terça-feira, 19 de junho de 2018

Paróquia São José - Paraisópolis (MG)

Horário de Missas e outros eventos
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Dia 20 - Quarta-feira
19h - Matriz - Terço dos Homens
19h - São Benedito         19h - Lagoa
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Dia 21 - Quinta-feira
15h - Matriz
19h - Santo Antônio (Mujanos)
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Dia 22 - Sexta-feira
19h - Residencial Paraíso    19h - Santa Luzia (Bela Vista)
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Dia 23 - Sábado
19h - Matriz
19h - São Francisco     19h - São Geraldo
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Dia 24 - 12º Domingo do Tempo Comum
7h - Matriz     9h - Matriz     11h - Santa Edwiges
11h - Bomba
13h30 - Centro Pastoral São José - Encontro de Proclamadores e Salmistas
16h - Cochos
 19h - Matriz         19h - Santo Antônio
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Papa Francisco na missa desta terça:

O cristão reza pelo seu inimigo e o ama
"A oração mafiosa é: 'Você me paga'. A oração cristã é: 'Senhor, dê-lhe a sua bênção e ensine-me a amá-lo'. Pensemos num inimigo: todos temos um. Pensemos nele. Rezemos por ele. Peçamos ao Senhor a graça de amá-lo", disse o Papa na homilia.

Cidade do Vaticano - O perdão, a oração e o amor por que quem nos quer destruir, pelo nosso inimigo. Assim foi a homilia do Papa Francisco na missa celebrada na capela da Casa Santa Marta esta terça-feira (19/06).
Comentando o trecho proposto pela Leitura do dia, extraído do Evangelho de Mateus, o Papa admitiu a dificuldade humana em seguir o modelo do nosso Pai celeste e propôs novamente o desafio do cristão, isto é, de pedir ao Senhor a “graça” de saber “abençoar os nossos inimigos” e nos comprometer a amá-los.
Perdoar para ser perdoados
“Nós sabemos que devemos perdoar os nossos inimigos”, afirmou o Papa, nós dizemos isso todos os dias no Pai-Nosso. Pedimos perdão assim como nós perdoamos: é uma condição…", embora não seja fácil. Assim como “rezar pelos outros”, por aqueles que nos dão problemas, que nos colocam à prova: também isto é difícil, mas o fazemos. Ou pelo menos muitas vezes conseguimos fazê-lo ":
Mas rezar por aqueles que querem me destruir, os inimigos, para que Deus os abençoe: isso é realmente difícil de entender. Pensemos no século passado, os pobres cristãos russos que somente pelo fato de serem cristãos eram enviados para a Sibéria para morrer de frio: e eles deveriam rezar pelo governante carrasco que os enviava ali? Mas como é possível? E muitos o fizeram: rezaram. Pensemos em Auschwitz e em outros campos de concentração: eles deveriam rezar por este ditador que queria a raça pura e matava sem escrúpulo, e rezar para que Deus os abençoasse! E muitos fizeram isso.
Aprender com a lógica de Jesus e dos mártires
É a difícil lógica de Jesus, que no Evangelho está contida na oração e na justificação daqueles que “o mataram” na cruz: “perdoa-os Pai, porque não sabem o que fazem”. Jesus pede perdão para eles, recordou o Papa, assim como fez como Santo Estevão no momento do martírio:
Mas quanta distância, uma infinita distância entre nós que muitas vezes não perdoamos pequenas coisas, e isso que nos pede o Senhor e de qual sempre nos deu exemplo: perdoar aqueles que tentam nos destruir. Nas famílias, às vezes, é muito difícil perdoarem-se os cônjuges depois de alguma briga, ou perdoar a sogra também: não é fácil. O filho pedir perdão ao pai é difícil. Mas perdoar os que o estão matando, que querem eliminá-lo … Não somente perdoar: rezar por eles, para que Deus os proteja! E mais: amá-los. Somente a palavra de Jesus pode explicar isso. Eu não consigo ir além.
Pedir a graça de ser perfeito como o Pai
Portanto, destacou Francisco, é a graça de pedir para entender algo deste mistério cristão e ser perfeitos como o Pai, que dá todos os seus bens aos bons e aos maus. O Papa concluiu afirmando que nos fará bem pensar nos nossos inimigos, pois todos nós temos algum:
Hoje, nos fará bem pensar num inimigo – creio que todos nós temos um -, alguém que nos fez mal ou que nos quer fazer mal ou tenta nos prejudicar: pensar nesta pessoa. A oração mafiosa é: “Você me paga”. A oração cristã é: “Senhor, dê-lhe a sua bênção e ensine-me a amá-lo”. Pensemos num inimigo: todos temos um. Pensemos nele. Rezemos por ele. Peçamos ao Senhor a graça de amá-lo.
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                                                                                                                Fonte: vaticannews.va

