terça-feira, 26 de setembro de 2023

Papa Francisco escolhe

os temas das JMJ de 2023 e 2024

O Santo Padre escolheu os temas das duas Jornadas Mundiais da Juventude que se vão celebrar nas Igrejas particulares em 2023 e 2024, por ocasião da solenidade de Cristo Rei.

O Dicastério para os Leigos, a Família e a Vida, através de um comunicado informa que o Santo Padre escolheu os temas das duas Jornadas Mundiais da Juventude que se vão celebrar nas Igrejas particulares em 2023 e 2024, por ocasião da solenidade de Cristo Rei, e que cadenciam o caminho de preparação para o Jubileu dos Jovens, no contexto do grande Jubileu de 2025 «Peregrinos de esperança»:

XXXVIII Jornada Mundial da Juventude, 2023: «Alegres na esperança» (cf. Rm 12, 12);

XXXIX Jornada Mundial da Juventude, 2024: «Aqueles que esperam no Senhor caminham sem se cansar» (cf. Is 40, 31).

«As alegrias e as esperanças, as tristezas e as angústias dos homens de hoje, sobretudo dos pobres e de todos aqueles que sofrem, são também as alegrias e as esperanças, as tristezas e as angústias dos discípulos de Cristo»: destacava em 1965 a constituição pastoral Gaudium et spes. Nos tempos difíceis atuais, a Igreja deseja, como então, reacender a esperança no mundo e, para o conseguir, confia de maneira particular nos jovens, protagonistas da história e «missionários da alegria».

Na exortação apostólica pós-sinodal Christus vivit, o Papa Francisco indicava Cristo como «a nossa esperança e a mais bela juventude deste mundo» (n. 1). Agora, com os temas das duas próximas JMJ, Sua Santidade convida os jovens a aprofundar o significado da esperança cristã e a testemunhar alegremente que Cristo está vivo.

Notícias e outras informações relativas às JMJ podem ser encontradas no site do Dicastério para os Leigos, a Família e a Vida: www.laityfamilylife.va.

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segunda-feira, 25 de setembro de 2023

Reflexão necessária e oportuna:

DEFENDER OUTRA VEZ O FETO HUMANO

|||||||||||||| Pe. Zezinho, scj ||||||||||||

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Voltar a escrever sobre o aborto, para quê?

Porque os promotores do aborto estão outra vez defendendo-o e sempre voltam a defendê-lo. Se eles não descansam, nós também não descansamos.

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Na questão do aborto, quem é a favor tem dezenas de argumentos para matar o feto indesejado!

Afinal, o sujeito costuma ser inteligente, tem boca, é militante, pode argumentar, tem advogados e juízes e uma parte da imprensa.

Quando os pró aborto querem, eles acabam vencendo. É como numa guerra tipo Rússia e Ucrânia.

O mais forte não explica. Invade e mata porque quer aquele território que um dia foi seu.

Quem é contra o aborto também tem dezenas de argumentos contra! Mas neste caso, estão defendo o feto condenado.

Também há milhões de escritores, religiosos, jornalistas e políticos, advogados e juízes que querem o feto vivo .

Foi concebido não pertence mais ao casal. Aquele feto tem o direito de nascer! Ao casal cabe protegê-lo!

É isto que os pró morte do feto não aceitam. Dizem que o corpo é da mulher, mas esquecem que aquele corpo diminuto não é da mulher. É do feto!

Então fazem passeatas e marchas em favor da mulher que não quer o feto. E do outro lado há milhares, talvez milhões que defendem o direito do feto que não fala, mas sei argumento é contundente: EU JÁ EXISTO E QUERO VIVER!

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Mas a pergunta incômoda permanece: “quem morre e quem mata esta vida humana?

Afinal, não é feto de cachorro ou de mico leão. Se deixar viver um dia pode ser uma solução para milhares de pessoas.

Ninguém sabe o como será o futuro desta vida armazenada num ventre de mulher!

Já, os que matam e a extraem daquele ventre, estão brincando de Deus.

