a organização democrática e mobilizações pacíficas”
AOS
TRABALHADORES E TRABALHADORAS DO BRASIL
MENSAGEM DA CNBB
“Meu Pai
trabalha sempre, portanto também eu trabalho” (Jo 5,17)
A Conferência
Nacional dos Bispos do Brasil – CNBB, reunida, no Santuário Nacional de Nossa
Senhora Aparecida – SP, em sua 55ª Assembleia Geral Ordinária, se une aos
trabalhadores e às trabalhadoras, da cidade e do campo, por ocasião do dia 1º
de maio. Brota do nosso coração de pastores um grito de solidariedade em defesa
de seus direitos, particularmente dos 13 milhões de desempregados.
O trabalho é
fundamental para a dignidade da pessoa, constitui uma dimensão da existência
humana sobre a terra. Pelo trabalho, a pessoa participa da obra da criação,
contribui para a construção de uma sociedade justa, tornando-se, assim,
semelhante a Deus que trabalha sempre. O trabalhador não é mercadoria, por
isso, não pode ser coisificado. Ele é sujeito e tem direito à justa
remuneração, que não se mede apenas pelo custo da força de trabalho, mas também
pelo direito à qualidade de vida digna.
Ao longo da
nossa história, as lutas dos trabalhadores e trabalhadoras pela conquista de
direitos contribuíram para a construção de uma nação com ideais republicanos e
democráticos. O dia do trabalhador e da trabalhadora é celebrado, neste ano de
2017, em meio a um ataque sistemático e ostensivo aos direitos conquistados,
precarizando as condições de vida, enfraquecendo o Estado e absolutizando o
Mercado. Diante disso, dizemos não ao “conceito economicista da sociedade,
que procura o lucro egoísta, fora dos parâmetros da justiça social” (Papa
Francisco, Audiência Geral, 1º. de maio de 2013).
Nessa lógica
perversa do mercado, os Poderes Executivo e Legislativo reduzem o dever do
Estado de mediar a relação entre capital e trabalho, e de garantir a proteção
social. Exemplos disso são os Projetos de Lei 4302/98 (Lei das Terceirizações)
e 6787/16 (Reforma Trabalhista), bem como a Proposta de Emenda à Constituição
287/16 (Reforma da Previdência). É inaceitável que decisões de tamanha
incidência na vida das pessoas e que retiram direitos já conquistados, sejam
aprovadas no Congresso Nacional, sem um amplo diálogo com a sociedade.
Irmãos e irmãs,
trabalhadores e trabalhadoras, diante da precarização, flexibilização das leis
do trabalho e demais perdas oriundas das “reformas”, nossa palavra é de
esperança e de fé: nenhum trabalhador sem direitos! Juntamente com a Terra e o
Teto, o Trabalho é um direito sagrado, pelo qual vale a pena lutar (Cf. Papa
Francisco, Discurso aos Movimentos Populares, 9 de julho de 2015).
Encorajamos a
organização democrática e mobilizações pacíficas, em defesa da dignidade e dos
direitos de todos os trabalhadores e trabalhadoras, com especial atenção aos
mais pobres.
Por intercessão
de São José Operário, invocamos a benção de Deus para cada trabalhador e
trabalhadora e suas famílias.
Aparecida, 27 de
abril de 2017
Dom Sergio da Rocha - Arcebispo de Brasília-DF - Presidente da CNBB
Dom Murilo S. R. Krieger - Arcebispo de S. Salvador da Bahia-BA - Vice-Presidente da CNBB
Dom Leonardo Ulrich Steiner - Bispo Auxiliar de Brasília-DF - Secretário-Geral da CNBB
Núncio Apostólico no Brasil celebra missa e fala sobre testemunho
O segundo dia da
55ª Assembleia Geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB)
começou com a celebração da Santa Missa no Altar Central do Santuário Nacional,
presidida pelo Núncio apostólico no Brasil, Dom Giovanni D’Aniello que falou
sobre o testemunho, um dos temas chave do Evangelho de São João.
“Vencendo com o
amor e com o perdão o filho que se fez carne a morte e o pecado,
definitivamente, foram transformados pela vida que transcende o tempo e o
realiza. A morte a ressurreição de Jesus são o lugar o momento culminante da
revelação do Deus anunciado por Jesus como Pai. Nesse contexto, o Evangelho
afirma que devemos dar ouvidos ao testemunho de Jesus”, destacou.
Durante a
celebração Dom Giovanni falou da rejeição que Jesus sofreu mesmo depois da
morte.
Dom Giovanni D'Aniello na homilia
“Com a sua
paixão e morte Ele penetra no abismo no mistério da iniquidade, no mistério da
dureza obstinada do homem, da rejeição do projeto de Deus em sua vida e no
mundo. No diabólico, da fatal ignorância do humor de Deus da parte dos homens
das mulheres, a qual o próprio Jesus fez referência do alto da cruz: “Pai,
perdoa-lhes porque não sabem o que fazem”. Quando a luz e a força de sua
obediência ao Pai e com a sua solidariedade aos homens Jesus ao alto da cruz
ilumina e redime as trevas e o fechamento do pecado. No entanto, Deus pai
testemunha Pedro ressuscitou seu filho Jesus e, justamente, aqui se revela de
forma evidente incontrovertível que Deus é Pai, Santo, onipotente e
misericordioso que dá vida aos mortos e chamam a existência as coisas que não
são”.
