sexta-feira, 4 de dezembro de 2020

Admirável Sinal: iniciativas de Organismos e Pastorais

ajudam na preparação para o Natal

radiodejesus.com

Tempo forte na liturgia da Igreja e na vida dos cristãos, o Natal tem um período especial de preparação, assim como a Páscoa. As quatro semanas que antecedem a data em que a Igreja celebra o nascimento de Jesus são dedicadas ao Tempo do Advento, período de esperança pela vinda do Salvador. Para auxiliar na vivência desse tempo, pastorais e organismos eclesiais vinculados à Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) tem promovido iniciativas com o objetivo de que corações e mentes possam acolher o Menino Jesus em 25 de dezembro.

É tempo de um admirável sinal, como o Papa Francisco ressalta em sua carta sobre o presépio:

“Ao mesmo tempo que contemplamos a representação do Natal, somos convidados a colocar-nos espiritualmente a caminho, atraídos pela humildade d’Aquele que Se fez homem a fim de Se encontrar com todo o homem, e a descobrirmos que nos ama tanto, que Se uniu a nós para podermos, também nós, unir-nos a Ele”.

Confira algumas das iniciativas promovidas neste Advento:

Novena de Natal

A mais tradicional forma de preparação para o Natal é a celebração da Novena de Natal nas famílias e comunidades em todo o Brasil. Para este ano, a Edições CNBB preparou um roteiro para os encontros a partir do pilar da Palavra.

“Jesus é o semeador divino! Continua a semear no coração dos homens a sua Palavra de Salvação. A Novena convida-nos à catequese em nossas casas, a reunir todas as pessoas que estavam distantes. Com a ternura materna de Maria e o silêncio oblativo de José, acolhemos, protegemos, promovemos e integramos em nossa casa todas as famílias para a festa da Encarnação do Verbo de Deus”, motiva a editora.

O livreto da novena de Natal acompanha os fiéis no caminho litúrgico do Advento na unidade eclesial, refletindo, com simplicidade doméstica, a chegada do Menino Deus que sempre vem ao nosso encontro para nos salvar e garantir a vida.

O material pode ser adquirido impresso e no formato e-book.

Minha Família acolhe o Menino Jesus

A Comissão Episcopal Pastoral para a Vida e a Família da CNBB, por meio da Comissão Nacional da Pastoral Familiar (CNPF) propôs para este tempo do Advento a campanha “Minha Família acolhe o Menino Jesus”, uma iniciativa que pretende resgatar e fortalecer nas casas o verdadeiro sentido natalino para os cristãos, que é o nascimento do Salvador. Neste tempo do advento, a CNPF oferece informações e reflexões a respeito do presépio a partir da carta Admirável Sinal, publicada pelo Papa Francisco em dezembro do ano passado.

As famílias são convidadas a prepararem o ambiente doméstico para receber o Menino Jesus e compartilharem os preparativos por meio de fotos e vídeos com a hashtag #presepioemcasa. Outra sugestão da Pastoral Familiar é que os membros das famílias fiquem alguns momentos longe da internet para dedicarem-se uns aos outros. Além da montagem dos presépios, os agentes são convidados a celebrar em família a Novena de Natal.

Assista ao vídeo:

Ele vencerá

A Comissão Episcopal Pastoral para a Juventude tem em sua programação uma série de vídeos para cada domingo com reflexões sobre o Advento, intitulada “Ele vencerá”.

“A série fala sobre a força do tempo do Advento e da necessidade que cada pessoa tem de se abrir à presença gloriosa do Cristo que vem, para vencer tudo em todos. Que mesmo diante de tantas angústias e dificuldades, há de vir Aquele que vence tudo em nós: medos, angústias, dores e tristezas. Portanto, é um brado de esperança. Para despertar nos jovens a esperança, pois Ele Vencerá!”, reforça a articuladora da equipe dos Jovens Conectados, Layla Kamila.

No primeiro vídeo da série, o bispo de Valença (RJ) e presidente da Comissão para a Juventude da CNBB, dom Nelson Francelino Ferreira, motivou os jovens com uma palavra de esperança.

