quarta-feira, 7 de dezembro de 2016

A Liturgia das Horas:

a oração da Igreja

A celebração da Liturgia das Horas é uma tradição litúrgica rica da Igreja Católica que tem início nos primeiros séculos da Cristandade. Ao longo do tempo, essa tradição sagrada passou por várias mudanças e adaptações para melhor servir às necessidades do tempo, mas, na sua essência ficou exatamente igual. Nessa pequena reflexão, eu gostaria de concentrar em um desses aspectos imutáveis que eu acho lindo, mas também urgente nos dias de hoje: precisamente a característica de ser uma oração da Igreja universal; a oração que não somente expressa a união que vivemos como Católicos, mas também aprofunda essa união que o Senhor rezou tão solenemente antes da sua morte: “que eles sejam um como nós”[1].
“A oração pública e comunitária do povo de Deus é com razão considerada uma das principais funções da Igreja”[2]. Desde o princípio da Igreja, indivíduos Católicos têm se dedicado a esse dever, fazendo isso em horários fixos ao longo do dia, já que isso também era um costume comum entre os Judeus. Esses primeiros Cristãos almejavam seguir o exemplo do Senhor Jesus, que frequentemente passava longos períodos orando, e eles procuravam obedecer a palavra de São Paulo que encorajava os primeiros Cristãos a “orar sem cessar”[3]. Aos poucos, essa oração se tornou em um ciclo de horas que visava santificar o dia inteiro e tornou-se conhecido como a Liturgia das Horas.
Rezando com a Igreja
Ao rezar a Liturgia das Horas, o indivíduo entra em uma união mais profunda com Jesus Cristo, e por esse meio, entra em uma união mais profunda com o Corpo de Cristo inteiro: a Igreja. Pois “Todos os que rezam assim, cumprem, por um lado, a obrigação própria da Igreja, e, por outro, participam na imensa honra da Esposa de Cristo, porque estão em nome da Igreja diante do trono de Deus, a louvar o Senhor”[4]. Seja este indivíduo um bispo, sacerdote ou diácono, todos que tem a obrigação de rezar a Liturgia das Horas, ou um leigo que não tem nenhuma obrigação, todos que rezam essa oração da Igreja vivem e expressam a natureza da Igreja como uma comunidade. É dessa maneira que os Católicos de todo o mundo podem se unir em oração e olhar juntos na mesma direção ao Cristo, celebrando sua presença verdadeira entre nós, enquanto ao mesmo tempo aguardando seu Retorno.
Quão lindo é considerar o fato que ao rezar a Liturgia das Horas e dar de encontro com um Salmo de perseguição, por exemplo, nós podemos nos unir espiritualmente, e rezar para nossos irmãos e irmãs Católicos de outras partes do mundo que estão sendo perseguidos por causa da sua fé.
Uma das maiores expressões dessa união que se pode viver com o Corpo de Cristo inteiro através da reza da Liturgia das Horas é rezando os Salmos com nossos corações abertos às várias atitudes e emoções que esses poemas de louvor expressam. Pois “quem salmodia não o faz tanto em seu próprio nome como em nome de todo o Corpo Místico de Cristo, e até na pessoa do próprio Cristo. Se tivermos isto em conta, desaparecem as dificuldades que possam surgir para que salmodia, caso os seus sentimentos íntimos se sintam em desacordo com os afetos expressos num salmo”[5]. Isso quer dizer que mesmo quando se reza a Liturgia da Horas sozinho, o indivíduo está rezando em união com todos que ao redor do mundo rezam a mesma oração, e por isso pode se abrir à experiência e ao sentimento que outros possam estar vivendo.
