segunda-feira, 1 de junho de 2026

Duas catequeses com o padre Zezinho:

Entre o Ah e o Há da nossa fé católica

Pe. Zezinho, scj |||||||||||||||||||||||||||||||

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Nas igrejas cristãs existem o HÁ e o AH! Um mostra o presente ou o passado e conjuga-se expressando realidades passadas ou presentes. Vivemos do que passou e do que está passando!

Padre Zezinho

Mas existe um Ah! de exclamação, de encantamento ou de súplica, próprio de quem busca algo pouco visível.

- Ah, Senhor, ah Jesus, ah meu amigo! Em geral significa mais do que estamos expressando.

Quem não consegue se encantar ou até se espantar é porque ainda não conheceu o que está para além do que vemos.

A religião tem muito disso. Mas os crentes que exageram no ah! raramente vivem direito o seu há! Crer inclui o AH e o HÁ.

Os nefelibatas (vivem nas nuvens) viviam e vivem de AH, porém os realistas (pé no chão) vivem do aqui e agora. Olham para cima, para baixo, para o lado, para a frente e para o amanhã, mas levam a sério os salmos, os hinos e as profecias da Bíblia.

E, sobretudo, ouvem Paulo de Tarso em EFÉSIOS capítulo 3. Ele mandava olhar o passado, o presente e o futuro e as várias dimensões da fé em Jesus!

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Que Cristo habite pela fé em vossos corações e, assim, enraizados e consolidados no amor, possais compreender com todos os santos

qual a largura, o comprimento, a altura e a profundidade, e conhecer o amor de Cristo, que supera todo conhecimento, para serdes repletos de toda a plenitude de Deus. Efésios 3, 17-19

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Porque os apóstolos, os santos, os Papas, bispos, padres,
leigos e seus descendentes falam em DEPÓSITO DA FÉ?

Porque faz quase 40 séculos que Deus depositou suas verdades no mundo. E faz 20 séculos que Jesus depositou suas verdades em nós.

E agora depositamos, para os que estão vindo depois de nós, as verdades que a Santíssima Trindade foi depositando no mundo.

Somos herdeiros desse depósito. Faz quase 40 séculos que estamos vivendo do DEPÓSITO DA FÉ. Deus foi depositando suas verdades no mundo e estamos vivendo dessa riqueza espiritual.

E todos nós que cremos, pouco a pouco vamos vivendo e depositando para o futuro, todas as verdades que Deus vivendo depositando e postando para nós!

Entendeu o que é o DEPÓSITO DA FÉ!

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                                                                                  Fonte: facebook.com/padrezezinho,sjc

Papa leão XIV nesta segunda-feira:

promover
uma espiritualidade missionária cada vez mais fervorosa

Em sua audiência com os participantes da Assembleia Geral das Pontifícias Obras Missionárias, Leão XIV enfatizou a urgência de buscarem juntos maneiras de avançar na missão iniciada por Jesus e exortou a todos a se engajarem "com alegria e renovado zelo". Ele também lembrou a instituição do Dia Mundial das Missões, cem anos atrás, e a beatificação, em 24 de setembro, de Fulton J. Sheen, "um farol de fé, esperança e amor", por meio do rádio e da televisão.


O Papa Leão XIV recebeu em audiência, nesta segunda-feira (1°/06), na Sala Clementina, no Vaticano, os participantes da Assembleia Geral das Obras Pontifícias Missionárias.

Em seu discurso, o Pontífice recordou que este ano se celebra o primeiro centenário do Dia Mundial das Missões instituído pelo Papa Pio XI, em 1926.

"Durante cem anos, este dia foi dedicado à oração, à reflexão e à contribuição para a missão de evangelização da Igreja, especialmente nas áreas onde o anúncio do Evangelho está apenas começando e onde a Igreja ainda é jovem", disse o Papa, recordando que no Dia Mundial das Missões "toda comunidade católica é convidada a rezar e a oferecer sacrifícios espirituais e materiais pelo trabalho missionário nas áreas de primeira evangelização e a apoiar as Igrejas jovens". Leão XIV expressou sua gratidão a todos que no mundo trabalham "na promoção do Dia Mundial das Missões em cada circunscrição eclesiástica na comunhão universal da Igreja".

Se me permitem acrescentar, um dos propósitos específicos do Dia Mundial das Missões é lembrar aos fiéis das Igrejas mais antigas, as chamadas Igrejas consolidadas, a importância de também elas se unirem ao espírito missionário de toda a Igreja.

