terça-feira, 3 de setembro de 2019

Briefing sobre a

viagem do Papa à África
Na Sala de Imprensa do Vaticano, o diretor Matteo Bruni forneceu detalhes os jornalistas sobre a iminente viagem de Francisco a Moçambique, Madagascar e Maurício.
Cidade do Vaticano - A paz, o encontro com as comunidades cristãs, a reconciliação e a Criação: esses são alguns dos temas-chave destacados por Matteo Bruni, diretor da Sala de Imprensa do Vaticano, em seu habitual briefing com os jornalistas antes da partida para a 31ª viagem apostólica do Papa, prevista para esta quarta-feira. Três países serão visitados pelo Papa até 10 de setembro: Moçambique, Madagascar e Maurício, visitados anteriormente por João Paulo II em várias viagens entre 1988 e 1989.
Alegria e gratidão do Papa
"O Papa Francisco encontrará países que mudaram muito": explicou Bruni, recordando que na época a vocação dessas nações era puramente rural, enquanto hoje há grandes oportunidades, mas também novas pobrezas. "O Papa - disse o diretor da Sala de Imprensa -, está se preparando com gratidão para com todos aqueles que estão trabalhando na realização da viagem e com alegria pela ocasião de anunciar o Evangelho em uma parte do mundo rica em variedade e humanidade”. Bruni destacou que há também "alegria pela possibilidade de encontrar esta bela terra, como destacou o Papa em uma mensagem em vídeo, por causa de sua gente e da sua santidade".
Acompanha o Papa uma enfermeira do Fas
Como de costume, o Papa Francisco levará um funcionário do Vaticano nesta viagem e desta vez a escolha recaiu sobre uma enfermaria que trabalha no Fas, Fundo de Assistência Sanitária, a entidade criada para o cuidado do pessoal eclesiástico, religioso e leigo do Vaticano. O Diretor Bruni salientou ainda que os 5 discursos do Papa em Moçambique serão em português, os restantes 10 (8 em Madagáscar e 2 em Maurício) em italiano.
Em Moçambique recentemente pacificado
Recordando todas as etapas da viagem apostólica, Bruni se deteu sobre Moçambique, país pacificado graças também à mediação da Comunidade de Sant'Egidio, em particular do futuro Cardeal Zuppi. Em 1992, em Roma, foi assinada a paz entre o governo e os rebeldes da Resistência Nacional Moçambicana, mas, apenas no mês passado, foi assinado um acordo no Parque Nacional da Gorongosa para pôr fim à violência que não tinha diminuído apesar do acordo de paz. Andrea Riccardi, fundador de Sant'Egidio, vai encontrar-se com o Papa em Maputo, no hospital Zimpeto, onde são aplicados os protocolos do projeto "Dream" (sonho) para doentes com AIDS. “São 130.000 – explicou Bruni -,  as crianças nascidas em toda a África graças ao proejto “Dream”.
Encontro com os fiéis de Beira
O diretor sublinhou que "a visita à Beira não foi incluída no programa porque está em plena reconstrução". A cidade, a segunda maior de Moçambique, foi devastada em março passado pelo ciclone Idai, que causou quase mil mortes. "No entanto, haverá um abraço com os fiéis de Beira e o Papa dirigir-se-á a eles. Em vez disso, o encontro privado com a comunidade de Xai-Xai na Nunciatura, em Maputo, foi confirmado porque "o Papa Francisco quer saber em que ponto está a irmandade entre as dioceses que ele tinha feito quando era cardeal arcebispo de Buenos Aires".
O abraço aos sobreviventes da epidemia de sarampo
Um dos encontros especiais que Francisco terá será com os sobreviventes de uma epidemia de sarampo que, de abril de 2018 a abril de 2019, causou 1.200 mortes em Madagascar. Trata-se de uma família de três pessoas que o Papa irá encontrar depois de visitar as Carmelitas Descalços no mosteiro de Antanananarivo, por ocasião da bênção do altar da Catedral de Morondava. Confirmados todos os demais encontros no signo da caridade e da paz, palavra que acomuna os três lemas da próxima esperada viagem do Papa Francisco à África.
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Papa confia a Nossa Senhora sua 31° viagem apostólica
Todos os eventos públicos da 31° viagem apostólica do Papa Francisco serão transmitidos ao vivo pela Rádio Vaticano/Vatican News, com comentários em português. 
Cidade do Vaticano Na véspera de sua 31° viagem apostólica, o Papa Francisco foi esta manhã até a Basílica de Santa Maria Maior rezar diante do ícone de Maria Salus Popoli Romani.
O Pontífice realiza este gesto toda vez que parte e regressa de uma viagem. Desta vez, ele visita as capitais de Moçambique, Madagascar e Maurício, respectivamente Maputo, Antanananarivo e Porto Luís.
Em quase uma semana e percorrendo mais de 15 mil quilômetros, Francisco fará 15 pronunciamentos, entre discursos, homilias e saudações.
Todos os eventos públicos serão transmitidos ao vivo pela Rádio Vaticano/Vatican News, com comentários em português.
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A saudação do Papa aos habitantes de Maurício:
Feliz por anunciar o Evangelho
A República de Maurício aguarda a visita do Pontífice na segunda-feira, 9 de setembro, última etapa de sua 31ª viagem apostólica, que o levará também a Moçambique e Madagascar.
Cidade do Vaticano - Uma saudação com muito afeto e um agradecimento pelos preparativos: assim o Papa Francisco se dirige à população de Maurício, no Oceano Índico.
