Ai dos
cristãos hipócritas, que deixam Jesus na Igreja
Na homilia da
missa na Casa Santa Marta, o Papa convida a refletir sobre a hipocrisia dos
justos, que vivem o cristianismo “como um costume social”.
Cidade do Vaticano - Nós que nascemos
numa sociedade cristã, corremos o risco de viver o cristianismo “como um
costume social”, formalmente, com a “hipocrisia dos justos”, que têm “medo de
deixar-se amar”. Na homilia da missa celebrada na Casa Santa Marta, o Papa
convida todos a um exame de consciência, comentando o Evangelho de São Lucas e
a advertência de Jesus aos habitantes de Betsaida, Corazim e Cafarnaum, que não
acreditaram nele não obstante os milagres.
Jesus “está
triste por ter sido rejeitado”, explicou Francisco, enquanto cidades pagãs como
Tiro e Sidônia, vendo os seus milagres “com certeza teriam acreditado”. E
chora, “porque essas pessoas não foram capaz de amar”, enquanto Ele “queria
chegar a todos os corações com uma mensagem que não era uma mensagem ditatorial,
mas era uma mensagem de amor”.
Cristianismo
formal
Vamos nos
colocar no lugar dos habitantes das três cidades, prosseguiu o Papa. “Eu que
recebi muito do Senhor, nasci numa sociedade cristã, conheci Jesus Cristo,
conheci a salvação”, fui educado à fé. E com muita facilidade me esqueço de
Jesus. Depois, ao invés, “ouvimos notícias de outras pessoas que ouviram o
anúncio de Jesus, se converte e o segue”. Mas nós, comentou o Pontífice,
estamos “acostumados”.
E esta é uma
atitude que nos faz mal, porque reduzimos o Evangelho a um fato social,
sociológico, e não a uma relação pessoal com Jesus. Jesus fala a mim, fala a
você, fala a cada um de nós. A pregação de Jesus é para cada um de nós. Como é
possível que aqueles pagãos, que ao ouvirem a pregação de Jesus o seguem, e eu,
que nasci aqui, numa sociedade cristã, me acostumo, e o cristianismo é como se
fosse um costume social, uma veste que visto e depois a deixo? E Jesus chora
sobre cada um de nós quando nós vivemos o cristianismo formalmente, não
realmente.
Hipocrisia dos
justos
Se agimos assim,
esclareceu Francisco, somos um pouco hipócritas, com a hipocrisia dos justos.
Há a hipocrisia
dos pecadores, mas a hipocrisia dos justos é o medo ao amor de Jesus, o medo de
deixar-se amar. E, na realidade, quando nós fazemos isso, nós tentamos
administrar a relação com Jesus. “Sim, eu vou à Missa, mas você fique na Igreja
que eu depois vou para casa”. E Jesus não volta conosco para casa: na família,
na educação dos filhos, na escola, no bairro…
Exame de
consciência
E assim Jesus
permanece lá na Igreja, comentou Francisco amargurado, “ou permanece no
crucifixo ou na imagem”.
Hoje pode ser
para nós um dia de exame de consciência, com este refrão: “Ai de ti, ai de ti”,
porque eu dei muito, dei a mim mesmo, escolhi você para ser cristão, ser
cristã, e você prefere uma vida pela metade, uma vida superficial: um pouco sim
de cristianismo e água benta, mas nada mais. Na realidade, quando se vive esta
hipocrisia cristã, o que nós fazemos é expulsar Jesus do nosso coração. Fazemos
de conta tê-lo conosco, mas o expulsamos. “Somos cristãos, orgulhosos de sermos
cristãos”, mas vivemos como pagãos.
Cada um de nós,
concluiu o Papa, deve pensar: “Sou Corazim? Sou Betsaida? Sou Cafarnaum?”. E se
Jesus chora, pedir a graça de chorar também nós. Com esta oração: “O Senhor me
deu muito. O meu coração é tão duro que não o deixa entrar. Pequei de
ingratidão, sou um ingrato, sou uma ingrata”. “E peçamos ao Espírito Santo que
nos escancare as portas do coração, de modo que Jesus possa entrar e não só
ouçamos Jesus, mas ouçamos a sua mensagem de salvação e “assim dar graças por
tantas coisas boas que ele fez por cada um de nós”.
“Continuemos a
afirmar nossa esperança, sem esmorecer” (Hb 10,23).
Com esta frase
tirada da Carta aos Hebreus, os Bispos do Brasil, na última Assembleia Geral da
CNBB (Aparecida – SP, 10 a 20 de abril deste ano), iniciam a Mensagem dirigida
ao povo brasileiro sobre as eleições que se aproximam. Em breve, seremos
chamados a escolher o Presidente da República, Governadores, Senadores,
Deputados Federais e Deputados Estaduais, os futuros servidores da Pátria.
