sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

Papa Francisco na missa desta sexta-feira:

Sem Deus, perdemos o sentido do pecado 

Cidade do Vaticano (RV) - Quando Deus não está presente entre os homens, “se perde o sentido do pecado”, e assim podemos fazer com que os outros paguem o preço da nossa “mediocridade cristã”. Foi o que afirmou nesta sexta-feira o Papa Francesco na sua homilia durante a Missa na Casa Santa Marta. Peçamos a Deus, disse o Papa, a graça de que jamais diminua em nós a presença “do Seu Reino”.
Reconheçamo-nos pecadores
Um pecado grave como, por exemplo, o adultério, classificado como “problema a ser resolvido”. A escolha que faz o Rei Davi, narrada na primeira Leitura de hoje, torna-se o espelho diante do qual o Papa Francisco coloca a consciência de cada cristão. Davi se apaixona por Betsabeia, esposa de Urias, um dos seus generais, ele a toma e envia o marido para a linha de frente na batalha, causando sua morte e, de fato, perpetrando um assassinato. No entanto, o adultério e o homicídio não o agitam muito. “Davi está diante de um grande pecado, mas ele não o vê como pecado”, observa o Papa: “Não passa por sua mente pedir perdão. ‘O que lhe vem em mente é: “Como faço para corrigir isso?’”
“A todos nós pode ocorrer isso. Todos nós somos pecadores e todos nós somos tentados, e a tentação é o pão nosso de cada dia. Se qualquer um de nós dissesse: ‘Mas eu nunca tive tentações', ou você é um querubim ou você é um pouco estúpido, não é? Entenda-se... é normal na vida a luta, e o diabo não está tranquilo, ele quer a sua vitória. Mas o problema - o problema mais grave nessa passagem - não é tanto a tentação e o pecado contra o nono mandamento, mas é como Davi age. E Davi aqui não fala de pecado, fala de um problema que precisa resolver. Este é um sinal! Quando o Reino de Deus não existe, quando o Reino de Deus diminui, um dos sinais é que você perde o sentido do pecado”.
Todos os dias, recitando o “Pai Nosso”, pedimos a Deus, “Venha o teu Reino...”, o que - explica o Papa Francisco – significa dizer “cresça o Teu Reino”. Mas quando você perde o sentido do pecado, você também perde o “sentido do Reino de Deus” e no seu lugar - sublinhou o Papa - emerge uma “visão antropológica super-potente”, daquele que diz “eu posso fazer tudo”.
“É o poder do homem, ao invés da glória de Deus! Este é o pão de cada dia. Por isso, a oração de todos os dias a Deus “Venha o teu Reino, cresça o Teu Reino”, pois a salvação não virá das nossas espertezas, das nossas astúcias, da nossa inteligência em fazer negócios. A salvação virá pela graça de Deus e através do treinamento cotidiano que nós fazemos desta graça na vida cristã”. 
“O maior pecado de hoje é que os homens perderam o sentido do pecado”. Papa Francisco citou esta famosa frase do Papa Pio XII e, em seguida, dirigiu o olhar para Urias, o homem inocente condenado à morte por culpa de seu rei. Urias, disse o Papa, torna-se o emblema de todas as vítimas do nosso inconfessado orgulho:
“Confesso a vocês que quando vejo essas injustiças, este orgulho humano, também quando vejo o perigo que isso ocorra também a mim, o perigo de perder o sentido do pecado, me faz bem pensar nos muitos Urias da história, nos muitos Urias que também hoje sofrem a nossa mediocridade cristã, quando perdemos o sentido do pecado, quando deixamos que o Reino de Deus diminua ... Estes são os mártires dos nossos pecados não reconhecidos. Irá nos fazer bem hoje rezar por nós, para que o Senhor nos dê sempre a graça de não perder o sentido do pecado, para que o Reino não diminua em nós. Também levar uma flor espiritual ao túmulo dos Urias contemporâneos, que pagam a conta do banquete dos seguros, daqueles cristãos que se sentem seguros”. (SP)
                                                                                               Fonte: portalecclesia.com
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quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

Papa Francisco nesta quinta-feira:

Igreja tem o direito de educar para valores morais


O Papa Francisco recebeu nesta quinta-feira (30) uma delegação da universidade católica norte-americana Notre Dame, de Indiana. A audiência aconteceu na Sala Clementina, no Palácio Apostólico, por ocasião da inauguração de um Centro Universitário em Roma.
Francisco agradeceu aos diretores e professores pelo empenho na educação religiosa dos jovens e por um ensinamento pautado na harmonia entre fé e razão.
"A Igreja tem o direito de educar para os valores morais mais altos, e às instituições formativas católicas compete testemunhar corajosamente a liberdade de ensino da Igreja e, sobretudo, defendê-la diante das tentativas, de onde quer que provenham, de diluí-la", alertou o Papa.
Francisco pediu que a identidade da universidade seja preservada em sua inspiração original, e assim, possa progredir.
O Papa ressaltou ainda a necessidade de um discipulado missionário, como ele descreve na Exortação Apostólica Evangelii Gaudium, que deve ser vivido, de modo especial, nas universidades católicas.
"Elas (universidades) são, pela própria natureza, empenhadas em mostrar a harmonia entre fé e razão e colocar em evidência a mensagem cristã por uma vida humana vivida na plenitude e autenticidade", concluiu o Pontífice.
O Papa Francisco encerrou o encontro agradecendo a presença de todos e pediu orações por seu ministério.
                                                                                               Fonte: portalecclesia.com
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Morre, aos 81 anos,