“Queira Deus, entrando nesta atmosfera, entrando neste sentimento, entrando nesta força deste tempo do advento, possamos nós nos abrir para sermos curados, porque o Senhor da glória virá tocar os nossos medos, nossas fragilidades, nossas derrotas, nosso desespero emocional, nossas incertezas sociais, as questões procedentes do desemprego. Eu creio Senhor, que esse advento vai acendendo, a cada semana, a vela, a chama da Esperança”, disse o bispo.

Assista ao vídeo:

“Viu, cuidou e o mundo inteiro se iluminou!”

A Cáritas Brasileira retoma neste tempo do Advento a campanha 10 Milhões de Estrelas com uma proposta inspirada na Campanha da Fraternidade deste ano. Motivam a iniciativa o tema “Viu, cuidou e o mundo inteiro se iluminou!” e o lema “Brilhe vossa luz para que vejam as vossas boas obras” (cf. Mt 5,16).

A cada ano, no período do Advento e do Natal, como gesto concreto e coletivo, na perspectiva da consolidação da cultura de paz, da justiça social e de uma espiritualidade comprometida com a vida humana e com os direitos da natureza, a Cáritas busca iluminar pensamentos e inspirar gestos de solidariedade humana para a construção de um mundo socialmente mais justo para todas as pessoas e espiritualmente mais conectado com Deus e com os irmãos e irmãs, independente de etnia racial ou crença religiosa.

Na edição deste ano, a inciativa objetiva animar a esperança proativa em tempos desafiadores como o que estamos vivendo, com as consequências da pandemia de Covid-19.

Assista ao vídeo:

Celebrar em família

Para auxiliar as famílias em sua vivência cristã, a Comissão Episcopal Pastoral para a Liturgia da CNBB continua oferecendo os roteiros “Celebrar em família”. A cada semana, serão disponibilizados os roteiros para a celebração da Palavra de cada domingo do Advento e, em seguida, para as celebrações do Tempo do Natal.

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quinta-feira, 3 de dezembro de 2020

Importantes notícias do Vaticano

Papa Francisco nesta quinta-feira:

pessoas com deficiência têm o direito de receber os Sacramentos

Neste Dia Internacional das Pessoas com Deficiência, Francisco divulga uma mensagem com um forte apelo, tanto às instituições civis quanto à Igreja, pela inclusão e participação ativa de quem vive uma limitação física e/ou psíquica. Em âmbito paroquial, o Papa reafirma a exigência de oferecer – de forma gratuita – instrumentos idôneos e acessíveis para transmitir a fé, de tornar as pessoas com deficiência em catequistas e de fazer crescer nos fiéis um “estilo acolher” para enriquecer a vida das comunidades: “todas as celebrações litúrgicas da paróquia deveriam estar acessíveis para que cada um possa viver a sua fé”.

Andressa Collet - Vatican News - O Papa Francisco divulga uma mensagem neste 3 de dezembro, instituído pela ONU há 28 anos como Dia Internacional das Pessoas com Deficiência, com um forte apelo à criação de novas iniciativas dentro e fora da Igreja para ajudar na construção de um mundo inclusivo para todos. O Pontífice reconhece os passos importantes dados nos últimos 50 anos, mas volta a encorajar ao compromisso conjunto desde o âmbito da catequese e realidades eclesiais até às instituições civis.

No texto, Francisco demonstra proximidade a quem atravessa situações particularmente difíceis sobretudo durante a emergência sanitária do coronavírus. Apesar de estarmos “todos no mesmo barco, no meio de um mar agitado”, afirma o Pontífice, há “pessoas com deficiências graves que têm de lutar mais”.

A partir do próprio tema da jornada deste ano, «Reconstruir melhor: rumo a um mundo pós-Covid-19, inclusivo da deficiência, acessível e sustentável», o Papa conduz a mensagem através da expressão “reconstruir melhor” que o lembra da parábola evangélica da casa construída sobre a rocha ou sobre a areia (cf. Mt 7, 24-27; Lc 6, 46-49). Por isso, aprofunda sobre a ameaça da cultura do descarte e o fortalecimento da inclusão e da participação ativa, duas rochas para sustentar um novo mundo de inclusão.

