do bem da comunidade, seremos mais capazes de atender as necessidades de todos, a partir dos mais deixados de lado no convívio social.
                                 Dom José Alberto Moura - Arcebispo Metropolitano de Montes Claros
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                                                                                                              Fonte: cnbbleste2.org.br

sábado, 14 de julho de 2018

Editorial do site do Vaticano:

Uma única grande voz
Bari viveu um dia histórico com o Papa e com o líderes das Igrejas Cristãs de todo o Oriente, da Terra Santa ao Egito, do Iraque à Síria, do Líbano à Turquia.

Cidade do VaticanoNão há "alternativa possível à paz": o Papa Francisco lançou um forte apelo em prol do Oriente Médio, terra "pisoteada" por interesses de outros, devastada por causa da corrida ao armamento, explorada nas suas riquezas energéticas. O Pontífice, também em nome das Igrejas cristãs reunidas no último sábado (07/07) na cidade italiana de Bari, levantou sua voz e disse ao mundo uma série de "Basta!": "Basta aos benefícios de poucos na pele de muitos! Basta às ocupações de terras que destroem os povos! Basta usar o Oriente Médio para lucros não relacionados ao Oriente Médio!"
Basta também à indiferença porque "mata, e nós queremos ser - sublinhou o pontífice - voz que contrasta o assassinato da indiferença”. “Queremos dar voz àqueles que não têm voz, para aqueles que só conseguem engolir lágrimas, porque o Oriente Médio hoje chora, sofre e cala, enquanto outros o pisoteiam à procura de poder e riqueza". Não se pode levantar a voz para falar de paz enquanto de modo escondido se prosseguem desenfreadas corridas para o rearmamento. Então Francisco condena também aqueles que “não olham no rosto de ninguém para obter depósitos de gás e combustíveis sem restrição e sem escrúpulos".
Recuperar a dignidade
Na oração e no discurso do Papa ressoam os gritos das crianças que só conheceram a guerra. "A humanidade ouça, eu imploro, o choro das crianças. É enxugando suas lágrimas que o mundo vai recuperar a sua dignidade". "Não se esqueçam das lições de Hiroshima e Nagasaki" e "não transformem as terras do Oriente em escuras extensões de silêncio", advertiu Francisco.
O Papa tem em seus olhos a destruição da guerra na Síria mas também o "fundamentalismo" que devastou o Iraque. Reza por Jerusalém "amada por Deus e ferida pelos homens" para a qual pede o respeito ao "status quo" e uma negociação que conduza a "dois Estados para dois povos".
Bergoglio também levanta a questão dos cristãos, em todos essas terras minoritários, para as quais pede "cidadania", porque "um Oriente Médio sem cristãos não seria Oriente Médio".
Todos em uma oração comum
Bari viveu um dia histórico com o Papa e com o líderes das Igrejas Cristãs de todo o Oriente, da Terra Santa ao Egito, do Iraque à Síria, do Líbano à Turquia. Todos em uma oração comum para dizer à humanidade que os conflitos na área, tão estratégicas para todas as potências do mundo, deveriam cessar. A cidade de Bari foi escolhida porque conserva as relíquias de São Nicolau, Santo dos católicos e ortodoxos, amado por cristãos de todas as latitudes, capaz de reunir onde sutilezas teológicas ainda dividem. Portanto, partir novamente  do diálogo entre cristãos para ser uma presença pacificadora nesta região tão atormentada.
Eles chegaram à capital da região italiana da Apúlia com seus pastorais pesados, com seus “chapéus” pretos, as cruzes de características diferentes, dependendo do rito. E também com orações antigas, em siríaco, assírio, grego, árabe. Ao lado do Papa há dezessete patriarcas, um líder luterano e uma representante, única mulher do evento, do Conselho da Igrejas do Oriente Médio. Um caminho não fácil, a estrada do ecumenismo, mas fortemente desejado por Francisco, que nos anos não somente continuou o diálogo, mas estreitou ainda mais as relações de amizade, como por exemplo com o Patriarca Bartolomeu e com o Papa Copta, Tawadros. Os líderes das igrejas se movem juntos em um ônibus descoberto.
Ser igrejas cristãs
A acolher este momento de oração ecumênica, não tão frequente na história da Igreja, é a cidade de Bari, com 70 mil fiéis deslocados desde as primeiras horas do dia ao longo da estrada beira mar e a Basílica de San Nicolau, os dois lugares onde se realizaram os eventos. Houve também um momento a portas fechadas introduzido pelo administrador apostólico do Patriarcado Latino de Jerusalém, Dom Pierbattista Pizzaballa. Um momento para se confrontar sobre como ser igrejas cristãs em tal contexto tão modificado, de como garantir proteção e assistência a quem é vítima dos conflitos, e também como acolher os migrantes, que não encontram alternativas àquela de abandonar a própria terra. A mesa do encontro foi colocada no centro da bela basílica de São Nicolau; uma mesa redonda. Também nesta escolha a vontade de nenhuma primazia: um diálogo franco e aberto. Foi um evento que não tem precedentes no âmbito da sinodalidade por parte das igrejas cristãs, “sinodalidade significa caminhar juntos e nunca ocorreu um encontro entre tantas igrejas cristãs; ocorreu em Bari em nome de São Nicolau”, comentou o arcebispo de Bari-Bitonto, Dom Francesco Cacucci.
A oração ecumênica pela paz no Oriente Médio, à beira-mar de Bari, ressoou poderosa e coral com cantos antigos e invocações em várias línguas. O Papa Francisco, os Patriarcas das Igrejas cristãs do Oriente Médio e todos os peregrinos e fiéis presentes, tornaram-se uma única grande voz. O fato de tantas igrejas terem se reunido para invocar a paz e refletirem juntos sobre o dom da paz é um importante passo em direção à unidade que todos esperamos.
                                                                                                                          Silvonei José
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sexta-feira, 13 de julho de 2018

