quarta-feira, 19 de setembro de 2018

Paróquia São José - Paraisópolis (MG)

Horário de Missas e outros eventos
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Dia 20 - Quinta-feira
 15h - Matriz
19h - José Veríssimo - Av. João de Paula Cabral, 337
19h - Mujanos       19h - Ponte do Neneco
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Dia 21 - Sexta-feira
19h - Pedra Branca        19h - Serrinha 
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Dia 22 - Sábado
19h - Matriz
 19h - São Francisco          19h - São Geraldo
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Dia 23 - 25º Domingo do Tempo Comum
7h - Matriz     9h - Matriz     11h - Santa Edwiges
16h - Cochos
19h - Matriz     19h - Santo Antônio
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Já se encontra nas paróquias 
a mais nova edição do Círculo Bíblico

“Sal da terra e luz do mundo”   Mt 5,13-14

Roteiro das reflexões
Já se encontra à disposição dos interessados na Secretaria Paroquial o roteiro do Círculo Bíblico 34 com os roteiros de reflexão dos evangelhos dos domingos de 09 de setembro a 25 de novembro de 2018. Preparado pela Comissão de Formação Permanente da Arquidiocese, o material segue a metodologia da Leitura Orante da Bíblia.
O Coordenador Arquidiocesano de Pastoral, Pe. Mauro Ricardo de Freitas, diz na apresentação: “A esperança não decepciona (Rm 5,5). E é justamente por esta certeza que a nossa Arquidiocese de Pouso Alegre vive este ano de 2018 intensamente. Muitas são as forças de trabalho que aparecem em todo o território arquidiocesano, no sentido de formar o povo de Deus. O ano nacional do laicato também nos incentiva a reconhecer o protagonismo dos leigos e leigas na ação evangelizadora e na construção de uma sociedade mais justa e fraterna. É com esta disposição e alegria de tantas coisas acontecendo que apresento a todos o 34º volume do círculo bíblico de nossa Arquidiocese.
Adquira o livrinho, reúna sua família, vizinhos e comunidade, planeje os encontros e cresça na fé, no conhecimento da Palavra de Deus, no compromisso cristão com o anúncio do Evangelho e com a renovação de sua comunidade e paróquia!
À mesa da Palavra e do Pão, somos alimentados e enviados em missão

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Arquidiocese de Pouso Alegre
realiza pesquisa com as comunidades, pastorais e movimentos

Dentro dos preparativos para a celebração do seus 120 anos de história, a Arquidiocese de Pouso Alegre está realizando uma pesquisa sociorreligiosa com membros leigos de nossas comunidades, pastorais e movimentos. A pesquisa é on-line (clique aqui e responda à pesquisa). Segundo o coordenador de pastoral da Arquidiocese, padre Mauro Ricardo de Freitas, todas as respostas, quando compiladas, irão dar bases para o planejamento pastoral nos próximos anos. 
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                                                                                                        Fonte: arquidiocese-pa.org.br

Catequese do Papa nesta quarta:

“Honrar os pais leva a uma vida longa e feliz”
"Nunca, nunca, nunca insultar os outros, os pais. Nunca insultar o pai, a mãe. Nunca. Tomem esta decisão interior. A partir de hoje nunca insultarei o pai ou a mãe de quem quer que seja. Nos deram a vida. Nunca insultá-los”, foi o pedido do Papa Francisco na catequese da Audiência Geral desta quarta-feira.

