terça-feira, 6 de abril de 2021

Associação Monsenhor Alderigi Torriani (AMATO)

 conta com sua generosa ajuda

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Refletindo com Dom Jaime:

Páscoa: renovação e alegria

A Igreja se alegra pela Páscoa do Senhor. Jesus ressuscitou, a nossa esperança renovou. Após o tempo da Quaresma, onde a Igreja nos exortou à penitência, à conversão, à pratica do jejum, da esmola e da oração, como sinais de conversão, agora ela nos introduz no tempo Pascal, tempo de alegria, de ação de graças e de renovação de nossa fé. Tempo de confiança na vitória de Cristo. Ele venceu a morte, vencerá tudo o que traz treva e tristeza para os homens e as mulheres.

Dom Jaime

A Páscoa, em hebraico “Pesach”, significa passagem, saída de uma situação. Originalmente, na experiência do povo eleito de Deus, Israel, era a festa de comemoração libertação da escravidão, simbolizada já no ato de Deus livrar seu povo da passagem do anjo exterminador dos primogênitos dos egípcios (cf. Ex 12,1-28). Trata-se da última advertência de Deus ao Faraó, na intenção de fazer o seu povo sair da escravidão do Egito. A partir daquele momento o povo de Israel comemorará essa festa com atenção e desvelo. Também Jesus ia todos os anos a Jerusalém, ainda mesmo como criança (cf. Lc 2,41). No Evangelho de São João encontramos relatos de que, enquanto realizava sua missão de pregador do Reino de Deus, Jesus foi a Jerusalém em várias ocasiões (cf. Jo 2,13 – episódio do gesto profético no templo; Jo 5,1s – cura do paralitico; Jo 7, 1-14.37; Jo 10,22s; Jo 11,55; 12,12 – a última páscoa). Entre essas ocasiões estava a festa da Páscoa. Na última Páscoa, Jesus celebra com seus discípulos, e realiza a mudança de sentido: agora, não se trata de um “anjo exterminador” que passa, mas o Filho que vem para salvar. Sua passagem não condena ninguém, mas redime. E mais, não será pelo sangue de animais, ao contrário, será o seu próprio sangue, que também não será mais exposto nos portais de nossas casas, mas será alimento, bebida de salvação (cf. Mt 26,26-29; Mc 14,2325; Lc 22,14-23; ver também 1Cor 11,23-26).

Ao celebrar a festa da Páscoa, memorial da passagem de Jesus Cristo, da morte para a vida, a Igreja se revigora e se rejuvenesce. Ela encontra, na Ressurreição do Senhor, a força para seguir anunciando o seu Evangelho, boa nova para todos os homens e mulheres. Sim, o Cristo que foi crucificado, derramou seu sangue, morto injustamente; é a revelação do amor gratuito de Deus por cada homem e cada mulher. Ele se sacrificou por nós, entregou sua vida por nós (cf. Jo 3,16; Gl 2,20; Lc 23,46). A revelação de Jesus alcança seu cume, pois por ela deu a vida. Ele mesmo tinha afirmado: “Ninguém tem maior amor do que aquele que dá a própria vida por seus amigos” (Jo 15,13). A revelação de Deus, realizada por Jesus levou a isso. Sua morte se torna redentora porque o amor de Deus é redentor, renova, transforma. Ele não se furta a esse sacrifício, mas ama até o fim. Destrói o pecado naquilo que parecia ser a consequência mais funesta da ingratidão dos homens e das mulheres em relação ao amor recebido: a morte, e morte de Cruz, isto é, como rejeição de um inocente, de alguém que passou a vida fazendo o bem.

Pelas suas chagas fomos curados (Is 53,5). Eis que estamos renovados, envolvidos pelo poder da Ressurreição. Deixemo-nos guiar por Ele, o Senhor vitorioso e vivente, ressuscitado não morre mais, e nele, nós temos a verdadeira vida. Celebremos a Páscoa, e tenhamos confiança: Ele venceu e nos deu essa vitória. Boa Páscoa. Que sejamos felizes!