Leão XIV lembrou que "graças aos fundos arrecadados no Dia Mundial das Missões, a Pontifícia Obra da Propagação da Fé consegue ajudar mais de 1.130 circunscrições eclesiásticas dependentes do Dicastério para a Evangelização, Seção para a Primeira Evangelização e Novas Igrejas Particulares, ajudando-os a estabelecer a infraestrutura eclesial necessária e a apoiar diversas iniciativas missionárias". O organismo "também apoia a administração de cinco colégios em Roma para a formação permanente de sacerdotes, consagrados e consagradas, que vêm à Cidade Eterna para estudar e se tornarem recursos preciosos para suas Igrejas locais, às quais retornam após a conclusão de seus estudos. Essas e muitas outras iniciativas missionárias são possíveis graças à generosidade dos fiéis no Dia Mundial das Missões", sublinhou.

O Papa recordou também que este ano "marca o centésimo décimo aniversário da fundação da Pontifícia União Missionária pelo Beato Paulo Manna, declarada Pontifícia pelo Papa Pio XII e definida por São Paulo VI como a "alma" das demais Pontifícias Obras Missionárias". O Papa Leão os encorajou "a participarem da sua missão de promover entre todos os batizados uma espiritualidade missionária cada vez mais fervorosa e um compromisso cada vez mais profundo com a missão universal de evangelização da Igreja nesta nova era missionária".

A seguir, Leão XIV recordou que neste ano, em 24 de setembro, em St. Louis, Missouri, será beatificado o venerável Fulton J. Sheen, um dos mais renomados diretores nacionais das Pontifícias Obras Missionárias. Ele "foi um farol de fé, esperança e amor que brilhou por décadas através do rádio e da televisão. Eu mesmo testemunhei sua evangelização quando era criança".

De acordo com o Papa, "suas transmissões alcançaram milhões de pessoas com a esperança do Evangelho, e suas iniciativas e esforços proporcionaram enorme assistência espiritual e material às Igrejas em áreas de primeira evangelização". "Que o nosso novo beato seja um exemplo para todos os Diretores Nacionais e Diocesanos das Pontifícias Obras Missionárias em todo o mundo", sublinhou. A seguir, acrescentou:

Num mundo cada vez mais marcado pela divisão, guerra e conflito entre nações e povos, as quatro Pontifícias Obras Missionárias, confiadas ao Dicastério para a Evangelização, Seção para a Primeira Evangelização e Novas Igrejas Particulares, prestam um precioso serviço à missão da Igreja de proclamar Cristo, Príncipe da Paz e revelação encarnada do Amor Divino, à humanidade.

A seguir, recordou que "a este respeito, a Pontifícia Obra da Infância e Adolescência Missionária realiza uma missão particularmente valiosa, levando a luz da fé e a consolação da caridade cristã às crianças de todo o mundo, especialmente nas regiões afetadas pelo ódio e pela violência". "Igualmente importante é a Pontifícia Obra Missionária de São Pedro Apóstolo, que promove e apoia a formação do clero e religiosos consagrados indígenas nos territórios da primeira evangelização. Em muitos lugares, sem o apoio da Obras, os seminaristas e noviços não teriam os meios necessários para sua formação humana, espiritual e pastoral", ressaltou Leão XIV.

O Papa lembrou que o tema do Dia Mundial das Missões deste ano — Um em Cristo, Unidos na missão — "destaca a unidade dos fiéis e marca o centenário aniversário desta celebração mundial.

Convida todos os membros da Igreja a uma comunhão mais profunda em Cristo e a uma unidade mais plena na sua divina missão de amor. Reflete o profundo desejo do Senhor, expresso na sua oração ao Pai antes da Paixão. Estes aspectos, expressos no tema deste ano, pedem uma renovação missionária na Igreja nos próximos anos. Por isso, encorajo-os a manter este ensinamento em mente, a viver uma autêntica espiritualidade de unidade e comunhão centrada em Cristo e a promovê-la através de suas atividades entre os fiéis.