Cidade do VaticanoNunca insultar os pais! “Poderemos começar a honrar nossos pais com a liberdade de filhos adultos e com misericordiosa acolhida de seus limites”, “quando descobrirmos que o verdadeiro enigma não é mais “por que?”, mas “por quem?”” aconteceu isto ou aquilo que forjou a minha vida.
“Honrar pai e mãe”. O quarto mandamento foi o tema da catequese do Papa na Audiência Geral desta quarta-feira, 19, ao dar continuidade a sua série de reflexões sobre o Decálogo. Francisco pediu para nunca insultarmos os pais. Do Brasil estava presente um grupo do Colégio Santo Inácio, de Fortaleza.
O sentido de "honrar"
Francisco começou explicando aos 13 mil presentes na Praça São Pedro, numa quarta-feira com tempo instável na Cidade Eterna, o sentido desta “honra”, que em hebraico indica a glória, o valor, a consistência de uma realidade. Portanto, “honrar” significa reconhecer este valor.
Se “honrar a Deus nas Escrituras quer dizer reconhecer a sua realidade, considerar a sua presença”, dando a Ele “seu justo lugar na existência”, honrar pai e mãe quer dizer então “reconhecer a sua importância também com atos concretos, que exprimem dedicação, afeto, cuidado”, mas não só.
“Honra o teu pai e a tua mãe, como te ordenou o Senhor, para que se prolonguem os teus dias e prosperes na terra que te deu o Senhor teu Deus”. O quarto mandamento – explica o Papa - “contém um êxito”, ou seja, “honrar os pais leva a uma vida longa e feliz”.
Feridas da infância
De fato, “a palavra “felicidade” no Decálogo aparece somente ligada à relação com os pais”. E essa sabedoria milenar declara o que as ciências humanas conseguiram elaborar somente há pouco mais de um século, isto é,  que as marcas da infância marcam toda a vida:
“Muitas vezes pode ser fácil entender se alguém cresceu em um ambiente saudável e equilibrado. Mas da mesma forma perceber se uma pessoa vem de experiências de abandono ou de violência. A nossa infância é um pouco como uma tinta indelével, se expressa nos gostos, nos modos de ser, mesmo que alguns tentem esconder as feridas de próprias origens”.
Reconhecimento por quem nos colocou no mundo
Francisco chama a atenção, que o quarto mandamento não fala da bondade dos pais, nem pede a eles que sejam perfeitos, mas, “fala de um ato dos filhos, independente dos méritos dos genitores, e diz uma coisa extraordinária e libertadora”:
“Mesmo que nem todos os pais sejam bons e nem todas as infâncias sejam serenas, todos os filhos podem ser felizes, porque a realização de uma vida plena e feliz depende do justo reconhecimento para com aqueles que nos colocaram no mundo”.
“A realização de uma vida plena e feliz depende do justo reconhecimento para com aqueles que nos colocaram no mundo”
Exemplo do Santos
O Papa ressalta o quanto este quarto mandamento “pode ser construtivo para tantos jovens que vem de histórias de dor e para todos aqueles que sofreram em sua juventude. Muitos santos - e muitos cristãos - depois de uma infância dolorosa viveram uma vida luminosa, porque, graças a Jesus Cristo, se reconciliaram com a vida:
"Pensemos ao hoje Beato, mas no próximo mês Santo Sulprizio, aquele jovem napolitano que há 19 anos acabou sua vida reconciliado com tantas dores, com tantas coisas, porque seu coração era sereno e jamais havia renegado seus pais. Pensemos em São Camilo de Lellis, que de uma infância desordenada construiu uma vida de amor e serviço; mas pensemos Santa Josefina Bakhita, crescida em uma escravidão horrível; ou ao abençoado Carlo Gnocchi, órfão e pobre; e ao próprio São João Paulo II, marcado pela perda da mãe em tenra idade”.
O homem, qualquer que seja a sua história, “recebe deste mandamento a orientação que conduz a Cristo”, em quem se manifesta de fato “o Pai verdadeiro, que nos oferece renascer do alto”.
“Os enigmas de nossas vidas se iluminam quando se descobre que Deus desde sempre nos preparou a vida como seus filhos, onde cada ato é uma missão dele recebida.”
Feridas como potencialidades
As nossas feridas – observou o Santo Padre – iniciam a ser “potencialidades” quando, por graça, descobrimos que o verdadeiro enigma não é mais “por que?”, mas “por quem?”” me aconteceu isto, explicando:
“Em vista de qual obra Deus me forjou através da minha história? Aqui tudo se inverte, tudo se torna precioso, tudo se torna construtivo. Então podemos começar a honrar nossos pais com a liberdade de filhos adultos e com misericordiosa acolhida de seus limites”.
“Em vista de qual obra Deus me forjou através da minha história?”
Jamais insultar pai e mãe
“Honrar os pais – exortou o Papa.  Nos deram a vida”. E fez um pedido:
“Se você se afastou dos seus pais, mah, faça um esforço e volte, volte para eles. Talvez sejam idosos. Deram a vida a você. E depois, entre nós existe este costume de dizer coisas feias, mesmo palavrões. Por favor. Nunca, nunca, nunca insultar os outros, os pais dos outros. Nunca! Nunca se insulta a mãe, nunca insultar o pai. Nunca! Nunca! Tomem esta decisão interior. A partir de hoje nunca insultarei a mãe ou o pai de quem quer que seja. Nos deram a vida. Nunca devem ser insultados”.
Mas essa vida maravilhosa, disse o Papa Francisco ao concluir, nos é oferta, não imposta. Renascer em Cristo é uma graça a ser acolhida livremente e é o tesouro de nosso Batismo, no qual, por obra do Espírito Santo, um só é o Pai nosso, aquele de céu”.
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Assista:

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Nomeação e transferência de bispos para o Brasil
Dioceses de Carolina (MA) e Cruzeiro do Sul (AC) têm novos bispos nomeados pelo Papa Francisco.

Cidade do VaticanoO episcopado brasileiro ganhou um novo membro: o Papa Francisco nomeou Bispo de Diocese de Carolina (MA) o Pe. Francisco Lima Soares, do clero da diocese de Imperatriz (MA), até então pároco da Catedral.
Pe. Francisco Lima Soares (Foto: CNBB)
O sacerdote Francisco Lima Soares nasceu em 21 de novembro de 1964 em Araguatins, em Tocantins. Estudou Filosofia e Teologia no Instituto de Estudos Superiores do Maranhão (IESMA), em São Luís. Formou-se em Sociologia na Universidade Católica de Paris e fez o Doutorado em Ciências da Educação em Assunção, no Paraguai.
Foi ordenado sacerdote em 15 de julho de 1990 e incardinado na diocese de Imperatriz, na qual desempenhou inúmeros cargos na pastoral juvenil, como pároco, promotor de vocações, diretor de televisão, professor e administrador diocesano. Atualmente, é pároco da Catedral e coordenador diocesano de pastoral.
Transferência
O Papa Francisco fez também uma transferência no episcopado brasileiro. O Pontífice aceitou a renúncia ao governo pastoral da diocese de Cruzeiro do Sul (AC) apresentada por Dom Mosé João Pontelo, C.S.Sp. O novo bispo será Dom Flavio Giovenale, S.D.B., que será transferido da diocese de Santarém (PA).
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terça-feira, 18 de setembro de 2018

Papa Francisco na homilia desta terça-feira:

O pastor é humilde,
próximo às pessoas, se compadece e reza quando é acusado
O Papa Francisco na homilia da Missa celebrada na Casa Santa Marta, recorda que Jesus, ícone do Bom Pastor, tinha autoridade pela sua humildade e compaixão, que se exprimia na ternura e mansidão. "Também nós pastores" devemos ser próximos às pessoas, não aos poderosos ou ideológicos "que nos envenenam a alma"

