quinta-feira, 27 de abril de 2017

Mensagem da CNBB aos trabalhadores (as) do Brasil:

“Encorajamos
a organização democrática e mobilizações pacíficas”
AOS TRABALHADORES E TRABALHADORAS DO BRASIL
MENSAGEM DA CNBB
“Meu Pai trabalha sempre, portanto também eu trabalho” (Jo 5,17)
A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil – CNBB, reunida, no Santuário Nacional de Nossa Senhora Aparecida – SP, em sua 55ª Assembleia Geral Ordinária, se une aos trabalhadores e às trabalhadoras, da cidade e do campo, por ocasião do dia 1º de maio. Brota do nosso coração de pastores um grito de solidariedade em defesa de seus direitos, particularmente dos 13 milhões de desempregados.
O trabalho é fundamental para a dignidade da pessoa, constitui uma dimensão da existência humana sobre a terra. Pelo trabalho, a pessoa participa da obra da criação, contribui para a construção de uma sociedade justa, tornando-se, assim, semelhante a Deus que trabalha sempre. O trabalhador não é mercadoria, por isso, não pode ser coisificado. Ele é sujeito e tem direito à justa remuneração, que não se mede apenas pelo custo da força de trabalho, mas também pelo direito à qualidade de vida digna.
Ao longo da nossa história, as lutas dos trabalhadores e trabalhadoras pela conquista de direitos contribuíram para a construção de uma nação com ideais republicanos e democráticos. O dia do trabalhador e da trabalhadora é celebrado, neste ano de 2017, em meio a um ataque sistemático e ostensivo aos direitos conquistados, precarizando as condições de vida, enfraquecendo o Estado e absolutizando o Mercado. Diante disso, dizemos não ao “conceito economicista da sociedade, que procura o lucro egoísta, fora dos parâmetros da justiça social” (Papa Francisco, Audiência Geral, 1º. de maio de 2013).
Nessa lógica perversa do mercado, os Poderes Executivo e Legislativo reduzem o dever do Estado de mediar a relação entre capital e trabalho, e de garantir a proteção social. Exemplos disso são os Projetos de Lei 4302/98 (Lei das Terceirizações) e 6787/16 (Reforma Trabalhista), bem como a Proposta de Emenda à Constituição 287/16 (Reforma da Previdência). É inaceitável que decisões de tamanha incidência na vida das pessoas e que retiram direitos já conquistados, sejam aprovadas no Congresso Nacional, sem um amplo diálogo com a sociedade.
Irmãos e irmãs, trabalhadores e trabalhadoras, diante da precarização, flexibilização das leis do trabalho e demais perdas oriundas das “reformas”, nossa palavra é de esperança e de fé: nenhum trabalhador sem direitos! Juntamente com a Terra e o Teto, o Trabalho é um direito sagrado, pelo qual vale a pena lutar (Cf. Papa Francisco, Discurso aos Movimentos Populares, 9 de julho de 2015).
Encorajamos a organização democrática e mobilizações pacíficas, em defesa da dignidade e dos direitos de todos os trabalhadores e trabalhadoras, com especial atenção aos mais pobres.
Por intercessão de São José Operário, invocamos a benção de Deus para cada trabalhador e trabalhadora e suas famílias.
Aparecida, 27 de abril de 2017
                Dom Sergio da Rocha - Arcebispo de Brasília-DF - Presidente da CNBB                        
Dom Murilo S. R. Krieger - Arcebispo de S. Salvador da Bahia-BA - Vice-Presidente da CNBB
Dom Leonardo Ulrich Steiner - Bispo Auxiliar de Brasília-DF - Secretário-Geral da CNBB
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55ª Assembleia Geral da CNBB

Núncio Apostólico no Brasil
celebra missa e fala sobre testemunho

O segundo dia da 55ª Assembleia Geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) começou com a celebração da Santa Missa no Altar Central do Santuário Nacional, presidida pelo Núncio apostólico no Brasil, Dom Giovanni D’Aniello que falou sobre o testemunho, um dos temas chave do Evangelho de São João.
“Vencendo com o amor e com o perdão o filho que se fez carne a morte e o pecado, definitivamente, foram transformados pela vida que transcende o tempo e o realiza. A morte a ressurreição de Jesus são o lugar o momento culminante da revelação do Deus anunciado por Jesus como Pai. Nesse contexto, o Evangelho afirma que devemos dar ouvidos ao testemunho de Jesus”, destacou.
Durante a celebração Dom Giovanni falou da rejeição que Jesus sofreu mesmo depois da morte.
Dom Giovanni D'Aniello na homilia
“Com a sua paixão e morte Ele penetra no abismo no mistério da iniquidade, no mistério da dureza obstinada do homem, da rejeição do projeto de Deus em sua vida e no mundo. No diabólico, da fatal ignorância do humor de Deus da parte dos homens das mulheres, a qual o próprio Jesus fez referência do alto da cruz: “Pai, perdoa-lhes porque não sabem o que fazem”. Quando a luz e a força de sua obediência ao Pai e com a sua solidariedade aos homens Jesus ao alto da cruz ilumina e redime as trevas e o fechamento do pecado. No entanto, Deus pai testemunha Pedro ressuscitou seu filho Jesus e, justamente, aqui se revela de forma evidente incontrovertível que Deus é Pai, Santo, onipotente e misericordioso que dá vida aos mortos e chamam a existência as coisas que não são”.
O Núncio destacou ainda que é preciso construir nos nossos corações, o ambiente natural para que os fieis possam encontrar no próprio testemunho, o Cristo que é vida, paz e amor.
“Sejamos cada um de nós, cuja responsabilidade é grande, estas pessoas capazes de testemunhar com a própria vida a presença de Cristo no mundo, uma presença que é salvadora, uma presença que reconciliar, uma presença que ama”.
Encerrando sua homilia pediu a intercessão de Nossa Senhora Aparecida para que rogue a Deus pelo povo brasileiro, pela igreja e pelo povo peregrinante aqui na terra.
“Queremos te pedir nossa Mãe que como você acompanhou seu filho, acompanhe cada um de nós, nas nossas responsabilidades, nem sempre fácil, mas cheio de consolação quando podemos apresentar aos outros seu Filho”.
Os trabalhos da 55ª Assembleia Geral da CNBB continuam hoje (27) no Centro de eventos Padre Vítor Coelho de Almeida.
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2º dia de coletivas aborda