A cultura do descarte

Assim como a chuva, os rios e os ventos ameaçam a casa, a cultura do descarte “afeta sobretudo as categorias mais frágeis, entre as quais se contam as pessoas com deficiência”, especialmente em nível cultural. E o Papa afirma:

“Existem atitudes de rejeição que, por causa também de uma mentalidade narcisista e utilitarista, conduzem à marginalização, sem considerar que, inevitavelmente, a fragilidade é de todos. [...] Assim, de modo especial neste Dia, em defesa nomeadamente dos homens e mulheres com deficiência, é importante promover uma cultura da vida que afirme sem cessar a dignidade de toda a pessoa, independentemente da sua idade e condição social.”

A inclusão a partir da Igreja e sociedade civil

A pandemia da Covid-19 também acabou evidenciando ainda mais as disparidades e desigualdades, com particular detrimento dos mais frágeis. Por isso, “uma primeira ‘rocha’ sobre a qual construir a nossa casa é a inclusão”, encoraja Francisco, ao procurar “ser bons samaritanos” e não “viandantes indiferentes” ao desprezar pessoas “com traços da deficiência e da fragilidade” que encontramos pelo caminho:

“A inclusão deveria ser a ‘rocha’ sobre a qual construir os programas e iniciativas das instituições civis para que ninguém, especialmente quem enfrenta maior dificuldade, fique excluído. A força de uma corrente depende do cuidado dispensado aos elos mais frágeis.”

Quanto às instituições eclesiais, o Papa reafirma a exigência de preparar instrumentos idôneos e acessíveis para a transmissão da fé:

“Espero também que os mesmos sejam disponibilizados, da forma mais gratuita possível, àqueles que precisam deles, inclusivamente através das novas tecnologias que se revelaram tão importantes para todos neste período de pandemia. Do mesmo modo encorajo, para sacerdotes, seminaristas, religiosos, catequistas e agentes pastorais, uma formação ordinária sobre a relação com a deficiência e o uso de instrumentos pastorais inclusivos.”

Francisco enaltece a importância do empenho das comunidades paroquiais em “fazer crescer, nos fiéis, o estilo acolhedor das pessoas com deficiência”. A criação de uma paróquia plenamente acessível, complementa o Papa, “requer não só a eliminação das barreiras arquitetônicas, mas sobretudo atitudes e ações de solidariedade e serviço, por parte dos paroquianos, para com as pessoas com deficiência e suas famílias”.

A participação ativa

Para “reconstruir melhor” a sociedade, acrescenta o Pontífice, é preciso que a inclusão “englobe também a promoção da participação ativa” para que as pessoas com deficiência se tornem “sujeitos ativos” e “não só destinatários” tanto na sociedade como na Igreja:

“Reafirmo veementemente o direito de as pessoas com deficiência receberem os Sacramentos como todos os outros membros da Igreja. Todas as celebrações litúrgicas da paróquia deveriam estar acessíveis para que cada um, juntamente com os irmãos e irmãs, possa aprofundar, celebrar e viver a sua fé. Deve ser reservada uma atenção especial às pessoas com deficiência que ainda não receberam os Sacramentos da iniciação cristã: poderiam ser acolhidas e inseridas no percurso catequético de preparação para estes Sacramentos.”

O Papa, então, traz a indicação da participação ativa na catequese das pessoas com deficiência, que “constitui uma grande riqueza para a vida de toda a paróquia”. Dessa forma, finaliza Francisco, é possível edificar, contra todas as intempéries e junto à sociedade civil, a “casa” sólida, capaz de acolher também as pessoas com deficiência, “porque construída sobre a rocha da inclusão e da participação ativa”:

“Portanto, também a presença entre os catequistas de pessoas com deficiência, de acordo com as suas próprias capacidades, representa um recurso para a comunidade. Neste sentido, deve-se favorecer a sua formação para que possam adquirir uma preparação mais avançada nomeadamente em campo teológico e catequético. Espero que, nas comunidades paroquiais, cada vez mais pessoas com deficiência possam tornar-se catequistas, para transmitir a fé de maneira eficaz, inclusive com o seu próprio testemunho (cf. Discurso no Congresso «Catequese e Pessoas com Deficiência», 21/X/2017).”

