sexta-feira, 20 de março de 2020

O Papa na Missa reza pelos detentos

e convida à Comunhão espiritual
Prossegue a transmissão via streaming da Missa celebrada por Francisco na Casa Santa Marta. Na manhã desta quinta-feira (19/03), o Papa dirigiu um novo pensamento aos detentos e na Solenidade de São José recordou a importância da adoração, convidando os fiéis à Comunhão espiritual.
Vatican News - O Papa celebrou na manhã desta quinta-feira (19/03), na Casa Santa Marta, a Santa Missa na Solenidade de São José, esposo da Virgem Maria e Patrono universal da Igreja e no sétimo aniversário do início de seu ministério petrino (19 de março de 2013). Ao introduzir a celebração eucarística, dirigiu a sua oração aos encarcerados neste momento de emergência caracterizado por tantas restrições devido à pandemia do coronavírus.
Rezemos hoje pelos irmãos e as irmãs que se encontram no cárcere: eles sofrem muito, pela incerteza daquilo que acontecerá dentro do cárcere, e também pensando em suas famílias, como estão, se alguém está doente, se falta alguma coisa. Estejamos hoje próximos dos encarcerados, que sofrem muito neste momento de incerteza e de dor.
Comentando o Evangelho do dia, recordou a importância da oração de adoração. A seguir, o texto da homilia transcrita pelo Vatican News:
O Evangelho (Mt 1,16.18-21.24) nos diz que José era “justo”, ou seja, um homem de fé, que vivia a fé. Um homem que pode ser incluído na lista de todas aquelas pessoas de fé que recordamos hoje no Ofício das leituras. Aquelas pessoas que viveram a fé como fundamento daquilo que se espera, como garantia daquilo que não se vê, e a prova não se vê. José é homem de fé: por isso era “justo”. Não somente porque acreditava, mas também vivia esta fé. Homem “justo”. Foi eleito para educar um homem que era verdadeiro homem, mas também era Deus: era preciso um homem-Deus para educar um homem assim, mas não havia. O Senhor escolheu um “justo”, um homem de fé. Um homem capaz de ser humano e também capaz de falar com Deus, de entrar no mistério de Deus. E essa foi a vida de José. Viver a sua profissão, a sua vida de homem e entrar no mistério. Um homem capaz de falar com o mistério, de dialogar com o mistério de Deus. Não era um sonhador. Entrava no mistério. Com a mesma naturalidade com a qual levava adiante a sua profissão, com essa precisão de sua profissão: ele era capaz de ajustar milimetricamente uma quina na madeira, sabia fazê-lo; era capaz de rebaixar, de diminuir um milímetro na madeira, na superfície de uma madeira. Justo, era preciso. Mas também era capaz de entrar no mistério que ele não podia controlar.
Esta é a santidade de José: levar adiante a sua vida, o seu trabalho com justeza, com profissionalismo; e no momento, entrar no mistério. Quando o Evangelho nos fala dos sonhos de José nos faz entender isto: entra no mistério.
Penso na Igreja, hoje, nesta solenidade de São José. Os nossos fiéis, nossos bispos, nossos sacerdotes, nossos consagrados e consagradas, os Papas: são capazes de entrar no mistério? Ou precisam ajustar-se segundo as prescrições que os defendem daquilo que não podem controlar? Quando a Igreja perde a possibilidade de entrar no mistério, perde a capacidade de adorar. A oração de adoração é possível somente quando se entra no mistério de Deus.
Peçamos ao Senhor a graça que a Igreja possa viver na concretude da vida cotidiana e também na concretude – entre aspas – do mistério. Se não puder fazê-lo, será uma Igreja pela metade, será uma associação piedosa, levada adiante por prescrições, mas sem o sentido da adoração. Entrar no mistério não é sonhar; entrar no mistério é precisamente isto: adorar. Entrar no mistério é fazer aquilo que faremos no futuro, quando chegaremos à presença de Deus: adorar. Que o Senhor conceda à Igreja essa graça.
Antes de concluir a Missa o Papa convidou à Comunhão espiritual neste tempo difícil devido à pandemia do coronavírus, que causou na Itália a suspensão das Missas com a participação dos fiéis para evitar todo contágio. Francisco terminou a celbração com a adoração e a bênção eucarística. A seguir, as palavras do Santo Padre seguidas da oração para a Comunhão espiritual.
A todos aqueles que estão longe e acompanham a Missa por televisões, convido a fazer a comunhão espiritual.
Aos vossos pés, ó meu Jesus, me prostro e vos ofereço o arrependimento do meu coração contrito que mergulha no vosso e na Vossa santa presença. Eu vos adoro no Sacramento do vosso amor, desejo receber-vos na pobre morada que meu coração vos oferece. À espera da felicidade da comunhão sacramental, quero possuir-vos em Espírito. Vinde a mim, ó meu Jesus, que eu venha a vós. Que o vosso amor possa inflamar todo o meu ser, para a vida e para a morte. Creio em vós, espero em vós. Eu vos amo. Assim seja.
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Assista:

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Papa Francisco:
Tudo parece vacilar.
O Terço nos mantém firmes naquilo que realmente conta
O Papa Francisco se uniu espiritualmente aos fiéis que, às 21h locais (17h em Brasília), rezaram o Terço a convite dos bispos italianos, em meio à emergência provocada pelo coronavírus. O Papa exorta todos à esperança e ao exercício da proximidade em família, através da compreensão, da paciência e do perdão. O Pontífice invoca São José para que proteja a Itália.
Cidade do Vaticano Nesta situação inédita, em que tudo parece vacilar, ajudemo-nos a permanecer unidos naquilo que realmente conta.
Foi o que disse o Papa Francisco numa videomensagem aos fiéis na Itália e de todo o mundo, inclusive do Brasil, ao aderir à iniciativa dos bispos italianos de rezar o Terço na noite de quinta-feira, para pedir o fim da pandemia de coronavírus. 
O Terço, a oração dos humildes e dos santos
A iniciativa da Conferência Episcopal Italiana, observa Francisco, é a mesma que tantos bispos nesses dias dirigiram aos fiéis de suas dioceses, buscando “amparar com sua palavra a esperança e a fé” do povo. O Pontífice então descreve assim a oração da Ave-Maria, repetida 50 vezes, recomendada pela própria Virgem:
A oração do Terço é a oração dos humildes e dos santos que, nos seus mistérios, com Maria contemplam a vida de Jesus, rosto misericordioso do Pai. E quanta necessidade todos temos de ser realmente consolados, de nos sentir envolvidos pela sua presença de amor!
A compreensão e o perdão em família
É na relação com os outros, diz ainda o Papa, que nós experimentamos a verdade desta presença, e num momento como este em que os outros são “os familiares mais íntimos”, Francisco convida a fazer-se “próximo um do outro, exercitando nós por primeiro a caridade, a compreensão, a paciência e o perdão”. Alargando o coração para que “o outro possa sempre encontrar disponibilidade e acolhimento”. E prossegue:
Esta noite rezemos unidos, confiemo-nos à intercessão de São José, Protetor da Sagrada Família, Protetor de todas as nossas famílias. Também o carpinteiro de Nazaré conheceu a precariedade e a amargura, a preocupação pelo amanhã; mas soube caminhar na escuridão de alguns momentos, deixando-se guiar sempre, sem reservas, pela vontade de Deus.
A invocação do Papa a São José
A mensagem de Francisco prossegue com uma súplica ao esposo de Maria, de quem a Igreja celebra hoje a Solenidade. Eis as suas palavras:
Protegei, Santo Defensor, este nosso País.
Iluminai os responsáveis pelo bem comum, para que saibam – como vós – cuidar das pessoas confiadas à responsabilidade deles.
Concedei a inteligência da ciência àqueles que procuram meios adequados para a saúde e o bem físico dos irmãos.
Sustentai aqueles que se dedicam aos necessitados: os voluntários, os enfermeiros, os médicos, que estão na linha de frente no tratamento dos doentes, mesmo à custa da própria incolumidade.
Abençoai, São José, a Igreja: a partir de seus ministros, fazei-a sinal e instrumento da vossa luz e da vossa bondade.
Acompanhai, São José, as famílias: com o vosso silêncio orante, construí a harmonia entre os pais e os filhos, de modo particular os mais pequeninos.
Preservai os anciãos da solidão: fazei que ninguém seja deixado no desespero do abandono e do desencorajamento.
Consolai quem é mais frágil, encorajai quem vacila, intercedei pelos pobres.
Com a Virgem Mãe, suplicai ao Senhor para que liberte o mundo de toda forma de pandemia.

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Veja:
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