quinta-feira, 7 de dezembro de 2017

Vaticano nesta quinta-feira

Papa encoraja formação dos jovens ao diálogo em Taiwan
Cidade do Vaticano (RV) - O Papa recebeu na manhã desta quinta-feira (07/12), os membros do Conselho Nacional de Igrejas de Taiwan.  
Papa na Sala do Consistório

com a Delegação do Conselho Nacional de Igrejas de Taiwan
Recém-chegado de visita a Myanmar e Bangladesh, Francisco pôde constatar a vitalidade que caracteriza os povos asiáticos, e ao mesmo tempo, orosto sofredor daquela humanidade muitas vezes carente de prosperidades materiais e bem-estar social. E em seu discurso ao grupo, lembrou:
“A Igreja católica está comprometida em promover uma maior unidade entre os cristãos. Reforçar as relações entre os cristãos, aliado ao anúncio de Jesus, conduz a obras de caridade e projetos formativos para os jovens, mas que beneficiarão toda a sociedade. Um futuro melhor para todos requer a formação das jovens gerações, especialmente na arte do diálogo. Protagonistas de uma cultura da harmonia e da reconciliação, serão dispostos a percorrer o caminho que vai do conflito à comunhão, tão frutuoso no percurso ecumênico”.
Francisco se despediu do grupo encorajando-o a prosseguir no caminho da fraternidade e colaboração entre as comunidades, até alcançarmos o dia em que será realizado o desejo de Jesus ‘sejam uma só coisa... a fim que o mundo creia’
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Papa comemora os 90 anos do Cardeal Sodano
Cidade do Vaticano (RV) – O Papa Francisco presidiu na manhã desta quinta-feira, na Capela Paulina, a Santa Missa pelos 90 anos do Card. Angelo Sodano, Decano do Colégio Cardinalício.
Ao final da celebração, o Pontífice improvisou uma breve saudação, em que falou da importância de dar graças ao Senhor por aquilo que Ele faz em nossas vidas, sobretudo quando se trata de datas importantes, como esta do Card. Sodano.
“Nessas ocasiões, se faz mais forte a memória do caminho transcorrido, e esta memória nos leva a oferecer um dom. Memória que é uma dimensão da vida. É uma desgraça perder a memória de tudo o que Deus fez por nós”, disse o Papa
Papa Francisco e Cardeal Sodano na Capela Paulina
Para Francisco, é importante fazer memória também da nossa pequenez, dos nossos erros, inclusive dos pecados. “São Paulo se orgulhava deles, porque a glória vai somente a Deus, nós somos fracos, todos”, afirmou o Papa, acrescentando que cada vida é diferente e somente o Senhor sabe aquilo que fizemos, o “testemunho escondido”.
“Nós vemos no Cardeal o testemunho de um homem que fez muito pela Igreja, em diversas situações, com alegria e com lágrimas. Mas o testemunho que hoje me parece maior é o de um homem eclesialmente disciplinado, e esta é um graça pela qual lhe agradeço, Senhor Cardeal. E peço que este testemunho da dimensão eclesial, na disciplina eclesial, nos ajude a ir avante na nossa vida. Muito obrigado, Senhor Cardeal.”
Biografia
Angelo Sodano nasceu em Isola d'Asti (Itália) em 23 de novembro de 1927. Em 1959 foi chamado a prestar serviço à Santa Sé, dentro e fora do Vaticano. Ao ser nomeado Arcebispo pelo Papa Paulo VI, em 1977, foi enviado como Núncio Apostólico ao Chile, onde permaneceu mais de 10 anos. Regressou ao Vaticano a convite do Papa João Paulo II em 1988, onde assumiu cargos dentro da Secretaria das Relações com os Estados. Em junho de 1991 foi nomeado Secretário de Estado, recebendo o título cardinalício. Nesta função ficou até 2006, sob o pontificado de Bento XVI.
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Assista:
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Papa aos luteranos:
Nunca mais rivais, o futuro é a comunhão
Cidade do Vaticano (RV) – Entre as inúmeras audiências desta quinta-feira, o Papa Francisco recebeu no Vaticano a presidência da Federação Luterana Mundial.
