quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016

Papa Francisco na missa desta quinta-feira:

A fé é a grande herança da vida

Cidade do Vaticano (RV) - “A herança mais bonita que podemos deixar aos outros é a fé”, disse o Papa Francisco na missa matutina desta quinta-feira (04/02), na Casa Santa Marta.
A primeira leitura do dia fala sobre a morte do Rei Davi. “Toda vida tem um fim. Este é um pensamento que não gostamos muito, mas é a realidade de todos os dias”, sublinhou o pontífice. “Pensar no último passo é uma luz que ilumina a vida, é uma realidade que devemos ter sempre diante de nós”:
Experiência na Audiência Geral
Deus está sempre do nosso lado, jamais nos desilude
“Numa das audiências de quarta-feira estava entre os doentes uma religiosa idosa, mas com um rosto que transmitia paz, um olhar iluminado. Quantos anos a senhora tem irmã? E com um sorriso ela respondeu: 83, mas estou terminando o meu percurso nesta vida para começar outro percurso com o Senhor, pois tenho câncer no pâncreas. Assim, em paz, aquela mulher viveu intensamente a sua vida consagrada. Não tinha medo da morte: Estou terminando o meu percurso de vida para começar outro. É uma passagem. Estas coisas nos fazem bem.”
Davi reinou sobre Israel durante 40 anos, “porém quarenta anos também passam”. Antes de morrer, exorta o filho Salomão a observar a Lei do Senhor. Ele em vida pecou muito, mas aprendeu a pedir perdão e a Igreja o chama de “Santo Rei Davi. Pecador, mas Santo”! Agora, na hora da morte, deixa ao filho “a herança mais bonita e maior que um homem e uma mulher podem deixar aos filhos: deixa a fé”:
O que incluir no testamento
“Quando se faz o testamento, as pessoas dizem: ‘Mas a ele deixo isto, a este deixo aquilo, àquele deixo aquilo outro …’. Sim, tudo bem, mas a mais bela herança, a maior herança que um homem, uma mulher pode deixar aos seus filhos é a fé. E Davi faz memória das promessas de Deus, faz memória da própria fé nessas promessas e as recorda ao filho. Deixar a fé como herança. Quando na cerimônia de Batismo damos aos pais a vela acesa, a luz da fé, estamos dizendo: ‘Mantenha-a, faça-a crescer no seu filho e na sua filha e deixe-a como herança”. Deixar a fé como herança, isso nos ensina Davi, e morre assim, simplesmente como cada homem. Mas sabe bem o que aconselhar ao filho e qual seja a melhor herança que lhe deixa: não o reino, mas a fé!”.
Nos fará bem fazer-nos uma pergunta – concluiu o Papa: “Qual é a herança que eu deixo com a minha vida?”:
“Deixo a herança de um homem, uma mulher de fé? Aos meus deixo esta herança? Peçamos ao Senhor duas coisas: de não ter medo deste último passo, como a irmã da audiência de quarta-feira  - ‘estou concluindo o meu percurso e inicio outro’ – de não ter medo; e a segunda coisa, que todos nós possamos deixar com a nossa vida, como melhor herança, a fé, a fé neste Deus fiel, este Deus que sempre está ao nosso lado, este Deus que é Pai e jamais desilude”. (MJ/BF)
........................................................................................................................
                                                                                      Fonte: radiovaticana.va

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016

Papa aos mexicanos:

