sábado, 3 de abril de 2021

Nesta Noite Santa, celebrou-se a "mãe de todas as vigílias",

a Solene Vigília Pascal

Às 19h, na matriz de São José, sob a presidência do pároco, Pe. Leandro Carvalho, e a participação dos concelebrantes, o pároco emérito, Côn. Braz Tenório Rocha, e o vigário, Pe. Inácio Pires, foi solenemente celebrada a cerimônia da Solene Vigília Pascal.

Constaram da celebração as três partes da Liturgia da Noite Santa: da Luz, da Palavra e da Eucaristia. No primeiro momento, foi abençoado o Fogo Novo e, com ele, aceso o Círio Pascal. Seguiu-se a procissão com a Luz de Cristo até o presbitério. Na segunda parte, foram proclamadas as leituras que recordam um breve itinerário da história da salvação, culminando com a Ressurreição de Jesus.

Pe. Leandro, na homilia, recordou a atualidade da Ressurreição de Jesus, que acontece agora. Todos nós somos os discípulos, que indo ao túmulo, o encontramos vazio porque o Cristo Jesus está vivo em nosso meio, convidando a nos revestirmos da força e graça da sua Páscoa para a vivência da vida nova que Ele nos oferece.

Após a Renovação das promessas batismais, seguiu-se a Liturgia Eucarística. No terceiro momento, a pequena assembleia, representativa da família paroquial, recebeu a Eucaristia, que espiritualmente foi também piedosamente acolhida pelos que acompanhavam pela rádio Paraíso FM.

As cerimônias da Solene Vigília foram encerradas com os votos de Santa Páscoa e a Bênção Final.

..................................................................................................................................

Momentos

   ..........................................................................................................................
                                                                                        Fotos enviadas pelo Pe. Leandro Carvalho

Papa na Vigília Pascal:

Com Jesus,
a vida muda. Com Ele, a vida recomeça.

“Aqui está o anúncio de Páscoa que gostaria de deixar: é possível recomeçar sempre, porque há uma vida nova que Deus, independentemente de todos os nossos falimentos, é capaz de fazer reiniciar em nós”, disse Francisco na homilia da Vigília Pascal.

A Mãe de todas as vigílias: o círio pascal iluminou a Basílica de São Pedro, na cerimônia presidida pelo Papa Francisco no início da noite.

Devido à pandemia, nesta vigília pascal não foram administrados batismos, mas foi feita a renovação das promessas batismais e as leituras também foram reduzidas.

Na homilia, o Papa se concentrou sobre um versículo do Evangelho proposto pela liturgia: “Ele precede-vos a caminho da Galileia; lá O vereis” (16, 7). Para Francisco, aqui se encontra o convite da Páscoa: "ir para a Galileia".

Recomeçar

Ir para a Galileia, explicou o Pontífice significa, antes de mais nada, recomeçar.

“Aqui está o primeiro anúncio de Páscoa que gostaria de deixar: é possível recomeçar sempre, porque há uma vida nova que Deus é capaz, independentemente de todos os nossos falimentos, de fazer reiniciar em nós.”

Deus pode construir uma obra de arte até a partir dos escombros do nosso coração; a partir mesmo dos pedaços arruinados da nossa humanidade, Deus prepara uma nova história.

Ele sempre nos precede, afirmou ainda o Papa. E nestes meses sombrios de pandemia, “ouçamos o Senhor ressuscitado que nos convida a recomeçar, a nunca perder a esperança”.

Novos caminhos

Ir para a Galileia significa também percorrer caminhos novos, “é mover-se na direção oposta ao túmulo”.

Muitos vivem a «fé das recordações», como se Jesus fosse um personagem do passado, constatou o Papa. Ao contrário, ir para a Galileia significa aprender que a fé, para estar viva, deve continuar a caminhar. Temos medo das surpresas de Deus, acrescentou o Pontífice, mas hoje o Senhor nos convida a deixar-nos surpreender.

“Jesus não é um personagem ultrapassado. Ele está vivo, aqui e agora.” Caminha conosco todos os dias, na situação que estamos vivendo, nos sonhos que trazemos dentro de nós.

