sexta-feira, 14 de setembro de 2012

Leituras do Domingo


 16 de setembro - 24º Domingo do Tempo Comum

Mês da Bíblia


1ª Leitura: Is 50,5-9a                  Salmo: 114,1-2.3-4.5-6.8-9 (R. 9)                  2ª Leitura: Tg 2,14-18

Evangelho: Mc 8,27-35

Jesus partiu com seus discípulos para os povoados de Cesareia de Filipe. No caminho perguntou aos discípulos: “Quem dizem os homens que eu sou?” Eles responderam: “Alguns dizem que tu és João Batista; outros que és Elias; outros, ainda, que és um dos profetas”. Então ele perguntou: “E vós, quem dizeis que eu sou?” Pedro respondeu: “Tu és o Messias”. Jesus proibiu-lhes severamente de falar a alguém a seu respeito. Em seguida, começou a ensiná-los, dizendo que o Filho do Homem devia sofrer muito, ser rejeitado pelos anciãos, pelos sumos sacerdotes e doutores da Lei; devia ser morto, e ressuscitar depois de três dias. Ele dizia isso abertamente. Então Pedro tomou Jesus à parte e começou a repreendê-lo. Jesus voltou-se, olhou para os discípulos e repreendeu a Pedro, dizendo: “Vai para longe de mim, Satanás! Tu não pensas como Deus, e sim como os homens”. Então chamou a multidão com seus discípulos e disse: “Se alguém me quer seguir, renuncie a si mesmo, tome a sua cruz e me siga. Pois, quem quiser salvar a sua vida, vai perdê-la; mas, quem perder a sua vida por causa de mim e do Evangelho, vai salvá-la”.

Comentário

O evangelho de hoje começa com uma pergunta de Jesus aos discípulos: “Quem dizem os homens que eu sou?” É uma pergunta que leva os discípulos a fazerem uma avaliação da missão de Jesus no meio do povo. De acordo com a resposta das pessoas, Jesus é um profeta.

“E vocês?”, pergunta Jesus aos discípulos, “Quem dizem que eu sou?” Os discípulos, tendo acompanhado a vida e as ações do Mestre, reconhecem nele alguém maior que João Batista, ou Elias, ou algum dos profetas. Na profissão de fé que Pedro faz em nome dos companheiros, Jesus é o enviado do Pai. Parece que os discípulos começam a enxergar. Contudo, nem o povo, nem os discípulos têm consciência do verdadeiro significado dessas palavras. O próprio Pedro dá prova de não ter entendido bem quando descobre que o messias é servo, destinado ao sofrimento e à morte. Por isso, Jesus não quer que a notícia se espalhe; poderia gerar mal-entendido no meio do povo. Ele adia para a hora da cruz a revelação plena da sua identidade.

A cena se dá em Cesaréia de Filipe, região pagã, marcando o início da caminhada de Jesus para Jerusalém. Significa que a missão de Jesus é universal, livre dos condicionamentos de uma mentalidade fanática que espera um messias revolucionário político. Os discípulos vão seguir Jesus neste caminho; precisam compreender que ele é o servo de Deus. 

Na celebração, esta palavra é dirigida à comunidade reunida. A fé dos discípulos e de Pedro é a nossa fé inicial, fraca, mas destinada a crescer pela força da páscoa do Senhor. Temos sempre que vencer a tentação do sucesso, do triunfo a qualquer preço. E podemos aprender a viver de um jeito mais pascal os sofrimentos que se impõem sobre nós. Podemos crescer com nossos fracassos e crises.
                                                                                   
                                                                                 Fonte do Comentário: Site da Revista de Liturgia
                                                                                                   Ilustração: http://blog.cancaonova.com

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