A ilha aguarda a visita do Pontífice na segunda-feira, 9 de setembro, última etapa de sua 31ª viagem apostólica, que o levará também a Moçambique e Madagascar.
“Será para mim uma alegria anunciar o Evangelho em meio a seu povo, que se distingue por ter sido formado a partir do encontro de diferentes etnias e que, portanto, goza da riqueza de várias tradições culturais e também religiosas.”
A língua do Evangelho é o amor
Desde a sua origem, prossegue Francisco, a Igreja Católica é enviada a todos os povos e fala todas as línguas do mundo. 
“Mas a língua do Evangelho, como sabem, é o amor. Que o Senhor, por intercessão de Nossa Senhora, me conceda de anunciar o Evangelho com a força do Espírito Santo, de modo que todos possam compreendê-lo e acolhê-lo.”
Francisco conclui sua mensagem pedindo aos fiéis que intensifiquem a oração nesses dias que antecedem a viagem: “obrigado e até logo!”.
Um dia em Maurício
A etapa em Maurício será feita na capital, Port Loius, e prevê, pela manhã, a celebração da missa. Em seguida, o Pontífice almoça com os bispos da região e realiza uma visita privada ao santuário do Padre Laval.
Na parte da tarde, Francisco se reúne com o presidente da República e com o primeiro-ministro no palácio presidencial. Na sequência, pronuncia seu discurso no encontro com as autoridades, a sociedade civil e o corpo diplomático. A visita de conclui com a cerimônia de despedida no aeroporto de Port Loius.
Na terça-feira, o Papa regressa a Roma.
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Assista:
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                                                                                                               Fonte: vaticannews.va

segunda-feira, 2 de setembro de 2019

Pão em todas as mesas:

Arquidiocese de Olinda e Recife prepara-se
 para o XVIII CEN com abertura do Ano Eucarístico
A arquidiocese de Olinda e Recife (PE) celebra, nesta terça-feira, 3 de setembro, a abertura do Ano Eucarístico Arquidiocesano. O evento marca os preparativos para o XVIII Congresso Eucarístico Nacional, a ser realizado em novembro de 2020 no Recife e cidades vizinhas.
Dom Antônio Fernando Saburido
O arcebispo de Olinda e Recife, dom Antônio Fernando Saburido, concedeu entrevista à revista Bote Fé e falou sobre o Ano Eucarístico e a preparação para o Congresso no próximo ano. Dom Saburido falou do desejo de que o evento “nos leve a entender que o ‘Pão da Vida’ move a Igreja a sair de si, das zonas de conforto, para alcançar as periferias existenciais bem lembradas pelo Papa Francisco”. O tema escolhido para o XVIII Congresso Eucarístico Nacional é “Pão em todas as mesas”, em uma referência à celebração da Eucaristia e a fé da Igreja de que o pão partilhado “é a solução para o mundo”.
Ainda neste ano, o Congresso Eucarístico de 2020 já começa a se fazer presente com o Ano Eucarístico, que será celebrado pela arquidiocese de Olinda e Recife e outras Igrejas Particulares do Regional Nordeste 2 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), a partir do dia 3 de setembro, para fazer alusão ao Congresso sediado na capital pernambucana há 80 anos.
Dom Saburido: “Desejamos muito envolver todos os fiéis da arquidiocese na perspectiva do XVIII Congresso Eucarístico Nacional, desenvolvendo ações ligadas ao culto a Jesus Eucarístico e nas ações pastorais, quando o tema nos leva a pensar e a realizar ações da promoção humana”, destaca dom Saburido. O arcebispo também reflete sobre a relação do Congresso com as novas Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora: “Desejamos que o Congresso Eucarístico contribua para impulsionar a todos sermos igreja, casa de Deus e casa de irmãos no meio da cultura urbana”.
Pergunta: A Igreja no Brasil realizará o seu XVIII Congresso Eucarístico Nacional. Qual a importância deste evento e qual a sua proposta? 
Dom Saburido: Trata-se de um acontecimento da maior importância, assumido pela nossa arquidiocese de Olinda e Recife, com o apoio de todo o Regional Nordeste 2 da CNBB. Sentimo-nos privilegiados por tamanha honra. A Eucaristia é  símbolo do amor e da unidade do corpo místico” e, através deste evento, podemos recordar que, de fato, “a Igreja vive da Eucaristia”. É desejo nosso que as várias atividades, no pré-congresso, na realização do mesmo e no pós-congresso, nas dimensões celebrativa, missionária e social, possam apresentar o imenso tesouro da Eucaristia, como fonte de igualdade e fraternidade sem distinção.
Pergunta: Esta é a segunda vez que a arquidiocese de Olinda e Recife sedia o Congresso Eucarístico Nacional. O que representa para esta Igreja particular acolher mais uma vez o evento? 
Dom Antônio Fernando Saburido
Dom Saburido: De fato, no período de 3 a 7 de setembro de 1939, a Igreja particular de Olinda e Recife sediou o III Congresso Eucarístico Nacional, que teve por tema “A Eucaristia e a Vida Cristã”. Desta vez, será no período de 12 a 15 de novembro de 2020 e teremos como tema “Pão em Todas as Mesas”. Estando na região Nordeste do Brasil, com suas desafiantes desigualdades sociais, o tema não poderia ser outro. Nosso propósito é promover a comunhão das Igrejas em torno da Eucaristia, no desejo de que esse evento, que reúne o Brasil em terras do Nordeste, nos leve a entender que o “Pão da Vida” move a Igreja a sair de si, das zonas de conforto, para alcançar as periferias existenciais bem lembradas pelo Papa Francisco.