O Núncio
destacou ainda que é preciso construir nos nossos corações, o ambiente natural
para que os fieis possam encontrar no próprio testemunho, o Cristo que é vida,
paz e amor.
“Sejamos cada um
de nós, cuja responsabilidade é grande, estas pessoas capazes de testemunhar
com a própria vida a presença de Cristo no mundo, uma presença que é salvadora,
uma presença que reconciliar, uma presença que ama”.
Encerrando sua
homilia pediu a intercessão de Nossa Senhora Aparecida para que rogue a Deus
pelo povo brasileiro, pela igreja e pelo povo peregrinante aqui na terra.
“Queremos te
pedir nossa Mãe que como você acompanhou seu filho, acompanhe cada um de nós,
nas nossas responsabilidades, nem sempre fácil, mas cheio de consolação quando
podemos apresentar aos outros seu Filho”.
Os trabalhos da
55ª Assembleia Geral da CNBB continuam hoje (27) no Centro de eventos Padre
Vítor Coelho de Almeida.
O segundo dia de
Coletivas de Imprensa da 55ª Assembleia dos Bispos do Brasil trouxe como
temáticas o tema central da assembleia, os 10 anos da Conferência da Aparecida
e o projeto “Pensando Brasil” que aborda neste ano o tema da educação.
Na conversa com
os jornalistas a coletiva teve a presença do Bispo auxiliar do Rio de Janeiro
(RJ), Dom Joel Portela Amado, o Arcebispo coadjutor de Montes Claros (MG), Dom
João Justino de Medeiros e o Bispo auxiliar de Porto Alegre (RS), Dom Leomar
Brustolin.
Tema Central
preocupa-se com transmissão da Fé
Dom Leomar
destacou a preocupação do episcopado com o tema da iniciação da vida
cristã. Ele abordou algumas preocupações, por exemplo, como a questão da transmissão
da fé às novas gerações e a grande preocupação da Igreja em formar não só
adeptos, mas discípulos. “É preciso avaliar e dizer quais caminhos retomar”,
disse.
Dom Joel Portela - Dom João Justino - Dom Leomar Brustolin
Para tal a
missão dos bispos é traduzir toda a linguagem que for técnica de forma
acessível e concreta para a pastoral, por isso o texto tem sido encarado por
uma comissão, que constatou que muitas paróquias do Brasil já conhecem a
iniciação da vida cristã, mas também o fato de que muitas ainda não chegaram
neste ponto, e por isso, o texto visa uma retomada dessa caminhada.
“Percebeu-se que o texto deveria ser conciso e que fosse dirigido a um público
que seria os catequistas em primeiro lugar, com linguagem acessível,
direta e com mudança de prática. Uma renovação paroquial, não é uma
reforma de catequese, mas uma conversão pastoral de toda comunidade para
acolher, inserir, e comprometer os novos cristãos”.
Conferência de
Aparecida pode ser traduzida como conversão pastoral
Ao falar dos 10
anos da Conferência de Aparecida, Dom Joel revela que não é simplesmente
momento de fazer memória, mas refletir o quanto ele é importante. Para ele
é importante saber que o Documento de Aparecida é uma mudança não no
sentido de como a Igreja se anuncia, mas como exerce sua missão.
Ele também
refletiu sobre a questão da transmissão da fé, que assim como tem sido
refletida nesta assembleia, também já se apresentava no Documento de Aparecida,
o que mostra uma igreja preocupada em cumprir a missão. “Aparecida também
assume publicamente que não é mais tão tranquila a transmissão da fé naqueles
que foram durante séculos os mecanismos tradicionais de transmissão e propõe
recomeçar a partir de Jesus Cristo”, aponta.
Um aspecto
relevante é o fato de não pressupor que Jesus seja conhecido pelas
pessoas, mas apresentar a pessoa de Jesus e ajudar a tirar consequências
disso. Aparecida mostra que esses 10 anos precisam de mais tempo, porque tudo
se transforma com rapidez absurda, no mundo econômico, social, político e
cultural. O que servia pra fazer a ponte entre fé e vida foi se mostrando
frágil”, disse.
O Bispo auxiliar
do Rio de Janeiro também lembrou que o Cardeal Bergoglio foi o presidente da
comissão de redação do documento. “Ali tem o suor, o emprenho e o esforço
daquele homem”, relembrou.
Dom Joel
finalizou dizendo que é preciso encontrar uma série de riquezas no Documento de
Aparecida e que significa que ainda existirá muito tempo de mergulho em
detalhes do documento. “Aparecida precisa ainda de muito tempo para ser
assimilada”.
Propostas para
uma educação enfraquecida
Dom João Justino
encerrou o dia de coletiva apresentando o quarto ano do projeto Pensando
Brasil, que nasceu para ser um espaço de contribuição na sociedade a partir da
experiência da Igreja em temas que tocam a sociedade.
Atualmente tem
sido trabalhado e pensado uma educação que cuide da pessoa em todas as
dimensões humanas.
Ele mostrou
aspectos relevantes que mostram um aumento no acesso a escola, mas que também
traz o desafio da permanência. Segundo o bispo há um enfraquecimento da
educação. “A escola tem de ser responsabilidade de todos”, citou.
