sexta-feira, 27 de novembro de 2020

Papa Francisco nesta sexta:

Para nós, cristãos, o futuro é a esperança

O Papa Francisco assim inaugura o Festival italiano da Doutrina Social: “A esperança é a virtude de um coração que não se fecha na escuridão, não para no passado, não sobrevive presente, mas sabe ver o amanhã. Para nós, cristãos, que significa o amanhã? É a vida redimida, a alegria do dom do encontro com o amor trinitário”.

Vatican News  - Teve início esta quinta-feira, 26 de novembro, a X Edição italiana da Doutrina Social, sobre o tema “Memória do futuro”. Até o dia 29, participam do evento empresários e profissionais do âmbito da cooperação, da economia e da cultura. A abertura foi feita pelo Papa Francisco, através de uma videomensagem em que exorta a “frequentar o futuro”, a ter o olhar e o coração “orientados escatologicamente”.

“Para nós, cristãos, o futuro tem um nome e este nome é "esperança". A esperança é a virtude de um coração que não se fecha na escuridão, não para no passado, não sobrevive presente, mas sabe ver o amanhã. Para nós, cristãos, que significa o amanhã? É a vida redimida, a alegria do dom do encontro com o amor trinitário. Neste sentido, ser Igreja significa ter o olhar e o coração criativos e orientados escatologicamente, sem ceder à tentação da nostalgia, que é, a todos os efeitos, uma verdadeira “patologia espiritual”.”

Viver a memória do futuro

O Papa convida a colher a mais autêntica “dinâmica dos cristãos”, que “não é reter nostalgicamente o passado, mas ter acesso à memória eterna do Pai, e isto é possível vivendo uma vida de caridade”. Portanto, “não a nostalgia que bloqueia a criatividade e nos torna pessoas rígidas e ideológicas também no âmbito social, político e eclesial”. Mas a memória “intrinsecamente relacionada ao amor e à experiência, que se torna uma das dimensões mais profundas da pessoa humana”. Papa Francisco evoca então o sentido do Festival deste ano:

"Viver a memória do futuro significa empenhar-se a fazer de modo que a Igreja, o grande povo de Deus (LG, 6), possa constituir na terra o início e o broto do reino de Deus. Viver como fiéis imersos na sociedade, manifestando a vida de Deus que recebemos como dom no Batismo, para que se possa fazer memória agora daquela vida futura na qual estaremos juntos diante do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Esta atitude nos ajuda a superar a tentação da utopia, de reduzir o anúncio do Evangelho no simples horizonte sociológico ou de nos comprometer no marketing das várias teorias econômicas ou facções políticas. No mundo, é preciso estar com a força e a criatividade da vida de Deus em nós: assim, saberemos fascinar o coração e o olhar das pessoas ao Evangelho de Jesus, ajudaremos a fazer fecundar projetos de nova economia inclusiva e de política capaz de amor."

O programa do Festival prevê inúmeros eventos, entre os quais seminários e conferências, que poderão ser seguidos no site www.dottrinasociale.it ao vivo.

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O punhal a poucos centímetros do coração de Paulo VI

Cinquenta anos atrás, em 27 de novembro de 1970, depois de descer do avião no qual chegou ao aeroporto de Manila (Filipinas), o Papa Paulo VI foi vítima de um atentado.

Vatican News - Um homem vestido de padre segurando um crucifixo com uma mão e um punhal com a outra. Um Papa de setenta e três anos que enfrentava a mais longa viagem de seu pontificado. Um atentado descoberto graças à pronta reação dos colaboradores do Pontífice. O atentado ocorreu cinquenta anos atrás em 27 de novembro de 1970, quando Paulo VI visitava a Ásia e a Oceania.

Itinerário da viagem na Audiência Geral

A viagem fora motivada pela primeira conferência dos bispos da Ásia Oriental e durante toda a peregrinação o objetivo foi conhecer as pessoas que vivem do outro lado do globo, com uma mensagem que esclarecia o significado de inculturação da fé e do enriquecimento para a comunhão de toda a catolicidade. Foi o próprio Paulo VI que apresentou aos fiéis, durante uma audiência geral, o itinerário da viagem, que tinha como primeira etapa três dias em Manila, nas Filipinas, depois uma parada em uma ilha da Polinésia, três dias em Sidney na Austrália, em seguida Jacarta, a capital muçulmana da Indonésia. De lá, um voo para Hong Kong, "por algumas horas, mas o suficiente, esperamos testemunhar indistintamente ao grande povo chinês a estima e o amor da Igreja Católica, assim como nosso pessoal apreço". Por fim, a última etapa seria Colombo, no Ceilão (atual Sri Lanka). Uma longa e extenuante viagem, mas, explica o Papa Montini, "o poder e o dever superaram o querer".

Início da viagem

Paulo VI partiu em 26 de novembro e o avião fez uma escala técnica em Teerã, no Irã, onde o Pontífice foi cordialmente recebido pelo Xá da Pérsia Reza Pahlavi. Também foi decidido fazer uma parada não programada em Daca, no então Paquistão Oriental, para um encontro com as vítimas de um furacão. O Papa quis entregar uma soma significativa de dinheiro para os socorros que era uma coleta feita a bordo do avião entre os jornalistas que o acompanham na viagem. Na manhã de 27 de novembro, logo que pousou no aeroporto de Manila, Paulo VI sofreu o atentado que poderia ter lhe custado a vida. "Antes de cada viagem", lembrou o secretário particular Padre Pasquale Macchi em suas memórias, "o Papa era avisado de que poderia ser vítima de algum possível atentado, desde a sua viagem à Terra Santa até o Extremo Oriente. O Serviço Secreto sempre alertava a Secretaria de Estado. Mas o Papa enfrentava as viagens sem qualquer preocupação, confiando em Deus". Desta vez, porém, o Papa foi atingido.

