segunda-feira, 8 de janeiro de 2024

Papa a embaixadores nesta segunda-feira:

a paz está ameaçada e o Ano jubilar se faz necessário.
A guerra é um "massacre inútil"

Francisco recebeu em audiência os embaixadores acreditados junto à Santa Sé e alertou para "a terceira guerra mundial em pedaços", que está se tornando um verdadeiro conflito global.

O discurso do Papa ao corpo diplomático acreditado junto à Santa Sé é um dos mais tradicionais e importantes do ano e não foi diferente neste 2024. Francisco recebeu na manhã desta segunda-feira, 8 de janeiro, os embaixadores de 184 países e passou em resenha os principais desafios da comunidade internacional. Falou de tecnologia e inteligência artificial, migração, barrigas de aluguel, mudanças climáticas, educação, liberdade religiosa, democracia e desigualdade. Mas o fio condutor de seu discurso foi a paz:

“Trabalhar pela paz. Uma palavra tão frágil, que, ao mesmo tempo, se revela exigente e densa de significado. A ela quero dedicar a nossa reflexão de hoje, num momento histórico em que a mesma está cada vez mais ameaçada, fragilizada e parcialmente perdida. Aliás é dever da Santa Sé, no seio da comunidade internacional, ser voz profética e apelo à consciência.”

Francisco citou o discurso do seu predecessor Pio XII oitenta anos atrás, perto do fim da II Guerra Mundial, em que a humanidade sentia o impulso para uma "renovação profunda". Este impulso, afirmou o Pontífice, parece ter-se esgotado e "terceira guerra mundial aos pedaços" está se tornando um verdadeiro conflito global.

Papa saúda o decano do Corpo Diplomático, o embaixador de Chipre Georgios F. Poulides


Os conflitos atuais

A primeira guerra citada pelo Papa foi entre Israel e na Palestina. O ataque terrorista de 7 de outubro deixou todos “chocados” e provocou uma forte resposta militar israelense em Gaza. “Repito a minha condenação” e “renovo o meu apelo para um cessar-fogo”, disse Francisco, apoiando a “solução de dois Estados”, e um estatuto especial, garantido internacionalmente, para a Cidade de Jerusalém.

As guerras hodiernas, notou o Papa, não se combatem somente entre soldados, e os civis acabam sendo envolvidos. Além disso, a violação do o direito internacional humanitário é considerado crime de guerra. “Se conseguíssemos fixar cada uma das vítimas nos olhos, disse, veríamos a guerra como ela é: nada mais que uma enorme tragédia e ‘um massacre inútil’, que fere a dignidade de toda a pessoa nesta terra.” 

“Ainda que se trate de exercer o direito de autodefesa, é indispensável respeitar o uso proporcional da força.”

E se as guerras existem, devem-se também à enorme disponibilidade de armas. “Quantas vidas se poderiam salvar com os recursos atualmente destinados aos armamentos? Não seria melhor investi-los a favor de uma verdadeira segurança global?”, questionou. E renovou a sua proposta de constituir um Fundo mundial para eliminar finalmente a fome e promover um desenvolvimento sustentável de todo o planeta. Francisco reiterou mais uma vez “a imoralidade de fabricar e possuir armas nucleares”.

O Santo Padre então mencionou todas as outras regiões em conflito: Ucrânia, Líbano, Síria, Miamar, Arzeibajão, Armênia, Chifre da África, República Democrática do Congo, Venezuela e Guiana.

O continente americano e a Amazônia

Aliás, quanto ao continente americano, o Papa manifestou sua preocupação com os fenômenos de polarização que comprometem a harmonia social e enfraquecem as instituições democráticas, como vem ocorrendo no Peru. E como fez em sua mensagem em 1º de janeiro, mencionou a Nicarágua, onde uma crise provoca “amargas consequências” para toda a sociedade e para a Igreja Católica. “A Santa Sé não cessa de convidar a um diálogo diplomático respeitoso pelo bem dos católicos e de toda a população.

Também causam guerras a fome, a exploração dos recursos naturais e a exploração das pessoas, assim como as catástrofes naturais e ambientais. A esse ponto, aprofundou o tema da crise climática e deu como exemplo a desflorestação da Amazônia, o “pulmão verde” da Terra. Sobre a COP28, realizada em Dubai, aprovou a adoção do documento final, que “constitui um passo encorajador e revela que, perante as inúmeras crises que estamos a viver, há a possibilidade de revitalizar o multilateralismo”.

Fome, desigualdade e desastres naturais provocam ainda migração forçada. O deserto do Saara, as fronteiras da América Central e do Norte e, sobretudo, o Mar Mediterrâneo, são as regiões mais sensíveis, e muitas delas se tornaram “cemitérios”. É fácil fechar o coração, disse o Papa, mas nenhum país pode ser deixado sozinho.

A vida e as barrigas de aluguel

O caminho da paz, acrescentou Francisco, exige o respeito pela vida humana, a começar pela do nascituro no ventre da mãe. O Papa definiu como “deprimente” a prática da chamada barriga de aluguel, pedindo um esforço da comunidade internacional para proibir tal prática em nível universal. “Um filho é sempre um dom, e nunca o objeto de um contrato”.

