segunda-feira, 4 de junho de 2012

Trezena e Festa de Santo Antônio



Desde o dia 1º, está sendo realizada a tradicional Trezena em louvor a Santo Antônio com missas todas as noites às 19h.

Após a Celebração Eucarística, presidida por diversos sacerdotes convidados, seguem-se momentos de confraternização e muita alegria no restaurante e nas barracas de salgados e doces.

Dia 4 - Segunda - Padre Marcos Roberto da Silva
Dia 5 - Terça - Padre Leandro Aparecido da Silva
Dia 6 - Quarta - Padre Samuel Henrique Pereira de Lima Soares
Dia 7 - Quinta - Cônego Braz Tenório Rocha
Dia 8 - Sexta - Padre Inácio Pires
Dia 9 - Sábado - Padre Vanir Ramos Barbosa
Dia 10 - Domingo - Cônego Braz Tenório Rocha
Dia 11 - Segunda - Padre. José Raimundo do Prado
Dia 12 - Terça - Padre Francisco Ferreira da Silva
Dia 13 - Quarta - Procissão seguida da Missa Festiva - Cônego Braz Tenório Rocha

Venha participar deste evento de fé e de encontro da comunidade!
Que Deus, pela intercessão de Santo Antônio, abençoe você e abençoe sua família!

sexta-feira, 1 de junho de 2012

Corpus Christi


Nesta quinta-feira, dia 7 de junho, celebramos a festa do Corpo e Sangue de Cristo. É um momento de oração, reflexão, manifestação pública de nossa fé. É um momento importante, pois a Igreja nos convida a parar.

O mundo cibernético e financeiro ao nosso redor fala exatamente o contrário. Não se pode perder tempo, pois tempo é dinheiro, é oportunidade. Precisamos correr, fazer as coisas rapidamente para não perder tempo, ser dinâmico e eficaz.

Um “dia santo” é uma folga durante a nossa jornada para parar, refletir, rezar. Parar para fazer um balanço da situação da nossa fé e tomar consciência dos hábitos de superficialidade e pressa que, às vezes, caracterizam a nossa relação com a Eucaristia celebrada nas nossas comunidades.
Acredito que este é bom momento para avaliar a nossa participação na Missa, celebrando o mistério da Páscoa com a Cruz, Morte e Ressurreição do Senhor. Parar e nos perguntar como nós ouvimos a Palavra e como nos alimentamos com o Pão que nos é dado como presente.

A página de João que a liturgia nos propõe nesta solenidade é algo que impressiona e fascina. Jesus diz para tomar e comer sua carne e beber do cálice com o seu sangue! Parece loucura! Jesus está no meio de nós com seu corpo, sua história, sua vida, o amor apaixonado, a sua transparência da Face do Pai.

Comer a carne e beber o sangue do Senhor é nutrir-se do coração ardente de amor, é assimilar o segredo da vida mais forte que a morte, e descobrir que Deus é mais íntimo do que eu comigo mesmo.

Comer e beber Dele é descobrir que somente Ele alimenta e acalma as nossas inquietações, que só Ele pode dar força e direção para nossa vida, que só Ele pode preencher nossas vidas de beleza na cotidianidade.

Alimentar-nos d’Ele significa o nosso "sim" ao projeto de vida que Jesus revelou da Cruz; é renunciar a ser os arquitetos da sua própria vida e entrar em comunhão com o seu plano de amor.

Jesus não quer que suas palavras sobre o pão descido do céu sejam interpretadas de modo alegórico ou como uma imagem figurativa. Ele pede para que sejam percebidas exatamente como soam, sem qualquer adição do pensamento humano. Elas são assim, assim devem ser acolhidas, acreditadas e vividas.

O pão que desceu do céu é Ele, Jesus. Ele veio na carne para habitar entre nós, para se fazer nosso alimento e nossa bebida de vida eterna. Ele realmente nos dá a sua carne para que nós a comamos para não morrermos para sempre.

