sábado, 3 de setembro de 2016

Editorial da Rádio Vaticano

Operária do Amor

Neste fim de semana os olhos dos fiéis do Brasil e do mundo inteiro estarão voltados para Roma. Dois eventos que tocam os corações de brasileiros e não brasileiros. O primeiro evento diz mais respeito a nós; a entronização da imagem de Nossa Senhora Aparecida nos Jardins do Vaticano. Entre as muitas imagens de um oásis no centro da capital da cristandade, estará a nossa “Virgem Morena”, Nossa Senhora Aparecida. Será a expressão da fé do povo brasileiro entre as muitas representações de Nossa Senhora no Vaticano.
Bênção do Monumento a Nossa Senhora Aparecida
Neste contexto estamos prestes a celebrar os 300 anos do encontro da imagem nas águas do Paraíba. São trezentos anos de uma história de amor que envolveu e envolve católicos e não católicos no abraço da Mãe da Misericórdia. A imagem que estará nos jardins do Vaticano, obra do artista Claudio Pastro, recorda os pescadores no momento do encontro da imagem. Uma homenagem pensada e realizada pela Arquidiocese de Aparecida, através do Cardeal Raymundo Damasceno Assis e pela representação brasileira junto à Santa Sé, na pessoa do Embaixador Denis Fontes de Souza Pinto.
Um evento que passa à história, pelo simples fato, que não temos no Vaticano uma imagem de Nossa Senhora Aparecida, será a primeira, oficialmente. Nossa Senhora Aparecida é a expressão do amor dos filhos da Terra de Santa Cruz por Jesus, e esse amor se percebe e se sente na multidão de romeiros que todos os anos chega à terra da Padroeira para pedir e agradecer graças. Ali na Casa da Mãe, todos se sentem filhos.
Outro evento deste final de semana aqui no Vaticano é a canonização de Madre Teresa de Calcutá. Madre Teresa, que tanto amou os últimos, os deserdados, será canonizada como uma Santa dos nossos dias.
Uma multidão de fiéis está sendo esperada para a Missa que será presidida pelo Papa Francisco na Praça São Pedro.
Neste mundo tão difícil e conturbado o exemplo de Madre Teresa continua sendo fonte de inspiração para milhões de pessoas, e a sua vida, sinal de que tudo é possível quando o amor impera. Ela, mulher de compleição física minuta e simples, com um amor preferencial pelos pobres.
Madre Teresa de Calcutá sempre dizia: a pior pobreza é não ser amado, ser rejeitado e abandonado. “Todos temos necessidade de amor para podermos nos mover”.
Madre Teresa, a Santa dos Pobres
Madre Teresa na sua simplicidade sempre repetia: “eu vim a Calcutá para transformá-la, mas depois de um tempo vejo que é Calcutá que está me transformando”. Esse foi o grande presente que Madre Teresa recebeu, pois carregava consigo os valores dos mais pobres entre os pobres, que são pessoas que nos ensinam muito, nos ensinam a aceitar o que a vida nos oferece. Madre Teresa jamais deu um passo atrás na defesa da dignidade das pessoas.
Para quem conhece um pouco a vida de Madre Teresa e a sua radical escolha pelos últimos, naturalmente virá à memória imagens e fotografias dessa “grande” mulher entre os deserdados de Calcutá, mas também entre os grandes da terra e ao lado de um grande amigo, São João Paulo II. Ela era “o pequeno lápis nas mãos de Deus”, como gostava de se definir. Deus escrevia a sua história.
Essa mulher marcou a nossa história recente, a história dos homens de boa vontade e da igreja. Ela demonstrou com a seu modo simples, mas decidido, que é possível entregar tudo nas mãos daquele que é Amor Misericordioso. Marcou também a vida daqueles que a conheceram e daqueles que seguiram o seu exemplo e hoje formam o grande exército das Missionárias da Caridade.
Certamente também Calcutá vive com particular emoção a canonização de Madre Teresa.
Alegria e gratidão: este o binômio comum em todos os lugares onde estão presentes as Missionárias da Caridade; das grandes cidades às grandes periferias geográficas.
A “Mãe dos pobres”, promotora da dignidade da pessoa, desde a sua concepção até a morte natural, era também uma líder capaz de colocar juntos partes em conflito e resolver controvérsias aparentemente irresolvíveis. Um compromisso que lhe valeu o Nobel da Paz em 1979.
Madre Teresa continua a inspirar a todos no compromisso de chegar até aos mais necessitados e marginalizados com amor e compaixão. Não deixar jamais ninguém para trás, ocupando-se dos excluídos e deserdados onde quer se encontrem.
Os refletores de todo o mundo estão concentrados na obra de amor e paz realizada por esta pequena-grande mulher, “operária do amor”.
Neste Ano da Misericórdia, certamente, a Canonização de Madre Teresa será o evento mais planetário deste ano extraordinário de fé. A mensagem que brota é a mensagem de sempre: no centro da vida da Igreja, e, portanto, da vida de todos nós cristãos, está a caridade. Elemento que forma nossa personalidade, que dá sentido à nossa existência. Este é o coração do Evangelho, que moveu e deu sentido à vida da “Santa dos Pobres”.
                                                                                                                       Silvonei José
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                                                                                           Fonte: radiovaticana.va     news.va

