domingo, 11 de junho de 2023

Papa Francisco neste domingo:

a Eucaristia nos chama
à primazia de Deus e ao amor aos irmãos

Na Solenidade do Corpo e Sangue de Cristo, celebrada neste domingo em muitas dioceses e países, como a Diocese de Roma, o Papa Francisco tuitou a mensagem: “Este Pão – escreve – é o Sacramento do amor por excelência”.

 “A Eucaristia chama-nos à primazia de Deus e ao amor aos irmãos. Este Pão é, por excelência, o Sacramento do amor. É Cristo que se oferece e se parte por nós e nos pede que façamos o mesmo, para que a nossa vida seja trigo moído e se torne pão que alimenta os irmãos." 

O Papa Francisco, hospitalizado na Policlínica Gemelli, onde continua sua recuperação após a operação da última quarta-feira, tuitou esta mensagem em sua conta @Pontifex na Solenidade do Santíssimo Corpo e Sangue de Cristo. Neste dia, ressoam as palavras pronunciadas pelo Papa durante o seu pontificado por ocasião da festa do Corpus Domini.

Chamados a sair

Na Santa Missa de 6 de junho de 2021, o Papa Francisco também se referiu a uma característica desta festa:

A procissão com o Santíssimo Sacramento – caraterística da festa do Corpo de Deus, mas que de momento ainda não podemos realizar – lembra-nos que somos chamados a sair levando Jesus. Sair com entusiasmo, levando Cristo àqueles que encontramos na vida quotidiana. Tornemo-nos uma Igreja com o cântaro na mão, que desperta a sede e leva a água. Abramos amorosamente o coração, para sermos a sala espaçosa e acolhedora onde todos possam entrar para encontrar o Senhor.

Fazer memória

Na celebração da solenidade do Santíssimo Corpo e Sangue de Cristo, em 14 de junho de 2020, Francisco destacou que é essencial “lembrar o bem recebido”. “Com a Eucaristia, o Senhor cura também a nossa memória negativa, aquele negativismo que frequentemente se apodera do nosso coração".

“O Senhor - acrescentou o Papa - sabe que o mal e os pecados não são a nossa identidade; são doenças, infeções. E Ele vem curá-las com a Eucaristia, que contém os anticorpos para a nossa memória doente de negativismo".

Acolher o Pão de Jesus

A Palavra de Deus ajuda a redescobrir dois verbos essenciais para a vida cotidiana: dizer e dar. O Papa o sublinhou na Missa de 23 de junho de 2019, recordando que a Eucaristia é o “Pão do caminho”, o “Pão de Jesus”:

Se o recebermos com o coração, este Pão irradiará em nós a força do amor: sentir-nos-emos abençoados e amados, e teremos vontade de abençoar e amar, a começar daqui, da nossa cidade, das ruas que vamos percorrer nesta tarde. O Senhor passa pelas nossas estradas para dizer-bem, dizer bem de nós e para nos dar coragem, dar coragem a nós.

Amedeo Lomonaco – Cidade do Vaticano

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sábado, 10 de junho de 2023

Reflexão para

o X Domingo do Tempo Comum

O Evangelho deste domingo apresenta-nos uma catequese sobre a resposta que devemos dar ao Deus que chama todos os homens, sem exceção.

A Palavra de Deus deste X Domingo do Tempo Comum repete, com alguma insistência, que Deus prefere a misericórdia ao sacrifício. A expressão deve ser entendida no sentido de que, para Deus, o essencial não são os atos externos de culto ou as declarações de boas intenções, mas sim uma atitude de adesão verdadeira e coerente ao seu chamamento, à sua proposta de salvação. É esse o tema da liturgia deste dia.

Na primeira leitura, o profeta Oseias põe em causa a sinceridade de uma comunidade que procura controlar e manipular Deus, mas não está verdadeiramente interessada em aderir, com um coração sincero e verdadeiro, à aliança. Os atos externos de culto – ainda que faustosos e magnificentes – não significam nada, se não houver amor (quer o amor a Deus, quer o amor ao próximo – que é a outra face do amor a Deus).