Vou como instrumento de paz, para vos servir

Cidade do Vaticano (RV) – Renovação espiritual, luta contra a corrupção e a violência, compromisso com o diálogo e a paz. Temas fortes tratados pelo Papa Francisco na entrevista concedida à Agência mexicana “Notimex”, poucos dias antes de sua viagem apostólica ao México, de 12 a 18 de fevereiro. Os jornalistas coletaram diversas perguntas entre os cidadãos mexicanos para realizar a vídeo-entrevista ao Pontífice, gravada recentemente na Casa Santa Marta. O fio condutor de todas as respostas de Francisco foi a sua devoção filial pela Virgem de Guadalupe.
Vou como instrumento de paz
“No México quero ser um instrumento de paz”. Na entrevista, Francisco precisou que quer ser “instrumento de paz”, junto com todo o povo mexicano. “Sozinho – explica – não poderia, seria uma loucura”. “O México da violência, da corrupção, do tráfico de drogas – observa – não é o México que deseja nossa Mãe” de Guadalupe. Vou ao México “para rezar com vocês para que os problemas de violência e de corrupção” se “resolvam”. Vou – reforça o Papa – “para exortar-vos a lutar a cada dia contra a corrupção, contra o tráfico, contra a guerra, contra a divisão, o crime organizado, contra o tráfico de serem humanos”. E sublinha que “é preciso lutar a cada dia pela paz, não pela guerra”.
A paz é um trabalho cotidiano que nasce do diálogo
A paz – reitera Francisco – “é um trabalho artesanal, um trabalho de todos os dias” que se percebe “na maneira como educo uma criança ou como acaricio uma criança”. Estas são “todas sementes de paz”. A paz – disse ainda – “nasce da ternura, da compreensão”. E ressalta a importância do diálogo, “a palavra chave da paz”: “diálogo entre os dirigentes, com o povo e dentro do povo”. Tanto na família como nos bairros – adverte – é necessário dialogar, “ser abertos em falar uns com os outros, ouvir as razões dos outros, deixar-se corrigir”. Mas é possível dialogar com um delinquente?, pergunta-se o Papa. “Podemos dialogar com quem pode transformar o coração deste delinquente”, responde. Francisco exorta ainda a“não se entrar em tramoias para ganhar dinheiro, o que me torna escravo por toda a vida, em uma guerra interna que me tira a liberdade, pois a paz dá a liberdade”. “Temos a mesma Mãe, falemos um momento com ela”, exorta. Francisco encoraja então a pedir a Virgem de Guadalupe o dom da paz, “a paz de coração, da família, da cidade, de todo o país”.
Confiar os problemas a Virgem de Guadalupe
O Papa fala sobre sua devoção a Nossa Senhora de Guadalupe, cujo Santuário, como recorda, visitou em duas oportunidade: a primeira para um encontro dos jesuítas nos anos 70 e a segunda, vinte anos mais tarde, para uma viagem de João Paulo II. Muitas vezes – confidencia – “quando tenho medo por algum problema”, “repito a mim mesmo as palavras” da Virgem a Juan Diego: “Não tenhas medo, não estou aqui, eu que sou a tua mãe?”. Às vezes – prossegue – “me coloco diante de sua imagem e fico ali olhando para ela”, “sinto que é Mãe, que cuida, que protege, que leva em frente um povo, uma família”, que te acaricia com ternura e faz desaparecer o medo. “Uma das duas vezes que a visitei – conta – queriam me explicar a imagem, mas preferi que não o fizessem, preferi permanecer em silêncio, olhando para ela”. Esta imagem “diz muito, é uma imagem eloquente, a imagem de uma Mãe que acolhe, que cuida, que está envolvida com o seu povo”. Francisco revela depois que, precisamente antes de vir a Roma para o Conclave, estava pensando em mandar construir em Buenos Aires uma igreja dedicada a San Juan Diego, padroeiro dos floristas. E afirma que a Mãe é “a grande flor do México”.
Que a fé esteja sempre a caminho, em saída
O Papa não deixa de falar da “renovação espiritual” que deseja dos mexicanos para esta visita. “Eu – afirma – vou para vos servir, para ser um servidor de vossa fé” porque “é por este motivo que me tornei sacerdote, para servir, porque senti esta vocação para servir a vossa fé, a fé do povo”. Esta fé -  reitera – deve “aparecer e colocar-se na vida de todos os dias, uma fé pública”. E a fé – prossegue – “se faz forte sobretudo nos momentos de crise”. É verdade – constata – que “hoje existe uma crise de fé no mundo, mas ao mesmo tempo temos uma grande bênção e um grande desejo de que a fé saia, que a fé se faça missionária, que a fé não seja engarrafada como em um latinha”. “A nossa fé – reitera – não é uma fé de museu, a Igreja não é um museu, a nossa fé nasce do contato, do diálogo com Jesus”; é uma fé que deve sair pelos caminhos” e “não somente para uma procissão”, deve chegar “nos lugares de trabalho, na escola, na família”, de outra forma “não serve”. A fé – afirma ainda – “deve estar em caminho como Jesus”. O Papa adverte que “não devemos permanecer trancados com o nosso Jesus e não deixá-lo sair, porque Jesus sai conosco, se nós não saímos, tampouco ele sai”. Disto, o convite para “renovar a fé”, torná-la “em saída, em caminho”, sem medo dos conflitos. “A fé – reitera – deve ser a minha inspiração para envolver-me com as pessoas e isto comporta riscos, perigos”.
Vou ao México para ser contagiado por vossa fé
“Eu – afirma Francisco – não vou ao México como um Rei Mago, carregado de coisas para levar”, vou sim “como um peregrino procurando que o povo mexicano me dê alguma coisa”. “Estejam tranquilos – brinca – não vou para passar a cestinha, porém vou buscar a fé que vocês têm, vou para deixar-me contagiar pela riqueza desta fé”. Vocês – disse Francisco – “não são um povo órfão, porque se gloriam de ter uma Mãe e quando um homem ou uma mulher ou um povo não se esquece de sua Mãe, se recebe uma riqueza que não se consegue descrever”. E recorda o dito popular que diz que “também um mexicano ateu é um guadalupano”. A Mãe – conclui – “é a grande riqueza que vou procurar no México”. (JE)
........................................................................................................................
                                                                    Fonte: radiovaticana.va      news.va

