quarta-feira, 7 de novembro de 2018

Papa na Catequese desta quarta-feira:

A vida não é tempo para possuir, mas para amar
Na catequese de quarta-feira (07/11), o Papa Francisco prosseguiu o ciclo sobre os Dez Mandamentos, comentando o sétimo da lista, "não roubar", à luz da sabedoria cristã.

Cidade do Vaticano O sétimo mandamento – não roubar – foi o tema da catequese do Papa Francisco na Audiência Geral desta quarta-feira (07/11) na Praça São Pedro.
Aos milhares de fiéis e peregrinos, o Pontífice ampliou o conceito não se detendo ao furto ou ao respeito da propriedade privada, mas explicou este mandamento sobre a posse à luz da sabedoria cristã.
Indigência escandalosa
A Doutrina Social da Igreja fala de destinação universal dos bens. Deus confiou a terra e os seus recursos à gestão comum da humanidade.
Ternura com a ovelhinha
“O mundo é rico de recursos para garantir a todos os bens primários. E mesmo assim muitos vivem numa escandalosa indigência e os recursos, usados sem critério, vão se deteriorando. Mas o mundo é um só. A humanidade é uma só! A riqueza do mundo hoje está nas mãos da minoria, de poucos, e a pobreza, aliás, a miséria, é o sofrimento de muitos, da maioria.”
A fome existe não porque falta comida, mas pelas exigências de mercado, que às vezes chega a destruir alimentos. O que falta, afirmou o Papa, é uma visão empreendedora livre e de longo alcance, que garanta uma adequada produção, e uma estratégia solidária, que garanta uma distribuição équa.
Dimensão social da riqueza
Usando os bens da criação, diz o Catecismo da Igreja, o homem deve considerar as coisas que possui não como próprias, mas também como comuns no sentido que possam beneficiar não somente a ele, mas também aos outros. “Toda riqueza, para ser boa, deve ter uma dimensão social.”
Nesta perspectiva, o mandamento “não roubar” assume um significado positivo e amplo. A propriedade de um bem – lê-se no Catecismo – faz do seu detentor um administrador da providência de Deus» (n. 2404).
Atenção aos pequenos
“Ninguém é dono absoluto dos bens, é um administrador. A posse é uma responsabilidade. Aquilo que possuo realmente é o que que sei doar. Esta é a medida para avaliar como eu consigo ter as riquezas. Bem ou Mal. Esta palavra é importante. Se posso doar, sou aberto, então sou rico, mas também na generosidade. Generosidade é um dever. Se não posso doar algo é porque esta coisa me possui, sou escravo, ela tem poder sobre mim ”
O diabo entra pelo bolso
Enquanto a humanidade está aflita para ter mais, Deus a redime fazendo-se pobre. O que nos faz ricos não são os bens, mas o amor.
“Muitas vezes ouvimos o que povo de Deus disse, o diabo entra pelo bolso. Primeiro vem o dinheiro, o amor ao dinheiro, o afã de possuir, depois a vaidade e, por fim, o orgulho e a soberba. Este é o modo de agir do diabo em nós, mas a porta de entrada é o bolso.”
Francisco então concluiu:
“Queridos irmãos e irmãs, mais uma vez Jesus Cristo nos revela o sentido pleno das Escrituras. ‘Não roubar’ quer dizer: ame com os seus bens, aproveite dos seus meios para amar como pode. Porque a vida não é tempo para possuir, mas para amar.”
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Assista:

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terça-feira, 6 de novembro de 2018

Papa na missa desta terça-feira:

Jesus nos convida
ao banquete do Reino, cuidado para não rejeitar
E a rejeição também deve nos fazer pensar nas vezes que Jesus nos chama; nos chama a fazer festa com Ele, a estar perto Dele, a mudar de vida., disse o Papa na homilia.