Mariangela Jaguraba - Vatican News

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Fonte: vaticanews.va     Foto: (@Vatican Media)

Dom Walmor nos ajuda a entender

A Carta de Leão 

Dom Walmor Oliveira de Azevedo - Arcebispo de Belo Horizonte (MG)

A expansão das diferentes formas de inteligência artificial impacta a sociedade em seus muitos campos, reconfigurando as relações humanas, modos de pensar e agir, com possibilidades de gerar oportunidades singulares de desenvolvimento e, ao mesmo tempo, graves ameaças ao bem comum.  Um fenômeno complexo que inspirou o Papa Leão XIV a publicar a Carta Encíclica Magnifica Humanitas – sobre a salvaguarda da pessoa humana na era da inteligência artificial.  Diferentes segmentos têm expressado admiração à oportuna Carta Encíclica que convoca a civilização humana à reflexão e, consequentemente, ao agir, partindo da premissa de que o desenvolvimento tecnológico não é neutro, não pode ser inocentemente considerado bom ou ruim, mas devidamente refletido em todos os seus aspectos. Há quem possa se perguntar: inteligência artificial é assunto a ser tratado pela Igreja? Tem relação com a fé? O próprio Papa Leão XIV responde na Carta Encíclica, ao pontuar que a Igreja, na sua tradição, sempre articulou fé e vida, constituindo uma rica Doutrina Social a partir da análise da sociedade à luz da fé.  

Ora, analisar no mundo contemporâneo a sociedade, à luz da fé, implica dedicar-se, também, aos impactos reais e possíveis da inteligência artificial na vivência da espiritualidade e, especialmente, no respeito à dignidade humana, pois, para os cristãos, fé e cotidiano se relacionam: não há como amar Deus e desconsiderar os irmãos que sofrem. Essa é uma premissa da Doutrina Social da Igreja, “um património de sabedoria, onde encontramos princípios para pensar, critérios para discernir e julgar, orientações concretas para agir. Ela baseia-se na Sagrada Escritura e na Tradição e, em diálogo com as ciências, ajuda-nos a ler os desafios do presente com lucidez, identificando caminhos adequados para viver, com alegria e a serviço do mundo, um límpido testemunho cristão”, descreve o Papa Leão XIV na sua Carta Encíclica. Justamente com a recém-publicada Carta, o Papa oferece sua contribuição à Doutrina Social da Igreja, partilhando com o mundo critérios objetivos, à luz da fé, para tratar o desenvolvimento da inteligência artificial.  

O Papa Leão XIV alerta para as formas de apropriação da inteligência artificial que acentuam cenários de exclusão, com a concentração de riquezas nas mãos de poucos, impondo sacrifícios a quem já padece na extrema pobreza. O Pontífice lembra que, pela primeira vez na história, os estados já não são mais os principais vetores do desenvolvimento tecnológico. “Os principais motores do desenvolvimento são sujeitos privados, frequentemente transnacionais, dotados de recursos e capacidades de intervenção superiores aos de muitos governos. O poder tecnológico assume, destarte, uma identidade inédita, predominantemente ‘privada’ e, portanto, ainda mais difícil de discernir, gerir e orientar para o bem comum”. Assim, uma das perguntas centrais a inspirar reflexões sobre a inteligência artificial seria: a quem essas tecnologias servem e quais são os seus propósitos? 

Alguns sinais apontam para um perigoso caminho. Há notícias de adolescentes e jovens que preferem “conversar” com os chamados chatbots, sistemas simuladores de interações, do que com seres humanos. Substituem até mesmo métodos terapêuticos cientificamente comprovados por simulacros desenvolvidos via sistemas automatizados. Outro fenômeno especialmente grave é tratado na Carta Encíclica: o Papa Leão XIV denuncia a “cultura do poder”, o crescimento da indústria bélica, que se tornou um setor-chave na economia de alguns países.  Neste cenário, cresce o emprego da inteligência artificial no desenvolvimento de armas. Chega-se ao absurdo de confiar às máquinas a tarefa de decidir sobre questões morais.  “Fala-se por vezes de ‘agentes morais artificiais’, como se uma máquina pudesse garantir, com maior coerência do que um ser humano, a distinção entre o bem e o mal. Ora, o juízo moral não se reduz a um cálculo: implica consciência, responsabilidade pessoal e reconhecimento do outro como pessoa”, alerta a Carta Encíclica. 

Da aparente interação inofensiva entre um adolescente com um chatbot à ameaçadora escalada armamentista impulsionada pela inteligência artificial percebe-se um perigoso contexto de desconsideração da dignidade humana, agredida também por inadequadas aplicações das novas tecnologias. Principalmente aqueles que patrocinam o avanço da técnica são chamados a refletir sobre as desastrosas consequências de um desenvolvimento alimentado pelo egoísmo. Eis o que pede a Carta de Leão: salvaguardar o humano, pois a técnica pode ser importante, mas, criada por Deus, magnífica é a humanidade.

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Fonte: cnbb.org.br  Foto: (@Vatican Media)