                                               Dom Jaime Vieira Rocha - Arcebispo de Natal (RN)

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segunda-feira, 5 de abril de 2021

Rumo à 58ª AG da CNBB:

Descubra o que compete
a uma Assembleia Geral dos Bispos do Brasil

Desde 2011, os encontros acontecem no Centro de Eventos Padre Vitor Coelho de Almeida, em Aparecida (SP), e reúnem cardeais, arcebispos, bispos diocesanos e auxiliares, coadjutores, além dos bispos eméritos e representantes de organismos e pastorais da Igreja que são convidados.

Centro de Eventos Pe. Vitor Coelho de Almeida,
em Aparecida (SP)

Segundo o Estatuto Canônico e o Regimento da CNBB, a Assembleia Geral é o “órgão supremo da CNBB, expressão e realização maior do afeto colegial, da comunhão e corresponsabilidade dos Pastores da Igreja no Brasil”, e tem a finalidade de realizar os “objetivos da CNBB, para o bem do povo de Deus” (art. 27). E, para fazer “crescer a comunhão e a participação” (art. 28). 

Sobre os assuntos abordados nela, o Documento indica que “a Assembleia Geral trata de assuntos pastorais de ordem espiritual e de ordem temporal e os problemas emergentes da vida das pessoas e da sociedade, sempre na perspectiva da evangelização” (art. 29).  

O regimento atribui ainda ao Conselho Permanente, órgão de orientação e acompanhamento da atuação da CNBB e dos organismos a ela vinculados, a incumbência de “determinar a pauta para a Assembleia Geral” (art. 90). Em 2018, por exemplo, a 56ª Assembleia Geral trouxe como tema central “Diretrizes para a Formação dos Presbíteros da Igreja no Brasil”. Realizada em Aparecida (SP), de 10 a 20 de abril de 2018, seu texto do tema central percorreu um longo caminho. 

Participam com direito à voz e voto todos os bispos na ativa em todas das 278 circunscrições católicas no Brasil. Os eméritos também participam sem direito ao voto mas com capacidade de contribuir na reflexão sobre a caminhada da Igreja a partir de suas experiências.  Um levantamento divulgado dia 26 de março deste ano pelo professor da PUC SP, Fernando Altemeyer Junior, aponta o número de 474 bispos católicos vivos, sendo 309 na ativa e 165 eméritos.

A cada 4 anos, acontecem as assembleias eletivas, nas quais o episcopado brasileiro escolhe nova presidência para a CNBB e para as Comissões Episcopais Pastorais que colaboram no trabalho de evangelização desenvolvido pela entidade.

57ª AGCNBB 

Documento oficial da 57ª AG

Em 2019 aconteceu a 57ª Assembleia Geral (AG) dos Bispos do Brasil de 1º a 10 de maio de 2019, no Centro de Eventos Padre Vitor Coelho de Almeida do Santuário Nacional de Aparecida (SP). Na ocasião, a AG teve a tarefa central de atualizar as Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora (DGAE) da Igreja no Brasil para o quadriênio 2019 a 2023. 

Estruturadas a partir da concepção da Igreja como “Comunidade Eclesial Missionária”, as Diretrizes aprovadas convidam todas as comunidades de fé a abraçarem e vivenciarem a missão como escola de santidade. 

Na apresentação da publicação, a presidência da CNBB ressalta que as diretrizes são o caminho encontrado para responder aos desafios do Brasil, “um país que, na segunda década deste século XXI, experimenta grandes transformações em todos os sentidos”. A introdução da publicação defende que as diretrizes constituem uma das expressões mais significativas da colegialidade e da missionariedade da Igreja no Brasil.  

Especificidades da 58ª AGCNBB 

A 58ª Assembleia Geral do episcopado brasileiro pela primeira vez será realizada em um formato virtual, de 12 a 16 de abril com atividades nos períodos de manhã e tarde. O tema central diz respeito ao Pilar da Palavra proposto pelas Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil (DGAE 2019-2023). Mesmo sem a possibilidade de votação de um documento, será debatido o tema “Casas da Palavra – Animação bíblica da vida e da pastoral nas comunidades eclesiais missionárias” e também diversos outros assuntos relacionados à atuação da Igreja Católica no Brasil.