Confins geográficos e existenciais

Ir para a Galileia significa, além disso, ir aos confins. Porque a Galileia é o lugar mais distante, explicou ainda Francisco, onde Jesus começou a sua missão, dirigindo o anúncio aos excluídos.

“E hoje também é lá que o Ressuscitado pede aos seus para irem. É o lugar da vida diária, são os caminhos que percorremos todos os dias, são os recantos das nossas cidades onde o Senhor nos precede e Se torna presente.

O convite final do Papa é que redescubramos a graça da quotidianidade, reconhecer Jesus nas nossas «galileias», na vida de todos os dias. Com Ele, a vida mudará. Com Ele, a vida recomeça. Porque, para além de todas as derrotas, do mal e da violência, para além de todo sofrimento e para além da morte, o Ressuscitado vive e guia a história.

“Irmã, irmão, se nesta noite tem no coração uma hora escura, um dia que ainda não raiou, uma luz sepultada, um sonho despedaçado, abra o coração maravilhado ao anúncio da Páscoa: «Não tenha medo, ressuscitou! E o espera na Galileia».”

..............................................................................................................................................................
                                                                                                   Bianca Fraccalvieri - vaticannews.va

Domingo da Páscoa:

Leituras e reflexão
...........................................................................................................................................................................

...........................................................................................................................................................................
1ª Leitura: At 10,34a.37-43

Leitura dos Atos dos Apóstolos:

Naqueles dias, Pedro tomou a palavra e disse: “Vós sabeis o que aconteceu em toda a Judeia, a começar pela Galileia, depois do batismo pregado por João: como Jesus de Nazaré foi ungido por Deus com o Espírito Santo e com poder. Ele andou por toda a parte, fazendo o bem e curando a todos os que estavam dominados pelo demônio; porque Deus estava com ele.

E nós somos testemunhas de tudo o que Jesus fez na terra dos judeus e em Jerusalém. Eles o mataram, pregando-o numa cruz.

Mas Deus o ressuscitou no terceiro dia, concedendo-lhe manifestar-se não a todo o povo, mas às testemunhas que Deus havia escolhido: a nós, que comemos e bebemos com Jesus, depois que ressuscitou dos mortos.

E Jesus nos mandou pregar ao povo e testemunhar que Deus o constituiu Juiz dos vivos e dos mortos.

Todos os profetas dão testemunho dele: “Todo aquele que crê em Jesus recebe, em seu nome, o perdão dos pecados”.

.................................................................................................................................
Salmo Responsorial: 117
Este é o dia que o Senhor fez para nós:/ alegremo-nos e nele exultemos!
Este é o dia que o Senhor fez para nós:/ alegremo-nos e nele exultemos!

- Dai graças ao Senhor, porque ele é bom!/ “Eterna é a sua misericórdia!”/ A casa de Israel agora o diga:/ “Eterna é a sua misericórdia!”

- A mão direita do Senhor fez maravilhas,/ a mão direita do Senhor me levantou./ Não morrerei, mas ao contrário, viverei/ para contar as grandes obras do Senhor!

- A pedra que os pedreiros rejeitaram,/ tornou-se agora a pedra angular;/ pelo Senhor é que foi feito tudo isso!/ Que maravilhas ele fez a nossos olhos!

.................................................................................................................................
2ª Leitura: Cl 3,1-4

Leitura da Carta de São Paulo aos Colossenses:

Irmãos: Se ressuscitastes com Cristo, esforçai-vos por alcançar as coisas do alto, onde está Cristo, sentado à direita de Deus; aspirai às coisas celestes e não às coisas terrestres. Pois vós morrestes, e a vossa vida está escondida, com Cristo, em Deus. Quando Cristo, vossa vida, aparecer em seu triunfo, então vós aparecereis também com ele, revestidos de glória.
.................................................................................................................................
Evangelho:  Jo 20,1-9
Leitura do Evangelho de São João:

No primeiro dia da semana, Maria Madalena foi ao túmulo de Jesus, bem de madrugada, quando ainda estava escuro, e viu que a pedra tinha sido retirada do túmulo.

Então ela saiu correndo e foi encontrar Simão Pedro e o outro discípulo, aquele que Jesus amava, e lhes disse: “Tiraram o Senhor do túmulo, e não sabemos onde o colocaram”.