segunda-feira, 18 de junho de 2018

Dia Internacional do Surf:

Igreja pode ter santo surfista brasileiro
A Igreja Católica pode ganhar um santo surfista, pois um processo de beatificação do seminarista Guido Schäffer tramita no Vaticano. A arquidiocese do Rio de Janeiro abriu o processo de beatificação em 17 de janeiro de 2015 e terminou no dia 8 de outubro de 2017. O jovem médico, surfista e seminarista morreu em maio de 2009, aos 34 anos, enquanto surfava na praia da Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro (RJ).
Mais sobre Guido
Como todo jovem, Guido gostava de praticar esportes. Jogava futebol, fazia trilhas na mata e via no surfe um instrumento de conexão com a natureza e com Deus. Guido Schäffer pode, de fato, ser o primeiro santo surfista.  Ele estava se preparando para seguir a vida religiosa e, assim, fazer o que mais gostava: dedicar-se ao próximo. Embora morasse em Copacabana e tivesse feito a Primeira Comunhão e o Crisma naquele bairro, o amadurecimento espiritual do jovem se deu em Ipanema. Lá, iniciou o grupo de oração Fogo do Espírito Santo. Era em Ipanema que Guido arrebanhava voluntários para ajudar moradores de rua, mendigos e doentes. Atuou como clínico geral na Santa Casa de Misericórdia do Rio de Janeiro, dedicando-se à Pastoral da Saúde e ao atendimento aos mais humildes.
Também auxiliava o trabalho das irmãs Missionárias da Caridade junto à população de rua. Outra característica marcante do seminarista era a serenidade. Onde quer que fosse, ele unia as pessoas e era incapaz de falar mal de alguém, ou mesmo alimentar discussões. A partir da atuação nas obras de caridade surgiram relatos de curas inexplicáveis, de conversões e de moradores de rua que decidiram lutar contra os vícios. Esses casos passaram a ser frequentes após a morte do jovem.
Detalhes da abertura do processo
Segundo a arquidiocese do Rio, quatro grandes momentos marcaram a cerimônia de abertura do processo de beatificação do jovem: a exumação do corpo, o ato jurídico de abertura do processo, o reconhecimento canônico dos restos mortais e a cerimônia de acolhida desses restos mortais ou relíquias na Paróquia Nossa Senhora da Paz.
O corpo de Guido estava enterrado no Cemitério São João Batista, em Botafogo, e foi exumado no dia 12 de janeiro de 2015, dando início aos procedimentos para a instauração do processo. No dia 17, aconteceu a instauração do Tribunal Eclesiástico para pesquisa da vida e das virtudes do jovem, através de ato jurídico canônico na Basílica Imaculada Conceição, também em Botafogo. Os restos mortais de Guido foram reconhecidos no dia 20 de janeiro, na Paróquia São Sebastião, na Tijuca, durante celebração festiva em honra ao santo padroeiro do Rio, sob a presidência do arcebispo local, cardeal Dom Orani João Tempesta.
Logo após, a urna com os restos mortais foi levada em um carro do Corpo de Bombeiros, em carreata, até a Paróquia Nossa Senhora da Paz. Amigos que surfavam com Guido foram em cima do caminhão dos Bombeiros e lá homenagearam o jovem, carregando pranchas de surfe, uma delas com a inscrição Jesus is our wave (Jesus é a nossa onda).
As freiras que trabalharam com Guido na assistência a moradores de rua, amigos, médicos e o povo de Deus acompanharam a carreata.
Terço
Por iniciativa das Irmãs Caritas que trabalharam com o Servo de Deus na casa da Lapa é confeccionado um "terço" para aqueles que buscam a graça de uma cura.
O terço
Indica-se rezar o terço assim:
Na primeira medalha (medalha da foto de Guido, ou crucifixo), reza-se oração composta por ele: "Ave Maria, Mãe do Puro Amor, dai-nos a graça da obediência e da docilidade à Palavra de Deus, para que repletos de sabedoria, possamos irradiar a luz de Cristo em nossos corações. Amém."
Depois pede-se a graça que se pretende por intercessão do Servo de Deus e reza-se 34 Ave-Marias seguidas, em agradecimento pelos 34 anos de vida do Servo de Deus.
Nas três contas finais, 3x Glória ao Pai.
Encerrar com uma Salve Rainha .
O terço é confeccionado para propagar a devoção entre os jovens, para padres e seminaristas renovarem-se com o exemplo da história e vida de Guido, para surfistas alimentarem o desejo de avançarem em águas mais profundas do mar da fé. O Terço é realizado toda sexta-feira na igreja Nossa Senhora da Paz em Ipanema, às 16h.
Jovens, amigos, familiares, devotos de Guido, reúnem-se para rezar e propagar a devoção que se estende pelo Brasil e pelo mundo.
O terço pode ser adquirido pelo site e redes sociais: Site Oficial: http://guidoschaffer.com.br/ Facebook: https://www.facebook.com/GuidoVidalFrancaSchaffer/ Instagran: @guido_schaffer
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                                                                                                                Fonte: a12.com