O caminho da paz exige ainda o respeito pelos direitos humanos, e o Papa lamentou as tentativas para introduzir novos direitos, como a teoria do gender. O caminho da paz passa também pelo diálogo político e social, e mencionou as eleições em 2024 em muitos países, enaltecendo a democracia. Outro diálogo importante é o inter-religioso. Francisco manifestou sua preocupação com a tutela da liberdade religiosa e o respeito das minorias. Condenou o antissemitismo e a perseguição e a discriminação contra cerca de 360 milhões de cristãos.

O Papa recordou ainda todas as suas viagens internacionais de 2023: República Democrática do Congo, Sudão do Sul, Hungria, Portugal, Mongólia e Marselha. Ao falar da Jornada Mundial da Juventude, adentrou no desafio da educação, “o principal investimento no futuro e nas gerações jovens”. “Conservo no coração aquele encontro com mais de um milhão de jovens, provenientes de todas as partes do mundo, cheios de entusiasmo e vontade de viver. A sua presença foi um grande hino à paz.”

Falar de edução engloba também a utilização ética das novas tecnologias e o perigo das fake news, motivo pelo qual a Mensagem para o Dia Mundial da Paz foi dedicada à inteligência artificial, “um dos desafios mais importantes dos próximos anos”.

O Jubileu e o anúncio do Reino

O Papa concluiu o seu discurso com o Jubileu, que terá início neste Natal de 2024:

“Talvez hoje, mais do que nunca, tenhamos necessidade do ano jubilar.” Perante tantos sofrimentos e face à obscuridade deste mundo, “o Jubileu é o anúncio de que Deus nunca abandona o seu povo e mantém sempre abertas as portas do seu Reino”.

“É um tempo de justiça, em que os pecados são perdoados, a reconciliação permite superar a injustiça e a terra repousa. Pode ser para todos – cristãos e não-cristãos – o tempo para quebrar as espadas e delas fazer arados; o tempo em que uma nação não mais levantará a espada contra outra nação, nem se aprenderá mais a arte da guerra (cf. Is 2, 4).”

Francisco se despediu dos embaixadores desejando a eles e aos povos que representam “um ano feliz para todos”.

Bianca Fraccalvieri – Vatican News

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Importante ensinamento do padre Zezinho:

Saber interpretar o que lemos!

Pe . Zezinho, scj |||||||||||||||||||||||||

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Não é acusação nem desrespeito: é um fato real. Milhares e talvez de milhões de brasileiros, por falta de boas escolas ou de treinamento para entender o que está escrito, tomam o rumo errado, erram endereço, a rua, a direção e concluem errado quando leem alguma notícia, um poema ou uma canção!

Não aprenderam a INTERPRETAR.

Vi uma lojinha com uma placa onde se lia “ABELHA E MEL”. Era só ler adiante em letras menores, para ver que se tratava de uma livraria cheia de títulos para crianças. Mas muitos entraram pedindo um potinho de mel. Não leram abaixo do dístico!

Há casos em que a pessoa que não sabe interpretar ainda xinga o balconista e o proprietário, exigindo que a loja mude de nome. “Vocês enganam a gente”.

Mas está escrito em baixo que é uma livraria. Só que ficam só na primeira linha!

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Vejo isto também na minha página de Facebook. Não leem até o fim, não entendem a catequese e entram agredindo o Papa, a CNBB, o cardeal, o bispo e a mim, simplesmente porque este católico ou evangélico incomodado não aprendeu a interpretou. A escola primária e o colégio daquele tempo falharam!

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Ouço dizer que muitas grandes livrarias fecharam por falta de leitores. E que cerca de 85% de brasileiros não compraram nenhum livro no último ano.

Entre católicos, mais de 90% não tem nenhum livro de teologia ou história da Igreja. Mais: 85% confessam que têm Bíblia, mas não leem, e nem sequer têm o Catecismo oficial.

E não faltam os ultra conservadores a aconselharem a compra do catecismo de Trento, de 500 anos atrás e a menosprezarem o de 40 anos atrás, atualizado a pedido de São João Paulo II. São contra qualquer atualização!…

Confundem Deus imutável com igreja imutável. Se tivessem lido ou estudado catecismo saberiam que pessoas mudam e muitas vezes interpretam errado o que ouvem e leem!

Há católicos jovens e anciãos que preferem os dois catecismos anteriores; o de 500 ou o de 120 anos atrás e desacolham e criticam o dos anos 1970.

Descontentes com as atualizações dos últimos 60 anos na Igreja, divulgam a linguagem e os conceitos de cinco séculos passados. Argumentam que a fé não deve se modernizar, porque a Bíblia é perene. E não é!

Os estudos das LÍNGUAS ANTIGAS, da EXEGESE e da HISTÓRIA DA FÉ continuam a descobrir novidades até hoje. O jeito é estudar mais para não agredir quem pensa diferente, exatamente porque estudou mais!