Dom Vicente Costa
Talvez nunca na
história recente do Brasil estas eleições tenham sido tão decisivas para a
construção de um novo país. Todos haverão de concordar que vivemos um momento
de uma grave crise social, política, cultural e econômica, agravada pela falta
de credibilidade do poder político e pela ininterrupta corrupção de inúmeros
políticos. O sistema democrático atual ficou deformado, pois vêm sendo negados
ou diminuídos os princípios básicos para o verdadeiro “Estado de Direito”,
como: os valores éticos e morais, o respeito mútuo, a primazia do diálogo, a
tolerância e o sentido da corresponsabilidade. Criaram-se assim uma enorme
desconfiança e falta de credibilidade na política e respectiva classe. Além
disto, cresceu o relativismo ético a partir de uma visão puramente
individualista e autorreferencial, segundo a qual cada um se torna dom absoluto
do seu pensar e do seu agir, negando ou enfraquecendo a “lei natural” e
objetiva, inscrita no coração humano (cf. Rm 2,15), decorrente dos
direitos fundamentais e inalienáveis da pessoa humana. Neste sentido,
assistimos recentemente, às vezes de forma passiva e inerte, a atentados contra
o sentido integral da vida humana, a ser protegida desde seu início no seio
maternal até o seu ocaso natural, como também a um ataque desenfreado contra a
família, a célula da sociedade. Enfim, a sociedade tornou-se mais violenta e
socialmente excludente, particularmente aos mais indefesos e vulneráveis.
Queridos irmãos
diocesanos: para nós, cristãos e cristãs, o Evangelho, fonte inspiradora da
Doutrina Social da Igreja, deve ser o critério a partir do qual queremos pensar
a política. Nossa fé nos faz olhar para Jesus Cristo, o Verbo Encarnado de
Deus, que assumiu, na sua carne, tudo o que é verdadeiramente humano; pois Ele
veio instaurar o Reino para que todos tenham “vida, e a tenham em abundância” (Jo 10,10).
Por isso, com o coração de pastor, desejo propor-lhes três princípios que
possam ajudar-nos a fazer das próximas eleições momento de decisão e de
esperança.
É preciso
acreditar no valor insubstituível da política e na capacidade dos bons
políticos. Tenhamos plena certeza de que a política é um bem para todos, pois é
ela que regulamenta e disciplina as relações justas e fraternas entre pessoas e
grupos para a realização do bem comum. Nos regimes democráticos, a política é o
único instrumento para a construção de uma sociedade justa e solidária que
todos nós almejamos. O Papa Paulo VI dizia que a política é a forma mais
perfeita do exercício da caridade.
É preciso
valorizar o voto. O voto não é uma simples obrigação, mas um dever a ser
exercido de forma livre e consciente. É grave omissão dizer: “Estou
desacreditado dos políticos. Por isso, vou votar nulo ou em branco”. Não é
verdade que o voto em branco, o voto nulo e as abstenções invalidam as
eleições. Tenhamos muito cuidado com as falsas notícias, os fake news,
postados nas redes sociais e que causam graves prejuízos à democracia, pois
fazem proliferar notícias falsas e inverídicas. Não vendamos o voto por nada,
trocando-o por algum favor ou promessa pessoal.
É preciso
escolher cada candidato com discernimento e retidão. Sejamos criteriosos na
escolha dos candidatos para os vários cargos eletivos, não apenas aqueles do
Poder Executivo, como Presidente e Governadores, mas também os candidatos ao
Legislativo em âmbito federal e estadual. A atuação destes organismos tem um
papel fundamental na elaboração das leis, na aprovação das políticas públicas e
na superação dos problemas sociais.
Quais os
candidatos a escolher? Como tenho afirmado outras vezes, a Igreja, como
instituição, não pode apontar um determinado partido ou candidato. Mas ela
precisa incentivar, apoiar e acompanhar os cristãos leigos e leigas a assumirem
esta missão tão nobre, predominantemente neste Ano Nacional do Laicato.
Portanto, antes
de votar, seria importante pedir a luz do Espírito Santo para fazer uma boa
escolha. Examinemos o candidato, seus projetos, o partido político ao qual
pertence. Não bastam promessas ou discursos genéricos ou alguém que defenda
apenas o interesse de um grupo ou partido, sem promover políticas que
beneficiem a todos.
Eis algumas
“dicas” que poderiam ajudar no perfil do candidato a ser votado:
− qual a sua
vida e sua trajetória pessoal e política;
− qualidades
humanas: honestidade; transparência; sabe trabalhar em conjunto; capacidade de
liderança; idoneidade moral; acredita no diálogo em busca de consenso;
− defensor da
vida e da dignidade humana em toda e qualquer circunstância;
− defensor de
projetos concretos para uma vida melhor para todos, priorizando a educação, a
saúde, o emprego, a moradia e a segurança;
− sensível à
situação do povo, especialmente dos indefesos e mais necessitados;
− respeita as
várias culturas e religiões;
− comprometido
com o meio ambiente.
O Papa Francisco
resumiu tão bem as qualidades que se espera de um bom político: “É claro que há
necessidade de dirigentes políticos que vivam com paixão o seu serviço aos
povos, (…) solidários com os seus sofrimentos e esperanças; políticos que
anteponham o bem comum aos seus interesses privados, que não se deixem
intimidar pelos grandes poderes financeiros e midiáticos, que sejam competentes
e pacientes face a problemas complexos, que sejam abertos a ouvir e a aprender
no diálogo democrático, que conjuguem a busca da justiça com a misericórdia e a
reconciliação” (Mensagem vídeo do Papa Francisco aos participantes no encontro
de políticos católicos organizado pelo Conselho Episcopal Latino-Americano
[CELAM] e pela Pontifícia Comissão para a América Latina [CAL] − 03/12/2017).