Decidem matar uma vida inocente, porque no momento, ainda é apenas um pedaço de carne de menos de dez centímetros .

Mas são os mesmos que deixam viver as outras vidas daquela mesma casa, inclusive os pets e até as lagartixas que passeiam por telhados e paredes comendo moscas e vidas de estimação !

Ao humano de dez centímetros matam-no antes que ele cresça.

Fazem o mesmo com ratos e baratas ...

E se alguém defende esta vida é chamado de retrógrado! Mas o retrógrado é quem faz o que os gregos e romanos faziam há 2.000 anos, antes de Jesus que veio para resgatar o que estava condenado a morrer!

No fundo é a eterna questão de quem deve morrer e quem é o assassino.

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Ouça:

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                                                                                        Fonte: facebook.com/padrezezinhoscj

domingo, 24 de setembro de 2023

Papa no Angelus deste domingo:

a "moeda" de Deus é seu amor, incondicional e gratuito

"A justiça humana diz para “dar a cada um o que merece”, enquanto a justiça de Deus não mede o amor na balança dos nossos rendimentos, dos nossos desempenhos ou dos nossos fracassos: Deus nos ama e basta, ama-nos porque somos filhos, e o faz com amor incondicional e gratuito."

A justiça de Deus não mede o amor na balança dos nossos rendimentos, desempenhos ou fracassos, Deus nos ama porque somos filhos e o faz com amor incondicional e gratuito, "para o seu coração nunca é tarde, Ele nos procura e nos espera sempre."

Critérios de Deus

Esse é o cerne da reflexão do Papa Francisco inspirada na narrativa de Mateus (20, 1-16) sobre o proprietário da vinha que paga o mesmo valor aos trabalhadores contratados em diferentes horas do dia, o que é considerado injusto pelos que foram contratados primeiro e trabalharam mais.

Francisco explica ainda no início que “a parábola não deve ser lida por meio de critérios salariais; mas sim, quer mostrar os critérios de Deus, que não faz cálculos dos nossos méritos, mas nos ama como filhos.”

O Senhor nos procura e nos espera sempre

Então chama atenção para duas ações divinas da narrativa. A primeira delas, Deus que sai a qualquer hora para nos chamar, destacando assim que não são apenas os homens que trabalham, mas “sobretudo Deus, que sai sempre, sem se cansar, o dia inteiro":

Deus é assim: não espera os nossos esforços para vir ao nosso encontro, não nos faz um exame para avaliar os nossos méritos antes de nos procurar, não desiste se demoramos em responder-lhe; pelo contrário, Ele mesmo tomou a iniciativa e em Jesus “veio” ao nosso encontro, para nos manifestar o seu amor (...). Para o seu coração nunca é tarde, Ele nos procura e nos espera sempre. Não esqueçamos disso: o Senhor nos procura e nos espera sempre.

A justiça de Deus é superior, vai além

Francisco chega então à segunda ação divina: precisamente porque Deus é tão generoso, ele retribui a todos com a mesma “moeda”, que é o seu amor. E o sentido último da parábola é esse: os trabalhadores de última hora são pagos como os primeiros porque, na realidade, aquela de Deus é uma justiça superior, vai além:

A justiça humana diz para “dar a cada um o que merece”, enquanto a justiça de Deus não mede o amor na balança dos nossos rendimentos, dos nossos desempenhos ou dos nossos fracassos: Deus nos ama e basta, ama-nos porque somos filhos, e o faz com amor incondicional, um amor gratuito.

Superar relação 'mercantil' com Deus

Como já havia feito em tantas outras ocasiões, ao falar sobre a gratuidade, Francisco chama a atenção para o risco de termos uma “relação ‘mercantil’ com Deus, centrando-nos mais na nossa bravura do que na generosidade da sua graça”:

Às vezes, mesmo como Igreja, em vez de sair a cada hora do dia e abrir os braços a todos, podemos sentir-nos os primeiros da classe, julgando os outros distantes, sem pensar que Deus também os ama com o mesmo amor que tem por nós. E mesmo nas nossas relações, que são o tecido da sociedade, a justiça que praticamos por vezes não consegue escapar do esquema do cálculo e limitamo-nos a dar de acordo com o que recebemos, sem ousar fazer algo mais, sem apostar na eficácia do bem feito gratuitamente e do amor oferecido com grandeza de coração.