Quando, no entanto, Ele anuncia esse mistério, os seus ouvintes, ao invés de se abrirem à fé, começaram a discutir fortemente. Eles gostariam de compreender primeiro, para depois acreditar. Com o mistério, primeiro o acolhemos, vivemos, fazemos com que se torne nossa carne e nosso sangue, O transformamos em nossa história. Vivido e concretizado em nós, começamos a compreendê-Lo de acordo com a medida de inteligibilidade contida nas palavras que o expressam e manifestam.

Jesus não se apressa em explicar o mistério. Ele simplesmente se limita a reafirmar a realidade de seu corpo e de seu sangue juntamente com a outra realidade de tomar, comer e beber. A carne deve ser tomada e comida. O sangue deve ser tomado e bebido. Somente assim eles se tornam em nós comida e bebida de vida eterna.

Jesus, porém, nos revela por que nós não morreremos para sempre: porque com a sua carne comida e com o seu sangue bebido, nós viveremos interiormente para Ele, na procura do perfeito cumprimento da Sua vontade. Eis a grande diferença abissal que distingue a Eucaristia do maná. O maná era só o pão da terra, alimentava o corpo do povo de Deus no deserto. A Eucaristia, ao invés, é Deus mesmo que nos alimenta e nós nos unimos ao Senhor. Quem assim se alimenta e se deixa converter e tornar-se “nova criatura” poderá também experimentar a possibilidade de fazer o bem.

Neste dia em que manifestamos, diante de um mundo em mudança, a nossa fé na presença real de Cristo Eucaristia e nos comprometemos com um mundo novo, peçamos à Virgem Maria, Mãe da Redenção, aos Anjos e Santos que nos ajudem a viver e aumentar a fé nesse mistério.

Que a passagem de Cristo na Eucaristia pelas nossas ruas e praças nos comprometa a sermos, também nós, pessoas alimentadas pela Eucaristia, que passam pelas estradas do mundo proclamando Cristo Jesus Ressuscitado, vida para o mundo!
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Dom Orani João Tempesta
Arcebispo de São Sebastião do Rio de Janeiro - RJ

Site da CNBB

Simplicidade que cativa e ensina


Deus criou o mundo com toda a sua beleza e, à sua imagem, criou o homem e a mulher. Deu-lhes a dignidade de filhos seus e tantas virtudes que tornam homens e mulheres a obra prima da criação. E a tal ponto teve consideração e amor à humanidade que quis que seu Filho amado nascesse de uma mulher e se tornasse um de nós.

A Jesus Cristo, que nos revelou “o rosto humano de Deus”, devemos sempre louvor e gratidão, por ter elevado tão alto a nossa condição de peregrinos por este mundo. Jesus foi uma pessoa simples e cativante em suas atitudes e ensinamentos. E com essas atitudes e ensinamentos conviveu durante trinta e três anos sua mãe Maria. É, por isso, que Nossa Senhora, a primeira discípula e missionária de Jesus, é modelo para todos nós, e, de modo especial, para as mulheres.

Refletindo sobre os textos bíblicos que falam de Maria, percebemos com facilidade o quanto ela foi fiel a Deus e cultivou muitas virtudes, entre as quais
a humildade e a simplicidade. Longe de se enaltecer, de se sentir vaidosa por ter sido escolhida para ser a mais importante mãe da história da humanidade, ela proclamou as maravilhas da bondade divina, considerando-se serva, servidora. É o que nos mostra a bela oração do Magnificat, que entoou quando da saudação de sua prima Isabel:”A minha alma glorifica o Senhor e o meu espírito se alegra em Deus, meu Salvador, porque pôs os olhos na humildade da sua serva. De hoje em diante me chamarão bem-aventurada todas as gerações, pois o Todo-Poderoso fez em mim maravilhas. Santo é o seu nome” (Lc 1,46-49).