sexta-feira, 2 de setembro de 2016

Leituras do

23º Domingo do Tempo Comum


1ª Leitura: Sb 9,13-18
Qual é o homem que pode conhecer os desígnios de Deus? Ou quem pode imaginar o desígnio do Senhor?
Na verdade, os pensamentos dos mortais são tímidos e nossas reflexões incertas: porque o corpo corruptível torna pesada a alma, e tenda de argila oprime a mente que pensa.
Mal podemos conhecer o que há na terra, e com muito custo compreendemos o que está ao alcance de nossas mãos; quem, portanto, investigará o que há nos céus?
Acaso alguém teria conhecido o teu desígnio, sem que lhe desses Sabedoria e do alto lhe enviasses teu santo espírito? Só assim se tornaram retos os caminhos dos que estão na terra, e os homens aprenderam o que te agrada, e pela Sabedoria foram salvos.
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Salmo: 89
- Vós fostes, ó Senhor, um refúgio para nós!
- Vós fostes, ó Senhor, um refúgio para nós!
- Vós fazeis voltar ao pó todo mortal,/ quando dizeis: “Voltai ao pó, filhos de Adão!”/ Pois mil anos para vós são como ontem,/ qual vigília de uma noite que passou.
- Eles passam como o sono da manhã,/ são iguais à erva verde pelos campos:/ De manhã ela floresce vicejante,/ mas à tarde é cortada e logo seca.
- Ensinai-nos a contar os nossos dias,/ e dai ao nosso coração sabedoria!/ Senhor, voltai-vos! Até quando tardareis?/ Tende piedade e compaixão de vossos servos!
- Saciai-nos de manhã com vosso amor,/ e exultaremos de alegria todo o dia!/ Que a bondade do Senhor e nosso Deus/ repouse sobre nós e nos conduza!/ Tornai fecundo, ó Senhor, nosso trabalho.
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2ª Leitura: Fm 9b-10.12-17
Eu, Paulo, velho como estou, e agora também prisioneiro de Cristo Jesus, faço-te um pedido em favor do meu filho, que fiz nascer para Cristo na prisão, Onésimo. Eu o estou mandando de volta para ti. Ele é como se fosse o meu próprio coração. Gostaria de tê-lo comigo, a fim de que fosse teu representante para cuidar de mim nesta prisão, que eu devo ao evangelho.
Mas, eu não quis fazer nada sem o teu parecer, para que a tua bondade não seja forçada, mas espontânea. Se ele te foi retirado por algum tempo, talvez seja para que o tenhas de volta para sempre, já não como escravo, mas, muito mais do que isso, como um irmão querido, muitíssimo querido para mim quanto mais ele o for para ti, tanto como pessoa humana quanto como irmão no Senhor. Assim, se estás em comunhão de fé comigo, recebe-o como se fosse a mim mesmo.
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Evangelho:  Lc 14,25-33
Grandes multidões acompanhavam Jesus. Voltando-se, ele lhes disse: “Se alguém vem a mim, mas não se desapega de seu pai e sua mãe, sua mulher e seus filhos, seus irmãos e suas irmãs e até da sua própria vida, não pode ser meu discípulo. Quem não carrega sua cruz e não caminha atrás de mim, não pode ser meu discípulo.
Com efeito, qual de vós, querendo construir uma torre, não se senta primeiro e calcula os gastos, para ver se tem o suficiente para terminar? Caso contrário, ele vai lançar o alicerce e não será capaz de acabar. E todos os que virem isso começarão a caçoar, dizendo: ‘Este homem começou a construir e não foi capaz de acabar!’
Ou ainda: Qual o rei que, ao sair para guerrear com outro, não se senta primeiro e examina bem se com dez mil homens poderá enfrentar o outro que marcha contra ele com vinte mil? Se ele vê que não pode, enquanto o outro rei ainda está longe, envia mensageiros para negociar as condições de paz.
Do mesmo modo, portanto, qualquer um de vós, se não renunciar a tudo o que tem, não pode ser meu discípulo!”
Reflexão
Os cristãos e as estruturas sociais
“Se Deus só serve para deixar tudo como está, não precisamos dele”; palavra de uma agente de educação popular. O Deus que é apenas o arquiteto do universo, mas fica impassível diante da injustiça dos habitantes de sua arquitetura, não tem relevância alguma. O cristianismo serve ou não para mudar as estruturas da sociedade? São Paulo tinha um amigo, Filêmon.
A renúncia é condição para seguir Jesus
Este – como todos os ricos de seu tempo – tinha escravos, que eram como se fossem as máquinas de hoje. Um dos escravos, sabendo que Paulo tinha sido preso, fugiu de Filêmon para ajudar Paulo na prisão. Paulo o batizou (“o fez nascer para Cristo”).
Depois mandou-o de volta a Filêmon, recomendando que este o acolhesse, não como escravo, mas como irmão… Mais: como se ele fosse o próprio Paulo (2ª leitura).
Essa história é emocionante, mas nos deixa insatisfeitos. Por que Paulo não exigiu que o escravo fosse libertado, em vez de acolhido como irmão, continuando como escravo? Aliás, a mesma pergunta surge ao ler outros textos do Novo Testamento (1 Cor 7,21; 1Pd 2,18). Por que o Novo Testamento não condena a escravidão?
A humanidade leva tempo para tomar consciência de certas incoerências, e mais tempo ainda para encontrar-lhes remédio. A escravidão, naquele tempo, era uma forma de compensação de dívidas contraídas ou de uma guerra perdida. Imagine que se resolvesse desse jeito a dívida externa do Brasil! Seríamos todos vendidos (se já não é o caso…) Antigamente (?), a escravidão fazia parte da estrutura econômica. Na Idade Média, com os numerosos raptos praticados pelos piratas mouros, surgiram ordens religiosas para resgatar os escravos, até tomando o lugar deles. Mas ainda na época moderna, a Igreja foi conivente com a escravidão dos negros. A consciência moral cresce devagar, e mudar alguma coisa nas estruturas é mais demorado ainda, porque depende da consciência e das possibilidades históricas. As estruturas manifestam só aos poucos sua injustiça, e então leva séculos para transformá-las.
Porém, a lição de Paulo é que, não obstante essa lentidão histórica, devemos viver já como irmãos, vivenciando um espírito novo, que vai muito além das estruturas vigentes e que – como uma bomba-relógio – fará explodir, cedo ou tarde, a estrutura injusta. Novas formas de convivência social, voluntariados dos mais diversos tipos, organismos não-governamentais, pastorais junto aos excluídos – a criatividade cristã pode inventar mil maneiras para viver aquilo que as estruturas só irão assimilar muito depois.
                                    Do livro “Liturgia Dominical”, de Johan Konings, SJ, Editora Vozes
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                                                Reflexão e ilustração: franciscanos.org.br   Banner: cnbb.org.br