Pergunta: “Pão em todas as mesas”. O que o senhor pode partilhar sobre a escolha deste tema e sobre a mensagem que ele representa para a Igreja e o mundo atual?
Dom Saburido: O mundo ainda não vive a partilha da maneira que os Evangelhos nos motivam, daí o crescimento dos necessitados entre nós. A Igreja que, celebrando a Eucaristia, atendendo ao mandado do Senhor “fazeis isto para celebrar a minha memória”, acredita que o pão partilhado é a solução para o mundo. Que possamos, com a força que a Eucaristia nos dá, chegar onde chegaram os primeiros cristãos: “repartiam o pão com alegria e não haviam necessitados entre eles”. Vivendo esse sonho, que possamos constatar que a desigualdade social, que deveria ser eliminada, pelo menos está diminuindo.
Pergunta: Uma das ações em preparação para o Congresso promovidas pela arquidiocese é o Ano Eucarístico. Ele tem uma motivação histórica, mas também tem um sentido de envolver todo o Regional no evento do próximo ano, certo?
Dom Saburido: A motivação para o Ano Eucarístico foi, de fato, estimular a preparação para a vivência do Congresso de 2020. Seu início será no dia 3 de setembro, para fazer alusão ao início do Congresso de 1939, sediado aqui em nossa arquidiocese, há exatos 80 anos. Haverá uma grande celebração de abertura no Parque Treze de Maio, no centro da cidade – local onde aconteceu o III Congresso – presidida pelo cardeal Sergio da Rocha, arcebispo de Brasília, com a participação de quase todos os bispos do nosso Regional. Desejamos muito envolver todos os fiéis da arquidiocese na perspectiva do XVIII Congresso Eucarístico Nacional, desenvolvendo ações ligadas ao culto a Jesus Eucarístico e nas ações pastorais, quando o tema nos leva a pensar e realizar ações da promoção humana. As demais dioceses do Regional Nordeste 2 da CNBB não assumiram a proposta do Ano Eucarístico, apenas participarão da abertura, cada uma delas fará a sua própria programação, conforme ficou acertado.
Pergunta: Uma das práticas dos últimos congressos é a possibilidade de os bispos estarem mais próximos do povo de Deus, celebrando nas comunidades da arquidiocese que os recebe. Isso vai acontecer no XVIII Congresso Eucarístico Nacional?
Dom Saburido: Sim. Os bispos ficarão, em sua grande maioria, hospedados nas paróquias e participando das atividades paroquiais desde as celebrações da Eucaristia até as ações desenvolvidas pelas paróquias com relação ao tema do CEN 2020. Dessa forma, todas as comunidades que formam as 140 paróquias da arquidiocese de Olinda e Recife terão a alegria  de receber um bispo e partilhar com ele seu dia a dia na Igreja.
Pergunta: O texto do Estudo número 89 da CNBB, A Eucaristia na Vida da Igreja, aborda as comunidades alimentadas pela Palavra e pela Eucaristia – que visibilizam o Reino de Deus – e apresenta reflexões e estímulos às comunidades eclesiais e às comunidades de comunidades. De que forma o Congresso Eucarístico pode fortalecer essas motivações para que as comunidades eclesiais missionárias estejam cada vez mais alimentadas pela Eucaristia?
Dom Saburido em Celebração Eucarística
Dom Saburido: A Eucaristia faz a Igreja. Essa consciência em torno da Palavra e da celebração da Eucaristia aparece nas novas Diretrizes Gerais da CNBB, documento que diz: “A mesa está no centro da celebração da fé”. Ela vem expressa no tema do XVIII Congresso Eucarístico Nacional “Pão em todas as mesas”. As novas diretrizes trazem a imagem da igreja como casa sustentada por pilares. As comunidades eclesiais missionárias sustentam-se pelo pão da Palavra de Deus, pela caridade, pela Liturgia e pela ação missionária. Esta é a proposta do Congresso Eucarístico: sermos a Igreja, comunidade de fé, à luz da maneira como viviam os primeiros cristãos. A partir da Eucaristia, as comunidades celebram a fé, vivem a fé e anunciam a fé. Desejamos que o Congresso Eucarístico contribua para impulsionar a todos sermos igreja, casa de Deus e casa de irmãos no meio da cultura urbana. 
Pergunta: E como a Igreja no Brasil, em sentido amplo, pode se envolver na preparação e vivência deste XVIII Congresso Eucarístico Nacional? 
Dom Saburido: Na última Assembleia Geral da CNBB foi apresentado, pela segunda vez, o planejamento do Congresso Eucarístico, com o objetivo de animar e envolver os bispos, presbíteros, diáconos, religiosos(as) e todo o povo de Deus para este grande evento nacional; inclusive, foi distribuído material de divulgação. Desejamos que todas as dioceses do Brasil possam viver, à sua maneira, com criatividade, os preparativos para o Congresso, fazendo uso, sobretudo, do texto-base que até o final desse ano será publicado, como subsídio de estudo, oração e celebração. Contamos com a presença das delegações provenientes das várias dioceses para fazerem a experiência de fé diante do Cristo Sacramentado. Que todos retornem às suas respectivas Igrejas Particulares, motivados a viver mais intensamente a Eucaristia, “Pão em todas as mesas”.