Na segunda leitura, Paulo apresenta aos cristãos (quer aos que vêm do judaísmo e estão preocupados com o estrito cumprimento da Lei de Moisés, quer aos que vêm do paganismo) a única coisa essencial: a fé. A figura de Abraão é exemplar: aquilo que o tornou um modelo para todos não foram as obras que fez, mas a sua adesão total, incondicional e plena a Deus e aos seus projetos.

O Evangelho apresenta-nos uma catequese sobre a resposta que devemos dar ao Deus que chama todos os homens, sem excepção. O exemplo de Mateus sugere que o decisivo, do ponto de vista de Deus, é a resposta pronta ao seu convite para integrar a comunidade do “Reino”.

O relato da vocação de Mateus (vers. 9) não é substancialmente distinto do relato do chamamento de outros discípulos (cf. Mt 4,18-22): em qualquer dos casos fala-se de homens que estão a trabalhar, a quem Jesus chama e que, deixando tudo, seguem Jesus. Os “chamados” não são “super-homens”, seres perfeitos e santos, estranhos ao mundo, pairando acima das nuvens, sem contato com a vida e com os problemas e dramas dos outros homens e mulheres; mas são pessoas normais, que vivem uma vida normal, que trabalham, lutam, riem e choram… No entanto, todos são chamados ao seguimento de Jesus. O verbo “akolouthéô”, aqui utilizado na forma imperativa, traduz a ação de “ir atrás” e define a atitude de um discípulo que aceita ligar-se a um “mestre”, escutar as suas lições e imitar os seus exemplos de vida… É, portanto, isso que Jesus pede a Mateus. Mateus, sem objecções nem pedidos de esclarecimento, deixa tudo e aceita ser discípulo. A esta adesão ao chamamento de Deus chama-se “fé”.

Deus chama todos os homens sem excepção. Os que se consideram bons e justos, frequentemente acham que não precisam do dom de Deus, pois eles merecem, pelos seus atos, a salvação; mas a verdade é que a salvação é sempre um dom gratuito de Deus, não merecido pelo homem… O que Deus pede ao homem (seja ele bom ou mau, pecador ou santo, justo ou injusto) é que aceite o dom de Deus, escute o chamamento de Jesus e, sem objeções, com total confiança e disponibilidade, aceite o convite para seguir Jesus, para ser seu discípulo e para integrar a comunidade do “Reino”.

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                                                                                                                     Fonte: vaticannews.va

Dia dos Namorados:

Pastoral Familiar busca acompanhar e promover namoro como tempo de descoberta vocacional

O namoro é um tempo privilegiado de descoberta vocacional. É essa uma das indicações da Pastoral Familiar ao apresentar uma proposta de Itinerário para Namorados, material que busca ajudar no discernimento e no amadurecimento do amor dos jovens. O subsídio foi desenvolvido em parceria com a Pastoral Juvenil e movimentos eclesiais e está disponível desde o início deste ano.

“Acreditamos que o namoro é um tempo especial para vivenciar a experiência do amor cristão, que traz consigo todos os valores que serão abençoados e confirmados no Sacramento do Matrimônio”, afirma a Pastoral, que também ressalta:

“Não podemos permitir que o tempo de namoro seja desprezado, desvalorizado e desvirtuado, mas, ao contrário, a Igreja deve manifestar sua presença no acompanhamento terno e afetuoso dos namorados que desejam seguir sua experiência de fé”.

Relação vocacional

No caminho de discernimento vocacional, principalmente entre os jovens, o namoro é considerado pela Igreja “um tempo privilegiado de descoberta vocacional” e também de descoberta, para quem vai contrair o Matrimônio, de quem Deus escolheu para viver por toda a vida.

“O namoro cristão incorpora novas realidades, exigências e graças que são importantes estarem bem presentes na caminhada vocacional. Namorar é muito mais do que um passa tempo, ou para suprir carências, é diferente de estudar, é coisa séria e bonita, até mesmo para quem descobre a vocação ao sacerdócio e à vida religiosa, antes de assumir tal compromisso”, afirma o assessor da Comissão Episcopal para a Vida e a Família da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e secretário executivo da Comissão Nacional da Pastoral Familiar, padre Crispim Guimarães.