Cidade do Vaticano - O que dava autoridade a Jesus como pastor era a sua humildade, a proximidade com as pessoas, a compaixão, que se expressava na brandura e na ternura. E quando as coisas iam mal, como no Calvário, “ficava calado e rezava”.
Na homilia da Missa celebrada na Casa Santa Marta na manhã desta terça-feira, o Papa Francisco repropõe Jesus como ícone e modelo de pastor, que tem uma autoridade pela graça do Espírito Santo e pela proximidade às pessoas, “não aos grupinhos dos poderosos, dos ideológicos”.
A ressurreição do único filho da mãe que era viúva
Francisco comenta a passagem do Evangelho de Lucas proposto pela liturgia, que narra o milagre da ressureição do filho único da mãe que era viúva, e sublinha que Jesus tinha autoridade diante do povo, não pela doutrina que pregava, que era quase a mesma dos outros, mas porque era “manso e humilde de coração”.
“Ele não gritava, ele não dizia “eu sou o Messias” ou “sou o Profeta”; não tocava  trombetas quando curava alguém e pregava às pessoas ou realizava um milagre como a multiplicação dos pães. Não. Ele era humilde. Ele fazia”. E era “próximo às pessoas".
Jesus à próximo às pessoas, os doutores da Lei não
Os doutores da Lei, pelo contrário, “ensinavam da cátedra e se distanciavam das pessoas”. Não se interessavam por elas, a não ser para impor mandamentos, que “multiplicavam até mais de 300”. Mas não eram próximos às pessoas:
“No Evangelho, quando Jesus não estava com as pessoas, estava com o Pai, rezando. E a maior parte do tempo na vida de Jesus, na vida pública de Jesus, Ele passou na estrada, com as pessoas. Esta proximidade: a humildade de Jesus, o que dá autoridade a Jesus, o leva a proximidade com as pessoas. Ele tocava as pessoas, abraçava as pessoas, olhava nos olhos das pessoas, escutava as pessoas. Próximo. E isto lhe dava autoridade”.
Era capaz de "sofrer com", pensava com o coração
São Lucas, no Evangelho, sublinha que a “grande compaixão” que teve Jesus ao ver a mãe que era viúva, sozinha, o filho morto. Ele tinha “esta capacidade de ‘sofrer com’. Não era teórico”. Poder-se-ia dizer que “pensava com o coração, não separava a cabeça do coração”:
“E há duas características desta compaixão que gostaria de sublinhar: a mansidão e a ternura. Jesus disse: Aprendam de mim que sou manso e humilde de coração”: manso de coração. Ele era manso, não gritava. Não punia as pessoas. Era manso. Sempre com mansidão. Jesus se irritava? Sim! Pensemos quando viu que a casa de seu pai havia se tornado um shopping, para vender coisas, troca de dinheiro...ali se irritou, pegou o chicote e expulsou todos. Mas porque amava o Pai, porque era humilde diante do Pai, tinha esta força”.
Compaixão feita de ternura e mansidão
Depois, a ternura. Jesus não disse “Não chore, senhora”, estando longe. “Não. Aproximou-se, talvez tenha tocado seus ombros, talvez tenha lhe feito um carinho. ‘Não chore’. Assim é Jesus. E Jesus faz o mesmo conosco, porque está próximo, está em meio às pessoas, é pastor”.
Outro gesto de ternura é pegar o rapaz e devolvê-lo à sua mãe. Enfim, “humilde e manso de coração, próximo às pessoas, com capacidade de sentir compaixão, com compaixão e com esses dois traços de mansidão e de ternura. Este é Jesus”. E faz isso com todos nós quando se aproxima, aquilo que fez com o jovem e a mãe viúva.
Jesus é o ícone do pastor do qual aprender
“Este é o ícone do pastor”, destacou o Pontífice, e disto devemos aprender nós pastores: “próximos às pessoas, não aos grupinhos dos poderosos, dos ideológicos … Essas pessoas envenenam a alma, não nos fazem bem!”. O pastor, portanto, “deve ter o poder e a autoridade que tinha Jesus, aquela da humildade, da mansidão, da proximidade, da capacidade de compaixão e de ternura”.
O pastor acusado sofre, oferece a vida e reza
E depois quando as coisas não saem bem para Jesus, o que ele fez?, questionou o Papa:
"Quando as pessoas o insultavam, aquela Sexta-Feira Santa, e gritavam ‘crucifiquem-no’, ele ficou em silêncio, porque sentia compaixão por aquelas pessoas enganadas pelos poderosos do dinheiro, do poder... Ficou calado. Rezava. O pastor, nos momentos difíceis, nos momentos em que o diabo se faz sentir, onde o pastor é acusado, mas acusado pelo Grande Acusador através de tantas pessoas, tantos poderosos, sofre, oferece a vida e reza. E Jesus rezou. A oração o levou inclusive à Cruz, com fortaleza; e também ali teve a capacidade de se aproximar e curar a alma do Ladrão".
O convite final de Francisco é para hoje relermos o capítulo sétimo de Lucas, para ver “onde está a autoridade de Jesus”. E pedirmos a graça de que “todos nós pastores tenhamos esta autoridade: uma autoridade que é uma graça do Espírito Santo”.
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Novo documento do Papa:
Sínodo dos bispos a serviço do Povo de Deus
Consultar o Povo de Deus e ter uma Igreja sinodal: essas são as características da Constituição apostólica Episcopalis communio publicada esta terça-feira.