Engenharia, Química, Direito, Medicina também exigem atualização constante. Quem estudou comunicação nos anos 70 teve que se atualizar ano após ano porque esta ciência deu um salto gigantesco.

O computador ocupava uma enorme sala no escritório da faculdade que cursei nos anos 60. Hoje, dois pequenos computadores de mesa dão conta do recado.

Hoje, um pequeno celular do tamanho da nossa mão armazena o que nos anos 1960 ocupava quase dois quartos. Isto é ATUALIZAÇÃO.

A fé também evoluiu. Mas existe quem ache que a fé não descobre nada de novo. Santo Agostinho escrevia sobre a “ fé sempre antiga e sempre nova.

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Jesus atualizou em Mt 5,21; Mt 5,33. Ouvistes o foi dito aos antigos. Eu porém agora vos digo!.. Estava atualizando!

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Os teimosos que não aceitam atualizar a fé estão lendo as tradições e traduções modernas, em linguagem moderna; lendo em computadores modernos, e copiando aquelas mensagens em moderníssimos aparelhos que cabem na palma da mão e que custaram de 8 a 15 mil reais.

Tudo se atualizou, inclusive as residências, a gigantesca TV, o carrão na garagem e a passagem para Disney para as crianças, mas eles juram que nada deve mudar na nossa Igreja, porque a CNBB e o Papa são comunistas. …

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Alguém está imitando os fariseus e escribas do tempo de Jesus e jogando o povo simples contra nossa Igreja de 20 séculos, sempre atualizada em cada um dos 20 concílios e em cerca de seis conferências episcopais para o Continente Latino e caribenho!

E também boicotam o CVII, o CIC e as encíclicas dos papas. O povo não foi informado sobre estes livros e sobre os mais de 100 documentos e escritos de atualização da fé católica! Todos os padres deveriam mostrar estes livros durante o sermão. O povo às vezes nunca os viu.

Tudo porque não gostam do Papa e dos bispos e a Teologia destes últimos 60 anos. São avançados na economia e na tecnologia, mas retrógrados na teologia.

Seus mestres vão ensinaram que Jesus mudou muita coisa no seu tempo. Jesus foi morto por isso! Ensinou outra teologia e disse que o Deus de Israel era seu Pai e que ele era O FILHO. Aquilo era mudança radical. Jesus atualizou o judaísmo daquele tempo.

Hoje piedosos católicos xingam os teólogos, os bispos e agentes de pastoral e o próprio Papa. E o chamam de herege porque teve a coragem de interpretar o que é benção e o que é sacramento. …

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                                                                                        Fonte: facebook.com/padrezezinhoscj

domingo, 7 de janeiro de 2024

Papa batiza 16 crianças:

a fé deve ser acolhida com abertura de coração

Neste domingo (07/01), na Festa do Batismo do Senhor, Francisco presidiu a Celebração Eucarística na Capela Sistina com o Rito do Batismo de 16 crianças. O Pontífice ressaltou que por meio deste sacramento, "as crianças são agraciadas com o presente mais bonito: o dom da fé"

No Vaticano e em outros países, neste domingo, 07 de janeiro, celebra-se a festa do Batismo do Senhor, que encerra o tempo do Natal. Por esta ocasião, o Papa presidiu na Capela Sistina o tradicional rito que recorda o Batismo de Jesus nas águas do Rio Jordão.

A esplendorosa Capela, adornada com afrescos de Michelangelo e famosa por sediar celebrações singulares, como o Conclave para eleger um novo Pontífice, acolheu 16 crianças, filhos e filhas de funcionários do Vaticano, acompanhadas por seus familiares, que receberam o primeiro sacramento da iniciação cristã.

O acolhimento de Francisco: as crianças são protagonistas

Em sua breve homilia, pronunciada de forma espontânea, o Santo Padre enfatizou que as crianças são o centro desta celebração: 

“Estamos aqui para batizar, para dar o dom da fé às nossas crianças. Elas são as protagonistas dessa cerimônia: podem falar, andar, gritar... Elas que comandam, porque é a festa delas e elas receberão o mais belo presente: o dom da fé, o dom do Senhor.” 

Francisco, deixando todos à vontade, completou: “se as crianças chorarem - no momento estão em silêncio, mas basta que uma dê a nota, o concerto começa -, deixe-as chorar; se tiverem fome, podem amamentá-las, tranquilamente, aqui. Se estiverem com calor, tire seus casacos - às vezes o calor incomoda”. 

“Essas crianças são as protagonistas, porque hoje elas também nos darão o testemunho de como a fé é recebida: com inocência, com abertura de coração.”

O dom da fé cresce com o testemunho 

Dirigindo-se aos pais e padrinhos, o Papa pediu que, com o testemunho de suas vidas, eles estejam presentes na vida de seus filhos e afilhados: "que vocês os ajudem a crescer e os acompanhem em seu desenvolvimento, pois esta é uma maneira de contribuir para que a fé cresça neles".

Ao concluir, o Pontífice agradeceu às famílias “por seu testemunho”, por levarem as crianças “para receber a fé”.

