segunda-feira, 25 de março de 2019

Paróquia São José - Paraisópolis (MG)

Horário de Missas e outros eventos
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Dia 26 - Terça-feira
15h - Matriz
19h - São Vicente       19h - Inácios
19h - C. P. São José - Formação para Instrumentistas, Cantores e Salmistas
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Dia 27 - Quarta-feira
19h - Terço dos homens na Matriz
19h - São Luiz      19h - Santa Vitória
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Dia 28 - Quinta-feira
15h - Matriz
19h - Residencial Paraíso
Rua Alexandre Marcondes, 131 - Residência de Zilda e Lima
19h - Boa Vista 2     19h - Andorinhas
19h - C. P. São José - Formação para Ministros da Eucaristia
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Dia 29 - Sexta-feira
6h - Matriz       19h - Bomba
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Dia 30 - Sábado
19 - Matriz
19h - São Francisco       19h - São Geraldo
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Dia 31 - 4º Domingo da Quaresma 
7h - Matriz      9h - Matriz      11h - Santa Edwiges
16h - Serra dos Goulart
19h - Matriz        19h - Santo Antônio 
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Papa assina em Loreto

a Carta pós-sinodal aos jovens
Após celebrar a missa no Santuário de Loreto, o Papa Francisco assinou a Exortação Apostólica pós-sinodal dedicada aos jovens.
Cidade do Vaticano - O Papa Francisco escolheu o Santuário de Loreto para assinar nesta segunda-feira (25/03) a Exortação Apostólica fruto do Sínodo dos Bispos para os jovens, intitulada "Christus vivit - Cristo vive". 
Segundo a tradição, no Santuário estão conservadas as paredes onde a Virgem disse seu "sim" ao projeto de Deus. Ali, o Papa se deteve em oração silenciosa antes de presidir à celebração eucarística, em que não pronunciou a homilia.
No altar, o Pontífice assinou o documento ao lado do Secretário-Geral do Sínodo dos Bispos, Card. Lorenzo Baldisseri.
Na sequência, o Pontífice cumprimentou por cerca de meia hora os doentes presentes dentro da Basílica.
Ao final, no adro do Santuário, Francisco pronunciou um discurso aos fiéis em que destacou a vocação da Santa Casa como a casa dos jovens, porque ali a Virgem Maria continua a falar às novas gerações, acompanhando cada um na busca de sua vocação.
Escuta, discernimento e decisão
No evento da Anunciação, que a Igreja celebra neste 25 de março, aparece a dinâmica da vocação, expressa nos três momentos que marcaram o Sínodo: escuta da Palavra; discernimento; e decisão.
O primeiro momento, o da escuta, manifesta-se nas palavras do anjo: "Não temas Maria, [...] conceberás um filho, lhe darás à luz e o chamarás Jesus".
Celebração Eucarística
“É sempre Deus quem toma a iniciativa de chamar a segui-lo”, disse o Papa, acrescentando que precisamos estar prontos e dispostos a escutar e acolher a voz de Deus, que não se reconhece no barulho e na agitação.
O segundo momento típico de cada vocação é o discernimento, expresso nas palavras de Maria: “Como acontecerá isso?”.
Maria não duvida, explicou o Papa; pelo contrário, quer descobrir todas as surpresas de Deus. E esta é a atitude do discípulo: colaborar com a iniciativa gratuita do Senhor para aprofundar as próprias capacidades.
A decisão é a terceira fase que caracteriza cada vocação cristã, explicitada na resposta de Maria ao anjo: “Faça-me em mim segundo a tua palavra”.
Em oração
“Maria é o modelo de toda vocação e a inspiradora de toda pastoral vocacional: os jovens que estão em busca e se interrogam sobre seu futuro, podem encontrar em Maria Aquela que os ajuda a discernir o projeto de Deus sobre si mesmos e a força para aderir a ele.”
Loreto, polo espiritual
Francisco aponta Loreto como um local privilegiado onde os jovens podem ir em busca da própria vocação, “um polo espiritual a serviço da pastoral vocacional”, oferecendo indicações práticas aos frades capuchinhos que cuidam da Basílica, como por exemplo a ampliação do horário de fechamento.
Família e doentes
Momento da Comunhão
Além de ser a casa dos jovens, a Santa Casa é também o local da família. Para Francisco, a experiência doméstica da Virgem indica que família e jovens não podem ser dois setores paralelos da pastoral das comunidades, mas “devem caminhar estreitamente unidos, porque com frequência os jovens são aquilo que uma família deu a eles no período do crescimento”.
A Casa de Maria é ainda a casa dos doentes. “A doença fere a família, e os doentes devem ser acolhidos dentro da família”, recordou, enviando a todos os doentes do mundo uma afetuosa saudação. “Vocês estão no centro da obra de Cristo, porque compartilham e carregam de maneira mais concreta atrás Dele a cruz de todos os dias.”
Precisa-se de pessoas simples e sábias
Momento da Comunhão
O Papa concluiu confiando aos fiéis uma missão: “levar o Evangelho da paz e da vida aos nossos contemporâneos, muitas vezes distraídos, presos pelos interesses terrenos ou imersos num clima de aridez espiritual. Precisa-se de pessoas simples e sábias, humildes e corajosas, pobres e generosas”.
Francisco pediu a intercessão de Nossa Senhora para que ajude todos os fiéis, especialmente os jovens, a percorrerem o caminho da paz e da fraternidade fundadas no acolhimento e no perdão, no respeito do outro e no amor que é dom de si.
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Momentos