O bispo também
criticou as contínuas reformas na educação que não visam um processo de
continuidade. ............................................................................................................................................
Cidade do
Vaticano (RV) – O cristão é testemunha da obediência, e a consequência
disto, são as perseguições. Foi o que afirmou o Papa Francisco na Missa
celebrada esta manhã na Capela da Casa Santa Marta, fazendo alusão ao que disse
Pedro na leitura dos Atos dos Apóstolos, de que “é preciso obedecer a Deus
antes que aos homens”.
Pedro, de fato,
deu esta resposta ao ser levado junto com os apóstolos diante do Sinédrio, após
terem sido libertados da prisão por um anjo. Haviam sido proibidos de ensinar
em nome de Jesus – os havia recordado o sumo sacerdote – mas encheram Jerusalém
com os seus ensinamentos.
A homilia do
Papa Francisco parte deste episódio narrado na primeira leitura, extraída dos
Atos dos Apóstolos. Para fazer compreender este acontecimento, o Papa faz
referência também ao que foi narrado anteriormente pelos Atos, nos primeiros
meses da Igreja, quando a comunidade crescia e aconteciam tantos milagres.
Capela Santa Marta
Havia a fé do
povo, mas havia alguns “espertalhões” – foi o alerta do Papa – “que queriam
fazer carreira”, como Ananias e Safira.
O mesmo acontece
hoje – enfatiza Francisco – assim como o desprezo das pessoas ao ver os doentes
sendo levados até os apóstolos.
Assim, cheios de
inveja, os chefes pegaram os apóstolos e os trancafiaram na prisão. Pedro, que
por medo havia traído Jesus na Quinta-feira Santa, desta vez, corajoso,
responde “que é necessário obedecer a Deus antes que aos homens”.
Uma resposta que
faz portanto entender que “o cristão é testemunha da obediência”, como Jesus
que se aniquilou no Jardim das Oliveiras e disse ao Pai: “Faça-se segundo tua
vontade, não a minha”:
“O cristão é uma
testemunha da obediência e se nós não estamos neste caminho de crescer no
testemunho da obediência, não somos cristãos. Pelo menos caminhar por esta
estrada: testemunha de obediência. Como Jesus. Não é testemunha de uma ideia,
de uma filosofia, de uma empresa, de um banco, de um poder, é testemunha de
obediência. Como Jesus”.
Mas tornar-se
testemunha de obediência” é “uma graça do Espírito Santo”, explica o Papa:
“Somente o
Espírito pode nos fazer testemunhas de obediência. “Não, eu vou naquele mestre
espiritual, eu leio este livro...”. Tudo está bem, mas somente o Espírito pode
transformar o nosso coração e pode nos fazer a todos testemunhas de obediência.
É uma obra do Espírito e devemos pedir a ele, é uma graça a ser pedida: “Pai,
Senhor Jesus, envia-me o teu Espírito para que eu me torne uma testemunha de
obediência”, isto é, um cristão”.
Ser testemunha
de obediência acarreta consequências, como narrado pela primeira leitura:
depois da reposta de Pedro, queriam de fato levá-lo a morte:
“As
consequências do testemunho de obediência são as perseguições. Quando Jesus
enumera as Bem-aventuranças termina com: “Bem-aventurados quando vos
perseguirem e insultarem”. A cruz não pode ser tirada da vida do cristão. A
vida de um cristão não é um status social, não é um modo de viver uma
espiritualidade que me faça bem, que me faça um pouco melhor. Isto não basta. A
vida de um cristão é o testemunho em obediência e a vida de um cristão é
repleta de calúnias, boatos e perseguições”.
Para ser
testemunhas de obediência como Jesus – conclui o Papa – é preciso rezar,
reconhecer-se pecadores, com tantas “mundanidades” no coração e pedir a Deus “a
graça de tornar-se um testemunho de obediência” e de não amedrontar-se quando
chegam as perseguições, “as calúnias”, pois o Senhor disse que quando se for
levado diante do juiz, “será o Espírito a nos dizer o que responder”. (JE)
Nesta quarta-feira
(26), realizou-se no Centro Pastoral São José em Paraisópolis mais um Encontro
Setorial de Formação com a participação de mais de quarenta agentes de quatro
paróquias do Setor Paraíso.
Pe. Elton
Cândido Ribeiro, assessor setorial da Pastoral Familiar, deu início à reunião acolhendo a todos e apresentando aos novos
participantes o casal coordenador do Setor, Andresa e Kleber. Seguiu-se a
oração inicial, conduzida por Luiz Rosa. Em seguida foi feita a leitura da ata anterior
pela secretária Maria Stela.
Pe. Elton, em seguida, fez a apresentação do
conteúdo do Capítulo 2 da Exortação Apostólica Amoris Laetitia do Papa Francisco.
O tema, interessante a atual, levou muitos dos presentes à apresentação de
opiniões e fatos ilustrativos das questões em estudo. Os capítulos seguintes do
documento papal serão estudados nas reuniões ordinárias da comissão setorial.
Andresa
conversou com os participantes sobre o conteúdo do questionário enviado às
paróquias sobre os Casos Especiais,
Ficou definida a
data da próxima reunião, que deverá ocorrer em Consolação no dia 22 de junho
próximo.
