sábado, 9 de maio de 2015

Dom Majella nomeia cura da Catedral

e coordenadores dos Setores Juventude e de Comunicação
Antes da viagem ao Santuário de Fátima em Portugal, o arcebispo metropolitano de Pouso Alegre nomeou o novo Cura da Catedral e os coordenadores da Pastoral da Juventude e da Pastoral da Comunicação arquidiocesanas. Confira a íntegra das nomeações:
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Rev. mos
Dom Majella
Párocos, Vigários paroquiais, diáconos, administradores pastorais, comunidades religiosas, seminaristas e lideranças leigas.
Cabe-me informá-los que estarei ausente da Arquidiocese de Pouso Alegre do dia 11 até dia 18 do corrente mês, em viagem a Portugal.  No dia 13 estarei em Fátima participando da celebração onde se dará a entronização de uma réplica da imagem de Nossa Senhora Aparecida no Santuário de Fátima. Este evento faz parte das comemorações do centenário das aparições de Nossa Senhora aos três pastorzinhos, e dos 300 anos do encontro da imagem de Nossa Senhora Aparecida, no Rio Paraíba do Sul.
Na minha ausência, regerá a Arquidiocese o Cônego Wilson Mário de Morais, Vigário Geral.
Informações: 
Cura da Catedral
Côn. Vonilton Augusto
Com a nomeação do Rev.do Cônego Edson José Oriolo dos Santos para Bispo auxiliar da Arquidiocese de Belo Horizonte – MG, nomeamos o Rev.do Cônego Vonilton Augusto Ferreira para o ofício de Cura da Catedral Metropolitana e Pároco Administrador da Paróquia/Basílica Nossa Senhora do Carmo, em Borda da Mata. Agradecemos ao Cônego Edson os oito anos de serviços pastorais à frente da nossa Catedral. Ao Cônego Vonilton agradecemos pela disponibilidade ao acolher mais este serviço à Arquidiocese e desejamos profícuo ministério nesta nova missão evangelizadora.
Setor Juventude
Pe. Omar Aparecido
Nomeamos o Rev.do Pe. Omar Aparecido Silveira para a coordenação do Setor Arquidiocesano da Juventude, que é o espaço de comunhão das diversas expressões da Igreja arquidiocesana que trabalham junto aos jovens. Agradecemos ao Rev.do Pe. Édpo Campos que acompanhou a nossa juventude como Assessor Espiritual. Desejamos ao Pe. Omar disposição e esperança viva neste trabalho de comunhão para evangelizar as diferentes juventudes.
Pastoral da Comunicação
Sem. Andrey Nicioli
Nomeamos o seminarista estagiário Andrey Cássio Nicioli Silva coordenador da PASCOM Arquidiocesana. Agradecemos ao Pe. Paulo Giovanni Pereira que dedicou com todo esmero aos trabalhos desta pastoral. Continuamos contando com a sua preciosa colaboração. Ao seminarista Andrey desejamos disposição e todo o dinamismo na coordenação do setor de Comunicação da nossa Arquidiocese.
Desde Fátima, junto à Maria, Mãe de todos nós, estarei em oração por todos vocês e pela caminhada eclesial das nossas comunidades e Paróquias, neste tempo de construção da Assembleia de Pastoral Arquidiocesana.
Aproveito a oportunidade para confirmar-me com sentimentos de fraterna estima no Senhor.
Com a bênção,
Dom José Luiz Majella Delgado, C.Ss.R. - Arcebispo Metropolitano
Pouso Alegre, 8 de maio de 2015 - Prot. O - Nº  022/15
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                                                                               Fonte: arquidiocese-pa.org.br

sexta-feira, 8 de maio de 2015

Francisco na homilia desta sexta-feira (8):

"Diálogo e unidade são obras do Espírito Santo!"