Para refletir

Corrupto leva vida dupla
Com a firmeza de pastor vigilante, o Papa Francisco condena a corrupção como um grave pecado contra a lei de Deus e dos homens. Diz o Papa que “o corrupto finge ser cristão, mas não se arrepende. O corrupto lamenta a pouca segurança nas ruas, depois evade impostos enganando o Estado. O corrupto leva vida dupla. Não conhece humildade e não sente a necessidade de ajuda. Corrupção é pecado que se tornou um meio de vida, um sistema. O corrupto esconde aquilo que considera o seu verdadeiro tesouro, aquilo que o torna escravo, mas disfarça o seu vício com a boa educação, arranjando sempre uma forma de salvar as boas aparências”.
A descrição do Papa não poderia ser mais realista. Corrupção torna-se um projeto criminoso para se manter no poder. Se perguntarmos sobre as causas do atraso do País, as respostas apontam para o fato da corrupção. Quem vota enganado, em político corrupto, vota no atraso. Corrupto tem projetos estruturantes. Seu único interesse é se locupletar com o erário. Corrupto não possui outro projeto que o superfaturamento de obras improvisadas e de políticas de compensação. Em vez de garantir os recursos a serem investidos prioritariamente em políticas estruturantes, os corruptos jogam migalhas do que evadem do dinheiro público para programas sociais compensatórios, que não promovem a inclusão social. Apenas contentam um povo apenado, acostumado a depender das suas falácias e aparências.
Corruptos sabem como fazer funcionar esquemas de aparelhamentos, valendo o conhecido jargão: “aos amigos tudo, aos inimigos a lei”. Políticos competentes, honestos, apresentam projetos e planejamentos estratégicos, com base nas principais demandas da população. Corruptos não apresentam nada, além de se manter no cargo, pensando nas próximas eleições. Para além da indignação, o Ministério Público Federal, apoiado pela OAB, entidades da sociedade civil, Igrejas, etc., promove uma coleta de assinaturas propondo um projeto de lei de iniciativa popular, concretizado em “10 medidas contra a corrupção”. Saiba mais em www.10medidas.mpf.mp.br.
Os programas sociais deveriam direcionar-se à inclusão das camadas empobrecidas da população. Somente através da profissionalização os empobrecidos libertar-se-ão do atraso, da dependência e das formas mais humilhantes que os obrigam a viver de favores, enquanto deveriam ter direito pleno à educação e saúde pública, bem como aos direitos fundamentais, embora garantidos na Constituição, mas descumpridos por falta de infraestrutura para vigorar.
                                                   Dom Aldo Pagotto - Arcebispo da Paraíba
........................................................................................................................
                                                                                            Fonte: cnbb.org.br
Papa Francisco:
"A verdadeira justiça é o perdão"