Tema Central, Conferência de Aparecida e Educação


O segundo dia de Coletivas de Imprensa da 55ª Assembleia dos Bispos do Brasil trouxe como temáticas o tema central da assembleia, os 10 anos da Conferência da Aparecida e o projeto “Pensando Brasil” que aborda neste ano o tema da educação.
Na conversa com os jornalistas a coletiva teve a presença do Bispo auxiliar do Rio de Janeiro (RJ), Dom Joel Portela Amado, o Arcebispo coadjutor de Montes Claros (MG), Dom João Justino de Medeiros e o Bispo auxiliar de Porto Alegre (RS), Dom Leomar Brustolin.
Tema Central preocupa-se com transmissão da Fé
Dom Leomar destacou a preocupação do episcopado com o tema da iniciação da vida cristã. Ele abordou algumas preocupações, por exemplo, como a questão da transmissão da fé às novas gerações e a grande preocupação da Igreja em formar não só adeptos, mas discípulos. “É preciso avaliar e dizer quais caminhos retomar”, disse.
Dom Joel Portela - Dom João Justino - Dom Leomar Brustolin
Para tal a missão dos bispos é traduzir toda a linguagem que for técnica de forma acessível e concreta para a pastoral, por isso o texto tem sido encarado por uma comissão, que constatou que muitas paróquias do Brasil já conhecem a iniciação da vida cristã, mas também o fato de que muitas ainda não chegaram neste ponto, e por isso, o texto visa uma retomada dessa caminhada. “Percebeu-se que o texto deveria ser conciso e que fosse dirigido a um público que seria os catequistas em primeiro lugar, com linguagem acessível, direta e com mudança de prática. Uma renovação paroquial, não é uma reforma de catequese, mas uma conversão pastoral de toda comunidade para acolher, inserir, e comprometer os novos cristãos”.
Conferência de Aparecida pode ser traduzida como conversão pastoral
Ao falar dos 10 anos da Conferência de Aparecida, Dom Joel revela que não é simplesmente momento de fazer memória, mas refletir o quanto ele é importante. Para ele é importante saber que o Documento de Aparecida é uma mudança não no sentido de como a Igreja se anuncia, mas como exerce sua missão.
Ele também refletiu sobre a questão da transmissão da fé, que assim como tem sido refletida nesta assembleia, também já se apresentava no Documento de Aparecida, o que mostra uma igreja preocupada em cumprir a missão. “Aparecida também assume publicamente que não é mais tão tranquila a transmissão da fé naqueles que foram durante séculos os mecanismos tradicionais de transmissão e propõe recomeçar a partir de Jesus Cristo”, aponta.
Um aspecto relevante é o fato de não pressupor que Jesus seja conhecido pelas pessoas, mas apresentar a pessoa de Jesus e ajudar a tirar consequências disso. Aparecida mostra que esses 10 anos precisam de mais tempo, porque tudo se transforma com rapidez absurda, no mundo econômico, social, político e cultural. O que servia pra fazer a ponte entre fé e vida foi se mostrando frágil”, disse.
O Bispo auxiliar do Rio de Janeiro também lembrou que o Cardeal Bergoglio foi o presidente da comissão de redação do documento. “Ali tem o suor, o emprenho e o esforço daquele homem”, relembrou.
Dom Joel finalizou dizendo que é preciso encontrar uma série de riquezas no Documento de Aparecida e que significa que ainda existirá muito tempo de mergulho em detalhes do documento. “Aparecida precisa ainda de muito tempo para ser assimilada”.
Propostas para uma educação enfraquecida
Dom João Justino encerrou o dia de coletiva apresentando o quarto ano do projeto Pensando Brasil, que nasceu para ser um espaço de contribuição na sociedade a partir da experiência da Igreja em temas que tocam a sociedade.
Atualmente tem sido trabalhado e pensado uma educação que cuide da pessoa em todas as dimensões humanas.
Ele mostrou aspectos relevantes que mostram um aumento no acesso a escola, mas que também traz o desafio da permanência. Segundo o bispo há um enfraquecimento da educação. “A escola tem de ser responsabilidade de todos”, citou.
O bispo também criticou as contínuas reformas na educação que não visam um processo de continuidade.
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                                                                                                                    Fonte: a12.com

