domingo, 27 de julho de 2025

Reflexão para o seu domingo:

Precisamos orar

José Antonio Pagola

Talvez a tragédia mais grave do ser humano de hoje seja sua crescente incapacidade para a oração. Estamos esquecendo o que é orar. As novas gerações abandonam as práticas de piedade e as fórmulas de oração que alimentaram a fé de seus pais. Reduzimos o tempo dedicado à oração e à reflexão interior. Às vezes excluímos praticamente a oração de nossa vida.

Mas não é isto o mais grave. Parece que as pessoas estão perdendo a capacidade de silêncio interior. Já não são capazes de encontrar-se com o fundo de seu ser. Distraídas por mil sensações, embotadas interiormente, presas a um ritmo de vida afobado, estão abandonando a atitude orante diante de Deus.

Por outro lado, numa sociedade na qual se aceita como critério primeiro e quase único a eficácia, o rendimento ou a utilidade imediata, a oração fica desvalorizada como algo inútil. Facilmente se afirma que o importante é “a vida”, como se a oração pertencesse ao mundo da “morte”.

No entanto, precisamos orar. Não é possível viver com vigor a fé cristã nem a vocação humana subalimentados interiormente. Mais cedo ou mais tarde, a pessoa experimenta a insatisfação produzida no coração humano pelo vazio interior, pela trivialidade do cotidiano, pelo tédio da vida ou pela falta de comunicação com o Mistério.

Precisamos orar para encontrar silêncio, serenidade e descanso que nos permitam sustentar o ritmo de nossos afazeres diários. Precisamos orar para viver em atitude lúcida e vigilante no meio de uma sociedade superficial e desumanizadora.

Precisamos orar para enfrentar nossa própria verdade e ser capazes de uma autocrítica pessoal sincera. Precisamos orar para nos libertarmos aos poucos daquilo que nos impede de ser mais humanos. Precisamos orar para viver diante de Deus em atitude mais festiva, agradecida e criativa.

Felizes os que também em nossos dias são capazes de experimentar nas profundezas de seu ser a verdade das palavras de Jesus: “Quem pede está recebendo, quem busca está encontrando e a quem bate estão abrindo”.

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JOSÉ ANTONIO PAGOLA cursou Teologia e Ciências Bíblicas na Pontifícia Universidade Gregoriana, no Pontifício Instituto Bíblico de Roma e na Escola Bíblica e Arqueológica Francesa de Jerusalém. É autor de diversas obras de teologia, pastoral e cristologia. Atualmente é diretor do Instituto de Teologia e Pastoral de São Sebastião. Este comentário é do livro “O Caminho Aberto por Jesus”, da Editora Vozes.

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sábado, 26 de julho de 2025

Após cinco anos e meio caminhando conosco,

padre Leandro Carvalho deixa nossa paróquia

Com nomeação realizada pelo arcebispo metropolitano de Pouso Alegre, dom José Luiz Majella Delgado, C.Ss.R., divulgada no dia 30 de dezembro de 2019, padre Leandro Carvalho, foi acolhido em nossa paróquia pelo pároco emérito, cônego Braz Tenório Rocha e pelos participantes da missa das 19h do sábado, 1° de fevereiro de 2020, juntamente com os novos vigários paroquiais, padres Inácio Pires e Rafael Gouvêa.

Missa de apresentação - 1º de fevereiro de 2020

Após aproximadamente cinco anos e meio de frutuoso paroquiato, por motivos de saúde, o sacerdote deixa nossa paróquia. Ele próprio fez o comunicado de seu afastamento na missa das 19h deste sábado.

Também em seu Instagram registrou: "Nos últimos tempos, tenho experimentado cansaço mental e forte ansiedade. De acordo com as orientações médicas, o Senhor Arcebispo me deu licença para deixar a paróquia e cuidar da saúde. Isso é necessário para que não venha a ter síndrome do pânico como já tive uma vez. Minha gratidão ao bispo, aos padres e ao querido povo de Paraisópolis! Conto com as orações de vocês!"

Festa de São José - 19 de março de 2023

Em breve, estarei publicando um livro em que constarão as principais realizações administrativas e pastorais do padre Leandro, que, inclusive, faz a apresentação da obra.