Cidade do Vaticano - O Papa Francisco começou a terça-feira (06/11) celebrando a missa na capela da Casa Santa Marta. O tema da homilia foi o trecho do Evangelho do dia, extraído do capítulo 14 de Lucas, sobre os convidados que rejeitam o banquete.
A narração é sobre um almoço, o banquete que um chefe dos fariseus organizou e ao qual Jesus também foi convidado. Naquela ocasião, narra o Evangelho de ontem, cujo de hoje é a continuação, Jesus tinha curado um doente e observou que muitos convidados tentavam ocupar os primeiros lugares. E recomendou ao fariseu que convidasse para o almoço os últimos, aqueles que não podem retribuir o favor.
Dupla rejeição
A um certo ponto, no banquete, e aqui começa o trecho de Lucas de hoje, um dos comensais exclama: “Feliz aquele que come o pão no Reino de Deus!”.
É o trecho da rejeição dupla, disse o Papa. E Jesus então conta a história de um homem que pede um grande jantar e faz muitos convites. Os seus servos dizem aos convidados: “Vinde, pois tudo está pronto! Mas todos começam a arrumar desculpas para não ir. Quem comprou um campo, quem comprou cinco juntas de bois, quem acabou de se casar. “E sempre desculpas. Eles se desculpam.”
Desculpar-se é a palavra educada para não dizer: “Rejeito”, disse o Papa. Eles recusam, mas educadamente. Então o patrão fica zangado e diz ao empregado para sair pelas praças e ruas da cidade, obrigando os aleijados, cegos e coxos a participar. E o trecho do Evangelho – afirmou Francisco – termina com a segunda rejeição, mas desta vez da boca de Jesus”. (…) “Quem recusa Jesus, Jesus espera, dá uma segunda oportunidade, talvez uma terceira, uma quarta, quinta.. Mas no final recusa Jesus.”
E a rejeição também deve nos fazer pensar nas vezes que Jesus nos chama; nos chama a fazer festa com Ele, a estar perto Dele, mudar de vida. Pensem que ele busca seus amigos mais íntimos e eles O rejeitam! Depois busca os doentes... e vão; talvez alguém rejeita. Mas quantas vezes nós sentimos a chamada de Jesus para ir até Ele, para fazer uma obra de caridade, para rezar, para encontrá-Lo e nós dizemos: “Mas desculpe, Senhor, estou atarefado, não tenho tempo. Sim, amanhã, não posso...” E Jesus fica ali.
Desculpas para Jesus
O Papa se pergunta quantas vezes também nós pedimos a Jesus que nos desculpe quando Ele “nos chama para nos encontrar, a falar, a fazer uma bela conversa”. Também nós rejeitamos o convite de Jesus:
Cada um de nós pense: na minha vida, quantas vezes senti a inspiração do Espírito Santo a fazer uma obra de caridade, a encontrar Jesus naquela obra de caridade, ir rezar, de mudar de vida nisto, nisto que não vai bem? E sempre encontrei um motivo para me desculpar, para rejeitar.
Jesus é bom, mas é justo
Francisco diz que entrará no Reino de Deus quem não recusa Jesus ou quem não é rejeitado por Ele. Para quem diz que Jesus é bom e perdoa tudo, o Papa observou:
“Sim, é bom, é misericordioso” – é misericordioso, mas é justo. Se você fecha a porta do seu coração, Ele não pode abri-la, porque respeita o nosso coração. Rejeitar Jesus é fechar a porta a partir de dentro e Ele não pode entrar.
Com sua morte, Jesus pagou o banquete
Há outro elemento que o Papa observa, isto é, quem paga o banquete? É Jesus! O Apóstolo na Primeira Leitura “nos mostra o recibo desta festa”, falando de Jesus que ‘esvaziou-se a si mesmo, assumindo uma condição de servo e fazendo-se obediente até a morte na cruz’. “Com a sua vida – disse Francisco – Jesus pagou a festa. E eu digo: ‘Não posso’ (...) Que o Senhor nos dê graça – concluiu – de entender este mistério da dureza de coração, de obstinação, de rejeição e a graça de chorar”.
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Intenção de oração do Papa para novembro:
A serviço da paz
"Todos queremos a paz. É uma aspiração profunda, sobretudo daqueles que sofrem pela ausência de paz", diz o Papa Francisco na mensagem de vídeo.