 o teólogo jesuíta Padre João Batista Libânio

Vítima de um infarto, o padre jesuíta, João Batista Libânio, faleceu na manhã de hoje, 30, em Curitiba (PR). O sacerdote foi assessor da Conferência dos Religiosos do Brasil (CRB) e colaborador no Instituto Nacional de Pastoral e em comissões episcopais da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB).
Padre Libânio, como era conhecido mundialmente, dedicou-se aos estudos teológicos, à ação pastoral e ao magistério durante anos. Foi autor de mais de 125 livros.
Na arquidiocese de Belo Horizonte (MG) contribuía com artigos e textos para o Jornal de Opinião e Notícias Digital, nos quais escrevia na coluna “O olhar do teólogo”. Padre Libânio dizia que “nada faz o ser humano ser tão feliz como colaborar no crescimento interior e espiritual das pessoas".
Trajetória
Padre Libânio estudou Filosofia na Faculdade de Filosofia de Nova Friburgo, no Rio de Janeiro, e  cursou Letras Neolatinas na Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio).
Foi professor de Teologia na Universidade do Vale do Rio dos Sinos, em São Leopoldo (RS) e no Instituto Teológico da Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC-Minas). Posteriormente, foi professor da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro. Seus estudos de Teologia Sistemática foram concluídos na Hochschule Sankt Georgen, em Frankfurt, Alemanha, onde também estudou com os maiores nomes da Teologia europeia. Era mestre e doutor (1968) em Teologia pela Pontifícia Universidade Gregoriana de Roma.
O jesuíta era professor na Faculdade Jesuíta de Filosofia e Teologia e vigário da paróquia Nossa Senhora de Lourdes, em Vespasiano.
Sobre a vida
Em entrevista ao Jornal de Opinião, em junho de 2002, por ocasião de seus 70 anos, padre Libânio falou sobre sua visão da vida: “A clareza e a serenidade não se medem pelo número de anos, mas pelo trabalho interior. A existência foi generosa comigo e permitiu-me que pudesse estar sempre à volta com análises, reflexões sobre a realidade social e eclesial”.
                                                                                                          Fonte: cnbb.org.br
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Na missa desta manhã Papa Francisco indaga:

"Nós nos sentimos Igreja?"

Cidade do Vaticano (RV) – “É inconcebível um cristão sem Igreja”: esta é a afirmação feita pelo Papa Francisco durante a Missa presidida na Casa Santa Marta. Como pilastras da pertença eclesial, o Pontífice citou a humildade, a fidelidade e a oração pela Igreja. 
A homilia do Papa se inspirou na pessoa do Rei Davi, apresentada nas leituras do dia: um homem que fala com o Senhor como um filho fala com o Pai, e mesmo quando ouve um ‘não’, o aceita com alegria. “Davi tinha um forte sentimento de pertença ao povo de Deus, e nós devemos nos questionar sobre o nosso sentimento de pertença à Igreja, o nosso sentir com a Igreja e na Igreja”:
Sentir, pensar e querer com a Igreja
“O cristão não é um batizado que recebe o Batismo e segue seu caminho. O primeiro fruto do Batismo é a integração com a Igreja, com o povo de Deus. É por isso que o grande Paulo VI dizia que é uma dicotomia absurda amar Cristo sem a Igreja; ouvir Cristo, mas não a Igreja; estar com Cristo, mas à margem da Igreja. Nós recebemos a mensagem evangélica na Igreja e é nela que fazemos nossa santidade. O resto é pura fantasia”, disse Francisco. 
O “sensus ecclesiae” – prosseguiu – é justamente sentir, pensar e querer dentro da Igreja. E citou as três pilastras desta pertença, começando pela humildade: 
“Uma pessoa que não é humilde não pode sentir com a Igreja: sente só que quer e gosta. Não tem a humildade de Davi, que se perguntou ‘Quem sou eu, Senhor? O que é a minha casa?’. A história da Igreja, explicou Francisco, começou antes de nós e continuará depois de nós. Somos uma pequena parte de um grande povo que caminha pela estrada do Senhor”. 
A segunda pilastra é a fidelidade, “que é ligada à obediência”: 
“Fidelidade à Igreja; fidelidade ao seu ensinamento; fidelidade ao Credo; custodiar a doutrina. Nós recebemos a mensagem do Evangelho como um dom e devemos transmiti-la como um dom, e não como uma coisa nossa. Nesta transmissão, temos que ser fiéis”. 
A terceira pilastra – disse Francisco – é um serviço especial: rezar pela Igreja, em todas as partes do mundo, nas missas e também em casa. E concluiu: “Que o Senhor nos ajude a prosseguir neste caminho para aprofundar a nossa pertença à Igreja e o nosso ‘sentir’ com a Igreja”. (CM)
                                                                                                   Fonte: radiovaticana.va
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quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

Nomeações episcopais para o Brasil

Papa Francisco nomeia novo bispo de Guarulhos (SP) 
e auxiliar para Salvador (BA)

