terça-feira, 31 de março de 2026

Leão XIV convida a rezar pelos sacerdotes em crise

pelos sacerdotes em crise

A intenção de oração do Papa para o mês de abril enfatiza o acompanhamento humano e espiritual dos presbíteros que atravessam momentos de dificuldades.

Foi divulgada, nesta terça-feira (31/03), a mensagem de vídeo com a intenção de oração do Papa Leão XIV para o mês de abril, em que o Pontífice convida a rezar pelos sacerdotes em crise.

Através da Rede Mundial de Oração do Papa - com a campanha “Reza com o Papa” – o Santo Padre convida os cristãos e as pessoas de boa vontade a um breve tempo de oração, para reconhecer e aprofundar que por trás de cada ministério há uma vida que também necessita de cuidado, proximidade e escuta.

“Senhor Jesus, Bom Pastor e companheiro de caminhada, hoje colocamos nas tuas mãos todos os sacerdotes, especialmente os que atravessam momentos de crise, quando a solidão pesa, as dúvidas obscurecem o coração e o cansaço parece mais forte do que a esperança.”

O Papa pede ao Senhor "que conhece as suas lutas e feridas", para que renove nos sacerdotes em crise "a certeza do seu amor incondicional".

Leão XIV afirma que os presbíteros "não são funcionários nem heróis solitários, mas filhos amados, discípulos humildes e estimados, e pastores amparados pela oração de seu povo".

Além disso, o Pontífice destaca a importância de redescobrir a dimensão comunitária do ministério sacerdotal.

“Pai bom, ensina-nos, como comunidade, a cuidar dos nossos presbíteros: a escutá-los sem julgar, a agradecer sem exigir perfeição, a partilhar com eles a missão batismal de anunciar o Reino com gestos e palavras, e a acompanhá-los com proximidade e oração sincera. Que saibamos amparar aqueles que tantas vezes nos amparam.”

O Papa reconhece que o cuidado dos sacerdotes é uma responsabilidade partilhada entre todo o Povo de Deus.

Em sua oração, o Papa pede ao Espírito Santo para reacender "nos nossos sacerdotes a alegria do Evangelho" e que eles possam contar com amizades saudáveis, "redes de apoio fraterno, sentido de humor quando as coisas não acontecem como esperavam, e com a graça de redescobrir sempre a beleza de sua vocação". Que eles não percam a confiança em Deus, nem a alegria de servir à "Igreja com um coração humilde e generoso".

Sustentar fraternalmente aos que sustentam

O diretor internacional da Rede Mundial de Oração do Papa, pe. Cristóbal Fones, destaca que esta intenção de oração é algo particularmente importante: “O Papa nos recorda que temos que sustentar fraternalmente aos que nos sustentam. Eu mesmo sinto isto em minha experiência, convivendo com tantos companheiros e amigos sacerdotes que atravessam momentos difíceis. É fundamental recordar a importância do acompanhamento humano, da amizade sincera e, sobretudo, da força da oração que sustenta. Os sacerdotes precisam saber que não estão sozinhos”.

À luz do recente magistério da Igreja — desde o Concílio Vaticano II até os ensinamentos dos últimos pontífices — se evidencia que o sacerdote é um homem frágil que necessita de misericórdia, proximidade e compreensão. Por isso, a insistência para que não enfrentem sozinhos os momentos de desânimo, mas se deixem acompanhar e sustentar pela comunidade. A fraternidade sacerdotal, a vida partilhada e a oração do Povo de Deus são como fontes essenciais de graça, capaz de renovar sua vocação e sustentá-los em sua missão de cada dia.

“O Senhor não busca sacerdotes perfeitos”

Uma Igreja sinodal é também uma Igreja que cuida e sustenta a vocação dos sacerdotes, ajudando os presbíteros a serem pastores, irmãos e pessoas melhores. O Papa Francisco, em “O Vídeo do Papa” de julho de 2018, mostrou preocupação por seus irmãos sacerdotes, e disse: “O cansaço dos sacerdotes… Sabem quantas vezes penso nisso?”

Em 27 de junho de 2025, por ocasião do Dia Mundial de Oração pela Santificação dos Sacerdotes, o Papa Leão XIV dirigiu-se aos presbíteros com estas palavras: “Não tenham medo de sua fragilidade: o Senhor não procura sacerdotes perfeitos, mas corações humildes, abertos à conversão e prontos a amar como Ele mesmo nos amou”. Um dia antes, em 26 de junho de 2025, Leão XIV interpelou os participantes do encontro internacional “Sacerdotes felizes - «Eu vos chamo amigos», promovido pelo Dicastério para o Clero durante o Jubileu dos Sacerdotes, dizendo: “No coração do Ano Santo, queremos testemunhar juntos que é possível ser sacerdotes felizes, porque Cristo nos chamou, Cristo fez de nós seus amigos: é uma graça que queremos acolher com gratidão e responsabilidade”.