Quais são as consequências práticas disso? Vamos supor que está rezando a Liturgia das Horas sozinho e um dos salmos é um salmo que diz respeito à perseguição e medo que o salmista tem daqueles que o persegue. Se nós somos encorajados a nos abrirmos, e de certa maneira unirmos, às atitudes e emoções que os salmos expressam durante a reza da Liturgia das Horas, então poderá perguntar a si mesmo “como é que eu vou entrar em sintonia interior com uma experiência que eu nunca tive”? Ou se está rezando e um salmo em que o salmista expressa sentimento de tristeza ou dor, mas naquele exato momento está sentindo uma imensa alegria, o que deve fazer? São nestes momentos quando temos a chance de olhar além de nós mesmos e olhar na direção do Corpo de Cristo inteiro e entrar em uma união particular de atitudes e emoções com nossos irmãos em outros lugares que podem estar sentindo aquilo que o Salmo expressa. Quão lindo é considerar o fato que ao rezar a Liturgia das Horas e dar de encontro com um Salmo de perseguição, por exemplo, nós podemos nos unir espiritualmente, e rezar para nossos irmãos e irmãs Católicos de outras partes do mundo que estão sendo perseguidos por causa da sua fé. Deus com certeza irá olhar as nossas orações e irá oferecer os frutos para aqueles que mais precisam.
Enfim, gostaria de simplesmente mencionar o fato de que mesmo que a Liturgia das Horas seja uma oração que possa ser rezada individualmente, esta oração é mais adequada se for rezada com outros. A Igreja ensina que a “celebração comunitária manifesta mais claramente a natureza eclesial da Liturgia das Horas. Pelas aclamações, pelo diálogo, pela salmodia alternada, etc., favorece também a participação ativa de todos, segundo a condição de cada um”[6]. Quando um grupo se reúne para rezar a Liturgia das Horas, isso já é, em si, a manifestação da comunhão da Igreja, e ao mesmo tempo, contribui ao fortalecimento da mesma comunhão.
O Senhor Jesus pediu ao seu Pai que nós sejamos um, e ele nos deu a liturgia como o principal meio de atingir essa comunhão. Vamos, portanto, elevar nossos corações e nossas mentes a Ele que é perfeita Comunhão, e pedir para que seu Plano seja cumprido à medida que continuamos nessa peregrinação para o nosso lar eterno.
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Notas: [1] Jn. 17, 11. [2] Instrução Geral sobre a Liturgia das Horas, n. 1. [3] 1 Tess. 5, 16. [4] Constituição Conciliar sobre a Sagrada Liturgia, Sacrosanctum Concilium, n. 85. [5] Instrução Geral sobre a Liturgia das Horas, n. 108. [6] Ibid., n. 33.
                                                                                               Craig Kinneberg
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                                                                                                     Fonte: a12.com
Papa Francisco:
"Só a esperança cristã não desilude. Só ela dá o sorriso"