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O Papa na intenção de dezembro:

rezando, mudamos a realidade e nossos corações

Na intenção de oração para este mês, o Santo Padre recorda que, por meio de uma vida de oração, nutrimos o nosso relacionamento com Jesus Cristo. “O nosso coração muda quando reza”, diz Francisco.

Mariangela Jaguraba - Vatican News - Foi divulgada, nesta terça-feira (1°/12), a videomensagem do Papa Francisco com a intenção de oração para dezembro, último mês de 2020, ano marcado pela pandemia da Covid-19. O Santo Padre confia a intenção de oração a toda Igreja por meio da Rede Mundial de Oração do Papa.

“O coração da missão da Igreja é a oração. A oração é a chave para podermos entrar em diálogo com o Pai. Cada vez que lemos uma pequena passagem do Evangelho escutamos Jesus que nos fala. Conversamos com Jesus. Escutamos Jesus e respondemos. E isto é a oração. Rezando, mudamos a realidade. E mudamos nossos corações. O nosso coração muda quando reza. Podemos fazer muitas coisas, mas sem oração não funciona. Rezemos para que nossa relação com Jesus Cristo se alimente da Palavra de Deus e de uma vida de oração. Em silêncio, cada um reze com o coração.”

A oração do Papa durante a pandemia

O Papa é um homem de oração e a videomensagem testemunha isso com imagens tiradas dos momentos mais emocionantes de 2020: a oração pela pandemia na Praça São Pedro vazia, sua peregrinação ao crucifixo de São Marcelo na Via del Corso, no centro de Roma, os momentos de recolhimento diante do ícone bizantino da Salus Populi Romani na Basílica Romana de Santa Maria Maior. Para o Papa Francisco, a oração não se reduz apenas a um espaço ou momento de contemplação interior. A oração sempre produz uma mudança.

A oração do Papa em tempos de pandemia 27.03.2020

O diretor Internacional da Rede Mundial de Oração do Papa, pe. Frédéric Fornos S.J, recorda que a missão da Igreja está a serviço dos desafios do mundo e isso não é possível sem oração. Francisco resumiu de forma muito simples: “O coração da missão da Igreja é a oração”.

“Para muitos, a oração se resume em um momento de silêncio ou reflexão, mas para aqueles que descobrem sua profundidade é a respiração do coração.”

"A oração nos abre para o Amor, que tem rosto, Jesus Cristo, e nos leva ao Pai. A oração é essencial para a missão da Igreja. Rezemos para que a nossa relação pessoal com Jesus seja sempre nutrida pela Palavra de Deus e por uma vida de oração."

O vídeo do Papa deste mês termina com um convite especial de Francisco a rezar com o coração, durante seu encontro com a Rede Mundial de Oração, em 28 de junho de 2019, por ocasião dos 175 anos do Apostolado da Oração.

Na Audiência Geral do dia 4 de novembro, Francisco aproveitou a ocasião para explicar a vida de oração que Jesus sempre teve: “Durante sua vida pública, Jesus recorre constantemente à força da oração. Os Evangelhos nos mostram isso quando ele se retira para lugares isolados para rezar. São observações sóbrias e discretas, que só nos permitem imaginar esses diálogos orantes. No entanto, eles testemunham claramente que, mesmo nos momentos de maior dedicação aos pobres e doentes, Jesus nunca descuidou do seu diálogo íntimo com o Pai.”

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A partir de 4 de dezembro

pregações do Advento com o novo cardeal Cantalamessa

O novo cardeal e pregador da Casa Pontifícia Raniero Cantalamessa fará as meditações deste Advento com o tema: "Ensina-nos a contar nossos dias, para que venhamos a ter um coração sábio" (Salmo 90, 12). As meditações, com a presença do Papa, serão realizadas na Sala Paulo VI para o devido distanciamento por causa da pandemia.

Gabriella Ceraso – Vatican News - A partir da próxima sexta-feira, 4 de dezembro, com a presença do Papa, terão início as meditações para o Advento. O anúncio foi dado pela Prefeitura da Casa Pontifícia. As meditações foram confiadas ao pregador da Casa Pontifícia, o recém eleito Cardeal Raniero Cantalamessa O.F.M. Cap. que escolheu para este ano o tema: "Ensina-nos a contar nossos dias, para que venhamos a ter um coração sábio " do Salmo 90, 12.

