quarta-feira, 4 de agosto de 2021

A Igreja comemora hoje

 São João Vianney – Patrono dos Sacerdotes

O dia de hoje é dedicado pela Igreja a São João Maria Vianney, conhecido como Cura D'Ars.  Ars era uma pequena aldeia da França, onde o padre João Vianney se tornou cura (pároco).
São João Maria Vianney
João Maria Vianney nasceu em Dardilly em 1786. De família simples e de muita fé, desde de cedo manifestou o desejo de se tornar padre. Dedicava grande amor a Jesus Cristo e era devoto de Nossa Senhora. Sua trajetória rumo ao sacerdócio foi penosa. Aprendeu a ler e escrever já com dezoito anos e apresentava dificuldades nos estudos, especialmente no aprendizado da língua latina, de filosofia e teologia.
Com a ajuda de um amigo padre, conseguiu realizar seu sonho, tornou-se presbítero, e foi nomeado pároco de Ars. Seu exemplo e pregação mudaram as características do lugarejo. De uma realidade distante dos valores do evangelho, o pequeno povoado transformou-se em um local abençoado. Para lá dirigiam-se peregrinos para confessar-se com o santo sacerdote. Foram quatro décadas de pastoreio. Chegava a permanecer dezoito no atendimento de confissões.
Viveu santamente 73 anos dedicados a Deus, aos fiéis que o procuravam e à conversão das ovelhas desgarradas do rebanho de Cristo.Devido às virtudes que marcaram toda a sua vida, foi declarado santo pela Igreja, e pela fidelidade ao sacerdócio, foi proclamado patrono dos sacerdotes. Por essa razão, 4 de agosto é também o Dia do Padre.
Nossas homenagens a todos os sacerdotes, especialmente aos nascidos em nossa terra, aos que dedicaram parte de sua vida à nossa paróquia e aos padres que assistem os fiéis da Paróquia São José: Leandro Carvalho (pároco) e Inácio Pires, (vigário), José Raimundo (residente) e Côn. Braz (pároco emérito)!
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Dia do Padre

“De fato todo sumo sacerdote é tomado do meio do povo e representa o povo nas suas relações com Deus"

Iniciamos este mês de agosto instituído desde 1981, pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), como o mês Vocacional, onde é dedicado todos os dias deste mês à oração, reflexão e ações das comunidades direcionado aos temas vocacionais.

Dom Eurico
Nesta primeira semana, dedicamos nossas orações para a Vocação do Ministério Ordenado: diáconos, padres e bispos. Com a Páscoa Dominical, do primeiro domingo de Agosto, sendo o ápice para a dedicação para o Ministério Ordenado e, também, no dia 04 de agosto que comemora-se a memória de São João Maria Vianney, padroeiro dos párocos e exemplo de vida sacerdotal.

As nossas orações aos nossos queridos sacerdotes é a certeza da continuação permanente do Cristo no meio de nós, afinal, “o Sacerdote é o amor do Coração de Jesus. Quando virdes o padre, pensai em Nosso Senhor Jesus Cristo” (São João Maria Vianney). Além disto, o Padre é o único que, através das suas mãos ungidas, é capaz de transubstanciar o pão e o vinho, no próprio Corpo e Sangue de Nosso Senhor Jesus Cristo; “carrega consigo a autoridade de Jesus para conceder o perdão aos pecadores arrependidos, transformando o seu coração na própria Porta Santa que acolhe a todos, sem exceção” (Padre José Luis Queimado, C.Ss.R.).

“Ao celebrarmos o dia do Padre, queremos pedir ao Senhor que ilumine a todos os padres do mundo inteiro, pois, a nossa missão é em primeiro lugar: ser portador do Cristo e assim levar Cristo para todos as pessoas” (SER Cardeal Dom Orani João Tempesta, O.Cist).

Rezemos por todos os presbíteros! Neste dia eu irei rezar por todos os padres que eu ordenei e que tanto bem fazem na Igreja. Que todos os fiéis nunca se esqueçam de rezar pelos padres de sua Paróquia e que passaram por sua vida. E, porventura, se o padre que o batizou, assistiu o seu casamento ou receberam benefícios espirituais reze por ele ou por eles. E se já estiverem no céu rezem pelo seu eterno descanso. Nunca esqueçamos dos padres falecidos que passaram por nossas vidas! Deus abençoe a todos os sacerdotes!