Antes de chegar ao noivado, a Pastoral Familiar afirma ser importante fazer um caminho anterior, cujo namoro é um tempo especial. “O itinerário para os namorados aponta caminhos, sugere temas concretos para o tempo de namoro, aprofunda questões que irão firmar ainda mais a alegria do amor”, explica padre Crispim.

Essa preparação pode gerar vários “ganhos” para a Igreja e para a sociedade:

“Se a Igreja preparar bem os namorados, ganhará as famílias que terão noivos e casais mais comprometidos com a Igreja doméstica; ganhará a comunidade, o sacerdócio ou a vida religiosa, porque alguns poderão descobrir no namoro cristão o chamado para outra vocação que não o Matrimônio. Por que não? Ganhará a comunidade que os acompanha e os acolhe, abrindo os corações para o “dever” cristão: colocar-se a serviço do Evangelho, chegando aos corações com a alegria do Cristo Ressuscitado.

Ganhará a hierarquia: bispos e padres, que verão suas dioceses e comunidades cada vez mais carentes de jovens e muito menos ainda de jovens comprometidos, que sentirão renovada a sua vocação e missão de pastores.

A sociedade também ganhará pessoas e famílias comprometidas com o fermento do Evangelho e com o bem comum”.

Saiba mais sobre e adquira o Itinerário para Namorados.

Dia dos Namorados

No Brasil, a data é comemorada no dia 12 de junho, mas, no mundo afora, está relacionada ao dia 14 de fevereiro, quando são lembrados dois santos mártires de mesmo nome, o padre São Valentim e o bispo São Valentim de Terni. Os dois viveram por volta do século III e lutaram pelo matrimônio cristão, seja aconselhando os namorados e noivos, seja afirmando a importância do sacramento mesmo diante de perseguições.

No Brasil, diante da perspectiva desta celebração com forte apelo comercial, a Igreja, por meio da Pastoral Familiar, tem oferecido luzes para iniciativas de reflexão e também de celebração em vista da compreensão e valorização deste caminho que faz parte da preparação para o matrimônio, indo além da troca de presentes.

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                                                                                                                          Fonte: cnbb.org.br

sexta-feira, 9 de junho de 2023

Evolução pós-operatória do Papa

continua regular e normal

Novo comunicado do diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé, Matteo Bruni. O Papa Francisco está comovido com as muitas mensagens que continua recebendo nessas horas.

No início da noite desta sexta-feira novo comunicado do diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé, Matteo Bruni, sobre o estado de saúde do Papa Francisco: Eis o teor de seu comunicado:

"A equipe médica informa que a evolução pós-operatória do Papa continua regular e normal. O Santo Padre está apirético (não há febre), os parâmetros hemodinâmicos estão normais (as análises de sangue são regulares), suspendeu o soro e continuou a se alimentar com uma dieta líquida".

"À tarde, se recolheu em oração e se dedicou às atividades de trabalho. À noite, recebeu a Eucaristia".

"O Papa Francisco está comovido com as muitas mensagens que continua recebendo nessas horas; em particular, deseja dirigir seus pensamentos e agradecimentos às crianças que estão atualmente internadas no hospital pelo carinho e amor recebidos por meio de seus desenhos e mensagens. A elas, assim como à equipe médica, aos enfermeiros, aos agentes sociossanitários e aos assistentes espirituais que diariamente tocam a dor com as mãos, aliviando o seu peso, expressa a sua gratidão pela proximidade e pelas orações".

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As crianças da ala de Oncologia do Gemelli
escrevem ao Papa: "fique bom logo!"

Desenhos, cartas e uma estrutura em forma de coração como presente para Francisco, em seu segundo dia de hospitalização após a operação abdominal: "estamos esperando pelo senhor de braços abertos", escrevem os pequenos pacientes, a quem o Pontífice visitou duas vezes, indo até a ala em frente ao seu apartamento.