O atentado

"Enquanto saudava as autoridades, os cardeais e bispos", escreveu seu secretário, "o Papa foi atacado por um pintor boliviano, Benjamin Mendoza y Amor, de 35 anos, vestido de padre, que segurava um crucifixo dourado em uma mão e na outra, escondida por um pano, um kriss (punhal malaio). Com um golpe ele feriu o Papa no pescoço, felizmente protegido pelo colarinho rígido, e com outro no peito perto do coração". Em uma nota escrita pelo próprio Pontífice naquele dia lemos: "Se estou bem lembrado, depois das saudações às personalidades ... vi de modo confuso um homem... que impetuosamente vinha na minha direção. Pensei que era um dos muitos que queriam me cumprimentar ou beijar minha mão, ou dizer algo... Assim que chegou em minha frente, ele me deu com as duas mãos, duas fortes punhaladas no peito, e logo depois mais duas, tão forte que senti o violento golpe”.

Padre Macchi

Padre Macchi, seu secretário, recorda assim aqueles momentos: "Pensando que era um fanático, me joguei sobre ele com uma certa violência para imobilizá-lo, e o empurrei nos braços da polícia, impedindo-o assim de dar mais golpes. O Depois de um primeiro momento de perplexidade, o Papa sorriu suavemente... E revejo seu olhar sobre mim, velado por uma leve censura à minha impetuosidade. Depois o Papa prosseguiu até o palco para o primeiro discurso, sem mencionar o ataque: seu vestido branco, entretanto, estava marcado por uma mancha de sangue". Também foi decisiva a intervenção do bispo Paul Marcinkus, o organizador das viagens papais, que impediu o atentador de golpear novamente.

Depois do atentado... compromissos

Foi o próprio Paulo VI, na nota escrita no dia do ataque, que escreveu: "Entramos no carro. Foi então que vi na minha manga (esquerda?) algumas pequenas gotas de sangue, e percebi que uma de minhas mãos devia ter tocado algo manchado de sangue, talvez a mão do agressor. Eu continuava a sentir no peito o peso da agressão, mas nada mais. Chegamos à catedral. Quando fui vestir os paramentos, tentei lavar as manchas de sangue das mãos, sem me dar outra razão para o que realmente tinha acontecido”.

Após a cerimônia, ao chegar à nunciatura, o Papa finalmente recebeu ajuda médica. É ele mesmo que conta: "Pude me despir, e então percebi que a camiseta de baixo suada tinha uma grande mancha de sangue no peito, devido a uma pequena ferida, bem perto da região do coração, superficial e indolor: a camiseta tinha contido a hemorragia, que não era copiosa. Uma outra ferida, ainda menor, quase um arranhão apareceu, à direita, na base do pescoço". Logo fui medicado pelo atento e sempre pronto Doutor Mario Fontana", continua Paulo VI, "as duas feridas foram fechadas e tratadas nos dias seguintes, e logo sararam. Uma pequena aventura de viagem, um pouco de barulho no mundo (soube que na Itália, quando chegou a notícia, o Parlamento suspendeu a sessão) e grande gratidão aos que se interessaram por mim; mas sobretudo graças ao Senhor que me quis seguro e me permitiu a continuação da viagem".

Febre e continuação da viagem

O médico do Papa, depois de examinar as feridas, deu-lhe uma injeção antitetânica, que causou um estado febril. E aconselhou a Paulo VI de suspender seus compromissos da tarde. Mas o Papa, no entanto, "decidiu que o programa deveria seguir como planejado para não decepcionar as expectativas das pessoas e para manter a reserva sobre o ocorrido". Nestas condições, o Papa foi ao encontro com o Presidente Marcos, com o Corpo Diplomático e com uma delegação de Formosa.

Na época, a notícia do atentado deu a volta ao mundo, mas a Santa Sé não confirmou que o Papa tinha sido atingido. Em uma declaração o agressor disse: "Sinto muito ter falhado, eu o faria novamente se tivesse a oportunidade". Saiu da prisão alguns anos depois, graças ao fato de que o Vaticano não tinha se constituído como parte civil.

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“No Natal, a palavra aos avós e idosos”,

iniciativa do Dicastério para os Leigos

O Dicastério para os Leigos, a Família e a Vida convida os jovens a participarem desta iniciativa, recordando as palavras do Papa Francisco para a 32ª Jornada Mundial da Juventude, realizada no Panamá: “Queridos jovens, vocês precisam da sabedoria e da visão dos idosos. [...] Eles lhes dirão coisas que apaixonarão a sua mente e comoverão o seu coração”.

Vatican News O Dicastério para os Leigos, a Família e a Vida lançou, nesta sexta-feira (27/11), uma iniciativa aos jovens intitulada “Um presente de sabedoria. No Natal, a palavra aos avós e idosos”.

“Aproximamo-nos do Natal, Jesus nasce nas nossas famílias. Este ano, no clima particular em que vivemos, pode ser uma oportunidade para os jovens receberem um presente especial”, ressalta a mensagem do organismo vaticano.

“Também devido à pandemia, muitos idosos vivem sozinhos”, frisa o Dicastério para os Leigos, a Família e a Vida, convidando os jovens a construírem “laços com cada um deles: será uma forma de descobrir um tesouro!”

Depois do sucesso da campanha Cada idoso é seu avô, com a qual o organismo recolheu os abraços virtuais que muitos jovens enviaram aos seus avôs e avós, o Dicastério para os Leigos, a Família e a Vida convida agora os jovens de todo o mundo a dar a palavra aos idosos e receber deles um presente de sabedoria, #aGiftOfWisdom.