                                    Dom Eurico Santos Veloso - Arcebispo emérito de Juiz de Fora (MG)

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                                                                                                                   Fonte: cnbbleste2.org.br

terça-feira, 3 de agosto de 2021

As 365 audiências gerais de Francisco:

 a alegria de encontrar Jesus

Após a pausa de julho, o Papa retoma seus encontros de quarta-feira com os fiéis. Neste ciclo de catequeses, comenta a Carta aos Gálatas na qual São Paulo indica o primado da graça sobre a lei, o caminho libertador e sempre novo de Jesus Crucificado e Ressuscitado.

Nesta quarta-feira, 4 de agosto, o Papa retomará as audiências gerais na Sala Paulo VI após a pausa de julho. Em quase oito anos e meio de seu pontificado, Francisco realizou 365 audiências, como relatado no site oficial do Vaticano, vatican.va, que também inclui as audiências jubilares de sábado por ocasião do Ano Santo da Misericórdia.

O centro do Evangelho é Jesus que morreu e ressuscitou por nós

Praticamente um ano inteiro de catequeses, simples e profundas, destinadas a propor, como lemos na Evangelii gaudium, aquele "frescor original do Evangelho" (EG 11) que enche de alegria o coração e a vida daqueles que encontram Jesus. No centro está "a beleza do amor salvífico de Deus manifestado em Jesus Cristo que morreu e ressuscitou" para nossa salvação (EG 36): é da alegria de sentir-se amado, perdoado e salvo que nasce a evangelização.

As catequeses de Francisco

Dezessete ciclos temáticos foram realizados até o momento. O primeiro retomou as reflexões de Bento XVI sobre o Credo para o Ano da Fé (25 catequeses). Estes são os outros temas: os Sacramentos (9), os Dons do Espírito Santo (7), a Igreja (15), a Família (36), a Misericórdia, por ocasião do Jubileu (49), a Esperança Cristã (38), a Santa Missa (15), o Batismo (6), a Confirmação (3), os Mandamentos (17), a Oração do Pai Nosso (16), os Atos dos Apóstolos (20), as Bem-aventuranças (9), a Oração (38), o ciclo dedicado ao tema da pandemia, intitulado "Curar o mundo" (9) e o último ciclo iniciado em junho passado sobre a Carta aos Gálatas (2 catequeses até agora). Depois, há as audiências gerais focalizadas em temas específicos, como, por exemplo, os tempos litúrgicos fortes ou as viagens apostólicas.

Na Igreja há filhos de Deus, não batedores livres

Em sua catequese sobre o Credo, Francisco reitera que a Ressurreição de Jesus é o coração de nossa esperança: é esta fé que abre a vida ao futuro eterno de Deus, à plena felicidade, à certeza de que o mal e a morte serão derrotados. Com relação aos Sacramentos, ele recorda com força que não são ritos formais, mas sinais eficazes da graça que, acolhida, muda a vida, unindo-nos no amor a Deus e aos nossos irmãos. O Espírito Santo nos imerge neste amor com seus dons, tornando-nos Igreja: não "batedores livres" que usam o método "faça você mesmo", mas filhos de Deus que é Pai e quis formar um povo unido e abençoado por seu amor.

Deus gosta de perdoar

Em suas reflexões sobre a família, Francisco consegue entrar de forma viva e concreta nas realidades familiares da vida cotidiana, lembrando as verdades fundamentais sobre o matrimônio, mas permanecendo sempre atento às situações de fragilidade e às famílias feridas. O conteúdo essencial do Evangelho", afirma, "é Jesus, Misericórdia feita carne". Deus gosta de perdoar seus filhos, para que eles também possam, por sua vez, perdoar seus irmãos. É esta confiança na Divina Misericórdia a fonte da esperança cristã, que nos faz sentir que Deus nunca nos abandona. E na Eucaristia, Jesus derrama toda sua misericórdia sobre nós, para renovar nosso coração e colocá-lo em comunhão com os outros.

O poder da oração

Falando dos Mandamentos, afirma que a vida nova do cristão não é o esforço titânico para ser coerente com uma norma, mas é a abertura do coração ao Espírito Santo que nos doa uma dupla alegria: a de sermos amados por Deus e de amar o próximo. Tirar proveito deste amor é a tarefa da oração, na qual Francisco se detém muito: o primeiro passo para rezar - disse - é ser humilde e nos reconhecermos pecadores, é compreender que todos os dias devemos aprender a rezar, porque sem a força do Espírito não somos capazes de fazê-lo.