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Intenção do Santo Padre

para o mês de setembro
Na intenção de oração deste mês, o Santo Padre chama a atenção para os espaços que “contêm a maior parte da água do planeta e também a maior variedade de seres vivos”: os mares e oceanos. Preocupado com o estado atual de muitos mares e oceanos, o Papa pede a todos os católicos que rezem para que os políticos, cientistas e economistas trabalhem juntos para encontrar medidas de proteção.
Cidade do Vaticano - Foi divulgado neste sábado (31/8), o “Vídeo do Papa” de setembro, onde o Santo Padre propõe, aos fiéis do mundo inteiro, sua intenção de oração para “a proteção dos mares e oceanos, muitos dos quais ameaçados por várias causas”.
Vídeo do Papa
No “Vídeo do Papa” para este mês de setembro, Francisco chama a atenção para os espaços que “contêm a maior parte da água do planeta e também a maior variedade de seres vivos”: os mares e oceanos.
Preocupado com o estado atual de muitos mares e oceanos, o Papa pede a todos os católicos que rezem para que os políticos, cientistas e economistas trabalhem juntos para encontrar medidas de proteção.
Coprodução do Vídeo
A edição do Vídeo do Papa este mês é uma coprodução entre Yann Arthus-Bertrand e sua equipe de Produção Esperança, La Machi - Comunicação para as Boas Causas, e o Vatican Media. É importante mencionar a trajetória cinematográfica e fotográfica de Bertrand, que sempre teve em vista o cuidado do planeta e dos oceanos. Além disso, este Vídeo é lançado em sintonia com o “Tempo da Criação”, uma celebração anual e universal, que une os cristãos do mundo inteiro, que, este ano, vai de 1º de setembro a 4 de outubro.
Cuidar dos mares e oceanos
Atualmente, 13 milhões de toneladas de plástico são jogadas nos oceanos, a cada ano, causando, entre outros, prejuízos e a morte de 100 mil espécies marinhas.
A gravidade disso consiste no fato de que a maioria dos plásticos permanece intacta, por décadas ou séculos. Além do mais, os plásticos, que se deterioram, acabam se tornando micro plásticos, que os peixes e os outros animais marinhos acabam ingerindo. Isto acarreta uma cadeia alimentar global contaminada.
Objetivos da ONU
Em seus “Objetivos de Desenvolvimento Sustentável”, a ONU estabeleceu metas para combater esta triste situação, ciente de que os oceanos fornecem recursos naturais fundamentais, como alimentos, medicamentos, biocombustíveis e outros produtos; isto contribui para a decomposição molecular e a eliminação de resíduos e poluição e, seus ecossistemas costeiros, atuam como amortecedores para eduzir os prejuízos causados ​​por tempestades.
Desafio do Vídeo do Papa
Este “Vídeo do Papa” fala do grave desafio de proteger os oceanos. De fato, o fito-plâncton oceânico é responsável pela produção de mais da metade do oxigênio do planeta. Logo, pode-se dizer que os oceanos são um dos dois “pulmões” do mundo. Para enfrentar o problema da gestão injusta dos mares, é necessário uma “abordagem interdisciplinar”, que não pode ignorar a pessoa humana.
Nota do Padre Fornos
O Diretor Internacional da Rede Mundial de Oração do Papa, o jesuíta Padre Frédéric Fornos, recorda que, ano passado, para o Dia Mundial de Oração pelo Cuidado da Criação, Francisco chamou a atenção para proteger os ecossistemas marítimos. Diante desta emergência, disse o Papa, somos chamados a comprometer-nos com uma mentalidade ativa, rezando, como se tudo dependesse da Providência divina, e trabalhando como se tudo dependesse de nós.
Padre Fornos diz ainda que, em setembro deste ano, Francisco nos convida a rezar e agir pela proteção dos oceanos e, de maneira especial, convida os católicos a se recordar que a “nossa solidariedade com a Casa comum nasce da nossa fé. A criação é um projeto do amor de Deus pela humanidade”.
Rede Mundial de Oração
A Rede Mundial de Oração do Papa, da qual o Padre Frédéric Fornos é diretor, é uma obra Pontifícia, cuja missão é mobilizar os católicos, mediante a oração e a ação, para os desafios da humanidade e da missão da Igreja. A sua missão insere-se na dinâmica do Coração de Jesus, uma missão de compaixão pelo mundo.
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Assista:
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                                                              Fonte: vaticannews.va      Banner: diocesedecaico.com.br                         

domingo, 1 de setembro de 2019

1º de setembro:

Mensagem do Papa para o
Dia Mundial de Oração pelo Cuidado da Criação
Este é o tempo para voltar a habituarmo-nos a rezar imersos na natureza, para refletir sobre os nossos estilos de vida, de empreender ações proféticas. As nossas orações e os nossos apelos visam sobretudo sensibilizar os responsáveis políticos e civis. Cada fiel cristão, cada membro da família humana pode contribuir para tecer, como um fio subtil mas único e indispensável, a rede da vida que a todos abraça.
Cada fiel cristão, cada membro da família humana pode contribuir para tecer,
como um fio subtil mas único e indispensável, a rede da vida que a todos abraça (Vatican Media)
Mensagem de Sua Santidade
o Papa Francisco
para o Dia Mundial de Oração pelo Cuidado da Criação (1° de setembro)
«Deus viu que era coisa boa» (Gn 1, 25). Ao início da Bíblia, o olhar de Deus pousa-se ternamente sobre a criação. Desde a terra habitável até às águas que sustentam a vida, desde as árvores que dão fruto até aos animais que povoam a casa comum, tudo é benquisto aos olhos de Deus, que oferece a criação ao homem como dom precioso que deve guardar.
