quarta-feira, 28 de agosto de 2019

Mês da Bíblia reforçará

o conhecimento da Sagrada Escritura

O mês de setembro se tornou referência para o estudo e a contemplação da Palavra de Deus, tornando-se em todo o Brasil, desde 1971, o Mês da Bíblia. Desde o Concílio Vaticano II, convocado em dezembro de 1961, pelo papa João XXIII, a Bíblia ocupou espaço privilegiado na família, nos círculos bíblicos, na catequese, nos grupos de reflexão, nas comunidades eclesiais.
Este ano, 2019, a Igreja no Brasil comemora o Mês da Bíblia, em sintonia com a Comissão Episcopal Pastoral para a Animação Bíblico-Catequética da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), dando continuidade ao ciclo do tema “Para que n’Ele nossos povos tenham vida”, propondo o estudo da Primeira Carta de João com destaque para o lema “Nós amamos porque Deus primeiro nos amou” (1Jo 4,19).
“Na realidade ainda não tinha sido contemplado este escrito, então se o objetivo do Mês da Bíblia é favorecer o conhecimento da Sagrada Escritura, era hora de colocar ante os olhos da nossa gente, do nosso povo também esse escrito tão bonito”, salientou o presidente da Comissão para a Animação Bíblico-Catequética da CNBB, dom José Antônio Peruzzo.
Dom Peruzzo explica que o texto foi redigido para uma comunidade mergulhada em muitas incertezas e interrogações. “Naquela época, eles se questionavam se eram mesmos amados por Deus e por Jesus Cristo, se eram eleitos. Havia muitas hostilidades no mundo circunstante, hostilidade aos cristãos e também tensões internas, então o texto foi escrito para dar respostas”, salienta o bispo.
Essas respostas, segundo dom Peruzzo, afirmam que somos sim amados por Deus e por Jesus Cristo. “Sempre perceberemos este amor se de fato crermos que Ele, Jesus Cristo é filho de Deus e participou de nossas histórias. Se o acolhermos como ele foi revelado, como ele se apresentou e se entre nós vive a fraternidade e o amor, daí a ênfase na fraternidade, no perdão, no convívio salutar, tudo por causa de Deus e quem o revelou: Jesus Cristo”, aponta.
Ainda de acordo com dom Peruzzo convencionou-se que o Mês da Bíblia fosse comemorado em setembro, e na ocasião, a Igreja sempre propõe um livro para ser estudado, como é o caso do deste ano. “A proposta é que ao longo do tempo e a cada ano conhecendo, estudando, orando, lendo cada vez um destes livros, o discipulado tenha crescido a familiaridade com a Palavra”, finaliza o bispo.
Texto-base
Texto-base
No texto-base para o Mês da Bíblia, lançado pela Editora CNBB, logo em suas primeiras páginas são dadas algumas orientações básicas sobre a Primeira Carta de João, importantes para situá-la em seu contexto histórico, literário e teológico. À medida que o leitor avança poderá encontrar informações básicas referentes ao gênero literário, ao autor e aos interlocutores, aos temas teológicos principais, à época e ao lugar de composição da Carta.
Nos capítulos seguintes, o autor busca fazer uma exposição passo a passo. O subsídio já está à venda e pode ser adquirido no site da Edições CNBB: www.edicoescnbb.com.br
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                                                                                                                    Fonte: cnbb.org.br

terça-feira, 27 de agosto de 2019

Papa a jovens do Paraguai:

Abracem Jesus e sejam amigos
Francisco enviou uma mensagem por ocasião dos trabalhos de conclusão do Triênio da Juventude que terminou no domingo (25), em Assunção. O Pontífice encorajou “a abraçar Jesus Cristo” e a serem amigos para que “permaneçam n'Ele e possam dar muitos frutos” – como bem indicava o tema deste ano.
Cidade do Vaticano - O Papa Francisco enviou uma mensagem aos quase 600 jovens do Triênio da Juventude que terminou domingo (25), em Assunção, no Paraguai. A carta do Pontífice assinada pelo secretário de Estado, o Card. Pietro Parolin, foi lida ao final da missa de conclusão do encontro.
O bispo de São Pedro e responsável pela Pastoral Juvenil, Dom Pierre Jubinville, foi quem leu o texto em que o Papa encorajava os jovens “a abraçar Jesus Cristo” que os chamou a serem “seus amigos” para que “permaneçam nEle e possam dar muitos frutos” – como bem indicava o tema deste ano de Triênio, ao incentivar a realização de ações social, pastoral e missionária em favor da juventude.
Ao mesmo tempo, Francisco exortou a juventude “a escutar a voz do Senhor” que envia os jovens, “individualmente e como comunidade”, a serem “discípulos missionários, testemunhas da Boa Nova da salvação entre os mais pobres”. O Papa finalizou a mensagem invocando “a intercessão materna” de Nossa Senhora de Caacupé, conhecida como “Virgem Azul do Paraguai”, a padroeira do país.
O Triênio da Juventude do Paraguai
2019 foi o marco do último ano do Triênio da Juventude que começou em 2017, no Paraguai, para dar prioridade à animação pastoral dos jovens através da experiência de Cristo. De fato, todos foram  chamados a se conectar profundamente a Ele através do lema: “Abraçar-se a Jesus Cristo”.
No evento de conclusão, de 23 a 25 de agosto, em Assunção, o Fórum Nacional dos Jovens reuniu centenas de jovens representantes das dioceses e dos Vicariatos Apostólicos do Paraguai, das menores comunidades até as maiores paróquias, movimentos, congregações religiosas, serviços e grupos.
O Triênio, porém, promoveu durante os últimos anos momentos de escuta, de testemunhos e laboratórios dedicados à centralidade da fé e aos argumentos mais sensíveis aos jovens em nível eclesial e social no país. Além disso, os jovens puderam receber formação integral para contribuir de forma dinâmica e alegre com a Igreja e com a sociedade, favorecendo, assim, uma participação aberta, servidora, missionária e transformadora.
Fazendo “uma bagunça do bem”
Segundo Dom Pierre, os trabalhos do Triênio foram sempre motivados pelo discurso do Papa Francisco aos jovens feito em julho de 2015, às margens do Rio Costanera, em Assunção, durante a viagem apostólica do Pontífice ao Equador, Bolívia e Paraguai:
“Façam bagunça! Mas também ajudem a arrumar e organizar a bagunça que vocês fazem. Duas coisas: façam bagunça e organizem-na bem. Uma bagunça que nos dê um coração livre, uma bagunça que nos dê solidariedade, uma bagunça que nos dê esperança, uma bagunça que nasça de ter conhecido Jesus e de saber que Deus, a quem conheci, é a minha fortaleza. Essa é a bagunça que devem fazer.”
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                                                                                                               Fonte: vaticannews.va