Festa de São José - 19 de março de 2023

Registramos nossa profunda gratidão ao estimado sacerdote e pedimos a Deus que lhe conceda pleno êxito em seu tratamento e renovadas alegrias no exercício de seu ministério!

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Reflita com frei Almir Guimarães:

O inesgotável tema da oração

Jesus estava rezando um certo lugar” (Lc 11,1)

♦ Lucas é o evangelista da oração. O terceiro evangelho mostra Jesus, incontáveis vezes, retirado em oração. Sua oração é, basicamente, um se recolher para entrar na intimidade do Pai. Jesus sabe que o Pai está próximo e, no silêncio e recolhimento, ele se compraz em estar com Ele, em sintonia com os desejos e sonhos do Pai. Sua oração se inspira nos salmos. É adoração, súplica, ação de graças, louvor.  Para Jesus a oração  não fazia apenas parte da vida, mas era a própria vida. Sua existência se passava na presença de Deus, seu Pai, a cada instante.  Tudo ele partilha com o Pai.

♦ Somos sempre aprendizes na arte da oração. Balbuciamos fórmulas por vezes com toda a verdade de nosso ser.  De outro lado, temos receio das palavras da Escritura que condenam os que honram o Senhor com os lábios, mas cuja oração está longe do Senhor.  Precisamos nos construir em verdadeiros orantes.

♦ Não podemos nos acostumar a uma oração mecânica e sem viço. Muitos dizem que perderam o gosto, o hábito de rezar. Há mesmo aqueles que confessam que, ao longo dos anos, nunca tiveram encontros profundos, pessoais e suculentos com o Senhor. Acham áridas as orações aprendidas de cor e não conseguem colocar-se diante do Senhor. Há, é verdade,  muitos que não desejam outra coisa senão aprender um jeito de serem íntimos do  Senhor.  Recolhem-se, manuseiam o livro dos salmos, participam de pequenos e serenos grupos de oração.

♦ Tudo precisa começar com o despertar do desejo, do desejo do Senhor. Há os que não experimentam necessidade de Deus. Parece que bastam-se a si mesmos. Há, no entanto, momentos de nossas vidas em que experimentamos um imenso desejo de Deus, uma saudade do Senhor. Para começar a rezar será preciso desejar: “Minha alma te busca, Senhor, tenho sede de Deus, do Deus vivo” (Sl 42, 2-3).  No começo um desejo  confuso acompanhado de certas experiências:  vazio interior, insatisfação generalizada, sensação de inutilidade de uma vida agitada e de correria.  Desejo quase imperceptível ou muito forte. Este desejo  já é oração.  Pode ser que o  Espírito já esteja rezando no homem do desejo.

♦ José Tolentino Mendonça nos orienta:

> “A oração cristã não  é uma viagem ao fundo de si mesmo.  Não é um movimento introspectivo.  Não é uma diagnose de nossos pensamentos e moções externas e íntimas. A oração cristã é ser e estar  diante de Deus, colocar-se por inteiro e continuamente diante de sua presença, com uma atenção vigilante àquele que  nos convida a um diálogo sem censuras. Não é oferecer a Deus alguns pensamentos, tudo o que somos e experimentamos”.

> “A oração é uma  conversão de atitude,  porque a verdadeira oração cristã descentra-nos de nós mesmos –  das nossas preocupações e afanos, de nossos desejos eróticos e pouco purificados – o orienta-nos para Deus de modo que tudo o que passamos a desejar  é a vontade de Deus, o dom de seu olhar, que, como dizia  Santo Agostinho, é mais íntimo a nós que nós mesmos” (José  Tolentino Mendonça, O tesouro escondido, Paulinas, p. 72).

♦ Sempre se considerou o coração, em seu sentido bíblico, como o lugar da oração. O coração é o mais íntimo da pessoa, a raiz de nosso ser, a sede da liberdade. Não se reza com a inteligência, nem com a memória ou com a sensibilidade. A pessoa ora a Deus no coração e Deus lhe fala ao coração (cf Os 2,16). Para orar é necessário despertar o coração se estiver dormindo porque vivemos na periferia de nosso ser, movidos por coisas exteriores,  derramo-nos  em reflexões superficiais.  Trata-se de buscar o Senhor com o melhor de nós mesmos.