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Exortação pós-sinodal "Christus vivit":
a gênese do documento
Hoje, 25 de março em Loreto, Solenidade da Anunciação do Senhor, o Papa assinou e confiou à Nossa Senhora, a Exortação Apostólica pós-sinodal que conclui os trabalhos do Sínodo dos Bispos sobre os Jovens, realizado no Vaticano em outubro do ano passado. O documento pontifício é intitulado “Christus vivit – Cristo vive”.
Cidade do Vaticano De Roma a Loreto, passando pela Jornada Mundial da Juventude no Panamá, com um único destino: os jovens de todo o mundo. A Exortação apostólica pós-sinodal, sob forma de Carta aos Jovens, que o Papa assinou hoje (25/03) e confia à Virgem Maria durante a sua visita a Loreto, já percorreu muita estrada graças à “bússola” de Cristo. “Vive Cristo, esperanza nuestra” é, de fato o incipt do texto original escrito em espanhol, que proximamente será publicado.
Janeiro de 2017: a Carta do Papa aos jovens
Pode-se dizer que a primeira página do documento, foi escrita em 13 de janeiro de 2017, pelo Papa Francisco com a publicação do Documento preparatório do Sínodo. Esse documento estava acompanhado por uma Carta na qual o Papa convida os jovens a se lançarem “na direção de um futuro desconhecido, mas portador de realizações seguras”, sempre acompanhados por Deus.
Setembro de 2017: o Seminário internacional sobre a condição juvenil
O convite do Papa foi acolhido pelo “Seminário Internacional sobre a condição juvenil no mundo”, organizado em Roma, em setembro de 2017, pela Secretaria Nacional do Sínodo. Durante os trabalhos foram abordados numerosos temas sobre a juventude: das migrações ao desemprego, do compromisso social ao político, do desenvolvimento das tecnologias à fé. No final a voz dos jovens eleva-se claramente: “Somos uma família – dizem – escutemo-nos e cresçamos juntos”. Esta frase evidencia a vontade dos jovens de encontrarem na Igreja uma casa, uma família, uma comunidade para poder amadurecer as próprias escolhas de vida e contribuir ao bem comum.
Março de 2018. A Reunião pré-sinodal
Almejando este objetivo, o Pontífice responde diretamente em março de 2018, durante a Reunião pré-sinodal realizada em Roma, no Colégio “Maria Mater Ecclesiae”. O Papa pede a todos para ousarem “novos caminhos”, saindo da lógica do “sempre se fez assim” para ficar de modo criativo no sulco da autêntica tradição cristã. O coração da Igreja é jovem, repete Francisco, e os jovens “devem ser levados a sério”: Não bastam as análises sobre o mundo da juventude, devemos interpelá-los, mesmo quando falam com a cara dura”. “Se vocês faltam, falta-nos uma parte do acesso a Deus”, diz o Papa aos jovens, exortando-os a serem jovens profetas” com sólidas raízes, baseadas na experiência dos idosos e dos avós.
Domingo de Ramos 2018
Os frutos da Reunião pré-sinodal foram reunidos em um documento conclusivo que foi entregue ao Papa no Domingo de Ramos e Jornada Diocesana da Juventude. “Neste documento – explicam os jovens ao Papa Francisco – lhe entregamos a nossa vida e os desejos mais profundos dos nossos corações”.
Junho de 2018: O Instrumentum Laboris em 7 palavras-chave
O Instrumentum Laboris do Sínodo, apresentado em 19 de junho de 2018, reúne todos estes pedidos, integrando-os às mais de 100 mil respostas dadas pelos jovens ao Questionárioonline lançado pela Secretaria do Sínodo. No documento Instrumentum Laboris pode-se considerar sete palavras chaves: escuta, acompanhamento, conversão, discernimento, desafios, vocação e santidade. Trata-se dos princípios básicos que os jovens buscam na Igreja , para que esta seja “autêntica” e brilhe pelo exemplo, competência, co-responsabilidade e solidez cultural” e compartilhe com os próprios jovens a vida vivida à luz do Evangelho. Deseja-se uma Igreja “menos institucional e mais relacional, capaz de acolher sem julgar previamente, amiga, próxima, misericordiosa”.
Outubro de 2018: o Documento final do Sínodo
Os temas presentes no Instrumentum laboris tornam-se assim a base do Sínodo sobre o tema “Os jovens, a fé e o discernimento vocacional” realizado no Vaticano em outubro de 2018, durante o qual muitos jovens tomaram a palavra. Suas reflexões, seus testemunhos, e o forte apelo confluíram no documento final, tendo como base o episódio dos discípulos de Emaús, narrado no Evangelho de Lucas.
O documento final recorda também, a importância de um compromisso firme da Igreja contra todos os tipos de abuso, pela verdade e pelo perdão. A importância da família como Igreja doméstica, justiça contra a cultura do descarte, valorização dos recursos pastorais oferecidos pela arte, música, esporte, viver o mundo digital promovendo potencialidades comunicativas em vista do anúncio cristão.
Por fim recorda também a importância do reconhecimento e valorização da mulher na sociedade e na Igreja, a descoberta da sexualidade nos jovens como um dom. Tudo com “sinodalidade”, ou seja com o estilo da missão que passa do eu ao nós.
Janeiro de 2019: a JMJ do Panamá
No Panamá eram muitos os “nós jovens” presentes na Jornada Mundial da Juventude em janeiro de 2019. Assim como aconteceu no Rio de Janeiro em 2013, quando os exortava a “fazer barulho”, ou seja serem escutados, agora o Papa convida os jovens a agirem de modo ativo e criativo na Igreja e no mundo, usando sua “energia renovadora” para serem “testemunhas do Evangelho”.
Março de 2019: a Exortação apostólica
Portanto, hoje depois de dois anos da primeira carta aos jovens, o Papa confia à Nossa Senhora de Loreto a Exortação Apostólica pós-sinodal, em forma de Carta: um sinal concreto daquela escuta, daquele diálogo e do caminhar juntos desejado pelos participantes do Sínodo.
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                                                                                                               Fonte: vaticannews.va