Dom Joel Portella

O bispo auxiliar do Rio de Janeiro e secretário-geral da CNBB, dom Joel Portella Amado, afirma que a proposta do tema não é fazer um estudo teórico, pois para a Igreja, a teoria já está muito clara. “Não dá para ser cristão sem a Palavra de Deus. O problema é o como!”, disse. 

Dom Joel enumera as dificuldades quanto ao formato virtual. A primeira delas, segundo o bispo, diz respeito às votações. Ele explica que a legislação canônica geral e a legislação própria da Conferência da CNBB, não permitem que se realize votações de modo virtual. “Não se garante, por exemplo, o sigilo e em algumas situações, como o tema central, não há possibilidade de debater, replicar, apresentar emendas e sustentar ideias diante do plenário”, aponta.

Frente a esse limite, dom Joel explica que a presidência da CNBB, ouvindo a Comissão de canonistas e seu Conselho Permanente, optou por realizar uma Assembleia sem votações que impliquem alterações ou consequências de natureza legislativa para a Conferência. Por outro lado, ele destaca que as votações de natureza pastoral poderão ocorrer, como acontece normalmente sobre as mensagens que a Conferência envia ao povo brasileiro. Uma outra dificuldade é quanto a realização das reuniões reservadas das quais participam apenas os bispos.

Por isso, a ideia é que na 58ª Assembleia Geral seja produzido um documento com ajuda para as dioceses levarem adiante a animação bíblica da vida e da pastoral. Entre as perguntas que o Documento buscará responder está a questão dos problemas enfrentados hoje quando se lida com a Palavra de Deus; como a Leitura Orante pode ser utilizada na vida pessoal e comunitária, entre outras. “Nossa proposta é que seja um material pequeno, de linguagem, conteúdo e custo acessível”, finaliza dom Joel. 

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Edições da CNBB lança o Texto-Base
e os Encontros Bíblicos para o Mês da Bíblia 2021

A Edições CNBB acaba de publicar o texto-base e os encontros bíblicos para o Mês da Bíblia deste ano, cujo tema é a Carta de São Paulo Apóstolo aos Gálatas e o lema: “pois todos vós sois um só em Cristo Jesus” (Gl 3,28d). Encaminhados pela Comissão Episcopal Pastoral para a Animação Bíblico-Catequética da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), os dois subsídios têm o objetivo de auxiliar as comunidades e paróquias no aprofundamento bíblico, na preparação e vivência do Mês da Bíblia 2021.

Na apresentação do texto-base, o arcebispo de Curitiba (PR), presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Animação Bíblico-Catequética da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil,  dom José Antônio Peruzzo, diz que se “o leitor ou leitora se mantiver atento, ser-lhe-á possível encantar-se com a sua Igreja. Verá que problemas nunca faltaram. E que belas experiências de fé sempre se multiplicaram”.

Conheça o autor e o caminho percorrido no texto-base

Prof. Joel Ferreira

O professor titular de Ciências da Religião na Pontifícia Universidade Católica de Goiás (PUC), autor do texto-base, Joel Ferreira, falou com o portal da CNBB sobre a publicação.

Segundo ele, a Carta aos Gálatas, além dos fortes traços teológicos e doutrinais, é uma das melhores reflexões bíblicas sobre a liberdade humana e a força libertadora da fé em Jesus Cristo. A partir do Batismo e do revestimento de Cristo, todos somos “filhos de Deus” em unidade.

Ele explica que a Carta aos Gálatas aborda especialmente dois temas. O primeiro é o  conflito no início do cristianismo que envolvia judeu-cristãos e gentio-cristãos. “Os judeus convertidos ao cristianismo queriam que os gentios guardassem duas leis: a da circuncisão e a do puro/impuro”, explica. 