Cidade do Vaticano - Faltando poucos dias para o início do Sínodo dos Bispos dedicado aos jovens, foi publicada esta terça-feira (18/09) a Constituição Apostólica do Papa Francisco Episcopalis communio sobre a estrutura do organismo instituído por Paulo VI em 1965.
Pelo bem de toda a Igreja
Francisco define a instituição do Sínodo como uma das “heranças mais preciosas do Concílio Vaticano II”, e destaca a “eficaz colaboração” do organismo com o Romano Pontífice nas questões de maior importância, isto é, que “requerem uma especial ciência e prudência pelo bem de toda a Igreja”. Neste momento histórico em que a Igreja abarca uma nova “etapa evangelizadora”, através de um estado permanente de missão, o Sínodo dos bispos é chamado a se tornar sempre mais um canal adequado para a evangelização do mundo de hoje.
A Secretaria Geral
Paulo VI havia previsto que, com o passar do tempo, esta instituição poderia ser aperfeiçoada; a última edição do Ordo Synodi é de 2006, promulgada por Bento XVI. Diante da eficácia da ação sinodal, nesses anos cresceu o desejo de que o Sínodo se torne sempre mais “uma peculiar manifestação e uma eficaz atuação da solicitude do episcopado para com todas as Igrejas”.
A escuta
O bispo, reitera o Papa, é contemporaneamente “mestre e discípulo”, num compromisso que é ao mesmo tempo missão e escuta da voz de Cristo que fala através do Povo de Deus. Também o Sínodo então “tem que se tornar sempre mais um instrumento privilegiado de escuta do Povo de Deus”, através da consulta dos fiéis nas Igrejas particulares, porque mesmo que seja um organismo essencialmente episcopal, não vive “separado do restante dos fiéis”.
Portanto, é “um instrumento apto a dar voz a todo o Povo de Deus justamente por meio dos bispos”, “custódios, intérpretes e testemunhas da fé”, mostrando-se, de Assembleia em Assembleia, uma expressão eloquente da “sinodalidade” da própria Igreja, em que se espelha uma comunhão de culturas diferentes. Também graças ao Sínodo dos bispos, ficará mais evidente que nela vige uma “profunda comunhão”, seja entre os pastores e fiéis, seja entre os bispos e o Pontífice.
A unidade do todos os cristãos
A esperança do Papa Francisco é que a atividade do Sínodo possa “a seu modo contribuir ao restabelecimento da unidade entre todos os cristãos, “segundo a vontade do Senhor”. Deste modo, o organismo ajudará a Igreja Católica, segundo o auspício de São João Paulo II expresso na encíclica Ut unum sint, a “encontrar uma forma de exercício de primado que, não renunciando de modo algum à essência de sua missão, se abra a uma nova situação”.
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segunda-feira, 17 de setembro de 2018

Vale a reflexão:

O bem possível
O Papa Francisco, amado até pelos ateus, pelos protestantes e outras religiões, trouxe para a Igreja e para o mundo uma renovada esperança. A humildade que o Papa Francisco propõe e testemunha com a sua maneira transparente de ser revela-se, sobretudo, na óbvia e esquecida aceitação da nossa pobre e, ao mesmo tempo, sublime condição humana. Jesus nos diz que devemos “perder” a nossa vida para salvá-la e quem quiser salvá-la vai perdê-la.
Dom Rubens Sevilha
Na nossa cultura atual, marcada pelo egoísmo e individualismo, temos dificuldade em perder ou gastar a própria existência por uma causa nobre. É curioso ver pessoas dita cristãs, que a certa idade, começam a se perguntar: o que eu fiz da minha vida? Elas têm a sensação de que não fizeram nada, que a vida passou rapidamente e ela não realizou aquilo que sonhou, parece que desperdiçaram a própria vida numa existência pobre, descolorida, insossa e sem graça. O mais curioso é ver que elas construíram e se dedicaram à uma família, têm filhos, até netos. Trabalharam a vida toda e, no final, sentem no íntimo da alma que tudo foi em vão.
Pois é exatamente isso que Deus nos pede: desperdiçar a vida. Ou em outras palavras mais suaves e bonitas, mas não menos exigentes: “Se alguém quer me seguir, renuncie a si mesmo, tome a sua cruz e me siga. Pois quem quiser salvar a sua vida vai perdê-la; mas quem perder a sua vida por causa de mim e do Evangelho, vai salvá-la” (Marcos 8,34). O contrário é o orgulho e a mania de grandeza que nos fazem sonhar com uma ilusória vida fantasiosa e maravilhosa que só existe na nossa imaginação. Deus lida com a verdade da realidade e não com nossas mentiras douradas ou, pior ainda, nossas mentiras nobres!
A humildade é caminhar na verdade, escreveu S. Teresa de Ávila. Jesus disse que “a verdade vos libertará” (João 8,32) e São Paulo arrematou: “foi para a liberdade que Cristo vos libertou” (Gal 5,1). Portanto, quanto mais alguém é verdadeiro (humilde!) mais livre ele será. Para nós cristãos a verdade sobre o ser humano é a seguinte: toda pessoa possui dignidade infinita por ter sido criada como imagem e semelhança de Deus, ela é templo de Deus, ela é filha amada incondicionalmente pelo Pai. Ao mesmo tempo, por ser criatura, experimenta fragilidades e limitações como, por exemplo, a morte. Também por ter sido criada livre para decidir (livre arbítrio), comete erros e sofre suas consequências.
O sábio realismo do Papa Francisco nos convida a enxergar a realidade com verdade (humildade), sem falsos idealismos, palavreados, sentimentalismos, manias de grandeza, que mascaram a realidade, anestesiam a nossa consciência e não permitem a ação transformadora de Deus, cuja semente germina e dá frutos somente em terreno verdadeiro. A mentira nunca produz nada de bom.
Nesse realismo, levando em conta nossa frágil e limitada condição humana, sabiamente o Papa Francisco convida a todos os homens de boa vontade a simplesmente fazer “o bem possível”. Parece pouco, mas não é. Pois, fazer todos os dias o bem possível ao nosso redor, sem colher frutos imediatos, sem desejos de grandiosidades, sem receber aplausos ou agradecimentos, pelo contrário, receber críticas e desprezos e, mesmo assim, perseverar: eis aqui o verdadeiro heroísmo e a grandiosidade de um autêntico ser humano. Esse heroísmo discreto e “normal” o cristianismo o denomina: Fé. Essa pessoa que optou e lutou para realizar o bem possível até a morte recebe, na Igreja Católica, o título de: Santo.
                                                                              Dom Sevilha, OCD. - Bispo de Bauru
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                                                                                                           Fonte: cnbbsul1.org.br

domingo, 16 de setembro de 2018

Papa Francisco no Angelus deste domingo:

Para seguir Cristo é preciso renunciar ao orgulho egoísta
Quem é Jesus?: a alocução do Papa deste domingo repropõe a pergunta presente em todo o Evangelho de São Marcos.