“Hoje, no difícil clima de um Natal ainda envolvido pela pandemia, propomos aos jovens que publiquem nas redes sociais uma lembrança, um conselho, um presente de sabedoria de um dos idosos com quem estabeleceram vínculo nos últimos meses. Infelizmente, em muitos casos, o encontro só pode ocorrer à distância, de acordo com as normas de saúde em vigor, com vídeo-chamadas, telefonemas e mensagens”, ressalta o organismo vaticano.

Para participar da campanha, basta postar as palavras dos avós e dos idosos nas redes sociais por meio da hashtag #aGiftOfWisdom. As mensagens mais significativas serão divulgadas nas redes sociais do Dicastério para os Leigos, a Família e a Vida. @laityfamilylife.

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                                                                                                                       Fonte: vaticannews.va

Confira interessantes matérias da CNBB:

Disponível o texto da meditação do cardeal José Tolentino
de Mendonça apresentado aos Bispos do Brasil

Está disponível para download o texto da meditação apresentada pelo cardeal José Tolentino de Mendonça aos bispos do Brasil, na manhã de ontem, 26 de novembro, quando a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) promoveu um encontro virtual. Sua reflexão foi intitulada “Parábolas para um tempo novo” e partiu “da pausa reflexiva que Jesus faz em seu discurso”, considerando o contexto da pandemia que o mundo enfrenta na atualidade, “a dureza, a dificuldade, o pesado e sofrido o caminho que o povo de Deus está fazendo nessa hora”.

Dom José Tolentino de Mendonça é um cardeal português e é o arquivista do Arquivo Apostólico do Vaticano e bibliotecário da Biblioteca Apostólica Vaticana. 

A pausa citada por dom Tolentino em sua meditação é um tipo de comunicação que Jesus utiliza algumas vezes nos Evangelhos, “como que precisasse escutar melhor, ajustar o discurso à realidade”. O cardeal então toma do capítulo 13 do Evangelho de São Lucas o versículo 18: “’A que é semelhante o Reino de Deus, e com que poderei compará-lo?’”.

Esta pergunta de Jesus é retomada durante toda a meditação, que também refletiu sobre que parábolas e comparações podem hoje aproximar o Reino de Deus da nossa linguagem e da nossa experiência vital.

“Que tempo é este que estamos a viver? A que o havemos de comparar? Podemos, efetivamente, olhar apenas para o assédio devastador desta crise que começa por ser sanitária, mas que depressa contaminou tantos outros âmbitos, tornando-se uma crise poliédrica: econômica, social, política, eclesial, civilizacional. Ou podemos perceber, numa leitura crente e esperançada da história como o faz Deus incansavelmente, que esta hora, com todos os seus constrangimentos é afinal um kairós, uma oportunidade para relançar a nossa aliança com a vida”, refletiu o cardeal Tolentino de Mendonça.

Este tempo de pandemia, segundo dom José Tolentino, “não é só uma estação para gerir aflições crescentes: é também a ocasião em que Deus nos ordena que arrisquemos como Igreja e que compremos um campo novo”.

Confira o texto na íntegra:

https://www.cnbb.org.br/parabolas-para-um-tempo-novo-cardeal-tolentino/

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Campanha 10 Milhões de Estrelas

realiza momento celebrativo no próximo sábado, 28, às 19h30

No próximo sábado, 28 de novembro, às 19h30 acontece, por meio de videoconferência, o momento celebrativo da campanha 10 Milhões de Estrelas. A data marca o início do tempo litúrgico do Advento. A campanha é uma iniciativa da Cáritas Brasileira em todo o país. A articulação no Distrito Federal conta com as parcerias da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), Conferência dos Religiosos do Brasil (CRB), Grupo Ecumênico de Brasília (GEB) e Cáritas Arquidiocesana de Brasília.

A partir da motivação da Campanha da Fraternidade 2020, a iniciativa traz o slogan “Viu, cuidou e o mundo inteiro se iluminou!”. O lema que anima as ações da campanha 10 Milhões de Estrelas este ano traz ainda a inspiração bíblica do evangelista São Mateus: “Brilhe vossa luz para que vejam as vossas boas obras” (Mt 5,16).

A campanha 10 Milhões de Estrelas é uma iniciativa permanente da Cáritas Brasileira que se repete a cada ano, no período do Advento e Natal, como gesto concreto e coletivo, na perspectiva da consolidação da cultura de paz, da justiça social e de uma espiritualidade comprometida com a vida humana e com os direitos da natureza, como destaca o diretor-executivo da Cáritas Brasileira, Carlos Humberto Campos: “A campanha indica a possibilidade de que as famílias, os grupos, as comunidades possam construir e viver um Advento e o Natal na perspectiva do projeto de Jesus Cristo, em busca de um futuro melhor e mais justo para toda a criação, em nossa Casa Comum, o planeta Terra”, enfatiza.

A celebração por videoconferência, no próximo sábado (28), será ecumênica e vai marcar o início do Advento. “Na perspectiva de iniciarmos esse tempo de preparação para o Natal, estamos convidado todas as pessoas a refletirem não só sobre a questão da paz que é o tema central da campanha, mas também sobre esse momento de pandemia de Covid-19 e o aumento da pobreza e da fome no país”, destaca o assessor nacional da Cáritas Brasileira, Jaime Conrado.

Símbolo de luz

A vela da paz é o objeto que marca as ações da campanha. Um dos gestos concretos previstos é o acendimento dessa vela em momentos celebrativos ou em família na noite de Natal, como explica Conrado. “Nós convidamos toda sociedade a acender a vela da campanha na noite do Natal trazendo essas reflexões e pedindo que essa chama traga mais sabedoria, mais saúde, mais esperança ao povo brasileiro”, conclui.