Cidade do Vaticano (RV) -  A catequese do Papa Francisco nesta quarta-feira (07/12) foi a primeira de uma nova série dedicada à ‘esperança cristã’, que não desilude.
Na Sala Paulo VI para o tradicional encontro semanal com os fiéis, o Pontífice anunciou o tema dizendo que muitas vezes, hoje, diante de tanto mal, tantas dores e violências, nos sentimos desencorajados e impotentes e portanto, a esperança se faz necessária. “Deus, com o seu amor, caminha conosco, não nos deixa sós; o Senhor Jesus venceu o mal e nos abriu o caminho da vida”, iniciou Francisco, completando: "Eu espero porque Deus caminha comigo".
Convidando os fiéis a refletirem sobre a esperança, o Papa leu as palavras de Isaías, o grande Profeta do tempo do Advento, que se dirige ao povo com um anúncio de consolação:
“Consolai, consolai o meu povo!”, diz o vosso Deus. Falai ao coração de Jerusalém, anunciai-lhe: seu cativeiro terminou, sua culpa está paga, da mão do Senhor já recebeu por suas faltas o castigo dobrado. Grita uma voz: “No deserto abri caminho para o Senhor! No ermo rasgai estrada para o nosso Deus! Todo vale seja aterrado, toda montanha, rebaixada, para ficar plano o caminho acidentado e reto, o tortuoso. A glória do Senhor vai, então, aparecer e todos verão que foi o Senhor quem falou!”.
Fiéis circundam o Santo Padre
O Pontífice explicou que Deus consola evocando consoladores, a quem pede para tranquilizar o povo e anunciar que acabaram as tribulações e as dores e que o pecado foi perdoado: é isso que cura o coração aflito e assustado. Por isso, o Profeta pede para preparar o caminho ao Senhor, abrindo-se aos seus dons de salvação.
O que significava isso? Para aquele povo, que estava exilado na Babilônia, a consolação começava com a possibilidade de atravessar o deserto, uma estrada cômoda, sem vales e montanhas, e retornar à sua pátria.  
“Preparar aquela estrada era preparar um caminho de salvação e libertaçãode todo obstáculo e impedimento”.
O exílio havia sido um momento dramático na história de Israel; o povo perdeu tudo: pátria, liberdade, dignidade e confiança em Deus. Se sentia abandonado e sem esperança, quando o apelo do Profeta reabriu seu coração à fé.
“O deserto é um lugar em que é difícil viver, mas a partir de agora, será possível caminhar, voltar para a pátria, retornar a Deus; e principalmente esperar e sorrir. Uma das primeiras coisas que acontecem primeiro com quem se separa de Deus é que perdem o sorriso. Às vezes são capazes de fazer grandes risadas, mas falta o sorriso. só a esperança dá o sorriso",improvisou.
A vida é muitas vezes um deserto, é difícil caminhar dentro, mas se confiarmos em Deus pode ser bela e ampla, como uma avenida. Basta não perder jamais a esperança mas continuar a crer, sempre, apesar de tudo”.
Prosseguindo na catequese, Francisco lembrou que estas palavras de Isaías foram também usadas por João Batista na pregação em que convidava à conversão:
“Voz de quem clama no deserto: Preparai o caminho do Senhor, endireitai as veredas para ele”.
Aquela voz, disse o Papa, gritava aonde ninguém podia ouvi-la, no vazio devido à crise de fé. Os Israelitas viviam como exilados, sob a dominação romana, estrangeiros em seu próprio país. Mas a verdadeira história não é feita pelos poderosos, mas por Deus, com seus pequenos: Zacarias e Isabel, idosos e estéreis; Maria, jovem virgem prometida a José, os pastores, desprezados: são os pequenos que se tornaram grandes pela fé, os pequenos que sabiam continuar a esperar. A esperança é uma virtude dos pequenos.
Enfim, o Papa concluiu:
“São eles que transformam o deserto do exílio, da solidão, do sofrimento, em um caminho plano no qual caminhar em direção da glória do Senhor. Seja qual for o deserto de nossas vidas, se deixarmos que nos ensinem a esperança, ele se transformará num jardim florido”.
Corrupção e direitos humanos, realidades relacionadas
Nos próximos dias, as Nações Unidas promovem duas importantes Jornadas, que o Papa quis lembrar depois da catequese da audiência geral, na Sala Paulo VI:
“O Dia contra a corrupção – 9 de dezembro – e o Dia dos Direitos Humanos – 10 de dezembro. São duas realidades estritamente relacionadas: a corrupção é o aspecto negativo a ser combatido, começando pela consciência pessoal e controlando os âmbitos da vida civil; os direitos humanos são o aspecto positivo, a ser promovido com decisão, para que ninguém seja excluído do reconhecimento efetivo dos direitos fundamentais da pessoa humana. Que o Senhor nos ampare neste duplo compromisso”. 
Após as saudações aos grupos de peregrinos, o Papa terminou o encontro com a bênção apostólica. (cm)
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terça-feira, 6 de dezembro de 2016