Papa Francisco em mensagem nesta sexta-feira:

Imitar exemplo de Madre Teresa para Revolução da ternura

Cidade do Vaticano (RV) - O exemplo de vida de Madre Teresa, “qual testemunha privilegiada de caridade e de generosa atenção aos pobres e aos últimos, contribua a levar sempre mais Cristo para o centro da vida e a viver generosamente o seu Evangelho no contínuo exercício das obras de misericórdia para ser construtores de um futuro melhor, iluminado pelo esplendor da Verdade”.
Madre Teresa será canonizada neste domingo, dia 4 de setembro
Assim se expressa o Papa Francisco num telegrama – assinado pelo Cardeal Secretário de Estado, Pietro Parolin – enviado ao diretor da AsiaNews, Pe. Bernardo Cervellera, por ocasião do Simpósio internacional que a agência missionária organizou em Roma, na Pontifícia Universidade Urbaniana, dedicado a Madre Teresa como ícone da Misericórdia para a Ásia e para o mundo, no contexto do Jubileu extraordinário da Misericórdia e na iminência da canonização da religiosa.
O Pontífice invoca a intercessão celeste da Virgem Maria, Mãe de toda consolação, a fim de que “os devotos de Madre Teresa, imitando seu ardor apostólico, possam realizar aquela Revolução da Ternura iniciada por Jesus Cristo com o seu amor preferencial pelos pequeninos”. (RL)
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Papa recebe
jogadores do Roma e do time argentino São Lourenço