Cidade do VaticanoFoi divulgada, nesta terça-feira (06/11), a vídeo-mensagem em que o Papa Francisco apresenta as intenções de oração, para o mês de novembro, ao Apostolado da Oração, Rede Mundial de Oração do Papa.
“A serviço da paz” é o tema deste mês. Os vídeos das intenções de oração do Papa são realizados pela agência de comunicação “La Machi”, em colaboração com o Vatican Media, a Rede Mundial de Oração do Papa e o Conselho Episcopal Latino-americano (Celam).
Eis as palavras do Papa Francisco no vídeo:
Todos queremos a paz. É uma aspiração profunda, sobretudo daqueles que sofrem pela ausência de paz.
Podemos falar com palavras esplêndidas, mas, se em nosso coração não há paz, não haverá no mundo.
Com zero violência e cem por cento de ternura, construamos a paz evangélica que não exclui ninguém.
Rezemos juntos para que a linguagem do coração e do diálogo prevaleçam sempre sobre a linguagem das armas.

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Assista:
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segunda-feira, 5 de novembro de 2018

Encontro vive momento de avaliação e celebração da

Assembleia Arquidiocesana


No mês de abril de 2016 (dias 16 e 17), a Arquidiocese de Pouso Alegre realizou a sua 9ª Assembleia Arquidiocesana de Pastoral. O encontro ocorreu na casa de oração Monsenhor Mauro Tomasinni, em Pouso Alegre, em contou com a participação de todo o clero e representantes de todas as paróquias e movimentos arquidiocesanos. Durante o encontro ficaram definidas as prioridades, objetivo e condições fundamentais para o trabalho pastoral pelos próximos anos. Assim, o dia 18 de novembro deste ano será a oportunidade de uma celebração e uma avaliação dos trabalhos vividos deste então e também uma oportunidade para olhar o futuro e planejar a vivência pastoral nos próximos anos.
O objetivo geral assumido pela Arquidiocese foi: “Evangelizar com alegria, a partir de Jesus Cristo e na força do Espírito Santo, como discípulos missionários, acolhedores, proféticos e misericordiosos, alimentados à mesa da Palavra e do Pão, à luz evangélica da opção preferencial pelos pobres, em diálogo com a sociedade em constante transformação, para formar uma igreja viva, rumo ao Reino Definitivo". Já as prioridades assumidas foram: Comunidade de fé a serviço das famílias; Comunidade de fé em estado permanente de missão; e Comunidade de fé a serviço da vida plena para todos", tendo como condições fundamentais a formação permanente e pastoral orgânica. 
Na época, Dom Majella explicava o valor e importância de se viver uma assembleia arquidiocesana de pastoral.
"A finalidade desta Assembleia é viver o encontro com Jesus que enche a vida de alegria, convida à conversão e ao discipulado missionário (cf. DGAE – 2015-2019, 9) e avaliar a qualidade da nossa ação evangelizadora e pastoral e planejá-la para os próximos quatro anos. A sociedade vive uma mudança de época histórica. As transformações sociais levam-nos a questionar a incidência dos valores do Evangelho de Jesus nas pessoas, nas famílias e na sociedade. Diante desta realidade perguntamos: que contributo nós, os cristãos, prestamos às pessoas e à sociedade, tal que sejam transformadas pela força do amor, vivido e pregado por Jesus no seu Evangelho?", discursava. 
O encontro celebrativo e avaliativo vai ocorrer no Seminário Arquidiocesano Nossa Senhora Auxiliadora em Pouso Alegre, entre 8h e 16h. Nesta oportunidade, representantes de todas as paróquias são convidados a participar. Logo pela manhã, após a Santa Missa, o professor Giovani Marques refletirá sobre o tema "Santidade como horizonte da vida pastoral". Na sequência, momentos dos grupos trabalharem, fazendo as avaliações e propostas. No período da tarde, momento das plenárias, onde as reflexões são colocadas em comum. 
"Também na parte da tarde o padre Eduardo Rodrigues vai falar um pouco sobre a realização do Sínodo dentro da Igreja. É uma assembleia avaliativa, mas também um momento de olhar para o futuro", explicou o coordenador de pastoral da Arquidiocese, padre Mauro Ricardo de Freitas. 