O estilo das Bem-aventuranças

No ciclo sobre os Atos dos Apóstolos, Francisco mostra quanto podem fazer os missionários que se abrem sem medo à ação do Espírito, dando razão à esperança cristã como amigos e irmãos, e não como inimigos que apontam o dedo e condenam. Trata-se de homens e mulheres que seguem Jesus com o estilo manso e humilde das Bem-aventuranças. Trata-se de curar um mundo ferido, disse o Papa em sua catequese sobre a pandemia.

A liberdade cristã

No último ciclo, que acaba de iniciar, dedicado à Carta de São Paulo aos Gálatas, o Papa aborda o tema da novidade trazida pelo Evangelho diante daqueles que ainda hoje, acreditando serem os verdadeiros "guardiões da verdade", são tentados a se fecharem em certezas adquiridas em tradições passadas. Os Gálatas propunham a observância da lei mosaica. São Paulo, por outro lado, indica o primado da graça sobre a lei, "o caminho libertador e sempre novo de Jesus Crucificado e Ressuscitado; é o caminho do anúncio, que se realiza através da humildade e da fraternidade", é um "caminho manso e obediente" que "vai adiante na certeza de que o Espírito Santo opera em cada época da Igreja" e "muda os corações, muda a vida, nos faz ver novos caminhos".

                                                                                                                       Sergio Centofanti

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                                                                                                             Fonte: vaticannews.va

Papa Francisco:

reformar a Igreja
a partir de nós mesmos com oração, caridade e serviço

Francisco, no vídeo de intenção de oração para o mês de agosto, aprofunda o tema da própria vocação da Igreja, a de evangelizar, e da necessidade de uma reforma que deve começar por “nós mesmos”, através da oração, da caridade e do serviço. O Pontífice nos convida a rezar pela Igreja, pela sua transformação à luz do Evangelho e com experiências práticas como a do próprio Pe. Renato Chiera, missionário italiano que salvou mais de 100 mil vidas no Rio de Janeiro.

“A vocação própria da Igreja é evangelizar, e isso não é fazer proselitismo. A vocação é evangelizar e, mais, a identidade da Igreja é evangelizar.”

Assim o Papa começa o vídeo de intenção de oração para o mês de agosto sobre a vocação da Igreja, que é a de evangelizar. Francisco nos convida a ajudar nesse processo de transformação, partindo de uma reforma de “nós mesmos” com experiências de oração, caridade e serviço. As próprias imagens do vídeo descrevem na prática esse caminho a ser percorrido ao mostrar, por exemplo, a figura do Padre Renato Chiera, missionário italiano que salvou mais de 100 mil vidas durante quase 35 anos junto à Casa do Menor no Rio de Janeiro que acolhe “as crianças não amadas do Brasil”.

Reformar a Igreja a partir de nós mesmos

“A nossa própria reforma como pessoas, essa é a transformação. Deixar que o Espírito Santo, que é o dom de Deus nos nossos corações, nos lembre do que Jesus ensinou e nos ajude a colocá-lo em prática. Vamos começar a reformar a Igreja com a reforma de nós mesmos. Sem ideias pré-fabricadas, sem preconceitos ideológicos, sem rigidez, mas avançando a partir de uma experiência espiritual, uma experiência de oração, uma experiência de caridade, uma experiência de serviço. Sonho com uma opção ainda mais missionária, que vá ao encontro do outro sem fazer proselitismo e que transforme todas as suas estruturas para a evangelização do mundo de hoje.”

Para realizar o sonho do Pontífice de uma experiência ainda mais missionária, como explicou na Exortação Apostólica Evangelii Gaudium, “cada cristão e cada comunidade deve discernir qual é o caminho que o Senhor lhe pede, mas todos somos convidados a aceitar este chamado: sair da nossa própria comodidade e ousar chegar a todas as periferias que precisam da luz do Evangelho”. O primeiro passo é avançar nesse sentido, como nos pede o Papa, deixando-nos guiar pelo Espírito Santo para que “nos lembre do que Jesus ensinou e nos ajude a colocá-lo em prática”.