Desgraçadamente, a resposta humana ao dom recebido foi marcada pelo pecado, pelo fechamento na própria autonomia, pela avidez de possuir e explorar. Egoísmos e interesses fizeram deste lugar de encontro e partilha, que é a criação, um palco de rivalidades e confrontos. Assim, colocou-se em perigo o próprio ambiente: coisa boa aos olhos de Deus, torna-se coisa explorável nas mãos humanas. A degradação aumentou nas últimas décadas: a poluição constante, o uso incessante de combustíveis fósseis, a exploração agrícola intensiva, a prática de abater as florestas… estão a elevar as temperaturas globais para níveis preocupantes. O aumento da intensidade e frequência de fenômenos meteorológicos extremos e a desertificação do solo estão a colocar à prova os mais vulneráveis entre nós. A dissolução dos glaciares, a escassez de água, o menosprezo das bacias hidrográficas e a considerável presença de plástico e microplástico nos oceanos são fatos igualmente preocupantes, que confirmam a urgência de intervenções não mais adiáveis. Criamos uma emergência climática, que ameaça gravemente a natureza e a vida, inclusive a nossa.
Na raiz de tudo, o fato de termos esquecido quem somos: criaturas à imagem de Deus (cf. Gn1, 26-27), chamadas a habitar como irmãos e irmãs a mesma casa comum. Não fomos criados para ser indivíduos que se assenhoreiam; fomos pensados e queridos no centro duma rede da vida constituída por milhões de espécies, amorosamente unidas por nosso intermédio ao Criador. É hora de redescobrir a nossa vocação de filhos de Deus, irmãos entre nós, guardiões da criação. É tempo de arrepender-se e converter-se, de voltar às raízes: somos as criaturas prediletas de Deus, que, na sua bondade, nos chama a amar a vida e a vivê-la em comunhão, conectados com a criação.
Por isso, convido veementemente os fiéis a dedicar-se à oração neste tempo que, partindo duma iniciativa oportunamente nascida em campo ecumênico, se configurou como Tempo da Criação: um período de oração mais intensa e de ação em benefício da casa comum, que tem início em 1 de setembro, Dia Mundial de Oração pelo Cuidado da Criação, e termina a 4 de outubro, memória de São Francisco de Assis. É ocasião para nos sentirmos ainda mais unidos aos irmãos e irmãs das várias confissões cristãs. Penso de modo particular nos fiéis ortodoxos que celebram, desde há trinta anos, este Dia de Oração. Sintamo-nos em sintonia profunda também com os homens e mulheres de boa vontade, conjuntamente chamados, no contexto da crise ecológica que tem a ver com todos, a promover a salvaguarda da rede da vida, de que fazemos parte.
Este é o tempo para voltar a habituarmo-nos a rezar imersos na natureza, onde espontaneamente nasce a gratidão a Deus criador. Dizia São Boaventura, cantor da sabedoria franciscana, que a criação é o primeiro «livro» que Deus abriu diante dos nossos olhos, para que, admirando a sua ordenada e maravilhosa variedade, fôssemos levados a amar e louvar o Criador (cf. Breviloquium, II, 5.11). Neste livro, cada criatura foi-nos dada como uma «palavra de Deus» (cf. Commentarius in librum Ecclesiastes, I, 2). No silêncio e na oração, podemos escutar a voz sinfônica da criação, que nos exorta a sair dos nossos fechamentos autorreferenciais, descobrindo-nos envolvidos pela ternura do Pai e felizes por partilhar os dons recebidos. Neste sentido, podemos dizer que a criação, rede da vida, lugar de encontro com o Senhor e entre nós, é «a rede social de Deus» (Francisco, Discurso às guias e aos escuteiros da Europa, 3 de agosto de 2019). Isto leva-nos a erguer um cântico de louvor cósmico ao Criador, como ensina a Escritura: «tudo o que germina na terra bendiga o Senhor; a Ele, a glória e o louvor eternamente!» (Dn 3, 76).
Este é o tempo para refletir sobre os nossos estilos de vida, verificando como muitas vezes são levianas e danosas as nossas decisões diárias em termos de comida, consumo, deslocação, utilização da água, da energia e de muitos bens materiais. Em demasia, nos estamos assenhoreando da criação. Optemos por mudar, assumir estilos de vida mais simples e respeitadores! É hora de abandonar a dependência dos combustíveis fósseis, empreendendo rápida e decididamente transições para formas de energia limpa e de economia sustentável e circular. E não esqueçamos de ouvir as populações indígenas, cuja sabedoria secular nos pode ensinar a viver melhor a relação com o meio ambiente.
Este é o tempo de empreender ações proféticas. Muitos jovens estão a fazer-se ouvir em todo o mundo, invocando decisões corajosas. Sentem-se decepcionados com as demasiadas promessas não cumpridas, com compromissos assumidos e depois transcurados por interesses e conveniências parciais. Os jovens lembram-nos que a terra não é um bem para se dissipar, mas herança a transmitir; lembram-nos que esperar no amanhã não se reduz a um belo sentimento, mas é um dever que requer ações concretas hoje. A eles, devemos respostas verdadeiras, não palavras vazias; fatos, não ilusões.