Uma só unidade em Jesus Cristo

De acordo com o especialista em Sagrada Escritura, essas leis vinham da cultura e dos costumes judaicos. Ele conta que o apóstolo Paulo ficou do lado dos gentios e enfrentou as lideranças da Igreja para que os gentios fossem cristãos livres das amarras judaicas.

“Isso foi resolvido num encontro em Jerusalém, onde Pedro, Tiago e João ouviram a Paulo, Barnabé e Tito e entraram num acordo para que os dois grupos se respeitassem e entendessem a liberdade em Cristo. O importante era terem a unidade”, disse.

O segundo tema refere-se a um “Hino Batismal” transcrito por Paulo, conhecido por outros grupos dos cristianismos originários. “Nesse Hino se diz que todos os cristãos são filhos de Deus pela fé em Jesus Cristo, porque todos foram batizados e se vestiram de Cristo. Então, são colocadas três assertivas: a) não há judeu nem grego; b) não há escravo nem livre; c) não há homem e mulher; pois todos são UM só em Cristo Jesus (Gl 3,26-28)”, explica.

De acordo com o professor, essas três afirmativas serão o foco mais forte do mês da Bíblia porque abordam, dentro das comunidades, as questões de etnias (raças) e religiões, o problema das contradições sociais e, por fim, a questões relacionadas às mulheres. “A proposta do mês da Bíblia é que as comunidades possam superar as contradições porque todos formam uma só (unidade) em Jesus Cristo”, apontou.

Edições CNBB:

O texto-base e os encontros bíblicos sobre a Carta aos Gálatas, subsídios preparatórios ao Mês da Bíblia 2021, podem ser encontrados no site da Edições CNBB  no link que segue: www.edicoescnbb.org.br

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                                                                                                                              Fonte: cnbb.org.br

Papa na Segunda-feira do Anjo:

encontrar Cristo
significa descobrir a paz do coração

"A segunda-feira após a Páscoa também é chamada Segunda-feira do Anjo, porque recordamos o encontro do anjo com as mulheres que foram ao túmulo de Jesus", disse Francisco no início de sua alocução.

O Papa Francisco rezou a oração mariana do Regina Coeli da Biblioteca do Palácio Apostólico, nesta segunda-feira da Oitava da Páscoa (05/04), também conhecida como "Segunda-feira do Anjo".

"A segunda-feira após a Páscoa também é chamada Segunda-feira do Anjo, porque recordamos o encontro do anjo com as mulheres que foram ao túmulo de Jesus", disse o Pontífice no início de sua alocução.

Para elas o anjo disse: "Sei que procurais Jesus, o crucificado". Ele não está aqui. Ele ressuscitou". Esta expressão "Ele ressuscitou" está além das capacidades humanas. Também as mulheres que foram ao túmulo e o encontraram aberto e vazio, não podiam afirmar: "Ele ressuscitou", mas apenas que o túmulo estava vazio. Que Jesus havia ressuscitado podia dizer somente um anjo, assim como um anjo pode dizer a Maria: "Conceberás e darás à luz um filho [...] e ele será chamado Filho do Altíssimo".

"O evangelista Mateus relata que naquela manhã de Páscoa "houve um grande terremoto". Pois um anjo do Senhor, de fato, desceu do céu, se aproximou, rolou a pedra e sentou-se sobre ela", disse ainda Francisco.

Essa grande pedra, que deveria ter sido o selo da vitória do mal e da morte, foi colocada sob os pés, tornou-se o banquinho do anjo do Senhor. Todos os planos e defesas dos inimigos e perseguidores de Jesus foram vãos. A imagem do anjo sentado na pedra do sepulcro é a manifestação concreta e visível da vitória de Deus sobre o mal, da vitória de Cristo sobre o príncipe deste mundo, da luz sobre as trevas. O túmulo de Jesus não foi aberto por um fenômeno físico, mas pela intervenção do Senhor.

A aparência do anjo, acrescenta Mateus, "era como um relâmpago, e suas vestes, brancas como a neve". "Estes detalhes são símbolos que afirmam a intervenção do próprio Deus, portador de uma era nova, dos últimos tempos da história", frisou o Papa.

