segunda-feira, 5 de agosto de 2013

Neste "Dia Nacional da Saúde" entrega documento com mais de

865 mil assinaturas para o Comitê Saúde +10

Na manhã desta segunda-feira, “Dia Nacional da Saúde”, o secretário geral da CNBB, dom Leonardo Steiner, fez a entrega de mais de 865 mil assinaturas já auditadas, coletadas pelas dioceses, pastorais e organismos da Igreja Católica para o Comitê Saúde + 10. Esse número somará ao total de assinaturas coletadas por outras entidades parceiras desta ação.
Movimento Nacional em defesa
da Saúde Pública
O Ato Público ocorreu às 11h, na Sede da Conferência em Brasília (SE/Sul – Quadra 801 – Conjunto B). O ato contou com a presença de lideranças de saúde que compõem a coordenação do Movimento Saúde +10. Entre outras autoridades confirmadas, participaram o presidente da OAB, Marcus Vinicius Furtado Coêlho e a presidente do Conselho Nacional da Saúde, Maria do Socorro de Souza.
A coleta de assinaturas é em prol do Projeto de Lei de iniciativa popular que propõe a destinação de 10% das receitas correntes brutas da União para a Saúde Pública. A iniciativa visa agregar, de maneira contínua e crescente, as entidades organizadas no esforço de encaminhar à Câmara Federal o mínimo de 1,5 milhão de assinaturas que pede a aprovação desta nova lei. Criado a cerca de um ano, o Movimento Saúde + 10 conta com o apoio da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e de mais de 100 entidades, entre elas estão Conselho Nacional de Saúde (CNS), Conselho Nacional de Secretários de Saúde (CONASS), Centro Brasileiro de Estudos de Saúde (CEBES), Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Conselho Federal de Medicina (CFM), Assembleia Legislativa de Minas Gerais, e outros parceiros.
                                                                                         Com informações do site da CNBB
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Reflexão para o Mês Vocacional

Vocação: caminho para a santidade

Neste mês, a Igreja convida-nos a refletir sobre o nosso lugar e a nossa missão na comunidade eclesial e na sociedade. Todo cristão é chamado por Deus a contribuir na construção de seu Reino de justiça, de amor e de paz para o bem de homens e mulheres, filhos do mesmo Pai, membros, portanto, de uma só família. Esse chamado de Deus é a vocação. Uns são chamados ao Sacerdócio, outros à Vida Religiosa, e os demais à vocação de Cristãos Leigos. E todos somos chamados à Santidade.
O cristão leigo é o batizado comprometido com Cristo e com a Igreja por meio do testemunho diário na família, no exercício da profissão, nos campos da cultura, da economia, das relações sociais, da política. Presta serviços à comunidade eclesial, onde exerce diversos ministérios (agente pastoral, catequista, animador da liturgia e outros) conforme os dons que Deus lhe deu.
Na família o cristão tem um espaço privilegiado e abençoado para se santificar e santificar seus familiares. A família foi criada por Deus como o ambiente favorável ao encontro, ao diálogo, à partilha e ao amor verdadeiro. Nela, o amor da Santíssima Trindade se faz presente de modo especial e concreto. Por isso, pais e filhos devem fazer do lar um santuário de vida e de santidade por meio da oração, da ajuda e do apoio fraternos, da compreensão e do perdão.