Dom Edmilson e Padre Estevam
O papa Francisco nomeou hoje, 29, o padre Estevam dos Santos Silva Filho como bispo auxiliar da arquidiocese de São Salvador (BA) (foto, à direita). Atualmente, padre Estevam exerce as funções de pároco da paróquia Nossa Senhora da Candeias, em Vitória da Conquista (BA), e ecônomo na mesma arquidiocese.
O papa também realizou nesta data a transferência de dom Edmilson Amador Caetano (foto, à esquerda), até agora bispo de Barretos (SP), como novo bispo de Guarulhos (SP). Dom Edmilson é paulista, 53 anos, monge da Ordem Cisterciense (O.Cist). Seu lema episcopal recorda a graça divina que sustenta a missão: “Deus providenciará”.
Novo bispo
Padre Estevam tem 45 anos, natural de Vitória da Conquista. Nasceu no dia 10 de abril de 1968. Aos 20 anos, ingressou no Seminário Maior Nossa Senhora das Vitórias, onde cursou Filosofia. Em Belo Horizonte, estudou Teologia no Instituto Coração Eucarístico. Recebeu a ordenação presbiteral no dia 9 de julho de 1995. É bacharel em Teologia, com especialização em Comunicação para a Pastoral pela Pontifícia Universidade Javeriana, em Bogotá (Colômbia).
Desde 1995, exerce atividade como diretor espiritual no Seminário Maior da Arquidiocese de Vitória da Conquista. Foi pároco nas paróquias Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, em Iguaí, Senhor Bom Jesus e Santa Rita, em Planalto e Divino Espírito Santo, em Poções. Atuou como administrador da paróquia Nossa Senhora da Conceição, em Nova Canaã.
Trajetória na comunicação
O jovem padre Estevam tem uma caminhada nas atividades de comunicação na Igreja do Brasil. No período de 2000 a 2010 exerceu por três mandatos a função de vigário regional do Vicariato São Marcos na arquidiocese de Vitória da Conquista. Por dez anos, foi professor de comunicação no Instituto de Filosofia Nossa Senhora das Vitórias (1998-2008) e assessor eclesiástico da Pascom arquidiocesana.
Foi membro e secretário do Conselho Presbiteral e do Colégio de Consultores. Dedicou-se aos trabalhos com os jovens na função de assessor eclesiástico do Setor Juventude do Vicariato São Lucas. Também foi diretor arquidiocesano do Encontro de Casais com Cristo (ECC)
                                                                                                          Fonte: cnbb.org.br
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Papa ressalta a Crisma:
"Dom de Deus que nos ajuda a viver como cristãos"

Cidade do Vaticano (RV) – O Papa Francisco encontrou-se, na manhã desta quarta-feira, na Praça São Pedro, com numerosos peregrinos e fiéis, de diversas partes do mundo, para a habitual Audiência Geral.
Em sua catequese semanal, o Santo Padre continuou a tratar do Sacramento da Confirmação ou Crisma, que deve ser entendido como continuação do Batismo, ao qual está ligado de modo inseparável. Ambos os Sacramentos, junto com a Eucaristia, formam um único evento salvífico – a iniciação cristã – no qual somos inseridos por meio de Jesus Cristo, morto e ressuscitado, que nos tornam novas criaturas e membros da Igreja.
Eis porque, disse o Papa, estes três Sacramentos são celebrados em um único momento, ao término do caminho catecumenal, geralmente na Vigília Pascal. Assim era selado o percurso de formação e de gradual inserção na comunidade cristã, que podia durar até alguns anos. Era feito passo a passo até chegar ao Batismo, depois à Crisma e à Eucaristia:
Crisma:
compromisso com a fé
“Geralmente, se fala de sacramento da Crisma, que significa Unção. De fato, explico o Pontífice, através do óleo do Crisma somos conformados, pelo poder do Espírito, a Jesus Cristo, o único e verdadeiro ungido, o Messias, o Santo de Deus”.
O termo Confirmação recorda-nos também que este Sacramento contribui para um aumento da graça batismal: ele nos une de modo mais sólido a Cristo; leva ao cumprimento a nossa união com a Igreja; dá-nos uma força especial do Espírito Santo para difundir e defender a fé, confessar o nome de Cristo e jamais termos vergonha da sua cruz. 
Por isso, é importante que as crianças recebam este sacramento do Batismo, mas também da Crisma, para que seu caminho seja completo e recebam o Espírito Santo. "Se vocês tiverem em casa, disse o Papa, crianças que ainda não receberam estes Sacramentos, façam todo o possível para percorram o caminho da iniciação cristã e recebam a força do Espírito Santo." E o Pontífice acrescentou:
“Naturalmente, é importante oferecer aos crismandos uma boa preparação, que deve visar uma adesão pessoal à fé em Cristo e a despertar neles o sentido de pertença à Igreja. A Confirmação, como todo Sacramento, não é obra dos homens, mas de Deus, que cuida da nossa vida, de modo a plasmar-nos à imagem do seu Filho, tornando-nos capazes de amar como Ele amou”. 
Este Sacramento, afirmou o Papa, infunde em nós seu Espírito Santo, cuja ação permeia toda a pessoa e toda a vida, como transparece nos sete dons que a Tradição, à luz da Sagrada Escritura, sempre colocou em evidência. Estes sete dons são: Sabedoria, Inteligência, Conselho, Fortaleza, Ciência, Piedade e Temor de Deus.
O Santo Padre disse aos presentes na Praça São Pedro que vai dedicar suas próximas catequeses, depois dos Sacramentos, a estes dons do Espírito Santo.
Confessemos o nome de Cristo
O Papa Francisco concluiu sua catequese de hoje exortando os fiéis a acolherem o Espírito em nossos corações e a deixá-lo agir. Através de nós, será Ele a rezar, perdoar, infundir a esperança e a consolação, a servir os irmãos, a tornar-se próximo dos necessitados e dos últimos, a criar comunhão, a semear a paz. Lembremos sempre, afirmou o Papa, que por meio do Espírito Santo, Cristo realiza em nós e em meio a nós. Eis a importância de as crianças receberem o sacramento da Crisma.
Ao término da Audiência Geral, o Pontífice pediu aos presentes para recordar-se sempre do Sacramento da Confirmação, agradecer a Deus por este dom e pedir-lhe ajuda para viver como verdadeiros cristãos, caminhando sempre com alegria, segundo o Espírito divino.
Por fim, foi feito um resumo da sua catequese em diversas línguas, inclusive em português. Aos presentes de língua portuguesa, o Papa disse:
“Queridos peregrinos de língua portuguesa: uma cordial saudação para todos! Lembrai-vos de agradecer o Senhor pelo dom do sacramento da Crisma, pedindo-Lhe que vos ajude a viverdes sempre come verdadeiros cristãos, para confessar por todo o lado o nome de Cristo! Desça sobre vós a Bênção do Senhor!”.
Ao saudar os peregrinos de língua italiana, Francisco dirigiu-se em particular às Fundações Associadas à Consulta Nacional Anti-usura, guiadas pelo Arcebispo de Bari, Dom Francesco Cacucci, desejando que “possam intensificar o seu trabalho ao lado das vítimas da usura, dramática praga social”. “Quando uma família não tem o que comer porque deve pagar a taxa aos agiotas – advertiu o Pontífice -, isto não é cristão, não é humano! E esta dramática praga social fere a dignidade inviolável da pessoa humana”.
Participaram da Audiência Geral, entre outros, 350 pessoas pertencentes ao mundo do espetáculo itinerante, provenientes do Trivêneto, acompanhados pelo Cardeal Antonio Maria Vegliò, Presidente do Pontifício Conselho para os Migrantes e os Itinerantes. 
Os circenses, malabaristas, feirantes e agentes de parques de diversão participam da audiência papal por ocasião da festa de São João Bosco, no próximo dia 31 de janeiro, padroeiro do circo e trabalhadores de parques e feiras. 
A maioria dos participantes é proveniente da região de Rovigo, nordeste da Itália, conhecida como "a terra dos parques de diversão”, devido à presença de fábricas, Museu de carrosséis, espetáculos populares, e das muitas famílias, que trabalham nos espetáculos itinerantes. (MT)
                                                                              Fonte: radiovaticana.va          news.va
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Jubileu de Prata de Ordenação Presbiteral do