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Arquidiocese de Pouso Alegre celebra
Jornada mundial do pobres no próximo dia 18
A Arquidiocese de Pouso Alegre, em comunhão com a Igreja no mundo, vai celebrar no dia 18 de novembro a II Jornada Mundial do Pobre com o tema "Este pobre grita e o Senhor escuta" (Sl 34,7). Cada paróquia se organiza para melhor celebrar este momento. 
"Façamos também nossas estas palavras do Salmista, quando nos vemos confrontados com as mais variadas condições de sofrimento e marginalização em que vivem tantos irmãos e irmãs, que nos habituamos a designar com o termo genérico de 'pobres'. O autor de tais palavras não é alheio a esta condição; antes pelo contrário, experimenta diretamente a pobreza e, todavia, transforma-a num cântico de louvor e agradecimento ao Senhor. Hoje, este Salmo permite-nos também a nós, rodeados por tantas formas de pobreza, compreender quem são os verdadeiros pobres para os quais somos chamados a dirigir o olhar a fim de escutar o seu clamor e reconhecer as suas necessidades", escreveu o Papa Francisco na sua mensagem por ocasião da jornada.
Segundo o arcebispo metropolitano, Dom José Luiz Majella Delgado - C.Ss.R., para a realização dessa jornada, a Igreja estimula a promoção da semana da solidariedade, organizando encontros, celebrações ou mobilizações públicas na semana entre os dias 11 e 18. Na Arquidiocese de Pouso Alegre, a jornada é motivada e celebrada pela Comissão Vida Plena. 
"Recordamos a importância de se celebrar essa semana com os pobres e a comunidade cristã, ampliando laços de fraternidade, solidariedade e comunhão, fortalecendo o rosto da Igreja em saída, missionária e acolhedora, transformadora da realidade. Será também uma oportunidade para o diálogo ecumênico e com pessoas de boa vontade, quando possível, bem como a inserção pastoral dos adultos que caminham na Iniciação à Vida Cristã. E, com certeza, será um momento propício de preparação para o tempo do Advento", escreveu. 
No Brasil, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) confiou o processo de animação da Jornada Mundial dos Pobres – Semana da Solidariedade à Cáritas Brasileira, neste ano de 2018 esta animação foi reforçada também com a contribuição da equipe da Campanha da Fraternidade, da Comissão Episcopal Pastoral para o Laicato, do Conselho Nacional do Laicato, e da Comissão Episcopal Pastoral para Ação Social Transformadora.
Histórico
Em 2017 o papa Francisco convocou católicos e pessoas de boa vontade para uma jornada de solidariedade e proximidade com as pessoas empobrecidas. A grande convocação trouxe como lema o imperativo: “Não amemos com palavras, mas com obras”. 
Desde então a Jornada Mundial dos Pobres entrou para o calendário anual das iniciativas da Igreja. A convocação para a Jornada Mundial dos Pobres fez parte da agenda de ações mobilizadas no âmbito do encerramento do Ano Santo da Misericórdia, realizado em 2016-2017.  
“Convido a Igreja inteira e os homens e mulheres de boa vontade a fixar o olhar, neste dia, em todos aqueles que estendem as suas mãos invocando ajuda e pedindo a nossa solidariedade. Este dia pretende estimular, em primeiro lugar, os crentes, para que reajam à cultura do descarte e do desperdício, assumindo a cultura do encontro. Ao mesmo tempo, o convite é dirigido a todos, independentemente da sua pertença religiosa, para que se abram à partilha com os pobres em todas as formas de solidariedade, como sinal concreto de fraternidade”, disse o papa Francisco em um trecho da mensagem que marcou a primeira Jornada Mundial dos Pobres.
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                                    Fonte: arquidiocese-pa.org.br   Texto e banner: Pe. Andrey Nicioli

Papa Francisco na missa desta segunda:

A rivalidade e a vanglória causam guerras
O Papa Francisco celebrou a missa na Casa Santa Marta e recordou que na vida não se deve "ser seletivos", seguindo os próprios interesses, mas ampliar o horizonte da existência à gratuidade universal.