Leituras do

15º Domingo do Tempo Comum

1ª Leitura: Am 7,12-15
Profecia de Amós:
Naqueles dias, disse Amasias, sacerdote de Betel, a Amós: “Vidente, sai e procura refúgio em Judá, onde possas ganhar teu pão e exercer a profecia; mas em Betel não deverás insistir em profetizar, porque aí fica o santuário do rei e a corte do reino”.
Respondeu Amós a Amasias, dizendo: “Não sou profeta nem sou filho de profeta; sou pastor de gado e cultivo sicômoros. O Senhor chamou-me, quando eu tangia o rebanho, e o Senhor me disse: ‘Vai profetizar para Israel, meu povo’”.
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Salmo: 184
Mostrai-nos, ó Senhor, vossa bondade, e a vossa salvação nos concedei!
Mostrai-nos, ó Senhor, vossa bondade, e a vossa salvação nos concedei!
- Quero ouvir o que o Senhor irá falar:/ é a paz que ele vai anunciar./ Está perto a salvação dos que o temem,/ e a glória habitará em nossa terra.
- Mostrai-nos, ó Senhor, vossa bondade, e a vossa salvação nos concedei!
- A verdade e o amor se encontrarão,/ a justiça e a paz se abraçarão;/ da terra brotará a fidelidade,/ e a justiça olhará dos altos céus.
- O Senhor nos dará tudo o que é bom,/ e a nossa terra nos dará suas colheitas;/ a justiça andará na sua frente/ e a salvação há de seguir os passos seus.
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2ª Leitura: Ef 1,3-10
Carta de São Paulo aos Efésios:
Bendito seja Deus, Pai de nosso Senhor Jesus Cristo. Ele nos abençoou com toda a bênção do seu Espírito em virtude de nossa união com Cristo, no céu. Em Cristo, ele nos escolheu, antes da fundação do mundo, para que sejamos santos e irrepreensíveis sob o seu olhar, no amor. Ele nos predestinou para sermos seus filhos adotivos por intermédio de Jesus Cristo, conforme a decisão da sua vontade, para o louvor da sua glória e da graça com que nos cumulou no seu Bem-amado.
Pelo seu sangue, nós somos libertados. Nele, as nossas faltas são perdoadas, segundo a riqueza da sua graça, que Deus derramou profusamente sobre nós, abrindo-nos a toda a sabedoria e prudência. Ele nos fez conhecer o mistério da sua vontade, o desígnio benevolente que de antemão determinou em si mesmo, para levar à plenitude o tempo estabelecido e recapitular, em Cristo, o universo inteiro: tudo o que está nos céus e tudo o que está sobre a terra.
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Evangelho: Mc 6,7-13
Evangelho de São Marcos:
Naquele tempo, Jesus chamou os doze, e começou a enviá-los dois a dois, dando-lhes poder sobre os espíritos impuros.
Recomendou-lhes que não levassem nada para o caminho, a não ser um cajado; nem pão, nem sacola, nem dinheiro na cintura. Mandou que andassem de sandálias e que não levassem duas túnicas.
E Jesus disse ainda: “Quando entrardes numa casa, ficai ali até vossa partida. Se em algum lugar não vos receberem, nem quiserem vos escutar, quando sairdes, sacudi a poeira dos pés, como testemunho contra eles!” Então os doze partiram e pregaram que todos se convertessem. Expulsavam muitos demônios e curavam numerosos doentes, ungindo-os com óleo.