Desenhos e cartinhas das crianças da ala de oncologia pediátrica 

Com o Papa, Franco, Francesco C., Francesco D., Francesca, Isabel, Yaroslaiv, Ascanio, Elena, Giorgia, Martina e Davide são agora velhos "amigos". Tanto que, assim que souberam que ele foi novamente internado, mais uma vez no apartamento em frente à ala onde recebem cuidados e assistência diários, sentiram-se na obrigação de escrever ao Papa para desejar-lhe uma rápida recuperação e assegurar-lhe: "estamos esperando pelo senhor de braços abertos!".

Os pequenos pacientes da ala de oncologia pediátrica da Policlínica Gemelli queriam estar perto de Francisco, em seu segundo dia de convalescença após a operação de 7 de junho. E quando não puderam abraçá-lo fisicamente, demonstraram seu afeto por meio de cartões, desenhos e até mesmo de uma escultura em forma de coração com a inscrição "Sempre com o senhor".

A carta

"Caro Papa Francisco", diz a carta amarela assinada pelos pequenos, "soubemos que o senhor não tem estado muito bem e por isso compartilhamos o mesmo hospital. Esperamos muito que se recupere o mais rápido possível para voltar às suas atividades diárias. Obrigado pelo que faz por nós e por ter vindo nos visitar várias vezes; o senhor é sempre bem-vindo e nós o esperamos de braços abertos". Assinado, "crianças e jovens da Oncologia Pediátrica"; em seguida, um pós-escrito: "Esperamos que o senhor aprecie nossos simples presentes".

A carta dos pequenos pacientes do Gemelli ao Papa


As duas visitas à ala

Uma forma de agradecer ao Papa, que por duas vezes, seja durante a operação de julho de 2021 de estenose diverticular, seja na recente cirurgia intestinal, fez uma visita surpresa à ala deles no décimo andar, ao lado de seu apartamento.

Um vislumbre de luz, esses dois encontros, em meio à escuridão de uma doença grande demais para corpos tão pequenos. A escuridão de relatórios negativos, de tratamentos fortes demais para suportar, de estresse emocional para as famílias. O Papa distribuiu bênçãos e carícias nessas ocasiões. As crianças não se esqueceram dele e, agora que tinham que apoiar Francisco se apresentaram imediatamente. A esse propósito, bem ao lado da escola, dentro do hospital para pacientes oncológicos, há um mural colorido em homenagem ao pontífice argentino.

O mural em homenagem a Francisco


Os pacientes do Bambino Gesù

Já nesta quinta-feira, foram outros pequenos pacientes, porém do Hospital Bambino Gesù, que "enviaram" ao Pontífice um desenho comovente - que circulou pelos canais sociais do hospital pediátrico - retratando Jorge Mario Bergoglio em uma cama de hospital.  De trás de uma janela, eles - Giorgio, Mia, Samuel e Chiara - lhe davam força: "Não tenha medo, estamos com o senhor".

A comunidade Gemelli se reúne em torno do Papa

Mas não foram apenas as crianças que se reuniram em torno do Papa, cujo progresso e quadro clínico geral a Sala de Imprensa do Vaticano informou durante o dia. Há toda a comunidade hospitalar do Hospital Gemelli que não deixa de lhe enviar "saudações", "orações" e "bons pensamentos" toda vez que ele passa sob as cinco janelas com cortinas brancas, hoje abertas para deixar o sol entrar. Ali, sob a famosa estátua de João Paulo II - o Pontífice que foi hospitalizado várias vezes no hospital romano - por volta do meio-dia, estavam os estudantes de odontologia do quinto ano da Universidade Católica. Eles haviam se reunido para tirar uma foto de si mesmos e aproveitaram a oportunidade, ainda em pose, para gritar sob as janelas: "Querido Papa Francisco, desejamos sua rápida recuperação. Viva o Papa!".

Uma escultura para o Pontífice


Salvatore Cernuzio – Vatican News

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10º Domingo do Tempo Comum:

Leituras e Reflexão
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1ª Leitura: Os 6,3-6

Leitura da Profecia de Oseias:

É preciso saber segui-lo para reconhecer o Senhor. Certa como a aurora é a sua vinda, ele virá até nós como as primeiras chuvas, como as chuvas tardias que regam o solo.

Como vou tratar-te, Efraim? Como vou tratar-te, Judá? O vosso amor é como nuvem pela manhã, como orvalho que cedo se desfaz.