♦ Orar é acolher uma Presença. Ora, a Presença do Senhor não é uma entre outras.  Sua aproximação não pode ser acolhida como uma a mais. É uma presença que vem de longe de nós mesmos, que supera nossos desejos, que questiona nossos projetos. Podemos acolhê-la ou rechaça-la. Deixar que nos escape uma vez mais ou abrirmos a porta para ela.  Quando acolhemos a presença do Senhor  descobrimo-nos a nós mesmos com  nossa grandeza e nossa pequenez, nosso anelo pelo infinito  e nossa miséria.  Chegamos a descobrir nossa interioridade. No começo, quem sabe, somos possuídos de certo temor depois há um movimento de entrega àquele que nos ama “Não abandonas aqueles que te procuram” (Sl 9, 11).

♦ Orar nada mais é do que prestar atenção ao gemido do Espírito que habita em nós. Urge não apaga-lo, mas acolhe-lo. Há dias em que temos a impressão que o desejo e o sopro desapareceram.  Depois ele volta com mais força: “Já estou chegando e batendo  à porta. Se alguém ouvir a minha voz  e abrir a porta, entrarei em sua casa, e juntos faremos a refeição (Ap 3.20).  Abrir a porta significa  não caminhar  sozinho  pela vida afora, mas deixar-se acompanhar por esta presença  misteriosa e não encerrar-se  na própria autossuficiência, mas abrir-se  confiantemente a Deus.

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Oração

Meu Pai,
Eu me abandono a ti,
Faz de mim, o que quiseres.
O que fizeres de mim
Eu te agradeço.
Estou pronto para tudo, aceito tudo.
Desde que tua vontade se faça em mim
E em tudo o que criaste,
Nada mais quero, meu Deus,
Com todo o amor de meu coração
Porque te amo.
E é para mim uma necessidade de amor  dar-me,
Entregar-me nas tuas mãos sem medida
Com uma confiança infinita
Porque Tu és… meu Pai!
(Charles de Foucauld)

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FREI ALMIR GUIMARÃES, OFM, ingressou na Ordem Franciscana em 1958. Estudou catequese e pastoral no Institut Catholique de Paris, a partir de 1966, período em que fez licenciatura em Teologia. Em 1974, voltou a Paris para se doutorar em Teologia. Tem diversas obras sobre espiritualidade, sobretudo na área da Pastoral familiar. É o editor da Revista “Grande Sinal”.

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                                                        Fonte: franciscanos.org.br    Imagem: vaticannews.va

Celebramos hoje os avós de Jesus,

Sant’Ana e São Joaquim 

Cardeal Orani João Tempesta - Arcebispo do Rio de Janeiro (RJ)

Celebramos no dia 26 de julho a memória litúrgica de Sant’Ana e São Joaquim, pais de Nossa Senhora e avós de Jesus. Neste dia, comemora-se também o Dia dos Avós e dos Idosos. Há cinco anos, o Papa Francisco transferiu essa celebração para o último domingo de julho, após o dia 26, para que todos os fiéis possam participar e celebrar em comunidade. 

Muitas vezes essa data passava despercebida, sem o destaque dado, por exemplo, ao Dia das Mães ou ao Dia dos Pais. Por isso, a intenção do Papa ao fixar a celebração no último domingo do mês é justamente evitar que a data seja esquecida, convidando todos a recordarem com carinho de seus avós e dos idosos da família. 

Quem sabe, em nossas celebrações dominicais, possamos prestar uma homenagem aos avós e idosos, chamando-os à frente do presbitério ao final da missa, como se costuma fazer no Dia das Mães ou dos Pais. Que filhos e netos, neste dia, se lembrem de seus avós — com um telefonema, um almoço em família, ou simplesmente com sua presença. Sabemos que o Dia das Mães, dos Pais, dos Avós deve ser todos os dias, mas, já que há uma data específica, aproveitemos para expressar, com mais carinho, nossa gratidão. E, se seus avós já faleceram, eleve a Deus uma prece por eles. 

Mais do que celebrar o V Dia Mundial dos Avós e dos Idosos, esta é uma oportunidade para refletirmos sobre a situação de muitos idosos em nosso país e sobre o que podemos fazer, junto ao poder público, para melhorar suas condições de vida e oferecer-lhes mais dignidade. Ao celebrar essa data, lembramos também de nossos pais, pois eles são a continuidade da geração familiar e, se Deus assim permitir, no futuro também nós seremos avós e idosos. 

