sexta-feira, 2 de outubro de 2026

27º Domingo do Tempo Comum:

Leituras e reflexão

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1ª Leitura: Is 5,1-7

Leitura do livro do profeta Isaías

Vou cantar para o meu amado o cântico da vinha de um amigo meu: Um amigo meu possuía uma vinha em fértil encosta. Cercou-a, limpou-a de pedras, plantou videiras escolhidas, edificou uma torre no meio e construiu um lagar; esperava que ela produzisse uvas boas, mas produziu uvas selvagens.

Agora, habitantes de Jerusalém e cidadãos de Judá, julgai a minha situação e a de minha vinha. O que poderia eu ter feito a mais por minha vinha e não fiz? Eu contava com uvas de verdade, mas por que produziu ela uvas selvagens?

Pois agora vou mostrar-vos o que farei com minha vinha: vou desmanchar a cerca, e ela será devastada; vou derrubar o muro, e ela será pisoteada. Vou deixá-la inculta e selvagem: ela não será podada nem lavrada, espinhos e sarças tomarão conta dela; não deixarei as nuvens derramar a chuva sobre ela. Pois bem, a vinha do Senhor dos exércitos é a casa de Israel, e o povo de Judá, sua dileta plantação; eu esperava deles frutos de justiça — e eis a injustiça; esperava obras de bondade — e eis a iniquidade.

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Responsório: Sl 79

— A vinha do Senhor é a casa de Israel.

— A vinha do Senhor é a casa de Israel!

— Arrancastes do Egito esta videira,/ e expulsastes as nações para plantá-la;/ até o mar se estenderam seus sarmentos,/ até o rio os seus rebentos se espalharam.

— Por que razão vós destruístes sua cerca,/ para que todos os passantes a vindimem,/ o javali da mata virgem a devaste,/ e os animais do descampado nela pastem?

— Voltai-vos para nós, Deus do universo!/ Olhai dos altos céus e observai./ Visitai a vossa vinha e protegei-a!

— Foi a vossa mão direita que a plantou;/ protegei-a, e ao rebento que firmastes!

— E nunca mais vos deixaremos, Senhor Deus!/ Dai-nos vida, e louvaremos vosso nome!/ Convertei-nos, ó Senhor Deus do universo,/ e sobre nós iluminai a vossa face!/ Se voltardes para nós, seremos salvos!

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2ª Leitura: Fl 4,6-9

Leitura da Carta de São Paulo aos Filipenses

Irmãos: Não vos inquieteis com coisa alguma, mas apresentai as vossas necessidades a Deus, em orações e súplicas, acompanhadas de ação de graças. E a paz de Deus, que ultrapassa todo o entendimento, guardará os vossos corações e pensamentos em Cristo Jesus. Quanto ao mais, irmãos, ocupai-vos com tudo o que é verdadeiro, respeitável, justo, puro, amável, honroso, tudo o que é virtude ou de qualquer modo mereça louvor.

Praticai o que aprendestes e recebestes de mim, ou que de mim vistes e ouvistes. Assim, o Deus da paz estará convosco.

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Evangelho: Mt 21,33-43

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São Mateus

«Escutem essa outra parábola: Certo proprietário plantou uma vinha, cercou-a, fez um tanque para pisar a uva, e construiu uma torre de guarda. Depois arrendou a vinha para alguns agricultores, e viajou para o estrangeiro. Quando chegou o tempo da colheita, o proprietário mandou seus empregados aos agricultores para receber os frutos. Os agricultores, porém, agarraram os empregados, bateram num, mataram outro, e apedrejaram o terceiro. O proprietário mandou de novo outros empregados, em maior número que os primeiros. Mas eles os trataram da mesma forma. Finalmente, o proprietário enviou-lhes o seu próprio filho, pensando: ‘Eles vão respeitar o meu filho’. Os agricultores, porém, ao verem o filho, pensaram: ‘Esse é o herdeiro. Venham, vamos matá-lo, e tomar posse da sua herança’. Então agarraram o filho, o jogaram para fora da vinha, e o mataram. Pois bem: quando o dono da vinha voltar, o que irá fazer com esses agricultores?» Os chefes dos sacerdotes e os anciãos do povo responderam: «É claro que mandará matar de modo violento esses perversos, e arrendará a vinha a outros agricultores, que lhe entregarão os frutos no tempo certo.» Então Jesus disse a eles: «Vocês nunca leram na Escritura: ‘A pedra que os construtores deixaram de lado tornou-se a pedra mais importante; isso foi feito pelo Senhor, e é admirável aos nossos olhos’? Por isso eu lhes afirmo: o Reino de Deus será tirado de vocês, e será entregue a uma nação que produzirá seus frutos.