Cidade do Vaticano (RV) – Na audiência geral desta quarta-feira (03/02) o Papa prosseguiu o ciclo de catequeses que vem realizando sobre o tema da misericórdia e aprofundou a sua relação com a justiça. Como conciliar as duas coisas? questionou aos mais de 15 mil fiéis e turistas presentes na Praça São Pedro.
Justiça no tribunal corrige, mas não vence o mal
O primeiro modo de se obter justiça é dirigir-se a um juiz para que o culpado por um certo erro seja punido. Esta é a justiça ‘retributiva’, que impõe uma pena ao culpado. Hoje, as vítimas de injustiça se dirigem aos tribunais. No Evangelho, Lucas narra a parábola da viúva que ia sempre ao juiz pedir ‘justiça’ contra seu adversário. 
O coração de Deus abre-se aos horizontes infinitos da misericórdia
“Mas este caminho, disse Francisco, não conduz à verdadeira justiça porque na realidade não vence o mal, mas simplesmente contém o seu avanço. Responder ao mal com o bem é o único modo de vencê-lo”.
O Papa, no entanto, apontou uma outra estrada: a sugerida na Bíblia. Neste caso, a vítima não vai ao tribunal, mas se dirige diretamente ao culpado e o convida a converter-se. Ajuda-o a entender que está fazendo mal. Assim, este reconhece o próprio erro e se abre ao perdão que a vítima lhe oferece. É o modo melhor para resolver contrastes nas famílias, no relacionamento entre pais e filhos e entre esposos, quando o ofendido ama o culpado e deseja salvar a relação que os une, e não rompê-la. 
O caminho do perdão é fadigoso
Francisco admitiu que este caminho é difícil, pois requer que quem sofreu esteja pronto a perdoar e deseje a salvação e o bem de quem o ofendeu. “Só assim a justiça pode triunfar, pois quando o culpado reconhece o mal que fez e para de fazê-lo, deixa de ser injusto e se torna justo e, perdoado, reencontra o caminho do bem”. 
É assim que Deus age conosco, pecadores, oferecendo continuamente seu perdão, porque ele quer a nossa salvação. O coração de Deus é um coração de Pai que ama e quer que seus filhos vivam no bem e na justiça, felizes e em plenitude. É um coração que vai além do nosso pequeno conceito de justiça, abrindo-nos aos horizontes infinitos da sua misericórdia. 
“É um coração de Pai que nós queremos encontrar quando vamos ao Confessionário. Nós queremos encontrar um Pai que nos ajude a mudar de vida, que nos dê a força de ir avante, que nos perdoe em nome de Deus. Por isso, ser confessor é uma grande responsabilidade, enorme. O filho ou a filha de Deus que vai até um padre está procurando um Pai, e você, que está ali no Confessionário, está no lugar do Pai que fez justiça com a sua misericórdia”.
Espetáculo de artistas circenses
No final do encontro, o um grupo de artistas do ‘American Circus’ fez uma breve exibição musical, muito apreciada pelo Pontífice. Francisco elogiou os circenses por sua constância no treinamento, que deve servir de exemplo para todos.
“Vocês fazem beleza e ela sempre nos aproxima de Deus. Agradeço vocês por isso, mas há outra coisa que gostaria de destacar: isto não se improvisa; por detrás deste espetáculo de beleza há horas e horas de treinamento, fadigoso. Mas o Apóstolo Paulo nos diz que para se chegar a um fim é preciso treinar, para vencer é preciso treinar e isto é um exemplo para todos nós, porque a sedução da vida fácil, sem esforço, é uma tentação; e vocês, com o que fizeram hoje, nos lembram que a vida sem esforço é uma vida medíocre. Agradeço por seu exemplo”. (CM)
........................................................................................................................
                                                                    Fonte: radiovaticana.va      news.va