Bispos de toda Amazônia Brasileira

se encontram em Belém para preparação final ao Sínodo
A Arquidiocese de Belém recebe nos próximos dias 28 a 30 de agosto os bispos de toda a Amazônia Brasileira. Organizado pela Comissão Episcopal Especial para a Amazônia (CEA), com apoio da Rede Eclesial Pan-Amazônica (REPAM-Brasil), a proposta do encontro, que será realizado no Centro de Espiritualidade Monte Tabor, da Arquidiocese de Belém, é o estudo do Documento de Trabalho do Sínodo, bem como partilha das experiências das escutas e da caminhada do processo sinodal nas dioceses e prelazias da Amazônia.
O arcebispo de Belo Horizonte (MG) e presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), dom Walmor Oliveira de Azevedo, participa do encontro. Sobre o Documento de Trabalho do Sínodo, que será objeto da reflexão dos bispos, dom Walmor ressaltou que há uma leitura antropológica muito pertinente rumo à perspectiva da ecologia integral. O presidente da CNBB reforçou que o maior desafio, ainda nesta fase de preparação, é reforçar a leitura teológica uma vez que a tarefa principal da Igreja é a evangelização e o anúncio de Jesus Cristo.
“Enfrentaremos estes desafios e o faremos do melhor modo possível para que o Sínodo, atividade que está em profunda sintonia com o coração do papa Francisco, represente uma grande contribuição para a Amazônia, para a Igreja no Brasil e no mundo”, disse.
Coordenado pelo cardeal Cláudio Hummes, presidente da CEA e da REPAM, e relator do Sínodo para a Amazônia, o encontro contará com a participação de todos os bispos titulares e auxiliares das 56 dioceses e prelazias da Amazônia Brasileira. Participam, também, leigas, leigos e religiosos, lideranças dos 6 regionais da CNBB que compõem a região, para contribuir com as vozes das realidades e na interlocução com os bispos.
Dom David Martinez de Aguirre Guiné, bispo de Puerto Maldonado, no Peru, e Padre Michael Czerny, subsecretário da Seção Migrantes e Refugiados para o Serviço de Desenvolvimento Integral Humano, nomeados secretários do Sínodo para a Amazônia, estarão presentes no encontro de estudo. Além deles, Cristiane Murray, da secretaria do Sínodo e vice-diretora da Sala de Imprensa da Santa Sé, também participará. Alfredo Ferro, de Letícia, na Colômbia, da equipe de assessores da REPAM internacional e assessores da REPAM-Brasil auxiliam na realização do encontro. Essa é a última atividade antes do Sínodo, em outubro, que reunirá todos os bispos da Amazônia brasileira, bispos de outros países cujo território encontra-se parte do  bioma e bispos do mundo todo.
Sínodo para a Amazônia
O Sínodo para Amazônia é uma resposta do papa Francisco à realidade da Pan-Amazônia. De acordo com Francisco, “o objetivo principal desta convocação é identificar novos caminhos para a evangelização daquela porção do Povo de Deus, especialmente dos indígenas, frequentemente esquecidos e sem perspectivas de um futuro sereno, também por causa da crise da Floresta Amazônica, pulmão de capital importância para nosso planeta. Que os novos Santos intercedam por este evento eclesial para que, no respeito da beleza da Criação, todos os povos da terra louvem a Deus, Senhor do universo, e por Ele iluminados, percorram caminhos de justiça e de paz”.  O Sínodo será realizado no Vaticano entre os dias 6 e 27 de outubro deste ano.
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                                                      Fonte: cnbb.org.br       Com informações da Repam-Brasil

segunda-feira, 26 de agosto de 2019

Papa Francisco:

Há um oceano oculto de bem
que nos faz esperar por um mundo de paz
Numa declaração, o diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé, Matteo Bruni, expressa a satisfação do Pontífice pelo nascimento do Comitê Superior para perseguir os objetivos contidos no Documento sobre a Fraternidade Humana para a paz mundial e a convivência comum.
                 Papa Francisco e o Grão Imame de Al-Azhar, Ahmad al-Tayyib, durante a assinatura do Documento sobre a Fraternidade Humana  (Vatican Media)
Cidade do Vaticano - O diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé, Matteo Bruni, divulgou uma declaração, nesta segunda-feira (26/08), “a propósito da recente criação do Comitê Superior para se alcançar os objetivos contidos no Documento sobre a Fraternidade Humana em prol da paz mundial e da convivência comum”.
O documento foi assinado, em fevereiro passado, pelo Grão Imame de Al-Azhar e o Papa Francisco, durante sua viagem apostólica aos Emirados Árabes Unidos.  
Segundo a nota do diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé, o Pontífice recebeu com alegria a notícia da iniciativa e observou: «Embora muitas vezes, infelizmente, seja o mal, o ódio, a divisão a fazer notícia, há um oceano oculto de bem que cresce e nos faz esperar no diálogo, no conhecimento mútuo, na possibilidade de construir juntos com os fiéis de outras religiões e com todos os homens e mulheres de boa vontade, um mundo de fraternidade e de paz».
“O Santo Padre encoraja o trabalho do Comitê para a divulgação do Documento, agradece aos Emirados Árabes Unidos o empenho concreto a favor da fraternidade humana e almeja que se possam multiplicar no mundo iniciativas similares”, conclui Matteo Bruni.
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                                                                                                               Fonte: vaticannews.va

domingo, 25 de agosto de 2019

Papa no Angelus:

A salvação é para todos,
mas requer esforço e perseverança na fé
Na manhã deste domingo (25), antes da Oração Mariana do Angelus, o Papa comentou o Evangelho do dia e convidou os cristãos a ter uma vida coerente: aproximar-se de Jesus e dos Sacramentos, como também ir à igreja. Isso porque, disse Francisco, para entrar no Paraíso é preciso passar por uma ‘porta estreita’, aquela da fé, aberta a todos, mas que exige uma dedicação pelo bem e pelo próximo, contra o mal e a injustiça.
Cidade do Vaticano - Os milhares de peregrinos que acompanharam a Oração Mariana do Angelus com o Papa Francisco neste domingo (25), na Praça São Pedro ou ao redor do mundo, viram a preocupação do Pontífice em relação aos incêndios na Amazônia, mas também meditaram sobre o Evangelho de hoje (cfr Lc 13,22-30). 
O trecho de São Lucas “apresenta Jesus que passa ensinando pelas cidades e povoados, até Jerusalém, onde sabe que deve morrer na cruz para a salvação de todos os homens”. Nesse contexto, alguém perguntou a Ele se era verdade que poucos se salvariam, uma questão muito debatida naquele período, devido às diversas maneiras de interpretação das Escrituras. E Jesus respondeu, convidando “a usar bem o tempo presente” e fazendo “todo esforço possível para entrar pela porta estreita”.
“Com essas palavras, Jesus mostra que não é questão de número, não existe o “número fechado” no Paraíso! Mas se trata de atravessar, desde já, a passagem certa, e essa passagem certa é para todos, mas é estreita.”
"Esse é o problema. Jesus não quer nos iludir, dizendo: “Sim, fiquem tranquilos, é fácil, existe uma bonita estrada e, lá no final, um grande portão...”. Não fala isso: nos fala da porta estreita. Nos diz as coisas como são: a passagem é estreita. Em que sentido? No sentido que, para se salvar, é preciso amar a Deus e ao próximo, e isso não é confortável! É uma “porta estreita” porque é exigente, o amor é exigente sempre, requer empenho, ou melhor, “esforço”, isto é, uma vontade decidida e perseverante de viver segundo o Evangelho. São Paulo chama isso de “o bom combate da fé” (1Tm 6,12). É preciso o esforço de todos os dias, de cada dia para mar Deus e o próximo."
O chamado à vida coerente e próxima a Jesus
Jesus usa de uma parábola para se explicar melhor e para insistir em fazer o bem nesta vida, independente do título e do cargo que exerce:
“O Senhor vai nos reconhecer não pelos nossos títulos. ‘Mas olha, Senhor, que eu participava daquela associação, que eu era amigo de tal monsenhor, de tal cardeal, de tal padre...’. Não, os títulos não contam, não contam. O Senhor vai nos reconhecer somente por uma vida humilde, uma vida boa, uma vida de fé que se traduz nas obras.”
O Papa, então, continua motivando e nos conduzindo para esse percurso diário.
"Para nós, cristãos, isso significa que somos chamados a instaurar uma verdadeira comunhão com Jesus, rezando, indo na igreja, nos aproximando dos Sacramentos e nos nutrindo da sua Palavra. Isso nos mantêm na fé, nutre a nossa esperança, reaviva a caridade. E, assim, com a graça de Deus, podemos e devemos dedicar a nossa vida pelo bem dos irmãos, lutar contra qualquer forma de mal e de injustiça."
Maria, Porta do céu
Ao finalizar, o Papa diz que a primeira pessoa a nos ajudar nessa dedicação pelo bem é a Nossa Senhora:
“Ela atravessou a porta estreita que é Jesus, o acolheu com todo o coração e o seguiu todo todos os dias da sua vida, inclusive quando não entendia, inclusive quando uma espada perfurava a sua alma. Por isso a invocamos como “Porta do céu”: Maria, Porta do céu; uma porta que reflete exatamente a forma de Jesus: a porta do coração de Deus, coração exigente, mas aberto a todos nós.”
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Assista:
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Papa faz apelo pela Amazônia:
Controlar os incêndios o quanto antes
A preocupação de Francisco em relação aos incêndios que têm ferido a Amazônia foi manifestada depois da oração mariana do Angelus neste domingo (25). A voz do Papa se une àquela dos bispos da América Latina que também demonstraram tristeza e, através de apelos públicos, pediram medidas urgentes em defesa da Amazônia.
“Estamos todos preocupados com os grandes incêndios que se desenvolveram na Amazônia. Oremos para que, com o empenho de todos, sejam controlados o quanto antes. Aquele pulmão de florestas é vital para o nosso planeta.”
O apelo do Papa Francisco veio neste domingo (25), depois da oração mariana do Angelus na Praça São Pedro. Depois de chefes de Estado da América e da Europa, e dos bispos das Conferências Episcopais da América Latina se manifestarem a respeito dos incêndios que vêm devastando a região amazônica, o Pontífice também demonstrou a sua preocupação com aquele que é “o pulmão de florestas vital para o planeta”.
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                                                                                                               Fonte: vaticannews.va