Papa Francisco na missa desta segunda-feira:

As ditaduras começam com a comunicação caluniosa
Na missa na Casa Santa Marta, o Papa recorda a sedução do escândalo e o poder destrutivo da comunicação caluniosa. Basta pensar na perseguição dos judeus no século passado. Um horror que acontece também hoje.

Cidade do VaticanoPara destruir instituições ou pessoas, se começa a falar mal. A esta “comunicação caluniosa”, o Papa Francisco dedicou a homilia na missa na Casa Santa Marta.
A sua reflexão parte da história de Nabot narrada na Primeira Leitura, no Livro dos Reis. O rei Acab deseja a vinha de Nabot e lhe oferece dinheiro. Aquele terreno, porém, faz parte da herança dos seus pais e, portanto, rejeita a proposta. Então Acab fica aborrecido “como fazem as crianças quando não obtêm o que querem: chora.
A sua esposa cruel, Jezabel, aconselha o rei a acusar Nabot de falsidade, a matá-lo e assim tomar posse de sua vinha. Nabot – notou o Papa – é portanto um “mártir da fidelidade à herança” que tinha recebido de seus pais: uma herança que ia além da vinha, “uma herança do coração”.
Os mártires condenados com as calúnias
Para Francisco, a história de Nabot é paradigmática da história de Jesus, de Santo Estevão e de todos os mártires que foram condenados usando um cenário de calúnias. Mas é também paradigmática do modo de proceder de tantas pessoas de “tantos chefes de Estado ou de governo”. Começa com uma mentira e, “depois de destruir seja uma pessoa, seja uma situação com aquela calúnia”, se julga e se condena.
Como as ditaduras adulteram a comunicação
“Também hoje, em muitos países, se usa este método: destruir a livre comunicação”.
Por exemplo, pensemos: há uma lei da mídia, da comunicação, se cancela aquela lei; se concede todo o aparato da comunicação a uma empresa, a uma sociedade que faz calúnia, diz falsidades, enfraquece a vida democrática. Depois vêm os juízes a julgar essas instituições enfraquecidas, essas pessoas destruídas, condenam e assim vai avante uma ditadura. As ditaduras, todas, começaram assim, adulterando a comunicação, para colocar a comunicação nas mãos de uma pessoa sem escrúpulo, de um governo sem escrúpulo.
A sedução dos escândalos
“Também na vida cotidiana é assim”, destacou o Papa: se quero destruir uma pessoa, “começo com a comunicação: falar mal, caluniar, dizer escândalos”:
E comunicar escândalos é um fato que tem uma enorme sedução, uma grande sedução. Seduz-se com os escândalos. As boas notícias não são sedutoras: “Sim, mas que belo o que fez!” E passa… Mas um escândalo: “Mas você viu! Viu isso! Você viu o que aquele lá fez? Esta situação… Mas não pode, não se pode ir avante assim!” E assim a comunicação cresce, e aquela pessoa, aquela instituição, aquele país acaba na ruína. No final, não se julgam as pessoas. Julgam-se as ruínas das pessoas ou das instituições, porque não se podem defender.
A perseguição dos judeus
“A sedução do escândalo na comunicação leva justamente ao ângulo, isto é “destrói” assim como aconteceu a Nabot, que queria somente “ser fiel à herança dos seus antepassados” e não vendê-la. Neste sentido, também é exemplar a história de Santo Estevão, que faz um longo discurso para se defender, mas aqueles que o acusavam preferem lapidá-lo ao invés de ouvir a verdade. “Este é o drama da avidez humana”, afirma o Papa. Tantas pessoas são, de fato, destruídas por uma comunicação malvada:
Muitas pessoas, muitos países destruídos por ditaduras malvadas e caluniosas. Pensemos por exemplo nas ditaduras do século passado. Pensemos na perseguição aos judeus, por exemplo. Uma comunicação caluniosa, contra os judeus; e acabavam em Auschwitz porque não mereciam viver. Oh… é um horror, mas um horror que acontece hoje: nas pequenas sociedades, nas pessoas e em muitos países. O primeiro passo é se apropriar da comunicação, e depois da destruição, o juízo e a morte.
Reler a história de Nabot
O Apóstolo Tiago fala precisamente da "capacidade destrutiva da comunicação malvada". Em conclusão, o Papa exorta a reler a história de Nabot no capítulo 21 do Primeiro Livro dos Reis e a pensar em "tantas pessoas destruídas, em tantos países destruídos, em tantas ditaduras com 'luvas brancas'" que destruíram países.
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                                                                                                                Fonte: vaticannews.va

domingo, 17 de junho de 2018

Papa Francisco no Angelus deste domingo:

Permanecer confiantes quando a esperança parece naufragar
"Hoje o Senhor nos exorta a uma atitude de fé que supera nossos projetos, os nossos cálculos, as nossas previsões. É um convite para nos abrirmos com mais generosidade aos planos de Deus, tanto a nível pessoal como comunitário", disse o Papa Francisco em sua reflexão.