Como Rede Mundial de Oração do Papa queremos destacar que esta intenção não é somente um convite a rezar, mais também a agir: promover espaços de escuta, fomentar comunidades acolhedoras, evitar críticas destrutivas, e fortalecer vínculos como comunidade.

Sobre a Rede Mundial de Oração do Papa

A Rede Mundial de Oração do Papa é uma Obra Pontifícia confiada à Companhia de Jesus. Está presente em mais de 90 países e reúne uma comunidade espiritual de mais de 22 milhões de pessoas que procuram viver cada dia com disponibilidade para colaborar na missão de Cristo. No centro desta missão estão as intenções mensais de oração do Papa, que convidam a centrar-se nos desafios da humanidade e na missão da Igreja.

Foi fundada em 1844 como Apostolado da Oração. Em dezembro de 2020, o Papa Francisco instituiu esta Obra Pontifícia como Fundação Vaticana e aprovou os seus estatutos definitivos em julho de 2024.

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                                                        Fonte: vaticannews.va   Vídeo: (@Vatican Media

Papa nomeia três latino-americanos, entre os quais um brasileiro

para o Dicastério do Desenvolvimento Humano Integral

Trata-se do pesquisador brasileiro do Instituto de Estudos Avançados da Universidade de São Paulo, Carlos A. Nobre, do arcebispo de Monterrey, no México, dom Rogelio Cabrera López, e do bispo auxiliar de Cuzco, no Peru, dom Lizardo Estrada Herrera, secretário-geral do CELAM.


Da esquerda para a direita: dom Lizardo Estrada Herrera, dom Rogelio Cabrera López e o pesquisador brasileiro Carlos A. Nobre

CNBB saúda brasileiro e latino-americanos nomeados para funções na Santa Sé

A presidência da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) enviou saudações ao brasileiro e latino-americanos que foram nomeados pelo Santo Padre, Papa Leão XIV, nesta segunda-feira, 30 de março, para funções no Dicastério para a Promoção do Desenvolvimento Humano Integral da Santa Sé.

Secretário-geral do CELAM

Na saudação a dom Lizarda Herrera, bispo auxiliar de Cusco, no Perú, e secretário-geral do Conselho Latino-Americano e Caribenho, o Celam, (o primeiro da foto da esquerda para direita) a presidência da CNBB felicitou o pastor pela nomeação como membro do Dicastério para o Serviço do Desenvolvimento Humano Integral.

A CNBB destacou que o ministério de dom Lizarda, marcado pela proximidade pastoral, serviço generoso e compromisso com a Igreja no Peru, é um testemunho significativo de sua dedicação ao Evangelho e às necessidades do nosso tempo.

“Esta nomeação é um reconhecimento de sua dedicação e de sua capacidade de contribuir para os grandes desafios relacionados ao desenvolvimento humano integral. Estamos confiantes de que sua participação neste importante órgão da Santa Sé contribuirá com valiosas ideias e ações em apoio à dignidade humana, à justiça social e ao cuidado com a criação”, reforça a presidência da CNBB.

Arcebispo de Monterrey

Na saudação ao arcebispo de Monterrey, no México, dom Rogelio Cabrera López, a presidência da CNBB reforçou que o magistério do pastor, marcado pelo compromisso pastoral, pela promoção da dignidade humana e pela busca constante do bem comum, é amplamente reconhecido na Igreja e na sociedade.

“Esta nova nomeação é um sinal da confiança da Santa Sé em sua liderança e em sua capacidade de contribuir para os desafios globais de nosso tempo. Com estima fraterna, estamos convencidos de que sua experiência e sensibilidade pastoral enriquecerão profundamente o trabalho deste Dicastério, especialmente em questões relacionadas à justiça social, à solidariedade e ao cuidado com os mais vulneráveis”, disse a CNBB.

Orgulho para o Brasil

Na saudação ao brasileiro Carlos A. Nobre, pesquisador do Instituto de Estudos Avançados da Universidade de São Paulo, (o último à direita na foto) a CNBB destacou a sua trajetória como referência mundial no estudo das mudanças climáticas, especialmente no que se refere à Amazônia.

“É motivo de profundo orgulho para o Brasil e para toda a comunidade científica internacional. Sua dedicação em promover o cuidado com a Casa Comum, em sintonia com o magistério da Igreja, representa um testemunho eloquente de compromisso com a vida, a justiça e a dignidade humana”, diz um trecho da saudação.

A CNBB também recordou a participação do pesquisador no Sínodo da Amazônia, em 2019, ocasião em que contribuiu significativamente para o fortalecimento do diálogo entre ciência e fé, ajudando a colocar a questão ambiental no centro das reflexões da Igreja.