A campanha 10 Milhões de Estrelas teve início em Annecy, na França, em 1984. Em 1991 a campanha propagou-se por todo o país e passou a ser realizada no período do Natal. Mas foi no ano de 2002 que a ação começou seu percurso pelo mundo. No Brasil o projeto teve sua primeira edição em 2014. A partir daí a Cáritas Brasileira lidera essa mobilização que tem o objetivo de iluminar pensamentos e inspirar gestos de solidariedade humana para a construção de um mundo socialmente mais justo para todas as pessoas e espiritualmente mais conectado com Deus e com os irmãos e irmãs independente de etnia racial ou crença religiosa.

Acompanhe a vídeoconferência – https://bit.ly/10milhoesdeestrelas

Informações: Jucelene Rocha – comunicacao@caritas.org.br

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Edições da CNBB promoverá lives para ajudar as comunidades a celebrarem a Novena de Natal 2020

A Editora da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), a Edições CNBB, promoverá lives que ajudarão as pessoas a celebrarem a Novena de Natal 2020 em seus lares. As lives serão transmitidas de 16 a 24 de dezembro, através das redes sociais da Editora (@edicoescnbb) e da CNBB (@cnbbnacional). A transmissão também será feita pela Canção Nova, por meio da TV e rádio, em horário ainda a ser definido.

A Novena

Novena do Natal de 2020, publicação da Edições CNBB, convida as comunidades a contemplar o primeiro pilar proposto nas Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil (DGAE): a Palavra de Deus. A temática da Novena de 2020 também está em consonância com a reflexão que será feita na 58ª Assembleia Geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), em abril de 2021.

A Novena convida-nos à catequese em nossas casas, a reunir todas as pessoas que estavam distantes. Com a ternura materna de Maria e o silêncio oblativo de José, acolhemos, protegemos, promovemos e integramos em nossa casa todas as famílias para a festa da Encarnação do Verbo de Deus. Com este livreto da Novena, vamos percorrer o caminho litúrgico do Advento na unidade eclesial, refletindo, com simplicidade doméstica, a chegada do Menino Deus que sempre vem ao nosso encontro para nos salvar e garantir a vida!

Conforme o bispo de Castanhal, no Pará, dom Carlos Verzeletti, a Novena de Natal 2020 convida-nos à catequese em nossas casas, a reunir todas as pessoas que foram distanciadas neste tempo longo da pandemia. “Com a ternura materna de Maria e o silêncio oblativo de José, acolhemos, protegemos, promovemos e integramos em nossa casa todas as famílias para a festa da Encarnação do Verbo de Deus. Nosso Deus está conosco! Ele está em nossa casa para ser o nosso caminho, a nossa verdade e a nossa vida em abundância. Ele é a Palavra da Salvação!”

“No há nada mais prático e importante do que encontrar-se com Deus, do que apaixonar- se por sua Palavra, do que viver com Cristo, por Cristo e em Cristo. Apaixona-te! Permanece no amor! Tudo passará a ser diferente. Feliz Natal! Abençoado Ano Novo!”, afirma dom Carlos.

Encontros

Novena de Natal 2020 tem nove encontros, cada um deles tendo o seguinte esquema:


Oração inicial;      Acolhendo o tema;      Contemplação do símbolo;

Leitura da Palavra;      Meditação da Palavra;      Fato da vida;

Rezar com a Palavra;      Vivendo a Palavra;     Oração final
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Cantos

Foi preparado também um CD, com 15 músicas, para auxiliar na animação e oração da Novena de Natal 2020com as seguintes músicas:

Que alegria quando ouvi que me disseram - Vigiai, eu vos digo - Vem, Senhor, nos salvar

Abre as portas - O cântico da Virgem Maria - Senhor, vem salvar teu povo!

O cântico de Maria - Como o sol nasce da aurora - Da cepa brotou a rama

Das alturas orvalhem os céu - Tu és a glória de Jerusalém - Família, vive tua missão

Cristãos, vinde todos - Nas terras do oriente - Noite feliz

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                                                                                                                              Fonte: cnbb.org.br

quinta-feira, 26 de novembro de 2020

Papa Francisco:

Num momento difícil, o Advento é a "grande esperança"

Na sua saudação aos fiéis de diversas línguas, no final da audiência geral, Francisco convidou-os a dedicar momentos de oração inspirados nas semanas que preparam para o Natal.

Michele Raviart, Silvonei José – Vatican News A esperança numa verdade que salva, uma luz mais forte que a escuridão, um caminho que transforma o coração. Tudo isto é o Advento e o Papa, imediatamente após a audiência geral desta quarta-feira, quis recordar à Igreja em todas as partes do mundo a importância do período litúrgico que está prestes a começar. "Nestes tempos difíceis para muitos, esforcemo-nos por redescobrir a grande esperança e alegria que nos dá a vinda do Filho de Deus ao mundo", disse Francisco aos fiéis em francês, enquanto se dirigindo aos fiéis de língua italiana - salientou que a recente Solenidade de Cristo Rei do Universo mostrou que Jesus "nos libertou do poder das trevas, para nos inserir no seu Reino, e para nos tornar testemunhas críveis da verdade salvífica".

Meditar à luz da Palavra

As orações da Solenidade de Cristo Rei, disse o Papa aos fiéis de língua alemã, chamam a atenção "para o retorno de Jesus no fim dos tempos" e que, no entanto, Cristo "já vem agora nos pequenos e nos necessitados para nos preparar, em plenitude, para o grande encontro com Ele".

Aos fiéis de língua inglesa Francisco indicou que durante a viagem dos quatro domingos do Advento, com o qual inicia o ano litúrgico, a luz de Cristo pode "iluminar os nossos caminhos e dissipar a escuridão dos nossos corações". E com os fiéis de língua espanhola o Papa completou um mosaico ideal de espiritualidade convidando-os a "dedicarem momentos de oração" ao Advento, "meditando à luz da Palavra de Deus, para que - disse - o Espírito Santo que habita em vocês possa iluminar o caminho a seguir e transformar o coração, na espera o Nascimento de Nosso Senhor Jesus". 