terça-feira, 2 de fevereiro de 2016

Papa Francisco celebra o Jubileu da vida consagrada

Cidade do Vaticano (RV) - O Papa Francisco é uma bênção para todos os religiosos: é o que afirma o presidente da União dos Superiores Gerais (Uisg), Pe. Mauro Jöhri, ao avaliar a experiência global vivida pelas Ordens, Congregações e Institutos religiosos durante o Ano da Vida Consagrada, que se conclui esta terça-feira (02/02).
O encerramento tem lugar com a celebração da santa missa com os religiosos, na tarde desta terça-feira, às 17h30 locais, na Basílica de São Pedro, celebração esta que coincide com o Jubileu da Vida Consagrada.
Entre os religiosos e religiosas presentes encontram-se 400 monjas provenientes do mundo inteiro, as quais participaram de uma corrente de oração ao longo do Ano jubilar da Vida Consagrada. A propósito, a Rádio Vaticano ouviu o presidente da União dos Superiores Gerais, Pe. Jöhri.
Francisco saúda religiosas
Pe. Mauro Jöhri: “O Ano dedicado à vida consagrada foi um ano que permitiu às dioceses, à Igreja, dar-se conta, alegrar-se com o fato de que a vida consagrada existe. A minha esperança é de que, de certo modo, em todos os lugares tenha havido esta tomada de consciência, sobretudo no que diz respeito àquilo que somos como religiosos: penso que aquilo que se tem a peito seja a consagração, uma vida dedicada a Deus vivida na simplicidade, na pobreza e na obediência, e que quer ser uma vida dedicada a quem mais necessita. A vida consagrada pode alegar-se grandemente com o Papa Francisco, com a sua presença e por aquilo que ele nos disse até agora. O impulso, por exemplo, a ir às periferias, a estar próximo dos pobres, a ser portadores de alegria, o fato de viver o nosso tempo com paixão, de enfrentar o futuro com muita esperança... Este Papa está dando à vida consagrada uma riqueza de propostas que agora cabe a nós colocar em prática.”
RV: O senhor esteve recentemente, junto com o prepósito geral dos Jesuítas, Pe. Adolfo Nicolás, em audiência privada com o Papa. De que se falou na ocasião?
Pe. Mauro Jöhri: “Pe. Nicolás queria, sobretudo, apresentar-me ao Papa neste novo papel de presidente da União (Uisg). Falamos de muitas coisas: por exemplo, a questão do acesso a todos os encargos dentro das nossas Ordens por parte de todos os membros da Ordem, portanto, sacerdotes e leigos. Existem muitas Ordens religiosas que estão preocupadas com uma “clericalização”  da vida consagrada. O Papa mesmo me dizia: “Primeiro consagrados, depois sacerdotes”. Queremos pedir que a Igreja conceda que, em nome da vida consagrada, todo consagrado possa exercer também o encargo de ministro provincial ou geral. O Papa encorajou-nos a seguir adiante e a preparar a documentação necessária porque para se chegar a isso é preciso mudar o Direito canônico.”
RV: Já são praticamente três anos do Papa Francisco: o que são estes três anos?
Pe. Mauro Jöhri: “Três anos do Papa Francisco são uma bênção, como o foi o Papa Bento XVI. Claramente, o Papa Francisco trouxe uma lufada, um ar novo, diria, sobretudo pelo estilo com o qual está realizando o seu ministério e pela coragem com a qual anunciou e está enfrentando uma reforma da estrutura vaticana. O que mais me impressiona é essa sua liberdade. Atribuo isso também ao fato de ele como provincial dos Jesuítas na Argentina, durante o período da ditadura, ter colocado em risco a própria vida para salvar vidas. Muitas pessoas devem a vida a ele, por ter conseguido fazê-las partir, não olhava se a pessoa era cristã ou não para encontrar soluções para pessoas que estavam ameaçadas. Percebo isso e nesse sentido sou muito grato por sua presença e por aquilo que está fazendo. Esperamos que o Senhor lhe conceda muita saúde e muitos anos ainda para poder levar adiante aquilo que tem a peito.” (RL)
..............................................................................................................................................................
Homilia do Papa no encerramento do
Ano da Vida Consagrada
Publicamos, a seguir, a íntegra da homilia que o Papa Francisco pronunciou na Missa celebrada na Basílica Vaticana por ocasião da Festa da Apresentação do Senhor, no dia 2 de fevereiro, que encerrou o Ano da Vida Consagrada.
Hoje, diante do nosso olhar, há um fato simples, humilde e grande: Jesus é levado por Maria e José ao templo de Jerusalém. É um menino como muitos, como todos, mas é único: é o Unigênito vindo para todos. Este Menino nos trouxe a misericórdia e a ternura de Deus: Jesus é a face da Misericórdia do Pai. Este é o ícone que o Evangelho nos oferece no final do Ano da Vida Consagrada, um ano vivido com tanto entusiasmo. Este, como um rio, agora conflui no mar da misericórdia, neste imenso mistério de amor que estamos vivendo com o Jubileu extraordinário.