À delegação, liderada pelo Secretário-Geral Dr. Musa Filibus, o Papa dirigiu um discurso ressaltando os momentos que marcaram ecumenicamente o Ano da Comemoração da Reforma, que acaba de ser concluído.
De modo especial, Francisco recordou sua visita a Lund, na Suécia, em outubro de 2016, quando se rezou juntos para que da graça de Deus brote e floresça o dom da unidade entre os fiéis.
“Somente rezando podemos custodiar uns aos outros. A oração purifica, fortifica, ilumina o caminho, faz ir avante. A oração é como o combustível da nossa viagem rumo à plena unidade.”
Reconhecendo-nos irmãos, disse o Papa, podemos olhar para a história passada e agradecer a Deus porque as divisões dolorosas confluíram, nas últimas décadas, num caminho de comunhão, no caminho ecumênico suscitado pelo Espírito Santo. Este caminho nos levou a abandonar antigos preconceitos, como aqueles sobre Lutero e a situação da Igreja naquele período.
Por isso, Francisco enalteceu o diálogo entre a Federação Luterana Mundial e o Pontifício Conselho para a Promoção da Unidade dos Cristãos:
“Com a memória purificada, hoje podemos olhar com confiança para o futuro. Nunca mais poderemos nos permitir ser adversários ou rivais. Se o passado não pode ser mudado, o futuro nos interpela: não podemos nos subtrair, agora, da busca e da promoção de uma maior comunhão na caridade e na fé.”
Papa reza na Catedral de Lund
Francisco pediu ainda vigilância diante da tentação de parar no meio do caminho. O impulso para prosseguir pode vir de duas frentes: a caridade e o martírio. Os pobres são “indicadores preciosos” do caminho, que nos chamam a tocar suas feridas com a força restauradora da presença de Jesus.
Já quem sofre de modo heroico para testemunhar de Cristo nos impele a uma fraternidade sempre mais real.
“Querido irmão, invoco de coração todas as bênçãos de Deus e peço ao Espírito Santo, que une aquilo que está dividido, de efundir sobre nós a sua sabedoria mansa e corajosa.”
Eis a íntegra do pronunciamento do Pontífice:
“Querido irmão, querido Arcebispo Musa,
Saúdo-o cordialmente junto ao Dr. Junge, Secretário Geral, aos vice-Presidentes e aos delegados da Federação Luterana Mundial, e ao mesmo tempo em que agradeço por suas cordiais palavras, congratulo-me pela sua recente nomeação a Presidente.
Juntos podemos fazer memória, como a Escritura ensina, do quanto o Senhor realizou entre nós (cf. Salmo 77,12-13). A recordação vai, em particular, aos momentos que ecumenicamente marcaram o Ano da Comemoração da Reforma, há pouco concluído.
Gosto de pensar sobretudo ao 31 de outubro de 2016, quando rezamos em Lund, onde a Federação Luterana Mundial foi instituída. Foi importante nos encontrarmos, antes de tudo, na oração, porque não é dos projetos humanos, mas da graça de Deus que germina e floresce o dom da unidade entre os fiéis.
Somente rezando podemos custodiar-nos uns aos outros. A oração purifica, fortifica, ilumina o caminho, faz seguir em frente. A oração é como o combustível de nossa viagem rumo à plena unidade. De fato, o amor do Senhor, que alcançamos rezando, coloca em ação a caridade que nos aproxima: disto a paciência do nosso esperar-nos, o motivo do nosso reconciliar-nos, a força para seguirmos em frente juntos. A partir da oração, que é “a alma da renovação ecumênica e do anseio pela unidade”; o diálogo “sobre ela se baseia e dela recebe sustento” (cfr Carta Enc. Ut unum sint, 28).
Rezando, podemos cada vez nos ver uns aos outros na perspectiva correta, aquela do Pai, cujo olhar coloca-se amorosamente sobre nós, sem preferências ou distinções. E no Espírito de Jesus, no qual rezamos, nos reconhecemos irmãos.