As Missas "Rorate"

Um exemplo de luz que derrota as trevas, neste sentido, é dado pelas missas "Rorate" - das primeiras palavras do hino inicial Rorate coeli desuper retirado do livro de Isaías - dedicadas à Virgem Maria e celebradas antes do amanhecer à luz das velas, à espera do nascimento do novo dia. Então a saudação aos fiéis de língua polonesa, que assim honrarão Maria nas suas igrejas.

Saudação aos fiéis de língua portuguesa

Na sua saudação aos fiéis de língua portuguesa Francisco disse: “Queridos irmãos, a oração nos abre à força do Espírito Santo, que nos fortalecendo com os seus dons, nos torna firmes na fé e nos impulsa a dar um testemunho alegre da verdade cristã. Que Deus vos abençoe!”

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Assista:

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A oração do Papa Francisco por Diego Armando Maradona

Em declarações aos jornalistas, o diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé refere que o “Papa foi informado sobre a morte de Diego Maradona, relembra com afeto as ocasiões de encontro desses anos e o recorda na oração, como fez nos dias passados desde que tomou conhecimento de suas condições de saúde.”

Bianca Fraccalvieri – Vatican News “Quem foi melhor: Pelé ou Maradona?” – Esta é uma pergunta recorrente que o Papa Francisco faz aos brasileiros, em tom de brincadeira.

Para muitos torcedores, a resposta não é fácil, mas é certo que o futebol mundial perdeu hoje uma de suas lendas.

Em declarações aos jornalistas, o diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé refere que o “Papa foi informado sobre a morte de Diego Maradona, relembra com afeto as ocasiões de encontro desses anos e o recorda na oração, como fez nos dias passados desde que tomou conhecimento de suas condições de saúde.”

O verdadeiro craque é o Papa

No livro que será lançado em 1° de dezembro, “Vamos sonhar juntos”, o Papa recorda os momentos que viveu na Alemanha para aprender o idioma, e que viveu na solidão o triunfo da Argentina na Copa do Mundo de 1986.

Uma vitória cuja estrela foi Diego Armando Maradona, conquistando para o país o segundo título mundial. E aquela camisa número 10, “El pibe de oro” a levou ao Vaticano anos depois, em 1° de setembro de 2014.

Na Sala Paulo VI, Francisco agradeceu aos campeões de futebol que aderiram ao jogo inter-religioso pela paz, que se realizou naquele mesmo dia no Estádio Olímpico de Roma.

Um evento solidário organizado por “Scholas occurrentes”, promovido pelo Papa, e pela associação de Xavier Zanetti, outro importante campeão argentino, “Fundação P.u.p.i Onlus”.

Naquela ocasião, ocorreu o abraço comovido de Maradona ao Papa, a entrega da camisa com a escrita “Francisco” e a dedicatória: “Ao Papa Francisco com todo o meu afeto e muita paz para todo o mundo”.

Em entrevista à nossa emissora, Diego Armando disse que entre os dois, o verdadeiro “craque” é o Pontífice.

E confessou ter se afastado da Igreja, mas de ter sentido muita proximidade com Francisco pela atenção que dispensa aos pobres. “O que o Papa me disse? Que estava me esperando”.

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Veja:

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CNBB promove encontro virtual

com mais de 200 bispos de todo o Brasil

e reflexão do cardeal Tolentino Mendonça

Bispos de todo o Brasil reuniram-se virtualmente nesta quarta-feira, 25 de novembro. Este é o encontro que reuniu mais membros do episcopado durante este ano de 2020, quando não foi possível realizar a 58ª Assembleia Geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) presencialmente, por conta da pandemia do novo coronavírus. São mais de 200 bispos num total de 297 pessoas, compreendendo assessores das comissões episcopais e representantes de pastorais e organismos vinculados à CNBB.

A primeira parte do encontro virtual foi uma meditação conduzida pelo cardeal português José Tolentino de Mendonça, arquivista do Arquivo Apostólico do Vaticano e bibliotecário da Biblioteca Apostólica Vaticana. Sua pregação partiu “da pausa reflexiva que Jesus faz em seu discurso”, considerando o contexto da pandemia que o mundo enfrenta na atualidade, “a dureza, a dificuldade, o pesado e sofrido o caminho que o povo de Deus está fazendo nessa hora”.

Essa pausa citada por dom Tolentino é um tipo de comunicação que Jesus utiliza algumas vezes nos Evangelhos, “como que precisasse escutar melhor, ajustar o discurso à realidade”. O cardeal então toma do capítulo 13 do Evangelho de São Lucas o versículo 18: “’A que é semelhante o Reino de Deus, e com que poderei compará-lo?’”.

Chamando a aprender e a valorizar este recurso, o cardeal apontou três aprendizados. O primeiro é que nem sempre é fácil interpretar a realidade em tantas situações nas quais o real “resiste ao nosso modo de o descrever. A realidade põe em crise nosso discurso”.

O segundo elemento é que para explicar o Reino de Deus e a vida dos homens em profundidade, nós precisamos de parábolas, de comparações. “As parábolas, sobretudo num tempo difícil como esse, abrem espaço para um discurso não teórico, mas existencial e não simbólico”. Na sequência, dom Tolentino cita a recente encíclica do Papa Francisco, Fratelli Tutti, que “parte da pandemia para indicar o caminho da Igreja e do mundo”.

A terceira lição é que “a finalidade do discurso eclesial deve ser ganhar corações para o Reino de Deus, em vez de ficar em exercícios de retórica”. Para o cardeal, a retórica esconde a realidade debaixo das palavras, o que é diferente da persuasão evangélica. Esta, procura gerar no sujeito a autoconsciência da sua história, o kairós dentro do cronos. “Este momento dramático é também o momento do kairós, momento de salvação e de graça. A interrogação de Jesus mostra como é necessária uma hermenêutica profética da história”, afirmou.