As nossas orações e os nossos apelos visam sobretudo sensibilizar os responsáveis políticos e civis. Penso de modo particular nos Governos que se vão reunir nos próximos meses para reiterar compromissos decisivos que orientem o planeta para a vida, em vez de o lançar para a morte. Vêm-me à mente as palavras que Moisés proclamou ao povo como uma espécie de testamento espiritual, antes de entrar na Terra Prometida: «Escolhe a vida para viveres, tu e a tua descendência» (Dt 30, 19). São palavras proféticas, que poderemos aplicar a nós mesmos e à situação da nossa terra. Escolhamos a vida! Digamos não à avidez de consumos e aos delírios de onipotência, caminhos de morte; tomemos percursos clarividentes, feitos de renúncias responsáveis hoje para garantir perspectivas de vida amanhã. Não cedamos às lógicas perversas dos lucros fáceis; pensemos no futuro de todos!
Neste sentido, reveste-se de particular importância a iminente Cúpula das Nações Unidas para a Ação Climática, durante a qual os Governos deverão mostrar vontade política de acelerar, drasticamente, as medidas para se alcançar o mais rápido possível o nível zero de emissões de gases com efeito estufa e conter o aumento médio da temperatura global em 1,5°C relativamente aos níveis pré-industriais, em consonância com os objetivos do Acordo de Paris. Além disso, no próximo mês de outubro, a Amazônia – cuja integridade encontra-se gravemente ameaçada – estará no centro da atenção duma Assembleia Especial do Sínodo dos Bispos. Aproveitemos estas oportunidades para responder ao clamor dos pobres e da terra!
Cada fiel cristão, cada membro da família humana pode contribuir para tecer, como um fio subtil mas único e indispensável, a rede da vida que a todos abraça. Sintamo-nos implicados e responsáveis por tomar a peito, com a oração e o compromisso, o cuidado da criação. Deus, amante da vida (cf. Sb 11, 26), nos dê a coragem de realizar o bem, sem esperar que sejam outros a começar, sem esperar que seja demasiado tarde.
                                                                                             Vaticano, 1 de setembro de 2019.
                                                                                                                             [Francisco]
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                                                                                                               Fonte: vaticannews.va

Papa no Angelus:

Jesus convida à generosidade desinteressada
"A retribuição humana, de fato, geralmente distorce os relacionamentos, os torna comerciais, introduzindo o interesse pessoal em uma relação que deveria ser generosa e gratuita. Em vez disso, Jesus convida à generosidade desinteressada, para abrir-nos o caminho em direção a uma alegria muito maior, a alegria de ser partícipes do próprio amor de Deus que nos espera, todos nós, no banquete celeste."
Cidade do Vaticano - A alocução do Papa Francisco neste domingo, 1 de setembro, antes de rezar o Angelus com os fiéis reunidos na Praça São Pedro:
Queridos irmãos e irmãs, bom dia!
Antes de tudo, tenho que me desculpar pelo atraso, mas houve um incidente: fiquei trancado no elevador por 25 minutos! Houve uma queda de tensão e o elevador parou. Graças a Deus vieram os bombeiros - agradeço tanto a eles! - e depois de 25 minutos de trabalho,  conseguiram fazer com que voltasse a funcionar. Uma salva de palmas para os bombeiros!
O Evangelho deste domingo mostra-nos Jesus participando de um banquete na casa de um chefe dos fariseus. Jesus olha e observa como os convidados correm, se apressam para conseguir os primeiros lugares. É um comportamento bastante difundido, também em nossos dias, e não somente quando somos convidados para um almoço: habitualmente busca-se o primeiro lugar para afirmar uma suposta superioridade sobre os outros.
Na realidade, essa corrida aos primeiros lugares faz mal à comunidade, quer civil como eclesial, porque destrói a fraternidade. Todos conhecemos estas pessoas: galgadores, que sempre se agarram para subir, subir. Fazem mal à fraternidade, prejudicam a fraternidade. Diante dessa cena, Jesus conta duas breves parábolas.
A primeira parábola é dirigida àquele que é convidado para um banquete e o exorta a não ocupar o primeiro lugar, «para que – diz ele - não aconteça que tenha um convidado mais digno do que tu e aquele que convidou os dois venha te dizer: "Por favor, para trás, dá lugar a ele!" Uma vergonha! Então tu ficarás envergonhado e irás ocupar o último lugar."
Em vez disso, Jesus nos ensina a ter a atitude oposta: “Quando tu fores convidado, vai sentar-te no último lugar. Assim, quando chegar quem te convidou, te dirá: 'Amigo, vem mais para cima'!". Portanto, não devemos buscar por iniciativa própria a atenção e a consideração de outros, mas sim permitir que sejam os outros a dá-la.
Jesus nos mostra sempre o caminho da humildade – devemos aprender o caminho da humildade! -  porque é o mais autêntico, o que também permite ter relações autênticas. A verdadeira humildade, não a humildade fingida, aquela que no Piemonte se chama a “mugna quacia”, não, aquela não. A verdadeira humildade.
Na segunda parábola, Jesus se dirige àquele que convida e, referindo-se à maneira de selecionar os convidados diz a ele: «Quando deres uma festa, convida os pobres, os aleijados, os coxos, os cegos. Então tu serás feliz! Porque eles não te podem retribuir"(vv. 13-14).  Também aqui, Jesus Jesus vai completamente contracorrente, manifestando como sempre a lógica de Deus Pai. E também acrescenta a chave para interpretar esse seu discurso. E qual é a chave? Uma promessa: se fizerem assim,  “receberás a recompensa na ressurreição dos justos".
Isso significa que aquele que assim se comportar, terá a recompensa divina, muito superior à retribuição humana que se espera: eu te faço esse favor esperando que tu me faça outro. Não, isso não é cristão. A generosidade humilde é cristã.