Agir com os outros como Jesus age comigo

O Papa então propõe que nos perguntemos:

Eu cristão, eu cristã, sei ir em direção aos outros? Sou generoso, sou generosa com todos, sei dar aquele “a mais” de compreensão, de perdão, como Jesus fez comigo e faz todos os dias comigo?

Que Nossa Senhora – disse ao concluir - nos ajude a converter-nos à medida de Deus, à de um amor sem medida.

Jackson Erpen – Cidade do Vaticano

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sábado, 23 de setembro de 2023

Reflexão que nos questiona:

Bondade escandalosa de Deus

José Antonio Pagola

Provavelmente era outono e nos povoados da Galileia se fazia intensamente a vindima. Jesus via nas praças aqueles que não possuíam terras próprias, esperando para serem contratados para ganhar o sustento do dia. Como ajudar a essa pobre gente a intuir a bondade misteriosa de Deus para com todos?

Jesus contou-lhes uma parábola surpreendente. Falou-lhes de um senhor que contratou todos os jornaleiros que encontrou. Ele mesmo foi à praça do povo várias vezes, em horas diferentes. Ao final do dia, embora o trabalho tivesse sido absolutamente desigual, pagou a todos uma diária: o que a família deles precisava para viver.

O primeiro grupo protestou. Não se queixam de receber mais ou menos dinheiro. O que os ofende é que o senhor “tratou os últimos como a nós”. A resposta do senhor ao que é o porta-voz deles é admirável: “Vais ter inveja por eu ser bom?”

A parábola é tão revolucionária que certamente depois de vinte séculos não nos atrevemos ainda a tomá-la a sério. Será verdade que Deus é bom inclusive para aqueles que dificilmente podem apresentar-se diante dele com méritos e obras? Será verdade que em seu coração de Pai não há privilégios baseados no trabalho mais ou menos meritório daqueles que trabalharam em sua vinha?

Todos os nossos esquemas cambaleiam quando aparece o amor livre e insondável de Deus. Por isso achamos escandaloso que Jesus pareça esquecer-se dos “piedosos”, carregados de méritos, e se aproxime precisamente dos que não têm direito a recompensa alguma da parte de Deus: pecadores que não observam a Aliança ou prostitutas que não têm acesso ao templo.

Às vezes ficamos presos aos nossos cálculos, sem deixar a Deus ser bom para todos. Não toleramos sua bondade infinita para com todos: há pessoas que não o merecem. Achamos que Deus deveria dar a cada um o que ele merece e só o merecido. Menos mal que Deus não é como nós. De seu coração de Pai, Ele sabe dar também seu amor salvador a essas pessoas que nós não sabemos amar.

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JOSÉ ANTONIO PAGOLA cursou Teologia e Ciências Bíblicas na Pontifícia Universidade Gregoriana, no Pontifício Instituto Bíblico de Roma e na Escola Bíblica e Arqueológica Francesa de Jerusalém. É autor de diversas obras de teologia, pastoral e cristologia. Atualmente é diretor do Instituto de Teologia e Pastoral de São Sebastião. Este comentário é do livro “O Caminho Aberto por Jesus”, da Editora Vozes.

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sexta-feira, 22 de setembro de 2023

Papa na Basílica de "Notre Dame de la Garde":

abramos as portas das igrejas,
e principalmente nossos corações

Logo após a chegada ao aeroporto de Marselha, Francisco se dirigiu para a Basílica de "Notre Dame de la Garde". O Papa participou de um momento de oração mariana, com o clero diocesano e religiosos que atuam na arquidiocese. Em seu discurso destacou a importância da oração, do perdão e do acolhimento ao povo de Deus.