Antes da Bênção Final, um último pedido

"Antes de lhes dar a bênção, agradeço-lhes por terem iniciado a vida de seus filhos com o batismo. E eu vos peço que eles saibam a data do batismo, porque é a data do nascimento. Além disso, se eu perguntar a cada um: "Qual é a data de seu nascimento?", não sei se todos serão capazes de respondê-la. No entanto, considerem isto: a data de nascimento espiritual é como um aniversário, é a data em que receberam a graça do Senhor e se tornaram cristãos. Transmitam isso às crianças para que possam celebrar essa data todos os anos."

Tradição iniciada por São João Paulo II 

O costume de batizar os filhos dos funcionários da Santa Sé foi instituído por São João Paulo em 11 de janeiro de 1981 com a Missa presidida na Capela Paulina do Palácio Apostólico. Em 1983, o Papa Wojtyła presidiu a Missa pela primeira vez com o rito do batismo de algumas crianças na Capela Sistina.

Thulio Fonseca - Vatican News

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Francisco:

o Batismo
nos torna filhos de Deus, é um novo nascimento

Na Festa do Batismo do Senhor, o Papa refletiu sobre o gesto realizado por João Batista no rio Jordão e o sacramento que nos torna cristãos, que é o dom de uma vida nova, porque nos torna, em Cristo, filhos de Deus amados para sempre. "Procurem saber o dia do vosso batismo, é um novo aniversário e deve ser celebrado", exortou o Pontífice.

No primeiro Angelus dominical deste ano (07/01), que coincide com a celebração da Festa do Batismo do Senhor, celebrado no Vaticano e em outros países, o Papa encontrou-se com fiéis e peregrinos, os quais, mesmo sob chuva, foram saudar o Pontífice durante a oração mariana, na Praça São Pedro. 

Francisco, ao enfatizar a importância deste sacramento na vida dos cristãos, recordou o ato realizado no rio Jordão, onde João, chamado "Batista", realiza um rito de purificação que significa o compromisso de deixar o pecado e se converter, e completou: “o povo vai para ser batizado com humildade, com sinceridade, com a alma e os pés descobertos, e Jesus também vai, inaugurando seu ministério, e mostra que deseja estar perto dos pecadores, que veio para eles, para nós, para todos nós!”

Deus vem a nós, purifica e cura nossos corações

O Santo Padre então afirmou que nessa narração presente no evangelho  de Marcos, acontecem algumas coisas extraordinárias: “João Batista diz algo incomum, reconhecendo publicamente em Jesus, aparentemente igual a todos os outros, alguém ‘mais forte’ do que ele, que ‘batizará no Espírito Santo’. Então os céus se abrem, o Espírito Santo desce sobre Jesus como uma pomba e, do alto, a voz do Pai proclama: ‘Tu és o meu Filho, o Amado: em ti pus a minha confiança’”.

“Tudo isso, se por um lado nos revela que Jesus é o Filho de Deus, por outro nos fala do nosso Batismo, que nos tornou filhos de Deus.”

“No Batismo Deus vem a nós, Ele purifica e cura nossos corações, faz de nós seus filhos para sempre, seu povo e sua família, herdeiros do Paraíso. Deus se torna íntimo de nós e não nos deixa mais.”

É importante recordar a data do nosso batismo

"É importante lembrar o dia do batismo e também saber a sua data", enfatizou o Santo Padre, "pergunto a todos vocês, que cada um reflita: será que me lembro da data do meu batismo? Se não se lembram, quando voltarem para casa, procurem saber para que nunca mais se esqueçam, porque é um novo aniversário, porque com o Batismo vocês nasceram para a vida de Graça. Agradeça ao Senhor pelo batismo!"

“Agradecemos ao Senhor pelos pais que nos levaram à pia batismal, por aqueles que administraram o Sacramento, pelo padrinho, pela madrinha e pela comunidade em que o recebemos. Celebrem o batismo. É um novo aniversário.”

Antes de encerrar sua meditação, Francisco convidou os fiéis e peregrinos a se questionarem:

“Estou ciente do imenso presente que trago dentro de mim por meio do Batismo? Reconheço, em minha vida, a luz da presença de Deus, que me vê como seu filho amado, como sua filha amada?”

E por fim, o Pontífice pediu a todos os presentes na Praça Sao Pedro a realizarem um ato concreto: “em memória do nosso Batismo, vamos acolher a presença de Deus em nós. Podemos fazer isso com o sinal da cruz, que traça em nós a memória da graça de Deus, que nos ama e deseja estar conosco. Vamos fazer isso juntos: Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo.”

“Maria, templo do Espírito, ajude-nos a celebrar e acolher as maravilhas que o Senhor realiza em nós”, concluiu Francisco.

Thulio Fonseca - Vatican News

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Aprendendo com o padre Zezinho:

Epifania: epi(aqui) fanow (clarão, farol, brilho)

Manifestação da luz do Céu

Sol que brilha para todos os povos e culturas!