Escolhido por João Paulo II

Desde 23 de junho de 1980, quando João Paulo II o escolheu como pregador, o frade capuchinho continua o seu caminho. Neste longo período o novo cardeal teve a apreciação por parte de três pontífices, causando muita admiração como ele mesmo teve a oportunidade de dizer em uma recente entrevista: "Pensar", disse, "que um Papa como João Paulo II, Bento XVI e até mesmo Francisco encontram tempo para ouvir um pobre e simples frade capuchinho é um exemplo que eles dão a toda a Igreja, um exemplo de estima pela Palavra de Deus. Em certo sentido, são eles que me fazem a pregação".

Para este ano o lugar escolhido para os três encontros de dezembro em preparação ao Natal é a Sala Paulo VI, porque, explica a Prefeitura, responde à necessidade de permitir a devida distância entre os participantes em termos de prevenção anti-Covid.

Os convidados às meditações são os cardeais, arcebispos, bispos, prelados da Família Pontifícia, funcionários da Cúria Romana e do Vicariato de Roma, os Superiores Gerais ou Procuradores das Ordens religiosas que fazem parte da Capela Pontifícia.

O calendário das pregações segue o do Advento, assim desde a primeira semana, 4 de dezembro, depois sexta-feira, dia 11 a segunda semana, e finalmente sexta-feira, 18 de dezembro, sempre às nove horas da manhã.

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quarta-feira, 2 de dezembro de 2020

Vaticano lança site dedicado à encíclica "Fratelli Tutti"

sobre a fraternidade e a amizade social

O Dicastério para o Serviço do Desenvolvimento Humano Integral do Vaticano lançou um site dedicado à última encíclica do Papa Francisco ‘Fratelli Tutti’, sobre a fraternidade e a amizade social, lançada em 4 de outubro de 2020.

O site tem como objetivo divulgar a mensagem de amizade e fraternidade humana, em três línguas e com atualizações constantes. A página entrou no ar nesta terça-feira, 1º de dezembro e pode ser acessada através do link www.fratellitutti.va

De acordo com o Dicastério, o site é um espaço interativo uma vez que, através do espaço ‘Iniciativas’, todas as contribuições que igrejas, comunidades e indivíduos queiram divulgar serão recebidas e compartilhadas para colocar em prática a mensagem contida na Encíclica.

Apesar da página estar disponível, por enquanto, em três idiomas – italiano, espanhol e inglês – ela possui diversos recursos também em outros idiomas, entre eles francês, português, árabe e chinês.

Em relação a conteúdo, o site traz uma introdução sobre a encíclica e o documento para download em diversos idiomas, reflexões com comentários e análises, notícias e recursos como infográficos e materiais de aprofundamento.

Acesse o site:     www.fratellitutti.va

Acesse o vídeo de apresentação da Encíclica:

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Papa na Audiência desta quarta:

Devemos aprender a não amaldiçoar, mas a abençoar

O Papa frisou que “a grande bênção de Deus é Jesus Cristo, é o grande dom de Deus, é o seu filho. Uma bênção para toda a humanidade, uma bênção que salvou todos nós.

Mariangela Jaguraba - Vatican News - O Papa Francisco deu continuidade ao ciclo de catequeses sobre a oração, na Audiência Geral desta quarta-feira (02/12). “A bênção”, uma dimensão essencial da oração, foi o tema deste encontro semanal realizado na Biblioteca do Palácio Apostólico, por causa da pandemia de coronavírus.