E mais uma dica
importante: após as eleições faz-se necessário nosso interesse pela política,
participando dos Conselhos municipais, das reuniões da Câmara Municipal e
acompanhando as discussões e votações no Senado, na Câmara dos Deputados e na
Assembleia Legislativa. A participação de organismos como o Conselho Diocesanos
dos Leigos (CDL) e da Pastoral Fé e Política poderão contribuir muito na
formação contínua da consciência política.
Queridos irmãos
diocesanos: “A esperança não decepciona” (Rm 5,5). Diante da atual
situação política brasileira, não devemos desanimar, mas com fé e esperança,
fazer florescer o desejo de construir um novo Brasil, participando no
fortalecimento da democracia pela votação que faremos nas próximas eleições.
Que Nossa Senhora Aparecida, Padroeira do Brasil, nos ajude nesta nobre e tão
desafiadora missão.
E a todos
abençoo.
Dom Vicente Costa - Bispo da diocese de Jundiaí (SP)
do Sínodo dos Bispos que teve início neste 3 de outubro
Cardeal Sergio
da Rocha, arcebispo de Brasília e Presidente da CNBB, é o Relator Geral da XV
Assembleia Ordinária do Sínodo dos Bispos que teve início nesta quarta-feira, 3
de outubro, no Vaticano. Antes de partir para Roma, ele concedeu entrevista à
Agência de notícias SIR (Servizio di Informazione Religiosa) e tratou da
juventude, do Brasil e do seu trabalho no Sínodo.
Confira a
entrevista, na íntegra.
Agência de notícias SIR: Eminência, o
senhor foi o caminho de preparação para o Sínodo? O que o deixou mais
impressionado nesse processo?
Dom Sergio da Rocha
Dom Sergio da Rocha:Graças a Deus, o
caminho de preparação para o Sínodo tem sido bastante participativo. O Papa
Francisco tem ressaltado a necessidade de ouvir os jovens. Eles participaram
generosamente desta etapa, respondendo o questionário online e divulgando o Sínodo
nas redes sociais. Sem dúvida, a reunião pré-sinodal, contando com jovens do
mundo todo, foi de especial importância na preparação sinodal. Jovens dos
vários continentes estão mostrando que querem participar da Igreja, que querem
conhecer e seguir a Cristo na Igreja, que estão dispostos a evangelizar outros
jovens.
Agência de notícias SIR: Este Sínodo é,
talvez, menos esperado do que aquele sobre a família e, no entanto, é
igualmente importante?
Dom Sergio da Rocha: A realidade
vivida pelos jovens e a sua relação com a Igreja, com tantos desafios, está
exigindo maior atenção, reflexão e respostas pastorais. As questões relativas à
juventude não são fáceis. Quem considera importante a presença dos jovens na
família, na Igreja e na sociedade, certamente considera este Sínodo também
muito importante. A atenção à família se completa com a atenção aos
jovens, pois ambos estão ligados. A realidade da família e a realidade da
juventude estão interligadas. O serviço pastoral à família e a pastoral juvenil
devem estar em diálogo constante.
Agência de notícias SIR: O que a Igreja é
chamada a fazer para ir ao encontro dos jovens que frequentemente não têm
confiança nela?
Dom Sergio da Rocha: Espero que a
Assembleia do Sínodo dos Bispos nos ajude justamente a refletir e a buscar
respostas a esta questão. É preciso estar atentos aos diferentes contextos socioculturais,
aos muitos rostos da juventude. Os passos que foram dados até aqui mostram o
caminho a seguir: aproximar-se dos jovens, para escutar, compreender e
valorizar a presença deles em nossas comunidades. É preciso abrir mais espaço
para participação juvenil na Igreja e contar mais com eles, de modo especial,
na evangelização de outros jovens.
Agência de notícias SIR: No Sínodo, o
senhor será o Relator Geral. Com que espírito o senhor acolheu esta nomeação e
como o senhor imagina de desempenhar esse papel?
Dom Sergio da Rocha: Acolhi a
nomeação com surpresa e profunda gratidão ao Papa Francisco, pois embora eu
seja membro do Conselho da Secretaria do Sínodo, não esperava ser convidado
para esta função. Certamente, há outros bispos que poderiam prestar este
serviço tão exigente, melhor do que eu, mas estou procurando fazer o melhor
possível, contando especialmente com a colaboração dos Secretários Especiais
nomeados por Francisco, além da própria Secretaria Geral do Sínodo. A
elaboração do Documento Sinodal é uma tarefa coletiva, apesar da responsabilidade
do relator. Espero colaborar para valorizar e acolher, o mais possível, as
contribuições dos participantes da Assembleia Sinodal, de modo que o texto
conclusivo seja da Assembleia unida ao Papa Francisco.
Agência de notícias SIR: Como o
presidente da CNBB, o senhor pode tem um ponto de observação privilegiado sobre
o grande país que é o Brasil. Como a Igreja no Brasil se preparou para o
Sínodo? Mudou o relacionamento entre os jovens e a Igreja depois da Jornada
Mundial da Juventude do Rio, em 2013?