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Reflexão do padre Johan Konings:

Deus rejeitou o povo que elegera?

As leituras de hoje suscitam uma pergunta: se Deus escolheu Israel como povo eleito, por que mudou de ideia? Será que rejeitou os judeus? No evangelho, Jesus narra uma parábola a respeito disso. No Antigo Testamento, o povo de Israel é a “vinha de Deus”. O profeta Isaías denuncia que ela não produz frutos (1ª leitura). Jesus, no evangelho, diz que são os arrendatários – os chefes de Israel – que não querem pagar sua parte ao “Senhor da vinha”. Mais: quando este manda seu filho, matam-no, querendo apoderar-se de sua herança… Mas a vinha lhes é tirada e dada a “outro povo”, que entregará seus frutos no devido tempo.

Jesus se refere à sua própria missão e também ao nascimento do novo povo de Deus, a Igreja, a partir da ressurreição de Cristo, “pedra rejeitada pelos construtores, mas que se tornou pedra angular”. Os líderes do antigo povo de Deus não queriam produzir frutos para Deus. Queriam a vinha para si. É como os opressores de hoje, que querem o poder pelo poder e pelo proveito, e não como liderança responsável para, junto com o povo, produzir “frutos de justiça”. Jesus e seus fiéis constituem uma denúncia viva contra tais usurpadores. E, como na parábola, também hoje acontece que os enviados do “senhor da vinha” são rechaçados e mortos. Porém, como Deus fundou seu novo povo sobre seu enviado e “mártir” (testemunha) por excelência, que é Jesus Cristo, assim também o sangue dos mártires da América Latina hoje será embasamento do povo de Deus.

Os opressores matam os enviados, os profetas. Mas os que sentem arder em si a voz profética de Deus devem reclamar da sociedade humana “frutos de justiça”. Por outro lado, os que são constituídos no poder (os arrendatários) devem considerar o poder como um serviço, a fim de produzir com o povo a justiça que Deus espera. O povo não é sua propriedade. O único senhor do povo é Deus.

Deus não “rejeitou os judeus”, mas rechaça os líderes que dominam o povo para proveito próprio e não estão a serviço da justiça e do amor. Israel recebeu a missão de ser o povo-testemunha de Deus; mas quando seus líderes rejeitaram Jesus, que veio inaugurar o reinado de Deus, este reuniu em torno do seu Cristo o novo povo-testemunha, constituído de todas as nações: a Igreja, comunidade dos seguidores de Jesus.

Por outro lado, também nesta Igreja existe o perigo de querer guardar os frutos para si. O evangelista João diz expressamente que a glória do Pai se manifesta nos frutos do amor fraterno produzido por aqueles que estão unidos à videira que é Cristo (Jô 15, 1-8). E os que se separarem da videira e não produzirem esse fruto serão cortados fora. Fique, pois, claro; que ser a vinha de Deus não é um privilégio irrevogável, mas uma missão para produzir fruto, e isso vale tanto para o povo no tempo de Jesus como para sua Igreja hoje.

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PE. JOHAN KONINGS nasceu na Bélgica em 1941, onde se tornou Doutor em Teologia pela Universidade Católica de Lovaina, ligado ao Colégio para a América Latina (Fidei Donum). Veio ao Brasil, como sacerdote diocesano, em 1972. Em 1985 entrou na Companhia de Jesus (Jesuítas) e, desde 1986, atuou como professor de exegese bíblica na FAJE, Faculdade Jesuíta de Filosofia e Teologia, em Belo Horizonte. Faleceu no dia 21 de maio de 2022. Este comentário é do livro “Liturgia Dominical, Editora Vozes.

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Fonte: franciscanos.org.br Imagem: parsaovicentedepaulo.com.br  Banner: Frei Fábio M. Vasconcelos

quinta-feira, 1 de outubro de 2026

Paróquia São José - Paraisópolis - MG:

Horários de missa e outros eventos
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Dia 2 - 1ª Sexta-feira

6h - Oração das Mil misericórdias na matriz

15h - Missa na matriz

19h - Missa na capela de Nossa Senhora da Soledade

19h - Missa do 2º dia do tríduo na comunidade São Francisco

19h - Missa na comunidade São Benedito no Goiabal

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Dia 3 - Sábado

14h - Terço das crianças no Centro pastoral São José

16h -  Encontro de espiritualidade com os Ministros Extraordinários da Comunhão eucarística