Cidade do VaticanoNo Angelus deste XI Domingo do Tempo Comum, o Papa Francisco nos exortou à confiança e esperança:
"No Evangelho de hoje, Jesus fala à multidão do Reino de Deus e da dinâmica do seu crescimento, e faz isso contando duas breves parábolas.
Na primeira parábola o Reino de Deus é comparado ao crescimento misterioso da semente, que é jogada no chão e em seguida germina, cresce e produz a espiga, independentemente do cuidado do agricultor, que após a maturação, faz a colheita.
A mensagem que esta parábola nos dá é esta: por meio da pregação e a ação de Jesus, o Reino de Deus é anunciado, irrompe no campo do mundo e, como a semente, cresce e se desenvolve por si só, por força própria e segundo critérios humanamente não decifráveis.
Ele, em seu crescimento e brotação na história, não depende tanto da obra do homem, mas é acima de tudo expressão do poder e da bondade de Deus, da força do Espírito Santo que leva em frente a vida cristã no Povo de Deus.
Às vezes, a história, com seus acontecimentos e os seus protagonistas, parece ir na direção oposta ao plano do Pai celeste, que deseja para todos os seus filhos a justiça, a fraternidade, a paz. Mas nós somos chamados a viver esses períodos como estações de provação, de esperança e de espera vigilante da colheita.
De fato, ontem como hoje, o Reino de Deus cresce no mundo de maneira misteriosa, de maneira surpreendente, revelando o poder escondido da pequena semente, sua vitalidade vitoriosa. Dentro dos mistérios de acontecimentos pessoais e sociais que, por vezes, parecem marcar o naufrágio de esperança, devemos permanecer confiantes no agir humilde mas poderoso de Deus.
Por isto, nos momentos de escuridão e de dificuldades, nós não devemos nos abater, mas permanecer ancorados à fidelidade de Deus, em sua presença, que sempre salva. Recordem disto: Deus sempre salva, é o salvador.
Na segunda parábola (veja os versículos 30-32), Jesus compara o Reino de Deus a um grãozinho de mostarda. É uma semente muito pequena, mas se desenvolve tanto que se torna a maior de todas as plantas do jardim: um crescimento surpreendente e imprevisível. Não é fácil para nós entrar nesta lógica da imprevisibilidade de Deus e aceitá-la em nossas vidas.
Mas hoje o Senhor nos exorta a uma atitude de fé que supera nossos projetos, os nossos cálculos, as nossas previsões. Deus é sempre o Deus das surpresas. O Senhor sempre nos surpreende. É um convite para nos abrirmos com mais generosidade aos planos de Deus, tanto a nível pessoal como comunitário. Em nossas comunidades é preciso dar atenção às pequenas e grandes oportunidades de bem que o Senhor nos dá, deixando-nos envolver em sua dinâmica de amor, de acolhida e de misericórdia para com todos.
A autenticidade da missão da Igreja não é dada pelo sucesso ou pela gratificação dos resultados, mas pelo ir em frente com a coragem da confiança e o humilde abandono em Deus. Ir em frente na confissão de Jesus e com a força do Espírito Santo. É a consciência de ser instrumentos pequenos e fracos, que nas mãos de Deus e com a sua graça podem realizar grandes obras, fazendo progredir o seu Reino que é “justiça, paz e alegria no Espírito Santo”.
Que a Virgem Maria nos ajude a ser simples, a ser atentos, para colaborar com a nossa fé e com o nosso trabalho no crescimento do Reino de Deus nos corações e na história".
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                                                                                                                Fonte: vaticannews.va

