sexta-feira, 27 de dezembro de 2019

Leituras da

Festa da Sagrada Família: Jesus, Maria e José
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1ª Leitura: Eclo 3,3-7.14-17a
Leitura do Livro do Eclesiástico:
Deus honra o pai nos filhos e confirma, sobre eles, a autoridade da mãe.
Quem honra o seu pai, alcança o perdão dos pecados; evita cometê-los e será ouvido na oração cotidiana.
Quem respeita a sua mãe é como alguém que ajunta tesouros.
Quem honra o seu pai, terá alegria com seus próprios filhos; e, no dia em que orar, será atendido.
Quem respeita o seu pai, terá vida longa, e quem obedece ao pai é o consolo da sua mãe.
Meu filho, ampara o teu pai na velhice e não lhe causes desgosto enquanto ele vive. Mesmo que ele esteja perdendo a lucidez, procura ser compreensivo para com ele; não o humilhes, em nenhum dos dias de sua vida: a caridade feita a teu pai não será esquecida, mas servirá para reparar os teus pecados e, na justiça, será para tua edificação.
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Salmo: 127
- Felizes os que temem o Senhor e trilham seus caminhos!
- Felizes os que temem o Senhor e trilham seus caminhos!
- Feliz és tu, se temes o Senhor/ e trilhas seus caminhos!/ Do trabalho de tuas mãos hás de viver,/ serás feliz, tudo irá bem!
- A tua esposa é uma videira bem fecunda/ no coração da tua casa;/ os teus filhos são rebentos de oliveira/ ao redor de tua mesa.
- Será assim abençoado todo homem/ que teme o Senhor./ O Senhor te abençoe de Sião,/ cada dia de tua vida.
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2ª Leitura: Cl 13,12-21
Leitura da Carta de São Paulo aos Colossenses:
Irmãos: Vós sois amados por Deus, sois os seus santos eleitos. Por isso, revesti-vos de sincera misericórdia, bondade, humildade, mansidão e paciência, suportando-vos uns aos outros e perdoando-vos mutuamente, se um tiver queixa contra o outro. Como o Senhor vos perdoou, assim perdoai vós também.
Mas, sobretudo, amai-vos uns aos outros, pois o amor é o vínculo da perfeição.
Que a paz de Cristo reine em vossos corações, à qual fostes chamados como membros de um só corpo. E sede agradecidos.
Que a palavra de Cristo, com toda a sua riqueza, habite em vós. Ensinai e admoestai-vos uns aos outros com toda a sabedoria. Do fundo dos vossos corações, cantai a Deus salmos, hinos e cânticos espirituais, em ação de graças.
Tudo o que fizerdes, em palavras ou obras, seja feito em nome do Senhor Jesus Cristo. Por meio dele dai graças a Deus, o Pai.
Esposas, sede solícitas para com vossos maridos, como convém, no Senhor.
Maridos, amai vossas esposas e não sejais grosseiros com elas.
Filhos, obedecei em tudo aos ossos pais, pois isso é bom e correto no Senhor. Pais, não intimideis os vossos filhos, para que eles não desanimem.
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Evangelho: Mt 2,13-15.19-23
Depois que os magos partiram, o Anjo do Senhor apareceu em sonho a José e lhe disse: “Levanta-te, pega o menino e sua mãe e foge para o Egito! Fica lá até que eu te avise! Porque Herodes vai procurar o menino para matá-lo”.
José levantou-se de noite, pegou o menino e sua mãe, e partiu para o Egito. Ali ficou até a morte de Herodes, para se cumprir o que o Senhor havia dito pelo profeta: “Do Egito chamei o meu Filho”.
Quando Herodes morreu, o anjo do Senhor apareceu em sonho a José, no Egito, e lhe disse: “Levanta-te, pega o menino e sua mãe, e volta para a terra de Israel; pois aqueles que procuravam matar o menino já estão mortos”.
José levantou-se, pegou o menino e sua mãe, e entrou na terra de Israel. Mas, quando soube que Arquelau reinava na Judeia, no lugar de seu pai Herodes, teve medo de ir para lá. Por isso, depois de receber um aviso em sonho, José retirou-se para a região da Galileia, e foi morar numa cidade chamada Nazaré. Isso aconteceu para se cumprir o que foi dito pelos profetas: “Ele será chamado Nazareno”.