A missão do cristão leigo expande-se ainda muito além, a todas as atividades do contexto social. É chamado a ser discípulo missionário de Jesus Cristo, de acordo com as palavras do Papa Paulo VI, no“mundo vasto e complicado da política, da realidade social e da economia, como também o da cultura, das ciências e das artes, da vida internacional, dos ‘mass media’ e, ainda, outras realidades abertas para a evangelização como sejam o amor, a família, a educação das crianças e dos adolescentes, o trabalho profissional e o sofrimento” (Evangelii Nuntiandi, 70).
O sacerdote vem do meio do povo para o serviço do povo. Anuncia a Palavra e distribui os sacramentos. Incentiva a comunidade e promove a comunhão dos fiéis, visando à realização integral do homem. O sacerdote desempenha papel fundamental na Igreja de Jesus Cristo. Além de evangelizar, na “pessoa do Cristo” preside a celebração eucarística, distribui os sacramentos e constrói a comunhão entre os membros da comunidade. Consagra, por isso sua vida, a Deus e ao serviço da Igreja.
O religioso, por meio da vida consagrada, vive pobre, casto e obediente na radicalidade dos conselhos do Evangelho. Doa-se totalmente à construção do Reino de Deus. É sinal do amor infinito do Pai pela humanidade. Por meio da vivência de uma espiritualidade fundamentada no estudo, no trabalho fraterno e na oração, ajuda a Igreja a ser mais santa. Vive, geralmente, em pequenas comunidades de irmãos ou irmãs.
O cristão leigo, o sacerdote e os religiosos devem ser fermento de amor entre os irmãos. São vocações que se complementam e fazem a santidade da Igreja e do mundo. Estão a serviço de uma sociedade fraterna, que respeite e promova a dignidade de todos os homens e de cada pessoa. Essas vocações caracterizam-se pela inquietude e pelo entusiasmo. Inquietude cristã é a marca daqueles que não se conformam com o erro, não se acomodam em suas limitações e fraquezas, não se contentam apenas em fazer a sua parte. Querem mais, querem Jesus Cristo conhecido e amado, querem o Evangelho lido e vivido por todos. Entusiasmo cristão é a característica dos inquietos que acreditam na força do Ressuscitado e na alegria de um novo tempo. Mesmo sabendo das dificuldades da missão, não esmorecem, não desanimam; pelo contrário, encontram nas próprias dificuldades motivações para a ação porque sabem que Deus está com eles, tendo, portanto, a esperança sempre renovada pela fé que professam e pelo amor que vivenciam.
Eis a beleza que envolve o chamado de Deus a cada um de nós. Durante o mês de agosto procure participar dos Círculos Bíblicos na sua rua ou comunidade. Será uma rica oportunidade refletir sobre a missão para à qual somos vocacionados e de fortalecer os laços de amizade com nossos vizinhos. Que a celebração de mais um mês vocacional nos estimule a rezar e trabalhar pelas vocações em suas diferentes formas e expressões.
    Luiz RosaAutor do livro Discípulos e missionários na paróquia, Editora Paulus (2010)
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domingo, 4 de agosto de 2013