Todos temos muito a aprender com Maria. De modo especial, as mulheres e, mais ainda, as adolescentes e jovens de hoje. Em um tempo em que há uma cultura da vaidade, da exposição do corpo, que valoriza tão somente predicados exteriores da mulher, seria muito educativo olhar para a jovem de Nazaré: pura, humilde e simples. Mulher igual às mulheres de todos os tempos, com sonhos, aspirações e projetos: ter um namorado, amar, ser amada, casar-se, ter filhos, ser feliz, fazendo outras pessoas felizes. Maria viveu essa realidade com muito amor e simplicidade para servir ao seu Deus. E sua beleza interior era tanta que se refletia no exterior, transbordando-se de forma natural para sua face, seu sorriso, seu olhar. Todas as pinturas que, desde os primeiros séculos do cristianismo, tentam nos trazer a imagem de Maria, retratam a linda mulher que foi a esposa amada de José.

É isso! Não há necessidade de preocupação exagerada com ornamentos, enfeites e outros recursos que o marketing comercial exige da mulher para que pareça bela e preencha os padrões ditados por interesses nem sempre honestos. Todas as mulheres têm a dignidade e a beleza de filhas queridas de Deus. Basta que se valorizem na medida de sua grandeza diante dos olhos do Senhor, que sejam semelhantes à Mãe de Jesus, cuja simplicidade sempre transbordou em cativante simpatia e inigualável beleza.

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Luiz Rosa

Silêncio e Palavra


No domingo, 20 de maio, celebramos a Ascensão do Senhor ao céu e o 46º Dia Mundial das Comunicações Sociais, para o qual o Papa Bento XVI escolheu o tema “Silêncio e Palavra, Caminho para a Evangelização”. A respeito desse tema, Dom Anuar Battisti, Arcebispo de Maringá (PR), faz algumas considerações que vale a pena conferir.

“Penso que não podia ser mais acertado este tema, pois emtempos de muito ruído, barulho de todo tipo, se faz necessário recuperar a dimensão fundamental do equilíbrio humano, que é o silêncio. Quantas vezes fugimos para fora da cidade, buscamos longe um espaço para descansar, um lugar sossegado, silencioso.

Encontramos nos meios de comunicação um canal fantástico de informações, de relacionamentos, de formação de opinião, e como não dizer, também de distanciamento e fuga do encontro pessoal, do ver e contemplar o rosto do outro, de dar e receber afeto, de sentir a presença de quem amamos e de quem não amamos o suficiente.

Como silenciar fora e dentro de nós para poder falar a palavra certa na hora certa? Não existe comunicação sem primeiro elaborar dentro de nós a palavra, o gesto, um símbolo, uma imagem. Tudo é comunicação, porém não se comunica sem primeiro contemplar, elaborar o conteúdo a ser transmitido.

Assim o Papa se expressa: “O silêncio favorece a dimensão do discernimento e do aprofundamento e pode ser visto como um primeiro grau de acolhimento da palavra. “Silêncio e palavra” nos convocam a uma reflexão sobre o silêncio fundador, este que se relaciona irrevogavelmente com a Palavra”.

Para comunicar exige em primeiro lugar silenciar. Sair para o deserto e ouvir a voz do autor da Palavra. A palavra de Deus nos alerta: “Que não saia de vossa boca nenhuma palavra inconveniente”. “Não é o que entra que contamina o homem e sim o que sai de sua boca” (Mt 15,11). O Papa na sua mensagem afirma: “Quando as mensagens e a informação são abundantes, torna-se essencial o silêncio para discernir o que é importante daquilo que é inútil ou acessório. Uma reflexão profunda ajuda-nos a descobrir a relação existente entre acontecimentos que, à primeira vista, pareciam não ter ligação entre si, a avaliar e analisar as mensagens; e isto faz com que se possam compartilhar opiniões ponderadas e pertinentes, gerando um conhecimento comum autêntico”.