O Vídeo do Papa, publicado nesta terça-feira (3) com a intenção de oração que Francisco confia à Igreja Católica por meio da Rede Mundial de Oração do Papa, acaba por fazer, então, uma profunda reflexão sobre a situação da Igreja, sua vocação e identidade, chamando a renová-la “a partir do discernimento da vontade de Deus na nossa vida diária”. Para Francisco, em tempos de crise e dificuldades, a Igreja precisa de uma reforma que deve começar pela “reforma de nós mesmos” e “à luz do Evangelho”.

Há poucos meses, foi tornada pública a carta com a qual Francisco rejeitou a renúncia oferecida pelo cardeal Marx. Nela, ele não só concordou que "toda a Igreja está em crise por causa do problema dos abusos", mas também encorajou o cardeal a continuar seu trabalho como pastor e enfatizou que "a reforma não consiste em palavras, mas em atitudes que tenham a coragem de se colocar em crise, de assumir a realidade seja qual for a consequência. E toda reforma começa por si mesmo. A reforma da Igreja foi feita por homens e mulheres que não temeram entrar em crise e se deixar reformar pelo Senhor”.

Rezar pela Igreja

O Pe. Frédéric Fornos, diretor internacional da Rede Mundial de Oração do Papa, comentou que, “já no final do ano passado, alguns dias antes do Natal, Francisco queria desenvolver o tema da diferença entre conflito e crise, para deixar claro que de uma crise pode sair algo positivo. É um momento propício para o Evangelho e a reforma da Igreja. Como diz o Santo Padre: ‘Devemos ter a coragem de estar prontos para tudo; devemos deixar de pensar na reforma da Igreja como um remendo em uma roupa velha.' Diante da crise, a primeira coisa que podemos fazer é aceitá-la, como um momento propício para buscar e reconhecer a vontade de Deus. Isso significa não se cansar de rezar, como insiste o Papa; não cansar de seguir o exemplo de Jesus no serviço, na caridade, no encontro com o outro, com quem sofre, com os mais vulneráveis ​​e com quem mais precisa. 'O caminho sempre tem a ver com verbos de movimento. A crise é movimento, é parte do caminho', disse o Papa também", finaliza, então, o diretor internacional. E Francisco encerra o vídeo assim:

“Recordemos que a Igreja sempre tem dificuldades, sempre tem crises, porque está viva. As coisas vivas entram em crise. Só os mortos não entram em crise. Rezemos pela Igreja, para que receba do Espírito Santo a graça e a força de se reformar à luz do Evangelho.”

                                                                                                                         Andressa Collet

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                                                                                                             Fonte: vaticannews.va

segunda-feira, 2 de agosto de 2021

Mês Vocacional 2021:

primeira semana de agosto
é dedicada aos ministérios ordenados

Com o tema: “Cristo nos salva e nos envia” e o lema é “Quem escuta a minha palavra possui a vida eterna” (cf. Jo 5,24), a Igreja no Brasil celebra durante o mês de agosto, o Mês Vocacional que é um tempo dedicado à oração, reflexão e ação nas comunidades com foco nas vocações. O tema deste ano vem da Exortação Apostólica Pós-Sinodal, Christus Vivit (Cristo vive), do Papa Francisco.


Cada domingo do mês é dedicado à celebração de uma vocação específica – sacerdócio e os ministérios ordenados; família; vida consagrada, e a vocação dos cristãos leigos e leigas – aqueles que dedicam suas vidas para os serviços pastorais e missionários.

A primeira semana de agosto é dedicada aos ministérios ordenados – as vocações dos diáconos, presbíteros e bispos que tem a missão de servir a comunidade, a exemplo de Jesus Bom Pastor.

Para celebrar essas vocações que testemunham o serviço do próprio Senhor “que não veio para ser servido mas para servir e dar a sua vida em resgate de muitos” (Mt 20,28),  a Pascom Brasil, vinculada a Comissão Episcopal Pastoral para a Comunicação da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), bateu um papo o padre Zezinho, que no mês de junho completou 80 anos.

Padre Zezinho

São mais de 50 anos de sacerdócio, mais de 3000 composições, 140 livros, além de artigos e entrevistas. Padre Zezinho conversou com o coordenador geral da Pascom Brasil, Marcus Tullius, e falou sobre desafios do ministério ordenado em nosso tempo.