Acesse as saudações na íntegra:

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                                              Fontes: vaticannews (introdução e foto) e cnbb.org.br

Sábia reflexão:

Pergunta humilde e necessária

Pe. Zezinho, scj |||||||||||||||||||||||||||||||

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Muito tristes, começaram a perguntar um após outro: “Por acaso sou eu, Senhor?” (São Mateus 26, 22)

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Eis uma catequese que deveria mexer conosco, mas raramente mexe. “Será que fui eu?”

Abra as páginas da Internet e com certeza vai encontrar essas acusações:

- Só podia um pregador da TL   - Só podia alguém da RCC - Só podia ser um protestante     - Só podia ser um católico   - Só podia ser comunista  - Só podia ser um conservador.

Raramente se lê  - O traidor pode ser um dos nossos …

A tendência é acusar o outro grupo, acusar o outro pregador, ou quem não ora nem prega como nós, ou quem não nos frequenta.

Se tem dúvidas, pesquise a rede social por uma semana! Vai achar dezenas de pregadores exigindo mudança de vida dos outros, mas raramente se incluindo.

Com veemência pregam sobre o comportamento dos outros. Gostam de olhar a câmera e dizer VOCÊ! VOCÊS! Mas quase sempre falta: - “NÓS que também às vezes erramos …”

Raramente dirão: - “nós pecadores” “nós que também pecamos”  

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Mateus registrou a humilde tristeza dos colegas apóstolos. - “Mestre, por acaso fui eu?”  

Quem nunca se fez esta pergunta é porque ainda cresceu na fé. Ainda não entendeu o KYRIE ELEISON nem o TENDE PIEDADE DE NÓS. Ainda não entendeu a súplica ao Cordeiro de Deus”, nem o “POR MINHA CULPA, TÃO GRANDE CULPA”.

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Faz parte da ascese católica incluir-se entre os pecadores. Na missa há dois grandes momentos nos quais o nosso dedo aponta para nós mesmos: no início e antes da comunhão.

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O ato de humildade dos onze mostrou o quanto amavam o Mestre. Judas também perguntou, mas ele sabia que o traidor era ele! Não ficou para ver o final daquela missa!

A leitura desse domingo traz outra vez um sério exame de consciência!

SERÁ QUE CAÍ DE NOVO?

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                                                                                  Fonte: facebook.com/padrezezinho,sjc

segunda-feira, 30 de março de 2026

Comissão para a Cultura e a Educação

oferece subsídio para a celebração da Páscoa nas escolas

O Setor Educação da Comissão Episcopal para a Cultura e a Educação da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) oferece, novamente, o subsídio para a celebração da Páscoa nas Escolas. O material está disponível para download gratuitamente.

De acordo com o Setor Educação, a iniciativa deseja colaborar com as comunidades educativas, propondo um momento de reflexão e oração que ajude estudantes, educadores e famílias a redescobrir o valor da esperança que brota da Ressurreição de Cristo.

“Em uma sociedade marcada pela pressa, pelos excessos de estímulos e por muitas formas de vazio interior — que frequentemente se manifestam em ansiedade, agressividade ou isolamento — celebrar a Páscoa torna-se também um gesto educativo”.

O roteiro oferece uma estrutura básica para a celebração, que pode ser adaptada à realidade da escola: abertura e acolhida; leitura da Palavra de Deus, encenação ou reflexão; preces da comunidade; oração do Pai-Nosso; bênção final e abraço da paz.

Segundo o Setor Educação, oferecer um momento celebrativo no ambiente escolar, respeitando a diversidade e a liberdade de consciência, é reconhecer o direito dos estudantes e educadores de expressarem sua fé e de refletirem sobre valores universais como vida, esperança, reconciliação e solidariedade.

Baixe o material da Celebração da Páscoa nas Escolas 2026

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                                                                                                           Fonte: cnbb.org.br

Belíssima e importante reflexão de dom Lindomar Rocha Mota:

Nos dias passados, antes que o coração conhecesse o tempo, já pairava sobre o mundo uma Palavra mais antiga que as estrelas. Dela vinham os começos, e por ela se sustentavam os caminhos que viriam a existir.

Nós, porém, labutávamos como viajantes sob névoa ouvindo nas dobras do vento e no rumor das águas um eco distante; cada geração guardava, como podia, um fragmento dessa lembrança. Fruto de uma voz que o mundo ouviu em sua juventude, uma promessa que não se distrai daquilo que promete.

A voz ouvida não era como a voz dos reis da terra, que juram ao amanhecer e ao cair da tarde já esqueceram. Sua palavra não era como a fumaça, que se eleva por um momento e logo se desfaz. Aquilo que ele pronunciava permanecia, aquilo que ele prometia se cumpria. E assim, por muitas eras de eras, enquanto os povos erguiam torres, quebravam alianças, atravessavam desertos e enterravam seus mortos, a promessa feita seguia seu caminho oculto, como rio cavando por baixo da terra árida.