Cidade do Vaticano (RV) - O Papa Francisco recebeu em audiência esta sexta-feira (02/09) na Sala Clementina, no Vaticano, os jogadores de futebol do Roma e do São Lourenço, o clube argentino para o qual sempre torceu, e que este sábado, às 18h locais, farão um amistoso no Estádio Olímpico da capital italiana. A arrecadação será destinada às populações das regiões das Marcas e do Lácio, atingidas pelo recente terremoto que em 24 de agosto abalou o centro da Itália.
Jogadores com o Papa
Tratou-se de um encontro alegre e descontraído, muito informal. Estiveram presentes, entre outros, o jogador símbolo do Roma, Totti, e os argentinos que jogam no clube romano, bem como os jogadores do São Loureço, exceto os que foram convocados pelas respectivas seleções nacionais. Os times estiveram acompanhados de seus técnicos e dirigentes.
O amistoso insere-se na “Festa da Família” que a sociedade esportiva romana quis organizar no âmbito dos eventos para o Jubileu da Misericórdia.
O presidente do Pontifício Conselho para Promoção da Nova Evangelização, Dom Rino Fisichella, introduziu o encontro recordando a finalidade da inciativa em favor dos atingidos pelo terremoto.
O Santo Padre agradeceu veementemente por esse gesto concreto de proximidade aos que sofrem neste momento. Francisco quis saudar os jogadores, um por um, trocando com eles algumas palavras.
Por sua vez, os jogadores do Roma deram ao Papa uma camisa especial a ele dedicada com o logotipo oficial do Jubileu da Misericórdia junto com o emblema do clube, tendo escrito o nome Francisco e o número 1.
O Pontífice recebeu a camisa com alegria e a autografou para ser leiloada e o valor doado para ajudar nas emergências pós- terremoto. A partida deste sábado no Estádio Olímpico concluirá um dia repleto de iniciativas destinadas às crianças e a seus pais, cujas atividades se realizarão a partir do meio-dia na zona do “Foro Italico”. (RL)
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                                                                                           Fonte: radiovaticana.va     news.va

quinta-feira, 1 de setembro de 2016

Pe. Marcos toma posse como pároco na

Paróquia de São José do Pantano

A solene celebração de posse canônica do Padre Marcos Roberto da Silva como pároco da Paróquia São José, no distrito de São José do Pantano em Pouso Alegre foi presidida pelo arcebispo de Pouso Alegre, D. José Luiz Majella Delgado, CSsR, no dia 25 de agosto.
Dom Majella com o empossado e sacerdotes participantes
A celebração contou com a presença dos padres diocesanos: Cônego Wilson Mário de Morais (vigário geral), Cônego Sebastião Camilo de Almeida – Paróquia São Benedito Itajubá, Cônego Vonilton Augusto Ferreira – Catedral e Coordenador do Setor Mandu, Pe. Ivan Paulo Moreira (Reitor do Seminário), Pe. Francisco José da Silva (Seminário), Pe. Samuel Araújo Ferreira – Paróquia São Benedito Itajubá, Pe. Édpo Francisco Campos – Paróquia Nossa Senhora de Fátima – Pouso Alegre, Pe. Cláudio Antônio Braz – Paróquia São Francisco de Paula – Poço Fundo, Pe. João Luiz Ferreira Peçanha – Paróquia São Francisco e Sta. Clara – Pouso Alegre, Pe. José Cândido de Andrade – Catedral, e, Pe. Luis Carlos Osti – Paróquia São Geraldo Magela e São José – Pouso Alegre. A Igreja estava repleta de féis, familiares e amigos do Padre Marcos que trabalhou em Itajubá, na paróquia São Benedito, antes de assumir a Paróquia do distrito do Pantano.
No início da celebração foi feita a leitura do Decreto de posse canônica. De joelhos de frente ao altar, Pe. Marcos fez a sua profissão de fé e juramento de fidelidade. Dando continuidade ao rito canônico, o novo pároco recebeu a estola das mãos de D. Majella. Logo após o arcebispo conduziu Pe. Marcos Roberto até a porta da Matriz, onde lhe entregou as chaves da Igreja; a pia batismal; ao Sacrário; e, por fim, à cadeira central do altar. Após a assinatura dos documentos, D. Majella, com muita alegria, apresentou o novo pároco Pe. Marcos a toda comunidade, que o aplaudiu calorosamente. Após a cerimônia foi concelebrada a Santa Missa.
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D. Majella viaja ao Vaticano e emite comunicado