Dom Sergio da Rocha: O Brasil é um
país com uma imensa população jovem. Em vista do Sínodo, têm sido inúmeras as
atividades pastorais nas paróquias e dioceses, contando com os próprios jovens.
Além de publicações, palestras e encontros de reflexão, tem sido grande o uso
das redes sociais para a divulgação do Sínodo. A Comissão Episcopal para a
Juventude da Conferência Episcopal tem desenvolvido um trabalho intenso e muito
bonito, procurando envolver os jovens das diferentes regiões do país nesta
etapa preparatória. Com a JMJ Rio 2013, a Pastoral Juvenil recebeu novo
impulso; a juventude sentiu-se amada pelo Papa e pela Igreja. Porém, temos um
longo caminho a percorrer, pois há muitos jovens que não conhecem a Cristo, que
não participam da vida da Igreja e que necessitam de uma vida nova. O
Sínodo está sendo outro momento importante de animação da evangelização da
juventude, incentivando os jovens a participarem mais das comunidades. A Igreja
“em saída”, enfatizada pelo Papa Francisco, necessita ir ao encontro dos
jovens, com redobrado empenho, para compartilhar com eles a alegria do
Evangelho.
Na Praça São Pedro, o Papa Francisco presidiu à missa de abertura da XV Assembleia Ordinária
do Sínodo dos Bispos e pediu aos 266 Padres sinodais que reavivem a própria
paixão por Jesus.
Cidade do Vaticano - O Santo Padre
presidiu esta manhã (03/10), na Praça São Pedro, à solene celebração da Santa
Missa por ocasião da inauguração do Sínodo dos Bispos, que se realiza no
Vaticano de 3 a 28 do corrente, sobre o tema: “Os jovens, a fé e o
discernimento vocacional”.
O Papa iniciou
sua homilia com o trecho do Evangelho de São João, que diz: “O Espírito Santo,
que o Pai enviará em meu nome, lhes ensinará tudo e recordará tudo o que Eu
lhes disse”.
Desta maneira
tão simples, - disse o Papa - Jesus oferece aos seus discípulos a garantia de
que o Espírito Santo os acompanhará em toda a sua obra missionária. O Espírito
do Senhor é o primeiro a guardar e manter sempre viva e atual a memória do
Mestre no coração dos discípulos e faz com que a riqueza e beleza do Evangelho
sejam fonte de constante alegria e novidade. E Francisco exortou os presentes:
“No início deste
momento de graça para toda a Igreja, em sintonia com a Palavra de Deus, peçamos
insistentemente ao Paráclito que nos ajude a trazer à memória e reavivar as
palavras do Senhor, que faziam arder o nosso coração. Memória para que possa
despertar e renovar em nós a capacidade de sonhar e esperar. Os jovens serão
capazes de profecia e visão, na medida em que nós, adultos ou idosos, formos
capazes de sonhar, contagiar e partilhar os nossos sonhos e esperanças”.
Sonhos e
esperanças
O Santo Padre
expressou seu desejo de que “o Espírito do Senhor nos dê a graça de sermos
Padres sinodais, ungidos com o dom dos “sonhos e da esperança”, para podermos
ungir os jovens com o dom da profecia e da visão; possa dar-nos a graça de
sermos memória atuante, viva e eficaz, que não se deixa sufocar e esmagar pelos
falsos profetas, mas levar a inflamar o coração e discernir os caminhos do
Espírito. E acrescentou:
“É com esta
disposição de dócil escuta da voz do Espírito que viemos aqui, de todas as
partes do mundo. Hoje, pela primeira vez, estão conosco também dois irmãos
Bispos da China continental, a quem damos as nossas calorosas boas vindas. Com
a sua presença, a comunhão de todo o Episcopado, com o Sucessor de Pedro, torna-se
ainda mais visível”.
Dilatar os
corações
Ungidos com a
esperança, - disse Francisco - começamos um novo encontro eclesial, capaz de
ampliar os horizontes, dilatar os corações e transformar as estruturas, que
hoje nos paralisam, dividem e afastam dos jovens, deixando-os expostos às
intempéries e órfãos de uma comunidade de fé que os apoie, de um horizonte de
sentido e de vida. A esperança interpela-nos, destronca o conformismo e nos
convida a trabalhar contra a precariedade, exclusão e violência, às quais está
exposta a nossa juventude. E falando dos jovens, o Papa disse:
“Os jovens,
fruto de muitas das decisões tomadas no passado, exortam-nos a cuidar do
presente, com maior esforço e com eles, a lutar contra tudo aquilo que impede a
sua vida de crescer com dignidade. Pedem-nos e exigem-nos uma dedicação
criativa, uma dinâmica inteligente, entusiasta e cheia de esperança, e que não
os deixemos sozinhos nas mãos de tantos traficantes de morte que oprimem a sua
vida e obscurecem a sua visão”.