Padre José Setembrino de Melo

Nessa terça-feira (28), às 19 horas, no Santuário São Francisco de Paula e Nossa Senhora de Fátima em Ouro Fino, em missa presidida pelo arcebispo de Pouso Alegre, Dom Ricardo Pedro Chaves Pinto Filho, e concelebrada pelo Bispo de Itabira-Fabriciano, Dom Marco Aurélio Gubiotti, e aproximadamente quarenta sacerdotes, o Padre José Setembrino de Melo, junto de familiares, religiosos, paroquianos e amigos das diversas paróquias em que exerceu o ministério, rendeu graças a Deus pelo vigésimo quinto aniversário de sua ordenação presbiteral. 
"Para mim o viver é Cristo"
Padre Bino, dirigiu nossa paróquia por aproximadamente dois anos e tanto bem fez ao nosso povo. Representando nossa comunidade, um grupo de fiéis de Paraisópolis participou da Missa.
Na homilia, Dom Marco Aurélio recordou a caminhada vocacional comum do Padre Bino, do Padre Dito Chico e dele próprio nestas duas décadas e meia de consagração e, partindo do lema do Padre Bino “Para mim o viver é Cristo”, discorreu sobre os ensinamentos das duas leituras – Eclesiástico e Romanos – que apresentam o amor perene e incondicional de Deus, que supera toda e qualquer dificuldade por que todos passam e de modo especial o sacerdote, que deve assumir a forma e o jeito de agir de Jesus. E para isso, de acordo com o Evangelho, o padre deve ter identidade profunda com o Cristo Sacerdote, nele permanecendo e vivendo como o ramo na videira.
No final da Eucaristia, após receber diversas homenagens, Padre Bino agradeceu a todos os que contribuíram em sua formação e no exercício do sacerdócio neste tempo, especialmente sua família, irmãos no sacerdócio e amigos das diversas comunidade em que atuou.
Nossos cumprimentos ao Padre Bino e orações pela sua vida e sacerdócio. 
Que Deus o mantenha sempre fiel ao ministério sacerdotal a serviço do Reino! 
Que tenha saúde e muitas alegrias para a glória de Deus e para o bem da Igreja!
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Momentos da Celebração























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terça-feira, 28 de janeiro de 2014