Então veio o tempo em que a promessa se encarnou e já não quis apenas ressoar nos profetas e nos sonhos da noite; tomou para si o peso do dia, o pó das estradas e o cansaço dos que labutam.

Aquele que desde sempre guardava o mundo em sua palavra desceu até ele. Não veio com o fulgor diante do qual as muralhas se desfazem, nem com o estrondo que sucede ao relâmpago. Veio em silêncio como chegam os viajantes ao cair da tarde, veio sob o céu da humanidade, trazendo consigo a verdade.

Tomou para si a condição dos que caminham entre aurora e sepulcro. Recebeu o peso das horas, a sucessão dos dias, o frio das madrugadas e a lentidão dos passos humanos.

Aquele a quem pertenciam os confins da terra quis conhecer o limite de um corpo, o compasso do coração, a fome depois da jornada, a amizade ao redor do pão, o pranto diante do túmulo, a solidão sob as árvores da noite. Assim, o Senhor entrou no mundo como caminhante entre caminhantes.

Essa esperança já estava escrita no barro de Adão e na canção secreta do criado. Entrar na terra dos vivos é aceitar a travessia.

Ninguém nasce para permanecer junto ao limiar. A humanidade recebe a vida como caminhante. Aprende o nome das coisas andando, amadurece sob o peso dos dias, ama em meio às guerras, perde sob o mesmo céu. Leva anos para compreender que existir é mover-se entre promessa e cumprimento.

Por isso o Filho caminhou.

Caminhou pelas margens onde a água recolhe as vozes dos simples; entre colinas e ruas estreitas. Caminhou entre doentes, pescadores, mães aflitas, crianças, estrangeiros, pobres de espírito, homens endurecidos pelo costume e mulheres que sofriam em silêncio. Uma marcha sem pressa na encosta do mundo.

O caminhar recordou-nos de alguma coisa anterior ao medo. Os cegos ergueram o rosto, como se sentissem um clarão sem nome. Os cansados descobriam que o peso de seus fardos podia ser aliviado. Os pecadores, acostumados a viver a sombra, ouviam em sua voz a seriedade de uma misericórdia antiga como o tempo. E ainda assim sua presença trazia também inquietação, porque a luz sempre perturba as fortalezas do orgulho e as casas da injustiça.

Muitos pensaram que seu caminho terminaria como terminam os caminhos dos justos entre os homens. Em recusa, em abandono e em sangue derramado sobre a terra ingrata. E, de fato, para lá seus passos se encaminharam, embora poucos o soubessem. Cada estrada por que passava inclinava-se secretamente para aquela descida; cada monte anunciava uma colina de dor; cada repouso junto à mesa apontava para a hora em que ofereceria não apenas pão, mas a si mesmo.

Assim o Caminhante avançou para o coração escuro do mundo.

Não recuou diante do ódio dos violentos, nem se desviou quando a amizade vacilou, nem se escondeu quando a noite se fechou. Seus pés, que haviam atravessado aldeias e campos, subiram também a estrada amarga. E ali a fidelidade do Altíssimo mostrou sua grandeza além de toda medida.

A promessa entrou na aflição, o amor na ferida, a vida na morte. O Caminhante estendeu-se sobre a madeira como quem abre uma ponte sobre o abismo, para que os perdidos encontrem passagem.

Veio então o primeiro dia, e o mundo tremeu sob a dor de contemplar seu Senhor entregue às mãos da violência. O céu se velou. A terra guardou silêncio. Muitos julgaram que a antiga promessa havia enfim sido vencida, e que o túmulo seria a morada da esperança.

Veio depois o segundo dia, o mais estranho de todos os dias desde que o sol iluminou este mundo. Era o dia imóvel, o dia fechado, o dia em que as portas pareciam pesadas demais para serem abertas e o ar espesso para ser respirado. Nesse dia, o mundo viu apenas a pedra, o sepulcro e a ausência. Mas as raízes da fidelidade trabalhavam escondidas, para além do alcance da vista, como sementes sob a neve ou fogo debaixo das cinzas.

Então amanheceu o terceiro dia!

E nenhum canto, nenhum brilho, nenhuma aurora nas montanhas desde o princípio do mundo se igualou àquele romper. Pois a morte, que havia fechado suas mãos sobre reis e mendigos, sábios e crianças, profetas e pecadores, descobriu que tocara aquele a quem não podia reter. O sepulcro foi espalancado como se irrompe de águas sufocantes. A pedra se partiu. O silêncio foi superado por uma vida que não voltaria a perecer. E o Caminhante levantou-se.