Papa Francisco na missa desta manhã:

Perseguição, a consequência da obediência cristã

Cidade do Vaticano (RV) –  O cristão é testemunha da obediência, e a consequência disto, são as perseguições. Foi o que afirmou o Papa Francisco na Missa celebrada esta manhã na Capela da Casa Santa Marta, fazendo alusão ao que disse Pedro na leitura dos Atos dos Apóstolos, de que “é preciso obedecer a Deus antes que aos homens”.
Pedro, de fato, deu esta resposta ao ser levado junto com os apóstolos diante do Sinédrio, após terem sido libertados da prisão por um anjo. Haviam sido proibidos de ensinar em nome de Jesus – os havia recordado o sumo sacerdote – mas encheram Jerusalém com os seus ensinamentos.
A homilia do Papa Francisco parte deste episódio narrado na primeira leitura, extraída dos Atos dos Apóstolos. Para fazer compreender este acontecimento, o Papa faz referência também ao que foi narrado anteriormente pelos Atos, nos primeiros meses da Igreja, quando a comunidade crescia e aconteciam tantos milagres.
Capela Santa Marta
Havia a fé do povo, mas havia alguns “espertalhões” – foi o alerta do Papa – “que queriam fazer carreira”, como Ananias e Safira.
O mesmo acontece hoje – enfatiza Francisco – assim como o desprezo das pessoas ao ver os doentes sendo levados até os apóstolos.
Assim, cheios de inveja, os chefes pegaram os apóstolos e os trancafiaram na prisão. Pedro, que por medo havia traído Jesus na Quinta-feira Santa, desta vez, corajoso, responde “que é necessário obedecer a Deus antes que aos homens”.
Uma resposta que faz portanto entender que “o cristão é testemunha da obediência”, como Jesus que se aniquilou no Jardim das Oliveiras e disse ao Pai: “Faça-se segundo tua vontade, não a minha”:
“O cristão é uma testemunha da obediência e se nós não estamos neste caminho de crescer no testemunho da obediência, não somos cristãos. Pelo menos caminhar por esta estrada: testemunha de obediência. Como Jesus. Não é testemunha de uma ideia, de uma filosofia, de uma empresa, de um banco, de um poder, é testemunha de obediência. Como Jesus”.
Mas tornar-se testemunha de obediência” é “uma graça do Espírito Santo”, explica o Papa:
“Somente o Espírito pode nos fazer testemunhas de obediência. “Não, eu vou naquele mestre espiritual, eu leio este livro...”. Tudo está bem, mas somente o Espírito pode transformar o nosso coração e pode nos fazer a todos testemunhas de obediência. É uma obra do Espírito e devemos pedir a ele, é uma graça a ser pedida: “Pai, Senhor Jesus, envia-me o teu Espírito para que eu me torne uma testemunha de obediência”, isto é, um cristão”.
Ser testemunha de obediência acarreta consequências, como narrado pela primeira leitura: depois da reposta de Pedro, queriam de fato levá-lo a morte:
“As consequências do testemunho de obediência são as perseguições. Quando Jesus enumera as Bem-aventuranças termina com: “Bem-aventurados quando vos perseguirem e insultarem”. A cruz não pode ser tirada da vida do cristão. A vida de um cristão não é um status social, não é um modo de viver uma espiritualidade que me faça bem, que me faça um pouco melhor. Isto não basta. A vida de um cristão é o testemunho em obediência e a vida de um cristão é repleta de calúnias, boatos e perseguições”.
Para ser testemunhas de obediência como Jesus – conclui o Papa – é preciso rezar, reconhecer-se pecadores, com tantas “mundanidades” no coração e pedir a Deus “a graça de tornar-se um testemunho de obediência” e de não amedrontar-se quando chegam as perseguições, “as calúnias”, pois o Senhor disse que quando se for levado diante do juiz, “será o Espírito a nos dizer o que responder”. (JE)
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Assista:
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                                                                                       Fonte: radiovaticana.va      news.va

quarta-feira, 26 de abril de 2017

Encontro Setorial da Pastoral Familiar

reúne mais de quarenta agentes em Paraisópolis

Nesta quarta-feira (26), realizou-se no Centro Pastoral São José em Paraisópolis mais um Encontro Setorial de Formação com a participação de mais de quarenta agentes de quatro paróquias do Setor Paraíso.  

