Durante o
encontro na Sala Paulo VI, Leão XIV agradeceu às entidades que colaboraram ao
longo do Ano Jubilar e destacou o entusiasmo dos jovens como sinal de esperança
para a Igreja e para a humanidade.
Na manhã deste
sábado, 10 de janeiro, o Papa Leão XIV encontrou-se com os representantes das
entidades civis e eclesiásticas que colaboraram para a realização do Jubileu da
Esperança, encerrado há poucos dias. Aproximadamente 6 mil pessoas participaram
do encontro, realizado na Sala Paulo VI, no Vaticano.
Gratidão pelo
trabalho realizado durante o Ano Jubilar
Em seu discurso,
o Pontífice expressou profunda gratidão a todos os organismos envolvidos, desde
autoridades italianas e instituições da Santa Sé até forças de segurança,
associações de voluntariado e os cinco mil Voluntários do Jubileu, pelo
trabalho realizado antes e durante o Ano Santo. Graças a esse esforço conjunto,
recordou o Papa, mais de 30 milhões de peregrinos puderam viver a experiência
jubilar em um clima de fé, ordem e acolhimento.
Leão XIV
destacou que Roma soube oferecer aos peregrinos “o seu rosto de casa
acolhedora, de comunidade aberta”, favorecendo uma vivência espiritual marcada
pelo recolhimento, pela alegria e pelo respeito.
A experiência do
encontro com Cristo
O Papa recordou que a peregrinação às Portas Santas, a visita aos túmulos dos Apóstolos e a experiência do perdão foram, para muitos fiéis, ocasiões decisivas de encontro com Cristo. Segundo Leão XIV, esses momentos permitiram experimentar de modo concreto que “a esperança não decepciona” (Rm 5,5), porque o Senhor caminha com o seu povo tanto nos momentos decisivos quanto na simplicidade da vida cotidiana.
| Voluntários do Jubileu durante a audiência com o Papa |
O Jubileu visto
pelos olhos dos jovens
Um trecho do
discurso do Santo Padre foi dedicado especialmente aos jovens e adolescentes
que participaram do Jubileu, vindos de diversas partes do mundo. O Papa elogiou
o entusiasmo, a alegria e a seriedade com que viveram os momentos de oração e
celebração e reforçou que “todos, em vários níveis, são responsáveis pelo
futuro da juventude, no qual está o futuro do mundo”, e completou:
“Os jovens
precisam de modelos saudáveis, que os orientem para o bem, para o amor, para a
santidade, como nos mostram as figuras de São Carlo Acutis e de São Pier
Giorgio Frassati, canonizados no último mês de setembro. Mantenhamos diante de
nós os seus olhos límpidos e vivos, cheios de energia e, ao mesmo tempo, tão
frágeis: eles poderão nos ajudar muito a discernir com sabedoria e prudência
nas graves responsabilidades que temos para com eles.”
“Deixemo-nos
desde já atrair pela esperança”
Ao retomar as
palavras do Papa Francisco na Bula de proclamação do Ano Santo, Leão XIV
renovou o convite a levar adiante os frutos do Jubileu: “Deixemo-nos desde já
atrair pela esperança e permitamos que, através de nós, ela se torne contagiosa
para quantos a desejam.” Para o Pontífice, este é o mandato que permanece após
o encerramento do Ano Jubilar, para que os muitos germes de bem semeados nos
corações possam crescer e dar frutos duradouros.
Ao final do
encontro, o Papa presenteou os participantes com o Crucifixo do Jubileu, como
sinal de reconhecimento e memória da colaboração vivida durante o Ano Santo. Em
seguida, concedeu sua bênção e expressou votos de um novo ano marcado pela
esperança.
Thulio Fonseca - Vatican News
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