A Igreja celebra hoje

a Solenidade da Anunciação do Senhor
A festa da Anunciação celebra o momento em que o anjo Gabriel, no pequeno vilarejo de Nazaré, anuncia a Maria sua próxima maternidade, segundo a narração do Evangelho de Lucas.

Cidade do Vaticano - A celebração da Anunciação, episódio narrado no Evangelho de Lucas (Lc 1, 26-38), tem origem nos primeiros séculos do cristianismo e se caracteriza por um elemento dogmático fundamental: a concepção virginal de Maria. De fato, desde os primeiros séculos, a Igreja professava a Encarnação de Deus através da concepção de uma Virgem. Com o Concílio de Niceia do ano 325 e o Concílio de Constantinopla foi estabelecido o Credo com o qual ainda hoje proclamamos que o Filho de Deus “por nós homens e para a nossa salvação desceu dos céus e se Encarnou pelo Espírito Santo, no seio da Virgem Maria e se fez homem”. A celebração da solenidade litúrgica difundiu-se na época de Justiniano, no século VI e foi introduzida na Igreja romana pelo Papa Sérgio I no final do século VII com uma solene procissão na basílica de Santa Maria maior, na qual os mosaicos do arco do triunfal são dedicados à divina maternidade de Maria, proclamada Theotokos do Concílio de Éfeso (ano 431).
O anúncio: Maria e Jesus
Toda e qualquer referência à Virgem Maria está ligada diretamente ao filho Jesus. Por isso, originariamente, a festa de 25 de março, ao menos no Oriente do século V, era considerada uma festa mariana, embora a recordação da Encarnação de Cristo já fosse venerada no século IV na Palestina, na mesma data. Nos séculos seguintes a festa foi introduzida também no Ocidente, algumas vezes com referência ao Senhor, outras a Maria, até o Concílio Vaticano II esclarecer definitivamente. De fato, Paulo VI na Exortação apostólica Marialis cultus de 1974, ao fixar a denominação “Anunciação do Senhor” esclarece que se trata da festa conjunta de Cristo e da Virgem.
O encontro entre o Anjo e Maria
Estamos no centro da história da salvação, no início do desígnio divino, ou seja, a sua encarnação que tornará nova todas as coisas. Este é o significado de uma festa que de uma só vez supera e renova todo o Antigo Testamento, que já tinha sido antecipada no mesmo, em alguns pontos, por exemplo no Gênesis quando se fala da mulher que esmagará a cabeça da serpente ou no anúncio do Emanuel em Isaías.
Na narração evangélica, a saudação do anjo esclarece a Maria que Deus com a sua proteção está presente na sua vida, portanto anuncia-lhe a maternidade que tornará visível a invisibilidade de Deus; depois Maria pede esclarecimentos para que o seu sim seja mais pessoal e voluntário, que representa o total abandono da criatura ao seu Deus. Antes de se despedir, enfim, a revelação do anjo sobre a gravidez de Elizabeth não é nada mais que outro sinal de autenticidade do acontecido, pois “nada é impossível a Deus”.
A festa da Anunciação
A data para a festa foi fixada em 25 de março, nove meses antes do Natal, todavia, quando cai na Semana Santa, na Semana de Páscoa, ou coincide com o Domingo de Páscoa ou com um domingo da Quaresma, é adiada. Este simples mecanismo, na realidade, foi obtido depois de uma discreta elaboração: o Concílio de Constantinopla do ano de 692 estabeleceu para as Igrejas Orientais que a celebração seria feita mesmo no Tempo da Quaresma; enquanto que para as Igrejas Ocidentais – decisão aceita também pela Igreja de Roma, o Concílio de Toledo de 656 mudou a recorrência para o dia 18 de dezembro, porém mais tarde, com a reforma do calendário voltou-se ao dia 25 de março. Dia este escolhido por ser o sexto dia do equinócio de primavera (no hemisfério norte) que cai dia 20, considerando que Deus criou o homem no sexto dia.
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                                                                                                               Fonte: vaticannews.va

domingo, 24 de março de 2019

Papa no Angelus deste domingo:

Podemos confiar muito
na misericórdia de Deus, mas sem abusar.
“Apesar da esterilidade, que por vezes marca a nossa existência, Deus tem paciência e nos oferece a possibilidade de mudar e de progredir no caminho do bem. Mas o prazo implorado e concedido à espera que a árvore finalmente frutifique, indica também a urgência da conversão”, disse o Papa no Angelus comentando o Evangelho deste III Domingo da Quaresma.