Segundo Francisco, "diante desta intervenção de Deus, há uma dupla reação. A dos guardas, que são incapazes de enfrentar o poder esmagador de Deus e são abalados por um terremoto interior: ficaram atordoados. O poder da Ressurreição derruba aqueles que haviam sido utilizados para garantir a aparente vitória da morte. A reação das mulheres é bem diferente, pois elas são expressamente convidadas pelo anjo do Senhor a não temerem: "Não tenham medo!" e a não procurar Jesus no túmulo".

Das palavras do anjo, podemos colher um ensinamento precioso: não nos cansemos jamais de buscar o Cristo ressuscitado, que dá vida em abundância àqueles que o encontram. Encontrar Cristo significa descobrir a paz do coração. As mesmas mulheres do Evangelho, após a angústia inicial, experimentam uma grande alegria em encontrar o Mestre vivo. Nesta Páscoa, desejo a todos que façam a mesma experiência espiritual, acolhendo em seus corações, lares e famílias o alegre anúncio da Páscoa: "Cristo ressuscitado não morre mais, a morte não tem mais poder sobre ele".

"Esta certeza nos leva a rezar, hoje e durante o período pascal: "Regina Caeli, laetare - Rainha dos Céus, alegrai-Vos". O anjo Gabriel saudou-a desta forma pela primeira vez: "Alegrai-vos, cheia de graça! Agora a alegria de Maria é plena: Jesus vive, o Amor venceu. Que seja também a nossa alegria!", concluiu o Papa.

Após a oração mariana do Regina Coeli, no clima pascal que caracteriza o dia de hoje, o Papa saudou com afeto todas as pessoas que participaram "deste momento de oração através dos meios de comunicação social".

Francisco saudou de modo particular os idosos, os doentes, conectados de suas casas ou das casas de repouso e lares de idosos. "Envio-lhes uma palavra de encorajamento e gratidão pelo seu testemunho: estou próximo a vocês", disse o Pontífice.

A seguir, "desejou que todos passem estes dias da Oitava da Páscoa com fé, nos quais se prolonga a memória da Ressurreição de Cristo". "Aproveitem todas as boas ocasiões para serem testemunhas da alegria e da paz do Senhor Ressuscitado. Uma Feliz, serena e Santa Páscoa a todos!", concluiu.

Mariangela Jaguraba/Silvonei José

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Estamos na Oitava da Páscoa:

Tempo de celebrar a Ressurreição de Cristo

Até domingo, a Igreja comemora com alegria a Ressurreição de Jesus. Acontecimento mais importante da história para os cristãos, pois, Jesus morreu, ressuscitou e continua entre nós. O bispo da diocese de Santo André (SP) e presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Doutrina da Fé da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), dom Pedro Carlos Cipollini, explica que a festa da Páscoa é o coração, a raiz e o fundamento da fé cristã.

“Entende-se que a força Pascal é tão grande que o Domingo se desdobra em outros dias para comunicar a sua força. Deste modo são entendidos os cinquenta dias que seguem formando o Tempo Pascal”.

Para dom Cipollini, durante estes dias do Tempo Pascal, os primeiros oito dias são reservados de forma especial para celebrar solenemente a Ressurreição de Cristo. A Oitava da Páscoa é, portanto, os primeiros oito dias do Tempo Pascal, iniciados no domingo após a Vigília da Ressurreição. Neste período, a Igreja proclama solenemente que: “este é o dia que o Senhor fez para nós, alegremo-nos e nele exultemos” (Sl 118, 24).

“As características destes dias são: a alegria Pascal, o Hino de Louvor nas celebrações, o Círio aceso nos dias desta semana e os relatos evangélicos dos encontros com o Ressuscitado”, destaca o bispo.

A Oitava Pascal traz para o centro da celebração da Igreja o mistério da Ressurreição de Jesus Cristo e na dimensão catequética/litúrgica faz a comunidade perceber que a Páscoa de Jesus continua na ação da Igreja.