Vc talvez já ouviu dizer mil coisas sobre os reis magos. BALTAZAR MELCHIOR E GASPAR

1 - Que não eram magos. 2 - Que não eram reis 3 - Que é uma lenda para mostrar o reino de Deus que chega até nós através de símbolos . 4 - Que na época só havia três continentes: Ásia, Europa e África. Então, três reis fictícios que representavam três reis de três continentes vieram adorar o novo rei que nascia, trazendo três símbolos: ouro, incenso e mirra:

1 - riquezas,
2 - adoração
mas também os
3 - sofrimentos desta vida.

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Você já leu e já ouviu pregar sobre isto! Aconteceu? Era uma parábola? Um tipo de lenda cristã? Um tipo de parábola extra bíblica?

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Eu também já ouvia isto quando jovem. Mais tarde, li livros sobre a infância de Jesus e sobre o Reino dos Céus.

O mundo
1 - persegue riquezas (ouro) ,
2 - procura Deus em todas as religiões (incenso) e
3 - tenta escapar da pobreza e do sofrimento desde sempre (mirra).

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Eu mesmo já cantei isto na canção OURO, INCENSO E MIRRA, que se cantou por quase 40 anos em templos, rádios, shows.

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Aprendi a distinguir entre fatos reais, História dos povos, histórias da fé , histórias profanas, catequeses ilustrativas.

Quando a gente aprende a dar sentido ao que está escrito na Bíblia, então tudo tem sentido.

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Jesus contou muitíssimas parábolas para ilustrar suas pregações. Não aconteceram daquele jeito, mas o povo entendia.

A parábola da ovelha perdida, da moeda perdida, do filho pródigo que foi embora do pai, do tesouro escondido, das sementes jogadas no chão!

Eram só histórias, mas muita gente se converteu ouvindo as histórias de Jesus. Sobretudo as Histórias da Salvação!

Eu vejo a história dos três reis magos representando

1 - as três raças da época,
2 - os três continentes
até então descobertos,
3 - e os três presentes para o Filho de Deus que acabara de nascer, para nos ensinar a sermos mais fraternos e humanos, tudo isto já foi objeto de mil catequese e milhares de sermões.

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Penso que 90% dos católicos adultos sabem interpretar a história da Epifania e dos Reis Magos.

Mas é mais do que lenda. É mais uma história da salvação e da luz de Deus sobre os povos.

É também UMA LINDA CATEQUESE PARA CRIANÇAS E ADULTOS, sobre riqueza e pobreza, religiões, dores e esperanças da humanidade.

A EPIFANIA (manifestação do Cristo ao Mundo) continua acontecendo todos os dias, sempre que alguém fala em FRATERNIDADE ENTRE OS POVOS.

Conte isto para suas crianças. Elas entenderão.

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                                                                                        Fonte: facebook.com/padrezezinhoscj

sábado, 6 de janeiro de 2024

Papa no Angelus da Solenidade da Epifania:

Adorar a Deus
não é desperdiçar tempo, é dar significado ao tempo

Contemplar Jesus, permanecer diante d’Ele, adorá-lo na Eucaristia, tal como fizeram os Magos ao encontrar o Menino Jesus, foram os pontos que inspiraram a reflexão do Papa Francisco durante o Angelus da Solenidade da Epifania, celebrada no Vaticano neste sábado, 6 de janeiro.

Após a celebração da Santa Missa, na Basílica vaticana, por ocasião da Solenidade da Epifania, o Papa rezou, também neste sábado (06/01) a oração mariana do Angelus, com os milhares de fiéis e peregrinos presentes na Praça São Pedro.

Em sua meditação, Francisco recordou que “a Epifania do Senhor significa a Sua manifestação a todos os povos, personificados pelos Magos que encontram Jesus, “com Maria, sua mãe”, prostram-se e oferecem-lhe “ouro, incenso e mirra.

“Detenhamo-nos por um momento nesta cena, naqueles homens sábios que reconhecem a presença de Deus em um simples Menino: não em um príncipe ou em um nobre, mas em um filho de gente pobre, e prostram-se diante d’Ele, adorando-O”.

A humildade de Deus

O Papa sublinhou que esse encontro é uma experiência decisiva para aqueles Magos, e também é importante para nós, pois em Jesus Menino, de fato, vemos Deus feito homem. E em seguida pediu aos fiéis que se maravilhem com a humildade do Senhor:

“Contemplar Jesus, permanecer diante d’Ele, adorá-lo na Eucaristia: não é perder tempo, mas é dar sentido ao tempo; é reencontrar o caminho da vida na simplicidade de um silêncio que nutre o coração. Fiquemos também nós diante do Menino, paremos diante do presépio.”

Aprender com as crianças

Francisco disse que é preciso encontrar tempo também para olhar para as crianças, os pequenos que nos falam de Jesus, com a sua confiança, o seu imediatismo, o seu estupor, a sua sã curiosidade, a sua capacidade de chorar e de rir com espontaneidade, de sonhar.

“Se ficarmos diante do Jesus Menino e na companhia das crianças”, destacou o Pontífice, “aprenderemos a nos maravilhar e retomaremos o caminho de forma mais simples e melhores, como os Reis Magos. E saberemos ter olhares novos e criativos diante dos problemas do mundo”.