Sant’Ana e São Joaquim foram alcançados pela misericórdia divina. Considerados estéreis e já em idade avançada, quando já haviam se conformado com a ausência de filhos, o Senhor concedeu a Ana a graça da maternidade. A bênção foi tão grande que, por meio de Sant’Ana, nasceu Maria; e por meio de Maria, nasceu o Salvador. Vemos que Deus tudo faz de forma perfeita: a bênção concedida a Sant’Ana se estendeu a Maria. 

Maria foi a “cheia de graça”, como anunciou o Anjo, pois desde sua concepção a graça de Deus a envolveu. O Espírito Santo já havia operado em Nossa Senhora desde seu nascimento e, mais tarde, ela transmite essa força espiritual a Santa Isabel e a João Batista; por fim, esse mesmo Espírito se manifesta plenamente em Jesus. 

Sant’Ana e São Joaquim foram piedosos e tementes a Deus. Mesmo diante da dor de não terem filhos, nunca perderam a fé nem se desesperaram. Quem espera no Senhor alcança graças maravilhosas. Eles esperaram — e conceberam a Mãe do Filho de Deus. A aparente “demora” para terem filhos não foi ausência da bênção, mas preparação divina para algo grandioso. 

Naquela época, não ter filhos era interpretado como ausência da bênção de Deus. Já casados há vinte anos, ainda não tinham filhos. No entanto, a bênção nunca lhes faltou. Cumpriam fielmente os preceitos da religião judaica e acreditavam na misericórdia do Senhor. Sua perseverança foi recompensada. 

Certamente Sant’Ana e São Joaquim ensinaram a Maria as orações judaicas, recitavam salmos, cantavam hinos, e nela cultivaram o amor a Deus. Maria foi concebida sem pecado original, diferenciando-se das outras meninas de sua época. Esses ensinamentos atravessaram gerações: Maria ensinou o Menino Jesus, e Ele, por sua vez, formou seus discípulos. 

Por isso, neste dia dedicado aos avós, em que recordamos Sant’Ana e São Joaquim, sejamos agradecidos. Pensemos no quanto devemos respeitar nossos avós e ensinar os filhos a fazerem o mesmo. Infelizmente, às vezes, netos respondem com grosseria, ou consideram os avós ultrapassados. Que todos saibamos reconhecer a sabedoria da idade e tratá-los com amor. É belíssimo ver uma família unida, onde o respeito e os valores são passados de geração em geração. 

A Sagrada Escritura não oferece informações sobre Sant’Ana e São Joaquim. As referências que temos vêm dos evangelhos apócrifos — textos que não foram incluídos no cânon oficial da Igreja — como o Protoevangelho de Tiago e o Evangelho de Pseudo-Mateus. Segundo esses relatos, ao levar suas ofertas ao templo, Joaquim foi repreendido por um homem por não ter filhos e, por isso, não ser digno de ofertar. Tomado pela tristeza, retirou-se ao deserto e, durante quarenta dias e noites, jejuou e rezou. Ana, por sua vez, também intensificou suas orações pedindo a graça da maternidade. 

Deus ouviu as preces de ambos e enviou um anjo a cada um, anunciando que seriam pais. Quando Maria completou três anos, foi levada ao templo, conforme o voto feito pelos pais. Diz-se que ela foi criada numa casa próxima à piscina de Betesda. No século XII, os Cruzados construíram uma igreja nesse local, dedicada a Sant’Ana, que permanece até hoje. 

Inicialmente, o culto era apenas a Sant’Ana, celebrado em datas distintas no Ocidente e no Oriente. Em 1969, após o Concílio Vaticano II, a celebração litúrgica conjunta de Sant’Ana e São Joaquim foi fixada no dia 26 de julho. 

Peçamos, portanto, a intercessão de Sant’Ana e São Joaquim por nossos avós e idosos. Que todos os netos saibam respeitar e tratar com ternura seus avós. Em muitas culturas, especialmente no Oriente, os avós são honrados como portadores de sabedoria e autoridade moral, com lugar de destaque nas famílias. 

Convido os filhos e netos a encomendarem missas em sufrágio das almas dos avós falecidos. Esta é a melhor forma de expressar gratidão e lembrança. Neste domingo — o quinto Dia Mundial dos Avós e dos Idosos — rezemos por todos os que já partiram. 