Sob a proteção
de Maria
O dom da escuta
sincera deve livre de preconceitos para entrarmos em comunhão com as diferentes
situações do Povo de Deus, sem cairmos na tentação de certos moralismos,
elitismos e de ideologias abstratas. E o Papa convidou os Padres Sinodais,
dizendo:
“Irmãos,
coloquemos este tempo sob a proteção materna da Virgem Maria, mulher da escuta
e da memória, para que nos guie no reconhecimento dos vestígios do Espírito,
afim de que, entre sonhos e esperanças, possamos acompanhar e encorajar nossos
jovens para que não cessem de profetizar”.
Neste sentido,
Francisco recordou que, ao término do Concílio Vaticano II, os Padres
Conciliares dedicaram a sua última mensagem aos jovens: «A Igreja, durante
quatro anos, trabalhou para um rejuvenescimento do seu rosto, para melhor
responder à intenção do seu fundador, Cristo, o eterno jovem... É especialmente
para os jovens que a Igreja acende, neste Concílio Ecumênico, uma luz, que
iluminará o futuro da juventude. A Igreja espera que a sociedade respeite a dignidade,
a liberdade, o direito sobretudo dos jovens».
Francisco
concluiu sua homilia exortando os Padres Sinodais e representantes da Igreja no
mundo, a alargar seus corações, a escutar o apelo do Povo de Deus e a
colocar-se suas energias a serviço da juventude:
“Lutem contra
todo o egoísmo. Rejeitem dar livre arbítrio aos instintos da violência e do
ódio, que geram guerras e suas consequentes misérias. Sejam generosos, puros,
respeitadores, sinceros. Construam, com entusiasmo, um mundo melhor, que o dos
seus antepassados. Padres sinodais, a Igreja olha para vocês com confiança e
amor.”
O Papa Francisco
dedicou sua homilia da Missa deste dia 2 de outubro aos Santos Anjos da Guarda,
que a liturgia celebra hoje.
Cidade do Vaticano - "Vou enviar
um anjo que vá à tua frente, que te guarde pelo caminho e te conduza ao lugar
que te preparei". São essas palavras da Primeira Leitura, extraída do
capítulo 23 do Livro do Êxodo, que guiaram a reflexão do Papa na homilia da
Missa celebrada na Casa Santa Marta, no dia em que a Igreja festeja os Santos
Anjos da Guarda. São precisamente eles – disse Francisco - "a ajuda muito
especial" que o "Senhor promete ao seu povo e a nós que caminhamos na
estrada da vida".
O Anjo, bússola
que nos ajuda a caminhar
A vida, disse
ainda o Papa, é o caminho no qual devemos ser auxiliados por
"companheiros", por "protetores", por uma "bússola
humana ou uma bússola que se parece com um humano" e nos ajuda a olhar
para a direção que devemos ir. Francisco cita três possíveis perigos que podem
encontrar no decorrer da vida:
Existe o perigo
de não caminhar. E quantas pessoas se estabelecem e não caminham, e toda a vida
ficam paradas, sem se mover, sem fazer nada... É um perigo. Como aquele homem
do Evangelho que tinha medo de investir o talento. O enterrou e pensou: “Eu
estou em paz, estou tranquilo. Não poderei cometer um erro. Assim não arrisco”.
E muitas pessoas não sabem como caminhar ou têm medo de arriscar e param. Mas
nós sabemos que a regra é que quem fica parado na vida, acaba por se corromper.
Como a água: quando a água está ali parada, chegam os mosquitos, depositam ovos
e tudo se corrompe. Tudo. O Anjo nos ajuda, nos leva a caminhar.
O perigo de
errar o caminho ou girar num labirinto
Mas há outras
duas insídias no caminho da nossa vida, prosseguiu o Papa: o "perigo de
errar o caminho", que somente "no início é fácil de corrigir"; e
o perigo de deixar o caminho para se perder numa praça, indo "de um lado e
do outro como num labirinto" que aprisiona e "jamais o leva até o
fim". Eis que o "Anjo", reiterou Francisco, "existe para
nos ajudar a não errar o caminho e a caminhar nele", mas é necessária a
nossa oração, o nosso pedido de ajuda:
E o Senhor diz:
“Tenha respeito por sua presença”. O Anjo é crível, tem autoridade para nos
guiar. Ouça a sua voz e não se revolte contra ele.” Ouça as inspirações que são
sempre do Espírito Santo, mas é o Anjo a inspirá-las. Eu gostaria de fazer a
todos uma pergunta: vocês conversam com o seu Anjo? Vocês conhecem o nome dele?
Vocês ouvem o seu Anjo? Vocês se deixam levar pela mão na estrada ou
impulsionar para se mover?
O Anjo nos
mostra o caminho para chegar ao Pai
“A presença e o
papel dos Anjos em nossa vida é ainda mais importante, porque eles não somente
nos ajudam a caminhar bem, mas nos mostram também onde devemos chegar”,
ressaltou ainda Francisco. Hoje, o Evangelho de Mateus nos diz: “Não desprezeis
nenhum desses pequeninos”, diz o Senhor, “pois os seus anjos nos céus veem sem
cessar a face do meu Pai que está nos céus”. No “mistério da custódia do Anjo”
existe também a “contemplação de Deus Pai”, que o Senhor deve nos dar a graça
de compreender. E o Papa concluiu:
“O nosso Anjo
não somente está conosco, mas vê Deus Pai. Está em relação com Ele. É a ponte
cotidiana, desde a hora em que nos levantamos até o hora em que vamos dormir.