Pe. Elton Cândido Ribeiro, assessor setorial da Pastoral Familiar, deu início à reunião acolhendo a todos e apresentando aos novos participantes o casal coordenador do Setor, Andresa e Kleber. Seguiu-se a oração inicial, conduzida por Luiz Rosa. Em seguida foi feita a leitura da ata anterior pela secretária Maria Stela.
Pe. Elton, em seguida, fez a apresentação do conteúdo do Capítulo 2 da Exortação Apostólica Amoris Laetitia do Papa Francisco. O tema, interessante a atual, levou muitos dos presentes à apresentação de opiniões e fatos ilustrativos das questões em estudo. Os capítulos seguintes do documento papal serão estudados nas reuniões ordinárias da comissão setorial.
Andresa conversou com os participantes sobre o conteúdo do questionário enviado às paróquias sobre os Casos Especiais,
Ficou definida a data da próxima reunião, que deverá ocorrer em Consolação no dia 22 de junho próximo.
A reunião foi encerrada com a oração e bênção do Pe. Elton. Seguiu-se e um momento de alegre confraternização com saboroso cafezinho.
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Momentos














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Aberta nesta quarta-feira

a 55ª Assembleia Geral da CNBB

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) iniciou na manhã desta quarta-feira, 26, a 55ª Assembleia Geral dos Bispos (AG). O encontro anual do episcopado nacional acontecerá em Aparecida (SP), até o dia 5 de maio, no Centro de Eventos Padre Vítor Coelho de Almeida.
Dom Sérgio da Rocha na homilia
A programação da 55ª AG será bem ampla e abordará questões de suma importância para a Igreja do Brasil, como a temática da iniciação cristã e assuntos do momento nacional brasileiro.
Durante a celebração de abertura, o presidente da CNBB e arcebispo de Brasília, Cardeal Sérgio da Rocha, pediu oração da Igreja em todo o Brasil pela assembleia e comentou sobre os inúmeros desafios. “As dificuldades não devem jamais impedir o anúncio da Palavra de Deus, o cumprimento fiel da Ação Evangelizadora da Igreja, pois ninguém pode aprisionar a Palavra de Deus. Pelo Contrário são incentivo, porque a certeza do amor de Deus nos anima na missão bonita e exigente de Evangelizar e levar esperança aqueles que mais sofrem com a crise política e econômica”.
O Cardeal também citou palavras do Papa Francisco quando esteve em Aparecida: “Jamais perder a esperança e deixar-se surpreender por Deus". Também refletiu que neste Ano Mariano somos chamados a refazer a experiência dos três pescadores que encontraram Aparecida nas águas e deixaram-se surpreender por Deus.
Santuário Nacional de Nossa Senhora Aparecida
Em sua reflexão condenou duramente a corrupção, mas também alertou que não podemos tolerar e reproduzir atos aparentemente pequenos de infidelidade e corrupção no dia a dia. “Nós rejeitamos a perda de direitos dos pobres e pequenos nas iniciativas políticas, não podemos aceitar a falta de respeito a vida e a dignidade das pessoas, repudiamos as violações da vida, como o aborto, mas não podemos ficar indiferentes as violações sofridas ao longo da vida pelos pobres e fragilizados. Seja acompanhado da busca da paz, jamais cedendo a agressividade em Palavras ou atos. Vivemos numa época marcada pela violência”, orientou.
Ele finalizou aconselhando-nos a crer na Vitória do amor sobre o ódio, da misericórdia sobre a vingança, da paz sobre a violência, do perdão sobre o ressentimento, da vida sobre a morte. “Nós cremos no poder do amor misericordioso. Lembrando os 10 anos da Conferência de Aparecida, vamos redobrar o empenho para ser uma Igreja misericordiosa”, finalizou.
São diversos outros temas importantes na agenda da assembleia, como, comemoração dos 300 anos do encontro da Imagem de Nossa Senhora Aparecida e o Ano Nacional Mariano,que teve início dia 12 de outubro de 2016, concluindo-se aos 11 de outubro de 2017 e as comemorações do Jubileu de 100 anos das aparições de Nossa Senhora de Fátima etc.
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Assista:
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Em coletiva, bispos abordam
conjuntura política e 10 anos da Conferência de Aparecida