“Eu sou fruto de uma Igreja que mudava e continua mudando. Eu sou padre de uma Igreja em mudança. Ela não volta atrás, tem muito que mudar ainda”, diz padre Zezinho.

O Mês Vocacional foi instituído em 1981 durante a 19ª Assembleia Geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). O objetivo era conscientizar as comunidades da responsabilidade no processo vocacional.

Veja a entrevista completa:

Hora Vocacional

O subsídio que animará o Mês Vocacional de 2021 foi construído a várias mãos, envolvendo os organismos que compõem a Comissão Episcopal Pastoral para os Ministérios Ordenados e a Vida Consagrada da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), bem como outras Comissões da CNBB.  Oferecendo uma riqueza de celebrações, o subsídio leva o nome de “Hora Vocacional”, ou seja, momento orante de escuta da Palavra de Deus, leitura, meditação e contemplação rumo à práxis vocacional.

São seis roteiros de Leituras Orantes e cinco Rodas de Conversa, com temas relacionados às vocações específicas – cristãos leigos e leigas, família, catequistas, missão, vida consagrada, ministério ordenado, animação vocacional da juventude. Além disso, o subsídio oferece uma proposta de Terço Vocacional e uma Vigília Vocacional. No fim, uma reflexão a partir da mensagem do papa Francisco para o Dia Mundial de Oração pelas Vocações de 2021, cujo tema foi “São José: o sonho da vocação”.

O Hora Vocacional está a venda no site da Editora da CNBB, a Edições CNBB, em versão digital e impressa.

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Papa aos jovens de Medjugorje:

seguir Cristo é a verdadeira alegria

A mensagem de Francisco chega aos jovens reunidos na Mladifest, um encontro anual internacional de oração que se realiza de 1° a 6 de agosto na cidade da Bósnia-Herzegóvina. Confiando-os ao modelo de Maria e seu "Eis-me aqui", o Papa os convida a acreditar na plenitude e na verdadeira felicidade que a entrega a Deus, livre de apegos, traz consigo.

Bósnia e Herzogóvina - Santuário de Medjugorje, Festival dos Jovens em 2019

"O que farei de bom para ter a vida eterna"? As palavras do jovem rico de que falam os Evangelhos sinóticos (cf. Mt 19,16-22; Mc 10,17-22; Lc 18,18-23), aquele que "partiu, ou melhor, correu ao encontro do Senhor, para ter a vida eterna, isto é, a felicidade", são o tema guia do Festival dos Jovens em curso em Medjugorje até 6 de agosto. As saudações e a mensagem do Papa são dirigidas aos participantes, e ele toma estas palavras como ponto de partida e imediatamente indica o caminho: "É uma palavra - explica Francisco - que nos coloca diante do Senhor; e Ele fixa Seu olhar em nós, Ele nos ama e nos convida 'Vem! Segue-me'!" (Mt 19,21).

Uma ocasião para ir ao encontro de Jesus

O Mladifest, recorda a todos o Papa, é de fato uma "semana de oração e de encontro com Jesus Cristo, em particular na sua Palavra viva, na Eucaristia, na adoração e no sacramento da Reconciliação", que tem o poder de "nos colocar no caminho para o Senhor". E assim este jovem do Evangelho, cujo nome não conhecemos, mas cuja alma conhecemos, torna-se o emblema de todos os que participam deste evento.

Ele, recorda o Papa, "educado e bem instruído", era animado por uma "saudável inquietação que o incitava a buscar a verdadeira felicidade, a vida em sua plenitude", por esta razão ele se colocou a caminho e em Jesus Cristo encontrou um guia "forte, credível e confiável" que "o dirigia a Deus, que é o único e supremo Bem do qual vem todo o outro bem".  A vida eterna, o bem pelo qual ele anseia, certamente não é um bem material a ser conquistado com "a própria força", mas através de etapas a serem percorridas que Francisco indica aos jovens.