Este é o ponto do qual partir e recomeçar sempre. A partir disto olhamos também para a história passada e agradecemos a Deus porque as divisões, mesmo muito dolorosas, que nos viram distantes e contrapostos por séculos, nos últimos decênios confluíram para um caminho de comunhão, no caminho ecumênico suscitado pelo Espírito Santo. Isto nos levou a abandonar os antigos preconceitos, como aqueles sobre Martinho Lutero e sobre a situação da Igreja Católica naquele período.
Para isto contribuiu notavelmente o diálogo entre a Federação Luterana Mundial e o Pontifício Conselho para a Promoção da Unidade dos Cristãos, realizado a partir de 1967; um diálogo do a ser recordado com gratidão hoje, cinquenta anos mais tarde, também reconhecendo alguns textos particularmente importantes, como a Declaração Comum sobre a Doutrina da Justificação e, por último, o documento “Do conflito à comunhão”.
Papa Francisco com a Presidência da Federação Luterana Mundial
Com a memória purificada, hoje podemos olhar confiantes para um futuro, não marcado por contrastes e pelos preconceitos do passado; mas um futuro sobre o qual importa somente a dívida do amor recíproco (cfr Rm 13,8); um futuro no qual somos chamados a discernir os dons que provém das diversas tradições confessionais e em acolhê-los como patrimônio comum.
Antes das oposições, das diferenças e das feridas do passado, existe de fato a realidade presente, comum, alicerçada e permanente do nosso Batismo.
Isto nos torna filhos de Deus e irmãos entre nós. Por isto não poderíamos nunca nos permitir ser adversários ou rivais. E se o passado não pode ser mudado, o futuro nos interpela: não podemos subtrair-nos, agora, do buscar e promover uma maior comunhão na caridade e na fé.
Somos chamados também a vigiar, diante da tentação de pararmos ao longo do caminho. Na vida espiritual, como na vida eclesial, quando se está parados, sempre se volta para trás: contentar-se, parar por temor, preguiça, cansaço ou conveniência, enquanto se caminha rumo ao Senhor com os irmãos, é diminuir o seu próprio convite.
E para proceder juntos em direção a Ele, não bastam boas ideias, mas é preciso dar passos concretos e estender a mão.
Isto quer dizer, sobretudo, despender-se na caridade, olhando aos pobres, aos irmãos menores do Senhor (cf. Mt 25,40): são os nossos indicadores preciosos ao longo do caminho.
Nos fará bem tocar as suas feridas com a força curadora da presença de Jesus e com o bálsamos do nosso serviço.
Com este estilo simples, exemplar e radical, somos chamados, particularmente hoje, a anunciar o Evangelho, prioridade de nosso ser cristãos no mundo. A unidade reconciliada entre os cristãos é parte indispensável de tal anúncio: “Como anunciar o Evangelho da reconciliação, sem contemporaneamente se empenhar a agir pela reconciliação dos cristãos?” (Ut unum sint, 98).
No caminho, somos encorajados pelos exemplos daqueles que sofreram pelo nome de Jesus e já estão plenamente reconciliados na vitória pascal. São ainda tantos, nos nossos dias, os que sofrem pelo testemunho de Jesus: o seu heroísmo manso e pacífico é para nós um chamado urgente a uma fraternidade sempre mais real.
Querido irmão, invoco de coração para você todas as bênção de Deus e peço ao Espírito Santo, que une aquilo o que está dividido, de infundir sobre nós a sua sabedoria mansa e corajosa. E a cada um de vocês pelo, por favor, rezem por mim. Obrigado!"
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Francisco recebe crianças cantoras da TV italiana
Cidade do Vaticano (RV) – Na sequência de suas atividades da manhã de quinta-feira (07/12), o Papa Francisco teve um descontraído encontro com as crianças do pequeno coro Mariele Ventre do Teatro Antoniano de Bolonha. O coral está comemorando 60 anos do concurso musical internacional televisivo “Lo Zecchino d’Oro” (Cequim d'Ouro, em português).  