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Reflexão:
Famílias abertas para fazer a vontade de Deus

“Na noite de Natal havia pedido que todos nós adoremos ao Deus Menino que nos foi dado” 
O Papa Bento XV, em 1921, instituiu a Festa da Sagrada Família, Jesus, Maria e José. Há duas razões para a importância desta celebração: uma teológica e a outra sociológica. Teologicamente, percebe-se com maior clareza a identidade da família como “célula” primordial da Igreja. Cada família cristã é uma “Igreja doméstica”. Dentro do seu seio, a fé, a oração e as virtudes são inculcadas e cultivadas. Sociologicamente, torna-se cada vez mais aparente que a família é alvo de hostilidade da parte de muitos setores da cultura atual. Existem tentativas de pôr fim à realidade da família e de reestruturar a sociedade por completo numa base que não seja bíblica nem cristã. Assim, ao celebrar esta fé, nós, católicos, proclamamos a nossa fé na centralidade da família no projeto de Deus para a humanidade, e imploramos a poderosa intercessão de Jesus, Maria e José para proteger e fortalecer as nossas próprias famílias e ajudar a todos a valorizar a imensa bênção que é a família.
Dom Eurico dos Santos Veloso
A liturgia deste domingo propõe-nos a família de Jesus, como exemplo e modelo das nossas comunidades familiares. As leituras fornecem indicações práticas para nos ajudar a construir famílias felizes, que sejam espaços de encontro, de partilha, de fraternidade, de amor verdadeiro.
O Evangelho(cf. Mt 2,13-15.19-23) apresenta uma catequese sobre Jesus e a missão que o Pai lhe confiou; mas, sobretudo, propõe-nos o quadro de uma família exemplar – a família de Nazaré. Nesse quadro há duas coordenadas que são postas em relevo: trata-se de uma família onde existe verdadeiro amor e verdadeira solidariedade entre os seus membros; e trata-se de uma família que escuta Deus e que segue, com absoluta confiança, os caminhos por Ele propostos.
Como o patriarca José no Antigo Testamento, José de Nazaré é um homem de sonhos, Na Bíblia, os sonhos são uma forma de divina revelação, seja uma manifestação do significado de um mistério de Deus, seja um anúncio do futuro, seja uma ordem do Senhor a ser cumprida. Os sonhos de José no texto do Evangelho para a festa de hoje comunicam a ele a maneira de cumprir a divina vontade. E a vontade do divino Pai é a preservação da vida do seu Filho Jesus, o qual ele tinha confiado aos cuidados de José. O divino Pai e o humano pai adotivo trabalham juntos para salvaguardar a vida do Filho amado de ambos. O Pai eterno percebe os perigos que ameaçam o futuro de Jesus, mas ao invés de salvá-lo milagrosamente, ele pede a colaboração do seu servo fiel, José. Ele usa as virtudes e a maturidade de um humilde ser humano para proteger a vida daquele que lhe é mais precioso. São José é o modelo certo para todo pai cristão. Todo pai cristão é encarregado do cuidado de uma esposa e de seus filhos. Sua esposa – cada mulher – é, de maneira real, uma filha do Altíssimo, e, pelo Batismo, os seus filhos são filhos e filhas adotivos do próprio Deus. O pai cristão precisa ser atento(para receber a mensagem dos sonhos), esforçado(para cumprir a divina ordem), prudente(para tomar as melhores decisões na proteção de sua esposa e de seus filhos) e amoroso(porque o amor dos pais é a casa mais segura que um casal pode oferecer à sua prole).
A segunda leitura(cf. Cl 3,12-21) sublinha a dimensão do amor que deve brotar dos gestos dos que vivem “em Cristo” e aceitaram ser Homem Novo. Esse amor deve atingir, de forma muito especial, todos os que conosco partilham o espaço familiar e deve traduzir-se em determinadas atitudes de compreensão, de bondade, de respeito, de partilha, de serviço.
A primeira leitura(cf. Eclo 3,3-7.14-17a) apresenta, de forma muito prática, algumas atitudes que os filhos devem ter para com os pais. É uma forma de concretizar esse amor de que fala a segunda leitura.