Cidade do Vaticano“A rivalidade e a vanglória” destroem os fundamentos das comunidades, semeando divisões e conflitos. Foi o que destacou o Papa Francisco na homilia da missa celebrada esta manhã (05/11) na capela da Casa Santa Marta. Partindo do Evangelho segundo Lucas (Lc 14,12-14), o Pontífice condenou “o egoísmo do interesse”, reiterando que a “gratuidade” pregada por Jesus “não é seletiva”.
A gratuidade é universal
O ensinamento de Jesus é claro: “não fazer as coisas por interesse”, não escolher as próprias amizades com base na conveniência. Raciocinar somente com base na própria “vantagem”, de fato, é “uma forma de egoísmo, de segregação e de interesse”, enquanto a “mensagem de Jesus” é exatamente o contrário: a “gratuidade”, que “alarga a vida”, “amplia o horizonte, porque é universal”. Os seletivos “são motivos de divisão” e não favorecem “a unanimidade” de que fala São Paulo aos Filipenses, na primeira Leitura. “Existem duas coisas que vão contra a unidade – insistiu o Papa – a rivalidade e a vanglória”:
E também a fofoca nasce da rivalidade, porque muitas pessoas se sentem que não podem crescer, mas para se tornar mais altas diminuem o outro com a fofoca. Um modo de destruir as pessoas. A rivalidade. E Paulo disse: “Não. Na comunidade não existem rivalidades”. A rivalidade é uma luta para destruir o outro. A rivalidade é ruim: pode-se fazer de maneira aberta, direta ou se pode fazer com luvas brancas; mas sempre para destruir o outro e elevar a si mesmo. E já que eu não posso ser assim virtuoso, assim bom, diminuo o outro, de modo que eu permaneço alto. A rivalidade é um caminho a este agir por interesse.
A vanglória destroi a comunidade
Tão prejudicial quanto, é quem se vangloria de ser superior aos outros:
Isso destroi uma comunidade, destroi uma família também... Pensem na rivalidade entre os irmãos pela herança do pai, por exemplo: isso acontece todos os dias. Pensem na vanglória, naqueles que se vangloriam de ser melhores que os outros.
A vida cristã nasce da gratuidade de Jesus
O cristão, prosseguiu Francisco, deve seguir o exemplo do Filho de Deus, cultivando “a gratuidade”: fazer o bem sem se preocupar se os outros fazem o mesmo; semear “unanimidade”, abandonando “rivalidades ou vanglória”. Construir a paz com pequenos gestos significa traçar um caminho de concórdia em todo o mundo:
Quando nós lemos as notícias das guerras, pensemos nas notícias da fome das crianças no Iêmen, fruto da guerra: está distante, crianças pobres... mas por que não têm o que comer? Mas a mesma guerra se faz em nossas casas, nas nossas instituições com esta rivalidade: a guerra começa ali! E a paz deve ser feita ali: na família, nas instituições, no local de trabalho, buscando sempre a unanimidade e a concórdia e não o próprio interesse.
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domingo, 4 de novembro de 2018

Papa na oração do Angelus:

Amor a Deus e ao próximo são inseparáveis
"Deus, que é amor, nos criou por amor e para que possamos amar os outros permanecendo unidos a Ele. Seria ilusório pretender amar o próximo sem amar a Deus. E da mesma forma seria ilusório pretender amar a Deus sem amar o próximo", disse o Papa Francisco no Angelus deste domingo.