Cidade do VaticanoPara seguir Jesus, é preciso renunciar às pretensões do próprio orgulho egoístico e tomar a própria cruz: foi o que disse o Papa Francisco no Angelus deste domingo (16/09).
Diante de uma multidão na Praça S. Pedro, o Pontífice inspirou sua reflexão no trecho evangélico de São Marcos, em que Jesus pergunta aos discípulos sobre sua identidade.
Fé míope
Antes de interpelar diretamente os Doze, explicou o Papa, Jesus quer ouvir deles o que as pessoas pensam Dele. Por isso pergunta: “Quem dizem os homens que eu sou?”. Emerge que Jesus é considerado pelo povo um grande profeta. Mas, na realidade, Ele não se interessa pela falação das pessoas.
Ele não aceita nem mesmo que os seus discípulos respondam às suas perguntas com fórmulas pré-concebidas, “porque uma fé que se reduz a fórmulas é uma fé míope”.
Quem sou eu para você?
“O Senhor quer que os seus discípulos de ontem e de hoje instaurem com Ele uma relação pessoal”, afirmou Francisco, que acrescentou:
“Hoje, Jesus dirige esta pergunta tão direta e confidencial a cada um de nós: ‘Quem sou eu para você?’. Cada um de nós é chamado a responder, no próprio coração, deixando-se iluminar pela luz que o Pai nos dá para conhecer o seu Filho Jesus.”
Porém, prosseguiu, Jesus adverte que a sua missão se realiza não na estrada ampla do sucesso, mas no caminho árduo do Servo sofredor. Por isso, pode acontecer de protestar e nos rebelar, porque isso contrasta com as nossas expectativas mundanas.
A profissão de fé em Jesus Cristo não pode parar nas palavras, mas pede que seja autenticada por escolhas e gestos concretos.
“Jesus nos diz que para segui-Lo, para ser seus discípulos, é preciso renunciar a si mesmo, isto é, às pretensões do próprio orgulho egoístico e tomar a própria cruz. ”
O amor muda tudo
Com frequência na vida, por tantos motivos, erramos o caminho, buscando a felicidade nas coisas ou nas pessoas que tratamos como coisas. Mas a felicidade a encontramos somente quando o amor, aquele verdadeiro, nos encontra, nos surpreende, nos transforma. "O amor muda tudo e pode mudar inclusive a nós!", disse Francisco.
O Papa então concluiu:
“Que a Virgem Maria, que viveu a sua fé seguindo fielmente o seu Filho Jesus, ajude também nós a caminhar na sua estrada, vivendo generosamente a nossa vida por Ele e pelos irmãos.”
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Papa presenteia os fiéis
na Praça São Pedro com um crucifixo
"Presente" do Papa foi por ocasião da festa da Exaltação da Santa Cruz, dois dias atrás.

Cidade do VaticanoAo final do Angelus, na Praça S. Pedro, foram distribuídos aos fiéis e turistas cerca de 40 mil crucifixos. Uma iniciativa que o Papa assim explicou:
Hoje, dois dias depois da Festa da Santa Cruz, pensei em presentear vocês que estão aqui na Praça com um crucifixo. O crucifixo é o sinal do amor de Deus, que em Jesus deu a vida por nós. Eu os convido a acolher este dom e a levá-lo para suas casas, no quarto de seus filhos ou dos avós... Em qualquer lugar, mas que se veja. Não é um objeto ornamental, mas um sinal religioso para contemplar e rezar. Olhando Jesus crucificado, olhamos a nossa salvação. Não se paga nada. Se alguém disser que é preciso pagar, é um espertalhão! É um presente do Papa. Agradeço às irmãs, aos pobres e aos refugiados que agora distribuirão este dom, pequeno, mas precioso! Como sempre, a fé vem dos humildes.
De fato, foram pessoas em situação de vulnerabilidade e voluntários da Esmolaria Apostólica que distribuíram este presente do Papa Francisco.
JMJ no Brasil
Numa embalagem transparente, o crucifixo estava acompanhado de um bilhete com a frase, em três línguas, de uma expressão pronunciada pelo Papa durante a Via-Sacra da JMJ do Brasil em 2013: “Na Cruz de Cristo há todo o amor de Deus, há toda a sua imensa misericórdia”.
Misericordina e Evangelho
Não é a primeira vez que a Esmolaria organiza uma distribuição na Praça São Pedro. Em novembro de 2013, foi a vez da “Misericordina”: um terço, uma imagem da Divina Misericórdia e uma “bula” com a posologia e as instruções de uso para a saúde da alma. Em abril de 2014, foi distribuído um pequeno Evangelho de bolso impresso pela Tipografia Vaticana.
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Reflexão para seu domingo:

Fé e Ação
A fé é dom de Deus. Devemos cultivá-lo com a oração, o seguimento da Palavra divina, a participação na comunidade religiosa e outros reforços espirituais.
A celeuma sobre a fé entre Lutero e a Igreja Católica foi vencida pelo reconhecimento, de ambas as partes, que, de fato, a fé é dom de Deus e Ele, misericordiosamente nos salva e não nosso esforço. Mas isso não nos exime de tentarmos fazer nossa parte com o esforço para colaborarmos com a graça divina. Daí o próprio apóstolo Tiago nos admoesta que a fé sem obras correspondentes com a mesma é morta. Ele dá o exemplo de quem vê um irmão sofrendo, não tendo o que comer ou com que se vestir e alguém lhe disser para ir em paz, sem ajudá-lo, não tem a recompensa por não atender o semelhante em suas necessidades (Cf. Tiago 2,14-118).
Dom José Alberto Moura
A fé é dom de Deus. Devemos cultivá-lo com a oração, o seguimento da Palavra divina, a participação na comunidade religiosa e outros reforços espirituais. Mas ela exige sua finalização, que é a prática do amor, da caridade, da justiça, da promoção da vida digna, principalmente com a inclusão social dos deixados de lado na sociedade. Há quem não tenha uma fé religiosa explícita e de participação na comunidade religiosa por ignorância ou outros motivos justificáveis, mas demonstram, na convivência fraterna, o compromisso com a promoção do bem comum por ser humano e ou também temente a Deus. Mostra, então, uma fé que o compromete com a vida de sentido no testemunhar sua consciência do dever de usar os próprios dons para colocá-los a serviço da promoção de vida digna para as pessoas necessitadas. A fé explícita, que leva a pessoa à vida de compromisso religioso com a comunidade, é benfazeja para acentuar sua ação deservir a quem não é servido na sociedade. Leva-a a seguir o exemplo de Jesus, que se colocou totalmente disponível e de doação total à salvação plena de todos.
Percebemos tambén no convívio social quem fala que tem de fé,mas não vive coerentemente com a mesma. Diferenciamos esta pessoa de outra, que mostra sua fé no compromisso da promoção do bem comum. Precisamos enxergar também nos candidatos políticos, que se dizem de fé, sua vida pregressa de demonstração de serem pessoas que não usam da aparência de fé para angariar votos. Ao contrário, que tenham já demonstrado sua fé operante e que podem ser candidatos de verdadeira credibilidade para serem eleitos e servirem realmente a causa comum!
O apóstolo Pedro, questionado por Jesus, junto com os outros, sobre sua fé nele, respondeu e fez sua adesão incondicional ao Mestre. Em seguida Jesus o escolheu e lhe deu o poder para governar sua Igreja. Jesus, no entanto, sabia da fragilidade da fé de Simão, mas confiou no seu esforço de compromisso com a causa do Messias. Por isso, a credibilidade do povo em relação a esse apóstolo se deu e se dá através dos seus sucessores pelo encargo que lhes foi confiado pelo Filho de Deus.
Vale a pena, também nós, reforçarmos sempre nossa profissão de fé no Salvador, mas sempre com o compromisso de nos colocarmos disponíveis para a prática do amor e da doação de nós. Seguimos, assim, o exemplo de Pedro e dos demais apóstolos que foram fiéis, para mostrarmos a todos que nossa fé é verdadeira e nos leva à ação de promovermos o bem do semelhante por causa dela.
                                 Dom José Alberto Moura - Arcebispo Metropolitano de Montes Claros
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sábado, 15 de setembro de 2018

Papa na Sicília:

Combater as chagas do mal com a evangelização
Na Sicília, o primeiro discurso do Papa foi ao se encontrar com os fiéis de Piazza Armerina.

Cidade do Vaticano O Santo Padre deixou o Vaticano bem cedo na manhã deste sábado para fazer mais uma Visita Pastoral em território italiano, desta vez à Piazza Armerina e Palermo, na Sicília, por ocasião do 25° aniversário de morte do Beato Pino Puglisi.
Pino Puglisi, sacerdote italiano, é o primeiro mártir da Máfia; foi beatificado após 20 anos da sua morte, que ocorreu em um bairro de Palermo, em 15 de setembro de 1993. Hoje, Padre Puglisi é um símbolo da luta contra a máfia na Itália.
O Papa Francisco deixou a Casa Santa Marta, onde reside no Vaticano, às 6h30, hora local (01h30 no Brasil) e chegou à cidade siciliana de Piazza Armerina, após duas horas de viagem aérea, onde foi acolhido pelas autoridades civis e religiosas locais.
A seguir, dirigindo-se à Praça Europa, o Papa manteve um encontro com os fiéis da cidade e de outros lugares vizinhos.
Chagas do mal
Em seu discurso, após manifestar sua alegria de se encontrar com os fiéis de Piazza Armerina, Francisco falou sobre as diversas problemáticas existentes na localidade, que afligem seus habitantes e limitam sua serenidade:
Pastor e rebanho
“Não são poucas as chagas que os afligem. Elas têm um nome: subdesenvolvimento social e cultural, exploração dos trabalhadores, falta de trabalho para os jovens, migração de inteiros núcleos familiares, usura, alcoolismo e outras dependências, jogos de azar, redução dos elos familiares. Diante de tanto sofrimento, a comunidade eclesial pode aparecer perdida e saturada. Pelo contrário, é vigorosa e profética em busca de novos modos de anunciar e oferecer a misericórdia, sobretudo aos irmãos que se encontram no abandono, na indiferença e em crise de fé”.
Evangelização
Considerar as chagas da sociedade e da Igreja, explicou o Papa, não é um ato denegridor e pessimista: “Se quisermos fortalecer a nossa fé, devemos reconhecer, nestes sofrimentos humanos, as chagas de Nosso Senhor. Significa, para nós cristãos, assumir a história de Cristo como meio de salvação e libertação”. E o Papa exortou:
Francisco fala aos fiéis
“Exorto-os, portanto, a comprometer-se com a nova evangelização neste território, no centro da Sicília, a partir das próprias cruzes e sofrimentos. Vocês têm a missão propícia de repropor a imagem de uma Igreja sinodal, Igreja da Palavra e da caridade missionária e Igreja como comunidade Eucarística. Esta missão, porém, requer coragem para ouvir a Palavra do Senhor e o próximo, como também fazer discernimento e fecundas escolhas pelo seu desenvolvimento e felicidade”.
Solidariedade
Além disso, Francisco recordou que esta missão eclesial exige também prestar serviço à caridade, levando aos mais excluídos da sociedade a boa notícia de uma convivência justa, agradável e amável, confiantes na bondade e misericórdia de Deus.
Felicidade no olhar
É importante ainda, frisou o Papa, favorecer a caridade evangélica, a solidariedade e a solicitude fraterna, indo ao encontro dos desfavorecidos, refugiados, excluídos, idosos solitários. Um dos aspectos da caridade missionária é também a atenção aos jovens e aos seus problemas, aos quais o Papa disse:
“Queridos amigos, saúdo-os e encorajo-os a serem alegres artífices do seu destino. Saibam que Jesus os ama; ele é um amigo sincero e fiel que jamais os abandona. Vocês podem confiar nele e contar com a sua ajuda, sobretudo nos momentos de dúvida e de dificuldade, para alimentar seus grandes ideais. Confiem também na Igreja, onde podem encontrar o gosto pela oração, a união com Deus e o silêncio”.
Enfim, o Santo Padre chamou a atenção dos fiéis de Piazza Armerina para que sejam “Igreja e comunidade eucarística”, mediante a participação da Santa Missa, sobretudo aos domingos. A Eucaristia e o sacerdócio ministerial são inseparáveis. Por isso, o Papa exortou o clero siciliano a uma maior união com seus Pastores e a não ser preconceituoso, mas instrumento de consolação, paz e harmonia.
Após o encontro com a comunidade de fiéis de Piazza Armerina, o Bispo de Roma deslocou-se, de helicóptero, para a cidade de Palermo, para recordar a memória do Padre Pino Puglisi, mártir da Máfia!
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Papa:
Não se pode acreditar em Deus e ser mafioso
O Papa retornou à Sicília nos 25 anos da morte do padre Pino Puglisi, assassinado pela máfia em 1993. Em sua homilia, o Papa fez uma dura advertência aos mafiosos: caso não se converterem ao Deus verdadeiro de Jesus Cristo, "sua vida será perdida e será a pior das derrotas”.