Nesta quarta-feira (26), primeiro dia da 55ª Assembleia Geral da CNBB, as discussões refletiram importantes trabalhos pastorais da Igreja do Brasil. O Arcebispo de São Paulo (SP), Cardeal Odilo Pedro Scherer, o Arcebispo de Mariana (MG), Dom Geraldo Lyrio Rocha e o bispo auxiliar de São Luís (MA), Dom Esmeraldo Barreto de Farias comentaram assuntos relacionados.
Iniciação Cristã
Dom Geraldo Lyrio Rocha explicou a necessidade da CNBB em abordar como tema central a ‘Iniciação Cristã’. “Nós estamos em uma sociedade cada vez mais pluralista, em um contexto em que a família já não dá conta em transmitir a fé cristã aos seus próprios filhos. Então a Igreja precisa rever toda essa questão e aprender com a experiência da Igreja antiga como alguém pode caminhar e tornar-se cristão, consciente, atuante e inserido na comunidade eclesial para ser de fato discípulo de Jesus e viver a sua fé”, afirmou.
10 anos da V Conferência de Aparecida
Dom Esmeraldo falou sobre os 10 anos da V Conferência de Aparecida, que reuniu todo Conselho Episcopal Latino Americano (Celam) em 2007 em Aparecida (SP) e contou com a presença do então papa Bento XVI. 
"A Conferência de Aparecida retoma o eixo da missão para a vida de toda a Igreja. O Concilio Vaticano II proclamou o decreto Ad Gentes - sobre a Atividade Missionária da Igreja, visando a evangelização em outras regiões, em outros países, mostrando que a Igreja é por natureza missionária. Proclamando a missão como eixo da vida cristã e contribuindo para formar discípulos e missionários. Nessa formação o acento está no encontro com Jesus. Isso nos conduz numa formação pessoal e pastoral”.
Manifestações populares e a Reforma da Previdência
O Cardeal Odilo Pedro Scherer comentou manifestações coletivas e a convocação de greve geral feitas por movimentos sociais e sindicatos para a próxima sexta-feira, 28. Reafirmando a posição da Conferência, o Cardeal defendeu o direito do povo em se manifestar.
“O povo te direito de se manifestar, de pedir esclarecimentos a respeito de questões como da Previdência Social e a Reforma Trabalhista. Essas manifestações visam que se chegue ao melhor. Que a Reforma da Previdência seja a melhor possível e que não venha prejudicar os mais pobres e privilegiar outros que podem naturalmente contribuir mais”, afirmou.
Pautas da Assembleia
Dom Odilo Pedro Scherer ainda falou sobre os temas que serão discutidos nos dias de assembleia destacando a aprovação da nova tradução dos textos litúrgicos, assuntos relacionados a Doutrina da Fé, a exortação Apostólica Pós-Sinodal do Papa Francisco “Amoris laetitia”, sobre o amor na família e momentos de reflexão dos momentos atuais vividos no Brasil.
Corrupção
Dom Geraldo Lyrio Rocha falou sobre a corrupção e lembrou o Projeto de Lei de Iniciativa Popular Ficha Limpa como um importante instrumento iluminador do eleitor.
“A Igreja, através da CNBB, tem procurado acompanhar com muita atenção e dando a colaboração que é própria da Igreja. A Igreja não é um partido político, a Igreja não é um sindicato, não é uma ONG, como tantas vezes o Papa Francisco tem recordado. A posição da Igreja se situa mais no nível ético e da defesa dos valores morais”, afirmou.
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                                                                                                                    Fonte: a12.com





Papa Francisco: 
A nossa é uma alma migrante
e a certeza da presença de Deus nos dá esperança

Cidade do Vaticano (RV) – A nossa é uma alma migrante e nossa existência é uma peregrinação, um caminho, no qual nunca estamos sozinhos.  E a promessa de Jesus de que estará conosco até o fim, nos faz estar em pé com esperança, na certeza de que Deus pode realizar aquilo que humanamente parece impossível.
O Papa Francisco inspirou sua catequese da Audiência Geral desta quarta-feira na passagem de Mateus, em que Jesus promete que estará conosco todos os dias, até o fim do mundo.
Uma verdade reforçada também pelo anúncio profético do nome que lhe será dado, “Emanuel”, que quer dizer, “Deus conosco”. Este mistério de um Deus, portanto, cuja identidade é “estar com”, em particular “conosco”.
“O nosso – frisou o Pontífice - não é um Deus ausente, levado por um céu muito distante; é, pelo contrário, um Deus “apaixonado” pelo homem, tão ternamente amante, a ponto de ser incapaz de separar-se dele”:
“Nós humanos somos hábeis em cortar ligações e pontes. Ele, pelo contrário, não. Se o nosso coração se esfria, o seu permanece incandescente. O nosso Deus nos acompanha sempre, mesmo se por desventura nós nos esqueçamos d’Ele. Na linha que divide a incredulidade da fé, decisiva é a descoberta de ser amados e acompanhados pelo nosso Pai, de não sermos nunca deixados sozinhos por Ele”.
“A nossa existência – disse o Papa - é uma peregrinação, um caminho”, e nossa alma, “é uma alma peregrina”. A Bíblia, neste sentido, é repleta de histórias de peregrinos e viajantes, como Abraão, por exemplo que recebeu de Deus a ordem “Saia da tua terra!”. 
“E o Patriarca deixa aquele pedaço de mundo que conhecia bem e que era o berço da civilização de seu tempo”. Mesmo que tudo conspirasse contra a sensatez daquela viagem, “Abraão parte”:
“Não se torna homens e mulheres maduros se não se percebe a atração do horizonte: aquele limite entre o céu e a terra que pede para ser alcançado por um povo de caminhantes”.
Atenção e carinho aos pequenos
E em seu caminho no mundo, “o homem nunca está sozinho”, recorda Francisco. “Sobretudo o cristão não se sente nunca abandonado, pois Jesus nos assegura não somente de nos esperar aos final de nossa longa viagem, mas de nos acompanhar em cada um de nossos dias”, até o fim do mundo:
“Não existirá um dia de nossa vida em que deixaremos de ser uma preocupação para o coração de Deus. E Deus, certamente proverá a todas as nossas necessidades, não nos abandonará no tempo da provação e da escuridão. Esta certeza pede para aninhar-se em nossa alma, para não apagar nunca. Alguém a chama com o nome de “Providência””.
Não por acaso – observa o Papa – entre os símbolos cristãos da esperança está a âncora, “que exprime que a nossa esperança não é vaga, não é um sentimento momentâneo de quem quer melhorar as coisas deste mundo de maneira irrealista, partindo somente da própria força de vontade”. “A esperança cristã encontra sua raiz na segurança daquilo que Deus prometeu e realizou em Jesus Cristo”.
“Por que temer?” -  pergunta o Santo Padre – se Ele garantiu nunca nos abandonar e se no início de cada vocação existe um “segue-me”, “em que Ele no assegura de estar sempre a nossa frente?”:
“Com esta promessa, os cristãos podem caminhar em toda parte. Mesmo atravessando porções do mundo ferido, onde as coisas não estão bem, nós estamos entre aqueles que também lá continuam a esperar”.
Se nós confiarmos unicamente em nossas forças – considera Francisco – “teríamos razões em nos sentirmos desiludidos e derrotados, porque o mundo muitas vezes se mostra refratário às ligações de amor. Mas se em nós sobrevive a certeza de que Deus não nos abandona, que Deus ama a nós e este mundo com ternura, então muda imediatamente a perspectiva”.
“A promessa de Jesus “Eu estou convosco” nos faz estar em pé com esperança, confiando de que o bom Deus já está trabalhando para realizar aquilo que humanamente parece impossível”.
“O santo povo fiel de Deus – disse o Santo Padre na conclusão de sua catequese - é gente que sabe estar em pé e caminha na esperança. E onde quer que vá, sabe que o amor de Deus o precedeu: não existe lugar do mundo que fuja da vitória de Cristo ressuscitado, a vitória do amor”. (JE)
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terça-feira, 25 de abril de 2017