Papa Francisco na oração do "Angelus":

JMJ foi um grande dom para o Brasil, 
para a América Latina e para o mundo inteiro 

Cidade do Vaticano (RV) - "As Jornadas Mundiais da Juventude não são 'fogos de artifício'": com essas palavras, o Papa Francisco – na alocução que precedeu a oração do Angelus deste domingo, ao meio-dia, na Praça São Pedro, após seu retorno, domingo passado, do Rio de Janeiro – quis ressaltar o sentido de um caminho dos jovens, que prossegue no tempo, pelos continentes, com a Cruz de Cristo, para vencer "a vaidade do cotidiano".
Um "grande dom" para o Brasil, para a América Latina e para o mundo inteiro. O Santo Padre pediu a todos que agradecessem ao Senhor pela JMJ celebrada no Rio de Janeiro.
"Jamais devemos nos esquecer que as Jornadas Mundiais da Juventude não são 'fogos de artifício', momentos de entusiasmo fim em si mesmo."
São etapas de um longo caminho iniciado em 1985 por João Paulo II e continuado com Bento XVI. E "também eu pude viver esta maravilhosa etapa no Brasil", acrescentou o Pontífice, chamando a atenção para uma questão muito importante:
Os jovens seguem Jesus Cristo
"Recordemos sempre: os jovens não seguem o Papa, seguem Jesus Cristo, carregando a sua Cruz."
O Papa guia e acompanha os jovens neste caminho de fé e de esperança. Em seguida, Francisco expressou um caloroso ulterior agradecimento aos jovens que participaram da JMJ, "inclusive a custa de sacrifícios", e a todo o povo brasileiro, "generoso", "de grande coração":
"O Senhor recompense todos aqueles que trabalharam por esta grande festa da fé. Quero ressaltar o meu agradecimento: muito obrigado! Muito obrigado aos brasileiros! Brava gente do Brasil, um povo de grande coração. Não esqueço seu caloroso acolhimento, suas saudações, seus olhares, tanta alegria, um povo generoso. Peço ao Senhor que o abençoe muito!"
Em seguida, o Santo Padre expressou uma intenção de oração a fim de que os jovens que se encontraram no Rio de Janeiro possam traduzir esta experiência "nos comportamento de todos os dias", "em escolhas importantes na vida", respondendo ao chamado pessoal do Senhor", rejeitando "o absurdo de basear a própria felicidade no ter", como nos traz o Evangelho dominical.
"Os jovens são particularmente sensíveis ao vazio de significado e de valores que muitas vezes o circunda. E, infelizmente, pagam a consequência por isso."
Pelo contrário, o encontro com Jesus vivo, em sua grande família que é a Igreja, enche o coração de alegria, de bem profundo, "que não passa nem se deteriora":
"Vimos isso nos rostos dos jovens no Rio de Janeiro. Mas essa experiência deve enfrentar a vaidade cotidiana, o veneno do vazio que se insinua em nossas sociedades baseadas no lucro e no ter, que iludem os jovens com o consumismo."
Após a oração mariana, teve lugar a saudação aos vários grupos de fiéis e peregrinos presentes na Praça São Pedro, milhares, apesar do calor tórrido deste verão europeu.
O Papa agradeceu a todos, dizendo ver tantos jovens na Praça, que parecia ser o Rio de Janeiro – observou em tom descontraído.
Em seguida, recordou que nesta segunda-feira, 5 de agosto, celebra-se em Roma Nossa Senhora sob o título de "Salus Populi Romani" (Proteção do Povo Romano), rezando em seguida uma Ave-Maria com todos os presentes.
Recordou também que na próxima terça-feira, 6 de agosto, celebramos a festa litúrgica da Transfiguração, expressando um pensamento de profunda gratidão ao venerável Papa Paulo VI, que partiu deste mundo em 6 de agosto de 35 anos atrás.
Francisco concluiu desejando um bom domingo, bom mês de agosto e bom almoço a todos e concedendo a todos a sua Bênção apostólica. (RL)
                                                  Fonte: www.radiovaticana.va         Banner: www.news.va
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Reflexão para este

