sábado, 25 de fevereiro de 2017

Papa à Delegação da França:

Igreja pobre "com" e "pelos" pobres e excluídos

Cidade do Vaticano (RV) - O Papa Francisco iniciou sua série de audiências coletivas, na manhã deste sábado (25/02), recebendo, na Sala do Papas, no Vaticano, 29 peregrinos da Delegação Católica para a Cooperação, da Conferência dos Bispos da França, que está comemorando 50 anos de atividades.
Através deles, o Santo Padre aproveitou para mandar sua saudação cordial a todos os voluntários em missão pelos mais de 50 países do mundo, como também a todas as pessoas que são beneficiadas pela sua presença e competência.
A Delegação Católica para a Cooperação foi criada pela Igreja na França, há cinquenta anos, fiel ao grande impulso missionário, a fim de oferecer sua generosa contribuição ao longo dos séculos. A propósito, o Papa disse:
“Não tenham medo de percorrer os caminhos da fraternidade"
“Com vocês, dou graças a Deus pela obra do seu Espírito manifestada no caminho humano e espiritual dos voluntários e no trabalho de acompanhamento dos projetos de desenvolvimento da sua Instituição. Assim, vocês promovem uma autêntica cooperação entre as Igrejas locais e os Povos, contrastando a miséria e atuando por um mundo mais justo e mais fraterno”.
Hoje, disse Francisco, a solidariedade está desgastada e até mal interpretada; é bem mais que um simples ato de generosidade. Ela requer uma nova mentalidade, em termos comunitários. A sua Instituição, por meio dos seus voluntários enviados pelo mundo, atua de comum acordo com as autoridades civis e com as pessoas de boa vontade.
A Delegação Católica para a Cooperação contribui para uma verdadeira conversão ecológica, que reconhece a dignidade de cada pessoa, seu valor, sua criatividade e capacidade de promover o bem comum.
Por fim, o Pontífice animou os membros desta Instituição francesa para fomentar a cultura da misericórdia. “Não tenham medo de percorrer os caminhos da fraternidade – exortou - e de construir pontes entre pessoas e povos, em um mundo onde ainda se constroem muros. E o Papa concluiu:
“Mediante as suas iniciativas, projetos e ações, vocês tornam visível a Igreja pobre com e pelos pobres; uma Igreja ‘em saída’ que se faz próxima das pessoas em estado de sofrimento, precariedade, marginalização e exclusão”.
Com estas palavras, Francisco incentivou a Instituição francesa a estar sempre ao serviço da Igreja, que permite reconhecer a surpreendente proximidade de Deus, sua ternura e seu amor, acolhendo a sua Palavra viva, para a salvaguarda da nossa Casa Comum. (MT)
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Francisco aos Párocos:
Promoção e defesa do Sacramento do Matrimônio e da Família

Cidade do Vaticano (RV) – Em sua série de audiências sucessivas, o Santo Padre recebeu, na manhã deste sábado (25/02), na Sala Clementina do Vaticano, os participantes no Curso de Formação para Párocos, promovido pelo Tribunal da Rota Romana.
O Curso versou sobre o tema do “novo Processo matrimonial”, discutido e proposto pelo Sínodo dos Bispos sobre o “Matrimônio e a Família”, que se realizou no Vaticano em outubro de 2015.
Partindo precisamente da Exortação Apostólica pós-sinodal “Amoris laetitia”, o Papa dirigiu-se aos Párocos dizendo que “foi bom",  que "por meio desta iniciativa de estudo, puderam aprofundar tal matéria, pois são sobretudo vocês que a aplicam concretamente no cotidiano contato com as famílias": 
"Padres são os primeiros