A reunião foi
encerrada com a oração e bênção do Pe. Elton. Seguiu-se e um momento de alegre
confraternização com saboroso cafezinho.
A Conferência
Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) iniciou na manhã desta
quarta-feira, 26, a 55ª Assembleia Geral dos Bispos (AG). O encontro anual
do episcopado nacional acontecerá em Aparecida (SP), até o dia 5 de maio, no Centro de Eventos Padre Vítor Coelho de
Almeida.
Dom Sérgio da Rocha na homilia
A programação
da 55ª AG será bem ampla e abordará questões de suma importância para a Igreja
do Brasil, como a temática da iniciação cristã e assuntos do momento
nacional brasileiro.
Durante a
celebração de abertura, o presidente da CNBB e arcebispo de Brasília, Cardeal
Sérgio da Rocha, pediu oração da Igreja em todo o Brasil pela assembleia e
comentou sobre os inúmeros desafios. “As dificuldades não devem jamais impedir
o anúncio da Palavra de Deus, o cumprimento fiel da Ação Evangelizadora da
Igreja, pois ninguém pode aprisionar a Palavra de Deus. Pelo Contrário são
incentivo, porque a certeza do amor de Deus nos anima na missão bonita e
exigente de Evangelizar e levar esperança aqueles que mais sofrem com a crise
política e econômica”.
O Cardeal
também citou palavras do Papa Francisco quando esteve em Aparecida: “Jamais
perder a esperança e deixar-se surpreender por Deus". Também refletiu que
neste Ano Mariano somos chamados a refazer a experiência dos três pescadores
que encontraram Aparecida nas águas e deixaram-se surpreender por Deus.
Santuário Nacional de Nossa Senhora Aparecida
Em sua
reflexão condenou duramente a corrupção, mas também alertou que não
podemos tolerar e reproduzir atos aparentemente pequenos de infidelidade e
corrupção no dia a dia. “Nós rejeitamos a perda de direitos dos pobres e
pequenos nas iniciativas políticas, não podemos aceitar a falta de respeito a
vida e a dignidade das pessoas, repudiamos as violações da vida, como o aborto,
mas não podemos ficar indiferentes as violações sofridas ao longo da vida pelos
pobres e fragilizados. Seja acompanhado da busca da paz, jamais cedendo a
agressividade em Palavras ou atos. Vivemos numa época marcada pela violência”,
orientou.
Ele finalizou
aconselhando-nos a crer na Vitória do amor sobre o ódio, da misericórdia sobre
a vingança, da paz sobre a violência, do perdão sobre o ressentimento, da vida
sobre a morte. “Nós cremos no poder do amor misericordioso. Lembrando os 10
anos da Conferência de Aparecida, vamos redobrar o empenho para ser uma Igreja
misericordiosa”, finalizou.
São diversos
outros temas importantes na agenda da assembleia, como, comemoração dos 300
anos do encontro da Imagem de Nossa Senhora Aparecida e o Ano
Nacional Mariano,que teve início dia 12 de outubro de 2016, concluindo-se aos
11 de outubro de 2017 e as comemorações do Jubileu de 100 anos das
aparições de Nossa Senhora de Fátima etc.
conjuntura política e 10 anos da Conferência de Aparecida
Nesta
quarta-feira (26), primeiro dia da 55ª Assembleia Geral da CNBB, as
discussões refletiram importantes trabalhos pastorais da Igreja do Brasil. O
Arcebispo de São Paulo (SP), Cardeal Odilo Pedro Scherer, o Arcebispo de
Mariana (MG), Dom Geraldo Lyrio Rocha e o bispo auxiliar de São Luís (MA), Dom
Esmeraldo Barreto de Farias comentaram assuntos relacionados.
Iniciação Cristã
Dom Geraldo
Lyrio Rocha explicou a necessidade da CNBB em abordar como tema central a
‘Iniciação Cristã’. “Nós estamos em uma sociedade cada vez mais
pluralista, em um contexto em que a família já não dá conta em transmitir a fé
cristã aos seus próprios filhos. Então a Igreja precisa rever toda essa questão
e aprender com a experiência da Igreja antiga como alguém pode caminhar e
tornar-se cristão, consciente, atuante e inserido na comunidade eclesial para
ser de fato discípulo de Jesus e viver a sua fé”, afirmou.
10 anos da V
Conferência de Aparecida
Dom Esmeraldo
falou sobre os 10 anos da V Conferência de Aparecida, que reuniu todo Conselho
Episcopal Latino Americano (Celam) em 2007 em Aparecida (SP) e contou com a
presença do então papa Bento XVI.
"A Conferência
de Aparecida retoma o eixo da missão para a vida de toda a Igreja. O
Concilio Vaticano II proclamou o decreto Ad Gentes - sobre a Atividade
Missionária da Igreja, visando a evangelização em outras regiões, em
outros países, mostrando que a Igreja é por natureza
missionária. Proclamando a missão como eixo da vida cristã e contribuindo
para formar discípulos e missionários. Nessa formação o acento está no encontro
com Jesus. Isso nos conduz numa formação pessoal e pastoral”.