18h - Início da Novena em louvor a Nossa Senhora Aparecida na Matriz

18h30 - Terço com o Movimento dos Restauradores do Imaculado Coração de Maria

19h -  Missa na matriz e no Goiabal 

19h - Missa do 3º dia do tríduo na comunidade São Francisco

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Dia 4 - 27º Domingo do Tempo Comum

7h e 9h -  Missa na matriz

9h - Missa na comunidade São Geraldo

11h - Missa da festa na comunidade São Francisco

18h - Missa na igreja de Santo Antônio e no Goiabal

18h - Novena em louvor a Nossa Senhora Aparecida na matriz

19h - Missa na matriz

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Papa na intenção de oração para o mês de outubro:

que a Igreja seja
uma casa aberta para quem sofre com ansiedade e depressão

Na intenção de oração para o mês de outubro, Leão XIV pede que a pastoral da saúde mental seja integrada em toda a Igreja, ajudando a combater o estigma e a discriminação e a acompanhar, sem julgamentos, as pessoas que sofrem com ansiedade, depressão e outras doenças mentais. “Faz com que a tua Igreja seja uma casa aberta, um espaço seguro onde todos tenham lugar”, reza o Pontífice.

“Rezemos para que a pastoral da saúde mental se integre em toda a Igreja, ajudando a superar o estigma e a discriminação contra as pessoas com doenças mentais.” É a intenção de oração de Leão XIV para o mês de outubro, divulgada pela Rede Mundial de Oração do Papa.

Uma intenção que dirige o olhar para uma realidade que atinge mais de um bilhão de pessoas em todo o mundo. Segundo os dados mais recentes da Organização Mundial da Saúde (OMS), os transtornos mentais estão entre as principais causas de incapacidade, enquanto persistem grandes desigualdades no acesso aos cuidados. O gasto público com saúde mental representa, em média, apenas 2% dos orçamentos destinados à saúde, percentual que permanece inalterado desde 2017.

“Feridas silenciosas que, às vezes, ninguém vê”

Na oração que acompanha a intenção deste mês, Leão XIV tem nas mãos uma imagem de Santa Dimpna, tradicionalmente invocada como padroeira das pessoas que sofrem com transtornos mentais e daqueles que delas cuidam. Dirigindo-se ao “Deus da vida”, o Papa recorda as “feridas silenciosas que, às vezes, ninguém vê”:

“Hoje apresentamos-Te os nossos irmãos e irmãs que enfrentam desafios na sua saúde mental, que sofrem em silêncio a ansiedade, a depressão ou outra doença mental. Tu chamas cada um pelo nome, com ternura, e em Ti encontram dignidade e esperança.”

O Pontífice pede também perdão pelas vezes em que a comunidade cristã desviou o olhar, contribuindo para alimentar o estigma e a discriminação contra as pessoas com doenças mentais:

“Faz com que a tua Igreja seja uma casa aberta, um espaço seguro onde todos tenham lugar, uma comunidade que acompanha e não exclui, que escuta sem julgar e se aproxima sem medo.”

Uma Igreja que acompanha

A oração se estende ainda aos profissionais, familiares e voluntários que acompanham as pessoas que sofrem com ansiedade, depressão e outras doenças mentais. Para eles, o Papa pede “força e compaixão para amparar”. Leão XIV invoca, por fim, o Espírito Santo para que o cuidado com a saúde mental seja integrado “na vida e na missão” das comunidades cristãs e de toda a Igreja, tornando-as sinal da misericórdia de Deus “que nunca abandona e sempre restaura”.

A intenção de outubro chama a atenção também para a necessidade de uma pastoral capaz de acompanhar sem pretender substituir o trabalho dos profissionais da área. Como recorda o bispo de Phoenix, nos Estados Unidos, dom John Dolan, que em 2022 criou na diocese um Ministério da Saúde Mental, esse serviço não consiste em “diagnosticar, prescrever ou tratar”, mas em caminhar ao lado de quem atravessa momentos difíceis e ajudá-lo a reconhecer a própria dignidade. “Este ministério consiste em amar e acompanhar.”

“Não podemos fazer isso sozinhos”

O tema da saúde mental já havia sido abordado diretamente pelo Santo Padre durante a viagem apostólica à Espanha. Na Vigília de oração com os jovens, realizada em Barcelona, em 9 de junho, uma jovem compartilhou com o Papa sua experiência com a depressão e uma tentativa de suicídio. Em sua resposta, o Pontífice chamou a atenção para o fato de que a saúde mental está “cada vez mais ameaçada” mesmo em sociedades que se consideram avançadas. Para Leão XIV, trata-se de um sinal de que existe algo profundamente equivocado em uma determinada concepção de progresso que submete as pessoas a pressões, expectativas e tensões capazes de comprometer equilíbrios fundamentais.