Papa Francisco na missa desta terça-feira:

Todos temos um quê de ovelha perdida

Rádio Vaticano (RV) – O ponto central da homilia do Papa na manhã da terça-feira (06/12) foi o Evangelho da ovelha perdida com a alegria pela consolação do Senhor. “Ele vem como um juiz” – explicou Francisco – “mas um juiz que cuida, um juiz cheio de ternura: faz de tudo para nos salvar”: não vem “para condenar mas para salvar”, procura cada um de nós, nos ama pessoalmente, “não ama a massa indistinta”, mas “nos ama por nome, nos ama como somos”.
A ovelha perdida – comentou o Papa – “não se perdeu porque não tinha uma bússola. Conhecia bem o caminho”. Se perdeu porque “o coração estava doente”, cego por “uma dissociação interior” e foge “para ficar longe do Senhor, para saciar aquela escuridão interior que a levava à vida dupla”: estar no rebanho e fugir para a escuridão. “O Senhor conhece estas coisas” e “vai a sua procura”. “A figura que melhor me faz entender o comportamento do Senhor com a ovelha perdida – confessa o Papa – é o comportamento do Senhor com Judas”.
Capela Santa Marta
“A mais perfeita ovelha perdida no Evangelho é Judas: um homem que sempre, sempre tinha algo de amargo no coração, algo a criticar nos outros, sempre separado. Não sabia da doçura da gratuidade de viver com todos os outros. E sempre, esta ovelha não estava satisfeita – Judas não era um homem satisfeito! – fugia. Fugia porque era ladrão, ia para aquele outro lado, ele. Outros são luxuriosos, outros... Mas sempre escapam porque têm aquela escuridão no coração que o separa do rebanho. E aquela vida dupla, aquela vida dupla de tantos cristãos, e também, com dor, podemos dizer, sacerdotes, bispos... E Judas era bispo, era um dos primeiros bispos, eh? A ovelha perdida. Pobre! Pobre este irmão Judas como o chamava padre Mazzolati, naquele sermão tão bonito. ‘Irmão Judas, o que acontece no teu coração?’. Nós devemos entender as ovelhas perdidas. Também nós temos sempre algo, pequeno ou nem tanto, das ovelhas perdidas”.
Aquilo que faz a ovelha perdida – destacou o Papa – não é tanto um erro quanto uma doença que está no coração e da qual o diabo tira proveito. Assim, Judas, com o seu “coração dividido, dissociado”, é “o ícone da ovelha perdida” e que o pastor vai procurar. Mas Judas não entende e “no final quando viu aquilo que a própria vida dupla provocou na comunidade, o mal que semeou, com sua escuridão interior, que o levava a fugir sempre, procurando luzes que não eram a luz do Senhor mas luzes como enfeites de Natal”, “luzes artificiais”, “se desesperou”. O Papa comentou:
“Há uma palavra na Bíblia – o Senhor é bom, também para estas ovelhas, nunca deixa de procurá-las – há uma palavra que diz que Judas se enforcou, enforcou e ‘arrependido’. Eu creio que o Senhor tomará aquela palavra e a levará consigo, eu não sei, talvez, mas aquela palavra nos faz duvidar. Mas essa palavra o que significa? Que até o final o amor de Deus, trabalha naquela alma, até o momento do desespero. E esta é a atitude do Bom Pastor com a ovelha perdida. Este é o anúncio, a boa notícia que nos traz o Natal e nos pede essa sincera alegria que muda o coração, que nos leva a nos deixarmos consolar pelo Senhor, e não as consolações que procuramos para tentar desabafar, para escapar da realidade, escapar da tortura interior, da divisão interior”.
Jesus, quando encontra a ovelha perdida não a insulta, ainda que tenha feito tanto mal. No Jardim das Oliveiras chama Judas “Amigo”. São as carícias de Deus:
“Quem não conhece as carícias do Senhor não conhece a doutrina cristã! Quem não se deixa acariciar pelo Senhor está perdido! É esta a boa notícia, esta é a alegria sincera que nós hoje queremos. Esta é a alegria, esta é a consolação que buscamos: que venha o Senhor com o seu poder, que são as carícias, a encontrar-nos, para nos salvar, como a ovelha perdida e a nos levar para o rebanho de sua Igreja. Que o Senhor nos conceda esta graça, de esperar o Natal com as nossas feridas, com os nossos pecados, sinceramente reconhecidos, para esperar o poder desse Deus que vem nos consolar, que vem com poder, mas o seu poder é a ternura, as carícias que nasceram do seu coração, o seu coração tão bom que deu a vida por nós”. (RB-SP)
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segunda-feira, 5 de dezembro de 2016

Papa Francisco na missa desta segunda-feira:

A transformação de Jesus não é magia, renova o coração

Cidade do Vaticano (RV) – Deixemo-nos transformar por Jesus, deixando que nos liberte dos nossos pecados: foi o que disse o Papa celebrando a Missa na manhã de segunda-feira (05/12), na capela da Casa Santa Marta.
Em sua homilia, o Pontífice comentou a primeira leitura, que fala da renovação: O deserto florescerá, os cegos verão e os surdos ouvirão. Tudo será transformado para melhor, pois era isso que o povo de Israel esperava do Messias.
Missa na Capela Santa Marta
Ao falar do Evangelho do dia, Papa observou que Jesus curava e mostrava “um caminho de mudança para as pessoas e, por isso, elas o seguiam”. Não o seguiam porque estava na moda, mas porque a sua mensagem chegava ao coração. E depois, acrescentou, “o povo via que Jesus curava e o seguia também por isso”:
“Mas o que Jesus fazia não era somente uma mudança da feiura à beleza, do ruim ao bom: Jesus fez uma transformação. Não é um problema de fazer bonito, não é problema de maquiagem, de magia: transformou tudo a partir de dentro! Transformou com uma recriação: Deus tinha criado o mundo; o homem caiu no pecado; chega Jesus para recriar o mundo. E esta é a mensagem; a mensagem do Evangelho, que se vê claramente: antes de curar aquele homem, Jesus perdoa os seus pecados. Vai ali, à recriação, recria aquele homem de pecador a homem justo: o recria como justo. O faz de novo, totalmente novo. E isso escandaliza: isso escandaliza!”
Por isso, afirmou o Papa, os Doutores da Lei “começam a discutir, a murmurar” porque não podiam aceitar a sua autoridade. Jesus, disse, “é capaz de fazer de nós – pecadores – pessoas novas”. É algo – observou – que Madalena intuiu, ela que era saudável, mas tinha uma chaga dentro: era uma pecadora. Intuiu, portanto, que “aquele homem podia curar não o corpo, mas a chaga da alma. Podia recriá-la! E para isso precisa de tanta fé”.
Dizer os pecados “com nome e sobrenome”
O Papa afirmou: “Que o Senhor nos ajude a nos preparar para o Natal com grande fé”, porque precisa de muita fé “para a cura da alma, para a cura existencial, para a recriação que Jesus nos traz”. “Ser transformados – reiterou – é a graça da saúde que Jesus traz”. E precisa vencer a tentação de dizer “eu não consigo”, mas, ao invés, se deixar “transformar”, “recriar” por Jesus. Coragem é a palavra de Deus:
“Todos somos pecadores, mas olhe para a raiz do seu pecado e que o Senhor vá lá no fundo e a recrie; e aquela raiz amarga florescerá, florescerá com as obras de justiça; e você será um novo homem, uma nova mulher. Mas se nós ‘Sim, sim, tenho pecados; vou, me confesso… duas palavrinhas e depois continuo assim…’, não me deixo recriar pelo Senhor. Somente duas pinceladas de verniz e acreditamos que com isso encerro o caso! Não! Os meus pecados, com nome e sobrenome: eu fiz isso, isso, isso e me vergonho dentro do coração! E abro o coração: ‘Senhor, o único que tenho. Recria-me! Recria-me!’ E assim teremos a coragem de ir com fé verdadeira – como pedimos – em direção ao Natal”.
O Papa acrescentou que sempre “tentamos esconder a gravidade dos nossos pecados”. Por exemplo, quando não damos importância à inveja. Esta, ao invés, disse Francisco, “é algo terrível! É como o veneno da serpente” que tenta destruir o outro!”.
Deixemos que o Senhor cancele os nossos pecados
O Papa então encorajou a “ir a fundo nos nossos pecados e depois entregá-los ao Senhor, para que Ele os cancele e nos ajude a ir avante com fé”. E destacou este trecho, contando uma anedota de um Santo, “estudioso da Bíblia”, que tinha um caráter muito forte, com momentos de ira e que pedia perdão ao Senhor, fazendo muitas renúncias e penitências:
“O Santo, falando com o Senhor, dizia: ‘Está feliz, Senhor?’ – ‘Não!’ – ‘Mas dei tudo!’ – ‘Não, falta alguma coisa…’. E este pobre homem fazia outra penitência, outra oração, outra vigília: ‘Dei-lhe isto Senhor. Está bom assim?’ – ‘Não! Falta alguma coisa…’ – ‘Mas o que falta, Senhor?’ – ‘Faltam os seus pecados! Dê-me os seus pecados!’. Isso é o que o Senhor pede a nós hoje: ‘Coragem! Dê-me os seus pecados e eu farei de você um novo homem e uma nova mulher’. Que o Senhor nos dê fé para acreditar nisto”. 
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                                                                                            Fonte: radiovaticana.va    news.va