O Arcebispo Metropolitano de Pouso Alegre, Dom José Luiz Majella Delgado – C.Ss.R, emitiu no dia 31 de agosto de 2016 um comunicado informando de sua viagem ao Vaticano, nos próximos dias 1 a 10 de setembro, para participar da homenagem a Nossa senhora Aparecida.
D. Majella informa ainda, que em sua ausência responderá pela Arquidiocese o Cônego Wilson Mário de Morais, vigário-geral.
Leia a íntegra do Comunicado
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                                                                                               Fonte: arquidiocese-pa.org.br

Setembro - Mês da Bíblia

O Senhor fala ao seu povo!

Estimados Diocesanos! Neste Ano Santo do Jubileu da Misericórdia, a Igreja Católica no Brasil nos propõe, no Mês da Bíblia, um estudo sobre o livro do profeta Miqueias. Ele era natural de Moréchet, um pequeno povoado de Judá, distante cerca de 35 km de Jerusalém.  Viveu entre 740 e 700 a.C. Sabemos pouco da sua realidade social; devia ser alguém ligado à agricultura, pois as suas críticas contra os nobres da época fazem supor que ele era um pequeno proprietário ou um trabalhador da terra. O seu nome significa: “Quem é como o Senhor”.
Palavra de Deus
O Mês da Bíblia deste ano traz como lema: “Praticar o direito, amar a misericórdia e caminhar humildemente com Deus”, baseado no texto do livro de Miqueias (Mq 6,8). Miqueias viveu em um momento difícil da história do povo de Deus e do próprio país. Foi um tempo marcado por invasões militares estrangeiras, por problemas de ordem militar, política e social. Esta realidade tão complexa que afetava diretamente a vida do povo é externada na voz profética de Miqueias. Ele nos dá uma visão pessimista de uma sociedade marcada pela situação de penúria das viúvas e dos órfãos desamparados e sem patrimônio, frente à ambição desmedida dos dirigentes. A corrupção, a injustiça e a falsidade assolavam o país e a desconfiança era geral, mesmo no interior da própria família.
Miqueias, com suas palavras proféticas, torna-se um dos grandes defensores da justiça. Preocupa-se com a situação daqueles que, espoliados dos seus bens e humilhados diante da situação social, se convertem em presas fáceis na mão de pessoas inescrupulosas. Estes são os que se baseiam no automatismo das promessas divinas, os que pensam estar seguros, enquanto o povo é vítima dos desmandos. 
Diante desta situação, Deus não pode ficar impassível. Por isso, Miqueias anuncia o castigo contra aqueles que cometem injustiças e arbitrariedades que fazem sofrer os mais desprotegidos. Miqueias é um homem que confia na ação de Deus e nas suas promessas. Por isso, proclama a esperança num futuro de justiça, que será alcançado percorrendo o caminho da humildade que leva à conversão e à salvação.
                                                                          Dom José Gislon - Bispo de Erexim (RS)
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                                                                                                                 Fonte: cnbb.org.br

Papa propõe nova obra de misericórdia:

O cuidado com a casa comum

Rádio Vaticano (RV) – A mensagem do Papa para o Dia Mundial de Oração e Cuidado da Criação, celebrado em 1º de setembro, é apresentada sob um único capítulo: “Usemos de misericórdia para com a nossa casa comum”, dividida em 6 subtítulos.
Cuidemos do que é de todos
Quando instituiu o Dia Mundial de Oração e Cuidado da Criação em 2015, ano do lançamento da Encíclica Laudato Si, Francisco explicou o porquê deste dia:
“Para oferecer a cada fiel e às comunidades a preciosa oportunidade de renovar a adesão pessoal à sua vocação de guardiões da criação, elevando a Deus o agradecimento pela obra maravilhosa que Ele confiou ao nosso cuidado, invocando a sua ajuda para a proteção da criação e a sua misericórdia pelos pecados cometidos contra o mundo em que vivemos”.
No primeiro subtítulo que fala sobre a Terra que clama, o Papa recorda que 2015 foi o ano mais quente da história e que, provavelmente, 2016 será ainda mais.
“Como salienta a ecologia integral, os seres humanos estão profundamente ligados entre si e à criação na sua totalidade. Quando maltratamos a natureza, maltratamos também os seres humanos. Ao mesmo tempo, cada criatura tem o seu próprio valor intrínseco que deve ser respeitado. Escutemos ‘tanto o clamor da terra como o clamor dos pobres’ e procuremos atentamente ver como se pode garantir uma resposta adequada”, destaca o Pontífice.
Conversão ecológica
A seguir, o Papa cita o Patriarca Bartolomeu que tem evidenciado os pecados contra a criação.
Neste ponto, Francisco pede em sua mensagem que “aprendamos a procurar a misericórdia de Deus para os pecados contra a criação que até agora não soubemos reconhecer nem confessar; e comprometamo-nos a dar passos concretos no caminho da conversão ecológica”,
A consciência ecológica, todavia, toma forma somente após algumas reflexões, explica o Papa:
“Depois de um sério exame de consciência e habitados por tal arrependimento, podemos confessar os nossos pecados contra o Criador, contra a criação, contra os nossos irmãos e irmãs”.
Mudar de rumo
“O exame de consciência, o arrependimento e a confissão ao Pai, rico em misericórdia, levam-nos a um propósito firme de mudar de vida”, destaca Francisco.
O Pontífice recordar algumas coisas práticas apresentadas por ele na Laudato Si e que cada um de nós pode fazer para respeitar a criação.
“Utilizar com critérios o plástico e o papel, não desperdiçar água, comida e eletricidade, diferenciar o lixo, tratar com zelo os outros seres vivos, usar os transportes públicos e partilhar o mesmo veículo com várias pessoas”.
A estas pequenas ações de grande importância somam-se os compromissos em nível global, como os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável e o Acordo de Paris.
“Os governos têm o dever de respeitar os compromissos que assumiram, enquanto as empresas devem responsavelmente cumprir a sua parte, e cabe aos cidadãos exigir que isto aconteça e também se aponte para objetivos cada vez mais ambiciosos”, exorta o Papa.
Nova obra de misericórdia
Ao concluir a mensagem, sob uma ótica holística da vida humana que na sua totalidade inclui o cuidado da casa comum, Francisco diz:
“Tomo a liberdade de propor um complemento aos dois elencos de sete obras de misericórdia, acrescentando a cada um o cuidado da casa comum".
E explica:
"Como obra de misericórdia espiritual, o cuidado da casa comum requer 'a grata contemplação do mundo', que 'nos permite descobrir qualquer ensinamento que Deus quer nos transmitir por meio de cada coisa'. Como obra de misericórdia corporal, o cuidado da casa comum requer aqueles 'simples gestos quotidianos, pelos quais quebramos a lógica da violência, da exploração, do egoísmo' e se manifesta o amor 'em todas as ações que procuram construir um mundo melhor'”.
A Rádio Vaticano transmite ao vivo nesta quinta-feira (1º/9) a Vigília de Oração com o Papa na Basílica de São Pedro a partir das 11h50 de Brasília. (rb)
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Frei Cantalamessa em reflexão nesta quinta-feira:
Ecologia sem doxologia torna o universo opaco