Cidade do Vaticano “A possibilidade da conversão não é ilimitada; por isso é preciso aproveitar logo; do contrário ela se perderia para sempre. Podemos confiar muito na misericórdia de Deus, mas sem abusar dela. Não devemos justificar a preguiça espiritual, mas aumentar nosso esforço a corresponder prontamente a essa misericórdia com coração sincero.”
Foi o que disse o Papa Francisco ao meio-dia deste domingo (24/03) no Angelus rezado com milhares de fiéis e peregrinos reunidos na Praça São Pedro para a oração mariana com o Santo Padre.
Na alocução que precedeu a oração, Francisco comentou a página do Evangelho deste terceiro domingo da Quaresma (Lc 13,1-9), que nos fala da misericórdia de Deus e da nossa conversão.
A página do Evangelho nos traz nos versículos 6 a 9 a seguinte parábola contada por Jesus: “Um homem tinha uma figueira plantada em sua vinha. Veio a ela procurar frutos, mas não encontrou. Então disse ao vinhateiro: ‘Há três anos que venho buscar frutos nesta figueira e não encontro. Corta-a; por que há de tornar a terra infrutífera? Ele, porém, respondeu: ‘Senhor, deixa-a ainda este ano para que eu cave ao redor e coloque adubo. Depois, talvez, dê frutos… Caso contrário, tu a cortarás’”.
O dono da figueira representa Deus Pai e o vinhateiro é imagem de Jesus, já o figo é símbolo da humanidade indiferente e árida, disse o Papa, acrescentando que “Jesus intercede ao Pai em favor da humanidade – e o faz sempre – e pede que espere e Lhe dê mais tempo, para que nela possam germinar os frutos do amor e da justiça”.
Francisco explicou que a figueira que o dono na parábola quer extirpar representa uma existência estéril, incapaz de doação, incapaz de fazer o bem.
“É símbolo de quem vive para si mesmo, saciado e tranquilo, aconchegado em suas comodidades, incapaz de voltar o olhar e o coração para aqueles estão a seu lado e se encontram em condição de sofrimento, em condição de pobreza, de dificuldade.”
O Santo Padre disse ainda que esta atitude de egoísmo e de esterilidade espiritual é contraposta pelo grande amor do vinhateiro pela figueira: tem paciência, sabe esperar, lhe dedica seu tempo e seu trabalho.
Esta similitude do vinhateiro manifesta a misericórdia de Deus, que nos deixa um tempo para a conversão. Todos precisamos converter-nos, dar um passo adiante, e a paciência de Deus, a misericórdia, nos acompanha nisso, afirmou o Papa.
“Apesar da esterilidade, que por vezes marca a nossa existência, Deus tem paciência e nos oferece a possibilidade de mudar e de progredir no caminho do bem. Mas o prazo implorado e concedido à espera que a árvore finalmente frutifique, indica também a urgência da conversão”.
Nós podemos pensar nesta Quaresma: o que devo fazer para aproximar-me mais do Senhor, para converter-me, para eliminar aquelas coisas que não são boas? “Não, não... esperarei a próxima Quaresma...” Mas vocês estará vivo na próxima Quaresma? Cada um de nós pense hoje: o que devo fazer diante dessa misericórdia de Deus que me espera e que sempre perdoa. O que devo fazer? – interpelou o Pontífice.
“Na Quaresma, o Senhor nos convida à conversão”, disse ainda Francisco, acrescentando:
“Cada um de nós deve sentir-se interpelado por esse chamado, corrigindo algo em nossa vida, no modo de pensar, de agir e de viver as relações com o próximo. Ao mesmo tempo, devemos imitar a paciência de Deus que confia na capacidade de todos de poder ‘levantar-se’ e retomar o caminho. Deus é Pai, e não apaga a chama fraca, mas acompanha e cuida de quem é frágil a fim de que se robusteça e dê sua contribuição de amor à comunidade.”
Francisco pediu à Virgem Maria que nos ajude a viver estes dias de preparação para a Páscoa como um tempo de renovação espiritual e de confiante abertura à graça de Deus e à suas misericórdia.
O Papa lembrou ainda, após a oração mariana, que este sábado 23/03) foi beatificado em Tarragona, na Espanha, Mariano Mullerat y Soldevia, pai de família e médico, que cuidou dos sofrimentos físicos e morais dos irmãos, testemunhando com a vida e com o martírio o primado da caridade e o primado do perdão.
Ressaltou também a celebração, neste domingo, do Dia em memória dos missionários mártires. “Recordar este calvário contemporâneo de irmãos e irmãs perseguidos ou assassinados por causa da sua fé em Jesus é para toda a Igreja um dever de gratidão, mas também um estímulo a testemunhar com coragem a nossa fé e a nossa esperança n’Aquele que na Cruz venceu para sempre o ódio e a violência com o seu amor”, frisou o Santo Padre.
Francisco destacou, por fim, que esta segunda-feira (25/03), Festa da Anunciação do Senhor, irá a Loreto, à Casa da Virgem. “Escolhi este lugar para a assinatura da Exortação Apostólica dedicada aos jovens. Peço a oração de vocês a fim de que o sim de Maria se torne o sim de muitos de nós”, concluiu.
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Assista:
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Reflexão sobre a liturgia para o