18º Domingo do Tempo Comum

Qual é o sentido da vida? Por que trabalhamos? Qual é o sentido de nossas ocupações? Essas perguntas eram feitas por um homem sábio que escreveu o Livro de Eclesiastes no séc. III a. C. Sua resposta: "vaidade das vaidades, tudo é vaidade". O termo vaidade também pode ser traduzido por ilusão, fantasia, absurdo, algo vazio. O v. 22 da 1ª. Leitura diz que o mero trabalhar por trabalhar, ou por dinheiro, ou para se preencher é vaidade porque não leva a nada. Assim, corremos o risco de fazermos da vida um sofrimento em vão. O sentido da existência depende do porquêfazemos as coisas, da finalidade de nossas ações. O insensato do Evangelho achou uma solução para sua existência: “Descansa, come, bebe, aproveita!” É o esbanjar a vida que está por detrás da filosofia de nossa sociedade: dinheiro, prazer, posses, vícios, o mínimo de esforço pelo máximo de prazer.
O verdadeiro tesouro vem de Deus
São Paulo nos traz uma advertência (2ª. Leitura). Já estamos revestidos do homem novo, mas ele ainda está se revelando: ainda escondemos o homem novo pelo barro do pecado; quando lavamos a sujeira, o homem novo vai aparecendo. Devemos morrer para as coisas da terra: isso não significa desprezar o que Deus criou, mas utilizar bem o que Deus criou. Devemos deixar de lado a imoralidade, a impureza, a paixão, os maus desejos, a idolatria, a cobiça.
Jesus nos conta uma parábola que mostra o fim de um homem que apenas pensou em aproveitar a vida. Fez a riqueza na terra, mas ficou pobre de Deus. Jesus não condena a riqueza em si, mas condena a causa do problema – o ganancioso acumula só para si, eis seu pecado. É interessante observar quantas vezes o personagem da parábola fala para si mesmo no singular: “O que eu vou fazer? Não tenho onde guardar a minha colheita (...) eu já sei o que eu vou fazer: eu vou derrubar meus celeiros, eu vou construir celeiros maiores, então eu direi a mim mesmo...” (13 palavras no singular). Onde está a sua família? Ele certamente tinha filhos, esposa, amigos, mas não há espaço para eles na sua ganância. O acúmulo estava em função dele mesmo e, por isso, não estava certo. O Evangelho nos propõe uma maneira de viver: a felicidade acontece pelo dom, pela partilha, pelas relações fraternas. A riqueza deve estar em função do próximo, nossos pertences em favor da vida do outro, os bens materiais dos que tem mais devem servir aos pobres.
A ganância é uma falsa segurança. Quando não confiamos verdadeiramente que Deus traça a nossa história, confiamos em muletas que nos dão seguranças. Diante do mundo capitalista, pobres e ricos precisam se posicionar. A lógica do capitalismo está na nossa cultura, faz parte do nosso cotidiano e muitas vezes nem percebemos como esta lógica nos escraviza. É esta insistência do papa em seus pronunciamentos: “Queria que nos perguntássemos com sinceridade: em quem depositamos a nossa confiança? Em nós mesmos, nas coisas, ou em Jesus? Sentimo-nos tentados a colocar a nós mesmos no centro, a crer que somos somente nós que construímos a nossa vida, ou que ela se encha de felicidade com o possuir, com o dinheiro, com o poder. Mas não é assim! É verdade, o ter, o dinheiro, o poder podem gerar um momento de embriaguez, a ilusão de ser feliz, mas, no fim de contas, são eles que nos possuem e nos levam a querer ter sempre mais, a nunca estar saciados. «Bote Cristo» na sua vida, deposite n’Ele a sua confiança e você nunca se decepcionará” (Papa Francisco)
Os 3 últimos desejos de Alexandre, o Grande
1º - Que seu caixão fosse transportado pelas mãos dos médicos da época; 2º - Que fosse espalhado no caminho até seu túmulo os seus tesouros conquistados como prata, ouro,  e pedras preciosas; 3º - Que suas duas mãos fossem deixadas balançando no ar, fora do caixão, à vista de todos. Um dos seus generais, admirado com esses desejos insólitos, perguntou a Alexandre quais as razões desses pedidos e ele explicou: 1º - Quero que os mais iminentes médicos carreguem meu caixão para mostrar que eles não têm poder de cura perante a morte; 2º - Quero que o chão seja coberto pelos meus tesouros para que as pessoas possam ver que os bens materiais aqui conquistados, aqui permanecem; 3º - Quero que minhas mãos balancem ao vento para que as pessoas possam ver que de mãos vazias viemos e de mãos vazias partimos.
                                                                                                   Padre Roberto Nentwig
                                                                          Fonte: www.catequeseebiblia.blogspot.com
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sábado, 3 de agosto de 2013

A Igreja defende e promove a vida

CNBB divulga nota sobre a sanção da lei 12.845/2013

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) publicou no final da tarde de ontem (2), uma nota oficial sobre a sanção da lei 12.845/2013. No texto, os bispos lamentam que o Artigo 2º e os incisos IV e VII do Artigo 3º da referida lei não tenham sido vetados pela Presidente da República, conforme pedido de várias entidades.
A Lei 12.845/2013 obriga os hospitais da rede pública a prestar atendimento emergencial e multidisciplinar às vítimas de violência sexual. Aprovada pelo Congresso Nacional no início de julho, o projeto foi sancionado sem vetos pela presidenta Dilma Rousseff.
A CNBB critica o fato da nova lei ter sido "aprovada pelo Congresso com rápida tramitação, sem o adequado e necessário debate parlamentar e público, como o exige a natureza grave e complexa da matéria". 
Leia a nota em sua íntegra:
Brasília, 02 de agosto de 2013
P – N – Nº 0453/13
NOTA DA CNBB SOBRE A SANÇÃO DA LEI 12.845/2013