Ao concluir sua reflexão, o Santo Padre incentivou os fiéis a se questionarem:

“Nestes dias, paramos para adorar, demos um pouco de espaço para Jesus no silêncio, rezando diante do presépio? Dedicamos tempo às crianças, conversando e brincando com elas? E por fim, conseguimos olhar para os problemas do mundo com o olhar das crianças?”

“Que Maria, Mãe de Deus e nossa, aumente o nosso amor pelo Jesus Menino e por todas as crianças, especialmente as atingidas por guerras e pelas injustiças” concluiu Francisco.

Thulio Fonseca – Vatican News

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Bela reflexão do Frei Almir Guimarães:

Dos que anseiam encontrar a casa de Deus

Uma criança envolta em panos

 Frei Almir Guimarães

Com frequência nossa vida transcorre na crosta da existência. Trabalhos, contatos, problemas, encontros, ocupações diversas nos levam para cá e para lá; e nossa vida vai passando, enchendo cada instante com algo que precisamos fazer, dizer, ver ou planejar.  Corremos assim o risco de perder nossa identidade, de transformarmo-nos numa coisa a mais entre outras e de viver em que direção caminhar. Existe uma luz capaz   de orientar nossa existência?  Existe uma resposta aos nossos anseios e aspirações mais profundas? A partir da fé cristã esta, essa resposta existe. Essa luz já brilha na criança de Belém. (José Antonio Pagola)

♦ Entre os diversos personagens que fazem parte do presépio do Menino Jesus, apenas Mateus faz alusão à visita de Magos vindo do Oriente. Antes tinham acorrido ao presépio pastores curiosos e simples. Agora três ilustres cavalheiros.  Peregrinos de Deus.   Gente de outros cantos da terra e do mundo.  Símbolos de todos os buscadores de Deus. Chegam, parlamentam, conversam com uns e outros a respeito do nascimento do Menino.  Trazem presentes.  Gente de coração generoso e reto.  Falam de uma estrela que havia aparecido no céu de suas vidas e no firmamento de seu país. Obstinadamente venceram obstáculos. O amor de Deus, assim, se manifesta a todas as nações da terra. É nossa história, o relato da nossa aventura humana que aí é retratado.

♦ Buscadores de Deus! Que bom se esta aventura fosse verdadeira para nós em nossos tempos, que não cessamos nossa busca. Muitos de nós nascemos no seio de famílias cristãs e fomos sendo envolvidos por ritos e símbolos.  Passamos a viver uma “religião” com rezas e sacramentos.  Alguns tivemos a chance de viver numa família esclarecida e num ambiente em que o Evangelho era levado em conta.  Outros foram separando vida da fé e fé da vida. Foram perdendo o fogo da busca de Deus, o fogo do Evangelho.  Deus não pode ser um acessório, um “à coté”, ao lado daquilo que chamamos de vida.  O que conta não é a vida?

♦ Há aqueles que, interpelados pelo maravilhoso, pelo inesperado ou pelo trágico da vida sentiram brilhar uma estrela, o frágil cintilar de uma estrela:  o nascimento de um filho,  uma turbulência familiar,  a ameaça de um fracasso no casamento, uma derrocada financeira, o inferno das drogas,  a visita de uma pessoa que mais parecia um anjo caído do céu. Estrelas nossas vidas no meio do ferial.

♦ Há os que encontram ou reencontraram a fé frequentando as páginas dos evangelhos e tentando descobrir o Deus de Jesus Cristo nas parábolas, nos ditos do Mestre, na esperança que se se podia perceber em sua fala.  São pessoas que, aos poucos, vão fazendo suas as respostas de Levi e Zaqueu e hospedam o Senhor em sua intimidade.  Umas vão se identificando com o filho pródigo e sentem o abraço do Pai das misericórdias.  Trazem para ao presépio o tesouro de suas vidas.

♦ Muitos descobrem a Deus na dedicação aos outros.  Sentem-se felizes quando podem ser para e sendo para… compreendem que Deus é ser para…  Lembram-se das lições do catecismo onde haviam aprendido que quando damos um copo de água fria ao menor dos nossos irmão é a Jesus que o ofertamos.

♦ Deus vem no visitar e chega na simplicidade de um nascimento e termina seus dias no alto de uma cruz, completamente injustiçado, privado até de suas vestes.  Um Deus que não mora nas alturas, mas chega perto de cada um de nós.  O Menino deitado nas palhas, no despojamento total, carente de nossa atenção, é a verdadeira luz que ilumina todo homem que vem a este mundo. Veio para todos o orbe.  Fora dele não há claridade.  Através dos tempos fomos vendo a procissão de peregrinos iluminados pela luz da estrela da fé. Os Magos representam os homens e as mulheres que carregam questionamentos e interrogações, que não estão satisfeitos com a vida pela metade, que buscam um sentido mais pleno para os dias que vivem.