Cidade do Vaticano (RV) - O Espírito Santo cria “movimento” na Igreja, o que aparentemente é visto como confusão; mas, quando acolhido em oração e com espírito de diálogo, gera sempre unidade entre os cristãos. Foi o que afirmou o Papa em sua homilia da manhã, na Casa Santa Marta, dedicada por Francisco à sua pátria, no dia de Nossa Senhora de Lujan, Padroeira da Argentina.  
O Deus desconhecido movimenta as águas da Igreja e todas as vezes que os cristãos, a partir dos Apóstolos, se confrontaram com franqueza e no diálogo, sem fomentar traições e ‘correntes’ internas, sempre compreenderam o que era justo fazer, graças à inspiração do Espírito Santo.
O Espírito Santo cria a unidade harmoniosa entre as pessoas
Orientando-se pelos Atos dos Apóstolos, Francisco mencionou as situações de confronto e conflito que a primeira comunidade cristã teve que viver. 
A leitura do dia narra a conclusão do primeiro Concílio de Jerusalém que estabeleceu, depois de alguns atritos, as poucas e simples regras que deviam ser observadas pelos novos convertidos ao Evangelho. 
O problema, recorda Francisco, é que antigamente, havia uma luta interna entre os definidos ‘fechados’ – grupo de cristãos muito ‘presos à lei’, que queriam ‘impor as condições do hebraísmo aos novos cristãos’ – e Paulo de Tarso, o Apóstolo dos pagãos, firmemente contrário a esta constrição:
“Como resolvem o problema? Se reúnem e cada um dá o seu parecer, dá a sua opinião. Discutem, mas como irmãos e não como inimigos. Não fazem correntes para vencer, não vão aos poderes civis para ganhar, não matam para triunfar. Procuram o caminho da oração e do diálogo. Mesmo com opiniões totalmente opostas, dialogam e entram em acordo. É obra do Espírito Santo”. 
A decisão final, destacou Francisco, é tomada na concórdia. E é sobre esta base que foi escrita no final do Concílio a carta a ser enviada aos “irmãos” que “provêm dos pagãos”. O conteúdo nela comunicado é fruto de uma compartilha bem diferente das manobras colocadas em ato pelos intransigentes da tradição:
“Uma Igreja onde jamais existem problemas do gênero me faz pensar que o Espírito não está tão presente. E numa Igreja onde sempre se discute e os irmãos se traem uns aos outros, ali não está o Espírito! O Espírito faz a novidade, cria a sabedoria que Jesus prometeu: ‘Ele vos ensinará!’. Ele move, mas é quem, no final, cria a unidade harmoniosa entre todos”.
A última observação do Papa foi sobre a frase adotada para concluir a carta. Palavras que revelam a alma da concórdia cristã, não um simples ato de boa vontade, mas um fruto do Espírito Santo:
“Isso é o que nos ensina hoje esta Leitura, que nos ensina o primeiro Concílio ecumênico. ‘De fato, pareceu bem ao Espírito Santo, e a nós …: esta é a fórmula, quando o Espírito nos coloca todos de acordo. Agora continuemos a celebração eucarística e peçamos ao Senhor Jesus, que está presente entre nós, que nos envie sempre o Espírito Santo, a nós, a cada um de nós. Que Ele nos envie à Igreja, e que a Igreja saiba ser fiel aos movimentos que o Espírito Santo faz”. (CM/BF)
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                                                                                         Fonte: radiovaticana.va

quinta-feira, 7 de maio de 2015

Francisco na missa desta quinta-feira:

“O verdadeiro amor
não pode se isolar. Se é isolado, não é amor”