As etapas da vida eterna: amar o próximo

A primeira etapa, indicada por Jesus, é o "amor concreto pelo próximo", mas não o amor dado pela observância de preceitos, mas um amor "gratuito e total".  De fato, Jesus está consciente do "desejo de plenitude que o jovem carrega em seu coração", mas também de seu "ponto fraco", que é seu apego a "muitos bens materiais". Por esta razão, como segunda etapa, "ele lhe propõe passar da lógica do 'mérito' para a do ‘dom’:

“"Se queres ser perfeito, vai, vende os teus bens e dá aos pobres, e terás um tesouro nos céus" (Mt 19,21). Jesus muda a perspectiva: ele o convida a não pensar em assegurar a vida após a morte, mas a dar tudo em sua vida terrena, imitando assim o Senhor. É um chamado à maturidade adicional, para passar dos preceitos observados para obter recompensas ao amor livre e total. Jesus lhe pede para deixar para trás tudo o que pesa no coração e atrapalha o amor. O que Jesus propõe não é tanto um homem despojado de tudo, quanto um homem livre e rico em relacionamentos.”

Livre de todos os apegos

Se - explica o Papa - o coração está cheio de bens, o Senhor e o próximo se tornam apenas "coisas", porque "demais para ter e demais para querer" nos sufoca, "nos faz infelizes e incapazes de amar".

Daí a terceira etapa que Jesus propõe ao jovem, e que é uma escolha radical: "Vem! Segue-me!” Trata-se de "ser discípulos de Jesus", que significa - explica o Papa em sua Mensagem - não imitá-lo externamente, mas "conformar-se com Ele" no fundo, recebendo em troca "uma vida rica e feliz, cheia de rostos de muitos irmãos e irmãs, e pais e mães e filhos", como diz o Evangelho:

“Seguir Cristo não é uma perda, mas um ganho incalculável, enquanto a renúncia é sobre o obstáculo que impede o caminho. O jovem rico, porém, tem seu coração dividido entre dois senhores: Deus e dinheiro. O medo de arriscar e perder seus bens o faz voltar para casa triste”

Ligar-se a Cristo para ser feliz: dizer sim sem reservas

Triste, então, porque "não encontrou a coragem para aceitar a resposta, que é a proposta de se 'desamarrar' de si mesmo e das riquezas para se 'amarrar' a Cristo, para caminhar com Ele e descobrir a verdadeira felicidade". É isto então que o Papa, a partir do Evangelho, pede aos jovens que nesta semana desejam fazer um caminho interior:

Tenham a coragem de viver sua juventude, confiando-se ao Senhor e partindo com Ele. Deixai-vos conquistar por seu olhar amoroso que nos liberta da sedução dos ídolos, das falsas riquezas que prometem vida mas trazem a morte. Não tenham medo de acolher a Palavra de Cristo e de aceitar seu chamado. Não desanimem como o jovem rico do Evangelho; em vez disso, fixem o olhar em Maria, o grande modelo da imitação de Cristo, e confiem-se a Ela que, com seu "eis-me aqui", respondeu sem reservas ao chamado do Senhor.

Maria modelo para a vida de todos nós

Que Maria, a cuja materna intercessão o Papa confia os jovens presentes ao Festival, seja a fonte da "força" à qual nos inspiramos para dizer nosso "eis-me aqui", mas também um modelo para "levar Cristo ao mundo" e para "transformar nossas vidas em um dom para os outros". Como Ela, esforcemo-nos, pede o Papa, para estar atentos aos outros e descobrir na vontade de Deus "nossa alegria", acolhendo-a mesmo que não seja fácil, mas na certeza de que "ela nos faz felizes".

Sim, a alegria do Evangelho enche o coração e toda a vida dos que encontram Jesus". Aqueles que se deixam salvar por Ele são libertados do pecado, da tristeza, do vazio interior, do isolamento. Com Jesus Cristo a alegria sempre nasce e renasce.

                                                                                                                       Gabriella Ceraso 

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domingo, 1 de agosto de 2021

Papa na oração do Angelus:

Aprender da amizade com Jesus
o amor desinteressado e sem cálculo pelos outros

"É justo apresentar ao coração de Deus as nossas necessidades, mas o Senhor, que age bem além das nossas expectativas, deseja viver conosco sobretudo uma relação de amor. E o amor verdadeiro é desinteressado, é gratuito: não se ama para receber um favor em troca!"

No centro de uma fé imatura não existe Deus, mas as nossas necessidades. Assim, para viver uma relação de amor verdadeiro com o Senhor, devemos interrogar-nos sobre os motivos pelo qual O buscamos, fugindo assim da tentação idolátrica que leva a buscá-Lo apenas para o “próprio uso e consumo”, e depois de satisfeitos, “nos esquecemos dele”.