Cidade do Vaticano O amor a Deus e ao próximo são inseparáveis, reiterou o Papa em sua alocução, antes de rezar o Angelus. “Eles são os dois lados de uma única moeda: vividos juntos, são a verdadeira força do crente”.
O domingo chuvoso não impediu que milhares de fiéis e turistas fossem até a Praça São Pedro para ouvir a mensagem de Francisco no tradicional encontro dominical.
“Há um só Senhor e esse Senhor é "nosso" no sentido de que ele está ligado a nós com um pacto indissolúvel, nos amou, nos ama e nos amará para sempre”, disse o Papa ao iniciar sua reflexão, inspirada no Evangelho de São Marcos e no Livro do Deuteronômio.
Amor a Deus e ao próximo são inseparáveis
E “é desta fonte, este amor de Deus – completou -  que deriva o duplo mandamento para nós: "Amarás o Senhor teu Deus com todo o teu coração e com toda a tua alma, com toda a tua mente e com toda a tua força. [...] amarás o teu próximo como a ti mesmo": 
“Ao escolher estas duas palavras dirigidas por Deus ao seu povo e colocando-as juntas, Jesus ensinou de uma vez por todas que o amor a Deus e o amor ao próximo são inseparáveis. E mais do que isso, eles se sustentam um ao outro. Mesmo se colocados em sequência, eles são os dois lados de uma única moeda: vividos juntos, eles são a verdadeira força do crente”!
“O nosso Deus é doação sem reservas, é perdão sem limites, é relação que promove e faz crescer. Por isto – observou Francisco -  amar a Deus quer dizer investir nossas energias todos os dias para ser seus colaboradores no serviço ao próximo sem reservas, no buscar perdoar sem limites e no cultivar relações de comunhão e de fraternidade”.
Pré-selecionar o próximo não é cristão
E explicou, que “o evangelista Marcos não se preocupa em especificar quem é o próximo, porque o próximo é a pessoa que eu encontro no caminho, nos meus dias”:
“Não se trata de pré-selecionar o meu próximo, isto não é cristão! Eu penso que o meu próximo é aquele que eu pré-selecionei. Não, isto não é cristão, é pagão; mas se trata de ter olhos para vê-lo e coração para querer o seu bem. Se nos exercitarmos em ver com o olhar de Jesus, nos colocaremos sempre em escuta e ao lado de quem precisa. As necessidades do próximo exigem certamente respostas eficazes, mas antes ainda elas pedem compartilhamento”.
Proximidade fraterna
Com uma imagem – exemplificou - podemos dizer que o faminto tem necessidade não apenas de um prato de sopa, mas também de um sorriso, de ser ouvido e também de uma oração, quem sabe feita em conjunto:
“O Evangelho de hoje convida todos nós a sermos projetados não somente para as urgências dos irmãos mais pobres, mas sobretudo a estarmos atentos às suas necessidades de proximidade fraterna, de sentido da vida e da ternura. Isso interpela nossas comunidades cristãs: trata-se de evitar o risco de ser comunidades que vivem de muitas iniciativas, mas de poucas relações; o risco de comunidade "estações de serviço", mas de pouca companhia, no sentido pleno e cristão deste termo”.
“Seria ilusório – disse Francisco ao concluir -  pretender amar o próximo sem amar a Deus. E da mesma forma seria ilusório pretender amar a Deus sem amar o próximo. As duas dimensões do amor, para Deus e para o próximo, em sua unidade, caracterizam o discípulo de Cristo. Que a Virgem Maria nos ajude a acolher e testemunhar na vida de cada dia este ensinamento luminoso”.
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Assista:
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Reflexões para seu domingo:

Ser Bem-Aventurado!
Ser santo é viver em profunda intimidade com o Deus Santo, que é o autor e a fonte de toda a santidade que resplandece o amor nos seus filhos e filhas que formam a Igreja de Jesus Cristo.
Ensina o Catecismo da Igreja Católica que: “Todos os fiéis cristãos, de qualquer estado ou ordem, são chamados à plenitude da vida cristã e à perfeição da caridade. Todos são chamados à santidade: ‘Deveis ser perfeitos como o vosso Pai Celeste é perfeito”(Mt 5,48).
Vivemos a Festa de Todos os Santos: os que estão nos altares e os santos desconhecidos, a multidão incalculável de homens e mulheres que viveram a perfeição cristã neste mundo e que agora no céu são nossos intercessores.
A santidade é possível. Possível porque ela é fruto da conversão realizada pelo Evangelho. A santidade se vive nas coisas simples, no cotidiano, no dia a dia da nossa vida, vivendo e testemunhando a fidelidade a Cristo.
Ser santo é viver em profunda intimidade com o Deus Santo, que é o autor e a fonte de toda a santidade que resplandece o amor nos seus filhos e filhas que formam a Igreja de Jesus Cristo.
A receita da santidade está estampada no Evangelho desta Solenidade(cf. Mt 5,1-12a): “Bem-aventurados os que têm um coração de pobre, porque deles é o Reino dos céus! Bem-aventurados os que choram, porque serão consolados! Bem-aventurados os mansos, porque possuirão a terra! Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque serão saciados! Bem-aventurados os misericordiosos, porque alcançarão misericórdia! Bem-aventurados os puros de coração, porque verão Deus! Bem-aventurados os pacíficos, porque serão chamados filhos de Deus! Bem-aventurados os que são perseguidos por causa da justiça, porque deles é o Reino dos céus! Bem-aventurados sereis quando vos caluniarem, quando vos perseguirem e disserem falsamente todo o mal contra vós por causa de mim. Alegrai-vos e exultai, porque será grande a vossa recompensa nos céus, pois assim perseguiram os profetas que vieram antes de vós.”
Ser Bem-aventurado é colocar-se a serviço do próximo, tentando ser como Jesus, tentado ser disponíveis, dóceis e fiéis à ação santificadora e restauradora do Espírito Santo.
Nós convivemos e vivemos com muitos santos e santos e muitas vezes não sabemos. A santidade é suave e doce.
Por isso para ser santo precisamos abrir espaço em nossos corações para Deus, deixar Nosso Senhor Jesus Cristo ocupar o nosso coração plenamente.
Ser santo não é ser sem defeito. Os santos também foram limitados, portadores de misérias como qualquer um de nós, mas eles se superaram no cotidiano buscando a Deus e nunca se desviaram do caminho de Deus e nem se enganaram com os falsos deuses dos dias de ontem, de hoje e de sempre.
Nós conhecemos muitos santos contemporâneos que nos inspiram a ser melhores e a seguir Jesus. Cito três que marcaram profundamente a minha experiência cristã: São João Paulo II, que nos pediu que não tivéssemos medo de abrir nossos corações para Cristo; Santa Teresa de Calcutá, que gastou a sua vida dando dignidade e oferecendo saúde para os mais pobres e desvalidos da sociedade e Beata Dulce dos Pobres, que recolhendo os doentes nas periferias de Salvador, nos lembra que “estive doente e fui te visitar”. Ser santo é viver o amor a Deus no próximo sem esperar nenhuma recompensa.
A santidade tem que superar os estereótipos externos. Muitos vivem a falsa santidade da aparência. A santidade não é aparente, nem interesseira e nem muito menos legalista. A santidade reside na misericórdia, na caridade, no amor e na acolhida. Sem isso não se vive a santidade!
Conduzidos pelo Espírito Santo, orientados pela Palavra de Deus, sejamos enamorados de Cristo para sermos bem-aventurados para todos os que conosco convivem nos santificando e santificando as pessoas, Amém!
                                  Dom Eurico dos Santos Veloso - Arcebispo Emérito de Juiz de Fora - MG
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Os bem-aventurados
O importante é ser bem-aventurado e ter o privilégio de dizer que teve uma bela conquista. Assim é a vida dos santos, como também daqueles que conseguiram vencer nas eleições. Começa nova fase da história.
O bem e o mal normalmente se misturam. O mesmo acontece com os vencidos e vencedores. A vida é cheia dessas coisas, mas uma é certa: ninguém quer ser perdedor. O importante é ser bem-aventurado e ter o privilégio de dizer que teve uma bela conquista. Assim é a vida dos santos, como também daqueles que conseguiram vencer nas eleições. Começa nova fase da história.
No Evangelho Jesus enumera alguns dos bem-aventurados. Para Ele são os pobres, os que choram, os mansos, os que têm fome e sede de justiça, os misericordiosos, os puros de coração, os que promovem a paz, os que são perseguidos por causa da justiça, os injustiçados etc (cf. Mt 5,1-11). Esses são os colocados na lista dos santos e beneficiados no Reino de Deus.
Mas são bem-aventurados os que investem na conquista do bem que favorece também a outros. A santidade é fruto de trabalho, de convergência na direção do bem comum. Na visão de Jesus Cristo, é o poder sendo colocado a serviço da construção de uma sociedade centrada no vem viver. Precisa acontecer no Brasil, principalmente com os novos governos, atendendo as expectativas do povo.
Agora é construir o bem, a paz e a defesa da vida. No livro do Apocalipse fala-se de não fazer o mal à terra, ao mar, às árvores (Ap 7,3). Significa que a administração de um país supõe qualidade e respeito para com tudo que existe na natureza, em benefício do povo, deixando de lado os interesses egoístas e privilégios pessoais. Sabemos que é possível um Brasil diferente e de progresso.
Entendemos como fundamental a proposta de Deus contida na lista relatada pelas bem-aventuranças. O que acontecia com os Dez Mandamentos do Antigo Testamento, a intenção primeira nos novos tempos é construir a suprema felicidade das pessoas. O caminho precisa estar ancorado numa administração justa, honesta e transparente, dando garantias de um futuro promissor.
Nesses últimos dias passamos por momentos turbulentos. Nas redes sociais as mensagens se engarrafavam, deixando as pessoas sem referências seguras. A criatividade foi até muito curiosa e carregada de muita notícia falsa dificultando o posicionamento correto dos eleitores. Não deixa de revelar imaturidade, mas também posicionamentos muito definidos em relação às eleições.
                         Dom Paulo Mendes Peixoto - Arcebispo Metropolitano de Uberaba – MG 
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sábado, 3 de novembro de 2018