Arcebispo brasileiro Dom Ilson de Jesus Montanari

é nomeado Secretário do Colégio Cardinalício

Cidade do Vaticano (RV) – O Santo Padre Francisco nomeou o Arcebispo Ilson de Jesus Montanari como Secretário do Colégio Cardinalício. 
Dom Ilson, 58, é natural de Sertãozinho, SP, e trabalha na Congregação para os Bispos desde 2008. Em 2011 foi nomeado Capelão de Sua Santidade, e em 12 de outubro, o Papa o nomeou Secretário da Congregação, presidida pelo cardeal canadense Marc Ouellet. 
O cargo de Secretário do Colégio Cardinalício é uma das funções de sua incumbência na Congregação. 
Dom Ilson
O Colégio Cardinalício é atualmente formado por 199 cardeais: 107 eleitores e 92 com mais de 80 anos, sem direito de voto. Eles colaboram com o Papa nas questões mais importantes da Igreja Católica e têm o dever de se reunir para eleger um novo Pontífice.
Como descrito no Código de Direito Canônico, cânon 349, “os Cardeais da Santa Igreja Romana constituem um Colégio especial cuja responsabilidade é prover à eleição do Romano Pontífice, de acordo com a norma do direito peculiar; assim mesmo, os Cardeais assistem o Romano Pontífice, tanto colegialmente quando são convocados para tratar juntos questões de mais importância, como pessoalmente, mediante as diversas funções que desempenham, ajudando o Papa sobretudo em seu governo cotidiano da Igreja universal”.
Já o Cânon 350, explica que “o Colégio Cardinalício se divide em três ordens: a episcopal, a que pertencem os Cardeais aos quais o Romano Pontífice atribui como título uma Igreja suburbicária e os Patriarcas orientais do Colégio, a presbiteral e a diaconal". (CM)
                                                                                                    Fonte: radiovaticana.va
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Papa Francisco nesta manhã:

Exultamos por um gol, mas louvamos a Deus com frieza

Cidade do Vaticano (RV) – A oração de louvor nos faz fecundos: foi o que afirmou o Papa Francisco na Missa desta manhã na Casa Santa Marta. 
O Papa desenvolveu sua homilia a partir da primeira leitura, extraída do segundo Livro de Samuel, que narra a dança de Davi diante do Senhor. 
Todo o povo de Deus estava em festa, porque a Arca da Aliança havia regressado à casa. A oração de louvor de Davi o levou a perder a compostura e dançar diante do Senhor com todas as suas forças. Este trecho, comentou o Pontífice, o levou a pensar em Sara, que dançou de alegria depois de dar à luz. Para nós, comentou Francisco, é fácil entender a oração para pedir uma coisa ao Senhor, ou mesmo para agradecer-Lhe, mas a oração de louvor não nos vem de maneira tão espontânea:
Louvemos a Deus sempre e com grande alegria
“‘Mas, Padre, isso é para aqueles da Renovação no Espírito, não para todos os cristãos!’. Não, a oração de louvor é uma oração cristã para todos nós! Na Missa, todos os dias, quando cantamos o Santo… Esta é uma oração de louvor: louvamos a Deus pela sua grandeza, porque é grande! E dizemos a Ele coisas belas, porque gostamos disso. ‘Mas, Padre, eu não sou capaz…’ – alguém pode dizer. Mas se é capaz de gritar quando seu time marca um gol, não é capaz de louvar ao Senhor? De perder um pouco a compostura para cantar? Louvar a Deus é totalmente gratuito! Não pedimos, não agradecemos: louvamos!” 
Devemos rezar “com todo o coração”, prosseguiu o Papa: “É um ato inclusive de justiça, porque Ele é grande! É o nosso Deus!”. 
“Uma boa pergunta que nós podemos nos fazer hoje: ‘Mas como vai a minha oração de louvor? Eu sei louvar ao Senhor? Sei louvar ao Senhor quando rezo o Glória ou o Sanctus, ou movo somente a boca sem usar o coração?’. O que me diz Davi, dançando? E Sara, dançando de alegria? Quando Davi entra na cidade, começa outra coisa: uma festa!”
“A alegria do louvor nos leva à alegria da festa, acrescentou Francisco. A festa da família. Quando Davi entra no palácio, recordou o Papa, a filha do Rei Saul, Micol, o repreende e lhe pergunta se não sente vergonha por ter dançado daquela maneira diante de todos, já que ele era o rei. Micol “desprezou Davi”: 
“Eu me pergunto quantas vezes nós desprezamos no nosso coração pessoas boas, que louvam ao Senhor como bem entendem, assim espontaneamente, porque não são cultas, não seguem atitudes formais? Mas, desprezo! E diz a Bíblia que Micol ficou estéril por toda a vida devido a isso! O que quer dizer a Palavra de Deus aqui? Que a alegria, que a oração de louvor nos torna fecundos! Sara dançava no auge da sua fecundidade, aos 90 anos! Aquele homem ou aquela mulher que louva ao Senhor, que reza louvando Ele, que reza com alegria, é um homem ou uma mulher fecundo”. 
Pelo contrário, advertiu Francisco, “os que se fecham na formalidade de uma oração fria, comedida, talvez acabem como Micol: na esterilidade de sua formalidade”. O Papa então convidou a imaginar Davi que dança com todas as suas forças diante do Senhor e concluiu: “Nos fará bem repetir as palavras do Salmo 23 que rezamos hoje: “Levantai, ó portas, os vossos frontões, elevai-vos antigos portais, para que entre o rei da glória!”.
                                                                                                    Fonte: radiovaticana.va
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segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

Papa Francisco na missa desta segunda:

Agradeçamos aos sacerdotes que doam suas vidas no silêncio

Cidade do Vaticano (RV) - A Igreja não pode ser entendida simplesmente como uma organização humana, o que faz a diferença é a unção que dá a bispos e sacerdotes o poder do Espírito para servir o povo de Deus: foi o que afirmou o Papa Francisco durante a homilia da Santa Missa na manhã desta segunda-feira na capela da Casa Santa Marta. O Pontífice agradeceu aos numerosos sacerdotes santos, que no anonimato, dão suas vidas no serviço diário. 
Rezemos pelos bispos e sacerdotes
Comentando a primeira leitura do dia, que fala das tribos de Israel, que ungem Davi como seu rei, o Papa explica o significado espiritual da unção. “Sem esta unção - disse -, Davi teria sido apenas o chefe” de “uma empresa” de uma “sociedade política, que era o Reino de Israel”, teria sido apenas um “organizador político”. Em vez disso, “após a unção, o Espírito do Senhor” desce sobre Davi e permanece com ele. E a Escritura diz: “Davi estava cada vez mais crescendo em poder, e o Senhor Deus dos exércitos estava com ele”. “Esta, – observa o Papa Francisco -, é precisamente a diferença da unção”. O ungido é uma pessoa escolhida pelo Senhor. Assim é na Igreja para bispos e sacerdotes:
“Os bispos não são eleitos apenas para levar avante uma organização, que se chama Igreja particular; são ungidos, eles têm a unção e o Espírito do Senhor está com eles. Mas todos os bispos, todos nós somos pecadores, todos! Mas somos ungidos. Mas todos nós queremos ser mais santos a cada dia, mais fiéis a esta unção. E o que faz a Igreja realmente, e o que dá unidade à Igreja, é a pessoa do bispo, em nome de Jesus Cristo, porque ele é ungido, não porque ele foi eleito pela maioria. Porque é ungido. É nesta unção que uma Igreja particular tem a sua força. E por participação também os sacerdotes são ungidos”.
A unção - continuou o Papa - aproxima os bispos e os sacerdotes ao Senhor, e dá a eles a alegria e a força “para levar para frente um povo, a viver ao serviço de um povo”. Doa a alegria de sentirem-se “escolhidos pelo Senhor, seguidos pelo Senhor, como aquele amor com que o Senhor olha para nós, para todos nós”. Assim, “quando pensamos nos bispos e sacerdotes, devemos pensá-los assim: ungidos”
“Ao contrário, não se entende a Igreja, mas não só não a entendemos como não se consegue explicar como a Igreja vai avante somente com as forças humanas. Esta diocese vai avante porque tem um povo santo, tantas coisas, e também um ungido que é a conduz, que a ajuda a crescer. Esta paróquia vai para frente porque há muitas organizações, tantas coisas, mas também tem um sacerdote, um ungido que a leva para frente. E nós na história conhecemos uma mínima parte: quantos bispos santos, quantos sacerdotes, quantos padres santos que deixaram as suas vidas e dedicaram-se ao serviço da diocese, da paróquia; quantas pessoas receberam a força da fé, a força do amor, a esperança desses párocos anônimos, que nós não conhecemos. Existem muitos deles”.
São tantos - disse o Papa Francisco –, “os párocos do interior ou da cidade, que com a sua unção deram força ao povo, transmitiram a doutrina, deram os sacramentos, isto é a santidade”:
“Mas, padre, eu li em um jornal que um bispo fez tal coisa, ou que um padre fez tal coisa. Oh sim, também eu li, mas, me diga, os jornais dão também notícias daquilo que fazem tantos sacerdotes, tantos padres em muitas paróquias da cidade ou do interior, que fazem tanta caridade, tanto trabalho para levar avante o seu povo? Isso, não! Isso não é notícia. É sempre assim: faz mais barulho uma árvore que cai, do que uma floresta que cresce. Hoje, pensando na unção de Davi, nos faz bem pensar em nossos bispos e nos nossos sacerdotes corajosos, santos, bons, fiéis, e rezar por eles. Graças a eles hoje nós estamos aqui”. (SP)
                                                                                                 Fonte: radiovaticana.va
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Jubileu de Prata de Ordenação Sacerdotal

Padre José Setembrino de Melo

Padre Benedito Francisco Lopes (Pe. Dito Chico), Padre José Setembrino de Melo (Pe. Bino) e Dom Marco Aurélio Gubiotti celebram neste mês o Jubileu de Prata de Ordenação Presbiteral. Foram ordenados sacerdotes respectivamente nos dias 7, 28 e 14 de janeiro de 1989.
Convite da Paróquia de São Francisco de Paula
e Nossa Senhora de Fátima
Além das celebrações em diferentes paróquias, participaram de alguns eventos comuns. Na manhã da quinta-feira (16), concelebraram no Seminário Arquidiocesano Nossa Senhora Auxiliadora (Pouso Alegre) com Dom José Francisco Rezende Dias, Arcebispo de Niterói (RJ), Dom Antônio Carlos Félix, Bispo de Luz (MG), e dezenas de sacerdotes. Participaram também diáconos, seminaristas e alguns leigos.
Na manhã da terça-feira (21), os Padres Jubilares participaram da missa das 9h no Santuário Nacional em Aparecida (SP). Presidiu Dom Marco Aurélio e concelebraram, além dos padres Bino e Dito Chico, diversos sacerdotes de diferentes paróquias brasileiras, entre os quais os padres da Arquidiocese de Pouso Alegre, Júlio César Bernardes (Ipuiúna), José Cândido de Andrade - Candinho (Ouro Fino). Serviu o altar e proclamou o Evangelho o Diácono Marcos Eduardo Cagliari (Itajubá).
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Ordenação Presbiteral presidida por Dom José D'Ângelo Neto
25 de janeiro de 1989
Nesta terça-feira (28), às 19 horas, no Santuário São Francisco de Paula e Nossa Senhora de Fátima em Ouro Fino, o  Padre José Setembrino de Melo estará  celebrando com familiares, sacerdotes, religiosos, paroquianos e amigos o vigésimo quinto aniversário de sua ordenação presbiteral. 