Jesus o Pão da vida: a narrativa do Evangelho de João da liturgia deste XVIII Domingo do Tempo Comum, ofereceu ao Santo Padre a ocasião para exortar-nos a buscar uma relação com Deus que “vá além das lógicas do interesse e do cálculo”, ou seja, a ter com Ele uma relação de amor.

Dirigindo-se aos fiéis e turistas reunidos na Praça São Pedro a uma temperatura de 34ºC, Francisco comenta que as pessoas que haviam testemunhado a multiplicação dos pães não haviam compreendido o significado do gesto, “se restringiram ao milagre externo e ao pão material.”

O risco da "tentação idolátrica"

Neste sentido, o Papa propõe a primeira pergunta que poderíamos fazer a nós mesmos: “Por que buscamos o Senhor? Por que eu busco o Senhor? Quais são as motivações da minha fé, da nossa fé?”:

“Temos necessidade de discernir isso, porque entre as tantas tentações que temos na vida, entre as tantas tentações há uma que poderíamos chamar de tentação idolátrica. É aquela que nos leva a buscar a Deus para nosso próprio uso e consumo, para resolver os problemas, para obter, graças a Ele, o que não conseguimos obter sozinhos, por interesse.”

Amor verdadeiro é desinteressado e gratuito

Mas assim – observou o Papa - a fé permanece superficial e miraculosa: “buscamos a Deus para matar nossa fome e depois quando estamos satisfeitos nos esquecemos dele”:

“No centro desta fé imatura não existe Deus, estão as nossas necessidades.  Penso nos nossos interesses, tantas coisas...É justo apresentar ao coração de Deus as nossas necessidades, mas o Senhor, que age bem além das nossas expectativas, deseja viver conosco sobretudo uma relação de amor. E o amor verdadeiro é desinteressado, é gratuito: não se ama para receber um favor em troca. Isso é interesse, e tantas vezes na vida nós somos interesseiros!”

Passar de uma fé mágica para uma fé que agrada a Deus

Vem então um segundo questionamento: "Mas, como fazer para purificar a nossa busca por Deus? Como passar de uma fé mágica, que só pensa nas próprias necessidades, para uma fé que agrada a Deus?”. E é o próprio Jesus que responde, afirmando que “a obra de Deus é acolher Aquele que o Pai enviou, ou seja, Ele mesmo, Jesus”:

“Não é acrescentar práticas religiosas ou observar especiais preceitos; é acolher Jesus, é acolhê-Lo na vida, é viver uma história de amor com Ele. Será Ele quem purificará a nossa fé. Sozinhos, não somos capazes. Mas o Senhor deseja uma relação de amor conosco: antes das coisas que recebemos e fazemos, existe Ele a ser amado. Existe uma relação com Ele que vai além das lógicas do interesse e do cálculo.”

A partir da amizade com Jesus, aprender a amar-nos uns aos outros

E isso – disse Francisco - vale não só em relação a Deus, mas também nas nossas relações humanas e sociais:

“[Quando buscamos sobretudo a satisfação das nossas necessidades, corremos o risco de usar as pessoas e de instrumentalizar as situações para os nossos objetivos.  Quantas vezes ouvimos sobre uma pessoa: 'Mas ele usa as pessoas e depois se esquece'. Usar as pessoas em proveito próprio, é feio isso! E uma sociedade que coloca no centro os interesses em vez das pessoas, é uma sociedade que não gera vida. O convite do Evangelho é este: em vez de nos preocuparmos apenas com o pão material que nos alimenta, acolhamos Jesus como o pão da vida e, a partir da amizade com Ele, aprendamos a amar-nos uns aos outros. Com gratuidade e sem cálculos.  Amor gratuito e sem cálculos, sem usar as pessoas, com gratuidade, com generosidade, com magnanimidade.]”

Rezemos agora à Virgem Santa - disse o Santo Padre ao concluir - Aquela que viveu a mais bela história de amor com Deus, para que nos conceda a graça de nos abrirmos ao encontro com o seu Filho.