Comunicar, portanto, não significa pronunciar qualquer palavra ou gritar a própria Palavra de Deus na Sagrada Escritura. Antes é uma missão de pronunciar a Palavra do autor de toda palavra, feita vida, uma experiência de fé vivida. Aquele que pela palavra criou o céu e a terra e nos deu a capacidade de nos comunicar e estabelecer relacionamentos verdadeiros, é o autor da Palavra.

Ao mesmo tempo os Meios de Comunicação devem estar a serviço da Palavra que vem da verdade, que cria no ouvinte um desejo de ser verdadeiro. “A verdade vos libertará” (Jo 8,32). Ao mesmo tempo em que os Meios de Comunicação nos aproximam, também nos distanciam, criando relações frias, sem compromisso, longe do amor que une e aquece.

Infelizmente as redes sociais, invenção maravilhosa da inteligência humana, têm provocado muitos desastres pessoais e familiares. Quem sabe talvez, medir se os ganhos são maiores que as perdas, porém não podemos esquecer que nada substitui a presença afetuosa do outro.

O Santo Padre Bento XVI conclui a sua mensagem dizendo: “Educar-se em comunicação quer dizer aprender a escutar, a contemplar, para além de falar; silêncio e palavra são ambos elementos essenciais e integrantes da ação comunicativa da Igreja para um renovado anúncio de Jesus Cristo no mundo contemporâneo”.

Prezado irmão internauta, que estas considerações ajudem você a conhecer melhor Jesus Cristo e sua Igreja para que, por meio do silêncio, da palavra e do testemunho que você dá pela sua vida, possa construir com todos os seus irmãos de fé e de caminhada, o Reino de Deus em seu campo de missão!

Padre Vanir celebra 35 anos de sacerdócio


A Matriz de São José em Paraisópolis recebeu na terça-feira, 29 de maio, um grande número de fiéis para a Celebração Eucarística em que a comunidade rendeu graças a Deus pelos 35 anos de Ordenação Presbiteral do seu pároco, Padre Vanir Ramos Barbosa, que presidiu a missa, concelebrada pelo vigário paroquial, Padre João Batista de Godoi.

No final da celebração, o aniversariante foi homenageado pelo Dr. Celso Ribeiro de Carvalho, que, em nome da comunidade, relembrou algumas das importantes realizações do Padre Vanir, entre as quais se sobressaem a manutenção e melhoria de inúmeras capelas urbanas e rurais, a construção da sede da Rádio Paraisópolis e dos centros Pastorais São José, São Geraldo e São Francisco e a reforma e restauração da Matriz de São José, hoje um dos mais belos templos da Arquidiocese. E o mais importante, o zelo pastoral e a liderança do sacerdote, que, até hoje, dedicou quase a metade de seu ministério presbiteral às comunidades que constituem a Paróquia São José, mais de 14 anos de pastoreio em nossa cidade.

Padre Vanir, recordando seu lema de ordenação “Ele enviou-me para repartir o pão que congrega a família de Deus”, expressou seu reconhecimento a Deus pelo vocação sacerdotal e agradeceu ao Padre João Batista pela participação e aos fiéis que celebraram com ele, as homenagens, a amizade, o carinho e apoio dos paroquianos.

Dados biográficos

Filho do Sr. José Barbosa (falecido) e de D. Cesarina Ramos Barbosa, Padre Vanir nasceu em Caldas-MG. Entrou no seminário em sua cidade natal, onde estudou durante um ano e meio. Em 1961 transferiu-se para o Pré-Seminário Redentorista de Guaratinguetá, onde cursou mais um período letivo.

De 1962 a 1967, estudou no Seminário Menor Santo Afonso, em Aparecida-SP. Em seguida, cursou Filosofia e Teologia na capital paulista, tendo feito o noviciado em Aparecida. Em 1976 ingressou na Arquidiocese de Pouso Alegre. Foi ordenado sacerdote em sua terra natal no dia 28 de maio de 1977.