Saíram, então, Pedro e o outro discípulo e foram ao túmulo. Os dois corriam juntos, mas o outro discípulo correu mais depressa que Pedro e chegou primeiro ao túmulo. Olhando para dentro, viu as faixas de linho no chão, mas não entrou.

Chegou também Simão Pedro, que vinha correndo atrás, e entrou no túmulo. Viu as faixas de linho deitadas no chão e o pano que tinha estado sobre a cabeça de Jesus, não posto com as faixas, mas enrolado num lugar à parte.

Então entrou também o outro discípulo, que tinha chegado primeiro ao túmulo. Ele viu, e acreditou.

De fato, eles ainda não tinham compreendido a Escritura, segundo a qual ele devia ressuscitar dos mortos.

.................................................................................................................................

Reflexão do Pe. Johan Konings:

Ver Jesus com olhos pascais

Todo evangelho de João serve para aprender a ver com olhos novos (veja a história do cego, Jo 9). Não com os olhos da carne (= meramente humanos), mas com olhos iluminados pelo sopro do Espírito Divino que se manifestou na ressurreição de Jesus. Neste dia de Páscoa, a liturgia apresenta o evangelho de Jo 20, 1-9, mas vamos olhar para o conjunto Jo 20, 1-18. Jo 20,1-18 narra uma história em duas cenas. A primeira cena começa com Maria Madalena, que logo no primeiro dia da semana (nosso domingo!), passado o repouso do sábado, vai ao sepulcro para chorar Jesus. Mas que surpresa, quando vê a pedra que fechava o túmulo rolada para o lado! Ela corre para avisar os seguidores de Jesus, Simão Pedro e aquele outro discípulo, o melhor amigo de Jesus (e cujo nome nunca é falado). Eles correm ao túmulo. Pedro chega depois do outro, mas, como é mais digno, entra primeiro e constata: de Jesus nenhum sinal, mas roubado não foi, pois a mortalha e o sudário estão cuidadosamente arranjados! Quem tira a conclusão é o discípulo amigo, que representa aqueles que compreendem Jesus porque o comungam com ele pelo amor. Ele conhece Jesus não só com os olhos, mas com o coração. Ele entra no sepulcro, vê e crê! É o primeiro a crer na ressurreição de Jesus, embora vendo apenas os sinais de sua ausência.

Segunda cena: enquanto Pedro e o outro discípulo voltam para casa, Madalena, que não entrara juntamente com eles, aproxima-se do túmulo, constata a ausência de Jesus e vê dois misteriosos mensageiros – duas testemunhas? – sentados no lugar onde ele ficara. Perguntam por que chora, e ela responde que “levaram meu Senhor” e que não sabe “onde o puseram”. Voltando-se, vê um outro personagem e pensa que é o guarda, que certamente não gostara de encontrar aquele crucificado no túmulo destinado para seu dono, rico proprietário. Madalena declara-se disposta a cuidar do corpo. E então o desconhecido a chama com o nome, no idioma dela: “Mariamne”. E ela o reconhece e responde, na mesma língua: “Rabuni” (= “mestre”).

Então, o evangelista conta um detalhe que é central para entender o sentido da cena. Maria se joga aos pés de Jesus e quer abraçá-los, à maneira oriental, em veneração. Jesus a impede: “Não me segures, pois ainda não subi para junto do Pai”. Ela deve deixar Jesus livre, pois está subindo para a glória do Pai. Não deve segurar Jesus como se aí estivesse simplesmente aquele que ela seguiu desde os dias da Galileia. “É bom que eu me vá”, disse Jesus (Jo 16,7).

A ausência física de Jesus é necessária para que ele esteja conosco de modo glorioso, sem as restrições da existência na carne. É isso que o discípulo-amigo havia compreendido ao ver o túmulo vazio: ele creu. Madalena também crê, e recebe a missão de ser a primeira a anunciar a ressurreição aos irmãos (v. 17-18).

Não nos apeguemos exclusivamente ao Jesus das estradas da Galileia, o Jesus dos milagres e das parábolas. Deixemos que ele se torne ausente, passando pela cruz, assumida por amor fiel aos seus, para se tornar presente, de outro modo, na glória da ressurreição, que significa que sua crucificação foi “endossada” por Deus como expressão de seu amor. O Jesus da Páscoa é incomparavelmente mais presente para nós que o das estradas da Galileia. Este deixou suas pegadas nas narrativas dos apóstolos e dos evangelistas. Mas o Ressuscitado, que só pode ser visto com os olhos da fé, está conosco nas estradas da América Latina, hoje.