Intenções do Papa

para novembro de 2018
Papa Francisco reza, neste mês de novembro, pela Intenção Universal "Ao serviço da paz", para que a linguagem do coração e do diálogo prevaleça sempre sobre a linguagem das armas.

Reflexão
“Estamos na terceira guerra mundial aos pedaços”. Esta afirmação do Papa Francisco, que já entrou no número das frases marcantes do seu pontificado, chama a atenção para uma realidade que acontece diariamente em muitos países e de formas muito diversas, tocando, em primeiro lugar, os mais vulneráveis, que não se podem defender e são as vítimas da tragédia da guerra. Procuremos, neste mês, tendo como orientação de fundo da nossa oração e ação, esta intenção do Santo Padre: dar-nos conta de como a linguagem da violência, das armas e da agressão é uma triste realidade deste mundo, à qual não podemos estar indiferentes.
É verdade que é fácil desanimar, ao sentirmo-nos impotentes diante das tragédias a que assistimos nos meios de comunicação social, em contextos longe dos nossos, mas isto não nos pode fazer cruzar os braços. Pelo contrário, ao elevarmos a Deus o nosso coração, na oferta das nossas vidas pelas intenções do Papa, podemos colaborar, no modo que apenas Deus conhece, na missão de Cristo reconciliador, para que Ele possa tocar, através do seu Espírito, os corações de quem faz a guerra. Da nossa parte, para além da nossa oração, podemos tocar também a parte do mundo que nos cabe transformar através de gestos e palavras de paz e reconciliação.
A linguagem do coração e do diálogo não está apenas reservada às instâncias de decisão dos destinos dos povos, mas começa em nós mesmos, nas nossas famílias, ambientes de trabalho, contextos eclesiais. Neste mês, somos desafiados a não criar divisões, mas a ter a capacidade de nos abrirmos ao outro no seu modo diverso de ver a realidade, procurar entendê-lo, acolhê-lo e, sobretudo, vê-lo como um irmão ou irmã amado de Deus. O que une a humanidade mais profundamente é o fato de sermos todos filhos de Deus e irmãos uns dos outros. Este dom é uma enorme responsabilidade, é a fonte e a tarefa da paz.
Oração
Príncipe da Paz,
num mundo dilacerado pela guerra e pela violência, vejo-me muitas vezes perdido  e insensível à realidade do sofrimento de tantos irmãos e irmãs. 
Eu Te peço, toca o meu coração para poder ser construtor do diálogo e da paz, a começar junto daqueles a quem devo perdoar e pedir perdão. 
Envia, Senhor, o teu Espírito ao coração de quantos fazem a guerra, para que se sintam movidos a dialogar e a perceber que a violência não resolve os problemas; antes, causa um maior sofrimento. 
Faz-me sentir sempre a tua paz e ser transmissor da paz!
Pai-Nosso...
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Desafios
- Quais são as pessoas e situações que precisam de reconciliação no meu coração? Ter palavras e gestos concretos de perdão.
- Perante situações de desavença e conflito nos ambientes em que vivo, vou procurar ser agente de reconciliação, estabelecer pontes e favorecer o diálogo e a compreensão mútua.
- Organizar um momento de oração na comunidade, para ajudar a não deixar o coração indiferente às realidades de guerra, conflito e violência a que assistimos, longe ou perto de nós.
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                          Fonte: Apostolado da Oração/Portugal     12.com     Banner: arquifln.org.br