O primeiro compromisso oficial do Papa em Marselha, imediatamente depois de seu desembarque no aeroporto da cidade francesa, foi um momento de oração mariana na Basílica de "Notre Dame de la Garde". O Pontífice se reuniu com o clero da arquidiocese e com os religiosos que ali desenvolvem seu apostolado. Depois de um momento de silêncio e contemplação diante da imagem de Nossa Senhora, Francisco foi acolhido pelo cardeal Cardeal Jean-Marc Aveline, que em sua saudação destacou a importância da presença do Santo Padre na cidade.

Após um momento de cânticos e escuta da Palavra de Deus, Francisco pronunciou o seu discurso. O Papa saudou os presentes no idioma francês, e expressou sua alegria por começar a sua visita, vivenciando um momento de oração com os bispos, sacerdotes, diáconos e seminaristas, consagradas e consagrados que desenvolvem um trabalho pastoral na arquidiocese.

O Pontífice afirmou que ao chegar em Marselha, o seu desejo foi de seguir alguns exemplos, como o de Santa Teresa do Menino Jesus, São Charles de Foucauld, São João Paulo II - que foi até Marselha ainda como seminarista, e muitos outros, que, ao chegarem naquela cidade como peregrinos, foram fazer sua consagração na Basílica dedicada a Virgem Maria: “coloquemos sob o seu manto os frutos dos Encontros do Mediterrâneo, juntamente com os anseios e as esperanças dos vossos corações”, disse Francisco.

A presença do Senhor através dos olhos da sua Santa Mãe

O Papa, recordou em seu discurso a leitura bíblica que foi proclamada no início da oração: “o profeta Sofonias exortou-nos à alegria e à confiança, lembrando que o Senhor nosso Deus não está longe; Ele está aqui, perto de nós, para nos salvar”. E recordou que esta é uma mensagem que de certo modo remete para a história da Basílica e para aquilo que ela representa:

“De fato, não foi fundada em recordação de um milagre ou de uma aparição particular, mas simplesmente porque, desde o século XIII, o santo Povo de Deus procurou e encontrou aqui, na colina de La Garde, a presença do Senhor através dos olhos da sua Santa Mãe. Por isso, há séculos que os marselheses – especialmente os que navegam por entre as ondas do Mediterrâneo – sobem aqui para rezar.”

Francisco destacou o olhar materno de Maria que, olha para Jesus e para toda a humanidade, e afirmou que esta também é uma mensagem sobre Marselha, que recebe tantos povos: “quero refletir convosco precisamente sobre este cruzamento de olhares, porque me parece que nele esteja bem expressa a dimensão mariana do nosso ministério. Com efeito, também nós, sacerdotes e consagrados, somos chamados a fazer sentir ao povo o olhar de Jesus e, ao mesmo tempo, levar a Jesus o olhar dos irmãos. No primeiro caso, somos instrumentos de misericórdia; no segundo, instrumentos de intercessão”, sublinhou o Papa.

“Proximidade, compaixão e ternura: este é o estilo de Deus e deve ser também o nosso”, afirmou o Papa, o enfatizar a importância da misericórdia e do acolhimento na vida religiosa e no contato com o povo de Deus.

Que nunca falte a proximidade aos mais frágeis

Ao deter-se sobre o olhar de Jesus, o Santo Padre enfatizou que é um olhar cheio de ternura, que transparece nos olhos de Maria: “Nós, chamados a transmitir este olhar, somos obrigados a abaixar-nos, a sentir compaixão, a assumir a paciente e encorajante benevolência do Bom Pastor, que não censura a ovelha perdida, mas carrega-a aos ombros e faz uma festa pelo seu regresso ao rebanho”.