“Nas narrações da criação Deus abençoa continuamente a vida. Abençoa os animais, abençoa o homem e a mulher, e no final abençoa o sábado, dia de descanso e de fruição de toda a criação. As primeiras páginas da Bíblia é uma repetição contínua de bênçãos. Deus abençoa, mas também os homens abençoam, e depressa descobre-se que a bênção possui uma força especial, que acompanha o destinatário ao longo da vida e dispõe o coração humano a deixar-se mudar por Deus”, disse o Papa, acrescentando:

Portanto, no início do mundo há Deus que “diz bem”, que bendiz. Ele vê que cada obra das suas mãos é boa e bela, e quando chega ao homem e completa-se a criação, Ele reconhece que é «muito boa». Pouco tempo depois, aquela beleza que Deus imprimiu na sua obra será alterada e o ser humano se tornará uma criatura degenerada, capaz de difundir o mal e a morte no mundo; mas nada poderá apagar a primeira marca de Deus, uma marca de bondade que Deus colocou no mundo, na natureza humana, em todos nós. A capacidade de abençoar e ser abençoado. Deus não errou com a criação, nem com a criação do homem. A esperança do mundo reside completamente na bênção de Deus: Ele continua a nos amar, Ele primeiro, como diz o poeta Péguy, continua esperando o nosso bem.

A grande bênção de Deus é Jesus Cristo

O Papa frisou que “a grande bênção de Deus é Jesus Cristo, é o grande dom de Deus, é o seu filho. Uma bênção para toda a humanidade, uma bênção que salvou a todos nós. Ele é a Palavra eterna com o qual o Pai nos abençoou, «quando éramos ainda pecadores», diz São Paulo: Palavra que se fez carne e foi oferecida por nós na cruz”.

Segundo Francisco, “não há pecado que possa cancelar completamente a imagem de Cristo presente em cada um de nós. Nenhum pecado pode cancelar aquela imagem que Deus nos deu. A imagem de Cristo. Pode desfigurá-la, mas não a pode subtrair à misericórdia de Deus. Um pecador pode permanecer nos seus erros por muito tempo, mas Deus é paciente até o fim, esperando que no final aquele coração se abra e mude. Deus é como um bom pai, é um bom pai, e como uma boa mãe. Ele também é uma boa mãe: nunca deixa de amar o seu filho, por mais que ele possa errar”.

Penso nas muitas vezes que eu vi as pessoas fazendo fila para entrar nos cárceres e muitas mães ali na fila para ver o seu filho preso. Não deixam de amar o seu filho. Elas sabem que as pessoas que passam nos ônibus, dizem: “Esta é a mãe do encarcerado”. Não têm vergonha disso, aliás, têm vergonha, mas vão adiante porque é mais importante o filho do que a vergonha. Nós para Deus somos mais importantes do que todos os pecados que cometemos. Porque Ele é Pai, Ele é mãe, Ele é puro amor, Ele nos abençoou para sempre e nunca deixará de nos abençoar.

“Uma forte experiência é ler estes textos bíblicos de bênção numa prisão, ou numa comunidade de recuperação. Fazer com que as pessoas que permanecem abençoadas apesar dos seus graves erros, sintam que o Pai celestial continua a amá-las e espera que elas finalmente se abram ao bem”, disse ainda o Papa. “Se até os seus parentes mais próximos os abandonaram, e muitos os deixam, não são como aquelas mães que enfrentam fila para ver os filhos, não se importam, porque são considerados irrecuperáveis, para Deus eles continuam sendo sempre filhos. Deus não pode cancelar em nós a imagem de filho. Cada um de nós é filho, é filha. Às vezes acontecem milagres: homens e mulheres renascem, pois encontram essa bênção que os ungiu como filhos. A graça de Deus muda a vida: aceita-nos como somos, mas nunca nos deixa como somos”, disse ainda o Papa.

Abençoar e não amaldiçoar

“A Deus que abençoa, nós também respondemos abençoando: Deus nos ensinou a abençoar e nós devemos abençoar. É a oração de louvor, de adoração, de ação de graças”, sublinhou Francisco. “A oração é alegria e gratidão. Deus não esperou que nos convertêssemos para começar a nos amar, mas o fez muito antes, quando ainda estávamos no pecado.” A seguir, disse:

Não podemos apenas bendizer este Deus que nos abençoa. Devemos bendizer tudo Nele. Todas as pessoas. Bendizer a Deus é abençoar todos os irmãos, abençoar o mundo. Esta é a raiz da mansidão cristã. A capacidade de se sentir abençoado e a capacidade de abençoar. Se todos nós fizéssemos assim certamente não haveriam as guerras. Este mundo precisa de bênção e nós podemos dar e receber a bênção. O Pai nos ama. E tudo o que nos resta é a alegria de o abençoar e lhe agradecer, e de aprender com Ele a não amaldiçoar, mas a abençoar.