Cidade do Vaticano (RV) - O Papa celebrou a Santa Missa na manhã desta quinta-feira (07/05) na capela da Casa Santa Marta, focalizando a sua homilia sobre os critérios do verdadeiro amor que – disse –, deve ser concreto e comunicativo: também os monges e as monjas de clausura – observou – na realidade não se isolam, mas comunicam e muito.
Que o Senhor nos dê a alegria que o mundo não pode dar
No Evangelho de hoje Jesus “nos pede para permanecermos no seu amor”. “Há dois critérios – afirmou Francisco – que nos ajudam a distinguir o verdadeiro amor daquele não verdadeiro”. O primeiro critério é que o amor está “mais nos fatos do que nas palavras”: não é “um amor de telenovelas”, “uma fantasia”, histórias que “fazem nosso coração bater um pouco e nada mais”. “Está nos fatos concretos”: “Jesus advertia os seus: 'Não aqueles que dizem: 'Senhor! Senhor!', entrarão no Reino dos céus, mas aqueles que fizerem a vontade do meu Pai, que observam os meus mandamentos'”:
“Programa Pastoral”
“Em outras palavras, o verdadeiro amor é concreto, está nas obras, é um amor constante. Não é um simples entusiasmo. Também, muitas vezes, é um amor doloroso: pensemos no amor de Jesus carregando a cruz. Mas as obras do amor são as que Jesus nos ensina na passagem do capítulo 25 de São Mateus. Mas quem ama faz isso: o protocolo do julgamento. Estava com fome, e você me deu de comer, e assim por diante. Concretamente. Também as bem-aventuranças, que são o ‘programa pastoral’ de Jesus, são concretas”.
“Uma das primeiras heresias do cristianismo – disse o Papa – foi a do pensamento agnóstico” que falava de um “Deus distante ... que não era concreto”. Em vez disso, o amor do Pai “era concreto, enviou Seu Filho… que se fez carne para nos salvar”.
O segundo critério do amor – prosseguiu o Papa – é que “se comunica, não permanece isolado. O amor dá de si mesmo e recebe, realiza a comunicação que existe entre o Pai e o Filho, uma comunicação que faz o Espírito Santo”:
Amor verdadeiro
“Não há amor sem se comunicar, não há amor isolado. Mas alguém de vocês pode se perguntar: ‘Mas Padre, os monges e as monjas de clausura estão isolados’. Mas comunicam e muito: com o Senhor, também com aqueles que vão buscar uma palavra de Deus... O verdadeiro amor não pode se isolar. Se é isolado, não é amor. É uma forma espiritualista de egoísmo, de permanecer fechado em si mesmo, buscando seu próprio bem... É egoísmo”.
Então – afirma o Papa Francisco – “permanecer no amor de Jesus significa fazer” e “ter a capacidade de se comunicar, de dialogar, seja com o Senhor, seja com os nossos irmãos”:
“É tão simples isso. Mas, não é fácil. Porque o egoísmo, o próprio interesse nos atrai e nos atrai para não fazer e para não nos comunicarmos. O que diz o Senhor daqueles que permanecerão em seu amor? “Eu lhes disse essas coisas para que a minha alegria esteja em vocês, e a alegria de vocês seja completa”. O Senhor que permanece no amor do Pai é alegre, 'e se vocês permanecerem no meu amor, a sua alegria será completa’: uma alegria que muitas vezes vem junto com a cruz. Mas essa alegria - o próprio Jesus nos disse – ninguém poderá tirar”.
O Papa concluiu a homilia com esta oração: que o Senhor “nos dê a graça da alegria, aquela alegria que o mundo não pode dar”. (SP)
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                                                                                         Fonte: radiovaticana.va

quarta-feira, 6 de maio de 2015

Vem aí 1° Crisma Fest da Arquidiocese de Pouso Alegre

Tema: Jovem, força da paz!
Lema: “Paz a vós! Como o Pai me enviou, assim também eu vos envio!” (Jo 20,21)
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Programação
8h30 – Chegada        9h – Acolhida do Arcebispo Metropolitano Dom José Luís Majella Delgado
9h05 – Oração Inicial – Com tema vocacional e participação dos jovens seminaristas do Seminário Arquidiocesano         9h30 – Acolhida dos jovens - Animação     
9h45 – Reflexão com o tema "Jovem, força da Paz!"        10h20 – Intervalo (água, banheiros…)
10h40 – Apresentações dos Setores (10min. para cada): Dourado - Ano da Paz / Paraíso - Família /  Sapucaí - Vida x Drogas / Mogi - CF 2015: Fraternidade: Igreja e Sociedade /Fernão Dias - Respeito x Discriminação.
12h15 – Fala da Coordenação      12h30 – Almoço             14h – Retorno - Músicas e Animação
14h20 – Apresentação dos Setores: Extremo Sul - O Jovem e a Experiência da Fé / Mandu - Novas Mídias / Mantiqueira - Vocação / Alto da Serra - Dons do Espírito Santo.
15h – Preparação para a Missa    15h15 – Santa Missa presidida por Dom José Luís Majella Delgado
16h15 – Agradecimentos - Encerramento
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                                                                               Fonte: arquidiocese-pa.org.br