Celebremos com alegria a memória de Sant’Ana e São Joaquim. Sejamos gratos a nossos avós e rezemos por eles. Visitem-nos, liguem para eles, abracem-nos. Se já partiram, recordem com carinho algum momento especial que viveram juntos e rezem uma Ave-Maria em sua intenção. E, sobretudo, ensinem as novas gerações a respeitar e valorizar os idosos, lembrando que a vida passa depressa e cada momento merece ser vivido com amor. 

Oração a Sant’Ana e São Joaquim: 

“São Joaquim e Sant’Ana, avós de Jesus, exemplos de perseverança na fé e na criação da Mãe do Salvador, intercedei a Jesus por todos os avós neste dia. Amém.” 

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                                                            Fonte: cnbb.org.br    Imagem: osaopaulo.org.br

sexta-feira, 25 de julho de 2025

Papa nesta sexta-feira:

investir na formação
para ser contagiado pela alegria do Evangelho

O tema da formação esteve no centro de um discurso do Papa, que recebeu em audiência conjunta formadores de seminário e os participantes do Capítulo Geral dos Irmãos Xaverianos.

Em audiência na manhã desta sexta-feira, 25 de julho, o Papa recebeu dois grupos distintos: os participantes de um Curso em Roma para formadores de seminário, promovido pelo Pontifício Ateneu Regina Apostolorum, e os capitulares dos Irmãos Xaverianos.

O discurso de Leão XIV foi o mesmo para ambos os grupos, e fio condutor foi a missão e os desafios da evangelização a partir de um evento realizado recentemente em Roma sobre o tema “Sacerdotes felizes”.

Todos devemos ser contagiados pela alegria do Evangelho, disse o Pontífice. Mas para que não se reduza a um slogan, a formação integral é fundamental. Ela não se reduz a adquirir competências cognitivas, mas deve almejar a transformar a nossa humanidade e a nossa espiritualidade, para que assumam a forma do Evangelho.

Para isso, é preciso que a “casa” da nossa vida, presbiteral ou leiga, seja fundamentada sobre a rocha, isto é, sobre bases robustas com as quais saber enfrentar as tempestades humanas e espirituais.


O primeiro fundamento apontado pelo Pontífice foi é a amizade com Jesus, centro de toda vocação e missão apostólica. “É preciso viver em primeira pessoa a experiência da intimidade com o Mestre”, afirmou o Santo Padre, pois é sobretudo esta experiência que se transmite no ministério através do modo de ser, do nosso estilo, da nossa humanidade e de como somos capazes de viver boas relações. Como dizia Papa Francisco, é testemunhar que Jesus não é uma doutrina, mas é Deus que se faz vivo em mim.

Todavia, isso implica um contínuo caminho de conversão, um trabalho constante sobre si mesmo, enfrentando as sombras e as feridas que nos marcam, deixando cair as próprias máscaras.

O segundo fundamento da “casa” é a vivência de uma fraternidade efetiva e afetiva em comunidade.   Para o Papa Leão, isso requer um esforço para vencer o individualismo e a propensão a superar os outros, tornando-nos concorrentes, para aprender a construir gradualmente relações humanas e espirituais boas e fraternas. A respeito, afirmou o Papa, há muito caminho a percorrer.

O terceiro e último fundamento, segundo Leão, é a partilha da missão com todos os batizados. É preciso recuperar o sentimento de ser discípulos missionários.  Os sacerdotes não são “condutores solitários” nem superiores a ninguém: “Precisamos de padres capazes de discernir e reconhecer em todos a graça do Batismo e os carismas que disso resultam, ajudando as pessoas a se abrirem a esses dons para encontrarem coragem e entusiasmo de se empenhar na vida da Igreja e da sociedade”.

O Santo Padre concluiu encorajando os dois grupos a prosseguirem em seus caminhos, na companhia de Nossa Senhora.