60ª edição do Festival do Zecchin D'Oro
Este festival é um evento que com o tempo, foi-se tornando parte do costume e patrimônio cultural italiano das gerações nascidas depois da década de ’60.
“Com suas canções, com simplicidade e competência, vocês transmitem uma sensação de serenidade tão necessária a todos, especialmente às famílias que vivem em dificuldade e sofrimentos”, disse o Papa.
“Continuem assim, cantando os valores autênticos da vida, louvando a Deus por todo o bem que nos dá. E que neste tempo do Advento, suas canções, narrando o nascimento de Jesus, possam ajudar os que os escutam a compreender o amor e a maravilha do que aconteceu em Belém 2000 anos atrás. Deus se fez menino para estar mais próximo dos homens de todos os tempos, demonstrando-nos sua infinita ternura”.
“Rezem por mim – pediu enfim o Papa – estendendo sua bênção a seu assistente espiritual, aos padres franciscanos e a todos os seus familiares”.
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Papa Francisco:
Presépio e árvore, sinais da compaixão do Pai celeste
Cidade do Vaticano (RV) -  O Papa recebeu em audiência no final da manhã desta quinta-feira na Sala Paulo VI cerca de 4.000 pessoas pertencentes às delegações dos doadores do Presépio e da árvore que embelezam a Praça São Pedro nesta Natal.
Francisco começou seu pronunciamento agradecendo ao Abade de Montevergine pelo dom do Presépio e ao Arcebispo de Warmia e ao Bispo de Elk, na Polônia, pela doação do pinheiro, assim como à Direção das Florestas Estatais de Bialystok.
O Papa saudou também as crianças assistidas nos departamentos oncológicos de alguns hospitais italianos e das zonas atingidas pelo terremoto na região central italiana, responsáveis pelas ornamentações da árvore.
O Presépio e a árvore – recordou Francisco – nos falam com uma linguagem simbólica, “são os sinais da compaixão do Pai celeste, da sua participação e proximidade à humanidade, que experimenta não ser abandonada na noite dos tempos, mas visitada e acompanhada nas próprias dificuldades”.
Crianças atendidas nos setores de oncologia de hospitais italianos
são as responsáveis pela decoração da árvore de Natal
A árvore, que aponta para o alto, nos estimula a buscarmos “os dons mais altos”, elevando-nos “acima das névoas que ofuscam, para experimentar quão belo e alegre é mergulhar na luz de Cristo. Na simplicidade do presépio, encontramos e contemplamos a ternura de Deus, manifestada naquela do Menino Jesus”.
“O Presépio é o local sugestivo onde contemplamos Jesus que, assumindo as misérias do homem, nos convida a fazer o mesmo, por meio de ações de misericórdia”, observou o Santo Padre, recordando que neste ano ele é inspirado nas obras de misericórdia.
“A árvore – recordou Francisco – proveniente este ano da Polônia, é sinal da fé daquele povo que, também com este gesto, quis expressar a própria fidelidade à Sé de Pedro”.
Dirigindo-se sobretudo às crianças, Francisco recordou que no trabalho que fizeram, “vocês transferiram os seus sonhos e os seus desejos de elevar ao céu e de fazer conhecer Jesus, que se fez criança como vocês para dizer que quer bem a vocês”.
“Obrigado pelo seu testemunho, por ter deixado mais bonitos estes símbolos de Natal, que os peregrinos e visitantes provenientes de todo o mundo poderão admirar. Obrigado! Obrigado”, foi o agradecimento do Santo Padre aos pequenos.
“Esta tarde, quando as luzes do presépio e da árvore de Natal serão acesas, também os desejos que vocês transferiram nos vossos trabalhos de decoração da árvore serão luminosos e vistos por todos”.
Que o Natal do Senhor – foram os votos de Francisco ao concluir – seja a ocasião para sermos mais atentos às necessidades dos pobres e daqueles que, como Jesus, não encontram quem os acolha”.
Faço votos de um Feliz Natal, assegurando minha oração. Também vocês, rezem por mim e pelo meu serviço à Igreja.
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