Papa Francisco nomeia

três bispos para o Brasil

Dom Agenor. Dom Tarcísio e Dom Edson
O papa Francisco nomeou hoje, 6, dom Agenor Girardi como bispo da diocese de União da Vitória (PR), transferindo-o da sede titular de “Fornos Maggiore” e do ofício de auxiliar na arquidiocese de Porto Alegre (RS). Acolhendo o pedido de renúncia de dom Jacyr Francisco Braido, conforme previsto pelo Código de Direito Canônico, por motivo de idade, o papa nomeou dom Tarcísio Scaramussa  como bispo da diocese de Santos (SP), onde exercia a função de coadjutor.
Na mesma data, foi nomeado bispo da diocese de Iguatu (CE), dom Edson de Castro Homem, sendo transferido da sede titular de “Muzia” e do ofício de auxiliar da arquidiocese do Rio de Janeiro (RJ).
Dom Agenor
Natural de Orleãs (SC), nasceu em 2 de fevereiro de 1952. Foi ordenado presbítero em 1982, e bispo, em 2011, após ser nomeado pelo papa emérito Bento XVI. Possui mestrado em Teologia e Espiritualidade pelo Pontifícia Universidade Gregoriana, em Roma, e mestrado em Teologia da Vida Consagrada, pelo Instituto Claretiano, também Roma. Seu lema: “Ametur Cor Jesu” (Amado seja o Coração de Jesus).
Dom Tarcísio
Natural de Vargem Alta (ES), nasceu em 19 de setembro de 1950. Foi ordenado presbítero em 1977, e bispo, em 2008, após ser nomeado pelo papa emérito Bento XVI, como bispo auxiliar de São Paulo. Em sua missão episcopal, dom Tarcísio exerceu a função de vigário episcopal da Região Sé, secretário do regional Sul 1 da CNBB, bispo referencial para o Setor Universidades, Ensino Religioso, Dimensão Bíblico-catequética e Setor Juventude, também na CNBB. Seu lema: “E habitou entre nós” (Jo 1,14)
Dom Edson
Natural do Rio de Janeiro (RJ), nasceu em 17 de abril de 1949. Foi ordenado presbítero em 1977, e bispo, em 2005, após ser nomeado pelo papa João Paulo II. Possui mestrado em Teologia e Filosofia e, doutorado em Teologia Espiritual pelo Universidade Gregoriana de Roma. Também é doutor em Filosofia pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro. Seu lema: “Sufficit tibi gratia” (Basta-te a minha graça). 
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                                                                                                Fonte: cnbb.org.br

Francisco:
É preciso coragem para amar. E recorda fim da II Guerra Mundial

Cidade do Vaticano (RV) – A beleza do matrimônio cristão foi o tema da catequese de Francisco nesta quarta-feira (06/05), na Audiência Geral.
Ao ingressar na Praça São Pedro, o Pontífice saudou a multidão a bordo de seu papamóvel, para receber e retribuir o carinho dos peregrinos. Em especial, se mostrou entusiasmado com um grupo de chineses.
Ao se dirigir aos fiéis, Francisco explicou que o matrimônio não é simplesmente uma cerimônia, bela e ornamentada, que se realiza na igreja, mas um sacramento que gera uma nova comunidade familiar que edifica a Igreja.
O Papa citou o Apóstolo Paulo, quando fala deste sacramento como um “grande mistério”, a imagem do amor entre Cristo e a Igreja. “Trata-se de uma analogia imperfeita”, explicou Francisco, mas que nos ajuda a entender seu sentido espiritual “altíssimo e revolucionário”.
Casais, Deus vos abençoa pelo compromisso assumido no matrimônio
O marido, diz Paulo, deve amar a mulher “como o próprio corpo”, amá-la como Cristo amou a Igreja e deu a si mesmo por ela. O Pontífice chamou em causa os maridos presentes na Praça, perguntando-lhes se têm consciência dessa responsabilidade. “Isso não é brincadeira, é serio”, disse.
Por isso, os esposos são chamados a viver a radicalidade de um amor que, iluminado pela fé, restabelece a reciprocidade da entrega e dedicação segundo o projeto original de Deus para a humanidade.
O Papa perguntou aos fiéis: “Aceitamos profundamente este elo indissolúvel da história de Cristo e da Igreja com a história do matrimônio e da família humana? Estamos dispostos a assumir seriamente esta responsabilidade?” 
Neste sentido, a Igreja participa plenamente na história de cada casal cristão: alegra-se com os seus êxitos e sofre com os seus fracassos. Isso é assim porque os esposos participam na missão da Igreja justamente enquanto esposos, dando testemunho da sua fidelidade corajosa à graça deste sacramento. “Por isso digo aos recém-casados que são corajosos, porque é preciso coragem para amar-se como Cristo amou a Igreja”.
A Igreja, acrescentou Francisco, necessita deste sacramento para oferecer a todos os dons da fé, do amor e da esperança. O Papa concluiu:
“São Paulo tem razão: trata-se de um grande mistério! Homens e mulheres, suficientemente corajosos para levar este tesouro nos vasos de argila da nossa humanidade, são um recurso essencial para a Igreja e para o mundo. Deus os abençoe mil vezes por isso!”
Ao saudar os grupos na Praça, Francisco recordou que nos próximos dias serão celebrados os 70 anos do final da II Guerra Mundial. E afirmou:
“Confio a Maria Rainha da Paz os votos de que a sociedade aprenda com os erros do passado e que diante dos conflitos atuais que estão dilacerando algumas regiões do mundo, todos os responsáveis civis se empenhem na busca do bem comum e na promoção da cultura da paz.” (BF) 
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                                                                        Fonte: radiovaticana.va     news.va

terça-feira, 5 de maio de 2015

Papa Francisco na missa desta terça-feira:

"Entregar-se ao Senhor: caminho para a esperança e a paz"

Cidade do Vaticano (RV) - Tribulações, entrega e paz. Estas três palavras foram o centro da homilia do Papa Francisco na Missa celebrada na manhã desta terça, 05, na Casa Santa Marta. O Pontífice ressaltou que os cristãos não têm “comportamento masoquista” diante de dificuldades, mas se entregam ao Senhor com confiança e esperança. 
São Paulo foi perseguido, mas apesar de mil adversidades, permaneceu sólido na fé, encorajando os irmãos a esperar no Senhor. O Papa se inspirou no trecho dos Atos dos Apóstolos – da leitura do dia – para se concentrar em três pontos: tribulações, entrega e paz. Francisco evidenciou que para entrar no Reino de Deus, é preciso passar por momentos sombrios, difíceis.
Cristãos suportam adversidades com coragem
Caminhos e atitudes: tribulações, entrega e paz
“Todavia – advertiu – este não é um comportamento masoquista, mas é a ‘luta cristã’ contra o príncipe deste mundo, que tenta nos afastar da ‘Palavra de Jesus, da fé e da esperança’. “Suportar as tribulações” é uma frase que o Apóstolo Paulo usa muito:
“Suportar é ter paciência, é carregar nas costas, é levar o peso das adversidades. A vida dos cristãos também tem momentos assim, mas Jesus nos diz: ‘Tenham coragem nestes momentos. Eu venci, vocês também serão vencedores’. Esta primeira palavra nos ilumina para superarmos os momentos mais difíceis da vida, aqueles momentos que nos fazem sofrer’”.
Depois de dar este conselho, Paulo “organiza aquela Igreja”, “reza sobre os presbíteros, impõe as mãos e os confia ao Senhor”.
Entregar-se ao Senhor nos momentos mais difíceis
A segunda Palavra: “entrega”: “Um cristão – disse – pode levar avante as tribulações e também as perseguições, entregando-se ao Senhor”. Somente Ele, reiterou o Papa, “é capaz de nos dar a força, de nos dar a perseverança na fé, de nos dar a esperança”: 
“Confiar algo ao Senhor, confiar este momento difícil ao Senhor, confiar eu mesmo ao Senhor, confiar ao Senhor os nossos fiéis, nós sacerdotes, bispos, confiar ao Senhor as nossas famílias, os nossos amigos e dizer ao Senhor: ‘Cuida deles, eles são teus”. É uma oração que nem sempre fazemos, a oração de entrega: ‘Senhor, te entrego isto, leva adiante Tu, é uma bela oração cristã. É a atitude de confiança no poder do Senhor, assim como na ternura do Senhor que é Pai”.
Quando esta oração vem do coração, disse o Papa, existe a certeza que é confiada ao Senhor, que é segura: “Ele não decepciona jamais”. As tribulações, refletiu o Papa, nos fazem sofrer, mas “a entrega ao Senhor dá esperança e daqui vem a terceira palavra: a paz”.
A Paz do Senhor reforça a fé
Francisco recordou aquilo que Jesus diz como “despedida” aos seus discípulos: “Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou”. Porém, o Pontífice evidenciou, “não uma paz, uma simples tranquilidade”, mas uma paz que “chega ao âmago, uma paz que fortalece, que reforça o que hoje pedimos ao Senhor: a nossa fé e a nossa esperança”:
“Três palavras: tribulações, entrega e paz. Na vida, temos que percorrer caminhos tortuosos, é a lei da vida. Mas nestes momentos, ao entregar-se ao Senhor, Ele nos responde com a paz. Este Senhor que é Pai e nos ama tanto e não desaponta jamais. Continuemos hoje a celebração eucarística com o Senhor, pedindo que reforce a nossa fé e a nossa esperança, pedindo que nos doe a confiança para vencer as tribulações porque Ele venceu o mundo, e nos doe, a todos, a sua paz”. (CM/RB)
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                                                                                         Fonte: radiovaticana.va