O Santo Padre
rezou o Angelus com os fiéis presentes na Praça São Pedro, neste II Domingo do
Tempo Comum. Recordou que o Evangelho nos fala de João Batista, que reconhece
em Jesus o Cordeiro de Deus, o Messias, dizendo: “Eis o Cordeiro de Deus, que
tira o pecado do mundo!”.
“A nossa alegria
e grandeza não se baseiam em ilusões passageiras de sucesso e fama, mas em
saber-nos amados e queridos pelo nosso Pai que está nos céus”: foi o que disse
o Papa Leão XIV na sua alocução que precedeu a Oração mariana do Angelus, com
os fiéis presentes na Praça São Pedro, neste II Domingo do Tempo Comum.
O Papa iniciou
recordando que neste domingo o Evangelho nos fala de João Batista, que
reconhece em Jesus o Cordeiro de Deus, o Messias, dizendo: “Eis o Cordeiro de
Deus, que tira o pecado do mundo!”; e acrescenta: “Foi para Ele se manifestar a
Israel que eu vim batizar com água”.
João reconhece
em Jesus o Salvador, - acrescentou o Santo Padre -, proclama a sua divindade e
missão em favor do povo de Israel e depois, tendo cumprido a sua tarefa,
afasta-se, como atestam estas suas palavras: “Depois de mim vem um homem que me
passou à frente, porque existia antes de mim”.
João Batista é
um homem muito amado pelas multidões, a ponto de ser temido pelas autoridades
de Jerusalém. Teria sido fácil explorar esta fama - disse Leão XIV -, mas ele
não cede de forma alguma à tentação do sucesso e da popularidade.
“Diante de Jesus, reconhece a própria pequenez e abre espaço para a grandeza d’Ele. Sabe que foi enviado para preparar o caminho do Senhor e, quando o Senhor vem, reconhece com alegria e humildade a sua presença, retirando-se de cena”.
Quão importante
é para nós, hoje, o seu testemunho!
“Realmente, muitas vezes é dada uma demasiada importância à aprovação, ao consenso e à visibilidade, a ponto de condicionar as ideias, os comportamentos e os estados de espírito das pessoas, causando sofrimento e divisões, criando estilos de vida e de relacionamento efémeros, decepcionantes e aprisionadores. Na realidade, não precisamos desses “substitutos de felicidade”.
A nossa alegria e grandeza – afirmou o Papa -, não se baseiam em ilusões passageiras de sucesso e fama, mas em saber-nos amados e queridos pelo nosso Pai que está nos céus. “É o amor de que Jesus nos fala: o amor de um Deus que ainda hoje vem estar no meio de nós, não para nos surpreender com efeitos especiais, mas para partilhar o nosso cansaço e assumir os nossos fardos, revelando-nos quem realmente somos e quanto valemos a seus olhos”.
O Papa concluiu
pedindo: “não deixemos que Ele, ao passar, nos encontre distraídos. Não
desperdicemos tempo e energia buscando o que é apenas aparência. Aprendamos com
João Batista a manter o espírito vigilante, amando as coisas simples e as
palavras sinceras, vivendo com sobriedade e profundidade de mente e coração,
contentando-nos com o necessário e encontrando, de preferência todos os dias,
um momento especial para nos determos em silêncio a rezar, refletir, escutar,
enfim, “fazer deserto”, para encontrar o Senhor e estar com Ele”.
Que em tudo isto
nos ajude a Virgem Maria, modelo de simplicidade, sabedoria e humildade.
Silvonei José – Vatican News
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