Ele nos acompanha. É uma ligação entre nós e Deus Pai. O Anjo é a porta
cotidiana para a transcendência, para o encontro com o Pai: ou seja, o Anjo nos
ajuda a caminhar porque olha o Pai e conhece a estrada. Não nos esqueçamos
desses companheiros de caminhada”.
Em outubro,
rezar diariamente o terço contra o mal que divide
A campanha de
oração no mês de outubro é contra o diabo que divide a comunidade cristã e é
convocada pelo Papa Francisco, que convida os fiéis de todos os continentes a
invocarem todos os dias Maria e o Arcanjo Miguel, pedindo sua proteção para a
Igreja nestes tempos difíceis.
Cidade do
Vaticano - O Papa Francisco convida os fiéis de todo o mundo para rezar o Santo
Terço todos os dias durante o mês de outubro, pedindo à Virgem Maria e a São
Miguel Arcanjo que protejam a Igreja do demônio que pretende dividir a
comunidade cristã.
O Santo Padre
repassou este apelo ao padre jesuíta Frédéric Fornos, diretor
internacional da Rede Mundial de Oração ao Papa. Na Missa celebrada na Casa
Santa Marta em 11 de setembro, Francisco havia dito que a oração é a força que
vence o Grande Acusador, que nestes tempos, em particular, vaga pelo mundo
acusando e escandalizando. Esta campanha especial de oração tem início nesta
segunda-feira, 1º de outubro, na memória de Santa Teresa de Lisieux, e também
visa tornar a Igreja cada vez mais consciente dos erros e abusos cometidos, em
um renovado compromisso de lutar para que o mal não prevaleça.
Pergunta: Padre
Fornos, fale-nos sobre essa iniciativa de oração contra o espírito do mal ...
Pe. Frédéric Fornos:Nestes
últimos anos e meses na Igreja, vivemos situações difíceis, entre as quais – o
sabemos - abusos sexuais, abusos de poder, de consciência, por parte de
clérigos, pessoas consagradas e leigos, sem esquecer as divisões internas que
são seguramente favorecidas pelo espírito maligno que busca cumplicidade em
nossos corações, e como Santo Inácio de Loyola, é "o inimigo mortal da
nossa natureza humana". Na tradição cristã, o mal tem diferentes
denominações. Por exemplo, satanás, que em hebraico significa adversário, ou
diabo, que em grego significa "aquele que divide ou semeia a
discórdia". Na tradição bíblica fala-se também do sedutor do mundo, do pai
da mentira ou de Lúcifer, aquele que se apresenta como um anjo de luz, com
aparência boa, mas que induz ao engano. O mal se manifesta de diferentes maneiras
e hoje a missão de evangelização da Igreja torna-se mais difícil e vai sendo
desacreditada por nossa cumplicidade.
Pergunta: O mal é, em
última instância, é também nossa responsabilidade ...
Pe. Frédéric Fornos: Sim, é
a responsabilidade de deixar-nos levar pelas paixões que não nos abrem à vida
verdadeira. Entre essas paixões, há a sede de riquezas, a vaidade, o orgulho,
através do qual - o Papa Francisco nos disse há alguns dias - o mal quer nos
arrastar. O mal é um sedutor: ele se apresenta com pensamentos e boas intenções
no início e, pouco a pouco, leva a pessoa às suas intenções perversas:
discórdia, mentira ...
Pergunta: E em
relação ao pedido do Papa ...
Pe. Frédéric Fornos: O Papa
Francisco nos recordou em sua Carta ao Povo de Deus de 20 de agosto passado
que, se um membro sofre, todos os membros sofrem juntos. Quando experimentamos
desolações - as experimentamos agora - que essas chagas eclesiais nos causam,
com Maria nos fará bem insistir na oração, procurando crescer no amor, na
fidelidade à Igreja. Por esta razão, durante o mês de outubro, o Santo Padre
pede a todos os fiéis que façam um esforço maior em nossa oração pessoal e
comunitária. O Santo Padre nos convida a rezar o Santo Rosário todos os dias,
para que a Virgem Maria ajude a Igreja nestes tempos de crise. Sabemos que a
Virgem Maria permaneceu junto à Cruz, mesmo quando os apóstolos fugiram ... Ela
nos ajuda a estar com Jesus junto à Cruz. E no final da recitação do Santo
Rosário, o Papa nos pede para rezar ao Arcanjo São Miguel, para que possa
defender a Igreja dos ataques do demônio. Segundo a tradição espiritual, Miguel
é o chefe dos exércitos celestes e protetor da Igreja.
Pergunta: O Rosário
termina, portanto, com uma oração especial ...
Pe. Frédéric Fornos: Sim, o
Santo Padre nos convida, no final da recitação do Rosário, a fazer duas
orações. A primeira oração é dirigida a Maria. É uma invocação muito antiga.
Chama-se "Sub tuum presidium". É uma oração do terceiro ou quarto
século, muito bonita, na qual se pede, de fato, para estar "sob a
proteção" de Maria:
À Vossa Proteção
recorremos, Santa Mãe de Deus. Não desprezeis as nossas súplicas em nossas
necessidades, mas livrai-nos sempre de todos os perigos, ó Virgem gloriosa e
bendita.