Dom Cipollini

“Por isso na Oitava Pascal celebramos que todo dia se tornou Domingo e o Ressuscitado não é uma ideia, um conceito, uma memória, ou uma lenda, mas uma pessoa viva. Durante esses primeiros oito dias, a Igreja nos convida a fazer da nossa vida uma contínua Páscoa, um tempo de renovar a confiança no Senhor, colocando em suas mãos a nossa vida e o nosso destino, ressalta dom Cipolinni.

É um tempo para que, “se Ressuscitastes com Cristo, buscai as coisas que são do alto (cf. Col 3,1), onde o Cristo está sentado à direita de Deus: tende gosto pelas coisas do alto, aleluia!”, como afirma a antífona de comunhão da terça-feira da oitava da Páscoa.

Após essa Oitava de Páscoa, a Igreja continua vivendo o Tempo Pascal até o domingo de Pentecostes que acontece cinquenta dias após a celebração da ressurreição de cristo. Este ano será celebrado dia 20 de maio.

História

Acredita-se que a prática das oitavas remontam, no mínimo, ao começo do século IV, e mesmo até à segunda metade do século III, como é fácil de deduzir das homilias descobertas de Astério Sofita sobre os salmos. Astério chama o dia da oitava de “segundo ‘oitavo dia’”. Especula-se que foram introduzidas pela primeira vez por Constantino I, por conta da festa de dedicação das basílicas de Jerusalém e Tiro, que duraram oito dias. Depois disso, festas litúrgicas anuais passaram a ser observadas na forma de oitavas. Atualmente temos duas oitavas: a da Páscoa e a de Natal (já foram muitas, de tantas dividiam-se inclusive por categorias).

Também antigamente os que eram batizados na Vigília portavam a veste branca durante toda oitava, retirando-a somente no domingo seguinte, o chamado Domingo in albis (em branco). Hoje o Domingo que conclui a oitava é o da Divina Misericórdia. Atente-se também que as antigas fontes batismais e tumbas cristãs tinham a forma de octógonos. O oitavo dia é o primeiro dia, o dia do Ressuscitado, no qual os que foram batizados tomaram parte.

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domingo, 4 de abril de 2021

"O Senhor ressuscitou! Aleluia! Aleluia!"

Missa da Páscoa na Matriz de São José

Este é o dia que o Senhor fez para nós: alegremo-nos e nele exultemos!

Na manhã deste Domingo da Páscoa, foi celebrada solenemente a Eucaristia na matriz de São José. Presidiu a missa o pároco, Pe. Leandro Carvalho, que teve como concelebrantes o pároco emérito, Côn. Braz Tenório Rocha, e o vigário, Pe. Inácio Pires. 

Na homilia foram refletidas as belas e alegres mensagens proclamadas nas três leituras e no salmo.

Os fiéis acompanharam e rezaram de suas residências por meio da transmissão da rádio Paraíso FM.

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Momentos

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"Cristo ressuscitou! Aleluia! Aleluia!"

Alegremo-nos! O Senhor está Vivo e caminha conosco!

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                                                                                        Fotos enviadas pelo Pe. Leandro Carvalho

A alegria do Ressuscitado

 na Missa pascal em meio à pandemia

Com o rito do Resurrexit e a incensação, teve início a Missa do Domingo de Páscoa, presidida pelo Papa na Basílica de São Pedro. Uma solene celebração onde a ausência da homilia acentuou os significados dos rituais e dos gestos. No final, o pensamento do Papa Francisco ao novo arcipreste da Basílica e ao cardeal Comastri. E agradecimento a todos aqueles que contribuíram para a realização dos ritos do Tríduo Pascal.

O anúncio da derrota da morte volta com força na vida de cada um e na celebração presidida pelo Papa Francisco no Altar da Cátedra, na Basílica de São Pedro. Como no ano passado, devido à pandemia, a participação dos fiéis na celebração é em número limitado, mas vivida com grande intensidade espiritual.