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Textos para reflexão

Os magos, da cidade real, onde julgavam dever encontrar o rei, dirigem-se à pequena cidade de Belém. Entram no estábulo e encontram um recém-nascido envolto em panos.  Não se aborrecem com o estábulo, não se chocam com os panos, nem se escandalizam com o menino amamentado:  prostram-se, veneram-no como rei, adoram-no como Deus.  Quem os conduziu, também os instruiu, e quem os avisou exteriormente pela estrela, também os alertou no segredo do coração.  Assim esta manifestação do Senhor tornou glorioso este dia e a piedosa veneração dos magos o fez venerável.

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Dos sermões de São Bernardo, abade

Hoje os magos que procuravam o Senhor resplandecente nas estrelas, o encontram num berço.  Hoje os magos veem claramente envolvido em panos aquele que há muito tempo buscavam de modo o obscuro nos astros.   Hoje os magos contemplam maravilhados, no presépio, o céu na terra, a terra no céu, o homem em Deus, Deus no homem e incluído no corpo pequenino de uma criança, aquele que o universo não pode conter.   Vendo-o proclamam sua fé e não discutem oferecendo-lhe místicos presentes, incenso a Deus, ouro ao rei e mirra ao que havia de morrer. (São Pedro Crisólogo)

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Oração

Estás perto, estás sempre, estás esperando e eu não me detenho. Respeitas minha liberdade, caminhas junto a mim, sustentas minha vida e eu não te tomo conhecimento. Tu me ajudas a conhecer-me, me faz como a um filho, me chamas a ser eu mesmo e eu não te presto atenção. Tu me amas com ternura, queres o melhor para mim, me ofereces tudo o que é teu e eu não te agradeço. (F.Ulíbarri)

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FREI ALMIR GUIMARÃES, OFMingressou na Ordem Franciscana em 1958. Estudou catequese e pastoral no Institut Catholique de Paris, a partir de 1966, período em que fez licenciatura em Teologia. Em 1974, voltou a Paris para se doutorar em Teologia. Tem diversas obras sobre espiritualidade, sobretudo na área da Pastoral familiar. É o editor da Revista “Grande Sinal”.

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                                                   Fonte: franciscanos.org.br            Banner: vaticannews.va

sexta-feira, 5 de janeiro de 2024

Solenidade da Epifania do Senhor Jesus:

 Leituras e Reflexão

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1ª Leitura: Is 60,1-6

Leitura do Livro do Profeta Isaías 

Levanta-te, acende as luzes, Jerusalém, porque chegou a tua luz, apareceu sobre ti a glória do Senhor. Eis que está a terra envolvida em trevas, e nuvens escuras cobrem os povos; mas sobre ti apareceu o Senhor, e sua glória já se manifesta sobre ti. Os povos caminham à tua luz, e os reis, ao clarão de tua aurora. Levanta os olhos ao redor e vê, todos se reuniram e vieram a ti; teus filhos vêm chegando de longe com tuas filhas, carregadas nos braços. Ao vê-los, ficarás radiante, com o coração vibrando e batendo forte, pois com eles virão as riquezas de além-mar e mostrarão o poderio de suas nações; será uma inundação de camelos e dromedários de Madiã e Efa a te cobrir; virão todos os de Sabá, trazendo ouro e incenso e proclamando a glória do Senhor.

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Responsório: Sl 71(72)

- As nações de toda a terra hão de adorar-vos, ó Senhor!

- Dai ao rei vossos poderes, Senhor Deus, / vossa justiça ao descendente da realeza! / Com justiça ele governe o vosso povo, / com equidade ele julgue os vossos pobres. – R.

- Nos seus dias, a justiça florirá / e grande paz, até que a lua perca o brilho! / De mar a mar estenderá o seu domínio, / e desde o rio até os confins de toda a terra! – R.

- Os reis de Társis e das ilhas hão de vir / e oferecer-lhe seus presentes e seus dons; / e também os reis de Seba e de Sabá / hão de trazer-lhe oferendas e tributos. / Os reis de toda a terra hão de adorá-lo, / e todas as nações hão de servi-lo. – R.

- Libertará o indigente que suplica / e o pobre ao qual ninguém quer ajudar. / Terá pena do indigente e do infeliz, / e a vida dos humildes salvará. – R.

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2ª Leitura: Ef 3,2-3.5-6
Leitura da Carta de São Paulo aos Efésios

Irmãos, se ao menos soubésseis da graça que Deus me concedeu para realizar o seu plano a vosso respeito e como, por revelação, tive conhecimento do mistério. Esse mistério, Deus não o fez conhecer aos homens das gerações passadas, mas acaba de o revelar agora, pelo Espírito, aos seus santos apóstolos e profetas: os pagãos são admitidos à mesma herança, são membros do mesmo corpo, são associados à mesma promessa em Jesus Cristo por meio do Evangelho.

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Evangelho: Mt 2,1-12

Proclamação do Evangelho de São Mateus

Tendo nascido Jesus na cidade  de Belém, na Judeia, no tempo do rei  Herodes, alguns magos do Oriente  chegaram a Jerusalém, 2 e perguntaram: “Onde está o recém-nascido rei dos judeus? Nós vimos a sua estrela no Oriente, e viemos para prestar-lhe homenagem.”