Levantou-se trazendo uma novidade ao alcance dos mortais. Em seu corpo glorioso, ainda marcado pela memória dos cravos, brilhava a verdade que nenhuma palavra humana pode pronunciar sem espanto. A promessa atravessou a noite inteira e permaneceu inteira; a fidelidade passou pelo abismo e trouxe consigo a aurora; o Deus que desceu ao mundo não voltou atrás, mas foi até o fim.

Desde então, todos os caminhos da terra foram mudados, ainda que muitos o ignorem.

O Caminhante chama agora outros caminhantes. Sua voz percorre campos, cidades, claustros, desertos, lares e ruínas, dizendo a cada geração que se ponha de pé e siga. Não chama apenas os fortes, os sábios, ou os puros. Chama os que têm pés cansados, coração dividido, memória ferida e pouca esperança. Chama-os porque conhece a estrada. Chama-os porque já entrou na noite do mundo e abriu uma Clareira. Chama-os porque é caçador de vida e luz, e não de morte e escuridão.

Assim nasceram os discípulos, como companheiros do Caminhante. A eles foi dado mais do que doutrina; foi dado um caminho. Entregue mais do que consolação; foi confiada uma marcha.

Tornamo-nos povo da estrada, gente do terceiro dia, mulheres e homens que aprenderam a reconhecer na sexta-feira a seriedade do amor, no sábado a paciência da esperança e no domingo a vitória do coração sobre a dureza do tempo.

E ainda agora, quando os reinos envelhecem, as guerras obscurecem o horizonte e muitos se perguntam se a promessa se perdeu entre as ruínas do mundo, o que permanece é o fato que o Altíssimo entrou na história como caminhante. Seus pés tocaram a poeira. Sua voz chamou os perdidos. Sua fidelidade desceu até a morte. Sua vida abriu a manhã do terceiro dia. E, todo aquele que o ouve, cedo ou tarde, encontra dentro de si o vestígio dessa verdade.

Dom Lindomar Rocha Mota - Bispo de São Luís de Montes Belos (GO)

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                                                                                           Fonte: diocesesaoluiz.org.br

domingo, 29 de março de 2026

Papa confia à Maria os crucificados de hoje:

rejeitar a guerra com o Rei da paz

Neste Domingo de Ramos, momento importante do ano litúrgico para celebrar a entrada de Jesus em Jerusalém, Leão XIV nos convida a percorrer o caminho da cruz com Cristo, Rei da paz, que diante da violência, ao invés de se armar, permaneceu firme na mansidão, deixando-se cravar na cruz. À Maria, que chora pelo Filho e pelos crucificados de hoje, o clamor por um Deus que é amor e rejeita a guerra, "que ninguém pode usar para justificar a guerra".

Neste Domingo de Ramos e da Paixão, que dá início à Semana Santa com a liturgia que celebra a entrada de Jesus em Jerusalém, o Papa Leão XIV fez um convite para seguir Cristo, "que se apresenta como Rei da paz", luz do mundo e que permanece firme na mansidão, diante de uma violência que o rodeia, inclusive com o plano de uma condenação à morte:

“Enquanto Jesus percorre o caminho da cruz, coloquemo-nos atrás d’Ele, sigamos os seus passos. E, caminhando com Ele, contemplemos a sua paixão pela humanidade, o seu coração que se parte, a sua vida que se torna dom de amor.”

Leia a íntegra da homilia do Papa


Em Jesus, Rei da paz, vemos os crucificados da humanidade

O pedido foi feito neste domingo (29/03) numa Praça São Pedro que ficou lotada de cerca de 40 mil fiéis. Fiéis que carregavam ramos, de diferentes espécies e tipos, unidos pelo único desejo de caminhar juntos pela mesma fé compartilhada, como foi feito logo no início da celebração: após a bênção dos ramos pelo Pontífice e a proclamação do Evangelho que narra a entrada triunfal de Jesus Cristo em Jerusalém, a procissão solene com cantos recordou os judeus no tempo de Jesus.

Na homilia voltada para o mistério da Paixão, o Papa recordou Jesus, como Rei da paz, em diferentes circunstâncias, desde quando entrou "em Jerusalém montado num jumento, não num cavalo, cumprindo a antiga profecia que convidava a exultar pela chegada do Messias", até quando foi "carregado com os nossos sofrimentos e traspassado pelas nossas culpas". Em todo momento Jesus "não se armou, nem se defendeu, nem travou nenhuma guerra. Manifestou o rosto manso de Deus, que sempre rejeita a violência, e, em vez de se salvar a si mesmo, deixou-se cravar na cruz, para abraçar todas as cruzes erguidas em cada tempo e lugar da história da humanidade":

"Irmãos, irmãs, este é o nosso Deus: Jesus, Rei da paz. Um Deus que rejeita a guerra; que ninguém pode usar para justificar a guerra; que não escuta mas rejeita a oração de quem faz a guerra, dizendo: «Podeis multiplicar as vossas preces, que Eu não as atendo. É que as vossas mãos estão cheias de sangue»."