O cardeal José Tolentino seguiu com as reflexões sobre a necessidade de fazer perguntas neste contexto da pandemia, incentivando que seja levada para os encontros orantes “a grande tarefa de fazer ecoar as perguntas e entender essa hora como hora de sintonizar o espaço reflexivo e orante que Jesus nos ensina”. A figura do Papa Francisco também foi destacada como aquele que tem ajudado a Igreja com uma série de parábolas, como o momento de oração realizado em março na praça de São Pedro vazia.

 “Ele quis fazer aquele momento de oração na praça de São Pedro vazia. É como se o mundo estivesse vazio, como se as ruas estivessem despejadas, todos os espaços públicos vazios, aquele vazio era o vazio que a humanidade e a Igreja estavam sentindo. O vazio tornou-se uma parábola. Uma das parábolas que o Papa quis abraçar, em vez de negar, é a parábola do vazio, da dificuldade”, refletiu, apontando na sequência o texto Evangelho sobre a tempestade acalmada.

“Um elemento chave é o fato de todos estarem juntos na mesma barca. O Papa explorou também essa parábola, de estarmos todos no mesmo barco, a remar juntos. E todos precisamos de mútuo encorajamento. Então, naquela simbólica celebração, o Papa ofereceu duas imagens, uma lê evangelicamente a outra”, disse.

Comunicados

As atividades da manhã desta quarta-feira, após a meditação do cardeal Tolentino, consistiram em comunicados e partilhas. O arcebispo de Belo Horizonte (MG) e presidente da CNBB, dom Walmor Oliveira de Azevedo, recordou as diversas iniciativas da Igreja no Brasil durante a pandemia, comparando com o “broto de esperança” do tronco de Jessé da promessa no livro do profeta Isaías.

“Cada irmão bispo, cada diocese, com seus evangelizadores e ministros, nesse tempo de pandemia, com muitas respostas bonitas de confiança e trabalhos realizados. E nessa hora, cada um pode repassar esses meses exigentes, sobretudo o sofrimento dos pobres, dos sofredores, das famílias enlutadas. Tudo isso é um broto de esperança que colocamos diante de Deus”, afirmou.

Dom Walmor citou iniciativas como os avanços em torno do tema central da próxima Assembleia Geral da CNBB; o trabalho de gestão na sede e nos regionais da conferência, com “avanços importantes” do ponto de vista do equilíbrio administrativo e financeiro; a implementação do Pacto pela Vida e pelo Brasil; a presença da CNBB no Observatório de Direitos Humanos do Poder Judiciário; e o processo de construção do novo estatuto da CNBB.

Mensagem ao Papa e ao povo brasileiro

Os bispos também preparam uma mensagem que será enviada para o Papa Francisco, como é realizado a cada ano, por ocasião das assembleias gerais. O arcebispo de São Paulo (SP), cardeal Odilo Pedro Scherer, coordenou a construção do texto que está baseado na proximidade dos bispos do Brasil com o Papa e no agradecimento pela proximidade do Santo Padre com o Brasil. Uma mensagem ao povo brasileiro por conta da pandemia do novo coronavírus também foi preparada pelos bispos.

Ação evangelizadora da Igreja na pós pandemia

No período da tarde, a reunião dos bispos seguiu com uma reflexão da teóloga  e professora e decana do Centro de Teologia e Ciências Humanas da PUC-Rio, Maria Clara Bingemer. Coube à professora apresentar pontos para uma reflexão sobre a ação evangelizadora da Igreja num cenário pós pandemia. Ela destacou cinco pontos: a) Retomar o luto com o olhar pascal; b) Parceria mais estreita com a ciência; c) Abrir mais espaço para a beleza e arte como elementos para reencantar os corações; d) Revalorizar o espaço doméstico e a experiência da Igreja nas casas;  e) Cuidado da terra e cuidado com a casa comum.

Partilhas

Na sequência da reunião, os bispos deram continuidade da primeira parte de uma série de partilhas sobre as atividades de Comissões, regionais e pastorais iniciada pela manhã. A presidência da CNBB apresentou uma atualização da campanha É Tempo de Cuidar e também um balanço sobre a gestão administrativo-financeira da CNBB no contexto da pandemia.

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Em Mensagem ao Povo de Deus, CNBB reforça

a Esperança, a Caridade,

e Missão da Igreja no Brasil no contexto da Pandemia

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) emitiu, como resultado da reunião realizada na quarta-feira, 25 de novembro, uma Mensagem ao Povo Brasileiro em tempo de pandemia. O documento foi referendado pelos mais de 200 bispos, num total de 297 pessoas, compreendendo assessores das comissões episcopais e representantes de pastorais e organismos vinculados à CNBB que participaram da reunião.

A mensagem busca refletir sobre a presença e missão da Igreja na realidade brasileira e expressar uma mensagem de esperança e proximidade no contexto do novo Coronavírus. O documento destaca ainda que a Igreja no Brasil é impelida a perseverar na caridade, dando continuidade, nas paróquias, comunidades eclesiais missionárias e instituições religiosas de todo país, das redes de solidariedade em defesa da vida que se multiplicaram-se neste ano em razão da pandemia.

“Como discípulos missionários, queremos crescer nesse tempo difícil, empenhados em remover as desigualdades e sanar a injustiça. A humanidade aguarda uma vacina que, distribuída com equidade, possa ajudar a garantir a vida e a saúde para todos”, diz um trecho do documento.

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Mensagem ao Povo de Deus em tempo de pandemia

Feliz aquele que suporta a provação, porque, uma vez provado,
receberá a coroa da vida, que Deus prometeu aos que o amam. (Tg 1,12)

Amado Povo de Deus, nós bispos do Brasil, reunidos num encontro virtual para refletir sobre a atual presença e missão da Igreja, queremos expressar nossa mensagem de esperança e proximidade.