A retribuição humana, de fato, geralmente distorce os relacionamentos, os torna comerciais, introduzindo o interesse pessoal em uma relação que deveria ser generosa e gratuita. Em vez disso, Jesus convida à generosidade desinteressada, para abrir-nos o caminho em direção a uma alegria muito maior, a alegria de ser partícipes do próprio amor de Deus que nos espera, todos nós, no banquete celeste.
Que a Virgem Maria, "humilde e mais elevada que uma criatura" (DANTE, Paradiso, XXXIII, 2), nos ajude a reconhecer-nos como somos, isto é, pequenos; e a nos alegrarmos em dar sem esperar recompensa.
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Assista:
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Papa convoca Consistório para 5 de outubro:
Portugal e Angola terão novos cardeais
Ao final do Angelus, o Papa Francisco anunciou para 5 de outubro a realização de um Consistório para a criação de dez novos purpurados. Entre eles está o arcebispo português Dom José Tolentino Medonça, Arquivista e Bibliotecário da Santa Romana Igreja.
Cidade do Vaticano - "Expressar a vocação missionária da Igreja que continua a anunciar o amor misericordioso de Deus a todos os homens da terra". Com estas palavras o Papa Francisco anunciou no final do Angelus deste domingo, 1 de setembro, a realização de um Consistório em 5 de outubro, para a criação de 13 novos cardeais. São eles:
1.  Dom Miguel Angel Ayuso Guixot, mccj – Presidente do Pontifício Conselho para o Diálogo Inter-religioso (Espanha)
2.  Dom José Tolentino Medonça – Arquivista e Bibliotecário da Santa Romana Igreja (Portugal).
3. Dom Ignatius Suharyo Hardjoatmodjo – Arcebispo de Jakarta (Indonésia).
4. Dom Juan de la Caridad García Rodríguez – Arcebispo de San Cristóbal de la Habana (Cuba).
5.  Dom Fridolin Ambongo Besungu, o.f.m. cap – Arcebispo de Kinshasa (República Democrática do Congo)
6.  Dom Jean-Claude Höllerich, sj – Arcebispo de Luxemburgo (Luxembrugo).
7.  Dom Alvaro L. Ramazzini Imeri – Arcebispo de Huehuetenamgo (Guatemala)
8.  Dom Matteo Zuppi – Arcebispo de Bolonha (Itália).
9.  Dom Cristóbal López Romero, sdb – Arcebispo de Rabat (Marrocos).
10. R.P. Michael Czerny, sj – Subsecretário da Seção de Migrantes – Dicastério para o Serviço do Desenvolvimento Humano Integral (Canadá)
"Juntamente com eles - disse o Papa -, unirei aos membros do Colégio dos Cardeais, dois arcebispos e um bispo que se destacaram por seu serviço à Igreja":
1.  Dom Michael Louis Fitzgerald – Arcebispo Emérito de Nepte (Inglaterra).
2.  Dom Sigitas Tamkevicius, sj – Arcebispo Emérito de Kaunas (Lituânia).
3.  Dom Eugenio Dal Corso, psdp – Arcebispo Emérito de Benguela (Angola).
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Antes do Angelus, Papa preso 25 minutos no elevador
Atraso no início do Angelus causou apreensão. Foi o próprio Papa Francisco a explicar a causa do atraso: 25 minutos preso no elevador do Palácio Apostólico. Foi "salvo" pelos bombeiros do Vaticano.
Cidade do VaticanoOs olhares estavam todos voltados para a janela do Apartamento Pontifício, aguardando a abertura das cortinas que indicam a chegada do Papa Francisco, que antes de rezar o Angelus com os fiéis reunidos na Praça São Pedro, propõe uma reflexão sobre o Evangelho do domingo.
Como costuma ser pontual, o passar dos minutos sem a presença do Pontífice começou a provocar certa apreensão entre os peregrinos e turistas, mas também por quem acompanhava a transmissão pelos meios de comunicação. O mistério foi desvendado pelo próprio Francisco, em suas primeiras palavras:
"Antes de tudo, tenho que me desculpar pelo atraso, mas houve um incidente: fiquei preso no elevador por 25 minutos! Houve uma queda de tensão e o elevador parou. Graças a Deus vieram os bombeiros - agradeço muito a eles! - e depois de 25 minutos de trabalho,  conseguiram fazê-lo funcionar. Uma aplauso aos bombeiros!"
O Corpo de Bombeiros no Vaticano
Um Corpo de Bombeiros da Igreja já existia no tempo dos Estados Pontifícios, sempre bem equipado e dotado de equipamentos de combate a incêndio, como evidenciado por gravuras e aquarelas que remontam ao ano 1820.
No início do século XX, um serviço da Guarda Contra Incêndios operava nos Sacros Palácios Apostólico. Em 1941, sob o Pontificado de Pio XII, foi criado o Núcleo dos Bombeiros quando – em plena Segunda Guerra Mundial - a situação bélica sugeria constituir uma realidade operacional bem organizada, treinada e equipada com meios eficazes de intervenção de emergência na Cidade do Vaticano e em áreas extraterritoriais.
A Caserna do Núcleo passou a ter sua sede em locais especialmente preparados para este fim nos Palácios Vaticanos, com entrada pelo Pátio do Belvedere, onde está até hoje.
Reorganização
Em 2002, com a Lei sobre o Governo do Estado, foi instituída a Direção de Serviços de Segurança e Proteção Civil, à qual for passou a ser submetido o Corpo da Gendarmaria e o Corpo de Bombeiros. A partir de então, teve início uma verdadeira reorganização do Corpo, que foi dotado de pessoal altamente qualificado.  A caserna também passou por uma reestruturação radical.