Reflexão para seu domingo

Semente do Reino
Vivemos na terra por alguns anos. Conforme o cultivo dos anos da vida vamos percebendo a possibilidade de ter frutos, já colhidos aqui,  e com base de sustentação para  uma vida eterna feliz. Ao contrário, esta caminhada terrestre se torna uma decepção para cada um e para todos. Tudo depende de usarmos as oportunidades e talentos outorgados por Deus para os colocarmos a serviço de toda a comunidade. Só ter frutos para o aqui da história é muito pouco para quem tem o sonho e a certeza de um futuro imorredouro feliz.
Assentar bases atuais para a construção de um edifício humano sólido para nos tornar realizados em nossa missão de ajudar a implantar um reino de amor, justiça e solidariedade exige de cada um o cuidar da semente da vida que o Criador plantou em nós.
O profeta apresenta as palavras divinas, comparando a vida de um povo qual planta altaneira colocada sobre um monte. Ela dará frutos e servirá de habitação para as aves, mostrando a maravilha da criação (Cf. Ezequiel 17,22-24). De fato, se olharmos com o visual da fé a natureza com tudo o que ela contém, ficamos maravilhados e remontamos ao seu Criador, que deseja o bem de todos, da natureza a ser respeitada e cuidada, dos seres vivos aí habitando e, de modo especial, do ser humano. Depende de nós, humanos, usar da inteligência para cuidarmos com amor da convivência  que promova a vida digna para todos. Quando isso não acontece, e nem sempre acontece, devemos rever a caminhada e tomarmos o caminho inicial de fazer a semente da vida produzir melhores frutos.
O apóstolo Paulo lembra a importância de vivermos para Deus, ajudando a implantar o seu Reino de amor, para que a vida tenha sentido e produza benefício para cada um. Um dia nos apresentaremos diante do tribunal divino, recebendo a recompensa de termos trabalhado conforme suas diretrizes. Ao contrário, teremos o castigo (Cf. 2 Coríntios 5,6-10). Não se trata de uma assertiva puramente de uma religiosidade opcional, mas de uma verdade vital. O modo de viver na terra deixará consequências boas ou danosas para todos. Por isso, a semente da vida de cada um tem em seu bojo o potencial de resultado bom ou ruim, conforme seu encaminhamento. Enquanto temos tempo é de bom alvitre que revejamos nosso modo de viver, implantando ou não o Reino de justiça, solidariedade e promoção do bem para todos.
Jesus fala do Reino como uma semente de mostarda. Ela é muito pequena. Mas, se bem plantada e bem cuidada, torna-se maior do que muitas hortaliças (Cf. Marcos 4,31-32). Assim somos nós. Mesmo com nossos limites, podemos e devemos fazer nossa parte, cuidando de nossa vida para que ela produza o máximo de valores, em bem dos outros e  de nós mesmos!
                                              Dom José Alberto Moura - Arcebispo de Montes Claros (MG)
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sábado, 16 de junho de 2018

Papa às Irmãs Teatinas:

O mundo tem necessidade de testemunhos de transcendência