No dia 4 de janeiro de 1979, tornou-se vigário paroquial da Paróquia São José em nossa cidade; era nosso pároco na época o Cônego João Aparecido de Faria. No dia 31 de janeiro de 1981, tornou-se vigário substituto e, em 3 de março de 1983, foi empossado como pároco de nossa paróquia, onde permaneceu até 1987. Em seguida, exerceu seu ministério como pároco em Cambuí, Brazópolis e Poço Fundo, onde celebrou seu Jubileu de Prata Sacerdotal. Foi Administrador Paroquial em Consolação no ano de 2003.

No dia 10 de janeiro de 2004, assumiu pela segunda vez a direção da Paróquia São José em Paraisópolis. A última Provisão dada por Dom Ricardo Pedro Chaves Pinto Filho, no dia 15 de janeiro de 2010, prevê a permanência do pároco no pastoreio da comunidade até 16 de janeiro de 2016.

(O Paraíso de José: 160 anos da Paróquia São José, de Luiz Gonzaga da Rosa,
Editora Santuário - 2010)

Veja fotos da celebração


















quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

A maravilhosa notícia do Natal

Estamos vivendo o Advento, tempo de preparação para a Festividade do Nascimento de Jesus Cristo. E isso o fazemos em todos os dezembros, todos os anos. Seria uma mera repetição do evento? Vale a pena pensar nisso!

Dizemos que o tempo passa. Essa é forma que convencionamos usar, mas na realidade nós é que vamos passando pela vida, construindo aqui, nesta oportunidade que Deus nos proporciona de viver, a nossa história. Cada dia é um novo dia, cada mês e cada ano revestem-se de novidade própria. Isso ocorre também com as festas que como Povo de Deus celebramos. Não repetimos, portanto, a celebração do Advento e do Natal. Eles são novos, são únicos. É preciso vivê-los e celebrá-los nessa perspectiva. Só assim estarão plenos de sentido.

O Advento, como nos lembra João Batista, citando o Profeta Isaías, é tempo de preparar os caminhos do Senhor, endireitar as suas veredas, preencher os vales, aplainar montes e colinas, endireitar e tornar retos os caminhos tortuosos. Ou seja, é tempo de mudança, de conversão aos projetos de Deus. Certamente que cada um de nós tem algo de falho, de incorreto na vida, para consertar. Esta é a hora, este é o tempo. O Senhor está para chegar. Se cremos n’Ele, se O amamos, se d’Ele recebemos o próprio nome, cristão, é preciso que O recebamos com muito carinho. E a melhor maneira é tomar a forma de Jesus, ficar parecido com Ele, pensar como Ele, amar como Ele amou, como nos recorda o Padre Zezinho em uma de suas belas músicas.

Se a preparação for bem feita, o seu Nascimento nos proporcionará muitas bênçãos e grande alegria. O Natal será para nós o tempo da graça, da fé, da esperança e do amor revigorados. Deus se fará presente não apenas em nosso coração, mas em nossa vida e na vida de nossas famílias. Nossa fé será fortalecida pela força que provém d’Aquele que nasceu em uma manjedoura, simples, pobre e humilde. A esperança cristã, nascida da fé que temos em Deus, nos dará alento frente às vicissitudes da vida. O amor, que nasce de Deus, alimentará nossa caminhada e resgatará o verdadeiro sentido da nossa existência.

É por isso que o Natal é uma celebração nova, atual, inserida no nosso hoje. Não pode ser rotineiro, nem repetido. É inédito e transformador, se o entendermos na perspectiva da fé e da bondade infinita do Pai, que envia seu Filho amado para salvar cada um e todos os seus filhos. Recordamos aqui as palavras do profeta: “E toda a criatura verá a salvação de Deus”, ou seja, a salvação não é exclusividade de um ou de outro privilegiado, é para todos. Eis a beleza do Natal de Jesus Cristo, oferecida de graça a todos que quiserem saboreá-la, fazendo a sua vida refletir a de Jesus, fazendo do seu coração um berço aconchegante para o Menino que quer nascer para você e para todos.