3º Domingo do Tempo da Quaresma

Jesus não concorda que cultivemos sentimentos de violência contra as pessoas que nos fizeram mal. Ele convida todos a uma mudança, a uma conversão. Deus nos quer pessoas apaixonadas, vibrantes, dedicadas à missão até à raiz de nossa existência, contudo Ele nos quer cidadãos absolutamente convertidos ao bem
A cena de Moisés e da sarça ardente, que temos na primeira leitura, apresenta-nos o coração do grande líder judeu. Moisés possuía grande sensibilidade e senso de justiça. Ele se revoltou com a injustiça praticada em relação a um homem judeu e deixou vir à tona um grande arroubo em favor do oprimido. Ele demonstrou ser possuído por grandes paixões.
É de homens assim que Deus precisa para agir no mundo. Deus deu missão a Moisés, a Sansão, a Davi, a João Batista, a todos aqueles que se deixaram tomar por uma grande paixão em favor do ser humano. Vejamos nossos santos: Vicente de Paulo, Damião de Veuster, Madre Teresa de Calcutá, e tantos outros!
Mas voltemos a Moisés. Deus vê nele o libertador nato para redimir seu povo, subjugado pelos egípcios. Por outro lado Moisés, em suas orações, percebeu que Deus precisava dele. Deixou-se tocar pelo Senhor no momento em que se revoltou quando viu injustiças. Mais tarde, refletindo sobre esses fatos, percebeu que deveria deixar sua vidinha acomodada de pastorear rebanho, de estar com a família e com os amigos  para se colocar  a serviço de Deus, a serviço do povo.
Sabia que Deus estaria sempre com ele e jamais o abandonaria, nem a ele e nem aos seus.
Essa vocação para ser libertador, nasceu junto a uma imperfeição grave. Moisés agiu com violência matando o egípcio que oprimia um seu conterrâneo. Mesmo assim, Deus viu nele qualidades de libertador.
Agora, no Evangelho, Jesus vai corrigir essa ação de Moisés, ao não concordar com a indignação do povo em relação a Pilatos.
Jesus não concorda nem com retribuição sanguinária à atitude de Pilatos e nem em atribuir aos galileus mortos alguma culpa.
Jesus não concorda que cultivemos sentimentos de violência contra as pessoas que nos fizeram mal. Ele convida todos a uma mudança, a uma conversão.
A parábola da figueira estéril nos convoca a uma paciência e a uma esperança divinas, tolerantes com as fraquezas humanas. Tolerante, mas não conivente ou negligente.
Deus nos quer pessoas apaixonadas, vibrantes, dedicadas à missão até à raiz de nossa existência, contudo ele nos quer cidadãos absolutamente convertidos ao bem.
                                                                                       Pe. Cesar Augusto dos Santos, S.J.
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sábado, 23 de março de 2019