Diante do sofrimento, da angústia e da solidão, o Papa recordou que Cristo assumiu sobre si a dor da humanidade e revelou o rosto de um Deus que permanece ao lado de quem sofre. Uma presença que recorda também a necessidade de caminhar juntos: “Não podemos fazer isso sozinhos”. É nesse horizonte que a intenção de oração de outubro convida toda a Igreja a transformar a proximidade em compromisso concreto: acolher, escutar e acompanhar, combatendo o estigma e a discriminação para que ninguém que enfrente ansiedade, depressão ou outra doença mental se sinta sozinho ou excluído.

Thulio Fonseca - Vatican News

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                                                                Fonte: vaticanews.va   Vídeo: (@Vatican Media

Dom Geraldo dos Reis Maia - Bispo de Araçuaí:

Eleições e discernimento

Dom Geraldo dos Reis Maia

Chegar a um novo processo eleitoral é oportunidade de esperança diante das possibilidades de transformações sociais que se descortinam no horizonte. Sim, somos movidos pela “esperança que não decepciona” (Rm 5,5). Sonhamos com um mundo novo, a ser edificado com o processo de participação cidadã, para a escolha de pessoas comprometidas com o bem comum e a justiça social, capazes de promover políticas públicas que contribuam para melhorar as condições de saúde, educação, alimentação, moradia, urbanismo, meio ambiente…

Lutamos juntos pelo respeito à dignidade humana, garantido as condições mínimas para se viver dignamente, a partir de um desenvolvimento integral que satisfaça as necessidades básicas das pessoas, das famílias, das comunidades e de seus territórios, cuidando da Casa Comum com responsabilidade socioambiental. É esse o caminho do verdadeiro progresso que almejamos, orientado por exigências éticas e evangélicas.

A Igreja Católica não indica candidatos nem partidos políticos. Ela apresenta critérios, mediante os quais a pessoa possa escolher livremente seus/suas candidatos/as para os vários cargos em disputa. “Movida pelo Evangelho e pela missão de anunciá-lo. (a Igreja) promove a vida, a dignidade humana e serve à construção do bem comum. Ela parte da fé em Jesus Cristo e da convicção, reafirmada pela Doutrina Social da Igreja, de que a política, quando orientada pela ética, constitui uma das mais elevadas formas de caridade” (CNBB, mensagem ao povo brasileiro – eleições, 2026).

Neste pleito eleitoral, vamos eleger nossos/as representantes no Poder Legislativo e Executivo, no nível estadual e federal. Para que se possa buscar o perfil de cada candidato/a, é preciso entender a missão de cada cargo público a ser escolhido. É preciso indagar e buscar respostas: o que faz um deputado estadual? E o deputado federal? O que caracteriza a função de um/a senador/a da República? Por que serão eleitos/as dois/duas senadores/as dessa vez? Quais são as atribuições de um governador de Estado? E o presidente da República?

No entanto, não é suficiente conhecer as funções para as quais vamos eleger os/as candidatos/as. É preciso conhecer a vida, a história, o passado, a formação e os compromissos de cada candidato/a. Vale a pena indagar: com quem esse/a candidato/a está comprometido/a? O que ele/a fez em outros mandatos? Se já teve mandato de deputado/a ou senador/a, ou, ainda, para cargos do Executivo, do lado de quem ele/a estava? Que tipo de interesses ele/a representou? Quais são as suas propostas?

Também não basta conhecer as funções e os/as candidatos/as. É preciso conhecer o partido que ele/a está filiado/a. Esse partido é a favor ou contra as demandas populares? Esse partido defende políticas públicas para garantir o desenvolvimento integral do ser humano? O partido desse/a candidato/a defende os direitos dos mais necessitados e a soberania nacional ou defende os interesses de empresas exploradoras? Defende o respeito pela Ecologia Integral e promove os direitos socioambientais ou é favorável à degradação ambiental, beneficiando o lucro fácil, a exploração dos territórios e a dizimação de comunidades e de pessoas em situação de vulnerabilidade?