Manifestações
populares e a Reforma da Previdência
O Cardeal Odilo
Pedro Scherer comentou manifestações coletivas e a convocação de
greve geral feitas por movimentos sociais e sindicatos para a próxima
sexta-feira, 28. Reafirmando a posição da Conferência, o Cardeal defendeu
o direito do povo em se manifestar.
“O povo te
direito de se manifestar, de pedir esclarecimentos a respeito de questões como
da Previdência Social e a Reforma Trabalhista. Essas manifestações
visam que se chegue ao melhor. Que a Reforma da Previdência seja a melhor
possível e que não venha prejudicar os mais pobres e privilegiar outros que
podem naturalmente contribuir mais”, afirmou.
Pautas da
Assembleia
Dom Odilo Pedro
Scherer ainda falou sobre os temas que serão discutidos nos dias de assembleia
destacando a aprovação da nova tradução dos textos litúrgicos, assuntos
relacionados a Doutrina da Fé, a exortação Apostólica Pós-Sinodal do Papa
Francisco “Amoris laetitia”, sobre o amor na família e momentos de reflexão dos
momentos atuais vividos no Brasil.
Corrupção
Dom Geraldo
Lyrio Rocha falou sobre a corrupção e lembrou o Projeto de Lei de
Iniciativa Popular Ficha Limpa como um importante instrumento iluminador
do eleitor.
“A Igreja,
através da CNBB, tem procurado acompanhar com muita atenção e dando a
colaboração que é própria da Igreja. A Igreja não é um partido político, a
Igreja não é um sindicato, não é uma ONG, como tantas vezes o Papa Francisco
tem recordado. A posição da Igreja se situa mais no nível ético e da
defesa dos valores morais”, afirmou.
A nossa é uma alma migrante e a certeza da presença de Deus nos dá esperança
Cidade do
Vaticano (RV) – A nossa é uma alma migrante e nossa existência é uma
peregrinação, um caminho, no qual nunca estamos sozinhos. E a promessa de
Jesus de que estará conosco até o fim, nos faz estar em pé com esperança, na
certeza de que Deus pode realizar aquilo que humanamente parece impossível.
O Papa Francisco
inspirou sua catequese da Audiência Geral desta quarta-feira na passagem de
Mateus, em que Jesus promete que estará conosco todos os dias, até o fim do
mundo.
Uma verdade
reforçada também pelo anúncio profético do nome que lhe será dado, “Emanuel”,
que quer dizer, “Deus conosco”. Este mistério de um Deus, portanto, cuja
identidade é “estar com”, em particular “conosco”.
“O nosso –
frisou o Pontífice - não é um Deus ausente, levado por um céu muito distante;
é, pelo contrário, um Deus “apaixonado” pelo homem, tão ternamente amante, a
ponto de ser incapaz de separar-se dele”:
“Nós humanos
somos hábeis em cortar ligações e pontes. Ele, pelo contrário, não. Se o nosso
coração se esfria, o seu permanece incandescente. O nosso Deus nos acompanha
sempre, mesmo se por desventura nós nos esqueçamos d’Ele. Na linha que divide a
incredulidade da fé, decisiva é a descoberta de ser amados e acompanhados pelo
nosso Pai, de não sermos nunca deixados sozinhos por Ele”.
“A nossa
existência – disse o Papa - é uma peregrinação, um caminho”, e nossa alma, “é
uma alma peregrina”. A Bíblia, neste sentido, é repleta de histórias de
peregrinos e viajantes, como Abraão, por exemplo que recebeu de Deus a ordem
“Saia da tua terra!”.
“E o Patriarca
deixa aquele pedaço de mundo que conhecia bem e que era o berço da civilização
de seu tempo”. Mesmo que tudo conspirasse contra a sensatez daquela viagem,
“Abraão parte”:
“Não se torna
homens e mulheres maduros se não se percebe a atração do horizonte: aquele
limite entre o céu e a terra que pede para ser alcançado por um povo de
caminhantes”.
Atenção e carinho aos pequenos
E em seu caminho
no mundo, “o homem nunca está sozinho”, recorda Francisco. “Sobretudo o cristão
não se sente nunca abandonado, pois Jesus nos assegura não somente de nos
esperar aos final de nossa longa viagem, mas de nos acompanhar em cada um de
nossos dias”, até o fim do mundo:
“Não existirá um
dia de nossa vida em que deixaremos de ser uma preocupação para o coração de
Deus. E Deus, certamente proverá a todas as nossas necessidades, não nos
abandonará no tempo da provação e da escuridão. Esta certeza pede para
aninhar-se em nossa alma, para não apagar nunca. Alguém a chama com o nome de
“Providência””.
Não por acaso –
observa o Papa – entre os símbolos cristãos da esperança está a âncora, “que
exprime que a nossa esperança não é vaga, não é um sentimento momentâneo de
quem quer melhorar as coisas deste mundo de maneira irrealista, partindo
somente da própria força de vontade”. “A esperança cristã encontra sua raiz na
segurança daquilo que Deus prometeu e realizou em Jesus Cristo”.
“Por que temer?”
- pergunta o Santo Padre – se Ele garantiu nunca nos abandonar e se no
início de cada vocação existe um “segue-me”, “em que Ele no assegura de estar
sempre a nossa frente?”:
“Com esta
promessa, os cristãos podem caminhar em toda parte. Mesmo atravessando porções
do mundo ferido, onde as coisas não estão bem, nós estamos entre aqueles que
também lá continuam a esperar”.