Cidade do Vaticano - “Não se pode acreditar em Deus e ser mafiosos. Quem é mafioso não vive como cristão, porque blasfema com a vida contra o nome de Deus-amor”, e hoje “temos necessidade de homens e de mulheres de amor, não de homens e de mulheres de honra”.
Na homilia da Missa celebrada no final da manhã deste sábado no Foro Itálico, em Palermo, o Papa exortou os mafiosos a deixarem de pensar em si mesmos e em seu dinheiro e a converterem-se ao verdadeiro Deus de Jesus Cristo, advertindo que caso contrário, a vida deles "será perdida e será a pior das derrotas”.
Francisco  voltou à Sicília por ocasião do 25º aniversário de morte do padre Pino Puglisi, assassinado pela máfia em 15 de setembro de 1993, “coroando a sua vitória com o sorriso, com aquele sorriso que não deixou dormir de noite seu assassino que disse: «havia uma espécie de luz naquele sorriso»”.
Vitória e derrota
A sua homilia contrapôs o amor e o egoísmo, contrapôs a vida do padre Puglisi com o estilo mafioso de ser e agir. “Hoje Deus nos fala da vitória e da derrota”, disse o Papa referindo-se ao Evangelho de São João, “e somos chamados a escolher de que parte estamos: viver para si  - com a mão fechada - ou doar a vida - a mão aberta. Somente doando a vida se derrota o mal. Um preço alto, mas somente assim”.
“Somente doando a vida se derrota o mal. Um preço alto, mas somente assim”
“Quem vive para si, quem multiplica os seus ganhos, quem tem sucesso, quem satisfaz plenamente as suas necessidades, parece vencedor aos olhos do mundo. A publicidade martela esta ideia”, diz Francisco.
Mas para Deus, “quem vive para si não perde somente alguma coisa, mas toda a vida, enquanto quem se doa encontra o sentido da vida e vence”. Portanto, há uma escolha a ser feita: “amor ou egoísmo”:
“O egoísta pensa em cuidar da própria vida e se apega às coisas, ao dinheiro, ao poder, ao prazer. Então o diabo tem as portas abertas.  O diabo entra pelos bolsos - eh! - se você é apegado ao dinheiro, isto é, ao diabo. O diabo faz acreditar que tudo está bem, mas na verdade o coração se anestesia com o egoísmo. O egoísmo é uma anestesia muito poderosa.  Este caminho sempre acaba mal: no final se fica sozinho, com um vazio por dentro. O fim dos egoístas é triste: vazios, sozinhos, circundados somente por aqueles que querer herdar”.
“Quem vive para si não perde somente alguma coisa, mas toda a vida, enquanto quem se doa encontra o sentido da vida e vence”
Mas para muitos – observa Francisco – essa conversa poderia parecer fora da realidade, pois para seguir em frente “serve dinheiro e poder”. Mas isto, advertiu, “é uma grande ilusão:
“Dinheiro e poder não libertam o homem, fazem dele um escravo. Vejam: Deus não exerce poder para resolver nossos males e os males do mundo. Seu caminho é sempre o do amor humilde: somente o amor liberta internamente, dá paz e alegria. Por isso que o verdadeiro poder, o poder segundo Deus, é serviço. Jesus o diz.  E a voz mais forte não é a aquela de quem grita mais. A voz mais forte é a oração. E o maior sucesso não é a própria fama, como o pavão, não! A glória maior é, o sucesso maior é, o próprio testemunho”.
Lógica "perdedora"
Era isso o que padre Pino ensinava – recordou o Pontífice: “não vivia para se mostrar, não vivia de apelos antimáfia, e tampouco se contentava em não fazer nada, mas semeava o bem”. Sua lógica, “parecia uma lógica perdedora”, enquanto a lógica da carteira parecia vencedora”, mas “a lógica do deus-dinheiro é sempre perdedora”.
“A lógica do deus-dinheiro é sempre perdedor”
Ao ser morto há 25 anos, o sacerdote coroou a sua vida com um sorriso. Era inofensivo e seu sorriso transmitia a força de Deus, uma luz gentil que é a luz do amor, do dom, do serviço:
“Temos necessidade de cristãos sorridentes, não porque levem pouco a sério as coisas, mas porque são ricos somente da alegria de Deus, porque acreditam no amor e vivem para servir”.
Padre Pino sabia que arriscava, “mas sabia sobretudo que o perigo verdadeiro na vida é não arriscar, é ir levando a vida entre comodidades, futilidades e atalhos”. Que Deus nos liberte disso:
“Deus nos liberte de vivermos no lado negativo, nos contentando com meias-verdades. As meias-verdades não saciam o coração, não fazem bem. Deus nos liberte de uma vida pequena, que gira em torno das "mesquinharias". Liberte-nos de pensar que tudo está bem se estiver tudo bem comigo, o outro que se arranje. Liberte-nos de acreditarmos que somos justos se não fizermos nada para combater a injustiça. Quem não faz nada para combater a injustiça não é um homem ou uma mulher justo.  Liberte-nos de acreditarmos que somos bons, somente porque não fazemos nada de mal (...). Senhor, dá-nos o desejo de fazer o bem; buscar a verdade detestando a falsidade; de escolher o sacrifício, não a preguiça; o amor, não o ódio; o perdão, não a vingança”.
Quem é mafioso não vive como cristão
Quem diz amar a Deus, mas odeia o seu irmão é um mentiroso - recordou o Papa referindo-se à primeira leitura -, pois “Deus-amor repudia toda a violência e ama todos os homens. Por isso, a palavra ódio deve ser apagada da vida cristã”. Então, dirigindo-se aos mafiosos disse:
“A palavra ódio deve ser apagada da vida cristã”
“Não se pode acreditar em Deus e ser mafiosos. Quem é mafioso não vive como cristão, porque blasfema com sua vida o nome de Deus-amor. Hoje temos necessidade de homens e de mulheres de amor, não de homens e mulheres de honra; de serviço, não de subjugação; temos necessidade de homens e mulheres, de caminhar juntos, não de perseguir o poder. Se a ladainha mafiosa é: "Você não sabe quem eu sou", a cristã é: "Eu preciso de você". Se a ameaça mafiosa é: "Você vai pagar para mim", a oração cristã é: "Senhor, ajuda-me a amar". Por isso aos mafiosos eu digo: mudem irmãos e irmãs! Parem de pensar em si mesmos e em seu dinheiro. Você sabe, vocês sabem, que o Sudário não tem bolsos. Vocês não podem levar nada com vocês.  Convertam-se ao verdadeiro Deus de Jesus Cristo, queridos irmãos e irmãs! Eu digo a vocês, mafiosos: se não fizerem isto a vida de vocês será perdida e será a pior das derrotas”.
O que eu posso fazer?
Nós não podemos seguir Jesus somente com ideias, mas precisamos colocar mãos-à-obra. Seguindo o exemplo de padre Pino que dizia: “Se alguém faz alguma coisa, se pode fazer muito”, o Papa pergunta o que eu posso fazer, pelos outros? Pela Igreja?”:
“Não espere que a Igreja faça algo por você, comece você. Não espere que a sociedade o faça, comece você! Não pense em si mesmo, não fuja da sua responsabilidade, escolha o amor! Sinta a vida das pessoas que têm necessidade, escuta o teu povo. Tenham medo, tenham medo, da surdez de não escutar o seu povo.  Este é o único populismo possível: escutar o seu povo, o único "populismo cristão": ouvir e servir o povo, sem gritar, acusar e provocar contendas”.
“Este é o único populismo possível, o único "populismo cristão": ouvir e servir o povo, sem gritar, acusar e provocar contendas”
Padre Pino – continuou o Papa - vivia a pobreza, a cadeira no quarto onde estudava estava quebrada, “mas a cadeira não era o centro de sua vida, porque não vivia sentado repousando, mas vivia em caminho para amar. Eis a mentalidade vencedora, eis a vitória da fé, que nasce da doação cotidiana de si. Eis a vitória da fé que leva o sorriso de Deus pelas estradas do mundo. Eis a vitória da fé que nasce do escândalo do martírio”.
“Dar a vida”, disse o Papa ao concluir, “foi o segredo da sua vitória, o segredo de uma vida bela. Hoje, queridos irmãos e irmãs, escolhamos também nós uma vida bela”.