Bianca Fraccalvieri - Vatican News

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                                                            Fonte: vaticannews.va     Fotos: (@Vatican Media)

17º Domingo do Tempo Comum:

Leituras e reflexão
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1ª Leitura: Gn 18,20-32

Leitura do livro do Gênesis

Naqueles dias, o Senhor disse a Abraão: “O clamor contra Sodoma e Gomorra cresceu, e agravou-se muito o seu pecado. Vou descer para verificar se as suas obras correspondem ou não ao clamor que chegou até mim”. Partindo dali, os homens dirigiram-se a Sodoma, enquanto Abraão ficou na presença do Senhor. Então, aproximando-se, disse Abraão: “Vais realmente exterminar o justo com o ímpio? Se houvesse cinquenta justos na cidade, acaso irias exterminá-los? Não pouparias o lugar por causa dos cinquenta justos que ali vivem? Longe de ti agir assim, fazendo morrer o justo com o ímpio, como se o justo fosse igual ao ímpio. Longe de ti! O juiz de toda a terra não faria justiça?”

O Senhor respondeu: “Se eu encontrasse em Sodoma cinquenta justos, pouparia por causa deles a cidade inteira”. Abraão prosseguiu dizendo: “Estou sendo atrevido em falar a meu Senhor, eu, que sou pó e cinza. Se dos cinquenta justos faltassem cinco, destruirias por causa dos cinco a cidade inteira?” O Senhor respondeu: “Não destruiria, se achasse ali quarenta e cinco justos”. Insistiu ainda Abraão e disse: “E se houvesse quarenta?” Ele respondeu: “Por causa dos quarenta, não o faria”. Abraão tornou a insistir: “Não se irrite o meu Senhor, se ainda falo. E se houvesse apenas trinta justos?” Ele respondeu: “Também não o faria, se encontrasse trinta”. Tornou Abraão a insistir: “Já que me atrevi a falar a meu Senhor, e se houver vinte justos?” Ele respondeu: “Não a iria destruir por causa dos vinte”. Abraão disse: “Que o meu Senhor não se irrite, se eu falar só mais uma vez: e se houvesse apenas dez?” Ele respondeu: “Por causa dos dez, não a destruiria”.

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Responsório: Sl 137

— Naquele dia em que gritei, vós me escutastes, ó Senhor!

— Naquele dia em que gritei, vós me escutastes, ó Senhor!

— Ó Senhor, de coração eu vos dou graças,/ porque ouvistes as palavras dos meus lábios!/ Perante os vossos anjos vou cantar-vos/ e ante o vosso templo vou prostrar-me.

— Eu agradeço vosso amor, vossa verdade,/ porque fizestes muito mais que prometestes;/ naquele dia em que gritei, vós me escutastes/ e aumentastes o vigor da minha alma.

— Altíssimo é o Senhor, mas olha os pobres,/ e de longe reconhece os orgulhosos./ Se no meio da desgraça eu caminhar,/ vós me fazeis tornar à vida novamente;/ quando os meus perseguidores me atacarem/ e com ira investirem contra mim,/ estendereis o vosso braço em meu auxílio/ e havereis de me salvar com vossa destra.

— Completai em mim a obra começada;/ ó Senhor, vossa bondade é para sempre!/ Eu vos peço: não deixeis inacabada/ esta obra que fizeram vossas mãos!

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2ª Leitura: Cl 2,12-14

Leitura da Carta de São Paulo aos Colossenses

Irmãos: Com Cristo fostes sepultados no batismo; com ele também fostes ressuscitados por meio da fé no poder de Deus, que ressuscitou a Cristo dentre os mortos. Ora, vós estáveis mortos por causa dos vossos pecados, e vossos corpos não tinham recebido a circuncisão, até que Deus vos trouxe para a vida, junto com Cristo, e a todos nós perdoou os pecados. Existia contra nós uma conta a ser paga, mas ele a cancelou, apesar das obrigações legais, e a eliminou, pregando-a na cruz.

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Evangelho: Lc 11,1-13

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São Lucas

Um dia, Jesus estava rezando em certo lugar. Quando terminou, um dos discípulos pediu: «Senhor, ensina-nos a rezar, como também João ensinou os discípulos dele.» Jesus respondeu: «Quando vocês rezarem, digam: Pai, santificado seja o teu nome. Venha o teu Reino. Dá-nos a cada dia o pão de amanhã, e perdoa-nos os nossos pecados, pois nós também perdoamos a todos aqueles que nos devem; e não nos deixes cair em tentação.»