Convidados a olhar para Jesus, "que foi crucificado por nós, vemos os crucificados da humanidade", disse o Papa: mulheres e homens feridos, "sem esperança, doentes, sozinhos". Mas, "sobretudo, ouvimos o gemido de dor de todos aqueles que são oprimidos pela violência e de todas as vítimas da guerra. Da sua cruz, Cristo, Rei da paz, ainda clama: Deus é amor! Tende piedade! Deponde as armas, lembrai-vos de que sois irmãos!".


O clamor à Maria pelos crucificados de hoje

Ao final da homilia, Leão XIV usou das palavras do Servo de Deus, o bispo italiano Tonino Bello (1935-1993), conhecido como "profeta da paz" e "bispo dos últimos" pelo empenho junto aos pobres e injustiçados, para confiar à Maria Santíssima, "que está ao pé da cruz do Filho e chora também aos pés dos crucificados de hoje", o seguinte clamor:

"«Santa Maria, mulher do terceiro dia, dá-nos a certeza de que, apesar de tudo, a morte já não terá mais poder sobre nós. Que os dias das injustiças dos povos estão contados. Que os clarões das guerras se estão a reduzir a luzes crepusculares. Que os sofrimentos dos pobres chegaram aos seus últimos suspiros. […] E que, finalmente, as lágrimas de todas as vítimas da violência e da dor em breve secarão, como a geada ao sol da primavera» (Maria, mulher de nossos dias)."

Andressa Collet - Vatican News

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Assista:

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                                         Fonte: vaticannews.va   Vídeo e fotos: (@Vatican Media

Medite a espiritualidade da Semana Santa

 a partir das reflexões dos bispos do Brasil 

Às portas do início da Semana Santa, alguns dos bispos que oferecem artigos ao Portal da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) escreveram sobre a espiritualidade deste momento central para a fé cristã, ajudando o povo de Deus a mergulhar nos mistérios celebrados.

As celebrações da Semana Santa

O arcebispo da arquidiocese do Rio de Janeiro (RJ), cardeal Orani João Tempesta, introduz ao mistério celebrado no Domingo de Ramos da Paixão do Senhor, abrindo a Semana Maior e mais importante do calendário cristão.

“As celebrações desta semana são muito ricas e cheias de significado. Caso não seja possível participar de todas as celebrações devido ao trabalho ou aos estudos, meditemos os textos sagrados em casa e procuremos acompanhar as celebrações pela televisão, rádio ou internet. Hoje concluímos também a Campanha a Fraternidade com o nosso gesto concreto que é a Coleta da Solidariedade”.

O arcebispo motiva a intensificar a oração, participar das celebrações e viver profundamente o Tríduo Pascal. “Caminhemos com Cristo na cruz, para com Ele ressuscitarmos para uma vida nova”.

Leia o artigo de dom Orani na íntegra.

Força redentora

Em outro artigo, também inspirado pelo contexto da Semana Santa, dom Orani reflete sobre a força redentora que emana da entrega total de Jesus na cruz. Nesse ato de solidariedade extrema, segundo dom Orani, Ele assume nossas dores e transfigura o sofrimento em caminho de salvação. “Aqui, a força não é um exercício de poder dominador, mas de entrega sacrificial que gera vida nova”, escreveu.

“Do silêncio orante do Getsêmani à entrega total na cruz, passando pela dor, pela aparente derrota e pela esperança silenciosa do Sábado Santo, aprendemos que a verdadeira força nasce da confiança radical em Deus. O que celebramos nesses dias não pode permanecer apenas na memória, mas deve transformar a vida”.

Paradoxo fascinante e desconcertante

O bispo de Frederico Westphalen (RS), dom Antonio Carlos Rossi Keller, escreveu sobre o “paradoxo fascinante e desconcertante” apresentado na liturgia do Domingo de Ramos: “aclamamos um Rei montado num jumentinho. Gritamos ‘Hosana!’ e, poucos dias depois, gritaremos ‘Crucifica-o!’. Agitamos ramos festivos e, em seguida, mergulhamos no silêncio sombrio do Calvário”.

Para dom Antonio Carlos, o Domingo de Ramos não é apenas a abertura da Semana Santa, mas “oespelho da nossa própria alma, uma vez que revela a fragilidade das nossas aclamações, a instabilidade da nossa fé, mas, sobretudo, a fidelidade absoluta de Jesus, Servo obediente que abraça o amor até o fim.

Além de explicar sobre os elementos e cada texto bíblico oferecido pela liturgia, dom Antônio indica como viver bem a Semana Santa.

“É umtempo de graça único, oferecido pela Igreja como oportunidade de transformação interior. Mas só nos transforma se nos dispormos a vivê-la com presença, com coração aberto”.