Na noite de Natal havia pedido que todos nós adoremos ao Deus Menino que nos foi dado. Miremos nosso olhar para a Sagrada Família: Jesus, Maria e José, e vemos a face do Mistério do Encarnado que nasce no seio de uma família simples, acolhedora e aberta à vontade de Deus. Renovemos o nosso vivo desejo de viver a união familiar à exemplo da Sagrada Família de Nazaré. Que a Divina Família abençoe todas as nossas famílias.
                                    Dom Eurico dos Santos Veloso - Arcebispo Emérito de Juiz de Fora
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Papa aos Jovens de Taizé:

“Sempre a caminho, jamais desarraigados”
O Papa Francisco enviou uma mensagem, assinada pelo cardeal Pietro Parolin, aos Jovens de Taizé reunidos em Wroclaw
Cidade do Vaticano - Realiza-se, a partir de 28 de dezembro a 1° de janeiro, em Wrocław, na Polônia, o 42° Encontro Europeu, promovido pela Comunidade Ecumênica de Taizé.
Para a ocasião, a Comunidade de Taizé recebeu diversas Mensagens, entre as quais a do Papa Francisco, assinada pelo Cardeal Secretário de Estado, Pietro Parolin.
Sempre a caminho, jamais desarraigados
Em sua Mensagem, Francisco diz acompanhar os jovens participantes com suas orações, encorajando-os a aprofundar, com os cristãos da Polônia, o tema escolhido para este encontro de Wrocław: “Sempre a caminho, jamais desarraigados”.
A Polônia, diz o Papa, é um país arraigado na fé. Suas raízes sustentaram seu povo nas grandes provações, quando a esperança era abalada. Por isso, os jovens têm muito a aprender com os que permaneceram fiéis a Cristo, quando eram tentados a ceder. Os cristãos ousaram acreditar em um futuro melhor.
Aqui, Francisco exortou os participantes no encontro a descobrirem juntos a importância de estar profundamente arraigados na fé, que os convida e prepara a ir ao encontro dos outros, a responder aos novos desafios das nossas sociedades, em particular, os perigos que pairam sobre a nossa Casa comum.
Não esperem amanhã para colaborar
Juntos com os muitos jovens presentes, disse o Papa, os jovens podem descobrir a alegria de partir, como fez Abraão, mesmo sem saber para onde vão. Por isso, exortou os participantes a estar sempre prontos para partir, para testemunhar o Evangelho e estar plenamente disponíveis aos que encontram ao seu redor, sobretudo os mais pobres e infelizes. "Não esperem amanhã para colaborar com a transformação do mundo com suas energias, audácia e criatividade próprias. Chegou a hora de Deus de serem fecundos”!
O Santo Padre concluiu sua Mensagem, enviada pelo Cardeal Pietro Parolin, concedendo a todos os jovens e aos irmãos da Comunidade de Taizé, suas famílias e paróquias a sua Bênção Apostólica. Que a fé de Maria, que também partiu "às pressas", possa sustentar o impulso da sua confiança no seu Filho.
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quinta-feira, 26 de dezembro de 2019

Papa no Angelus desta quinta-feira:

Como os mártires,
viver e morrer com o nome de Jesus no coração e nos lábios
“A festa do protomártir Estevão nos convida a recordar todos os mártires de ontem e de hoje, a nos sentirmos em comunhão com eles e a pedir-lhes a graça de viver e morrer com o nome de Jesus no coração e nos lábios”, disse o Papa no Angelus de 26 de dezembro.
Bianca Fraccalvieri – Cidade do Vaticano - No dia em que a Igreja celebra Santo Estevão, protomártir, o Papa Francisco rezou a oração do Angelus com milhares de fiéis na Praça São Pedro.
No clima de alegria do Natal, afirmou o Pontífice, pode parecer fora de lugar a memória do primeiro cristão assassinado por sua fé em Jesus Cristo. Mas na verdade, explicou, esta festa está em sintonia com o verdadeiro significado do Natal.