Papa Francisco na missa desta terça-feira:

Evangelho se anuncia com humildade, não com o poder

Hoje – disse o Papa no início da celebração – é São Marcos evangelista, fundador da Igreja de Alexandria. Ofereço esta missa pelo meu irmão Papa Tawadros II, Patriarca de Alexandria dos Coptas, pedindo a graça que o Senhor abençoe as nossas duas Igrejas com a abundância do Espírito Santo.”
Em sua homilia, o Pontífice comentou o Evangelho do dia, em que Jesus convida os discípulos a saírem para anunciar. Um pregador, disse, deve estar sempre a caminho. 
No dia que a Igreja recorda São Marcos evangelista, Francisco em sua homilia comentou o Evangelho em que Jesus convida os discípulos a saírem para anunciar. Um pregador, disse, deve estar sempre a caminho.
Sair para anunciar
Para Francisco, é preciso “ir onde Jesus não é conhecido e onde Jesus é perseguido ou desfigurado, para proclamar o verdadeiro Evangelho”:
Evangelho se anuncia com humildade, disse Papa na missa de 25 de abril
“Sair para anunciar. E nesta saída está a vida, se joga a vida do pregador. Ele não está protegido, não há seguro de vida para o pregador. E se um pregador busca um seguro de vida, não é um verdadeiro pregador do Evangelho: não sai, permanece protegido. Primeiro: ir, sair. O Evangelho, o anúncio de Jesus Cristo, se faz em saída, sempre; em caminho, sempre. Seja em caminho físico, seja em caminho espiritual do sofrimento: pensemos no anúncio do Evangelho que tantos doentes fazem – tantos doentes! – que oferecem a dor pela Igreja, pelos cristãos. Mas sempre saem de si mesmos”.
Mas como é “o estilo deste anúncio?”, se questiona o Papa. “São Pedro, que foi propriamente o mestre de Marcos – responde – é muito claro na descrição deste estilo”: “O Evangelho deve ser anunciado em humildade, porque o Filho de Deus se humilhou, se aniquilou. O estilo de Deus é este” e “não existe outro”. “O anúncio do Evangelho não é um carnaval, uma festa”. Este “não é o anúncio do Evangelho”.
Vencer a tentação da mundanidade
“O Evangelho não pode ser anunciado com o poder humano, não pode ser anunciado com o espírito de escalada, de subir”, “este não é o Evangelho”. Portanto, todos somos chamados a revestir-se de “humildade uns pelos outros”, porque “Deus resiste aos soberbos, mas dá graça aos humildes”:
“E por que esta humildade é necessária? Justamente porque nós levamos avante um anúncio de humilhação, de glória, mas através da humilhação. E o anúncio do Evangelho sofre a tentação: a tentação do poder, a tentação da soberba, a tentação da mundanidade, de tantas mundanidades que existem e nos levam a pregar ou a recitar; porque não é pregação um Evangelho aguado, sem força, um Evangelho sem Cristo crucificado e ressuscitado. E por isso Pedro diz: ‘Cuidado…o inimigo de vocês, o diabo, assim como um leão faminto circula buscando alguém para devorar. Resistam, firmes na fé, sabendo que os mesmos sofrimentos são impostos aos seus irmãos espalhados pelo mundo’. O verdadeiro o anúncio do Evangelho sofre a tentação”.
Francisco acrescentou que se um cristão afirma que anuncia o Evangelho, “mas nunca sofre tentação”, significa então que o “diabo não se preocupa” porque “estamos pregando algo que não serve”.
A graça de sair
“Por isso, na pregação verdadeira, há sempre algo de tentação e também de perseguição”. O Papa destacou que, quando estamos no sofrimento, será “o Senhor a nos resgatar, a dar força, porque é isto que Jesus prometeu quando enviou os Apóstolos”:
“Será o Senhor a nos confortar, a nos dar força para ir avante, porque Ele age conosco se formos fiéis ao anúncio do Evangelho, se sairmos de nós mesmos para pregar Cristo crucificado, escândalo e loucura, e se nós fizermos isso com um estilo de humildade, de verdadeira humildade. Que o Senhor nos dê esta graça, como batizados, todos, de empreender o caminho da evangelização com humildade, com confiança Nele, anunciando o verdadeiro Evangelho: ‘O Verbo se fez carne’. O Verbo de Deus se fez carne. E esta é uma loucura, é um escândalo; mas fazê-lo na consciência de que o Senhor está do nosso lado, age conosco e confirma o nosso trabalho”. 
A missa foi concelebrada pelos cardeais conselheiros que compõem o C9 - o grupo de trabalho instituído pelo Papa Francisco para a reforma da Cúria Romana.
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Assista:
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Egito aguarda Francisco com entusiasmo, diz Núncio