O Papa dirigiu uma palavra às pessoas que são acostumadas a amaldiçoar. “As pessoas que têm sempre na boca e no coração uma palavra ruim, uma maldição. Cada um de nós deve pensar se tem o costume de amaldiçoar e pedir ao Senhor a graça de mudar esse costume, porque temos um coração abençoado e de um coração abençoado não pode sair a maldição. Que o Senhor nos ensine a nunca a amaldiçoar, mas a abençoar”, conclui o Papa, concedendo a todos a sua bênção apostólica.

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Assista:

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Terço da Esperança e da Solidariedade

desta quarta será direto de Belém (PA)

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) continua com sua iniciativa que une todo o Brasil em oração diante da emergência de saúde causada pela pandemia da Covid-19. Nesta quarta-feira, 2 de dezembro, a partir das 15h30, vai ao ar mais uma edição do Terço da Esperança e da Solidariedade, direto de Belém (PA).

O terço será gerado pela TV Nazaré a partir da Igreja de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, em Belém do Pará, templo sob os cuidados dos padres Redentoristas. A transmissão será feita pelas emissoras de rádio e TV de inspiração católica e também pelas redes sociais da CNBB.

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terça-feira, 1 de dezembro de 2020

Papa Francisco:

O rito zairense "caminho promissor" para um rito amazônico

No prefácio do volume "O Papa Francisco e o 'Missal Romano para as dioceses do Zaire'", publicado pela LEV, o Pontífice reflete sobre a inculturação da liturgia: deve tocar o coração daqueles que vivem na Igreja local.

Debora Donnini – Vatican NewsO rito zairense do Missal Romano é "até agora o único rito inculturado da Igreja latina aprovado após o Concílio Vaticano II" e "este processo de inculturação litúrgica no Congo é um convite a valorizar os diferentes dons do Espírito Santo, que são uma riqueza para toda a humanidade". Isto é sublinhado pelo Papa no prefácio do texto, que é apresentado nesta terça-feira, e cuja intenção é precisamente conhecer em profundidade os diferentes aspectos do "Missal Romano para as dioceses do Zaire", aprovado em 1988 pela Congregação para o Culto Divino. Publicado pela Livraria Editora Vaticana (LEV) e realizado por Rita Mboshu Kongo, das Filhas de Maria Santíssima Co-Redentora e professora de Teologia espiritual e formação à vida consagrada na Pontifícia Universidade Urbaniana, o texto reúne a sua contribuição junto com as de Maurizio Gronchi, Jean-Pierre Sieme Lasoul, Oliver Ndondo e Silvina Perez. O texto chega às livrarias no dia 9 de dezembro.

Inculturação sem distorcer a natureza do Missal Romano

No primeiro aniversário da Eucaristia celebrada pelo Papa em rito zairense por ocasião do 25º aniversário do nascimento da Capelania católica congolesa em Roma, é apresentado este volume, que tem também em anexo o Ritual desta Missa e algumas imagens da cerimônia. "O Papa Francisco e o 'Missal Romano para as dioceses do Zaire'" tem como subtítulo "Um rito promissor para outras culturas". Um "exemplo de inculturação litúrgica", escreve o Papa, que também se refere à "Querida Amazónia" onde se diz explicitamente de "reunir na liturgia muitos elementos próprios da experiência dos indígenas no seu íntimo contato com a natureza e estimular expressões nativas em canções, danças, ritos, gestos e símbolos". "O Concílio Vaticano II já tinha solicitado este esforço de inculturação da liturgia nos povos indígenas, mas passaram-se mais de cinquenta anos e fizemos poucos progressos nesta direção", observa a Exortação Apostólica Pós-Sinodal de 2020. Para o Papa Francisco, portanto, "o caso do rito zairense sugere um caminho promissor também para a eventual elaboração de um rito amazônico, enquanto são percebidas as exigências culturais de uma determinada área do contexto africano, sem perturbar a natureza do Missal Romano, como garantia de continuidade com a tradição antiga e universal da Igreja". E o Papa espera, portanto, que este trabalho "possa ajudar a caminhar nesta direção".