______________________________________________________________

PE. JOHAN KONINGS nasceu na Bélgica em 1941, onde se tornou Doutor em Teologia pela Universidade Católica de Lovaina, ligado ao Colégio para a América Latina (Fidei Donum). Veio ao Brasil, como sacerdote diocesano, em 1972. Em 1985 entrou na Companhia de Jesus (Jesuítas) e, desde 1986, atua como professor de exegese bíblica na FAJE, Faculdade Jesuíta de Filosofia e Teologia, em Belo Horizonte. Este comentário é do livro “Liturgia Dominical, Editora Vozes.

.......................................................................................................................................................
                                                      Fonte e ilustração: franciscanos.org.br       Banner: cnbb.org.br

Breve reflexão para este

Chegamos à mãe de todas as Vigílias. Dentro do Tríduo Pascal, a Vigília Pascal é o ponto máximo da celebração.

O papa Francisco nos ajuda a meditar esta noite santa:

"É a noite do silêncio do discípulo que se sente enrijecido e paralisado, sem saber para onde ir diante de tantas situações dolorosas que o oprimem e envolvem. É o discípulo de hoje, emudecido diante duma realidade que se lhe impõe fazendo-lhe sentir e – pior ainda – crer que nada se pode fazer para vencer tantas injustiças que vivem na sua carne muitos dos nossos irmãos.

É o discípulo perplexo porque imerso numa rotina avassaladora que o priva da memória, faz calar a esperança e habitua-o ao «fez-se sempre assim». É o discípulo emudecido e ofuscado que acaba por se habituar e considerar normal a frase de Caifás: «Não vos dais conta de que vos convém que morra um só homem pelo povo, e não pereça a nação inteira» (Jo 11, 50).

E no meio dos nossos silêncios, quando calamos de modo tão oprimente, então começam a gritar as pedras (cf. Lc 19, 40: «Digo-vos que, se eles se calarem, gritarão as pedras») dando lugar ao maior anúncio que alguma vez a história tenha podido conter dentro de si: «Não está aqui, pois ressuscitou» (Mt 28, 6). A pedra do sepulcro gritou e, com o seu grito, anunciou a todos um novo caminho. Foi a criação a primeira a fazer ecoar o triunfo da Vida sobre todas as realidades que procuraram silenciar e amordaçar a alegria do evangelho. Foi a pedra do sepulcro a primeira a saltar e, à sua maneira, a entoar um cântico de louvor e entusiasmo, de júbilo e esperança no qual todos somos convidados a participar.

O túmulo vazio quer desafiar, mover, interpelar, mas sobretudo quer encorajar-nos a crer e confiar que Deus «Se faz presente» em qualquer situação, em qualquer pessoa, e que a sua luz pode chegar até aos ângulos mais imprevisíveis e fechados da existência. Ressuscitou da morte, ressuscitou do lugar donde ninguém esperava nada e espera-nos – como esperava as mulheres – para nos tornar participantes da sua obra de salvação.

Esta é a base e a força que temos, como cristãos, para gastar a nossa vida e o nosso ardor, inteligência, afetos e vontade na busca e, especialmente, na criação de caminhos de dignidade. «Não está aqui... Ressuscitou!» (28, 6). É o anúncio que sustenta a nossa esperança e a transforma em gestos concretos de caridade. Como precisamos de deixar que a nossa fragilidade seja ungida por esta experiência!

..............................................................................................................................................................
                                                                                   Fonte: facebook.com/arquidiocesepousoalegre

sexta-feira, 2 de abril de 2021

A oração do Papa na Via-Sacra

com e pelas crianças do mundo

A Via-Sacra de 2021 foi dedicada às crianças, que foram as protagonistas nos textos e na presença na Praça São Pedro.

Vatican News - As crianças e suas cruzes estiveram no centro da Via-Sacra presidida pelo Papa Francisco na noite desta Sexta-feira Santa, realizada pelo segundo ano consecutivo na Praça São Pedro, devido à pandemia.