Jesus acrescentou: «Se alguém de vocês tivesse um amigo, e fosse procurá-lo à meia-noite, dizendo: ‘Amigo, me empreste três pães, porque um amigo meu chegou de viagem, e não tenho nada para oferecer a ele’. Será que lá de dentro o outro responderia: ‘Não me amole! Já tranquei a porta, meus filhos e eu já nos deitamos; não posso me levantar para lhe dar os pães?’ Eu declaro a vocês: mesmo que o outro não se levante para dar os pães porque é um amigo seu, vai levantar-se ao menos por causa da amolação, e dar tudo aquilo que o amigo necessita. Portanto, eu lhes digo: peçam, e lhes será dado! Procurem, e encontrarão! Batam, e abrirão a porta para vocês! Pois, todo aquele de que pede, recebe; quem procura, acha; e a quem bate, a porta será aberta. Será que alguém de vocês que é pai, se o filho lhe pede um peixe, em lugar do peixe lhe dá uma cobra? Ou ainda: se pede um ovo, será que vai lhe dar um escorpião? Se vocês, que são maus, sabem dar coisas boas aos filhos, quanto mais o Pai do céu! Ele dará o Espírito Santo àqueles que o pedirem.»

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Reflexão do padre Johan Konings

Orar e pedir

Certos cristãos, julgando-se esclarecidos, acham as orações de nosso povo muito egoístas, porque são quase sempre orações de pedido. Ora, as leituras de hoje sublinham a importância da petição. Abraão com seus incansáveis pedidos quase salvou as cidades de Sodoma e Gomorra. Infelizmente, as cidades eram ruins demais (1ª  leitura). Jesus, por seu lado, ensina aos discípulos o Pai-nosso, uma oração de pedido (evangelho). O Pai-nosso pede inicialmente que a vontade de Deus seja feita. Ora, uma vez que rezamos em harmonia com a vontade e o desejo de Deus, podemos pedir bastante. Jesus até compara este modo de rezar com um alguém que tira o vizinho da cama para pedir um pão para um hóspede inesperado…

Parece ensinar-nos a vencer Deus no cansaço! E, no fundo, Deus gosta de dar-nos suas dádivas boas, seu espírito, pois mesmo nós – que somos ruins – gostamos de dar coisa boa aos filhos.

A oração de petição não é uma forma de oração mais egoísta que a meditação, a louvação, o agradecimento, a adoração… Na verdade, agradecer é a outra face do pedir. Quem agradece, gostou. Por que não pedir então? É reconhecer a bondade do doador! Como o frei que, depois de lauto almoço na casa de uma benfeitora, testemunhou sua gratidão com estas palavras: “Senhora, não sei como agradecer… será que posso repetir aquela gostosa sobremesa?”

Conforme o espírito do Pai-nosso devemos pedir antes de tudo a realização daquilo que Deus deseja: sua vontade, seu Reino. Ora, uma vez assentada esta base, pode-se pedir – com toda a simplicidade – o pão de cada dia, saúde, vida e todos os demais dons que Deus nos prepara. Inclusive, o perdão de nossas faltas. Só não se deve pedir a Deus o que Deus não pode desejar: a satisfação de nosso egoísmo. E sempre se deve lembrar que Deus sabe melhor do que nós o que nos convém.

Podemos insistir naquilo que achamos sinceramente nosso bem… mas Deus sabe melhor.

É importante pedirmos. Compromete! Depois de ter pedido, a gente já não pode dizer: “Não pedi!” Comprometemo-nos com Deus e com aquilo que pedimos. Não é como no supermercado, onde você entra, olha e sai sem comprar. É como no armazém da esquina, onde você pede o que deseja e, caso tiver, você compra. Assim as preces dos fiéis, na celebração da comunidade, devem ter sentido de compromisso: devemos querer mesmo que elas se realizem, e oferecermo-nos a Deus para colaborar na realização daquilo que pedimos. Pedir é comprometer-se. Se pedimos a Deus saúde, não é para gozar egoisticamente a vida, mas para servir melhor. Se pedimos paz, não é para sermos deixadas em paz, mas para dedicar-nos à comunhão fraterna. Se pedimos por nossos irmãos e nossas irmãs mais pobres, é porque queremos ajudá-los efetivamente. Importa saber como pedimos (cf. Tg 4,3).