Leia o artigo de dom Antonio Rossi Keller na íntegra.

Celebrar todo o mistério pascal

Dom Rodolfo Weber, arcebispo de Passo Fundo (RS) também destaca a liturgia da Semana Santa, na qual serão lidos e refletidos “ricos e vastos textos bíblicos sobre os fundamentos teológicos e litúrgicos da vida cristã”. Ele orienta que “não podemos nos deter em um aspecto, mas celebrar o todo do mistério pascal”.

Ele reflete sobre o contexto da guerra no Oriente Médio e sobre a missão da Igreja de estar ao lado de Cristo crucificado e de todos os crucificados.

“O triunfo de Cristo não é aquele imperial, mas o humilde e sofrido da cruz. É o que liberta e salva. Jesus entra em Jerusalém não para ocupar a chefia de um exército e de um Estado, mas para oferecer-se como ‘rei manso e humilde'”.

Leia o artigo de dom Rodolfo na íntegra.

Participar com Cristo

O bispo de Campos (RJ), dom Roberto Francisco Ferreria Paz, escreveu sobre o início da Semana Santa com o Domingo de Ramos, quando participamos de todo o trajeto de Jesus desde a sua entrada em Jerusalém até a sua vitória sobre a morte. Ele motiva à participação ativa nas celebrações.

“No coração do Ano Litúrgico não fiquemos no palco ou assistindo o mistério e o drama da nossa salvação como meros espectadores ou turistas espirituais mas mergulhemos de cheio não só nos ritos mas no itinerário espiritual das trevas para a luz, do ódio para o amor, do desespero e indiferença para a esperança, do medo para a confiança e entrega, configurando-nos com o Crucificado e identificando-nos com seus sentimentos, dores e angústias para vencer com Ele a morte”.

Leia o artigo de dom Roberto Paz na íntegra

Lugar para todos

Dom Itacir Brassiani, bispo de Santa Cruz do Sul, reflete a partir dos sonhos e utopias que a humanidade carrega e a missão de Jesus. Ele motiva reafirmar, no início da Semana Santa, o sonho de um mundo que tenha lugar para todos.

“Acompanhando Jesus de Nazaré em sua chegada à capital do seu país, reafirmamos nosso sonho de um mundo onde haja lugar e vida plena para todos, que não criminalize os profetas e os sonhadores, que dê primazia aos mais vulneráveis. Em Jesus, o sonho é vivido e testemunhado no dom de si mesmo, sem reservas. Por isso, vive e é imortal”.

Leia na íntegra o artigo de dom Itacir 

Meditar a seriedade do amor

Dom Lindomar Rocha, bispo de São Luís de Montes Belos (GO), fez uma narração poética do mistério da encarnação de Jesus e da redenção trazida por Ele a partir do mote “A seriedade do amor”. Seu artigo pode auxiliar em meditações e reflexões durante a Semana maior.

“O Altíssimo entrou na história como caminhante. Seus pés tocaram a poeira. Sua voz chamou os perdidos. Sua fidelidade desceu até a morte. Sua vida abriu a manhã do terceiro dia. E, todo aquele que o ouve, cedo ou tarde, encontra dentro de si o vestígio dessa verdade”.

Leia e medite com o artigo de dom Lindomar

Luiz Lopes Jr

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Reflexão para este domingo:

O caminho para salvar o ser humano

José Antonio Pagola

Para um cristão, a cruz de Cristo não é mais um acontecimento que se perde no passado. É o acontecimento decisivo no qual Deus salva a humanidade. Por isso, a vida de Jesus entregue até a morte nos revela o caminho para libertar e salvar o ser humano.

A cruz nos revela, em primeiro lugar, que é importante “tomar sobre si o pecado”. É claro que devemos eliminar o mal e a injustiça, devemos combatê-los de todas as formas possíveis. Mas devemos também estar dispostos a assumir esse mal até onde for preciso. Jesus redime sofrendo. Só aqueles que se comprometem até sofrer o mal em sua própria carne humanizam o mundo.

Além disso, a cruz nos revela que o amor redime da crueldade. Muitos dirão que o importante é a defesa da democracia e de seus valores. Para que queremos o amor? O amor é necessário para chegarmos a ser simplesmente humanos. Esquece-se que o próprio Iluminismo baseou a democracia na “liberdade, igualdade e fraternidade”. Hoje insiste-se muito na liberdade, bem pouco se fala da igualdade e nada se diz da fraternidade. Cristo redime amando até o final. Uma democracia sem amor fraterno não levará a uma sociedade mais humana.