Cidade do Vaticano (RV) –  O Papa Francisco, na tarde desta quinta-feira, 1º de setembro, presidiu na Basílica de São Pedro às Solenes Vésperas pelo Dia Mundial de Oração pelo Cuidado da Criação. A data foi instituída pelo Santo Padre em 2015, unindo assim a Igreja Católica a uma iniciativa que já era realizada pelas Igrejas Ortodoxas.
Atento à reflexão
“Ó homem, por que tens de ti um conceito tão baixo, quando és tão precioso para Deus?”. Com esta frase - extraída dos Discursos de São Pedro Crisólogo, século V - o Pregador da Casa Pontifícia, Frei Raniero Cantalamessa, iniciou sua longa e articulada reflexão, intitulada “Rezar pela Criação ou rezar com a Criação?”.
Desde o século V – explicou Frei Raniero – “mudou o motivo pelo qual o homem despreza a si mesmo, mas não mudou o fato”. “Hoje o motivo do desprezo é que o homem é menos que nada na imensidão  ilimitada do universo”.
O homem diante do universo
Para contrastar a afirmação de muitos cientistas ateus, que defendem a total marginalidade e insignificância do homem no universo, Frei Raniero propõe um enunciado de Dionísio, o Aeropagita, do século VI que diz, que “não se deve refutar as opiniões dos outros, nem se deve escrever contra uma opinião ou uma religião que não parece boa. Se deve escrever somente a favor da verdade e não contra os outros”. “Não se deve absolutizar este princípios – reiterou -  porque às vezes pode ser necessário refutar doutrinas falsas e perigosas; mas é certo que a exposição positiva da verdade é mais eficaz do que não a rejeição do erro contrário”.
Soberania do homem
Referindo-se novamente ao discurso de Crisólogo, o Pregador da Casa Pontifícia diz que o autor reafirma “a ideia bíblica da soberania do homem sobre o cosmos”, visão completada por São Paulo que indica o lugar que Cristo ocupa nele:
“Estamos diante de um “ecologismo humano” ou “humanístico”: um ecologismo, isto é, que não é um fim por si só, mas em função do homem, não só, naturalmente, do homem de hoje, mas também daquele futuro”.
Criado à imagem e semelhança de Deus
O pensamento cristão nunca deixou de interrogar-se sobre o porque desta transcendência do homem em relação ao resto da criação, encontrando sempre a resposta na afirmação bíblica de que “o homem foi criado à imagem e semelhança de Deus”.
O renovado diálogo com o pensamento ortodoxo, tornou possível à teologia dar uma explicação realmente satisfatória para a questão, que “é saber em que consiste ser a imagem de Deus”:
“Tudo se alicerça na revelação da Trindade operada por Cristo. O homem é criado à imagem de Deus, no sentido que participa da íntima essência de Deus, que é de ser em relação  de amor entre Pai, Filho e Espírito Santo”. “Eles não têm uma relação entre si, mas são a relação”, como define Santo Agostinho.
Liberdade do homem
Somente o homem - enquanto pessoa capaz de relações livres e conscientes – participa desta dimensão pessoal e relacional de Deus. “Sendo a Trindade uma comunhão de amor, criou o homem como um “ser em relação”. É neste sentido que o homem é “a imagem de Deus””.
O abismo entre Deus e a criatura humana “é preenchido pela graça”, tornando-se “menos profundo do que aquele existente entre o homem e o resto da criação”. Com a redenção operada por Cristo, o homem tornou-se “partícipe da natureza divina”.
Triunfalismo racial?
Esta visão poderia levantar objeções, não somente por parte dos não-crentes: “Tudo isto não é triunfalismo racial?”, levando a um domínio indiscriminado do homem sobre o resto da criação, com as consequências facilmente imagináveis e, infelizmente já em curso?:
“A resposta é: não, se o homem se comporta realmente como imagem de Deus. Se a pessoa humana é imagem de Deus enquanto é “um ser em comunhão”, isto quer dizer que menos se é egoísta, fechados em si mesmos e esquecidos dos outros, mais se é pessoa realmente humana”.
Neste sentido, “a soberania do homem sobre o cosmos não é um triunfalismo de espécie, mas assunção de responsabilidade pelos mais fracos, os pobres, os indefesos. O único título que eles têm para serem respeitados, na ausência de outros privilégios e recursos, é o de ser pessoa humana”.
Deus que ouve o grito dos pobres
“O Deus da Bíblia – mas também de outras religiões – é um Deus “que ouve o grito dos pobres”, que “tem piedade dos fracos e do pobre”, que “defende a causa dos miseráveis”, que “faz justiça aos opressores”, que “nada despreza daquilo que criou”.
A encarnação do Verbo trouxe uma razão a mais para “para assumir o cuidado dos fracos e do pobre, independente da raça ou da religião a que pertença. Com a encarnação, o homem escolheu ser “não rico e poderoso, mas pobre, fraco e indefeso”.