O Papa disse da importância em reconhecer o olhar do Senhor sobre seu povo, gerando homens e mulheres de compaixão. E fez um convite aos religiosos:

“Abramos as portas das igrejas e das residências paroquiais, mas sobretudo as do coração para mostrar, através da nossa mansidão, gentileza e acolhimento, o rosto de Nosso Senhor. Quem se aproxima de vós, não encontre indiferença e julgamento, mas o testemunho de uma alegria humilde, mais frutuosa do que toda a capacidade que possais ostentar. Os feridos da vida encontrem um porto seguro no vosso olhar, um encorajamento no vosso abraço, uma carícia nas vossas mãos, capazes de enxugar lágrimas. Nas muitas ocupações de cada dia, não deixeis, por favor, diminuir o calor do olhar paterno e materno de Deus.”

Francisco destacou a importância de uma proximidade com todos, especialmente aos mais frágeis, aos pobres e aos que sofrem, para que nunca lhes falte cuidado. E com um exemplo prático, disse que só é permitido olhar uma pessoa de cima a baixo, quando é necessário ajudá-la a se levantar, principalmente quando se vive a experiencia do perdão, que nunca pode faltar.

Maria: modelo da Igreja

O Pontífice abordou a importância da oração e da intercessão na vida dos religiosos, e destacou que a recitação do Breviário, a meditação quotidiana da Palavra, o terço e qualquer outra oração, especialmente a adoração, devem ser repletos dos rostos das pessoas que a Providência coloca lhes apresenta no caminho.

O Papa em seu discurso trouxe como exemplo algumas das imagens de Nossa Senhora presentes na Basílica, que estão sempre com Jesus. Francisco afirmou que em Maria está o modelo da Igreja: “ao mesmo tempo que nos apresenta o seu Filho, a Ele nos apresenta também a nós como um ramo de flores, no qual cada pessoa é única, bela e preciosa aos olhos do Pai. É o olhar de intercessão”.

Ao concluir seu discurso, Francisco se recordou do testemunho dos numerosos missionários que partiram daquele lugar sublime para anunciar a boa nova de Jesus Cristo pelo mundo inteiro.

“Caríssimos, levemos aos irmãos o olhar de Deus, levemos a Deus a sede dos irmãos, espalhemos a alegria do Evangelho. Esta é a nossa vida que é incrivelmente bela, não obstante as canseiras e as quedas. Rezemos juntos a Nossa Senhora, para que Ela nos acompanhe e guarde”, afirmou o Papa. 

O momento de oração com os religiosos concluiu-se com uma oração dedicada a Nossa Senhora, seguida da bênção do Pontífice.

Thulio Fonseca - Vatican News 

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25º Domingo do Tempo Comum:

Leituras e Reflexão
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1ª Leitura: Is 55,6-9

Leitura do livro do Profeta Isaías:

Buscai o Senhor, enquanto pode ser achado; invocai-o, enquanto ele está perto. Abandone o ímpio seu caminho, e o homem injusto, suas maquinações; volte para o Senhor, que terá piedade dele, volte para nosso Deus, que é generoso no perdão.

Meus pensamentos não são como os vossos pensamentos, e vossos caminhos não são como os meus caminhos, diz o Senhor. Estão meus caminhos tão acima dos vossos caminhos e meus pensamentos acima dos vossos pensamentos, quanto está o céu acima da terra.

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Responsório: Sl 144

- O Senhor está perto/ da pessoa que o invoca!

- O Senhor está perto/ da pessoa que o invoca!

- Todos os dias haverei de bendizer-vos,/ hei de louvar o vosso nome para sempre./ Grande é o Senhor e muito digno de louvores,/ e ninguém pode medir sua grandeza.

- Misericórdia e piedade é o Senhor,/ ele é amor, é paciência, é compaixão./ O Senhor é muito bom para com todos,/ sua ternura abraça toda criatura.

- É justo o Senhor em seus caminhos,/ é santo em toda obra que ele faz./ Ele está perto da pessoa que o invoca,/ de todo aquele que o invoca lealmente.