A cruz também revela que a verdade redime da mentira. Costuma-se pensar que, para combater o mal, o que é importante é a eficácia das estratégias. Isso não é certo. Se não há vontade de verdade, se difundimos a mentira ou encobrimos a realidade, estamos obstaculizando o caminho que leva à reconciliação. Cristo redime dando testemunho da verdade até o fim. Só aqueles que buscam a verdade acima de seus próprios interesses humanizam o mundo.

Nossa sociedade continua necessitando urgentemente de amor e verdade. É inegável que devemos concretizar suas exigências entre nós. Mas concretizar o amor e a verdade não significa desvirtuá-los ou manipulá-los: menos ainda eliminá-los. Aqueles que “tomam sobre si o pecado” de todos, e continuam lutando até o final para pôr amor e verdade entre os humanos, geram esperança. O teólogo alemão Iürgen Moltmann faz esta afirmação: “Nem toda vida é motivo de esperança, mas sim esta vida de Jesus que, por amor, toma sobre si a cruz e a morte”.

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JOSÉ ANTONIO PAGOLA cursou Teologia e Ciências Bíblicas na Pontifícia Universidade Gregoriana, no Pontifício Instituto Bíblico de Roma e na Escola Bíblica e Arqueológica Francesa de Jerusalém. É autor de diversas obras de teologia, pastoral e cristologia. Atualmente é diretor do Instituto de Teologia e Pastoral de São Sebastião. Este comentário é do livro “O Caminho Aberto por Jesus”, da Editora Vozes.

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                                          Fonte: franciscanos.org.br   Banner: Frei Fábio M. Vasconcelos

sábado, 28 de março de 2026

Coleta Nacional da Solidariedade –

a caridade quaresmal 

Dom Leomar Antônio Brustolin - Arcebispo de Santa Maria (RS)

A Campanha da Fraternidade, vivida anualmente pela Igreja no Brasil durante a Quaresma, nasceu como um caminho pastoral que une oração, reflexão e compromisso concreto com a vida do povo. Inspirada pelo Evangelho e pela tradição da Igreja, ela expressa o desejo de viver a conversão cristã também em sua dimensão social e comunitária. 

Comunhão, conversão e partilha 

Desde suas origens, a Campanha da Fraternidade assumiu três dimensões inseparáveis: comunhão, conversão e partilha. Comunhão, porque convida toda a Igreja a caminhar unida na busca de uma sociedade mais fraterna. Conversão, porque chama os cristãos a se deixarem transformar pelo Evangelho, revisando critérios, atitudes e estilos de vida. E partilha, porque a fé em Cristo não pode permanecer apenas no plano das palavras, mas precisa traduzir-se em gestos concretos de solidariedade. 

Nesse contexto, a Coleta Nacional da Solidariedade, realizada nas celebrações do Domingo de Ramos, torna-se um dos sinais mais visíveis desse compromisso. Ela não é apenas uma arrecadação financeira, mas um gesto eclesial que expressa a responsabilidade comum de cuidar da vida e da dignidade humana. Trata-se de uma partilha que nasce da consciência cristã e da adesão ao chamado do Evangelho. 

A Campanha da Fraternidade surgiu, inicialmente, também como uma coleta destinada a sustentar a ação sociocaritativa da Igreja no Brasil. Ao longo de mais de seis décadas, essa prática permaneceu fiel à sua inspiração original. A Coleta da Solidariedade continua sendo um gesto concreto que une comunidades, paróquias e dioceses em todo o país. 

Um gesto concreto que transforma realidades  

Do valor arrecadado, 60% permanecem na própria (arqui)diocese, constituindo o Fundo Diocesano de Solidariedade, destinado ao apoio de projetos sociais que respondem às necessidades locais. Os outros 40% são destinados ao Fundo Nacional de Solidariedade, administrado pela CNBB, que apoia iniciativas em diversas regiões do Brasil. Dessa forma, a partilha realizada nas comunidades transforma-se em ações concretas de promoção humana, de cuidado com os mais vulneráveis e de defesa da vida. 

Mais do que uma coleta, trata-se de um verdadeiro processo de formação da consciência cristã. A Campanha da Fraternidade procura despertar o espírito comunitário, educar para a fraternidade e renovar o compromisso dos fiéis com a construção de uma sociedade justa e solidária. 

O Concílio Vaticano II recorda que a penitência quaresmal não deve ser apenas interior e individual, mas também externa e social (Sacrosanctum Concilium, 110). A Coleta da Fraternidade expressa justamente essa dimensão da conversão cristã: reconhecer que nossa fé em Cristo nos impele a cuidar dos irmãos e irmãs, especialmente dos mais pobres. 

Assim, ao participar desse gesto no Domingo de Ramos, os cristãos unem sua oferta ao mistério pascal de Cristo. A partilha torna-se sinal concreto de que a Páscoa já começa a transformar o mundo por meio da caridade, da justiça e da solidariedade. 

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                                                      Fonte: cnbb.org.br   Imagem:arqmariana.com.br