“No martírio de Estevão, de fato, a violência é derrotada pelo amor, a morte pela vida: ele, no momento do testemunho supremo, contempla o céu e oferece o seu perdão aos seus perseguidores.”
A glória é feita de amor e doação
Este jovem servidor do Evangelho, prosseguiu Francisco, soube narrar Jesus com as palavras e, sobretudo, com a sua vida. Com Estevão, podemos aprender que a glória do Céu, que dura para toda a vida e a vida eterna, não é feita de riquezas e poder, mas de amor e de doação de si.
“Para nós cristãos, o céu não está mais distante, separado da terra: em Jesus, o Céu desceu sobre a terra. E graças a Ele, com a força do Espírito Santo, nós podemos assumir tudo o que é humano e orientá-lo em direção ao Céu.”
Nosso primeiro testemunho, disse o Pontífice, deve ser propriamente o nosso modo de ser humanos, com um estilo de vida plasmado segundo Jesus: manso e corajoso, humilde e nobre e não-violento.
Renovar as comunidades cristãs
Na sequência, o Papa recordou ainda que Estevão foi um dos primeiros sete diáconos da Igreja e o seu testemunho, que culminou no martírio, é fonte de inspiração para a renovação das comunidades cristãs:
“Estas são chamadas a se tornarem sempre mais missionárias, todas propensas à evangelização, decididas a alcançar os homens e as mulheres nas periferias existenciais e geográficas, onde há mais sede de esperança e de salvação.”
Com o nome de Jesus nos lábios e no coração
As comunidades cristãs, afirmou ainda, não devem seguir a lógica mundana, colocando a si mesmas no centro, mas unicamente a glória de Deus e o bem das pessoas, especialmente dos pequeninos e dos pobres.
“A festa do protomártir Estevão nos convida a recordar todos os mártires de ontem e de hoje - e hoje há muitos -, a nos sentirmos em comunhão com eles e a pedir-lhes a graça de viver e morrer com o nome de Jesus no coração e nos lábios.”
Que Maria, finalizou Francisco, nos ajude a viver este tempo de Natal fixando o olhar em Jesus, para se tornar a cada dia mais semelhante a Ele. 
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Santo Estêvão protomártir.
Aumentam os cristãos perseguidos no mundo
No dia em que a Igreja celebra a festa litúrgica de Santo Estêvão, o primeiro mártir, deve ser recordado o elevadíssimo número de pessoas que ainda hoje são perseguidas em várias partes do mundo por causa da sua fé cristã. A entrevista com Cristian Nani, diretor da Open Doors/Portas Abertas-Itália.
Andrea De Angelis, Silvonei José - Cidade do Vaticano - O seu martírio é descrito nos Atos dos Apóstolos. Ocorreu por apedrejamento no ano 36. Santo Estêvão Protomártir, isto é, o primeiro dos mártires cristãos da história. Assassinado porque testemunhou a sua fé em Cristo, espalhou o Evangelho, converteu pessoas. O culto a Santo Estêvão está presente em todo o mundo, só na Itália existem mais de uma centena de municípios dos quais ele é o Santo padroeiro. Mas também hoje existe o martírio dos cristãos. Mulheres e homens que pagam com a vida o seu amor a Jesus, a escolha de professar a religião cristã. Ontem como hoje, é importante acender os refletores sobre essas perseguições, que assumem várias formas: violência, estigma, vandalismo, intolerância, exclusão. Segundo a World Watch List 2019 da Open Doors/Portas Abertas, o relatório anual sobre a liberdade religiosa dos cristãos no mundo, há cerca de 245 milhões de cristãos perseguidos no mundo. A WWList2019 cobre um período de 12 meses, de novembro de 2017 a outubro de 2018. No dia 18 de janeiro, a associação publicará o novo Relatório.
Aumenta o número de cristãos perseguidos
Presente em mais de 60 países, a organização também oferece formação e assistência aos cristãos que sofrem por causa de sua fé. Em entrevista à Radio Vaticano-Vatican News, Cristian Nani, diretor na Itália de Portas Abertas, antecipa como no ano que está chegando ao fim a perseguição dos fiéis cristãos aumentou em extensão, número e intensidade. "Precisamos falar sobre isso, fazer as pessoas refletirem porque hoje - afirma -, milhares de pessoas morrem por causa da sua fé, não na guerra, em situações de conflito, mas - insiste Nani -, somente por uma profissão de fé". Assim, depois de ter analisado a situação dos cristãos na Líbia e no Iêmen, ele retorna ao que o Papa Francisco, numa recente Audiência geral, chamou de "cristãos perseguidos com luvas de pelica", com particular referência à Europa. "Intolerância e vandalismo são - diz Nani -, dois sinais de alarme a serem levados a sério".