                                                                                                                          Jackson Erpen

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Assista:
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Iniciamos os Mês Vocacional:

Vocação: caminho para a santidade

Neste mês, a Igreja convida-nos a refletir sobre o nosso lugar e a nossa missão na comunidade eclesial e na sociedade. Todo cristão é chamado por Deus a contribuir na construção de seu Reino de justiça, de amor e de paz para o bem de homens e mulheres, filhos do mesmo Pai, membros, portanto, de uma só família. Esse chamado de Deus é a vocação. Uns são chamados ao Sacerdócio, outros à Vida Religiosa, e os demais à vocação de Cristãos Leigos. E todos somos chamados à Santidade.

O cristão leigo é o batizado comprometido com Cristo e com a Igreja por meio do testemunho diário na família, no exercício da profissão, nos campos da cultura, da economia, das relações sociais, da política. Presta serviços à comunidade eclesial, onde exerce diversos ministérios (agente pastoral, catequista, animador da liturgia e outros) conforme os dons que Deus lhe deu.

Na família o cristão tem um espaço privilegiado e abençoado para se santificar e santificar seus familiares. A família foi criada por Deus como o ambiente favorável ao encontro, ao diálogo, à partilha e ao amor verdadeiro. Nela, o amor da Santíssima Trindade se faz presente de modo especial e concreto. Por isso, pais e filhos devem fazer do lar um santuário de vida e de santidade por meio da oração, da ajuda e do apoio fraternos, da compreensão e do perdão.

A missão do cristão leigo expande-se ainda muito além, a todas as atividades do contexto social. É chamado a ser discípulo missionário de Jesus Cristo, de acordo com as palavras do Papa Paulo VI, no“mundo vasto e complicado da política, da realidade social e da economia, como também o da cultura, das ciências e das artes, da vida internacional, dos ‘mass media’ e, ainda, outras realidades abertas para a evangelização como sejam o amor, a família, a educação das crianças e dos adolescentes, o trabalho profissional e o sofrimento” (Evangelii Nuntiandi, 70).

O sacerdote vem do meio do povo para o serviço do povo. Anuncia a Palavra e distribui os sacramentos. Incentiva a comunidade e promove a comunhão dos fiéis, visando à realização integral do homem. O sacerdote desempenha papel fundamental na Igreja de Jesus Cristo. Além de evangelizar, na “pessoa do Cristo” preside a celebração eucarística, distribui os sacramentos e constrói a comunhão entre os membros da comunidade. Consagra, por isso sua vida, a Deus e ao serviço da Igreja.

O religioso, por meio da vida consagrada, vive pobre, casto e obediente na radicalidade dos conselhos do Evangelho. Doa-se totalmente à construção do Reino de Deus. É sinal do amor infinito do Pai pela humanidade. Por meio da vivência de uma espiritualidade fundamentada no estudo, no trabalho fraterno e na oração, ajuda a Igreja a ser mais santa. Vive, geralmente, em pequenas comunidades de irmãos ou irmãs.

O cristão leigo, o sacerdote e os religiosos devem ser fermento de amor entre os irmãos. São vocações que se complementam e fazem a santidade da Igreja e do mundo. Estão a serviço de uma sociedade fraterna, que respeite e promova a dignidade de todos os homens e de cada pessoa. Essas vocações caracterizam-se pela inquietude e pelo entusiasmo. Inquietude cristã é a marca daqueles que não se conformam com o erro, não se acomodam em suas limitações e fraquezas, não se contentam apenas em fazer a sua parte. Querem mais, querem Jesus Cristo conhecido e amado, querem o Evangelho lido e vivido por todos. Entusiasmo cristão é a característica dos inquietos que acreditam na força do Ressuscitado e na alegria de um novo tempo. Mesmo sabendo das dificuldades da missão, não esmorecem, não desanimam; pelo contrário, encontram nas próprias dificuldades motivações para a ação porque sabem que Deus está com eles, tendo, portanto, a esperança sempre renovada pela fé que professam e pelo amor que vivenciam.

Eis a beleza que envolve o chamado de Deus a cada um de nós. Durante o mês de agosto procure refletir sobre as vocações e a sua vocação. Será uma rica oportunidade para pensar sobre a missão para à qual somos vocacionados e de fortalecer a nossa fé em Jesus Cristo nosso Salvador. Que a celebração de mais um mês vocacional nos estimule a rezar e trabalhar pelas vocações em suas diferentes formas e expressões.

Luiz Rosa - Autor do livro Discípulos e missionários na paróquia, Editora Paulus (2010)

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