O Pontífice parou sob os degraus do presbitério para o Rito da Resurrexit. Dois diáconos posicionaram-se ao lado do Ícone do Salvador, outro diácono cantava o Anúncio da Páscoa, enquanto Francisco incensava o Ícone. O cardeal Giovanni Battista Re e o cardeal Leonardo Sandri foram ao altar para a Oração Eucarística: colocaram-se nas laterais do altar e não ao lado do Santo Padre.

A certeza pascal

Este é o domingo em que a promessa se torna certaeza “Cristo ressuscitou, ressuscitou verdadeiramente”. O Evangelho assim o diz, nesta festa que representa o momento mais importante do ano litúrgico, e na celebração é proclamado em latim e em grego. Como em outras celebrações, as leituras em espanhol e inglês ajudaram a expressar o sentido da universalidade da Igreja.

Palavras do Papa na conclusão

Antes da procissão no final da celebração, o Papa dirigiu seu pensamento de "boas-vindas" ao cardeal Mauro Gambetti OFM, recordando-o como como “irmão” Mauro Gambetti, e um pensamento de agradecimento ao cardeal Comastri que, como recordou Francisco, foi arcipreste da Basílica de São Pedro por 16 anos. De fato, em fevereiro deste ano, aceitando a renúncia do cardeal Comastri por ter atingido o limite de idade, o Santo Padre nomeou o cardeal Mauro Gambetti, que era o guardião do Sagrado Convento de Assis e que é também o Vigário Geral de Sua Santidade para a Cidade do  estado do Vaticano e para as Vilas Pontifícias de Castel Gandolfo.

Assim se pronunciou Francisco:

Gostaria de dar as boas-vindas ao novo arcipreste, o cardeal Fra Mauro Gambetti. Obrigado por sua disponibilidade, irmão! Desejo-lhe o melhor no serviço desta Igreja tão importante para todos os cristãos. E gostaria também de agradecer ao cardeal Angelo Comastri que depois 16 anos como arcipreste e no limiar de 78 anos, deixa o cargo. Muito obrigado, cardeal Comastri, obrigado pelo seu cuidado pastoral, pela sua espiritualidade, pelas suas pregações, pela sua misericórdia. Que o Senhor recompense todo o seu trabalho.

E então dirigiu seu pensamento para aqueles que ofereceram sua contribuição para o bom desenvolvimento das celebrações:

“E gostaria de agradecer a todos vocês que trabalharam para que as celebrações desta Semana Santa fossem dignas, belas, todos, todos! Agradeço a todos aqueles que trabalham aqui na Basílica de São Pedro, o coral, os coroinhas, os leitores, os diáconos ... Todos! Muito obrigado."

No final da Santa Missa, os concelebrantes participaram da procissão com o Papa Francisco.

A cada domingo, com o Credo, renovamos a profissão de fé na Ressurreição de Cristo. A partir deste grande mistério, tudo se compreende na Igreja e cada Celebração Eucarística o torna atual. Há também um tempo litúrgico em que esta realidade central da fé cristã é proposta aos fiéis de forma mais intensa: é o tempo pascal. A cada ano, no "Santíssimo Tríduo de Cristo crucificado, morto e ressuscitado" - como o chama Santo Agostinho - a Igreja repassa as etapas finais da vida terrena de Jesus: a sua condenação à morte, a subida ao Calvário carregando a Cruz, a seu sacrifício por nossa salvação, sua colocação no sepulcro. No «terceiro dia», portanto, a Igreja revive a sua Ressurreição: é a Páscoa, a passagem de Jesus da morte para a vida, na qual as antigas profecias se cumprem em plenitude. Toda a liturgia do Tempo Pascal canta a certeza e a alegria da Ressurreição de Cristo.

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Assista:
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                                                                                  Fausta Speranza - vaticannews.va

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Papa Francisco:
Em meio a guerras
e pandemia, o Ressuscitado é a esperança

Na mensagem Urbi et Orbi, a atenção do Papa Francisco se volta ao mundo marcado por conflitos e restrições impostas pelo coronavírus: “À luz do Ressuscitado, os nossos sofrimentos são transfigurados. Onde havia morte, agora há vida; onde havia luto, agora há consolação. Ao abraçar a Cruz, Jesus deu sentido aos nossos sofrimentos. Feliz Páscoa para todos!”