Realmente, não é fácil refletir sobre tudo isso: cargo a ser preenchido, histórico do/a candidato/a e partido político. Por isso, é preciso acompanhar de perto o processo eleitoral, conversar com pessoas de confiança, buscar informações e não se deixar ludibriar por propagandas enganosas. Num mundo de Inteligência Artificial e Fake News, é fácil ser enganado. Os “filhos desse mundo” estão cada vez mais espertos e quase sempre enganam os “filhos da luz” (cf. Lc 16,8). Pior ainda é quem se deixa comprar, quem vende o seu voto… Conhecemos o ditado: “voto não tem preço, tem consequência”.

Finalizamos com um forte apelo dos Bispos do Brasil, que são os pastores do Povo de Deus: “Convidamos cada eleitor e eleitora a assumir sua responsabilidade. A abstenção não é a melhor escolha. O discernimento cristão exige olhar não apenas para promessas de campanha, mas, principalmente, para a história de vida dos candidatos e as consequências dos compromissos assumidos. O Brasil necessita reforçar a capacidade de construir pontes, promover encontros e cultivar a amizade social” (CNBB, mensagem ao povo brasileiro – eleições, 2026).

Que o nosso voto seja responsável, consciente, gratuito e completamente livre. Não nos deixemos ser enganados!

Que possamos construir pontes, superando toda polarização e divisão em nossas famílias e nossas comunidades!

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                                                                                                              Fonte: cnbb.org.br

quarta-feira, 30 de setembro de 2026

Comissão Episcopal para a Vida e a Família da CNBB

promove, de 1º a 8 de outubro, a Semana Nacional da Vida

Começa nesta quinta-feira (1º/10) a Semana Nacional da Vida. Até o dia 8 de outubro, Dia do Nascituro, os fiéis de todo o país são convidados a viver este momento especial para a Igreja no Brasil e a celebrar a defesa da vida. Neste ano, o tema a ser desenvolvido será “O sentido da vida” e o lema: “Eu vim para que todos tenham vida, e a tenham em abundância” (Jo 10,10). O subsídio Hora da Vida está no mesmo livreto utilizado para a Semana Nacional da Família.

“Essa reflexão é urgente em uma sociedade marcada por avanços científicos e tecnológicos, mas também por solidão, ansiedade, violência, cultura do descarte, fragilidade dos vínculos familiares e perda da esperança. Perguntar pelo sentido da vida é tocar as inquietações de crianças, jovens, adultos, idosos, enfermos e famílias”, completa o assessor da Comissão Vida e Família, padre Rodolfo Chagas Pinho.

Para marcar o início da Semana, a Comissão Episcopal para a Vida e a Família sugere que, no dia 1º de outubro, abertura da Semana Nacional da Vida, seja celebrado o Sinal da Alegria, fazendo ressoar os sinos de nossas igrejas. Já no dia 8 de outubro, Dia do Nascituro, os fiéis são chamados a viver o Sinal da Esperança, acendendo velas e rezando juntos a Oração do Nascituro, em unidade com toda a Igreja no Brasil.

Confira os temas para cada dia da Semana Nacional da Vida:

1º Encontro – Eu vim para que todos tenham Vida

2º Encontro – A vida é um presente de Deus

3º Encontro – Para além das curtidas: o sentido da vida dentro e fora das telas

4º Encontro – Você não está sozinho(a)

5º Encontro – Juntos na Jornada da Vida

6º Encontro – Redescobrindo o valor e o sentido em cada fase da vida

7º Encontro – O sentido da vida no serviço ao próximo

8 de outubro – Celebração do Dia do Nascituro

Baixe a apresentação:

A Comissão Episcopal para a Vida e a Família também disponibilizou uma apresentação para apoiar os organizadores na condução dos encontros durante a Semana Nacional da Vida. Acesse (aqui)

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                                                                                                              Fonte: cnbb.org.br

Leão XIV na Audiência geral desta quarta-feira:

o renascimento da fé na França
é uma esperança para toda a Igreja

Na Audiência Geral, Leão XIV fala sobre a recente viagem apostólica ao país, ainda com impressões "tão vivas" e relembra os momentos vividos com os fiéis e a “inesquecível” Vigília dos jovens. A Catedral de Notre-Dame restaurada é um sinal de que é possível a “colaboração entre a Igreja, o Estado, as instituições públicas e a sociedade civil” e “a sinergia em prol do bem comum”. De Metz, a lição de que a Europa pode se renovar como um projeto de paz.