Neste ano irrompeu inesperadamente a pandemia da COVID19, alterando nossas rotinas, revelando outras enfermidades de nosso tempo e causando grande impacto num já fragilizado sistema de saúde, na seguridade social, nos sistemas produtivos, na educação, na vida familiar, social e religiosa em geral. O Papa Francisco alerta que “a tribulação, a incerteza, o medo e a consciência dos próprios limites, que a pandemia despertou, fazem ressoar o apelo a repensar os nossos estilos de vida, as nossas relações, a organização das nossas sociedades e, sobretudo, o sentido da nossa existência”. (Fratelli Tutti, 33)

Estamos num tempo de muitos questionamentos e cabe-nos escutar o que o Espírito tem a dizer para a Igreja (Ap 2,7) nesse contexto. A provação tem favorecido importantes aprendizados e oportunidades para a vivência e o anúncio do Evangelho. Reconhecemos, com gratidão, o empenho de tantas comunidades cristãs que foram criativas para manter a ação evangelizadora, especialmente pelas mídias sociais, promovendo a transmissão de celebrações litúrgicas, catequeses e aconselhamento aos fiéis. A Igreja doméstica foi fortalecida, em sintonia com as Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora, que promovem a comunidade cristã como Casa da Palavra, do Pão, da Caridade e da Missão. Percebe-se o protagonismo dos leigos e, especialmente, das mulheres na promoção da Igreja nas casas.

Igualmente somos impelidos pelo Evangelho a perseverar na caridade. Nas paróquias, comunidades eclesiais missionárias e instituições religiosas de todo país, multiplicaram-se as redes de solidariedade em defesa da vida. Por isso, foi coloca em prática a ação solidária É Tempo de Cuidar, voltada a atender demandas de primeira necessidade das pessoas que se encontram em situação de vulnerabilidade social no contexto da pandemia. Unidos a outras entidades da sociedade civil, estamos buscando concretizar o Pacto pela Vida e pelo Brasil, conclamando toda a sociedade para que, nesse tempo de pandemia, ninguém seja deixado para trás.

Como nos tem provocado o Papa Francisco, precisamos escutar o clamor das famílias, trabalhar por uma economia “mais atenta aos princípios éticos” (Fratelli Tutti, 170), oferecer uma política melhor, sem desvios na garantia do bem comum, propor uma educação humanista e solidária, comprometidos na permanente construção da democracia. É urgente combater o racismo que se dissimula, mas não cessa de reaparecer. (Fratelli Tutti, 20) Queremos assegurar a vida desde a concepção até a morte natural, preservar o meio ambiente e trabalhar em defesa das populações vulneráveis, particularmente indígenas e quilombolas. Preocupa-nos o crescimento das várias formas de violência, entre elas, o feminicídio. “Cada ato de violência cometido contra um ser humano é uma ferida na carne da humanidade; cada morte violenta “diminui-nos” como pessoas”. (Fratelli Tutti, 227)

Como discípulos missionários, queremos crescer nesse tempo difícil, empenhados em remover as desigualdades e sanar a injustiça. A humanidade aguarda uma vacina que, distribuída com equidade, possa ajudar a garantir a vida e a saúde para todos.

Pedimos que Deus acolha junto a Si os que morreram neste tempo e dê consolação e paz às famílias enlutadas. Abençoamos especialmente os incansáveis profissionais da saúde, os professores, os cuidadores e todos que atuam em serviços essenciais. Nossa prece também pelos presbíteros, diáconos permanentes, consagrados e consagradas, leigos e leigas de nossas igrejas, para que se sintam encorajados.

O Advento é um tempo de renovar nossa esperança. Confiantes, afirmamos que a fé em Cristo nunca se limitou a olhar só para trás nem só para o alto, mas olhou sempre também para a frente (Spe Salvi, 41). Não desanimemos, não estamos sozinhos: o Senhor está conosco!

Acompanhe-nos a Santa Mãe de Deus, Senhora Aparecida, consolo dos aflitos, saúde dos enfermos e esperança nossa! Invocamos sobre todos a bênção da Santíssima Trindade, que sua misericórdia continue fortalecendo e animando o povo brasileiro.

Brasília-DF, 25 de novembro de 2020

Dom Walmor Oliveira de Azevedo
Arcebispo de Belo Horizonte-MG
Presidente da CNBB

Dom Mário Antônio da Silva
Bispo de Roraima-RR
2º Vice-Presidente

Dom Jaime Spengler
Arcebispo de Porto Alegre-RS
1º Vice-Presidente

Dom Joel Portella Amado
Bispo auxiliar do Rio de Janeiro- RJ
Secretário-Geral da CNBB
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Confira em formato pdf, a íntegra da mensagem

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quarta-feira, 25 de novembro de 2020

Papa na Audiência Geral desta quarta:

 A Igreja é o trabalho do Espírito na comunidade cristã

“Os primeiros passos da Igreja no mundo foram ritmados pela oração. A imagem da Comunidade primitiva de Jerusalém é um ponto de referência para todas as outras experiências cristãs”, disse Francisco na Audiência Geral.

Imagem de arquivo

Mariangela Jaguraba - Vatican News - “A oração da Igreja nascente” foi o tema da catequese do Papa Francisco na Audiência Geral, desta quarta-feira (25/11), realizada na Biblioteca do Palácio Apostólico.

“Os primeiros passos da Igreja no mundo foram ritmados pela oração”, ressaltou o Papa. “Os escritos apostólicos e a grande narração dos Atos dos Apóstolos nos restituem a imagem de uma Igreja a caminho, ativa, mas que encontra nas reuniões de oração a base e o ímpeto para a ação missionária. A imagem da Comunidade primitiva de Jerusalém é um ponto de referência para todas as outras experiências cristãs.”