Eu os desbastei por meio dos profetas, arrasei-os com as palavras de minha boca, como luz, expandem-se meus juízos; quero amor, e não sacrifícios, conhecimento de Deus, mais do que holocaustos.

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Responsório: Sl 49(50)
- A todo homem que procede retamente, eu mostrarei a salvação que vem de Deus.
- A todo homem que procede retamente, eu mostrarei a salvação que vem de Deus.

- Falou o Senhor Deus, chamou a terra, do sol nascente ao sol poente a convocou. “Eu não venho censurar teus sacrifícios, pois sempre estão perante mim teus holocaustos.

- Não te diria, se com fome eu estivesse, porque é meu o universo e todo ser. Porventura comerei carne de touros? Beberei, acaso, o sangue de carneiros?

- Imola a Deus um sacrifício de louvor e cumpre os votos que fizeste ao Altíssimo. Invoca-me no dia da angústia, e então te livrarei e hás de louvar-me.”

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2ª Leitura: Rm 4,18-25

Leitura da Carta de São Paulo aos Romanos:

Irmãos: Abraão, contra toda a humana esperança, firmou-se na esperança e na fé. Assim, tornou-se pai de muitos povos, conforme lhe fora dito: “Assim será a tua posteridade.” Não fraquejou na fé, à vista de seu físico desvigorado pela idade – cerca de cem anos – ou considerando o útero de Sara já incapaz de conceber. Diante da promessa divina, não duvidou por falta de fé, mas revigorou-se na fé e deu glória a Deus, convencido de que Deus tem poder para cumprir o que prometeu. Esta sua atitude de fé lhe foi creditada como justiça.

Afirmando que a fé lhe foi creditada como justiça, a Escritura visa não só à pessoa de Abraão, mas também a nós, pois a fé será creditada também para nós que cremos naquele que ressuscitou dos mortos Jesus, nosso Senhor. Ele, Jesus, foi entregue por causa de nossos pecados e foi ressuscitado para nossa justificação.

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Evangelho: Mt 9,9-13

Proclamação do Evangelho de São Mateus:

Naquele tempo: Partindo dali, Jesus viu um homem chamado Mateus, sentado na coletoria de impostos, e disse-lhe: “Segue-me!” Ele se levantou e seguiu a Jesus.

Enquanto Jesus estava à mesa, em casa de Mateus, vieram muitos cobradores de impostos e pecadores e sentaram-se à mesa com Jesus e seus discípulos.

Alguns fariseus viram isso e perguntaram aos discípulos: “Por que vosso mestre come com os cobradores de impostos e pecadores?”

Jesus ouviu a pergunta e respondeu: “Aqueles que têm saúde não precisam de médico, mas sim os doentes. Aprendei, pois, o que significa: ‘Quero misericórdia e não sacrifício.’ De fato, eu não vim para chamar os justos, mas os pecadores”.


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Reflexão do padre Johan Konings:

Jesus chama os pecadores

Há quem diga que o evangelho de hoje é autorretrato do evangelista Mateus. De fato, o trecho conta a vocação do publicano Mateus – ou Levi, como é chamado nos outros evangelhos – por Jesus, enquanto estava exercendo sua função na coletoria de taxas, espécie de posto de pedágio (terceirizado) do Império Romano na terra de Israel (Mt 9,9-13). Os cobradores eram chamados “publicanos”; eram funcionários públicos a serviço do imperialismo estrangeiro e terrivelmente desprezados pelos “bons judeus”. Jesus chama alguém dessa categoria para ser seu discípulo. Pior: vai jantar com ele e seus colegas, considerados pecadores. Os fariseus criticam-no. Jesus, então, responde com uma parábola: um médico não vem para pessoas sadias, mas para doentes. E acrescenta um argumento da Sagrada Escritura: “Misericórdia eu quero, não sacrifícios”, texto do profeta Oséias, que critica uma religiosidade externa e meramente ritual da parte de pessoas que desconhecem a misericórdia, primeira qualidade de Deus e primeira exigência nas relações entre as pessoas (1ª leitura).