Se nós
confiarmos unicamente em nossas forças – considera Francisco – “teríamos razões
em nos sentirmos desiludidos e derrotados, porque o mundo muitas vezes se
mostra refratário às ligações de amor. Mas se em nós sobrevive a certeza de que
Deus não nos abandona, que Deus ama a nós e este mundo com ternura, então muda
imediatamente a perspectiva”.
“A promessa de
Jesus “Eu estou convosco” nos faz estar em pé com esperança, confiando de que o
bom Deus já está trabalhando para realizar aquilo que humanamente parece
impossível”.
“O santo povo
fiel de Deus – disse o Santo Padre na conclusão de sua catequese - é gente que
sabe estar em pé e caminha na esperança. E onde quer que vá, sabe que o amor de
Deus o precedeu: não existe lugar do mundo que fuja da vitória de Cristo
ressuscitado, a vitória do amor”. (JE)
Evangelho se anuncia com humildade, não com o poder
Hoje – disse o
Papa no início da celebração – é São Marcos evangelista, fundador da Igreja de
Alexandria. Ofereço esta missa pelo meu irmão Papa Tawadros II, Patriarca de
Alexandria dos Coptas, pedindo a graça que o Senhor abençoe as nossas duas
Igrejas com a abundância do Espírito Santo.”
Em sua homilia,
o Pontífice comentou o Evangelho do dia, em que Jesus convida os discípulos a
saírem para anunciar. Um pregador, disse, deve estar sempre a caminho.
No dia que a
Igreja recorda São Marcos evangelista, Francisco em sua homilia comentou o
Evangelho em que Jesus convida os discípulos a saírem para anunciar. Um
pregador, disse, deve estar sempre a caminho.
Sair para
anunciar
Para Francisco,
é preciso “ir onde Jesus não é conhecido e onde Jesus é perseguido ou
desfigurado, para proclamar o verdadeiro Evangelho”:
Evangelho se anuncia com humildade, disse Papa na missa de 25 de abril
“Sair para
anunciar. E nesta saída está a vida, se joga a vida do pregador. Ele não está
protegido, não há seguro de vida para o pregador. E se um pregador busca um
seguro de vida, não é um verdadeiro pregador do Evangelho: não sai, permanece
protegido. Primeiro: ir, sair. O Evangelho, o anúncio de Jesus Cristo, se faz
em saída, sempre; em caminho, sempre. Seja em caminho físico, seja em caminho
espiritual do sofrimento: pensemos no anúncio do Evangelho que tantos doentes
fazem – tantos doentes! – que oferecem a dor pela Igreja, pelos cristãos. Mas
sempre saem de si mesmos”.
Mas como é “o
estilo deste anúncio?”, se questiona o Papa. “São Pedro, que foi propriamente o
mestre de Marcos – responde – é muito claro na descrição deste estilo”: “O
Evangelho deve ser anunciado em humildade, porque o Filho de Deus se humilhou,
se aniquilou. O estilo de Deus é este” e “não existe outro”. “O anúncio do
Evangelho não é um carnaval, uma festa”. Este “não é o anúncio do Evangelho”.
Vencer a
tentação da mundanidade
“O Evangelho não
pode ser anunciado com o poder humano, não pode ser anunciado com o espírito de
escalada, de subir”, “este não é o Evangelho”. Portanto, todos somos chamados a
revestir-se de “humildade uns pelos outros”, porque “Deus resiste aos soberbos,
mas dá graça aos humildes”:
“E por que esta
humildade é necessária? Justamente porque nós levamos avante um anúncio de
humilhação, de glória, mas através da humilhação. E o anúncio do Evangelho
sofre a tentação: a tentação do poder, a tentação da soberba, a tentação da
mundanidade, de tantas mundanidades que existem e nos levam a pregar ou a
recitar; porque não é pregação um Evangelho aguado, sem força, um Evangelho sem
Cristo crucificado e ressuscitado. E por isso Pedro diz: ‘Cuidado…o inimigo de
vocês, o diabo, assim como um leão faminto circula buscando alguém para
devorar. Resistam, firmes na fé, sabendo que os mesmos sofrimentos são impostos
aos seus irmãos espalhados pelo mundo’. O verdadeiro o anúncio do Evangelho
sofre a tentação”.
Francisco
acrescentou que se um cristão afirma que anuncia o Evangelho, “mas nunca sofre
tentação”, significa então que o “diabo não se preocupa” porque “estamos
pregando algo que não serve”.
A graça de sair
“Por isso, na
pregação verdadeira, há sempre algo de tentação e também de perseguição”. O
Papa destacou que, quando estamos no sofrimento, será “o Senhor a nos resgatar,
a dar força, porque é isto que Jesus prometeu quando enviou os Apóstolos”:
“Será o Senhor a
nos confortar, a nos dar força para ir avante, porque Ele age conosco se formos
fiéis ao anúncio do Evangelho, se sairmos de nós mesmos para pregar Cristo
crucificado, escândalo e loucura, e se nós fizermos isso com um estilo de
humildade, de verdadeira humildade. Que o Senhor nos dê esta graça, como
batizados, todos, de empreender o caminho da evangelização com humildade, com
confiança Nele, anunciando o verdadeiro Evangelho: ‘O Verbo se fez carne’. O
Verbo de Deus se fez carne. E esta é uma loucura, é um escândalo; mas fazê-lo
na consciência de que o Senhor está do nosso lado, age conosco e confirma o
nosso trabalho”.