domingo, 4 de dezembro de 2016

Dezenas de agentes participam do

Último Encontro de Lideranças de 2016

Na tarde deste domingo, realizou-se no Centro Pastoral São José o Encontro de Formação de Lideranças de nossa paróquia. Participaram trinta e três agentes pastorais da comunidades urbanas e rurais.
Partilha das conclusões
A oração inicial foi conduzida pelo seminarista Júlio César. Em seguida, Pe. Sebastião Márcio Maciel propôs que fosse feita a avaliação da caminhada paroquial no corrente ano. Para isso, os participantes foram divididos em seis grupos.
Após a conclusão dessa etapa dos trabalhos, suas conclusões foram ao plenário para conhecimento comum e análise. Nesse momento Pe. Sebastião e Pe. Tales  fizeram colocações e esclarecimentos sobre alguns pontos positivos e negativos apresentados.
No final foram repassados pelo Pe. Sebastião alguns avisos orientadores da vida das comunidades paroquiais. Os dois sacerdotes agradeceram aos agentes pastorais e ao seminarista Júlio César a dedicação e os trabalhos realizados durante o ano que se finda. Em seguida deram a bênção final.
Houve então alguns momentos de alegre confraternização, quando os participantes puderam saborear deliciosos salgadinhos oferecidos pela Paróquia São José.

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Momentos

































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Papa Francisco:
Não à busca de sucesso,
riqueza, poder e prazer a qualquer preço

Cidade do Vaticano (RV) - “A condição para fazer parte do reino é realizar uma mudança na nossa vida, isto é converter-se, dando um passo a cada dia: trata-se de deixar os caminhos, convenientes, mas enganosos, dos ídolos deste mundo: o sucesso a todo custo, o poder à custa dos mais fracos, a sede de riqueza, o prazer a qualquer preço: comportamentos que são do diabo”. Foi o que recordou o Papa Francisco na sua alocução que precedeu neste 2º Domingo do Advento, a Oração mariana do Angelus com os fiéis reunidos na Praça São Pedro. Em uma manhã de céu coberto o Papa disse que o convite é “abrir o caminho ao Senhor que vem. Ele não tira a nossa liberdade, mas nos dá a verdadeira felicidade”.
Missão do cristão
Com o nascimento de Jesus em Belém, é o próprio Deus que veio habitar no meio de nós, para nos libertar do egoísmo, do pecado e da corrupção”. “O Reino de Deus disse Jesus está no meio de vocês! Esta é a mensagem central de toda a missão cristã”, explicou Francisco revelando quanto seja importante esta “boa notícia”.
“Quando um missionário vai, um cristão vai anunciar Jesus, não vai fazer proselitismo, como se fosse um torcedor que busca para o seu time mais torcedores. Não, vai simplesmente a anunciar: o Reino de Deus está no meio de vocês! E assim o missionário prepara o caminho para Jesus que encontra o seu povo”.
Reino de Deus
“Certamente, o reino de Deus se estenderá indefinidamente para além da vida terrena, mas a boa notícia que Jesus nos traz - e que João antecipa - é que o reino de Deus, não devemos esperar por ele no futuro: se aproximou, e de alguma forma, já está presente e podemos experimentá-lo agora o poder espiritual.
“Deus vem estabelecer o seu domínio na nossa história, na nossa vida quotidiana; e lá onde é acolhido com fé e humildade brotam o amor, a alegria e a paz”.
Tempo de Natal
Nos aproximamos do Natal – destacou o Papa – “um dia de grande alegria, também exterior, mas é principalmente um evento religioso, por isso é necessária uma preparação espiritual”.
Francisco abençoa os fiéis
“Neste tempo de Advento, deixemo-nos guiar pela exortação de João Batista: 'Preparai o caminho do Senhor, endireitai as suas veredas'. Nós preparamos o caminho do Senhor e endireitamos as suas veredas, quando examinamos a nossa consciência, quando vemos nossas atitudes, quando com sinceridade e confiança confessamos os nossos pecados no sacramento da Penitência".
Neste Sacramento experimentamos em nossos corações a proximidade do reino de Deus e a sua salvação. A salvação de Deus é obra de um amor maior, maior do que nosso pecado; somente o amor de Deus pode cancelar o pecado e livrar do mal, e somente o amor de Deus pode guiar-nos no caminho do bem.
Que a Virgem Maria  - concluiu Francisco - nos ajude a nos preparamos para o encontro com este Amor-maior que na noite de Natal se fez pequeno pequeno, como uma semente, caída na terra, a semente do Reino de Deus.
Antes de se despedir dos fiéis o Papa dirigiu sua saudação aos romanos e peregrinos presentes na Praça São Pedro. Em especial saudou os fiéis que vieram de Córdoba, Jaén e Valência, na Espanha; de Split e Makarska, na Croácia; das paróquias de Santa Maria da Oração e do Santíssimo Corpo e Sangue de Cristo, de Roma. A todos desejou um bom domingo e um bom caminho de Advento marcando encontro para a próxima quinta-feira, festa de Maria Imaculada, na Praça Espanha. “Nestes dias – concluiu - vamos rezar juntos, pedindo a sua materna intercessão para a conversão dos corações e o dom da paz. E por favor, não se esqueçam de rezar por mim. Bom almoço”. (SP)
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Reflexão para seu domingo