Quantos perseguidos hoje "também com luvas de pelica"
"Hoje, no mundo, na Europa muitos são os cristãos perseguidos e dão as suas vidas pela sua fé. Eles são perseguidos também com luvas de pelica, deixados de lado, marginalizados". As palavras pronunciadas pelo Papa na Audiência geral do último dia 11 de dezembro, fazem com que as atenções se voltem para outro tipo de perseguição dos fiéis. Feita de intolerância, vandalismo, resultado de um secularismo que - disse então Francisco no seu discurso à Cúria na semana passada -, nos faz compreender como "já não estamos num regime de cristianismo porque a fé", em grande parte do Ocidente "já não constitui um pré-requisito óbvio do viver comum". O Santo Padre já tinha falado de "martírio com luvas de pelica" no dia 30 de junho de 2014, na Missa celebrada na Casa Santa Marta.
O dia de oração na Alemanha
Entre as muitas iniciativas programadas no mundo para a festa litúrgica de Santo Estêvão, está também a da Conferência Episcopal Alemã que celebra o "Dia de Oração pelos cristãos perseguidos e oprimidos". As liturgias recordarão os irmãos e irmãs de fé que são vítimas de exclusão e opressão em muitos lugares do mundo. Esta iniciativa pretende também expressar o compromisso da Igreja alemã com a liberdade religiosa de todas as pessoas. O dia de oração de 26 de dezembro faz parte da iniciativa "Solidariedade para com os cristãos perseguidos e oprimidos no nosso tempo", com a qual os bispos pretendem sensibilizar os fiéis para a discriminação e a violência que os cristãos ainda hoje sofrem em muitas partes do mundo.
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Arquidiocese de Pouso Alegre

lança hotsite comemorativo do jubileu

A Arquidiocese de Pouso Alegre celebra em 2020, o seu jubileu de criação. São 120 anos de evangelização nesta região do Sul de Minas Gerais. E para celebrar esta data, um hotsite passa a ser oferecido aos fiéis.
Na página, as pessoas poderão encontrar a história da arquidiocese, com documentos e fotos históricas; a biografia de todos os bispos que passaram pela arquidiocese ao longo destes 120 anos; a oração e programação jubilar; e as notícias deste ano comemorativo. 
"Todo hotsite tem seu foco numa determinada campanha ou ação de uma instituição e por um tempo determinado. O objetivo é divulgação e quer ser uma referência oficial sobre essa ação. Isto é, queremos chamar a atenção dos nossos fiéis para esse momento específico da nossa arquidiocese, que funcionará em paralelo ao site já existente da arquidiocese", afirmou padre Andrey Nicioli. 
O hotsite pode ser acessado clicando AQUI!
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quarta-feira, 25 de dezembro de 2019

Mensagem Urbi et Orbi:

"Que o Emmanuel seja luz para toda a humanidade ferida"
Síria, Líbano, Iêmen, Iraque, Venezuela e nações do continente americano, Ucrânia, República Democrática do Congo, Burkina Faso, Mali, Níger e Nigéria. Regiões da humanidade onde há dor e sofrimento provocados pelas trevas nos corações humanos, nas relações pessoais, familiares, sociais, nos conflitos econômicos, geopolíticos e ecológicos, receberam a atenção do Santo Padre em sua mensagem Urbi et Orbi neste dia de Natal: "Mas a luz de Cristo é maior", reiterou.
A Mensagem e a Bênção Urbi et Orbi do Santo Padre:
«O povo que andava nas trevas viu uma grande luz» (Is 9,1).
Queridos irmãos e irmãs, feliz Natal!