Ao reconhecer a importância e a necessidade da lei que garante o atendimento obrigatório e integral de pessoas em situação de violência sexual (Lei 12.845/2013), sancionada pela Presidente da República, nesta quinta-feira, 1º de agosto de 2013, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil-CNBB lamenta profundamente que o Artigo 2º e os incisos IV e VII do Artigo 3º da referida lei não tenham sido vetados pela Presidente da República, conforme pedido de várias entidades.
A nova lei foi aprovada pelo Congresso com rápida tramitação, sem o adequado e necessário debate parlamentar e público, como o exige a natureza grave e complexa da matéria. Gerou-se, desta forma, imprecisão terminológica e conceitual em diversos dispositivos do texto, com riscos de má interpretação e implementação, conforme evidenciado por importantes juristas e médicos do Brasil.
A opção da Presidente pelo envio de um projeto de lei ao Congresso Nacional, para reparar as imprecisões técnicas constantes na nova lei, dá razão ao pedido das entidades.
O Congresso Nacional tem, portanto, a responsabilidade de reparar os equívocos da Lei 12.845/2013 que, dependendo do modo como venha a ser interpretada, entre outras coisas, pode interferir no direito constitucional de objeção de consciência, inclusive no respeito incondicional à vida humana individual já existente e em desenvolvimento no útero materno, facilitando a prática do aborto.
Cardeal Raymundo Damasceno Assis - Arcebispo de Aparecida (SP) - Presidente da CNBB      
Dom José Belisário da Silva - Arcebispo de São Luís (MA) - Vice Presidente da CNBB
Dom Leonardo Ulrich Steiner - Bispo Auxiliar de Brasília (DF) - Secretário Geral da CNBB
                                                                                                   Fonte: www.cnbb.org.br
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Amanhã é o "Dia do Padre"

Em vista da celebração da memória de São João Maria Vianney,

Cardeal Piacenza envia mensagem aos sacerdotes

O prefeito da Congregação para o Clero, por ocasião da memoria de São João Maria Vianney, escreve aos sacerdotes por conta da festa do patrono dos sacerdotes no dia 04 de agosto.
Cardeal Mauro Piacenza
"Um mundo que iria marginalizar o sacerdócio ministerial seria, na verdade, para além de qualquer justificação aparente, um mundo que pretende excluir Deus, nosso Deus, cujo íntimo são de misericórdia." É um dos trechos da carta que o cardeal Mauro Piacenza, prefeito da Congregação para o Clero, enviou a todos os sacerdotes. 
Justamente o Cura d'Ars, Piacenza escreveu, é um "brilhante exemplo" do que o papa Francisco afirmou sobre o "pastor com o cheiro das ovelhas." "Temos de tomar a verdade e a existência sacerdotal exemplar de Vianney, continua Piacenza, a sentir-se perto de todos os sacerdotes que, em silêncio e em segredo, oferece diariamente próprio heróico testemunho de fidelidade a Cristo e à Igreja e, portanto, a todos os homens ".
O cardeal, assegura que o "sacrifício dos que há anos e anos são fieis ao próprio ministério", e dos que anunciam "a luz da fé, com a certeza de que não pobreza maior que a de quem não conhece a Cristo em sua misericórdia; o sacrifício dos que " arriscando a própria existência", fazem todo o possivel para que "mulheres e homens de todo tipo de escravidão", dos que passam horas e horas " pela salvação das almas e o anúncio do perdão". 
Cardeal Piacenza concluiu expressando que está seguro de que "um bom exército" de sacerdotes, um "exército de paz" e de bem, de verdade e amor, de luz e misericórdia pode resplandercer no coração e na mente dos homens, na vida de todos aqueles por quem o Pai enviou a Seu Filho"
                                                                                            Fonte: www.portalecclesia.com
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Leituras do Domingo

18º do Tempo Comum


1ª Leitura: Eclo 1,2; 2,21-23                 Salmo: 89                   2ª Leitura: Cl 3,1-5.9-11
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Evangelho: Lc 12, 13-21