E quando Jesus transforma a vida de alguém, tudo ao redor se vê transformado e iluminado. Mais paz, compreensão, concórdia, perdão e justiça se tornarão presentes nas famílias e na sociedade. Veja quanto bem você pode fazer neste tempo tão bonito e cheio de significado que Deus nos concede. Seja mais amável com as pessoas, saiba partilhar seus dons e bens, valorize-se mais, pois você tem tantas qualidades que ainda não descobriu todas, mas seja também humilde, pois tudo lhe foi dado. Ame mais a Deus e a seu próximo e você viverá o verdadeiro Natal, sonhado pelo Senhor para você e sua família neste ano e durante toda a sua existência!

Luiz Rosa

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Mons. João Faria - Cinquenta e três anos de doação


O dia 14 de dezembro de 1958 era aguardado com expectativa e ansiedade pela população de Paraisópolis. Pela primeira vez, os fiéis da Paróquia São José participariam das cerimônias de uma ordenação sacerdotal na cidade. O jovem diácono João Aparecido de Faria, pela imposição das mãos de Dom Oscar de Oliveira, seria ordenado presbítero.
     A igreja lotada de fiéis assistiu a momentos emocionantes e de grande piedade. O Sr. Antônio Pereira de Faria Sobrinho e sua esposa D. Maria Lopes de Faria, juntamente com seus filhos, entregavam ao serviço da Igreja de Jesus Cristo seu filho primogênito.
     No próximo dia 14, completar-se-ão cinquenta e três anos daquele inesquecível evento. E mais uma vez seus familiares e milhares de amigos que aprenderam a admirá-lo partilham das alegrias do querido sacerdote jubilando, agradecendo a Deus sua vida e seu sacerdócio.
     Monsenhor João Aparecido de Faria escreveu no exercício do ministério sacerdotal uma linda história de vida e de doação à causa de Jesus Cristo, do Evangelho e da Igreja. Sempre humilde e piedoso, soube ser exemplo de cristão e de padre. Contou-me, certa vez, o Padre Dionísio, que, ainda criança em Cachoeira de Minas, ouvindo A Voz da Paróquia na Rádio Paraisópolis, perguntou a sua mãe quem era aquele padre que apresentava o programa. E sua mãe respondeu: “É um padre santo de Paraisópolis!”
     Certamente que a percepção da mãe do Padre Dionísio reflete o que todos pensam do Monsenhor João. Em todas as paróquias a que serviu – Jacutinga, Conceição dos Ouros, Pouso Alegre, Paraisópolis e Caldas – é admirado e visto como um exemplo perfeito de padre.
     Numa época em que a mídia esquece o testemunho e a voz de tantos sacerdotes dedicados para alardear os desvios de uns poucos, a comemoração dos cinquenta e três anos do ministério presbiteral do Monsenhor João Faria proclama a beleza da resposta ao chamado de Deus e do compromisso com Jesus Cristo.
     Abraçando o querido sacerdote, que honra e dignifica sua terra natal e a Igreja, pedimos a Deus que sua vida continue plena de alegrias e que seu testemunho cative muitos cristãos, levando-os a viverem sua vocação na vida consagrada, no sacerdócio e na vivência na família e na sociedade.
     Querido Monsenhor João! Louvamos e agradecemos a Deus pela sua vida e pelo seu sacerdócio. Somos gratos ao senhor pela resposta generosa que deu ao chamado do divino Mestre! Nossa comunidade paroquial deve muito ao seu pastoreio. Seja sempre feliz!

Estendo minhas homenagens a dois outros queridos e exemplares sacerdotes colegas de turma do Mons. João, que também comemoram o 53º aniversário de ordenação presbiteral neste mês, Padre Sebastião Pereira Dal Poggetto (dia 20) e Mons. Vicente Pereira Gomes (dia 28).

O Paraíso de José: 160 anos da Paróquia São José. Editora Santuário, 2010.
Texto adaptado pelo autor

Luiz Rosa