Nesta noite, do ventre da mãe Igreja, nasceu de novo o Filho de Deus feito homem. O seu nome é Jesus, que significa Deus salva. O Pai, Amor eterno e infinito, enviou-O ao mundo, não para condenar o mundo, mas para o salvar (cf. Jo 3, 17). O Pai no-Lo deu, com imensa misericórdia; deu-O para todos; deu-O para sempre. E Ele nasceu como uma chamazinha acesa na escuridão e no frio da noite.
Aquele Menino, nascido da Virgem Maria, é a Palavra de Deus que Se fez carne; a Palavra que guiou o coração e os passos de Abraão rumo à terra prometida, e continua a atrair aqueles que confiam nas promessas de Deus; a Palavra que guiou os judeus no caminho desde a escravidão à liberdade, e continua a chamar os escravos de todos os tempos, incluindo os de hoje, para sairem das suas prisões. É Palavra mais luminosa do que o sol, encarnada num pequenino filho de homem, Jesus, luz do mundo.
Por isso, o profeta exclama: «O povo que andava nas trevas viu uma grande luz» (Is 9,1). É verdade que há trevas nos corações humanos, mas é maior a luz de Cristo; há trevas nas relações pessoais, familiares, sociais, mas é maior a luz de Cristo; há trevas nos conflitos económicos, geopolíticos e ecológicos, mas é maior a luz de Cristo.
Que Jesus Cristo seja luz para tantas crianças que padecem a guerra e os conflitos no Médio Oriente e em vários países do mundo; seja conforto para o amado povo sírio, ainda sem o fim à vista das hostilidades que dilaceraram o país nesta década; sacuda as consciências dos homens de boa vontade; inspire os governantes e a comunidade internacional, para encontrar soluções que garantam a segurança e a convivência pacífica dos povos da Região e ponham termo aos seus sofrimentos; seja sustentáculo para o povo libanês, para poder sair da crise atual e redescobrir a sua vocação de ser mensagem de liberdade e coexistência harmoniosa para todos.
Que o Senhor Jesus seja luz para a Terra Santa, onde Ele nasceu, Salvador do homem, e onde continua a expectativa de tantos que, apesar de cansados mas sem se perder de ânimo, aguardam dias de paz, segurança e prosperidade; seja consolação para o Iraque, atravessado por tensões sociais, e para o Iémen, provado por uma grave crise humanitária.
Que o Menino pequerrucho de Belém seja esperança para todo o continente americano, onde várias nações estão a atravessar um período de convulsões sociais e políticas; revigore o querido povo venezuelano, longamente provado por tensões políticas e sociais, e não lhe deixe faltar a ajuda de que precisa; abençoe os esforços de quantos se empenham em favorecer a justiça e a reconciliação e trabalham para superar as várias crises e as inúmeras formas de pobreza que ofendem a dignidade de cada pessoa.
Que o Redentor do mundo seja luz para a querida Ucrânia, que aspira por soluções concretas para uma paz duradoura.
Que o Senhor recém-nascido seja luz para os povos da África, onde perduram situações sociais e políticas que, frequentemente, obrigam as pessoas a emigrar, privando-as duma casa e duma família; haja paz para a população que vive nas regiões orientais da República Democrática do Congo, martirizada por conflitos persistentes; seja conforto para quantos padecem por causa das violências, calamidades naturais ou emergências sanitárias; dê consolação a todos os perseguidos por causa da sua fé religiosa, especialmente os missionários e os fiéis sequestrados, e para quantos são vítimas de ataques de grupos extremistas, sobretudo no Burkina Faso, Mali, Níger e Nigéria.
Que o Filho de Deus, descido do Céu à terra, seja defesa e amparo para todos aqueles que, por causa destas e outras injustiças, devem emigrar na esperança duma vida segura. É a injustiça que os obriga a atravessar desertos e mares, transformados em cemitérios; é a injustiça que os obriga a suportar abusos indescritíveis, escravidões de todo o género e torturas em campos de detenção desumanos; é a injustiça que os repele de lugares onde poderiam ter a esperança duma vida digna e lhes faz encontrar muros de indiferença.