"Junto às pessoas em condições de pobreza material, existem tantos que perderam o sentido da vida, corações ressequidos e sedentos de um bom pão e água viva, que mesmo sem saber, esperam encontrar com Jesus", disse o Papa Francisco às religiosas.

Cidade do Vaticano Respondam "com criatividade ao clamor dos pobres e de tantos famintos e sedentos de Deus". Esta foi a exortação do Papa Francisco às 100 irmãs Teatinas, recebidas em audiência na manhã  deste sábado, na Sala do Consistório, no Vaticano, por ocasião do IV Centenário de morte da fundadora, a Venerável Úrsula Benincasa.
"Encontrem vida - explica o Pontífice - doando vida, encontrem esperança, doando esperança, encontrem a razão de ser de vocês na Igreja e no mundo, amando e vivendo sempre segundo a lógica do dom, a lógica do Evangelho".
Testemunhas de transcendência
O caminho indicado por Francisco às religiosas, particularmente envolvidas nos campos da educação e da formação das novas gerações, é o das periferias existenciais:
Encorajo vocês a serem, no exemplo de sua fundadora, mestres de conhecimento experiencial de Deus. O mundo de hoje tem necessidade de testemunhos de transcendência, de pessoas que sejam sal da terra e luz do mundo (cf. Mt 5, 13-14), que sejam fermento na massa (cf. Mt 13,33). Não privem os homens e as mulheres de hoje deste alimento, tão necessário quanto o pão material. Junto às pessoas em condições de pobreza material, existem tantos que perderam o sentido da vida, corações ressequidos e sedentos de um bom pão e água viva, que mesmo sem saber, esperam encontrar  Jesus.
A espiritualidade de viver juntos
O Papa também indica outro pilar da vida consagrada: "a espiritualidade de viver juntos". A vida fraterna - acrescenta o Pontífice - "não é fácil", "há sempre algum motivo para brigar, para falar mal" do outro. "Mas existe um remédio, um remédio muito bom – recorda - para não falar mal: morder a própria língua. Ela incha, mas não fala mal".
"O caminho comunitário - acrescenta - torna-se uma santa peregrinação":
Afastar as críticas, fofocas, rivalidades, e praticar ao invés disto a acolhida e a atenção recíproca, a partilha de bens materiais, o respeito pelas pessoas mais vulneráveis. Isto é muito importante: cuidar dos idosos. Eles são a memória da Congregação. Não os deixem ali na enfermaria, abandonados, não. Ir até eles, fazer com que falem - eles são a memória - fazer um carinho neles. Não se esqueçam dos idosos.
As irmãs Teatinas
A Congregação das Irmãs da Imaculada Conceição Teatinas - difundida na América, na África e na Europa - foi fundada em 1583 em Nápoles pela Venerável Úrsula Benincasa, sempre animada por um único desejo: "a glória de Deus e a salvação das almas" . Este - escreveu ela - é o meu testamento: "Amem o Senhor e amem-se mutuamente".
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Papa Francisco:
O amor entre homem e mulher os tornam cooperadores do Criador
"O nosso mundo, muitas vezes, tentado e guiado por lógicas individualistas e egoístas, leva, quase sempre, a perder o sentido e a beleza das uniões estáveis. Por isso, torna-se difícil entender o valor da família", disse o Papa à Delegação do Fórum da Família.