Rezemos pelos Sacerdotes Jubilares e de modo especial pelo Padre Bino, que dirigiu nossa paróquia por aproximadamente dois anos e tanto bem fez ao nosso povo! Que Deus o mantenha sempre fiel ao ministério sacerdotal a serviço do Reino! Que tenha saúde, ânimo e muitas alegrias para a glória de Deus e para o bem da Igreja!
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Papa Francisco no Dia do Hanseniano:

 "É importante manter viva a solidariedade" 

Cidade do Vaticano (RV) - No final do Angelus deste domingo, o Papa recordou a celebração do 61º Dia mundial do Hanseniano. 
Esta doença, disse Francisco, não obstante esteja regredindo, ainda atinge muitas pessoas em condição de grave miséria. 
Solidários na oração e ação
É importante manter viva a solidariedade com essas irmãos e irmãs. A eles, garantamos a nossa oração; e oremos por todos os que os assistem e, de vários modos, se empenham em derrotar este bacilo.
Em todo o mundo, a Igreja administra 567 leprosários, segundo os dados do último Anuário Estatístico, 20 a mais em relação ao ano precedente. 
No Brasil, um dos países mais atingidos pela doença, são 22 centros geridos por instituições católicas. 
O Dia Mundial do Hanseniano foi instituído em 1954 por Raoul Follereau, escritor e jornalista francês. 
A Igreja tem uma longa tradição de assistência aos leprosos, muitas vezes abandonados inclusive pelos próprios familiares, fornecendo-lhes, além de tratamentos médicos e assistência espiritual, possibilidades concretas de recuperação e reinserção na sociedade. 
Em muitos países, de fato, a discriminação a esses enfermos ainda constitui uma realidade, principalmente pelas mutilações que a doença provoca. 
Na Igreja, não faltam exemplos de santos missionários que dedicaram sua vida a aliviar os sofrimentos dos hansenianos, como São José Damião De Veuster SSCC, universalmente conhecido como o Apóstolo dos leprosos de Molokai, santa Mariana Cope, O.S.F., que transcorreu 35 anos em Molokai coadjuvando com outras irmãs a obra do Pe. Damião; ou ainda o Beato Jan Beyzym, S.I., que desempenhou o seu ministério entre os leprosos de Madagascar, a Beata Madre Teresa de Calcutá, os Servos de Deus Marcello Candia e Raoul Follereau.  (BF/Agência Fides)
                                                                                                 Fonte: radiovaticana.va
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domingo, 26 de janeiro de 2014









Papa Francisco:

"Ninguém está excluído da salvação de Deus"


Cidade do Vaticano (RV) – Milhares de fiéis se reuniram este domingo, na Praça São Pedro, para rezar o Angelus com o Papa Francisco.
Na alocução que precedeu a oração mariana, o Pontífice comentou o Evangelho deste domingo, que narra o início da vida pública de Jesus nas cidades e nos vilarejos da Galileia. A sua missão não parte de Jerusalém, ou seja, centro religioso, social e político, mas de uma região periférica, desprezada pelos judeus mais ortodoxos, devido à presença naquela região de diversas populações estrangeiras. 
Isaías indicava esta região como «Galileia dos gentios». Era uma terra de fronteira, uma região de trânsito onde se encontravam pessoas de diferentes raças, culturas e religiões. Por isso, se tornou um lugar simbólico para a abertura do Evangelho a todos os povos. 
Em nome da paz e pela paz
Deste ponto de vista, disse o Papa, a Galileia se parece com o mundo de hoje. Também nós somos imergidos a cada dia numa “Galileia dos gentios”, e neste tipo de contexto podemos nos assustar e ceder à tentação de construir recintos para estar mais seguros, mais protegidos. Mas Jesus nos ensina que a Boa Nova não é reservada a uma parte da humanidade, deve ser comunicada a todos. 
Partindo da Galileia, prosseguiu o Pontífice, Jesus nos diz que ninguém está excluído da salvação de Deus, ou melhor, que Deus prefere partir da periferia, dos últimos, para alcançar a todos. 
A missão não começa somente de um lugar descentralizado, mas também de homens “mais simples”. Para escolher os seus primeiros discípulos e futuros apóstolos, Jesus não se dirigiu às escolas dos escribas e dos doutores da Lei, mas às pessoas humildes, como eram os pescadores. Ao ouvirem o chamado, eles seguiram Jesus imediatamente. 
Queridos amigos e amigas, o Senhor chama também hoje! Passa pelas ruas da nossa vida cotidiana; nos chama a ir com Ele, a trabalhar com Ele pelo Reino de Deus, nas “Galileias” do nosso tempo. E se algum de vocês ouvir o Senhor que diz “siga-me”, seja corajoso, vá com o Senhor. Ele jamais decepciona. Deixemo-nos alcançar pelo seu olhar, pela sua voz, e sigamos Jesus, para que a alegria do Evangelho chegue até aos confins da terra e nenhuma periferia fique sem a sua luz.
Ao saudar os grupos presentes na Praça, recordou que nos próximos dias os povos orientais celebrarão o Ano Novo lunar. Aos milhões de pessoas que vivem no Extremo Oriente ou espalhados em várias partes do mundo, entre os quais chineses, coreanos e vietnamitas, “a todos eles desejo uma existência repleta de alegria e de esperança”, disse o Papa.
Ao ver tantas crianças na Praça, o Pontífice pediu orações por um menino de três anos, Cocò (Nicola) Campolongo, que morreu carbonizado uma semana atrás, com outras duas pessoas (seu avô e companheira) dentro de um carro. O crime ocorreu na localidade de Cassano allo Jonio, na província de Cosenza (Calábria), num ajuste de contas da máfia local. 
Esta brutalidade contra uma criança tão pequena parece não ter precedentes na história da criminalidade. Rezemos com Cocò, que certamente está com Jesus no céu, e pelas pessoas que cometeram este crime, para que se arrependam e se convertam ao Senhor. 
Com dois jovens a seu lado, Francisco saudou também os membros da Ação Católica da Diocese de Roma, que concluíram a iniciativa “Caravana da Paz”. Depois da leitura de uma mensagem de agradecimento ao Santo Padre, os jovens soltaram duas pombas, como símbolo de paz. (BF)
                           Fonte: radiovaticana.va      Foto: portaleccleia.com      Banner: news.va
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Reflexão para este