Que o Emmanuel seja luz para toda a humanidade ferida. Enterneça o nosso coração frequentemente endurecido e egoísta e nos torne instrumentos do seu amor. Através dos nossos pobres rostos, dê o seu sorriso às crianças de todo o mundo: às crianças abandonadas e a quantas sofreram violências. Através das nossas frágeis mãos, vista os pobres que não têm nada para se cobrir, dê o pão aos famintos, cuide dos enfermos. Pela nossa frágil companhia, esteja próximo das pessoas idosas e de quantas vivem sozinhas, dos migrantes e dos marginalizados. Neste dia de festa, dê a todos a sua ternura e ilumine as trevas deste mundo.
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Assista:
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É Natal:

a festa do encontro e da alegria
“Eu vos anuncio uma grande alegria que o será para todo o povo: Hoje, na cidade de Davi, nasceu para vós um Salvador, que é o Cristo Senhor.” (Lc 2,10-11)
Celebramos a festa mais esperada e comemorada por povos e em nações de todo o mundo. Mesmo sendo um evento de motivação cristã, o Natal fala a pessoas e comunidades de diferentes crenças e credos, pois a mensagem do nascimento de Jesus sobrepõe-se aos limites das inúmeras confissões religiosas espalhadas pelo planeta. É para todos os homens de boa vontade, para todos que aspiram à paz e à convivência fraterna.
Do presépio da Matriz de São José - Paraisópolis - MG
O que o Natal tem a nos dizer mais uma vez hoje, o que tem a nos ensinar? O Deus Criador de todos e de tudo, que é essencialmente amor, quis e quer ser e estar próximo de cada homem, cada mulher, de todos nós. Quer encontrar-se com a humanidade toda para permanecer e caminhar conosco. Para isso, na ternura e simplicidade de uma pobre gruta dos arredores de Belém, um esquecido povoado da Judeia, assume o humano por inteiro, torna-se um de nós. Despoja-se da grandeza do “Único que é” e se faz uma frágil criança, um menino, que abraça a humanidade toda.
Em um mundo de desencontros, conflitos e guerras, o Natal é a festa da reconciliação, do encontro, da paz. Em uma sociedade, que, acima de tudo, valoriza o ter, o poder e apenas o que é prazeroso, o Natal se contrapõe com a valorização das dimensões do servir, do partilhar e do fazer o outro feliz, especialmente o pobre, o esquecido, o excluído da mesa da dignidade e da vida.
Jesus nasce para, em meio às alegrias e tristezas, conquistas e fracassos, luzes e sombras, caminhar conosco. Quer que sua proposta de “vida e vida em plenitude” (Cf. Jo 10,10) seja assumida por todos. Deseja que deixemos nosso comodismo para sair não apenas para as periferias geográficas, mas também, nas palavras do Papa Francisco, para as “periferias existenciais”, onde esperam nossa proximidade, afeto e solidariedade os sofridos no corpo, na alma e nos corações, os solitários, sem carinho, esperanças e perspectivas.
O Natal convida-nos a resgatar a beleza e a profundidade do nascimento do Filho de Deus. Festejar o Natal em sua essência é valorizar a vida no despojamento do que é acessório, na partilha do que somos e temos, na incessante busca do encontro com o outro, da redescoberta da dignidade e de valores esquecidos e da felicidade para todos.
E, providencialmente, as festividades natalinas veem nascer sete dias após, o Novo Ano, com expectativas e esperanças de renovação. O genuíno ensinamento do encontro de Deus com seus filhos e filhas transborda-se na geração do novo no tempo, para mais uma etapa de vida da humanidade, nas 365 páginas que somos chamados a escrever em 2015.
Que o Natal e o Ano Novo tenham o brilho da simplicidade e da ternura daquela distante e nostálgica noite na pequenina Belém! Que, nas famílias, corações e almas se encontrem e se abracem na generosidade da vida! Que famílias encontrem famílias e fortaleçam laços de amizade e carinho! Que povos e nações construam pontes de entendimento, concórdia e paz! Que a humanidade permanentemente se renove com a seiva do amor de Deus, que quer renascer no coração e na vida dos homens e das mulheres de nosso tempo! Que hoje e sempre se cante a “Glória de Deus nas alturas e paz na terra aos homens por Ele amados” (Lc 2,14).
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Luiz Gonzaga da Rosa
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