sábado, 24 de agosto de 2019

Reflexão para o

21º Domingo do Tempo Comum
Na reflexão do Pe. Cesar Augusto dos Santos sobre a Liturgia do XXI Domingo do Tempo Comum: ao caminhar para Jerusalém, Jesus anuncia o Reino do Céu. Caminhar para a Cidade Santa supõe maturidade, sair de si e voltar-se para o outro.
No Evangelho, Jesus anuncia o Reino do Céu a todos os seres humanos.
Ele o anuncia através de sua caminhada para Jerusalém, caminhada não apenas no sentido geográfico, mas principalmente no sentido teológico. Para nós é a caminhada para a salvação. Por isso ela começa com a pergunta sobre se são muitos ou são poucos os que se salvam.
Jesus não a responde, mas fala que a salvação depende do compromisso radical com o projeto do Pai, a prática da justiça.
Muitos pensam em entrar no Reino apenas pertencendo à Igreja pelo batismo, fazendo parte de alguma associação, tendo títulos religiosos honoríficos, mas tudo isso para Jesus diz pouco ou nada.
É necessário não praticar injustiças, não ser conivente com elas, não ser omisso, mas comprometer-se, radicalmente, com a prática da justiça e sentir-se pequeno, não contando com suas obras, suas práticas religiosas, mas contando apenas com a misericórdia divina.
Na segunda leitura, o autor da Carta ao Hebreus nos incentiva à perseverança por causa das lutas travadas para serem todos fiéis ao projeto de Deus. O grande incentivo e modelo de perseverança é Cristo Crucificado. Mais ainda, seu autor diz que o sofrimento ajuda os cristãos a alcançar a maturidade da fé.
Se Deus permite que soframos, é porque não somos estranhos a Ele, mas filhos queridos. Ele deseja nossa perfeição. Não é Ele que nos envia sofrimentos. Doenças e aflições não procedem de Deus, mas da circunstâncias da vida e, às vezes, da maldade dos homens.
Não existe um número de eleitos, de chamados à salvação. O que existe é um apelo permanente à conversão. Para o cristão, o sofrimento não deverá deprimir, mas fazer crescer em nós frutos de paz e de justiça.
Estamos dispostos a entrar pela porta estreita da desinstalação e do compromisso com os marginalizados? Abrimos a porta de nosso coração para que também ela deixe de ser estreita e se torne ampla?
Muitas vezes lutar pela justiça, desinstalar-se pode levar o cristão à porta estreita, mas será exatamente essa atitude que irá abrir as portas do coração, e isso poderá fazer sofrer, poderá fazer doer!
Desinstalar-se, lutar pelo direito e pela justiça faz sofrer porque nos coloca em luta contra o egoísmo de outros e também nossos, lutar nos tira do comodismo, nos desinstala.
Caminhar para Jerusalém supõe maturidade, supõe sair de si e estar voltado para o outro.
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Padrinhos e madrinhas dos seminaristas

participaram de encontro neste sábado em Pouso Alegre



A missão dos padrinhos e madrinhas de oração pelos padres e seminaristas tem seu foco principal no acompanhamento espiritual de seus afilhados. Devem rezar sempre pelos sacerdotes para que sejam fiéis ao chamado do Senhor e se realizem no ministério que abraçaram e pelos seminaristas para que neste tempo de discernimento abram sua mente e coração para a descoberta da vontade de Deus.
Periodicamente os grupos paroquiais, setoriais e diocesanos reúnem-se para momentos de espiritualidade e formação. Em certas ocasiões se confraternizam em encontros com um número maior de padres e seminaristas.
É de João Paulo II a seguinte afirmação: “toda vocação cristã vem de Deus, é dom divino”. Padrinhos e madrinhas de oração devem incentivar as vocações, apoiar os sacerdotes e seminaristas, pois “todos os membros da Igreja, sem  exceção de ninguém, tem a graça e a responsabilidade do cuidado pelas vocações”, acrescenta o saudoso pontífice, hoje São João Paulo II.
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Momentos 










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