Quaresma, um retorno ao que é essencial,

o itinerário do Papa Francisco

O papa Francisco oferece para o Tempo da Quaresma um itinerário de reflexões e práticas para viver bem a preparação para a Páscoa. No início deste tempo litúrgico, ofereceu a toda a Igreja uma mensagem. Ao Brasil, uma motivação para a vivência da Campanha da Fraternidade. Na última semana, o pontífice vivenciou um período de exercícios espirituais e, desde o dia 16 de março, sua conta oficial no Twitter sugere algumas frases para meditação.
Em sua mensagem para a Quaresma, intitulada “A criação encontra-se em expectativa ansiosa, aguardando a revelação dos filhos de Deus”, extraído de Romanos 8,19, o papa afirma que o caminho rumo à Páscoa “chama-nos precisamente a restaurar a nossa fisionomia e o nosso coração de cristãos, através do arrependimento, a conversão e o perdão, para podermos viver toda a riqueza da graça do mistério pascal”.
“A Quaresma chama os cristãos a encarnarem, de forma mais intensa e concreta, o mistério pascal na sua vida pessoal, familiar e social, particularmente através do jejum, da oração e da esmola”, indica.
E explica cada um dos pontos: Jejuar significa “aprender a modificar a nossa atitude para com os outros e as criaturas: passar da tentação de «devorar» tudo para satisfazer a nossa voracidade, à capacidade de sofrer por amor, que pode preencher o vazio do nosso coração”. A prática da oração, por sua vez, ensina a “renunciar à idolatria e à autossuficiência do nosso eu, e nos declararmos necessitados do Senhor e da sua misericórdia”. Por fim, a esmola, “para sair da insensatez de viver e acumular tudo para nós mesmos”.
O papa recorda que a ‘quaresma’ do Filho de Deus consistiu em entrar no deserto da criação para fazê-la voltar a ser aquele jardim da comunhão com Deus. E desejou: “Que a nossa Quaresma seja percorrer o mesmo caminho, para levar a esperança de Cristo também à criação”.
Campanha da Fraternidade
Em sua mensagem aos fiéis brasileiros, o papa motivou a proposta da Campanha da Fraternidade como meio para inspirar, iluminar e integrar as práticas quaresmais como componentes de um caminho pessoal e comunitário em direção à Páscoa de Cristo.
Papa durante os Exercícios Espirituais
“Refletindo e rezando as políticas públicas com a graça do Espírito Santo, faço votos, queridos irmãos e irmãs, que o caminho quaresmal deste ano, à luz das propostas da Campanha da Fraternidade, ajude todos os cristãos a terem os olhos e o coração abertos para que possam ver nos irmãos mais necessitados a ‘carne de Cristo’ que espera «ser reconhecido, tocado e assistido cuidadosamente por nós» (Bula Misericórdia vultus, 15). Assim a força renovadora e transformadora da Ressurreição poderá alcançar a todos fazendo do Brasil uma nação mais fraterna e justa”, escreveu o papa.
Exercícios espirituais
Durante uma semana, o papa fez a experiência de subir a colina a leste de Florença, a convite do abade Bernardo Francesco Maria Gianni, que foi o pregador do retiro para os Exercícios Espirituais da Quaresma dos integrantes da Cúria Romana. “Lá de cima é possível ter um olhar de graça, gratidão e mistério sobre a cidade de Florença”, afirmou Gianni.
O pregador beneditino conduziu o Papa e a Cúria Romana numa reflexão sobre a cidade de Florença, as cidades do mundo, a família humana que elas simbolicamente representam, entre o desejo de Deus e os desafios do tempo atual.
Nas redes
Desde o dia 16 de março, a conta oficial do papa Francisco em português no Twitter tem oferecido frases para meditação a respeito da Quaresma.
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“A #Quaresma é um chamado para parar, ir ao essencial, jejuar do supérfluo que distrai. É um despertador para a alma”, escreveu na primeira reflexão.
#Quaresma é um chamado para parar, ir ao essencial, jejuar do supérfluo que distrai. É um despertador para a alma.
- Papa Francisco (@Pontifex_pt) March 16, 2019m
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O segundo tuíte sobre o tempo quaresmal fala de uma viagem de retorno ao essencial, que é a Quaresma. Nela, “o Senhor nos pede para percorrer três etapas: a esmola, a oração, o jejum”.
Nesta viagem de retorno ao essencial que é a #Quaresma, o Senhor nos pede para percorrer três etapas: a esmola, a oração, o jejum.
- Papa Francisco (@Pontifex_pt) March 17, 2019
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E completa: “A oração nos conecta a Deus, a caridade ao próximo, o jejum a nós mesmos. Deus, os irmãos, a minha vida: aqui estão as realidades que não terminam no nada e sobre as quais se deve investir”.
A oração nos conecta a Deus, a caridade ao próximo, o jejum a nós mesmos. Deus, os irmãos, a minha vida: aqui estão as realidades que não terminam no nada e sobre as quais se deve investir. #Quaresma
- Papa Francisco (@Pontifex_pt) March 17, 2019
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sexta-feira, 22 de março de 2019