São Francisco
Este foi o passo em frente que Francisco de Assis permitiu que a teologia desse, explicou o Pregador da Casa Pontifícia, “superando o dogma necessário para contrastar a heresia” da época, e que não podia permanecer nisto.
O que comoveu Francisco até as lágrimas no Natal, foi a humildade a pobreza do Filho de Deus:
“Nele, o amor pela pobreza e o amor pela criação andavam lado a lado e tinham uma raiz comum na sua radical renúncia em querer possuir. Francisco pertence a esta categoria de pessoa do qual São Paulo nos diz que “não tendo nada, possuíam tudo””.
Papa Francisco
O Papa Francisco – afirma o Frei Raniero – acolhe esta mensagem quando faz “da íntima relação entre os pobres e a fragilidade do planeta” um das “pedras angulares” da sua Encíclica sobre o ambiente”:
“O que de fato produz, ao mesmo tempo, os piores danos ao ambiente e a miséria de imensas massas humanas, se não o insaciável desejo de alguns de fazer aumentar sem medidas as próprias posses e lucros? À terra se deve aplicar aquilo que os antigos diziam da vida: a ninguém é dada em propriedade, a todos em uso”.
Terremoto
A verdade de que não somos os donos da terra nos é recordada por acontecimentos como “o terrível terremoto da semana passada” e que nos leva a perguntar: “Onde estava Deus?”, questionamento para o qual não temos uma pronta resposta:
“Algo, porém, a fé nos permite dizer. Deus não projetou a criação como se fosse uma máquina ou um computador, onde tudo é programado desde o início em cada detalhe, salvo a operar periodicamente atualizações. Por analogia com o homem, podemos falar de um tipo de “liberdade” que Deus deu à matéria de desenvolver-se segundo leis próprias. Neste sentido ( mas somente neste), podemos até mesmo compartilhar o ponto de vista dos cientistas não-crentes que falam de “acaso e necessidade”. Na evolução tudo ocorre “por acaso”, mas o próprio acaso é previsto pelo Criador e não é “por acaso””.
Assim, à pergunta “Onde estava Deus na noite de 23 de setembro, o fiel não hesita em responder com toda a humildade: “Ele estava ali sofrendo com as suas criatura, acolhendo na sua paz as vítimas que batiam á porta de seu Paraíso”.
Ecologia sem doxologia
O Frei capuchinho recorda que existem muitas tarefas do homem em relação à criação, “algumas mais urgentes que outras, como a água, o ar, o clima, a energia, a defesa das espécies em risco. Disto se fala em todos os ambientes e encontros que se ocupam de ecologia. Mas faz uma ressalva:
“Existe porém, um dever pela criação do qual não se pode falar se não em um encontro entre fieis e é justamente por isto que foi colocado ao centro deste encontro de oração. Tal dever é a doxologia, a glorificação de Deus pela criação. Uma ecologia sem doxologia torna o universo opaco, como um imenso mapa-múndi de vidro, privado da luz que deveria iluminá-lo por dentro”.
Glorificação de Deus
A tarefa primordial das criaturas em relação à criação é de emprestar a ela a sua voz. Foram necessários milhares de anos para que o universo chegasse “à luz da consciência”, alcançada quando apareceu aquela que Teilhard de Chardin chama de “fenômeno humano”. “Mas agora que o universo chegou à sua linha de chegada, exige que o homem cumpra o seu dever, que assuma, por assim dizer, a direção do coro e entoe em nome de toda a criação: “Glória a Deus no alto dos céus!””.
“Nós, crentes, devemos ser a voz não somente das criaturas inanimadas, mas também dos nossos irmãos que não têm a graça da fé. Não esqueçamos, em particular, de glorificar a Deus pelas brilhantes realizações da técnica. São obras do homem, é verdade, mas o homem, de quem é obra? Quem o fez?”.
A glorificação – sublinha Frei Raniero – não serve naturalmente a Deus, mas a nós:
“Com ela, se redime a criação da senilidade e da vaidade, isto é, do não-senso, em que a arrastou o pecado dos homens e a arrasta hoje a incredulidade do mundo”.
Rezar "com" a criação
São Francisco de Assis – conclui o Pregador da Casa Pontifícia – tem algo a dizer ainda hoje a propósito do ecologismo:
“Ele não reza “pela” criação, pelo seu cuidado (no tempo dele não havia ainda necessidade), reza “com a criação”, ou “pela causa da criação”, ou ainda “por motivo da criação”. São todas nuances presentes na preposição “pelo” por ele usada: “Laudato Si, meu Senhor, pelo irmão sol, pela irmã lua, pela irmã mãe terra”. O seu canto é uma doxologia e um hino de ação de graças. Mas precisamente disto deriva o respeito extraordinário por cada criatura pelo qual queria que até às ervas selvagens fosse deixado um espaço para crescer”. (JE)
Assista:
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