A Igreja é obra do Espírito Santo

Segundo Francisco, “aqui encontramos quatro caraterísticas essenciais da vida eclesial: ouvir o ensinamento dos apóstolos, salvaguardar a comunhão recíproca, partir o pão, ou seja, Eucaristia, e a oração. Elas nos lembram que a existência da Igreja tem significado, se permanecer firmemente unida a Cristo, ou seja, na comunidade, na sua palavra, na Eucaristia e na oração. É a maneira de nos unirmos a Cristo”. A seguir, acrescentou:

Na Igreja, nada do que cresce fora destas “coordenadas” tem fundamento: para discernir qualquer situação devemos nos perguntar se existem estas quatro coordenadas: a pregação, a busca constante da comunhão fraterna, ou seja, a caridade, partir o pão, isto é, vida eucarística, e a oração. Qualquer situação deve ser avaliada à luz dessas quatro coordenadas. O que não entra nestas quatro coordenadas não tem eclesialidade, não é eclesial. É Deus quem faz a Igreja, e não o clamor das obras. 

“A Igreja não é um mercado. A Igreja não é um grupo de empresários que vão adiante com a empresa nova. A Igreja é obra do Espírito Santo que Jesus nos enviou para nos reunir. A Igreja é o trabalho do Espírito na comunidade cristã, na vida comunitária, na Eucaristia, na oração. Sempre! E tudo o que cresce fora dessas coordenadas não tem fundamento. É como uma casa construída sobre a areia. É Deus quem faz a Igreja, e não o clamor das obras. É a palavra de Jesus que enche de significado os nossos esforços. É na humildade que se constrói o futuro do mundo.”

Muitas vezes, sinto muita tristeza quando vejo uma comunidade com boa vontade, mas erra o caminho, pois pensa em fazer da Igreja um encontro, como se fosse um partido político, a maioria, a minoria, o que pensa sobre isso, sobre aquilo, como um sínodo, uma estrada sinodal que devemos fazer. Eu me pergunto: mas onde está o Espírito Santo ali, onde está a oração, o amor comunitário, onde está a Eucaristia? Sem essas coordenadas, a Igreja se torna uma sociedade humana, um partido político, maioria, minoria, se fazem mudanças como se fosse uma empresa, por maioria e minoria, mas não há o Espírito Santo. A presença do Espírito Santo é garantida por essas quatro coordenadas. Para avaliar uma situação se é eclesial ou não devemos nos perguntar sobre essa quatro coordenadas, como se desenvolve a vida nessas quatro coordenadas. Se falta isso, falta o Espírito, e se falta o Espírito seremos uma bonita associação humanista, de beneficência, até mesmo um “partido” podemos dizer “eclesial”, mas não há Igreja. A Igreja não cresce com essas coisas, não cresce por proselitismo, como qualquer empresa, cresce por atração, e quem movimenta a atração é o Espírito Santo. Não nos esqueçamos essas palavras de Bento XVI: “A Igreja não cresce por proselitismo, cresce por atração”. Se falta o Espírito Santo, que é quem atrai a Jesus, não há Igreja ali, há um bonito clube de amigos, com boas intenções, mas não há Igreja, não há sinodalidade.

A obra do Espírito na Igreja é recordar Jesus

No Livro dos Atos dos Apóstolos “descobrimos que o poderoso motor da evangelização são as reuniões de oração, onde aqueles que participam experimentam diretamente a presença de Jesus e são tocados pelo Espírito. Os membros da primeira comunidade compreendem que a história do encontro com Jesus não parou no momento da Ascensão, mas continua na sua vida. Narrando o que o Senhor disse e fez, rezando para entrar em comunhão com Ele, tudo se torna vivo. A oração infunde luz e calor: o dom do Espírito faz nascer neles o fervor”.

Eis a obra do Espírito na Igreja: recordar Jesus. Jesus disse: Ele ensinará a vocês e lhes fará lembrar. A missão é recordar Jesus, mas não como exercício mnemônico. Percorrendo os caminhos da missão, os cristãos recordam Jesus enquanto o tornam novamente presente; e dele, do seu Espírito, recebem o “impulso” para ir, proclamar e servir. Na oração, o cristão mergulha no mistério de Deus que ama cada pessoa e deseja que o Evangelho seja pregado a todos. Deus é Deus para todos, e em Jesus todos os muros de separação foram definitivamente abatidos: como diz São Paulo, Ele é a nossa paz, «Ele, que de dois povos fez um só». Jesus criou a unidade, a unidade.

Retomar o sentido da adoração

“Assim, a vida da Igreja primitiva é ritmada por uma sucessão contínua de celebrações, convocações, tempos de oração comunitária e pessoal. É o Espírito que dá força aos pregadores que se põem a caminho, e que por amor a Jesus sulcam os mares, enfrentam perigos e se submetem a humilhações”, disse ainda o Pontífice.

“Deus doa amor e Deus pede amor. Esta é a raiz mística de toda a vida que crê. Os primeiros cristãos em oração, mas também nós que viemos muitos séculos mais tarde, todos vivemos a mesma experiência. O Espírito anima hoje tudo. E qualquer cristão que não tem medo de dedicar tempo à oração pode fazer próprias as palavras do apóstolo Paulo: «A minha vida presente, na carne, eu a vivo na fé no Filho de Deus, que me amou e se entregou por mim». A oração nos torna conscientes disso. Só no silêncio da adoração experimentamos toda a verdade destas palavras. Devemos retomar o sentido da adoração, adorar, adorar a Deus, adorar a Jesus, adorar o Espírito. O Pai, o Filho e o Espírito. Adorar em silêncio. A oração de adoração é a oração que nos faz reconhecer Deus como início e fim de toda história. Esta oração é o fogo vivo do Espírito que dá força ao testemunho e à missão”, concluiu o Papa.

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Assista:

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                                                                                                                       Fonte: vaticannews.va