Uma celebração alegre, lugar de encontro com Jesus

No prefácio, o Papa sublinha como na celebração, segundo o rito zairense, "vibra uma cultura e uma espiritualidade animadas por canções religiosas no ritmo africano, com o som dos tambores e de outros instrumentos musicais que constituem um verdadeiro progresso no enraizamento da mensagem cristã na alma congolesa". É "uma celebração jubilosa" e "um verdadeiro lugar de encontro com Jesus", destaca citando a Evangelii gaudium várias vezes.

Sobre o assunto, então, da importância da inculturação, o Papa assinala que "todo povo, depois de ter feito a experiência pessoal do encontro transformador com Cristo, procura invocar Deus, que se revelou através de Jesus Cristo com as suas palavras, com a sua linguagem religiosa, poética, metafórica, simbólica e narrativa". E é precisamente "nesta dinâmica que a Conferência Episcopal do Congo forjou uma personalidade própria querendo rezar a Deus, não por procuração ou com palavras emprestadas de outros, mas assumindo toda a especificidade espiritual e sócio-cultural do povo congolês, com as suas transformações".

A Igreja e a beleza de um rosto multiforme

No volume, há então uma referência à necessidade de ir a algo que toque "o mundo cultural das pessoas" porque "a liturgia - evidencia Francisco -, deve tocar o coração dos membros da Igreja local e ser sugestiva". Ainda referindo-se à Exortação Apostólica sobre o anúncio do Evangelho no mundo atual - considerado o texto programático do Pontificado - o Papa recorda que "o cristianismo não tem um modelo cultural único", mas "permanecendo plenamente si mesmo, em total fidelidade ao anúncio do Evangelho e à tradição eclesial, terá também o rosto das muitas culturas e povos em que é acolhido e enraizado". Portanto, nos diversos povos que experimentam o dom de Deus segundo a sua própria cultura "a Igreja", enfatiza Francisco, "exprime a sua autêntica catolicidade" e mostra "a beleza deste rosto multiforme". E "o Espírito Santo embeleza a Igreja mostrando-lhe novos aspectos da Revelação e dando-lhe um rosto novo".

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Refletindo com Dom José Francisco

Inveja e Gratidão

A inveja é um sentimento que nos impede de ter acesso às coisas boas da vida. O invejoso é alguém que não consegue reconhecer as coisas boas que outra pessoa pode dar, e muitas vezes responde com agressividade e destruição àqueles que podem ajudá-lo, ou possuem algo que lhes dá admiração.

Dom José Francisco

No fundo da inveja existe uma profunda baixa estima, encouraçada por um orgulho, que visa a fornecer uma ilusão de onipotência. Essas pessoas se consideram as melhores, e acreditam que tudo o que tocam vira ouro. São pessoas normalmente classificadas como orgulhosas, arrogantes, onipotentes, e … solitárias.

A gratidão, ao contrário da inveja, é um sentimento que permite que se tenha acesso às coisas boas do outro. Aquele que é grato reconhece no outro algo que falta em si, e nem por isso tem uma baixa estima. Muito pelo contrário. Feliz aquele que sabe suas faltas e sabe buscar isso no outro, não de uma forma destrutiva, mas como resultado das trocas normais de um relacionamento.

Podemos dizer que gratidão é um sentimento de reconhecimento, uma emoção por saber que uma pessoa fez uma boa ação, em favor de outra. Gratidão é querer agradecer a outra pessoa por ter feito algo benéfico para ela.

A gratidão ocorre sempre que alguém faz algo que o outro gostaria que acontecesse, sem esperar nada mais em troca, e isso faz com que a pessoa que fez a ação se sinta feliz e a que recebeu também. A gratidão traz junto dela uma série de outros sentimentos, como amor, fidelidade, amizade e muito mais.

A sensação de gratidão pode estar relacionada a todos os acontecimentos da vida de uma pessoa, que pode sentir-se grata, também, por experiências ruins que lhe trouxeram algum aprendizado.

Somos agradecidos?

+ José Francisco Rezende Dias
Arcebispo Metropolitano de Niterói

Artigo publicado nos jornais O Fluminense e A Tribuna – 25 de novembro 2020

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