Ao saber disso, o rei Herodes ficou alarmado, assim como toda a cidade de Jerusalém. Herodes reuniu todos os chefes dos sacerdotes e os doutores da Lei, e lhes perguntou onde o Messias deveria nascer. Eles responderam: «Em Belém, na Judeia, porque assim está escrito por meio do profeta: 6 ‘E você, Belém, terra de Judá, não é de modo algum a menor entre as principais cidades de Judá, porque de você sairá um Chefe, que vai apascentar Israel, meu povo.’ «Então Herodes chamou secretamente os magos, e investigou junto a eles sobre o tempo exato em que a estrela havia aparecido. Depois, mandou-os a Belém, dizendo: “Vão, e procurem obter informações exatas sobre o menino. E me avisem quando o encontrarem, para que também eu vá prestar-lhe homenagem.”

Depois que ouviram o rei, eles partiram. E a estrela, que tinham visto no Oriente, ia adiante deles, até que parou sobre o lugar onde estava o menino. Ao verem de novo a estrela, os magos ficaram radiantes de alegria.

Quando entraram na casa, viram o menino com Maria, sua mãe. Ajoelharam-se diante dele, e lhe prestaram homenagem. Depois, abriram seus cofres, e ofereceram presentes ao menino: ouro, incenso e mirra. Avisados em sonho para não voltarem a Herodes, partiram para a região deles, seguindo por outro caminho.

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Reflexão do padre Johan Konings:

Salvação universal e cobiça de poder

No dia 6 de janeiro ou no domingo seguinte celebramos a festa chamada Epifania ou Revelação do Senhor, popularmente, a festa dos Reis Magos, porque o evangelho conta a história dos magos que viram a estrela de Belém.

E de Herodes, que não a viu…

No Antigo Testamento, alguns profetas sonharam com a restauração de Israel. O “terceiro Isaías”, vivendo logo depois que os judeus voltaram do exílio babilônico, tem uma visão da restauração do povo: todos os povos vão ver a luz de Deus que brilhará sobre a Cidade Santa, Jerusalém.

Os judeus dispersos e mesmo os povos pagãos chegarão trazendo ricos presentes. O mundo inteiro proclamará as obras gloriosas do Senhor (1ª leitura). Ora, essa confluência de judeus e pagãos realiza-se no povo fundado por Jesus Cristo. Este é o “mistério”, o projeto escondido de Deus, que Paulo conhece por experiência pessoal; ele dedicou sua vida a pregar o evangelho a judeus e pagãos (2ª leitura).

Mateus, no evangelho, traduz a fé de que Jesus é o Messias universal numa narração que descreve a realização da profecia da 1ª leitura: reis magos (astrólogos) do Oriente enxergam a luz que brilha sobre Belém, cidade de Davi, na proximidade de Jerusalém. É a estrela do recém-nascido messias, “rei dos judeus”. Querem adorá-lo e oferecer-lhe seus ricos presentes. Ora, o rei “em exercício”, Herodes, juntamente com os doutores e os sacerdotes, não enxerga a estrela que brilha tão perto; é obcecado por seu próprio brilho e sede de poder. Os reis das nações pagãs chegam de longe para adorar o menino, mas os chefes dos judeus tramam sua morte… As pessoas de boa vontade, aqueles que realmente buscam o Salvador, o encontram em Jesus, mas os que só gostam de seu próprio poder têm medo de encontrá-lo.

Significativamente, o medo de Herodes, o Grande, o leva a matar todos os meninos de Belém (cf. a festa dos Santos Inocentes, 28 de dezembro). Por que se matam ou se deixam morrer crianças também hoje? Porque os poderosos absolutizam seu poder e não querem dar chances aos pequenos, nem sequer para viverem. Preferem sangrar o povo pela indústria do armamento, dos supérfluos, da fome….

Pobre e indefeso, Jesus é o não-poder. Ele não se defende, não tem medo. Em redor dele se unem os povos que vêm de longe. “E, avisados num sonho, voltaram por outro caminho”. O caminho, na Bíblia, é o símbolo da opção de vida da pessoa (Sl 1). Os reis magos optaram por obedecer à advertência de Deus; optaram pelo Menino Salvador, contra Herodes e contra todos os que rejeitam o “menino, matando vida inocente.

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PE. JOHAN KONINGS nasceu na Bélgica em 1941, onde se tornou Doutor em Teologia pela Universidade Católica de Lovaina, ligado ao Colégio para a América Latina (Fidei Donum). Veio ao Brasil, como sacerdote diocesano, em 1972. Em 1985 entrou na Companhia de Jesus (Jesuítas) e, desde 1986, atuou como professor de exegese bíblica na FAJE, Faculdade Jesuíta de Filosofia e Teologia, em Belo Horizonte. Faleceu no dia 21 de maio de 2022. Este comentário é do livro “Liturgia Dominical, Editora Vozes.

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Reflexão em vídeo de Frei Gustavo Medella

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              Fonte: franciscanos.org.br    BannerFr. Fábio M. Vasconcelos    Imagem:  vaticannews.va