A missa foi
concelebrada pelos cardeais conselheiros que compõem o C9 - o grupo de trabalho
instituído pelo Papa Francisco para a reforma da Cúria Romana.
Egito aguarda Francisco com entusiasmo, diz Núncio
Cairo (RV) –
Cresce a expectativa no Cairo pela visita do Papa Francisco nos dias 28 e 29 de
abril. Será a 18ª Viagem Apostólica internacional do Pontificado.
Em sua
permanência no Egito o Santo Padre manterá uma agenda muito rica, marcada por
encontros no signo do diálogo ecumênico e inter-religioso, e de caráter pastoral.
Há uma particular expectativa pela Conferência pela Paz organizada pela
Universidade sunita de Al-Azhar.
O Núncio
Apostólico no Egito, Dom Bruno Musarò, falou a Rádio Vaticano sobre como os
egípcios preparam-se para acolher o Santo Padre.
Cristãos aguardam início da celebração da Páscoa
na Catedral de São Marcos, no Cairo
Dom Bruno Musarò: “Há realmente um
clima de ardorosa expectativa pela visita do Papa Francisco aqui no Egito. Não
somente por parte da pequena comunidade católica, mas também por parte de todos
os egípcios, quer ortodoxos, mas também muçulmanos. Existe realmente este
clima. É bonito ver este entusiasmo, transmitido também pela Comissão da Igreja
local para a preparação desta Viagem Apostólica. Eles nos transmitem tudo o que
recebem: os testemunhos...é realmente bonito”.
RV: Na sua
opinião, o que contribuiu para o Papa Francisco ter esta popularidade?
Dom Bruno Musarò: “Contribuiu a
própria personalidade do Papa Francisco, o seu modo de aproximar-se das
pessoas, o seu modo de sempre falar das pessoas necessitadas, de realizar
gestos sobretudo por aqueles que são considerados os descartados da sociedade,
como diz o próprio Santo Padre. Por exemplo, o gesto da Quinta-feira Santa, a
cada ano o lava-pés de prisioneiros ou de pessoas com necessidades especiais.
Estes são gestos que realmente chegam ao coração das pessoas, independente da
religião de pertença”.
RV: A decisão do
Papa de confirmar a viagem, mesmo depois dos atentados, como foi interpretada?
Dom Bruno Musarò: “Exatamente.
Houve estes horríveis atentados no Domingo de Ramos. Alguns começavam a
interrogar-se se o Papa viria da mesma forma ao Egito. Em relação a isto, devo
dizer que a notícia de que o Papa confirmava a sua visita ao Egito alegrou até
mesmo o governo. O próprio governo viu esta decisão com gratidão ao Santo
Padre”.
RV: Estas
tensões fazem o Egito sofrer muito, também do ponto de vista econômico...
Dom Bruno Musarò: “Sobretudo em
relação ao turismo. Lamenta-se muito a queda verificada no turismo. Estes
atentados atingem justamente aquela que era a maior entrada do ponto de vista
econômico-financeiro do Egito”.
RV: Neste
sentido, a Conferência Internacional pela Paz, no Cairo, pode representar um
recomeço para o Egito?
Dom Bruno Musarò: “Esta é a
esperança. Também esta Conferência pela Paz, organizada por Al-Azhar, o Centro
muçulmano sunita, dá esta esperança. Esperemos que sim”. (SL/JE)
Burke sobre viagem do Papa ao Egito: não há preocupação
Cidade do
Vaticano (RV) - Não há preocupação com a visita do Papa ao Egito: Francisco
utilizará automóvel normal, não blindado. O porta-voz vaticano, Greg Burke, deu
esta segunda-feira (24/04) alguns detalhes sobre a 18ª viagem apostólica
internacional do Pontífice numa coletiva concedida aos jornalistas acreditados
junto à Santa Sé.
Falta pouco para
a partida do Santo Padre para o Cairo. Serão dois dias de visita, sexta-feira e
sábado próximos (dias 28 e 29 de abril), no signo das três dimensões: pastoral,
ecumênica e inter-religiosa.
Num país de
quase 90 milhões de habitantes, em que 89% são muçulmanos sunitas, cerca de 10%
são coptas ortodoxos e somente 0,1% são católicos, de vários ritos, o Papa
chegará como homem de paz. Na medalha da viagem estão representados a Sagrada
Família e elementos típicos do Egito.
Diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé, Greg Burke
Segundo explicou
o diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé, estão previstos cinco discursos, a
começar pelo que será dirigido aos participantes da Conferência Internacional
sobre a Paz, na qual se pronunciará também o Grão-Imame de Al-Azhar.
Em seguida terá
lugar o encontro com as autoridades e a visita ao Papa copta ortodoxo Tawadros
II, ao término do qual irão juntos até a igreja de São Pedro e São Paulo,
atingida em dezembro passado por um atentado, para uma oração ecumênica pelos
cristãos assassinados.