Os autores mirins dos textos foram os mesmos que carregaram a cruz no cenário semideserto no Vaticano.

As 14 estações foram colocadas ao redor do obelisco e ao longo do caminho que leva ao adro da Basílica. Tochas no chão traçaram o percurso, formando uma grande cruz luminosa. A cada etapa do calvário, um desenho e uma oração, como esta: "Jesus, ajudai-nos a não abandonar as nossas orações quando sentimos o nosso coração pesado frente à pedra do vosso sepulcro".

Escoteiros, crismandos, crianças que vivem em “casas-família” refletiram angústias, ansiedades, preocupações a cada estação. Cenas corriqueiras da infância, como uma briga com a mãe, desentendimentos na escola, uma lição de casa mal sucedida foram colocados no papel. Também houve espaço para a chegada de um novo amigo migrante e a relação com os próprios limites e o desafio do amadurecimento. O dia a dia transformado pela pandemia e o luto foram externados. As experiências negativas deram espaço à solidariedade, à inclusão, à superação e à esperança.

Na oração final, o pedido dos adultos de que o Senhor “ajude-nos a nos tornar pequeninos, necessitados de tudo, abertos à vida”, reconquistando a pureza do olhar e do coração.

“Pedimos que o Senhor abençoe e proteja todas as crianças do mundo, para que possam crescer em idade, sabedoria e graça, a fim de conhecerem e seguirem o projeto bom que o Senhor pensou para cada uma delas.”

Ao final, o Pontífice saudou os pequenos, sendo rodeado por eles. 

................................................................................................................................

Momentos:

................................................................................................................................

Assista:

..............................................................................................................................................................
                                                                                                                        Fonte: vaticannews.va

Solene Ação Litúrgica da Paixão e Morte de Jesus

na Matriz de São José

Às 15h, foi celebrada a Solene Ação Litúrgica da Paixão e Morte de Jesus. Presidiu a cerimônia o pároco emérito, Côn. Braz Tenório Rocha, tendo como participantes especiais o pároco, Pe. Leandro Carvalho, e o vigário, Pe. Inácio Pires.

Da celebração constaram três partes: liturgia da Palavra, adoração da Cruz e Comunhão Eucarística. Na primeira parte, foram proclamadas as leituras, com destaque especial para o relato da Paixão e Morte do Senhor. Em seguida, foi feita a homilia. Côn. Braz discorreu sobre os dias da Semana Maior, desde o Domingo de Ramos até esta Sexta-feira, conclamando os fiéis à conversão e ao amor a Deus e ao próximo.

Seguiu-se a adoração da Cruz pelos ministros ordenados e pelos colaboradores da cerimônia. Na terceira parte, os sacerdotes e os participantes receberam a Eucaristia.

Pe. Leandro fez para os ouvintes da rádio Paraíso FM a explicação sobre cada parte da cerimônia.

...............................................................................................................................

Momentos:

............................................................................................................................
                                                                                        Fotos enviadas pelo Pe. Leandro Carvalho

Cantalamessa na Sexta-feira Santa:

Jesus, primogênito entre muitos irmãos

“Somos irmãos não apenas a título de criação, mas também de redenção; não só porque todos temos o mesmo Pai, mas porque todos temos o mesmo irmão, Cristo, ‘primogênito entre muitos irmãos’. Palavras do cardeal Frei Raniero Cantalamessa na celebração da Paixão do Senhor nesta Sexta-feira Santa.

Jane Nogara - Vatican News - A homilia da celebração da Paixão do Senhor da Sexta-feira Santa 2021 foi feita pelo cardeal Frei Raniero Cantalamessa, o pregador da Casa Pontifícia. O tema da sua homilia foi centralizado na recente encíclica sobre a fraternidade do Papa Francisco “Fratelli tutti” destacando que em pouco tempo “fez renascer em tantos corações a aspiração quanto a este valor universal, trouxe à luz tantas feridas contra ela no mundo de hoje, indicou algumas vias para se chegar a uma verdadeira e justa fraternidade humana”.