A segunda oração
é a tradicional a São Miguel. É uma oração escrita por Leão XIII, que também
nos ajuda a orar pela proteção da Igreja:
“São Miguel
Arcanjo, defendei-nos no combate. Sede o nosso refúgio contra as maldades e
ciladas do demônio. Que Deus manifeste sobre ele o seu poder, esta é a nossa
humilde súplica. E vós, Príncipe da Milícia Celeste, com o poder que Deus vos
conferiu, precipitai no inferno a Satanás e aos outros espíritos malignos, que
andam pelo mundo para perder as almas. Amém”.
São orações que
hoje não se conhecem muito, mas existem ainda muitos cristãos, muitos
católicos, que as recitam. E este tempo, é a ocasião para rezar mais, com maior
empenho, para que o Senhor possa nos ajudar a não sermos cúmplices, a não
deixar ao inimigo a natureza humana, e para que possa nos ajudar - rezando a
Maria e ao Arcanjo Miguel - a proteger a Igreja das armadilhas do inimigo.
Então, neste mês, dirigimos nossas orações a Maria, como nos pede o Santo
Padre.
a celebrar a missão nas comunidades no Brasil e no mundo
Outubro chega e
com ele o mês missionário. Época que a Igreja convida os cristãos a colaborarem
com as missões no mundo. Esse ano, o tema do mês, reforça a importância do
discurso das Bem-Aventuranças: “Felizes os que promovem a Paz – Mt 5,9.
“A missão, identidade
essencial da Igreja, não se resume num dia, mês ou atividades de cunho
missionário. A missão é permanente e eixo que impulsiona toda a vida das
comunidades”, ressalta o diretor geral das Pontifícias Obras Missionárias
(POM), padre Maurício Jardim, diante das intolerâncias e fundamentalismos.
Na Mensagem
deste ano para o Dia Mundial das Missões, instituído pelo Papa Pio XI em 1926,
o papa Francisco destaca: “Todo homem e toda mulher é uma missão e essa é a
razão pela qual se vive na terra ser atraídos e enviados. Cada um de nós é
chamado a refletir sobre esta realidade: “Eu sou uma missão nesta terra, e para
isso estou neste mundo” (papa Francisco, Evangelii gaudium, 273).
Para colaborar
de forma concreta com as missões, as POM preparou várias ações e um rico
material que vai ajudar as comunidades a trabalharem a temática. Destacamos
três deles:
1 – Rezar pelas
missões e missionários
2 – Ir ao
encontro dos que mais necessitam
3 – Contribuir
com a coleta em favor da evangelização dos povos.
Coleta
O Papa Pio XI
instituiu, em 1926, o penúltimo domingo de outubro, o Dia Mundial das Missões,
onde se realiza a coleta. Nesse dia, a colaboração de cada cristão tem como
finalidade a Evangelização, Animação e Cooperação Missionária.
Dessa coleta,
80% são destinados a auxiliar atualmente 1.050 dioceses pobres nos “territórios
de missão” e diversos projetos na África, Ásia, Oceania e América Latina. Os
outros 20% são para a ação missionária no Brasil.
Campanha
Missionária 2018
Atividades
missionárias estão programadas para ocorrer no Brasil e no mundo durante toso
esse mês. As POM, que celebra 40 anos de missão esse ano, preparou uma série de
materiais para ajudar na vivência do mês missionário.
Oração do Mês
Missionário 2018
Deus Pai, Filho
e Espírito Santo, nós Vos louvamos e bendizemos pela Vossa comunhão, princípio e fonte da missão. Ajudai-nos, à luz do Evangelho da paz, testemunhar com esperança, um mundo de justiça e diálogo, de honestidade e verdade, sem ódio e sem violência. Ajudai-nos a sermos todos irmãos e irmãs, seguindo Jesus Cristo rumo ao Reino definitivo. Amém. ............................................................................................................................................................
Apresentação dos
subsídios
As POM têm a
responsabilidade de organizar a Campanha Missionária, na qual colaboram a CNBB
por meio da Comissão para a Ação Missionária e Cooperação Intereclesial, a
Comissão para a Amazônia e outros organismos que compõem o Conselho Missionário
Nacional (Comina). Todos os itens da Campanha são enviados no final do mês de
junho a todas as dioceses e prelazias do Brasil para serem distribuídos entre
as paróquias e comunidades. É importante verificar se o material está chegando
e organizar a sua distribuição.
Além disso, os
materiais estão disponíveis nesta página para baixar e multiplicar livremente.
Em comunhão com
a arte dos materiais da Campanha Missionária de 2017, neste ano destacamos
o envio para testemunhar o Evangelho da Paz. A arte mostra a Igreja, Povo de
Deus, formada por diferentes sujeitos da missão (leigos e leigas, consagrados e
consagradas, diáconos, padres, bispos e o papa), representantes de todas as
idades e etnias.
Nesta ciranda
aberta, todos irmãos e irmãs são convidados por Cristo a comunicar o Evangelho
da Paz no mundo cinza e sem vida. É a Igreja em saída, ad gentes, enviada a
testemunhar a alegria do Evangelho em todo o mundo. O povo traz a Palavra de
Deus, fonte da missão. As cores missionárias recordam a dimensão universal da
missão. A arte é uma criação do Ateliê15.