Leituras do

3º Domingo da Quaresma
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 1.ª Leitura: Êx 3,1-8a.13-15
Livro do Êxodo:
Naqueles dias, 1Moisés apascentava o rebanho de Jetro, seu sogro, sacerdote de Madiã. Levou, um dia, o rebanho deserto adentro e chegou ao monte de Deus, o Horeb.
Apareceu-lhe o anjo do Senhor numa chama de fogo, do meio de uma sarça. Moisés notou que a sarça estava em chamas, mas não se consumia, e disse consigo: “Vou aproximar-me desta visão extraordinária, para ver por que a sarça não se consome”.
O Senhor viu que Moisés se aproximava para observar e chamou-o do meio da sarça, dizendo: “Moisés! Moisés!” Ele respondeu: “Aqui estou”. E Deus disse: “Não te aproximes! Tira as sandálias dos pés, porque o lugar onde estás é uma terra santa”.
E acrescentou: “Eu sou o Deus de teus pais, o Deus de Abraão, o Deus de Isaac e o Deus de Jacó”.
Moisés cobriu o rosto, pois temia olhar para Deus.
E o Senhor lhe disse: “Eu vi a aflição do meu povo que está no Egito e ouvi o seu clamor por causa da dureza de seus opressores. Sim, conheço os seus sofrimentos. Desci para libertá-los das mãos dos egípcios, e fazê-los sair daquele país para uma terra boa e espaçosa, uma terra onde corre leite e mel”.
Moisés disse a Deus: “Sim, eu irei aos filhos de Israel e lhes direi: ‘O Deus de vossos pais enviou-me a vós’. Mas, se eles perguntarem: ‘Qual é o seu nome?’, o que lhes devo responder?”
Deus disse a Moisés: “Eu Sou aquele que sou”. E acrescentou: “Assim responderás aos filhos de Israel: ‘Eu Sou’ enviou-me a vós’”.
E Deus disse ainda a Moisés: “Assim dirás aos filhos de Israel: ‘O Senhor, o Deus de vossos pais, o Deus de Abraão, o Deus de Isaac e o Deus de Jacó enviou-me a vós’. Este é o meu nome para sempre, e assim serei lembrado de geração em geração”.
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Salmo: 102
- O Senhor é bondoso e compassivo.
- O Senhor é bondoso e compassivo.
- Bendize, ó minha alma, ao Senhor,/ e todo o meu ser, seu santo nome!/ Bendize, ó minha alma, ao Senhor,/ não te esqueças de nenhum de seus favores!
- Pois ele te perdoa toda culpa,/ e cura toda a tua enfermidade;/ da sepultura ele salva a tua vida/ e te cerca de carinho e compaixão.
- O Senhor é indulgente, é favorável,/ é paciente, é bondoso e compassivo./ Quanto os céus por sobre a terra se elevam,/ tanto é grande o seu amor aos que o temem.
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2ª Leitura: 1Cor 10,1-6.10.12
Primeira Carta de São Paulo aos Coríntios:
Irmãos, não quero que ignoreis o seguinte: Os nossos pais estiveram todos debaixo da nuvem e todos passaram pelo mar; todos foram batizados em Moisés, sob a nuvem e pelo mar; e todos comeram do mesmo alimento espiritual, e todos beberam da mesma bebida espiritual; de fato, bebiam de um rochedo espiritual que os acompanhava — e esse rochedo era Cristo.
No entanto, a maior parte deles desagradou a Deus, pois morreram e ficaram no deserto. Esses fatos aconteceram para serem exemplos para nós, a fim de que não desejemos coisas más, como fizeram aqueles no deserto. Não murmureis, como alguns deles murmuraram, e, por isso, foram mortos pelo anjo exterminador. Portanto, quem julga estar de pé tome cuidado para não cair.
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Evangelho: Lc 13,1-9
Evangelho de São Lucas:
Naquele tempo, vieram algumas pessoas trazendo notícias a Jesus a respeito dos galileus que Pilatos tinha matado, misturando seu sangue com o dos sacrifícios que ofereciam. Jesus lhes respondeu: “Vós pensais que esses galileus eram mais pecadores do que todos os outros galileus, por terem sofrido tal coisa? Eu vos digo que não. Mas se vós não vos converterdes, ireis morrer todos do mesmo modo.
E aqueles dezoito que morreram, quando a torre de Siloé caiu sobre eles? Pensais que eram mais culpados do que todos os outros moradores de Jerusalém? Eu vos digo que não. Mas, se não vos converterdes, ireis morrer todos do mesmo modo”. E Jesus contou esta parábola: “Certo homem tinha uma figueira plantada na sua vinha. Foi até ela procurar figos e não encontrou. Então disse ao vinhateiro: ‘Já faz três anos que venho procurando figos nesta figueira e nada encontro. Corta-a! Por que está ela inutilizando a terra?’
Ele, porém, respondeu: ‘Senhor, deixa a figueira ainda este ano. Vou cavar em volta dela e colocar adubo. Pode ser que venha a dar fruto. Se não der, então tu a cortarás’”.
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Reflexão:
O projeto de Deus para o homem e a sociedade
Na Liturgia deste Domingo, III da Quaresma, vemos, na 1ª Leitura (Ex 3, 1-8ª. 13-15), que Deus se revela no cotidiano da vida e diante de necessidades concretas. No Egito, Deus chama, convoca Moisés para libertar o povo hebreu da escravidão para uma nova vida, para uma terra onde corre leite e mel. Moisés era hebreu e tinha estudado na escola particular do Faraó, tinha consciência dos sofrimentos de seus irmãos, consciência que ardia como a sarça no deserto, no qual ele tinha empenhado fuga, devido à perseguição por ter investido contra um egípcio que estava maltratando seus irmãos: “Quando Moisés era já homem, ia ter com os seus irmãos de raça e começou a dar­-se conta das terríveis condições em que viviam e trabalhavam. Certa vez viu mesmo um egípcio a bater num dos seus irmãos hebreus! Não se conteve. Olhou dum lado e doutro para se certificar de que ninguém mais lhe via, matou o egípcio e enterrou o corpo na areia para o esconder... O Faraó soube disso e mandou que Moisés fosse preso e executado. Este, contudo fugiu para o deserto” (Ex 2, 11-14).
Deus revela seu nome e seu projeto de libertação