Cidade do VaticanoO Papa Francisco concluiu sua série de audiências na manhã deste sábado, 16, recebendo na Sala Clementina uma Delegação de 150 membros das Associações Familiares, fundadas há 25 anos, que compreende mais de 500 centros de comunhão e força de partilha. Trata-se, disse, de uma “família de famílias”, que busca viver juntos na alegria e no bem comum.
O "fator familiar" constitui um "elemento de avaliação política e operacional, multiplicador da riqueza humana, econômica e social", diz o Papa, no texto foi entregue, tendo preferido falar de improviso, tocando em temas de várias naturezas.
Antes de tudo, ele reitera que a família é uma só, à imagem de Deus, a união entre um homem e uma mulher. E que, para continuar este elo de ligação ao longo do tempo, é preciso paciência, acima de tudo, diante de uma traição.
Entre os tópicos abordados, também o do aborto e da abertura à vida, que é sempre preciosa e inviolável. Com brincadeiras e histórias pessoais, o Papa Bergoglio não esquece de analisar a relação entre pais e filhos, muitas vezes penalizada pela urgência do trabalho ou pela falta do mesmo.
“A família que, em vários modos vocês promovem, está ao centro do projeto de Deus, segundo a história da salvação”, afirmou.
“Por um misterioso desígnio divino, a complementariedade e o amor, entre o homem e a mulher, os tornam cooperadores do Criador, que lhes confia a tarefa de gerar novas criaturas, dando-lhes assistência no crescimento e na educação”.
A família, sagrada e indissolúvel, afirmou Francisco, é berço da vida e primeiro lugar da acolhida e do amor. Ela tem um papel essencial na vocação do homem, é uma janela que se abre para o mistério do Amor, na unidade e Trindade de Deus. E recordou no texto:
“O nosso mundo, muitas vezes, tentado e guiado por lógicas individualistas e egoístas, leva, quase sempre, a perder o sentido e a beleza das uniões estáveis. Por isso, torna-se difícil entender o valor da família. O apoio às famílias e a sua valorização depende de uma incansável obra de sensibilização e diálogo: eis o objetivo do seu Fórum, através de inúmeras iniciativas, em colaboração com as Instituições”.
Por isso, o Santo Padre animou as Associações Familiares a dar testemunho da alegria do amor, recordado no documento pós-sinodal sobre a família.
Por fim, o Papa agradeceu à Delegação pelo seu compromisso “em participar, de modo ativo e responsável, da vida das famílias, em ambiente cultural, social, escolar e político e os incentivou a promover políticas para sustentar o crescimento da natalidade, apesar da pobreza e da falta de assistência familiar.
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