Significado de “irmão” para o cristão

“O mistério da cruz que estamos celebrando - disse o cardeal - nos obriga a nos concentrarmos justamente neste fundamento cristológico da fraternidade, que foi inaugurado na morte de Cristo”. “No Novo Testamento”, continua, “‘irmão’ significa, em sentido primordial, a pessoa nascida do mesmo pai e da mesma mãe. ‘Irmãos’, em segundo lugar, são chamados os membros do mesmo povo e nação”. E amplia o conceito: “Neste alargamento de horizonte, chega-se a chamar de irmão cada pessoa humana, pelo fato de ser tal. Irmão é aquele que a Bíblia chama de “próximo”. Ponderando em seguida: “Mas, ao lado destes significados antigos e conhecidos, no Novo Testamento a palavra “irmão” tende sempre mais a indicar uma categoria particular de pessoas”. (...) Porque “Todo aquele que faz a vontade do meu Pai, que está nos céus, esse é meu irmão, minha irmã e minha mãe” (Mt 12,48-50).

Primogênito entre muitos irmãos

“Nesta linha, a Páscoa marca uma etapa nova e decisiva. Graças a ela, Cristo se torna ‘o primogênito entre muitos irmãos’ (Rm 8,29). Os discípulos se tornam irmãos em sentido novo e profundíssimo: compartilham não apenas o ensinamento de Jesus, mas também seu Espírito, sua nova vida de ressuscitado”. Frei Cantalamessa esclarece: “Depois da Páscoa, este é o uso mais comum do termo irmão; indica o irmão de fé, membro da comunidade cristã. Irmãos ‘de sangue’, também neste caso, mas do sangue de Cristo! Isso faz da fraternidade de Cristo algo de único e transcendente, em relação a qualquer outro gênero de fraternidade, e deve-se ao fato de que Cristo é também Deus”. Conclui este pensamento sobre a fraternidade afirmando: "Ela não se substitui aos demais tipos de fraternidade, baseados em família, nação ou raça, mas coroa-os".

“Somos irmãos não apenas a título de criação, mas também de redenção; não só porque todos temos o mesmo Pai, mas porque todos temos o mesmo irmão, Cristo, ‘primogênito entre muitos irmãos’”

A fraternidade se constrói a partir de nós, sem divisões

"À luz destes conceitos pode-se fazer algumas reflexões atuais: A fraternidade se constrói (...) começando de perto, a partir de nós, não com grandes esquemas, com metas ambiciosas e abstratas”. E especifica “na Igreja Católica”. “A fraternidade católica está dilacerada!” adverte Cantalamessa, “a túnica de Cristo foi cortada em pedaços pelas divisões entre as Igrejas; (...) cada pedaço da túnica, por sua vez, é frequentemente dividido em outros pedaços. Naturalmente, falo do elemento humano dela, porque a verdadeira túnica de Cristo, seu corpo místico animado pelo Espírito Santo, ninguém jamais poderá dilacerar”. E continua “Isto, contudo, não desculpa as nossas divisões, mas as torna ainda mais culpáveis e deve nos impulsionar, com mais força, a restaurá-las”.

Não sobrepor a política à religião

“Qual é a causa mais comum das divisões entre os católicos? É a opção política, quando ela se sobrepõe à religiosa e eclesial e desposa uma ideologia, esquecendo completamente o sentido e o dever da obediência na Igreja”

"Isto é um pecado, no sentido mais estrito do termo. Significa que o ‘o reino deste mundo’ se tornou mais importante, no próprio coração, do que o Reino de Deus. Creio que sejamos todos chamados a fazer um sério exame de consciência sobre isso e a nos convertermos” conclui o cardeal.

Pastores de todo o rebanho

E sugere aprender com Jesus no Evangelho quando encontra uma forte polarização política e não fica do lado de nenhum deles. “Este é um exemplo”, explica Cantalamessa, “sobretudo para os pastores que devem ser pastores de todo o rebanho, não apenas de uma parte dele. São eles, por isso, os primeiros a ter que fazer um sério exame de consciência e se perguntar aonde estão conduzindo o próprio rebanho: se à própria parte (ou ao próprio “partido”), ou à parte de Jesus.

Por fim, o cardeal recorda “Se há um dom ou carisma próprio que a Igreja Católica deve cultivar em benefício de todas as Igrejas, este é a unidade”.

...................................................................................................................................

Assista:

..............................................................................................................................................................
                                                                                                                        Fonte: vaticannews.va