Cairo (RV) – Cresce a expectativa no Cairo pela visita do Papa Francisco nos dias 28 e 29 de abril. Será a 18ª Viagem Apostólica internacional do Pontificado.
Em sua permanência no Egito o Santo Padre manterá uma agenda muito rica, marcada por encontros no signo do diálogo ecumênico e inter-religioso, e de caráter pastoral.  Há uma particular expectativa pela Conferência pela Paz organizada pela Universidade sunita de Al-Azhar.
O Núncio Apostólico no Egito, Dom Bruno Musarò, falou a Rádio Vaticano sobre como os egípcios preparam-se para acolher o Santo Padre.
Cristãos aguardam início da celebração da Páscoa
na Catedral de São Marcos, no Cairo
Dom Bruno Musarò: “Há realmente um clima de ardorosa expectativa pela visita do Papa Francisco aqui no Egito. Não somente por parte da pequena comunidade católica, mas também por parte de todos os egípcios, quer ortodoxos, mas também muçulmanos. Existe realmente este clima. É bonito ver este entusiasmo, transmitido também pela Comissão da Igreja local para a preparação desta Viagem Apostólica. Eles nos transmitem tudo o que recebem: os testemunhos...é realmente bonito”.
RV: Na sua opinião, o que contribuiu para o Papa Francisco ter esta popularidade?
Dom Bruno Musarò: “Contribuiu a própria personalidade do Papa Francisco, o seu modo de aproximar-se das pessoas, o seu modo de sempre falar das pessoas necessitadas, de realizar gestos sobretudo por aqueles que são considerados os descartados da sociedade, como diz o próprio Santo Padre. Por exemplo, o gesto da Quinta-feira Santa, a cada ano o lava-pés de prisioneiros ou de pessoas com necessidades especiais. Estes são gestos que realmente chegam ao coração das pessoas, independente da religião de pertença”.
RV: A decisão do Papa de confirmar a viagem, mesmo depois dos atentados, como foi interpretada?
Dom Bruno Musarò: “Exatamente. Houve estes horríveis atentados no Domingo de Ramos. Alguns começavam a interrogar-se se o Papa viria da mesma forma ao Egito. Em relação a isto, devo dizer que a notícia de que o Papa confirmava a sua visita ao Egito alegrou até mesmo o governo. O próprio governo viu esta decisão com gratidão ao Santo Padre”.
RV: Estas tensões fazem o Egito sofrer muito, também do ponto de vista econômico...
Dom Bruno Musarò: “Sobretudo em relação ao turismo. Lamenta-se muito a queda verificada no turismo. Estes atentados atingem justamente aquela que era a maior entrada do ponto de vista econômico-financeiro do Egito”.
RV: Neste sentido, a Conferência Internacional pela Paz, no Cairo, pode representar um recomeço para o Egito?
Dom Bruno Musarò: “Esta é a esperança. Também esta Conferência pela Paz, organizada por Al-Azhar, o Centro muçulmano sunita, dá esta esperança. Esperemos que sim”. (SL/JE)
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Burke sobre viagem do Papa ao Egito: não há preocupação