O Papa Leão XIV procurou compartilhar com os fiéis presentes na Praça São Pedro as suas reflexões e impressões "ainda tão vivas" da recente viagem apostólica à França que teve como tema “Pour que le monde ait la vie” — “Para que o mundo tenha vida” (cf. Jo 6, 51). Na catequese da Audiência Geral desta quarta-feira (30/09), o Pontífice deu detalhes dos quatro dias no país, divididos em três etapas: Paris, Lourdes e Metz. Após os agradecimentos pela acolhimento e organização, tanto a autoridades e pastores da Igreja como "à multidão que quis encontrar o Papa ou simplesmente saudá-lo nas ruas como apóstolo de Cristo e mensageiro da paz. Obrigado a todos!".

O renascimento da Catedral de Notre-Dame

Ao começar a falar sobre a visita pastoral realizada de 25 a 28 de setembro, o Pontífice quis destacar o grande símbolo da Catedral de Notre-Dame em Paris que, há apenas 7 anos, "parecia mortalmente ferida" pelo incêndio de grandes proporções que sofreu. Mas ela foi reconstruída e está mais resplandecente do que nunca, tanto que o Papa celebrou as Vésperas em honra da Santíssima Virgem Maria no local, com uma liturgia solene e jubilosa. A catedral de Paris, continuou o Pontífice, "com o drama que viveu", ensina que a Igreja e a sociedade civil podem trabalhar juntas pelo bem comum, "oferecendo uma chave de leitura que eu resumiria numa única palavra: renascimento":

"Tal sinergia em prol do bem comum deveria ser o padrão de atuação para as instituições, forças políticas e sociais, e para todos aqueles que detêm responsabilidades cívicas e econômicas. É esta a mensagem que desejei transmitir às autoridades francesas, bem como aos membros da Unesco — a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura, com sede em Paris —, ao destacar o critério fundamental sobre o qual tal colaboração deve assentar: a dignidade da pessoa humana."

Fazendo um paralelo com outro compromisso na capital francesa, a vigília dos jovens no Stade de France, "dois cenários completamente diferentes, mas dois acontecimentos complementares — quase espiritualmente unidos. O que os unia? A Igreja, que não é feita de pedra nem de cimento, mas de pessoas que amam Jesus Cristo porque foram amadas por Ele", disse o Papa. Assim como foi o encontro no lar Maison Bakhita que acolhe pessoas em situação de necessidade, um lugar com o "compromisso diário de servir a dignidade da pessoa humana com amor".

A verdadeira reconstrução da Igreja na França

A renovação da Igreja na França também se manifesta pelo número notável e crescente de jovens e adultos que pedem o Batismo. Uma "bela 'surpresa' de Deus", disse o Papa, que também pode encontrar e incentivar a caminhada dos catecúmenos e neófitos. E não só:

"O ponto alto da minha visita à capital foi a Missa na Place de la Concorde. Ali, um sinal de renascimento manifestou-se de modo notável: a assembleia litúrgica — reunindo sacerdotes, o coro e uma vasta multidão naquela praça espaçosa — estendia-se por toda a Avenue des Champs-Élysées, chegando ao Arco do Triunfo e mais além. No momento da Comunhão, todos puderam aproximar-se da Eucaristia, que foi distribuída por toda a área. Eis a verdadeira reconstrução, a restauração da Igreja que só Deus pode realizar, por intercessão da Virgem Maria."

Depois de Paris, a peregrinação a Lourdes para venerar a Mãe da Igreja que, através do cuidado materno, dá esperança a milhares de peregrinos e, especialmente, "aos que sofrem no corpo e no espírito", disse Leão XIV, ao acrescentar:

“Toda a vida humana, em qualquer condição — mesmo na de mais extrema fragilidade —, conserva a sua dignidade inviolável e merece ser cuidada, acompanhada e aliviada do sofrimento com compaixão humana e o auxílio de meios oferecidos pela ciência. Por isso, Lourdes apresenta-se ao mundo inteiro como um santuário da civilização do amor.”

O Papa também recordou o encontro que teve em Lourdes com pessoas que sofreram abusos, quando pediu que o ajudassem "a transmitir — também a outras vítimas — a minha determinação e a de toda a Igreja em ouvi-las e caminhar com elas na busca da cura, reconhecendo a dor causada nas suas vidas e trabalhando para prevenir abusos".