Queridos irmãos e irmãs, feliz Páscoa! Hoje ressoa, em todas as partes do mundo, o anúncio da Igreja: «Jesus, o crucificado, ressuscitou, como tinha dito. Aleluia».

O Papa Francisco presidiu na Basílica Vaticana à Santa Missa de Páscoa, com uma limitada presença de fiéis devido às normas anti-Covid. E foi precisamente esta situação que conduziu a mensagem Urbi et orbi pronunciada à frente do altar da Cátedra.

Vacinas, instrumentos essencial na luta contra a Covid

“A pandemia está ainda em pleno desenvolvimento; a crise social e econômica é muito pesada, especialmente para os mais pobres; apesar disso – e é escandaloso –, não cessam os conflitos armados e reforçam-se os arsenais militares”, disse o Pontífice

Nesta complexa realidade, o anúncio de Páscoa encerra em poucas palavras um acontecimento que dá a esperança: «O crucificado ressuscitou». E as chagas de Jesus “são a chancela perene do seu amor por nós”. Não se trata de uma miragem.

Cristo ressuscitado é esperança para quem sofre devido à pandemia, para os doentes e para quem perdeu um ente querido, para os desempregados, para os médicos e enfermeiros.

Um instrumento essencial nesta luta, disse o Papa, são as vacinas. Por isso, exorta toda a comunidade internacional a um empenho comum para superar os atrasos na distribuição das doses e facilitar a sua partilha, especialmente com os países mais pobres.

Os países sedentos de paz

Infelizmente, constatou o Pontífice, a pandemia elevou de maneira dramática o número dos pobres. E o pensamento e encorajamento do Papa foram ao povo haitiano, “a fim de não se deixar vencer pelas dificuldades, mas olhar para o futuro com confiança e esperança”.

Jesus ressuscitado é esperança também para tantos jovens sem ir à escola ou à universidade. “Todos precisamos de viver relações humanas reais e não apenas virtuais.”

De modo especial, o Papa manifestou sua solidariedade aos jovens de Mianmar, “que se empenham pela democracia”.

A mensagem pascal é dirigida também aos migrantes que fogem da guerra e da miséria. E Francisco agradeceu aos países que acolhem, como Jordânia e Líbano, que enfrenta inclusive um “período de dificuldades e incertezas”. O Papa citou ainda a Síria, o Iêmen, a Líbia, a Ucrânia, o Sahel e a Nigéria, bem como a região de Tigré e Cabo Delgado, em Moçambique.

“A Ressurreição leva-nos, naturalmente, a Jerusalém. Para ela imploramos do Senhor paz e segurança”, a fim de que israelenses e palestinos convivam lado a lado.

Francisco não poderia deixar de citar o Iraque, país que visitou um mês atrás e “pelo qual rezo a fim de continuar o caminho de pacificação”.

Vencer a mentalidade da guerra

“No mundo, há ainda demasiadas guerras, demasiada violência! O Senhor, que é a nossa paz, nos ajude a vencer a mentalidade da guerra”, foi o clamor do Papa.

O Santo Padre recordou ainda que neste 4 de abril, celebra-se o Dia Mundial contra as Minas Antipessoais: “Como seria melhor um mundo sem estes instrumentos de morte!”.

Por fim, um pensamento aos muitos cristãos que sequer podem ir às missas por causa da pandemia. “Rezemos para que tais limitações, bem como toda a limitação à liberdade de culto e religião no mundo, sejam removidas e cada um possa livremente rezar e louvar a Deus.”

A mensagem final do Papa foi de esperança:

“À luz do Ressuscitado, os nossos sofrimentos são transfigurados. Onde havia morte, agora há vida; onde havia luto, agora há consolação. Ao abraçar a Cruz, Jesus deu sentido aos nossos sofrimentos. Feliz Páscoa para todos!”

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                                                                               Bianca Fraccalvieri - vaticannews.va