Pelo segundo
ano, o cartaz e outros materiais da Campanha trazem o Zapcode. Para utilizá-lo
basta baixar gratuitamente o Aplicativo Zappar no Smartphone (celular e
tablet). Depois, ao direcionar o aparelho para o cartaz é possível assistir a
um vídeo e acessar os conteúdos da Campanha Missionária.
O livrinho da
Novena Missionária contém o roteiro de 9 encontros, com cantos e orações.
Inclui a Mensagem do papa Francisco para o Dia Mundial das Missões e vem
acompanhada de um DVD. É um dos principais subsídios para animar a Campanha
Missionária do mês de outubro. Destacam-se testemunhos, de missionários e
missionárias, que testemunham e anunciam o Evangelho da Paz em diversos
contextos. Em cada dia da Novena, o método da Leitura Orante da Palavra ilumina
e orienta a nossa vida na missão. O objetivo é criar comunhão, rezar, refletir
e incentivar para o compromisso, tendo presente os diversos aspectos da Missão.
A Novena pode ser feita pelos grupos de reflexão, famílias, nas comunidades ou
escolas.
A capa do
livrinho também traz o Zapcode. Para utilizá-lo basta baixar gratuitamente o
Aplicativo Zappar no Smartphone (celular e tablet). Depois, ao direcionar o
aparelho para a capa é possível assistir a um vídeo e acessar os conteúdos da
Campanha Missionária.
Com o título
“Juntamente com os jovens, levemos o Evangelho a todos”, a Mensagem do papa
Francisco para o Dia Mundial das Missões 2018 encontra-se nas páginas centrais
do livrinho da Novena.
“Muitos jovens
encontram, no voluntariado missionário, uma forma para servir aos “mais
pequenos” (cf. Mt 25, 40), promovendo a dignidade humana e testemunhando a
alegria de amar e ser cristão. Essas experiências eclesiais fazem com que a
formação de cada um não seja apenas preparação para o seu bom êxito
profissional, mas também para desenvolver e promover os seus dons dados por
Deus, para melhor servir aos outros”, diz o papa.
Este ano foram
confeccionadas duas versões dos santinhos com os Padroeiros da Missão, São
Francisco Xavier e Santa Teresinha do Menino Jesus. O material traz a Oração da
Campanha Missionária. Também é possível utilizar o Zapcode. Basta baixar
gratuitamente o Aplicativo Zappar no Smartphone (celular e tablet). Depois, ao
direcionar o aparelho para o santinho é possível assistir a uma animação e
acessar os conteúdos da Campanha Missionária.
Envelopes para a
coleta do Dia Mundial das Missões
O envelope deve
ser utilizado exclusivamente para a Coleta do Dia Mundial das Missões, feita
nas celebrações do penúltimo final de semana de outubro (este ano, dias 20 e
21). As ofertas devem ser integralmente enviadas às Pontifícias Obras
Missionárias (POM) que as repassam ao Fundo Universal de Solidariedade para
apoiar projetos em todo o mundo.
As orações dos
fiéis para os quatro domingos de outubro incluem um comentário inicial e a
Oração da Campanha. As orações encontram-se disponíveis em PDF e podem ser
projetadas através de aparelho multimídia para que a comunidade, reunida em
celebração, acompanhe e reze em sintonia com a temática da Campanha
Missionária. Além disso, serão inseridas em alguns Folhetos Litúrgicos.
A Novena
Missionária vem acompanhada do DVD, com destaque para os testemunhos
missionários que testemunham o Evangelho da Paz em diversos contextos da
missão. Produzido pela Verbo Filmes e organizado pelas POM, o DVD contém nove
capítulos, um para cada dia da Novena. Pode ser utilizado nas reuniões das
pastorais, conselhos paróquias e comunitários, grupos e movimentos, e até mesmo
nos encontros de oração.
Entrevista com o presidente da Comissão Episcopal para a Ação
Missionária da CNBB, dom Esmeraldo Barreto
O Mês de Outubro
é dedicado pela Igreja às Missões. É neste momento que acontece a Campanha
Missionária, que neste ano traz como tema “Enviados a testemunhar o Evangelho
da Paz”. O bispo auxiliar de São Luís (MA) e presidente da Comissão Episcopal
Pastoral para a Ação Missionária e a Cooperação Inter-eclesial da Conferência
Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), dom Esmeraldo Barreto de Farias, fala em
entrevista sobre a proposta deste momento, quando se incentiva a refletir sobre
a missão da Igreja e de cada pessoa batizada para ajudar na missão de diversas
formas: na disponibilidade das pessoas, através da oração e também
economicamente.
O Mês das
Missões foi instituído em 1926 pelo papa Pio XI. Em sua entrevista, dom
Esmeraldo também aborda a proposta da Campanha Missionária, cuja ação concreta
é a coleta missionária, que visa despertar a sensibilidade de partilha e
solidariedade com regiões que necessitam de pessoas e recursos para a
evangelização. O bispo também indica ações para celebrar e vivenciar o Mês
Missionário, além de explica o tema, que está em sintonia com a Campanha
da Fraternidade deste ano sobre a superação da violência.