Juntos: Lobo e Cordeiro

O título acima nos faz olhar para o profeta anunciador de dias melhores para o povo (Cf. Isaías 11-1-10). A espera do Salvador estimula a expectativa de harmonia e entendimento entre as pessoas e nações. De fato, o nascimento do Deus-conosco, aceito por todos, causa mudança de vida e convivência entre todos. Aceitar o Filho de Deus na própria vida gera conversão para a alteridade. Uns não vão querer tudo o que é bom para si, deixando os outros na inanição e no sofrimento.
É tempo de conversão
Quando o ser humano deixar de ser lobo para os outros, verá que vale mais a pena viver no entendimento, no esforço para tornar o convívio mais humano, desarmado, compassivo e justo. A vida não é dom divino para massacrar o semelhante. Deus nos deu o planeta para cuidarmos dele e de tudo o que está dentro e sobre ele. Ele quer o bem de todos os seres criados, privilegiando o humano, a quem divinizou como imagem e semelhança sua. A maior felicidade humana está na prática do amor, com a fonte no divino. Por isso, ninguém tem o direito de lesar o semelhante. Ao contrário, o Filho de Deus se tornou filho humano e nos ensinou, na experiência de nossa vida, a darmos de nós, até o sacrifício total, em bem dos outros. Imitando-o, olhamos para o semelhante com misericórdia e amor. Dentro de suas coordenadas, lutamos para a superação dos conflitos, das guerras, das injustiças que privilegiam uns em detrimento de grandes parcelas, lutamos para a superação das causas de mortes e violências.
A espera da celebração do Natal de Jesus, abrimo-nos à ação do amor divino para nos inebriarmos de sua graça para vivermos, como lembra Paulo, em “harmonia e concórdia uns com os outros... tendo como que um só coração e uma só voz” (Romanos 15,5.6). Vale a pena realizarmos a novena do Natal em família para estabelecermos melhor os laços de verdadeiro amor entre seus membros e reforçarmos em todos a vontade de cooperação para uma sociedade de mais compreensão,  harmonia, entendimento e mútua colaboração, especialmente na ação de inclusão social e fraterna dos empobrecidos.
Para preparar o povo para a vinda do Messias, João batizou as pessoas no rio Jordão e as instruía para a conversão de vida, até com a confissão dos próprios erros e pecados (Cf. Mateus 3,1-12). De fato, a raiz de muitos males está no coração humano, que se torna desumano quando é voltado para o próprio egoísmo. Precisamos fomentar e viver a cultura da conversão para realizarmos a cultura da convivência fraterna, justa e solidária. Só assim é possível um mundo novo, o proposto pelo Filho de Deus, para o lobo e o cordeiro viverem juntos, em harmonia e em mútua colaboração! Assim o Natal acontece!
                           Dom José Alberto Moura - Arcebispo Metropolitano de Montes Claros
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                                                            Fonte: cnbbleste2.org.br   Ilustração: catequisar.com.br