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2ª Leitura: Fl 1,20c-24.27a 
Leitura da Carta de São Paulo aos Filipenses:

Irmãos: Cristo vai ser glorificado no meu corpo, seja pela minha vida, seja pela minha morte. 21 Pois, para mim, o viver é Cristo e o morrer é lucro. Entretanto, se o viver na carne significa que meu trabalho será frutuoso, neste caso, não sei o que escolher.

Sinto-me atraído para os dois lados: tenho o desejo de partir, para estar com Cristo — o que para mim seria de longe o melhor — mas para vós é mais necessário que eu continue minha vida neste mundo. Só uma coisa importa: vivei à altura do Evangelho de Cristo.

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Evangelho: Mt 20,1-16

Proclamação do Evangelho de São Mateus:

«De fato, o Reino do Céu é como um patrão, que saiu de madrugada para contratar trabalhadores para a sua vinha. Combinou com os trabalhadores uma moeda de prata por dia, e os mandou para a vinha. Às nove horas da manhã, o patrão saiu de novo. Viu outros que estavam desocupados na praça, e lhes disse: ‘Vão vocês também para a minha vinha. Eu lhes pagarei o que for justo’. E eles foram. O patrão saiu de novo ao meio-dia e às três horas da tarde, e fez a mesma coisa. Saindo outra vez pelas cinco horas da tarde, encontrou outros que estavam na praça, e lhes disse: ‘Por que vocês estão aí o dia inteiro desocupados?’ Eles responderam: ‘Porque ninguém nos contratou’. O patrão lhes disse: ‘Vão vocês também para a minha vinha’. Quando chegou a tarde, o patrão disse ao administrador: ‘Chame os trabalhadores, e pague uma diária a todos. Comece pelos últimos, e termine pelos primeiros’. Chegaram aqueles que tinham sido contratados pelas cinco da tarde, e cada um recebeu uma moeda de prata. Em seguida chegaram os que foram contratados primeiro, e pensavam que iam receber mais. No entanto, cada um deles recebeu também uma moeda de prata. Ao receberem o pagamento, começaram a resmungar contra o patrão: ‘Esses últimos trabalharam uma hora só, e tu os igualaste a nós, que suportamos o cansaço e o calor do dia inteiro!’ E o patrão disse a um deles: ‘Amigo, eu não fui injusto com você. Não combinamos uma moeda de prata? Tome o que é seu, e volte para casa. Eu quero dar também a esse, que foi contratado por último, o mesmo que dei a você. Por acaso não tenho o direito de fazer o que eu quero com aquilo que me pertence? Ou você está com ciúme porque estou sendo generoso?’ Assim, os últimos serão os primeiros, e os primeiros serão os últimos.»

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Reflexão do padre Johan Konings:

O Reino de Deus é de graça

O evangelho de hoje é “escandaloso”. O patrão sai a contratar diaristas para a safra da uva. Sai de manhã cedo, às nove, ao meio-dia, às três da tarde, e ainda uma vez às cinco da tarde. Na hora do pagamento, começa pelos últimos contratados, paga-lhes a diária completa; e depois, paga a mesma quantia aos que passaram o dia todo no serviço…

Será justo que alguém que trabalhou apenas uma hora pode ganhar tanto quanto o que trabalhou o dia inteiro?

Alguém que viveu uma vida irregular, mas se converte na última hora, pode entrar no céu igual aos piedosos? Aos que se escandalizam com isso, o “senhor”responde: “Estás com inveja porque eu estou sendo bom?” Quando Deus usa da mesma bondade para com os que pouco fizeram e para com os que labutaram o dia todo, ele não está sendo injusto, mas bom. Já no Antigo Testamento, Deus se defende contra a acusação de injustiça por perdoar ao pecador (1ª leitura).