A festa de hoje, sobretudo no Oriente, é chamada festa do encontro. Com efeito, no Evangelho que foi proclamado, vemos vários encontros (cfr Lc 2,22-40). No templo, Jesus vem a nosso encontro e nós vamos a seu encontro. Contemplamos o encontro com o velho Simeão, que representa a espera fiel de Israel e a exultação do coração para a realização das antigas promessas. Admiramos também o encontro com idosa profetisa Ana, que, ao ver o Menino, exulta de alegria e louva a Deus. Simeão e Ana são a espera e a profecia, Jesus é a novidade e a realização: Ele se apresenta a nós como a perene surpresa de Deus; neste Menino nascido para todos se encontram o passado, feito de memória e de promessa, e o futuro, repleto de esperança.
Peçamos a Deus
o desejo do encontro, a custódia da admiração e a alegria da gratidão
Podemos ver nisso o início da vida consagrada. Os consagrados e as consagradas são chamados, antes de tudo, a serem homens e mulheres do encontro. A vocação, de fato, não se inspira num nosso projeto pensado de “maneira estratégica”, mas numa graça do Senhor que nos alcança, através de um encontro que transforma a vida. Quem realmente encontra Jesus não pode permanecer como antes. Ele é a novidade que faz novas todas as coisas. Quem vive este encontro se torna testemunha e torna possível o encontro para os outros; e se faz também promotor da cultura do encontro, evitando a autorreferencialidade que nos faz permanecer fechados em nós mesmos.
O trecho da Carta aos Hebreus, que ouvimos, nos recorda que o próprio Jesus, para vir ao nosso encontro, não hesitou em  compartilhar a nossa condição humana: «Visto que os filhos têm em comum a carne e o sangue, também Jesus participou da mesma condição» (v. 14). Jesus não nos salvou “de fora”, não permaneceu fora do nosso drama, mas quis compartilhar a nossa vida. Os consagrados e as consagradas são chamados a serem sinal concreto e profético desta proximidade de Deus, desta compartilha com a condição de fragilidade, de pecado e de feridas do homem do nosso tempo. Todas as formas de vida consagrada, cada uma segundo as suas características, são chamadas a estarem em estado permanente de missão, compartilhando «as alegrias e as esperanças, as tristezas e as angústias dos homens de hoje, dos pobres, sobretudo, e de todos os que sofrem» (Gaudium et spes, 1).
O Evangelho nos diz que  «O pai e a mãe de Jesus estavam admirados com o que diziam a respeito dele» (v. 33). José e Maria custodiam a admiração por este encontro repleto de luz e de esperança para todos os povos. E também nós, como cristãos e como pessoas consagradas, somos custódios da admiração. Uma admiração que pede para nos renovarmos sempre; ai da rotina na vida espiritual; ai da cristalização dos nossos carismas numa doutrina abstrata: os carismas dos fundadores – como disse outras vezes – não devem ser sigilados numa garrafa, não são peças de museu. Os nossos fundadores foram movidos pelo Espírito e não tiveram medo de sujar as mãos com a vida cotidiana, com os problemas das pessoas, percorrendo com coragem as periferias geográficas e existenciais. Não se detiveram diante dos obstáculos e das incompreensões dos outros, porque mantiveram no coração a admiração pelo encontro com Cristo. Não domesticaram a graça do Evangelho; tiveram sempre no coração uma inquietação saudável pelo Senhor, um desejo ardente de levá-lo aos outros, como fizeram  Maria e José no templo. Também nós somos chamados hoje a realizar escolhas proféticas e corajosas.
Por fim, com a festa de hoje aprendemos a viver a gratidão pelo encontro com Jesus e pelo dom da vocação à vida consagrada. Agradecer, ação de graças: Eucaristia. Como é belo quando encontramos o rosto feliz de pessoas consagradas, talvez já com idade avançada como Simeão ou Ana, contentes e cheios de gratidão pela própria vocação. Esta é uma palavra que pode sintetizar tudo aquilo que vivemos neste Ano da Vida Consagrada: gratidão pelo dom do Espírito Santo, que sempre anima a Igreja através dos diversos carismas.
O Evangelho se conclui com esta expressão: «O menino crescia, tornava-se robusto, enchia-se de sabedoria; e a graça de Deus estava com ele» (v. 40). Possa o Senhor Jesus, pela materna intercessão de Maria, crescer em nós, e aumentar em cada um o desejo do encontro, a custódia da admiração e a alegria da gratidão. Então outros se sentirão atraídos pela sua luz, e poderão encontrar a misericórdia do Pai. 
--    (Tradução livre do Programa Brasileiro)
..............................................................................................................................................................