Deus se revela como um Deus de imensa compaixão. O episódio da libertação do Egito, possibilitada somente com a intervenção direta de Deus, revela o grau de compaixão dele. Ele não consegue ficar indiferente “diante da opressão do povo, desce para libertá-lo, Deus conhece os sofrimentos, vê a aflição, ouve o clamor” (Ex 3, 7-12). Para realizar seu intento, procura utilizar todos os meios à sua disposição. Chama Moisés e lhe confere poderes especiais. 
Deus, presença libertadora: “Eu os adotarei como meu povo e serei o Deus de vocês, aquele que tira de cima de vocês as cargas do Egito” (Ex 6,7).
O nome de Deus está ligado a um projeto (CIC 203-213)
Deus se revela, se auto define aos homens. Não é o homem que cria (define) Deus (como era o caso dos gregos e romanos). “Eu vim ver vocês e como estão tratando vocês aqui no Egito. Eu decidi tirar vocês da opressão egípcia e levá-los para uma terra onde corre leite e mel” (Ex 3,16-17). “O que vou responder? Eu Sou aquele que Sou, este é meu nome” (Ex 3,13-17).
Deus, ao se revelar, mostra sua proposta (projeto) para o homem e para a sociedade. É o projeto que Deus revelou, de maneira especial, por meio dos profetas no Antigo Testamento. Podemos ilustrar este projeto com o exemplo do texto de Isaías: 65, 17-25, que diz:
- haverá novo céu e nova terra;
- não haverá mais choro e clamor;
- não haverá morte prematura;
- construirão casas e nela habitarão;
- plantarão e comerão seus frutos;
- ninguém gerará filhos para viverem na humilhação;
- haverá harmonia entre o homem e a natureza.
Jesus, ao se revelar (em comunhão com o Pai e o Espírito Santo), continua com o mesmo projeto de vida e dignidade para todos. Jesus confirma este projeto quando diz: “Eu vim para que todos tenham vida e a tenham em abundância” (Jo 10,10). Esse projeto se concretizará quando atingirmos a mentalidade “crística”. Isto é: “Quando Cristo for tudo em todos” (Cl 3, 11).
Em Mateus, 9,35-38, Jesus estava comprometido com um projeto de libertação integral do ser humano, por isso vai ao encontro dos mais excluídos (povoados, periferias, margem). Lá Ele vê melhor a realidade, isto é, a condição das pessoas: cansadas, abatidas como ovelhas sem pastor (sem rumo, sem horizontes etc).
Então, Ele chama mais pessoas para este projeto. A Igreja, como continuadora de sua missão, tem aqui sua orientação, lugar social para a atuação política. A missão de Jesus e da Igreja é salvar a pessoa na sua totalidade, como nos diz o Papa Francisco: “Já não se pode afirmar que a religião deve limitar-se ao âmbito privado e serve apenas para preparar as almas para o céu” (EG, 182). Sua atuação na política é sempre profética, quando seu compromisso é com os empobrecidos, não se atrela aos poderes deste mundo.
Para que esse projeto libertador se concretize na América Latina e no Caribe, “os discípulos e missionários de Cristo devem iluminar com a luz do Evangelho todos os âmbitos da vida social. A opção preferencial pelos pobres, de raiz evangélica, exige atenção pastoral voltada aos construtores da sociedade (EV, 5). Se muitas das estruturas atuais geram pobreza, em parte é devido à falta de fidelidade a compromissos evangélicos de muitos cristãos com especiais responsabilidades políticas, econômicas e culturais” (DA, 501).
Este projeto do Reino de Deus deve continuar na vida da comunidade: (Mt 5,13-16 e 1Pd 2,9-12) “Vocês são raça eleita, sacerdócio régio, nação santa, povo adquirido por Deus, para resgatar seu projeto”. Uma necessidade, um chamado na história.
Não lutar pela justiça social é profanar o nome de Deus. Com que meios podemos lutar?
O resumo da pessoa amada é o seu nome. Basta ouvir, lembrar ou pronunciar o nome, e este lhe traz à memória tudo o que a pessoa amada significa.
Ser povo de Deus significa ser um povo entre o qual não há opressão como no Egito; em que o irmão não explora o irmão; em que reinam a justiça, o direito e a verdade: em que a lei dos dez mandamentos é observada; em que o amor ao próximo é igual ao amor a Deus; e o povo vive e celebra a sua fé, e louva a Deus pelas suas maravilhas. Esta é a mensagem central da Bíblia; é o apelo que o nome de Deus faz a todos aqueles que querem pertencer ao seu povo.
2ª Leitura (1Cor 10, 1-6.10.12), o Apóstolo Paulo faz uma advertência contra a falsa segurança religiosa, dizendo que todos recebem cuidados especiais de Deus, mas nem todos assumem o compromisso de comunhão com Ele, gerando gestos de partilha e amor com os irmãos, por isso “muitos foram sepultados no deserto e não entraram na terra prometida”.
No Evangelho (Lc 13, 1-9), vemos que Jesus está atento aos problemas da realidade e faz uma indagação: Os sofrimentos, as tragédias, são castigos de Deus ou resultado das estruturas injustas da sociedade? Ele nos diz que o sistema que fez tais vítimas, e que o povo estava comentando, também poderá fazer novas vítimas, que poderá ser um de nós, um de nossos filhos ou alguém do futuro. Portanto, o pecado não é ato isolado, não são só os outros que precisam se converter, mas cada um de nós: “Se vocês não se converterem, não mudarem o modo de pensar e agir, vão perecer todos do mesmo modo”.
Para ilustrar a necessidade de conversão, Jesus menciona a figueira estéril. Nela, Deus nos dá uma nova chance para produzir frutos abundantes, dizendo que investirá em nós, ainda, por certo tempo e com os devidos cuidados. “É pelos frutos que se conhece a árvore”. Resta saber se o tempo já não está se esgotando.
Boa reflexão e que possamos produzir muitos frutos para o Reino de Deus.
                                                                Pe. Leomar Antonio Montagna - Maringá – PR
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