Deus não pensa como a gente. Nós raciocinamos em termos de discriminação; Deus, em termos de comunhão. Nós pensamos em economia material, Deus segue a economia da salvação. Sua graça é infinita; ninguém a merece propriamente, e todos podem participar, por graça, se estão em comunhão com ele. Nós, facilmente achamos que os outros não fazem o suficiente para participar do Reino; não se engajam, não se esforçam… Mas quem faz o suficiente? O que importa não é o quanto fazemos: será sempre insuficiente! Importa que queiramos participar, ainda que tarde. E uma vez que está participando, a gente faz tudo…

O dom de Deus não pode ser merecido; é graça. Claro, quem trabalha na vinha do Senhor, se esforça. Mas esse esforço não é para “merecer”, mas por gratidão e alegria, por termos sido convidados, ainda que tarde – pois, em relação ao antigo Israel, nós “pagãos” somos os da undécima hora… Nosso empenho não é trabalho forçado, mas participação. Não somos movidos pelo moralismo, mas pela graça. Se entendermos bem isso, valorizaremos mais aquela humilde, mas autêntica boa vontade daqueles que sempre foram marginalizados, na Igreja e na sociedade, e que agora começam a participar mais plenamente: a Igreja dos pobres.

Então, tem ainda sentido falar em “merecer o céu”? Estritamente falando, é impossível. O céu não se paga. Mas se essa expressão significa nossa busca de estar em comunhão com Deus e viver em amizade com ele, tem sentido. Inclusive, essa busca já é o começo do céu.

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PE. JOHAN KONINGS nasceu na Bélgica em 1941, onde se tornou Doutor em Teologia pela Universidade Católica de Lovaina, ligado ao Colégio para a América Latina (Fidei Donum). Veio ao Brasil, como sacerdote diocesano, em 1972. Em 1985 entrou na Companhia de Jesus (Jesuítas) e, desde 1986, atuou como professor de exegese bíblica na FAJE, Faculdade Jesuíta de Filosofia e Teologia, em Belo Horizonte. Faleceu no dia 21 de maio de 2022. Este comentário é do livro “Liturgia Dominical, Editora Vozes.

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Reflexão em vídeo de Frei Gustavo Medella:

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    Reflexão: franciscanos.org.br Banner: Fr. Fábio M. Vasconcelos Imagem: padrejoaocarlos.com

quinta-feira, 21 de setembro de 2023

Reflexão de dom Carmo Rhoden:

Dia do Evangelista São Mateus

Deus não nos chama, porque somos perfeitos, mas para tornar-nos perfeitos.

1- São Mateus, antes, chamado Levi, era cobrador de impostos, por isso, considerado como pecador. Assim sendo, não gozava de boa reputação: era tido, como vendido (traidor…) ao poder romano, portanto, explorador.

2- Jesus, assim, mesmo o chamou. Ele era de Cafarnaum, por isso, devia ter, mais vezes, ouvido, direta ou indiretamente, falar de Jesus. Sendo então, chamado e feliz, preparou uma bela festa de despedida. Jesus esteve presente, com os discípulos, o que incomodou aos escribas e fariseus. Ele então lhes respondeu: “Não são os sãos, que necessitam de médico, mas os doentes.” (Mt 9, 12).

3- Mateus nos deixou um belo Evangelho, onde retrata bem a Jesus, sua Palavra e missão. Destaco as bem-aventuranças, são oito, o sermão da montanha (Mt 5, 1ss), a identificação de Jesus com o “Filho de Deus vivo”. (Mt 16,16) e transfiguração de Jesus (Mt17, 1ss) comprovando quem, de fato, era: “Filho de Deus”, e, como o Pai, mandou ouvi-Lo. É notável, ainda, a descrição da paixão e morte do Senhor.

4- Mateus aceitou a ordem de Jesus: “Ide e pregai o Evangelho a todas as nações” (Mt 28, 19). Foi o único evangelista, que nos deixou a fórmula trinitária da administração do batismo (Mt 28, 19). Sugiro, assim, ler atentamente, seu Evangelho, para, então, vivê-lo. Estamos, de fato, no mês da Bíblia. Lembro, por isso, que ignorá-la, é ignorar Jesus Cristo (São Jerônimo).

Dom Carmo João Rhoden – SCJ - Bispo emérito de Taubaté- SP

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                                                                      Fonte: cnbb.org.br        Banner: vaticannews.va