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PE. JOHAN KONINGS nasceu na Bélgica em 1941, onde se tornou Doutor em Teologia pela Universidade Católica de Lovaina, ligado ao Colégio para a América Latina (Fidei Donum). Veio ao Brasil, como sacerdote diocesano, em 1972. Em 1985 entrou na Companhia de Jesus (Jesuítas) e, desde 1986, atuou como professor de exegese bíblica na FAJE, Faculdade Jesuíta de Filosofia e Teologia, em Belo Horizonte. Faleceu no dia 21 de maio de 2022. Este comentário é do livro “Liturgia Dominical, Editora Vozes.

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Reflexão em vídeo do frei Paulo Roberto Pereira

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quinta-feira, 24 de julho de 2025

Cinco dicas para preparar a Semana Nacional da Família

que acontece de 10 a 16 de agosto em todo país

A Semana Nacional da Família começa no próximo dia 10 de agosto, mas já é possível preparar e organizar para que este seja um momento único e bem vivenciado nas comunidades e nas famílias. Neste ano, a iniciativa está em sintonia com a celebração do Ano Jubilar com o tema: “É tempo de Júbilo em nossa vida”, com o lema “Ora a esperança não decepciona, porque o amor de Deus foi derramado em nossos corações pelo Espírito Santo que nos foi dado (Rm 5,5)”.

Por isso, a Comissão Episcopal para a Vida e a Família da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) reuniu algumas sugestões de ações que podem ser desenvolvidas para melhor aprofundamento das reflexões do Hora da Família e ter uma experiência evangelizadora de encontro com Cristo e valorização da família.

Comunhão

Seja na paróquia ou na Diocese, é fundamental que haja a articulação da Pastoral Familiar com as demais pastorais, movimentos, escolas e serviços. Isso para que a promoção da Semana Nacional da Família seja universal e participativa. Cada grupo pode contribuir com seu testemunho de Igreja e de unidade, juntando todos os que amam a família para somar esforços a fim de protegê-la e defendê-la.

Celebrações

O subsídio Hora da Família é um material fundamental para quem deseja rezar em e pela família, nele são oferecidos os encontros para cada dia da Semana Nacional da Família e sugestões de celebrações. As indicações para bem viver este momento é que sejam incentivadas nas comunidades a realização de missa de abertura e encerramento da Semana, distribuição de orações e mensagens sobre a família. Realização de caminhadas com reza do terço nas ruas e momentos de reflexão nas residências das famílias também são importantes.

O subsídio Hora da Família 2025 está disponível para aquisição. Adquira na loja da CNPF ou pelo WhatsApp (61) 3443-2900.

Ato concreto

Uma ação interessante é marcar a presença da família na rotina da cidade por meio de uma carreata no momento de movimento do comércio, com carros de som e música da família ou uma caminhada paroquial em favor da família, com faixas e cartazes. No contexto da Semana Nacional da Família, as comunidades poderão promover também ações caritativas em favor das famílias carentes como gesto concreto dos encontros do Hora da Família.

Divulgação

Os coordenadores paroquiais, diocesanos ou regionais da Pastoral Familiar podem se disponibilizar a atenderem jornalistas dos meios de comunicação impresso, do rádio, da televisão ou da internet. Além disso, é importante reforçar a campanha nas redes sociais. Não esqueça de marcar a Pastoral Familiar Nacional (@pastoralfamiliarcnbb) nas redes sociais para também compartilharmos as programações e as iniciativas realizadas.

Pensando nisso, a Comissão Nacional da Pastoral Familiar (CNPF) disponibilizou alguns arquivos (material gráfico), dicas de fontes e imagens da Semana Nacional da Família. Acesse os arquivos aqui.

Encerramento

Ao término do último encontro do Hora da Família, os grupos participantes podem se reunir para partilhar as experiências e bênçãos recebidas durante a realização de cada momento de oração em família. Este encerramento festivo da Semana da Família pode também um grande momento de evangelização.

O que é a Semana Nacional da Família?

A Semana Nacional da Família (SNF) é um momento forte no qual a Pastoral Familiar, em articulação com as demais pastorais, movimentos, serviços e a sociedade em geral, intensifica seus esforços no sentido de evangelizar a família na globalização de seus diversos aspectos e realidades. O momento é marcado por encontros, formações, momentos de oração e gestos concretos de evangelização. Um tempo especial para colocar a família no centro da missão da Igreja que teve início, em âmbito nacional, em 1992.

Com informações da vidaefamilia.org.br

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                                                                                                                           Fonte: cnbb.org.br