3º Domingo do Tempo Comum

Sabendo da morte de João Batista, Jesus foge. Sim, Ele tem consciência de que sua proximidade com o Batista é um risco contra a sua vida. A vida pública do Messias é iniciada por uma saída estratégica. E lá vai Jesus, um subversivo refugiado, anunciar uma sociedade alternativa que se opõe ao poder de Herodes.
"Convertei-vos porque o Reino dos céus está próximo"
Assim, cumprindo as profecias do Antigo Testamento, Deus vem para a Galileia dos pagãos. Jesus não começa por Jerusalém; também não é saduceu ou escriba, não pertence à casta sacerdotal. Jesus é um homem do povo e vem de um território desprezado, de um local sem relevância. Aqui vemos a gratuidade de Deus, evidenciada na predileção de Jesus pelos pequenos, pobres e pecadores, pela sua quebra de paradigmas, por suas atitudes desconcertantes. Ainda hoje, Deus vem onde menos esperamos. Esperamos encontrar Deus somente nas Igrejas, nas catedrais, e corremos o risco de não perceber que Ele vem em cada ser humano, sobretudo naquele que é mais insignificante para o mundo.
Qual o anúncio do Messias? “Convertei-vos, porque o Reino dos céus está próximo”. O Reino dos céus (reino de Deus para os outros evangelistas sinóticos) é o núcleo central da pregação de Jesus. De fato, Ele veio para nos dizer e mostrar que o Reino se aproxima, que um dia virá de modo definitivo e que está ao nosso alcance. Hoje, devemos reconhecer que o Reino está bem perto de cada um de nós, quando somos testemunhas dos gestos de amor e humildade; quando a prepotência herodiana é vencida pelos gestos de humildade e fraqueza, então há Reino.
“Convertei-vos!” Converter-se é uma tarefa para toda vida, não uma ação pontual. Um bom trabalho a ser feito, já nos diz Papa Francisco. Muitas estratégias não se demonstram muito eficazes para que esta tarefa seja executada. É comum enumerar os pecados de uma lista, culpabilizar-se em demasia, reprimir desejos, almejar um passo imediato para a perfeição. Rapidamente, quem segue este caminho vai cair na frustração, voltando-se aos mesmos erros. Outro caminho seria elencar propósitos. Estes também acabam sendo penosos e não são facilmente alcançados. O cristianismo não é um ascetismo, portanto, a conversão não depende em primeiro lugar de nossas forças, mas da ação gratuita de Deus.
A conversão não virá à custa de promessas a Deus, por atos piedosos, de assiduidade às celebrações, de rezas mais frequentes, de novenários. Isso pode ajudar, mas será em vão se não acolhermos que Deus nos ama. Compreender que Deus não se afasta de nós nunca, mesmo em nossas dificuldades, mesmo diante de nossos limites. Não precisamos ser “perfeitinhos” para que o Senhor esteja ao nosso lado. É preciso encarar a nossa realidade com franqueza e nos reconciliarmos com nossa raiva, com nossa afetividade, com nosso egoísmo... Se não nos aceitarmos como somos, colocando a nossa verdade diante de Deus, seremos escravos da ditadura da perfeição.
Converter-se implica em assumir o Reino como centro, e no centro do Reino está o amor. Para que haja conversão verdadeira, é preciso que os afetos pelo Senhor estejam alimentados. Por isso, Jesus, fitou com um olhar firme e terno cada um dos seus apóstolos. Do carinho do Mestre nasceu a resposta de seus discípulos. Hoje igualmente, nossa resposta ao Senhor deve ser calcada no amor, uma entrega do coração. O seguimento é afetivo, não é racional ou depende do puro esforço.
“O povo que andava na escuridão, viu uma grande luz; para os que habitavam nas sombras da morte, uma luz resplandeceu” (Is 8, 23b). O texto de Isaías enunciado por Jesus é o cumprimento de uma promessa, ou seja, a luz para o povo dominado pelos assírios. A grande luz é o Cristo: luz para todos os povos. Todos os dias, de algum modo, Deus nos visita e nos traz uma grande luz ou nos dá oportunidade para que tiremos alguém das sombras das trevas. Sua luz dá cor, brilho e sentido a nossa existência. Brilhe a luz do Senhor sobre todos nós. Afetados por seu brilho de amor, esvaziados de esquemas preestabelecidos, seguiremos na alegria de sermos discípulos de Jesus.
                                                                                               Padre Roberto Nentwig
                                                                           Fonte: catequeseebiblia.blogspot.com.br
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