Papa a religiosos:
Somos chamados a fazer escolhas proféticas e corajosas
“Os consagrados e as consagradas são chamados a serem sinal concreto e profético da proximidade de Deus”: foi o que disse o Papa Francisco na santa missa por ele presidida na Basílica de São Pedro, na tarde desta terça-feira, 2 de fevereiro, festa da Apresentação do Senhor e XX Dia Mundial da Vida Consagrada.
Coincidindo com o Dia da Vida Consagrada, a celebração, com a participação de religiosos e religiosas, concluiu o Ano a eles dedicado. O Ano da Vida Consagrada teve início em 30 de novembro de 2014.
“Todas as formas de vida consagrada, cada uma segundo as suas características, são chamadas a estarem em estado permanente de missão, compartilhando «as alegrias e as esperanças, as tristezas e as angústias dos homens de hoje, dos pobres, sobretudo, e de todos os que sofrem»”, disse o Santo Padre na homilia da celebração.
Religiosas cumprimentam o Papa
Francisco havia iniciado sua reflexão evocando o episódio da apresentação do Senhor. Este Menino nos trouxe a misericórdia e a ternura de Deus:
“Jesus é a face da Misericórdia do Pai. Este é o ícone que o Evangelho nos oferece no final do Ano da Vida Consagrada, um ano vivido com tanto entusiasmo. Este, como um rio, agora conflui no mar da misericórdia, neste imenso mistério de amor que estamos vivendo com o Jubileu extraordinário.”
O Pontífice lembrou que esta festa, sobretudo no Oriente, é chamada festa do encontro. Em seguida, atendo-se à página do Evangelho pouco antes proclamado, evocou vários encontros nela contida, citando os do velho Simeão e de Ana, que representam a espera e a profecia. “Jesus é a novidade e a realização: Ele se apresenta a nós como a perene surpresa de Deus; neste Menino nascido para todos se encontram o passado, feito de memória e de promessa, e o futuro, repleto de esperança”, acrescentou o Papa.
Dirigindo-se propriamente aos religiosos e religiosas, Francisco disse que podemos ver nisso o início da vida consagrada:
“Os consagrados e as consagradas são chamados, antes de tudo, a serem homens e mulheres do encontro. A vocação, de fato, não se inspira num nosso projeto pensado de “maneira estratégica”, mas numa graça do Senhor que nos alcança, através de um encontro que transforma a vida. Quem realmente encontra Jesus não pode permanecer como antes. Ele é a novidade que faz novas todas as coisas.”
O Papa lembrou que Jesus não nos salvou “de fora”, não permaneceu fora do nosso drama, mas quis compartilhar a nossa vida.
“Os consagrados e as consagradas são chamados a serem sinal concreto e profético desta proximidade de Deus, desta partilha com a condição de fragilidade, de pecado e de feridas do homem do nosso tempo.”
Após ter advertido os religiosos para o perigo da rotina na vida espiritual, chamou a atenção também para o risco da cristalização dos carismas numa doutrina abstrata. E referindo-se propriamente aos fundadores das Ordens, Congregações religiosas e Institutos de vida consagrada, o Papa ressaltou:
“Os nossos fundadores foram movidos pelo Espírito e não tiveram medo de sujar as mãos com a vida cotidiana, com os problemas das pessoas, percorrendo com coragem as periferias geográficas e existenciais. Não se detiveram diante dos obstáculos e das incompreensões dos outros, porque mantiveram no coração a admiração pelo encontro com Cristo. Não domesticaram a graça do Evangelho; tiveram sempre no coração uma inquietação saudável pelo Senhor, um desejo ardente de levá-lo aos outros, como fizeram  Maria e José no templo. Também nós somos chamados hoje a realizar escolhas proféticas e corajosas.”
Ao término da celebração o Santo Padre saiu da Basílica Vaticana e foi até o patamar para saudar os religiosos e religiosas que, numerosos, acompanharam a celebração dos telões permanentes presentes na Praça São Pedro, aos quais agradeceu pela participação.
“Obrigado por concluírem juntos este Ano da Vida Consagrada. Sigam adiante! Cada um de nós tem um lugar, um trabalho na Igreja. Por favor, não se esqueçam da primeira vocação, do primeiro chamado. Recordem! E com aquele amor com o qual foram chamados, hoje o Senhor continua chamando vocês.”
“O cerne da vida consagrada é a oração: rezar”, recordou Francisco. E assim envelhecer, mas envelhecer como o vinho bom! “Que os outros que vierem depois de nós possam receber a herança que deixaremos para eles”, concluiu o Santo Padre. (RL)
........................................................................................................................
                                                                    Fonte: radiovaticana.va      news.va