interlocutores dos jovens que desejam formar uma nova família"
“Na maior parte dos casos, vocês são os primeiros interlocutores dos jovens que desejam formar uma nova família. A vocês se dirigem aqueles casais que, por causa dos seus sérios problemas familiares e crises matrimoniais, pedem indicações para o processo de nulidade do matrimônio. Por isso, vocês são chamados a ser companheiros de viagem deles, acompanhando-os e encorajando-os”.
Sim, explicou o Papa, vocês devem dar testemunho da graça do Sacramento do Matrimônio e do bem primordial da família, célula vital da Igreja e da sociedade, mediante Cursos de preparação ao Matrimônio e encontros pessoais ou comunitários. Mas, ao mesmo tempo, devem encorajar os casais em dificuldade, em atitude de escuta e compreensão. Em relação aos jovens casais, que preferem conviver, sem se casar, Francisco disse:
“Em nível espiritual e moral, eles estão entre os pobres e os pequeninos, para os quais a Igreja deve ser Mãe, sem abandoná-los, mas aproximá-los e cuidar deles. Estes casais também são amados pelo Coração de Jesus. Por isso, tenham ternura e compaixão deles. Isto faz parte da obra dos párocos na promoção e defesa do Sacramento do Matrimônio”.
Aqui, o Santo Padre citou o bem-aventurado Paulo VI, que dizia: “A paróquia é a presença de Cristo na plenitude da sua função salvadora; ela é a casa do Evangelho e da verdade, a escola de Nosso Senhor.
Francisco concluiu seu pronunciamento, agradecendo aos Párocos pelo seu empenho de anunciar o Evangelho da Família e invocando o Espírito Santo para que os ajude a ser ministros de paz e conciliação em meio ao Povo de Deus, especialmente entre os mais frágeis e necessitados da solicitude pastoral. (MT)
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Papa à Comunidade de Capodarco:
Promover a dignidade dos marginalizados

Cidade do Vaticano (RV) – O Papa concluiu sua série de audiências, na manhã deste sábado (25/02), recebendo na Sala Paulo VI, cerca de 2.600 peregrinos da Comunidade italiana de Capodarco, que, ano passado, completou 50 anos de atividades.
Por isso, o Santo Padre agradeceu aos membros da Comunidade pelo serviço que prestam às pessoas com necessidades especiais, aos menores, aos que vivem em situações de dependência e de incômodo e às suas famílias.
"A qualidade da vida de uma sociedade é determinada,

em boa parte, pela capacidade de incluir os mais frágeis e necessitados"
“Vocês, disse o Papa, escolheram estar do lado de tais pessoas menos tuteladas, oferecendo-lhes acolhida, apoio, esperança e partilha. Deste modo, vocês contribuem para melhorar a sociedade”. E acrescentou:
“A qualidade da vida de uma sociedade é determinada, em boa parte, pela capacidade de incluir os mais frágeis e necessitados no respeito da sua dignidade de homens e mulheres. Também as pessoas excepcionais e com fragilidades físicas, psíquicas ou morais, devem poder participar da vida da sociedade e serem ajudadas a atuar suas potencialidades”.
Uma sociedade pode ser fundada no direito e na justiça, explicou Francisco, somente se forem reconhecidos os direitos dos mais frágeis. É deplorável a discriminação com base na ineficiência, na raça e na religião. E dirigindo-se ainda aos membros da Comunidade de Capodarco, o Papa disse:
“Diante dos problemas econômico e das consequências negativas da globalização, vocês procuram ajudar os que se sentem excluídos ou marginalizados, através do seu testemunho e experiência pessoais. Trata-se de promover a dignidade e o respeito por cada indivíduo, os últimos e os mais pequeninos”.
O Santo Padre concluiu seu discurso aos membros da Comunidade italiana de Capodarco, recordando as suas origens, ou seja, graças às suas peregrinações aos santuários de Lourdes e Loreto, nas quais seu fundador, Padre Franco, intuiu o modo de valorizar os recursos humanos e espirituais das pessoas excepcionais. (MT)
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                                                                                         Fonte: radiovaticana.va    news.va

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