As intervenções
Os “Vigili del Fuoco” além das tarefas específicas de intervenções para combater incêndios, são responsáveis por atividades de ações de emergência e preventivas, para proteger pessoas e bens, inclusive histórico-artísticos.
Ademais, fazem o controle de equipamentos anti- incêndio localizados na Cidade do Vaticano e em algumas áreas extraterritoriais.
Eles também realizam tarefas de proteção civil em colaboração com seus colegas da Gendarmaria: uma equipe interveio nos locais atingidos pelo terremoto na Itália central em 2016.
Atualmente, a equipe é composta por 30 policiais, chefiados por um oficial coordenador.
Papa convoca Consistório para 5 de outubro: Portugal e Angola terão novos cardeais
Ao final do Angelus, o Papa Francisco anunciou para 5 de outubro a realização de um Consistório para a criação de dez novos purpurados. Entre eles está o arcebispo português Dom José Tolentino Medonça, Arquivista e Bibliotecário da Santa Romana Igreja.
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                                                                                                               Fonte: vaticannews.va

Reflexão para o

22º Domingo do Tempo Comum
Acolher os cegos, coxos e aleijados, para a sociedade judaica, era acolher os pecadores; o defeito físico, a doença e a miséria eram vistos como consequências do pecado.
O Deus de Jesus Cristo é o Emanuel, Deus Conosco, que vem armar sua tenda em nosso meio,
que vem participar de nossas alegrias e tristezas, que vem viver a nossa vida e nos quer ver alegres, felizes, em paz. (© Biblioteca Apostolica Vaticana)
No Evangelho, Jesus está jantando na casa de pessoas importantes da sociedade judaica. Ele observou, não apenas neste jantar, mas em diversas refeições de que participou, especialmente em banquetes, que as pessoas faziam verdadeiras ginásticas para estarem em lugar de destaque, próximos do anfitrião ou do homenageado. Ele aproveitou o momento para fazer algumas observações que não são de etiqueta, mas de postura em relação ao Reino do Céu.
Ele inicia quebrando certa visão conservadora de Deus e de relacionamentos “queridos” por ele.
Para Jesus não existe um Deus distante das pessoas e nem a necessidade de render-lhe homenagem com mortificações, penitências e jejuns. O Deus de Jesus Cristo é o Emanuel, Deus Conosco, que vem armar sua tenda em nosso meio, que vem participar de nossas alegrias e tristezas, que vem viver a nossa vida e nos quer ver alegres, felizes, em paz.
Em seguida, o Senhor faz uma advertência sobre quem convidar para o festim.
Os convidados deverão ser os coxos, os aleijados, os excluídos, aqueles que jamais poderão retribuir o convite. Dentro da tradição, os convidados seriam irmãos, parentes, amigos e vizinhos. Jesus, rejeitou esse costume e deu novas orientações, como vimos.
Jesus dá o alerta em relação aos marginalizados, aos esquecidos. É com eles, com os que estão presentes apenas para servir, que o Senhor se identificou. Do mesmo modo Maria, nas Bodas de Caná, se identificou com os servidores, por isso ela percebeu a falta de vinho. Se estivesse sentada à mesa, não perceberia, mas como certamente estava ajudando a servir, apesar de convidada, percebeu.
Neste momento poderemos nos perguntar de que lado nos posicionamos? Qual é nosso lugar social no mundo em que habitamos? Lugar social não tanto de nascimento, mas de opção. Colocamo-nos ao lado dos ricos, dos incluídos ou nos identificamos com os despossuídos?
Depois o Senhor entra na questão do acolhimento. Banquete, almoço, jantar ou uma simples refeição, supõe acolhida. Acolhemos apenas os sadios, os perfeitos, os íntegros, os santos, ou temos espaço para os doentes, para os que levam vida irregular e estão fora do politicamente e eticamente aceito?
Acolher os cegos, coxos e aleijados, significava na sociedade judaica acolher os pecadores, já que o defeito físico, a doença e a miséria eram vistos como consequências de pecados.
Jesus não está se referindo a uma refeição concreta, mas a uma postura de vida que aceita os puros, perfeitos, santos aos olhos dos valores éticos de nossa sociedade e rejeita aqueles que deveriam estar cobertos de vergonha pela vida que levam ou que levaram, pelas suas opções erradas, pela demonstração pública de que rejeitaram as inspirações para o bom caminho. Podemos pensar nos alcoólatras, drogados, viciados em jogos de azar, prostitutas e outros praticantes de atitudes que desabonam mocinhas e mocinhos virtuosos.
Concluindo nossa reflexão, peçamos ao Senhor a graça de mudarmos nosso lugar social e de nos identificarmos com aqueles que ele, sua e nossa bendita Mãe, se identificaram, ou seja, com os pobres, com os marginalizados.
Que a celebração eucarística, que nossa presença na igreja durante a missa, seja sinal do que acontece em nosso interior, e sintamo-nos irmanados com aquele que estiver ao nosso lado, seja conhecido ou não, bem apresentável ou não.
Não importa tanto se em nossa vida é frequente esse tipo de refeição, mas é fundamental que isso faça parte de nosso coração, de nosso querer, de nossa identificação, de nosso lugar de fé.
                                                                                              Pe. Cesar Augusto dos Santos 
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                                                                                                               Fonte: vaticannews.va