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Reflexão:
Evangelizar 
Amós não era profeta nem “filho de profeta” – termo bíblico para dizer discípulo (1ª leitura). Não ganhava seu pão profetizando. Era pastor e agricultor. Tampouco era cidadão da Samaria; era de Judá, que vivia em conflito com os samaritanos. Mesmo assim, Deus o escolheu para dar um sério aviso ao sacerdote de Betel, santuário da Samaria.
Tampouco eram missionários profissionais os doze que Jesus enviou a anunciar a proximidade do Reino de Deus (evangelho). Estavam entregues à sua missão, à boa-nova que  deviam anunciar. Estavam entregues à hospitalidade das casas que encontrassem. Recebiam, sim, de Deus, o poder de fazer uns discretos sinais, curas, exorcismos. Nada  deviam ter de si mesmos: nem dinheiro, nem roupa de reserva. Só sandálias e um bom cajado para caminhar. Pois deviam avançar com pressa. O tempo se cumpriu!
Na encíclica Evangelii nuntiandi, o Papa Paulo VI escreveu que cada evangelizado deve ser evangelizador. Se acreditamos na boa-nova do Reino, não a podemos esconder aos nossos irmãos. Se acreditamos que a prática de Jesus inaugurou a salvação do mundo e mostrou o caminho para todas as gerações, não podemos guardar isso para nós. O mundo tem de ouvir isso. “Como poderão crer, se não ouvirem”(Rm 10,14). Quem crê verdadeiramente, tem de evangelizar. Mas como?
Não precisa ser especialista, capaz de discutir nas ruas e nas praças. Nem precisa de treinamento para aprender a enrolar as pessoas ingênuas e tirar um “dízimo” ou uma “aposta” de quem nem tem dinheiro pra criar os seus filhos… Jesus deu aos doze galileus poder de curar e de expulsar demônios. (Naquele tempo chamava-se demônio qualquer doença inexplicável, sobretudo de ordem psíquica). Ou seja, Jesus lhes deu força para fazer bem ao povo ao qual anunciavam a proximidade do Reino. Esses gestos eram um aperitivo do Reino. O bem que muitas pessoas fazem em sua generosa simplicidade é um aperitivo do Reino de Deus. Já  tem o gostinho daquilo que chamamos o Reino – quando é feita a vontade do Pai, como rezamos no Pai-Nosso.
A própria prática do Reino é anúncio do Reino – provavelmente, o anúncio mais eficaz. Vendo a prática do Reino, as pessoas vão perguntar o porquê: as “razões de nossa esperança” (1Pd 3,15). Se nos comportarmos com simplicidade, entregues àquilo em que acreditamos, ajudando onde pudermos – mas sem apoiarmos causas erradas, estruturas injustas – o mundo perguntará que esperança está por trás disso, que fé nos move, que amor nos envolve. Então, responderemos: o amor que aprendemos de Jesus, que deu sua vida por nós.
A palavra do pregador será fidedigna, se acompanhada de uma prática que mostre o Reino… na prática.
                             Do livro “Liturgia Dominical”, de Johan Konings, SJ, Editora Vozes
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Dom Leonardo Steiner:

“Encontros nacionais fazem com que organismos da Igreja cresçam na qualidade do serviço que prestam ao povo de Deus”
Vários encontros, organizados pelas comissões episcopais, organismos, pastorais e regionais da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) são realizados no mês de julho para animar processos em diferentes setores da vida da Igreja no Brasil e na da Igreja na América Latina. Para o bispo auxiliar de Brasília e secretário-geral da CNBB, dom Leonardo Steiner, esses encontros renovam as lideranças católicas na fé e na esperança, o que faz com que cresçam na qualidade do serviço que prestam ao Povo de Deus. “Um encontro nacional é sempre momento propício para que as lideranças se entendem melhor a respeito da caminhada que fazem nas dioceses, paroquias e comunidades. Além de ser oportunidade de aprofundamento da missão e de oração”, disse. Nesta entrevista, o prelado fala também de como a Igreja no Brasil vai acompanhar o processo eleitoral brasileiro, que tem início em agosto, e orientar os católicos para o voto e a participação mais conscientes. Veja a íntegra abaixo.
Neste mês de julho está sendo celebrado uma série de encontros nacionais de várias comissões episcopais. Como senhor avalia esse tempo de grandes eventos e que o senhor espera como fruto para a Igreja no Brasil?
Dom Leonardo Steiner
Dom Leonardo: A CNBB serve à Igreja no Brasil. Os bispos que compõem as comissões episcopais da Conferência estão à serviço da ação evangelizadora. Desse modo, é motivo de alegria e satisfação as iniciativas de encontros nacionais e até mesmo internacionais, uma vez que uma representação dos Irmãos está presente no Congresso Missionário, na Bolívia, também durante este mês de julho. As comissões da Juventude, da Comunicação, da Liturgia, da Ação Transformadora e outras têm encontros que foram longamente preparados e se realizam em diversas partes do País. Esses momentos são importantes para a caminhada das pastorais porque marcam como avaliação e aprofundamento do que é específico de cada área da evangelização.
Ao se encontrar, esses grupos se renovem na fé, na esperança e cresçam na qualidade do serviço que prestam ao Povo de Deus. Um encontro nacional é sempre momento propício para que as lideranças se entendem melhor a respeito da caminhada que fazem nas dioceses, paroquias e comunidades. Além de ser oportunidade de aprofundamento da missão, esses encontros também proporcionam tempos importantes de oração. A oração à luz da Palavra de Deus ilumina o caminho do serviço. Os frutos dependem dessa união estreita com o Senhor da messe.
Destacamos o encontro dos subsecretários-executivos dos 18 regionais da CNBB que será realizado em Rondônia. Esse encontro tem sua singularidade por reunir padres, religiosos e leigos que auxiliam os bispos que coordenam os trabalhos das CNBB em cada uma das regiões do Brasil. Juntos olharemos o caminho percorrido nessa primeira metade do ano e projetaremos um segundo semestre bem produtivo para a Conferência.
No segundo semestre teremos campanha eleitoral e eleições importantes para o Brasil. Como senhor está vendo o trabalho da Igreja para ajudar o cidadão na tarefa de votar com consciência?
Dom Leonardo: A CNBB tem tradição ininterrupta de manifestar a posição dos bispos em relação à formação e o exercício da política no Brasil. Em todos os chamados anos eleitorais, procuramos oferecer tudo que está ao nosso alcance para contribuir para que todos votem com seriedade e observem a busca do bem comum respeitando a todos e chamando a atenção para questões mais urgentes, especialmente aquelas que dizem respeito a vida dos mais pobres.
A Igreja não tem partido, mas tem explícita e decidida posição que expressa o valor dignidade humana, o respeito intransigente da vida da sua concepção à morte natural, de justiça social, de combate à corrupção e aos outros malfeitos na vida pública e tantos outros valores que norteiam a nossa rica Doutrina Social. Em tempos eleitorais, é preciso de particular vigilância para que o poder econômico e nem a manipulação midiática tomem o lugar da consciência de cada cidadão.
Vários organismos da Igreja e alguns regionais da CNBB organizaram cartilhas que simplificam conceitos importantes para ajudar no exercício do voto consciente. Seria bom que todas aquelas pessoas que têm alguma missão de educação política e interesse em contribuir para eleições livres e responsáveis tomassem conhecimento desse material e nos ajudasse a levar ao maior número de pessoas alguns princípios que podem ajudar na hora do voto.
A CNBB vai promover debates entre candidatos?
Dom Leonardo: Estamos trabalhando para que isso ocorra. O que importa mesmo é que a sociedade inteira se mobilize para conhecer melhor aqueles que se apresentarem para qualquer cargo público. Não podemos esquecer que além de eleger um presidente e os governadores, também teremos a tarefa de escolher deputados federais e estaduais. Esses candidatos também precisam se apresentar e debater os projetos que levam para os nossos parlamentos.
O debate também precisa ser feito em nossas comunidades e não somente por meio de plataformas midiáticas. Cada pessoa e cada família teria que buscar conhecer melhor o perfil dos candidatos que merecerão os seus votos. Não podemos perpetuar certas práticas que tem se mostrado ruim para a consolidação da cidadania como aquelas de facilitar a compra de votos, a troca por favores pessoais ou familiares ou o voto apenas por motivo de amizade ou de prestígio dos candidatos.
Os bispos acompanham suas Igrejas Particulares em todos os momentos da vida e estarão firmes na animação pastoral desse segundo semestre levando sempre o apoio de uma palavra responsável e necessária diante dos grandes desafios que o Brasil apresenta. Não podemos esquecer, ainda, que nas Igrejas Particulares cabe ao bispo a animação e orientação quanto à participação dos católicos na política.
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                                                                                   Fonte: cnbb.net.br      Foto: guaxupe.org.br