quinta-feira, 24 de abril de 2014

"A verdade é um encontro. Homilias da Santa Marta"

............................................................................................................................................................
Padre Spadaro:
Homilias do Papa na Casa Santa Marta são 
"o coração pulsante do Ministério de Francisco"

Cidade do Vaticano (RV) - O livro "A verdade é um encontro. Homilias da Santa Marta" estará nas livrarias italianas a partir desta quinta-feira (24). A obra, publicada pela Editora Rizzoli e com prefácio assinado pelo Diretor Geral da Rádio Vaticano, Pe. Federico Lombardi, é uma coletânea das sínteses realizadas pela Rádio Vaticano de 186 homilias do Papa Francisco. O volume inclui ainda, um ensaio do Diretor da ‘Civiltà Cattolica’, Padre Antonio Spadaro, responsável pela obra. Nosso colega Alessandro Gisotti pediu ao sacerdote jesuíta para contar como nasceu esta idéia: 
Homilias do Santo Padre
Pe. Spadaro: "O desejo de publicar um livro com as homilias do Papa Francisco na Casa Santa Marta surgiu ao ouvir diariamente as matérias da Rádio Vaticano. Me dei conta que a qualidade das reportagens era muito alta e que estas homilias tem um valor ligado, obviamente, ao momento em que são pronunciadas diante de uma assembléia, a pessoas que cotidianamente assistem à Missa; mas que podem ser ricas de meditações, de pontos de reflexão para todos. Assim, a idéia veio justamente aos escutar, diariamente, estas homilias". 
RV: Se falou muito de que o áudio e os textos destas homilias não eram apresentados de modo integral. O que se poderia dizer a respeito disto? 
Pe. Spadaro: "Estas homilias do Papa Francisco não se referem a uma comunidade específica... não são discursos gerais que valem sempre e em toda parte. Então, o Papa prefere que não sejam publicadas por inteiro, mas que exista uma espécie de crônica delas, que venham por sua vez relatadas e seja possível inserir alguns extratos, alguns trechos, de modo tal que seja preservada esta natureza espontanea, se quisermos magmática, mesmo na linguagem, destas homilias. Assim, lendo o texto, escutando estas homilias, nós somos capazes, por meio da narração, de reviver de maneira nova e original esta experiência". 
RV: É possível ver um desenho na pluralidade dos temas abordados nas homilias da Santa Marta? 
Pe. Spadaro: "Na realidade, justamente o que me tocou é o fato que estas homilias respondem a um pensamento espontâneo, não a uma teoria; assim, rejeitei de imediato uma impostação temática destas homilias e decidi organizá-las exatamente assim como foram pronunciadas, isto é, de maneira cronológica. Posso dizer que estas homilias da Santa Marta são verdadeiramente o coração pulsante do Ministério do Papa Francisco. Os temas-chave, as palavras-chave que depois se direcionam também a outros discursos mais oficiais, de qualquer maneira, surgem de uma gestação, de uma relação efetiva com o Povo de Deus, justamente nestas homilias".
RV: O que lhe toca da linguagem das homilias feitas espontaneamente na Santa Marta, pelo Papa Francisco, que logo surpreenderam pela sua expressividade? O que se poderia dizer do estilo Bergoglio? 
Pe. Spadaro: "É um estilo muito atual, muito imediato, muito voltado para as pessoas. Assim, sem dúvida alguma, existem conteúdos fortes, que porém são mediados com uma grande atenção às pessoas que o Papa tem diante de si. Isto significa que a linguagem é uma linguagem simples mas muito incisiva, rica de imagens, poética, de qualquer maneira, isto é, capazes de serem espontaneas também na formação de imagens que tocam as pessoas e tornam a Palavra de Deus viva. Portanto, eu diria, esta atualidade, esta vivacidade que torna a palavra de Deus real, ativa naquele momento e para todos aqueles que a escutam". 
RV: "A homilia - escreve Francisco na Evangelii Gaudium - é a medida para avaliar a capacidade de encontro de um pastor com o seu povo". Assim, também disto se entende que a Missa com os fiéis é justamente uma necessidade para o pastor Bergoglio? 
Pe. Spadaro: "Absolutamente sim: é uma necessidade. Eu penso que o Papa quis, desde o início, celebrar estas Missas diante de uma porção do povo de Deus, justamente para estar em contato direto com este povo. E isto nos faz entender que estas homilias não são discursos: uma coisa é o discurso, que é mais geral, que é mais universal. A homilia, por outro lado, é a atualização da Palavra de Deus em contato direto com a comunidade cristã que reza. A preciosidade deste testemunho - porque isto o é - do Papa Francisco, consiste justamente nesta relação direta com algumas pessoas que tem diante de si. Uma experiência única, se quisermos, muito original, que caracteriza o Pontificado de Francisco”. (JE)
                                                                                            Fonte: radiovaticana.va
...............................................................................................................................  

Nenhum comentário:

Postar um comentário