No dia seguinte:
a missa e o encontro com o clero, os religiosos e os seminaristas. Para
deslocar-se o Papa Francisco não utilizará um veículo blindado, mas um
automóvel normal, disse o diretor da Sala de Imprensa Vaticana.
A Rádio Vaticano
perguntou a Greg Burke se esse gesto é também um sinal de esperança. Eis o que
disse:
Greg Burke: “O
Papa quer dar sinais positivos. Está sereno, não é ingênuo, conhece a situação
no Egito, sabe o que tem acontecido com os coptas nos últimos anos,
particularmente durante o Domingo de Ramos, mas quer dar também um sinal
positivo. O quanto possível, ele gosta da normalidade, por isso se deslocará
com um automóvel normal, fechado. Porém, em dois momentos, se deslocará com o golf
car (automóvel aberto de pequeno porte): na missa do sábado para estar em
meio ao povo, e no encontro no Seminário, quando se terá um momento de oração
com os sacerdotes, os seminaristas e os religiosos. Também ali dará uma volta”
com este pequeno automóvel aberto.
RV: Também
o encontro e o pronunciamento que fará na Conferência internacional sobre a paz
serão muito importantes...
Greg Burke: “Falar
de paz como verdadeiras pessoas de religião que são pela paz, como diz o Papa,
essa é a verdadeira mensagem.”
RV: Podemos
dizer que o desejo do Papa de construir o diálogo num certo sentido se reflita
nestas três dimensões de sua viagem: pastoral, ecumênica e inter-religiosa. É
uma viagem que tem essa forte caracterização...
Greg Burke: “Sim,
não há dúvida. O Papa sempre diz que é preciso construir pontes. Isso é um
construir pontes. Digamos que o encontro que terá com a pequena comunidade
católica é mais que uma ponte, porque são irmãos, porém, o encontro
inter-religioso e ecumênico são aspectos chave.”
RV: Isso é
testemunhado também pela presença do Patriarca de Constantinopla Bartolomeu...
Greg Burke: “Efetivamente
sim. Isso é uma coisa bonita, mesmo não sendo previsto um encontro entre os
dois, porque esse não é o motivo da viagem, o fato que ele esteja presente é
importante.” (RL/DD)
Cidade do
Vaticano (RV) – A poucos dias de sua visita ao Egito (28 e 29/04),o Papa
Francisco gravou uma mensagem em vídeo para o ‘querido povo do país’ que
será transmitida pela TV egípcia.
Al Salamò
Alaikum (A paz esteja convosco)! Ouça:
“Com o coração
repleto de júbilo e gratidão, virei, dentro de poucos dias, visitar a vossa querida
Pátria: berço de civilização, dom do Nilo, terra do sol e da hospitalidade,
onde viveram Patriarcas e Profetas e onde fez ouvir a sua voz o Deus Clemente e
Misericordioso, Omnipotente e Único”, inicia o Papa.
Papa visita o Egito nos dias 28 e 29 de abril
“Estou
verdadeiramente feliz por vir como amigo, como mensageiro de paz e como
peregrino ao País que, há mais de dois mil anos, ofereceu refúgio e
hospitalidade à Sagrada Família, quando teve de fugir das ameaças do rei
Herodes (cf. Mt 2, 1-16). Sinto-me honrado em vir à terra visitada pela Sagrada
Família!”.
“Saúdo-vos
cordialmente e vos agradeço por me terdes convidado a visitar o Egito, por vós
designado «Umm il Dugna (Mãe do universo)». Agradeço vivamente ao Senhor
Presidente da República, a Sua Santidade o Patriarca Tawadros II, ao Grande Imã
de Al-Azhar e ao Patriarca Copto-Católico, que me convidaram; e agradeço a
todos e cada um de vós que me dais espaço nos vossos corações. Obrigado também
a todas as pessoas que trabalharam, e estão a trabalhar, para tornar possível
esta viagem”.
“Desejo que esta
visita seja um abraço de consolação e encorajamento a todos os cristãos do
Médio Oriente; uma mensagem de amizade e estima a todos os habitantes do Egito
e da Região; uma mensagem de fraternidade e reconciliação para todos
os filhos de Abraão, particularmente ao mundo islâmico onde ocupa lugar de
destaque o Egito. Faço votos de que possa ser uma válida contribuição
também para o diálogo inter-religioso com o mundo islâmico e para o
diálogo ecuménico com a venerada e amada Igreja Copto-Ortodoxa”.
“O nosso mundo,
dilacerado por uma violência cega, que feriu também o coração da vossa amada
terra, precisa de paz, amor e misericórdia; precisa de obreiros de paz e
de pessoas livres e libertadoras, pessoas corajosas que saibam aprender do
passado para construir o futuro sem se fechar nos preconceitos; precisa de
construtores de pontes de paz, de diálogo, de fraternidade, de justiça e de
humanidade”.
“Queridos irmãos
egípcios, jovens e idosos, mulheres e homens, muçulmanos e cristãos, ricos e
pobres! Abraço-vos cordialmente e peço a Deus Omnipotente que vos abençoe e
proteja o vosso País de todo o mal”.
Por favor, rezai
por mim. Shukran wa Tahiaì Misr (Obrigado e Viva o Egito)!