FAZ DÉCADAS QUE TENTO APRENDER A GRAÇA DA PONDERAÇÃO
Aprendi com Dom Luciano Mendes e com o
Cardeal Ratzinger...
Pe. Zezinho, scj |||||||||||||||||||||||||||||||
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E foi numa
leitura de 24 de dezembro. Era uma entrevista com Peter Seewald a Bento XVI. À
medida que eu lia, as respostas de Joseph Ratzinger mexiam comigo. O livro ainda
não tinha sido traduzido para o português.
Dizia o cardeal:
“A fé não é algo
que está simplesmente aí! Ela pode encolher ou crescer, mover-se numa linha
ascendente e ascendente! Não é garantia já pronta, capital investido sempre a
aumentar. Está sempre vinculada a uma liberdade muito frágil. Com a evaporação
da fé, a sociedade tornou-se mais dura, mais violenta e mais mordaz, mais
irascível e mais maligna. “
Ratzinger não
deixou de responder a nenhuma pergunta. Mas era dono de uma admirável ponderação.
Havia um justo peso para cada palavra.
Naquela véspera
de Natal, as 45 páginas que li mostraram um futuro Papa Católico que sabia o
que dizer. Era um homem lúcido e ponderado. Media cada palavra.
***
Pensei comigo.
Posso e quero seguir por este caminho. Jesus também sabia a quem e o que dizer!
***
Desde então a
cada Natal eu me lembro dos Papas que já conheci. Não foi diferente com o Papa
Francisco e, agora, com Leão XIV.
Eram sucintos. O
Cardeal Ratzinger falou muito, mas, eleito Papa Bento XVI, media cada palavra.
Era o seu novo ofício. Vejo que Leão XIV também mede cada palavra que escreve.
É por isso que
escrevo uma ou duas páginas por dia e, depois, mergulho nas leituras da fé. Meu
Natal de 2025 já tem um cardápio: reler 20 páginas deste livro do Teólogo Juan
José Hernández Alonso. Quero passar este Natal pensando na biografia daquele
menino que cresceu para mostrar como se vive e como se morre pelos outros!

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