Renovar o mundo com o exemplo de Metz

Na última etapa da viagem apostólica, o Papa recordou dos encontros com representantes de diversas tradições religiosas na cidade de Metz, "situada numa região de França e da Europa marcada pelas cicatrizes da Segunda Guerra Mundial. Foi aí que Robert Schuman — uma das figuras-chave que inspirou o processo de unificação europeia — desenvolveu o seu trabalho". Leão XIV teve a oportunidade de recordar os horrores do conflito e o sonho de uma Europa unida, que "nasceu precisamente como um projeto de paz, na sequência da devastação da guerra", fundada em valores cristãos, entre eles, a abertura ao diálogo, tanto que foi assinado o "Apelo de Metz" pela paz:Andressa Collet - Vatican News

"Podemos dizer que aquilo que aconteceu à Catedral de Notre-Dame de Paris com o incêndio, já havia ocorrido na Europa durante a Segunda Guerra Mundial. Contudo, a Europa renasceu, alicerçada em princípios de democracia, solidariedade e fraternidade entre os povos — princípios que muito devem às suas raízes cristãs. Ainda hoje, é sobre estes fundamentos e com esta 'seiva' vital que o projeto europeu pode se renovar num mundo muito mais globalizado, onde o diálogo inter-religioso desempenha um papel crucial."

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                                                                Fonte: vaticanews.va   Vídeo: (@Vatican Media

Linha do tempo: o que os bispos do Brasil disseram

sobre política e eleições nos últimos anos?

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil é a instituição permanente que reúne os bispos da Igreja Católica no País e assim promover a vida da Igreja e responder aos desafios de cada época, colocando-se à serviço da edificação de uma sociedade justa e fraterna. Ao longo dos anos, a Conferência tem publicado orientações e reflexões sobre as eleições e a participação dos cristãos na vida pública.

Em diferentes processos eleitorais, a Conferência tem chamado a atenção para temas como democracia, cidadania, bem comum, dignidade humana, participação política e responsabilidade no exercício do voto.

Abaixo, confira alguns desses pronunciamentos para recordar que a Igreja não apoia partidos nem candidatos e que a participação na vida pública também faz parte da responsabilidade cristã.

2018 – “O bem do país está acima de ideologias e interesses particulares”

56ª Assembleia Geral dos Bispos do Brasil –

Nas eleições de 2018, a CNBB divulgou uma mensagem de compromisso e esperança. Os bispos chamaram a atenção para a crise democrática, a polarização, a intolerância, a violência e a disseminação de notícias falsas. No pronunciamento, defenderam eleições realizadas dentro dos princípios democráticos e éticos e lembraram que o voto não encerra a participação cidadã.

Leia na íntegra aqui.

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2020 – Mensagem por ocasião das Eleições Municipais

Na ocasião os bispos chamaram atenção para a compra e a venda de votos: práticas que “constituem crimes eleitorais que atentam contra a honra do eleitor e a cidadania”.

Vender ou comprar votos significa transformar um direito de cidadania em objeto de troca. Para a Igreja, participar da vida política também exige responsabilidade, consciência e compromisso com o bem comum.

Leia a mensagem na íntegra.

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2022 – Condenação ao uso da religião como ferramenta de campanha eleitoral

A nota da Presidência da CNBB por ocasião do 2º turno das Eleições de 2022, lamentou a exploração da fé e da religião para conseguir votos. Naquele pleito, a Conferência também promoveu orientações para a checagem de informações e alertou para a circulação de conteúdos falsos durante o processo eleitoral.

“Ratificamos que a CNBB condena, veementemente, o uso da religião por todo e qualquer candidato como ferramenta de sua campanha eleitoral. Convocamos todos os cidadãos e cidadãs, na liberdade de sua consciência e compromisso com o bem comum, a fazerem deste momento oportunidade de reflexão e proposição de ações que foquem na dignidade da pessoa humana e na busca por um país mais justo, fraterno e solidário”, escreveram os bispos na ocasião.

Leia na íntegra a nota.

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2022 – Acompanhar os eleitos e reconciliar

“O exercício da cidadania não se esgota com o fim do processo eleitoral”, recordaram os bispos da Presidência da CNBB após a conclusão do processo eleitoral de 2022. 

Na mensagem, a orientação foi acompanhar, exigir e fiscalizar a atuação dos eleitos. Também houve um chamado à reconciliação, depois de um processo eleitoral marcado por forte polarização.

“Todos possam caminhar unidos para a construção da política melhor, aquela que está a serviço do bem comum, conforme define o nosso amado Papa Francisco. São os votos da CNBB. É o que suplicamos em preces para o nosso país.”

Confira na íntegra.

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2024 – A corrupção compromete os caminhos da democracia

Às vésperas das eleições municipais de 2024, o arcebispo de Porto Alegre (RS) e presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, cardeal Jaime Spengler, ofereceu no portal da CNBB uma série de orientações sobre pontos importantes para a realidade dos municípios brasileiros.