Os pecadores notórios convidam Jesus à mesa; em contraposição, os considerados justos acham isso um desacato. Consideram a justiça monopólio deles. Assim fazendo, perdem a “justiça” que só o Deus da misericórdia nos pode atribuir, por pura bondade, sem que o mereçamos. A vocação dos pecadores revela a gratuidade divina de nossa salvação. Deus nos dá seu amor porque precisamos dele, não porque o merecemos. Deus não exclui ninguém, nem mesmo aquele que se apresenta diante dele com as mãos vazias, mas com verdadeira vontade de conversão no coração (é o que faltava aos fariseus).

A melhor maneira de entender a lógica de Deus é fazer como ele: superar o formalismo e dar a cada um o mesmo crédito que Jesus deu a Mateus … A comunidade eclesial deve se tornar o instrumento da “misericórdia convidativa” de Cristo. E os pecadores que aceitarem o convite devem por sua vez convidar os outros (como fez Mateus).

Portanto, não é preciso ser santo para ser chamado por Cristo. Deus nos chama para tornar-nos santos. Ninguém é justo por si mesmo. Jesus chamou os pecadores, para mostrar que todos devem converter-se para receber a misericórdia de Deus.

Com essa lição combina muito bem a 2ª leitura. Paulo explica que Abraão foi considerado justo por Deus não por causa de sua vida exemplar – teve as fraquezas humanas de todo mundo -, mas por causa de sua fé, quando Deus lhe prometeu um filho na sua velhice. Nessa confiança, ele se mostrou “amigo de Deus” (Rm 4,18-25, cf. Gn 15,5-6).

O problema hoje é que muitos vivem uma vida tão ambígua quanto a dos publicanos, mas não admitem de modo algum que precisam de conversão….

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PE. JOHAN KONINGS nasceu na Bélgica em 1941, onde se tornou Doutor em Teologia pela Universidade Católica de Lovaina, ligado ao Colégio para a América Latina (Fidei Donum). Veio ao Brasil, como sacerdote diocesano, em 1972. Em 1985 entrou na Companhia de Jesus (Jesuítas) e, desde 1986, atuou como professor de exegese bíblica na FAJE, Faculdade Jesuíta de Filosofia e Teologia, em Belo Horizonte. Faleceu no dia 21 de maio de 2022. Este comentário é do livro “Liturgia Dominical, Editora Vozes.

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Reflexão em vídeo de Frei Gustavo Medella:

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Reflexão/banner: franciscanos.org.br Banner: Fr. Fábio M. Vasconcelos Imagem: catequese-constantim.blogspot.com

quinta-feira, 8 de junho de 2023

Uma multidão de fiéis participa

da Solenidade de Corpus Christi em nossa paróquia

Foi grande a participação de fiéis nas duas missas celebradas na paróquia nesta quinta-feira da Solenidade de Corpus Christi.

A Missa Solene das 15h na Matriz de São José, foi presidida pelo pároco padre Leandro Carvalho e concelebrada pelo pároco emérito cônego Braz Tenório Rocha com a assistência do diácono Cristian Diego Rosa. O templo se tornou pequeno para o grande número de fiéis. Muitos participaram na área externa da igreja.

Na homilia, o sacerdote ressaltou a centralidade do Santíssimo Sacramento na vida cristã e convidou os fiéis a valorizarem ainda mais a Eucaristia como alimento fundamental da fé e da vivência dos ensinamentos de Jesus, que nos fortalece continuamente com sua Carne e com o seu Sangue.

Cânticos litúrgicos com expressivas letras eucarísticas deram brilho especial à celebração e contribuíram com momentos tão belos de fé e piedade.

Procissão

Os fiéis receberam a 1ª Bênção do Santíssimo e saíram em Procissão com o Corpo e do Sangue de Cristo por ruas centrais da cidade, que foram carinhosamente ornamentadas com belos e artísticos tapetes. No final da procissão os fiéis receberam a Bênção Eucarística final dada pelo diácono Cristian, que será ordenado presbítero no próximo dia 17.

Após a entrada de parte dos fiéis no templo, foram feitas as orações próprias para o momento e encerrada a cerimônia.

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Momentos da Missa






















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