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Assista:
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Papa almoça com os pobres da Missão do Irmão Biagio
Depois da Missa no Foro Itálico de Palermo, o Papa Francisco foi até a "Missão Esperança e Caridade", fundada pelo Irmão Biagio Conte, onde almoçou com pessoas pobres e ex-detentos.

Cidade do Vaticano - O coro "Francisco, Francisco” das crianças, uma canção escrita por uma freira intitulada" Mar, mar, mar” e balões brancos, acolheram o Papa na “Missão Esperança e Caridade” na Via Decolatti em Palermo, onde almoçou com 160 pessoas pobres, migrantes, ex-detentos e voluntários.
Do lado de fora do refeitório, mas sempre dentro da Missão, almoçaram contemporaneamente com Francisco outras 1.300 pessoas.
Todos no mesmo barco
Almoço fraterno
Acompanhado pelo arcebispo de Palermo, Dom Corrado Lorefice, o Santo Padre foi recebido do lado de fora, às 13h26min,  por cerca de cinquenta pessoas. Dentro, a esperá-lo,  a miniatura de um barco feito de material reciclado,  trabalho realizado por um carpinteiro da Tunísia, que é surdo-mudo.
A comunidade feminina da missão, composta de mulheres de várias nacionalidades, construiu pequenas estátuas que representam pessoas de todo o mundo.
Todas as figuras foram colocadas no barco para lançar a mensagem: "Estamos todos no mesmo barco para construir um mundo melhor juntos".
O cardápio do Papa
Azeitonas temperadas, queijo, pão, salada de arroz, cuscuz, frango à milanesa, além de saladas e sobremesas preparadas pelas Irmãs de vários países da missão feminina. Este foi o menu servido ao Papa, preparado com produtos cultivados nas missões de Tagliavia, Scopello, e Villa Florio.
A servi-lo, voluntários e homens e mulheres acolhidos na missão do Irmão Biagio.
Conversa e brincadeiras
Francisco com os pobres
O clima era totalmente descontraído. O Papa conversou e brincou com todos, pessoas com necessidades especiais, migrantes, italianos desempregados, voluntários, religiosos.
A ele foi apresentada uma cópia da edição especial do jornalzinho "A Esperança",  que é a revista oficial da Missão, com a história da missão, ilustrada com muitas fotografias e vinte artigos. Todos os presentes ganharam um boné, em recordação da visita.
Francisco deixou o refeitório às 14h20, entronado na Casa de Oração para todos os povos. Ali, recebeu de presente um ícone de São Francisco, obra da Irmã Alessandra.
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