Dom Jaime chamou atenção para a corrupção:

“E não podemos esquecer que o governo justo, deve-se superar toda forma de corrupção. Não só no período eleitoral, mas em todo o percurso de governo. É necessário, da parte do povo, acompanhar, vigiar e analisar criticamente os atos dos escolhidos para o serviço público. A corrupção, seja de que proporção for, está intimamente ligada ao autoritarismo, à ganância de quem detém o poder e à falta de inteligência nos mecanismos de controle. Ela destrói valores, prejudica a representatividade e compromete os caminhos da democracia”, afirmou o presidente da CNBB.

Leia a matéria completa aqui.

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2026 – A Igreja Católica não indica candidatos nem partidos

A Mensagem da CNBB por ocasião das Eleições 2026 foi divulgada pelo Conselho Permanente, em junho. O texto retoma temas como dignidade humana, bem comum, justiça social, democracia, verdade, participação cidadã, respeito às instituições, combate à corrupção e à desinformação.

“As eleições são oportunidades privilegiadas para o exercício da cidadania e da corresponsabilidade social. Mais do que escolher governantes e representantes, somos chamados a renovar nosso compromisso com os valores que sustentam a convivência democrática, a justiça social e a fraternidade”, escreveram os bispos.

Leia a mensagem na íntegra.

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                                                                                                              Fonte: cnbb.org.br

terça-feira, 29 de setembro de 2026

Papa Leão XIV:

comunicar com
"um novo olhar" e atenção na era do "caça-cliques"

No tema escolhido para o Dia Mundial das Comunicações Sociais de 2027, Leão XIV ressalta que "comunicar não é captar nem vender a atenção" com uma manchete sensacionalista, um "clickbait", "caça-cliques", mas olhar e se abrir para o outro e para a verdade, sem superficialidade ou preconceito.

Clickbait, na internet ou nas redes sociais, é um conteúdo que tenta atrair a atenção do maior número possível de usuários com títulos chamativos ou sensacionalistas 

Foi divulgado, nesta terça-feira (29/09), dia em que a Igreja recorda os Santos Arcanjos Miguel, Gabriel e Rafael, o tema escolhido pelo Papa Leão XIV para o 61° Dia Mundial das Comunicações Sociais 2027 intitulado "Um novo olhar: 'prestar atenção' na era do clickbait".

O termo clickbait significa "caça-cliques" e tem como objetivo chamar a atenção do maior número possível de usuários com títulos chamativos ou sensacionalistas, conduzindo o usuário a páginas que não têm a informação anunciada. Essa tática não tem necessariamente a intenção de informar, mas criar o maior volume possível de cliques, visualizações e engajamento do conteúdo publicado, que se transformam em receita para os portais e redes sociais.

Conversão do nosso olhar

Num comunicado, o Dicastério para a Comunicação explica o tema escolhido pelo Pontífice, ressaltando que "a economia da atenção, com a sua luta por alguns instantes de interesse no fluxo rápido e interminável de conteúdos, está transformando não só as nossas capacidades cognitivas, mas também a profundidade da nossa comunicação interpessoal".

De acordo com a nota do organismo vaticano, o Papa Leão XIV nos convida "a uma conversão do nosso olhar: a renová-lo, com atenção e com amor. Só assim conseguiremos ver o mundo, os outros e também nós mesmos como Cristo nos vê: chamados pelo nome e amados. A nossa comunicação muda quando o nosso olhar opta por encontrar o outro em vez de o julgar".

Redescobrir uma higiene da atenção

"A falta de uma verdadeira atenção, alimentada pela cultura digital, habituou-nos a uma rotina de reações imediatas, a uma superficialidade nas relações, a uma facilidade em rotular e rejeitar os outros. A atenção é, pelo contrário, uma forma preciosa de generosidade: 'atenção' deriva de ad-tendere, tender em direção ao outro e à verdade. A comunicação cristã pode redescobri-la como dom e como olhar – o de Jesus, que viu e se deixou tocar."

"Comunicar não é captar nem vender a atenção, mas guardá-la como um recurso precioso de relação. Para comunicar na era do clickbait, somos chamados a 'prestar atenção', a redescobrir uma higiene da atenção", ressalta o comunicado do Dicastério para a Comunicação, que conclui, sublinhando que "a comunicação não se resume apenas em palavras: envolve a pessoa na sua totalidade e pede-nos que voltemos a olhar, a ouvir e a sentir, para podermos responder ao apelo que Cristo nos dirige".

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                                                                Fonte: vaticanews.va   Vídeo: (@Vatican Media