Guardai-vos de todo tipo de ganância ...
Alguém do meio da multidão disse a Jesus: “Mestre, dize ao meu irmão que reparta a herança comigo”. Ele respondeu: “Homem, quem me encarregou de ser juiz ou árbitro entre vós?” E disse-lhes: “Atenção! Guardai-vos de todo tipo de ganância, pois mesmo que se tenha muitas coisas, a vida não consiste na abundância de bens”. E contou-lhes uma parábola: “A terra de um homem rico deu uma grande colheita. Ele pensava consigo mesmo: ‘Que vou fazer? Não tenho onde guardar minha colheita’. Então resolveu: ‘Já sei o que fazer! Vou derrubar meus celeiros e construir maiores; neles vou guardar todo o meu trigo, junto com os meus bens. Então poderei dizer a mim mesmo: Meu caro, tens uma boa reserva para muitos anos. Descansa, come, bebe, goza a vida!’ Mas Deus lhe diz: ‘Tolo! Ainda nesta noite, tua vida te será tirada. E para quem ficará o que acumulaste?’ Assim acontece com quem ajunta tesouros para si mesmo, mas não se torna rico diante de Deus”.
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Reflexão
Numa primeira leitura do texto de hoje percebemos uma correlação entre herança e ganância. Acredito que nem toda herança gera ganância, pois herança é um direito dos filhos, com a morte dos pais, inclusive assegura a continuidade da família. Talvez tenha razão aquele homem ao reclamar o que lhe é devido (cf. Gn 21,10; Jz 11,2). Ganância, entretanto, já é um esforço indevido ou desmedido de acumular, um desejo desenfreado de aumentar os bens, de ter em abundância. É o caso do irmão que não queria repartir a herança. Se os irmãos são desleais, desonestos e injustos, a herança pode gerar ganância e mais ainda pode gerar briga e até mesmo morte.
Jesus não quer ser árbitro da partilha de bens entre irmãos (v. 14). No v. 15 Jesus deixa entrever que realmente o pedido do v. 14: “Mestre, dize a meu irmão que reparta a herança comigo”, supõe um caso de ganância, de egoísmo, de apropriação indevida dos bens do pai por parte de um irmão em detrimento do outro. De fato no v. 15 Jesus fala de ganância, de cupidez, de abundância e aproveita para exortar a uma precaução cuidadosa sobre os bens materiais, pois isso não assegura a vida do homem. Além disso, Jesus explica sua posição através de uma parábola sobre o fim inesperado de um rico ganancioso e egoísta, que só pensava em acumular para si. O v. 21 vai arrematar tudo dizendo que quem ajunta tesouros para si, e não é rico para Deus, tem a trágica sorte desse rico ganancioso e seus bens ficam para outrem.
O que está por trás do texto?
Uma idéia do que está por trás do texto ajuda a entender a posição de Jesus. No tempo de Jesus havia duas propostas de sociedade, ou dois modelos econômicos. O do campo e o da cidade. O do campo se fundamentava na partilha, através da solidariedade, da troca de produtos, etc. Isso impedia que os endividados caíssem na desgraça e que tivessem que emigrar para a cidade, tornando-se mendigos ou bandidos. O modelo econômico da cidade, ao contrário, é fundamentado na ganância, no acúmulo, na lei do mais forte. Isso naturalmente é fonte de exclusão e marginalidade. Isso gera mendicância, violência, roubo, etc. Sem dúvida o texto de hoje reflete uma situação do modelo econômico da cidade e não do campo, reflete a ganância e a exploração, não a partilha. Jesus toma posição em favor da partilha, não da cobiça, mas sem se colocar como árbitro entre os contendentes.
A posição de Jesus
A posição de Jesus está clara na sua exortação (v. 15) e na parábola que contou (vv. 16-21). Jesus é contra qualquer cobiça, pois a cobiça não garante a vida de ninguém. A parábola é um monólogo de um homem rico, ganancioso e egoísta, cujo ideal de vida é apenas comer, beber e desfrutar (v. 19; cf. Ecl 2,24; 3,13; 8,15). Este homem não pensa nos seus empregados, não pensa nos pobres; é profundamente ganancioso e egoísta. Jesus chama-o de insensato, e afirma sua morte naquela mesma noite. Isso significa que acumular bens não garante a vida. O importante é ser rico para Deus, através da justiça, da partilha e solidariedade para com o próximo, pois “quem se compadece do pobre empresta ao Senhor” (Pr 19,17; Eclo 29,8-13). Eclo 29,12 diz expressamente: “Por causa do mandamento, acode ao pobre e, por causa da sua indigência, não o deixes ir de mãos vazias”.
                                                 Dom Emanuel Messias de Oliveira - Bispo de Caratinga (MG)
Fonte: www.portalecclesia.com   Banner: www.cnbb.org.br   Ilustração: www.franciscanos.org.br
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