Cidade do Vaticano (RV) - Não há preocupação com a visita do Papa ao Egito: Francisco utilizará automóvel normal, não blindado. O porta-voz vaticano, Greg Burke, deu esta segunda-feira (24/04) alguns detalhes sobre a 18ª viagem apostólica internacional do Pontífice numa coletiva concedida aos jornalistas acreditados junto à Santa Sé.
Falta pouco para a partida do Santo Padre para o Cairo. Serão dois dias de visita, sexta-feira e sábado próximos (dias 28 e 29 de abril), no signo das três dimensões: pastoral, ecumênica e inter-religiosa.
Num país de quase 90 milhões de habitantes, em que 89% são muçulmanos sunitas, cerca de 10% são coptas ortodoxos e somente 0,1% são católicos, de vários ritos, o Papa chegará como homem de paz. Na medalha da viagem estão representados a Sagrada Família e elementos típicos do Egito.
Diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé, Greg Burke
Segundo explicou o diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé, estão previstos cinco discursos, a começar pelo que será dirigido aos participantes da Conferência Internacional sobre a Paz, na qual se pronunciará também o Grão-Imame de Al-Azhar.
Em seguida terá lugar o encontro com as autoridades e a visita ao Papa copta ortodoxo Tawadros II, ao término do qual irão juntos até a igreja de São Pedro e São Paulo, atingida em dezembro passado por um atentado, para uma oração ecumênica pelos cristãos assassinados.
No dia seguinte: a missa e o encontro com o clero, os religiosos e os seminaristas. Para deslocar-se o Papa Francisco não utilizará um veículo blindado, mas um automóvel normal, disse o diretor da Sala de Imprensa Vaticana.
A Rádio Vaticano perguntou a Greg Burke se esse gesto é também um sinal de esperança. Eis o que disse:
Greg Burke: “O Papa quer dar sinais positivos. Está sereno, não é ingênuo, conhece a situação no Egito, sabe o que tem acontecido com os coptas nos últimos anos, particularmente  durante o Domingo de Ramos, mas quer dar também um sinal positivo. O quanto possível, ele gosta da normalidade, por isso se deslocará com um automóvel normal, fechado. Porém, em dois momentos, se deslocará com o golf car (automóvel aberto de pequeno porte): na missa do sábado para estar em meio ao povo, e no encontro no Seminário, quando se terá um momento de oração com os sacerdotes, os seminaristas e os religiosos. Também ali dará uma volta” com este pequeno automóvel aberto.
RV: Também o encontro e o pronunciamento que fará na Conferência internacional sobre a paz serão muito importantes...
Greg Burke: “Falar de paz como verdadeiras pessoas de religião que são pela paz, como diz o Papa, essa é a verdadeira mensagem.”
RV: Podemos dizer que o desejo do Papa de construir o diálogo num certo sentido se reflita nestas três dimensões de sua viagem: pastoral, ecumênica e inter-religiosa. É uma viagem que tem essa forte caracterização...
Greg Burke: “Sim, não há dúvida. O Papa sempre diz que é preciso construir pontes. Isso é um construir pontes. Digamos que o encontro que terá com a pequena comunidade católica é mais que uma ponte, porque são irmãos, porém, o encontro inter-religioso e ecumênico são aspectos chave.”
RV: Isso é testemunhado também pela presença do Patriarca de Constantinopla Bartolomeu...
Greg Burke: “Efetivamente sim. Isso é uma coisa bonita, mesmo não sendo previsto um encontro entre os dois, porque esse não é o motivo da viagem, o fato que ele esteja presente é importante.” (RL/DD)
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Antes da viagem, o vídeo do Papa ao povo do Egito

Cidade do Vaticano (RV) – A poucos dias de sua visita ao Egito (28 e 29/04),o Papa Francisco gravou uma mensagem em vídeo para o ‘querido povo do país’ que será transmitida pela TV egípcia.
Al Salamò Alaikum (A paz esteja convosco)! Ouça:
“Com o coração repleto de júbilo e gratidão, virei, dentro de poucos dias, visitar a vossa querida Pátria: berço de civilização, dom do Nilo, terra do sol e da hospitalidade, onde viveram Patriarcas e Profetas e onde fez ouvir a sua voz o Deus Clemente e Misericordioso, Omnipotente e Único”, inicia o Papa.
Papa visita o Egito nos dias 28 e 29 de abril
“Estou verdadeiramente feliz por vir como amigo, como mensageiro de paz e como peregrino ao País que, há mais de dois mil anos, ofereceu refúgio e hospitalidade à Sagrada Família, quando teve de fugir das ameaças do rei Herodes (cf. Mt 2, 1-16). Sinto-me honrado em vir à terra visitada pela Sagrada Família!”.
“Saúdo-vos cordialmente e vos agradeço por me terdes convidado a visitar o Egito, por vós designado «Umm il Dugna (Mãe do universo)». Agradeço vivamente ao Senhor Presidente da República, a Sua Santidade o Patriarca Tawadros II, ao Grande Imã de Al-Azhar e ao Patriarca Copto-Católico, que me convidaram; e agradeço a todos e cada um de vós que me dais espaço nos vossos corações. Obrigado também a todas as pessoas que trabalharam, e estão a trabalhar, para tornar possível esta viagem”.
“Desejo que esta visita seja um abraço de consolação e encorajamento a todos os cristãos do Médio Oriente; uma mensagem de amizade e estima a todos os habitantes do Egito e da Região; uma mensagem de fraternidade e reconciliação para todos os filhos de Abraão, particularmente ao mundo islâmico onde ocupa lugar de destaque o Egito. Faço votos de que possa ser uma válida contribuição também para o diálogo inter-religioso com o mundo islâmico e para o diálogo ecuménico com a venerada e amada Igreja Copto-Ortodoxa”.
“O nosso mundo, dilacerado por uma violência cega, que feriu também o coração da vossa amada terra, precisa de paz, amor e misericórdia; precisa de obreiros de paz e de pessoas livres e libertadoras, pessoas corajosas que saibam aprender do passado para construir o futuro sem se fechar nos preconceitos; precisa de construtores de pontes de paz, de diálogo, de fraternidade, de justiça e de humanidade”.
“Queridos irmãos egípcios, jovens e idosos, mulheres e homens, muçulmanos e cristãos, ricos e pobres! Abraço-vos cordialmente e peço a Deus Omnipotente que vos abençoe e proteja o vosso País de todo o mal”.
Por favor, rezai por mim. Shukran wa Tahiaì Misr (Obrigado e Viva o Egito)! 
Assista:
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                                                                                       Fonte: radiovaticana.va      news.va