Festa da Apresentação do Senhor

Brilhe a vossa luz
A festa bonita da Apresentação do Senhor, celebrada no dia 2 de fevereiro, tem múltiplos significados. Maria e José, cumprindo a Lei de Moisés e levando ao templo o menino Jesus, para apresentá-lo a Deus, revelam a profunda religiosidade que os animava, como acontecia com as demais famílias tementes a Deus.
O filho era motivo de alegria, visto como sinal da bênção de Deus para o casal; mais ainda, quando se tratava do primogênito, cuja especial pertença a Deus era reconhecida com a apresentação ao Sacerdote, ministro de Deus. Mas também porque este filho significava o elo de continuidade da Aliança de Deus e da esperança do povo na realização das promessas de Deus.
Maria e José apresentam Jesus no templo
Quando adulto, por sua vez, ele teria a missão de zelar para que a fidelidade ao Deus da Aliança não se extinguisse no meio dos irmãos. A vida da família era centrada na fé e na confiança no Deus da Aliança e da Promessa. Quanta coisa bonita, sempre válida para as famílias de nossos dias também! A iniciação à vivência da fé começa na infância e envolve a vida inteira. A fé é pessoal, mas não “privada”, mas envolve a vida comunitária e as relações sociais.
Com o menino Jesus, apresentado no templo, algo novo aconteceu: Simeão, o velho sacerdote, reconhece que este mesmo menino é o fruto das promessas de Deus e a realização das esperanças do povo fiel: “Meus olhos viram a tua salvação, que preparaste diante de todos os povos, luz para iluminar as nações e glória do teu povo Israel!” (Lc 2,31-32). Da mesma forma, a profetisa Ana, velhinha piedosa, louva a Deus e fala a todos do menino Jesus, em quem reconhece a resposta do Deus fiel às suas promessas (cf. Lc 2,36-38).
A cena simples e familiar é, ao mesmo tempo, solene e carregada de sentido teológico: o menino levado ao templo era, de fato, o “senhor do templo”, casa de “seu Pai” (cf. Lc 2,49); apresentado ao sacerdote, era ele o “pastor e guia do seu povo”, que vinha ao encontro de seu rebanho; tomado entre os braços por Simeão, emocionado, era esse menino o verdadeiro Sacerdote da Nova Aliança; introduzido no suntuoso templo de Jerusalém, ele era o verdadeiro templo vivo de Deus no meio dos homens e o Pontífice, por meio do qual todos podem ter acesso direto a Deus Pai. Cumprindo a Lei de Moisés, ele iniciava o novo e definitivo culto a Deus, feito em espírito e verdade, na comunhão e obediência a Deus… E Maria, sendo abençoada pelo sacerdote, introduzia no mundo a verdadeira Bênção!
Na tradição religiosa popular, a festa da Apresentação do Senhor ficou muito relacionada com o simbolismo da luz: “Luz para iluminar as nações”, anuncia o velho Simeão. Na sua pregação pública, Jesus convida a segui-lo, é ele a luz do mundo: “Quem me segue, não anda nas trevas, mas terá a luz da vida” (cf. Jo 8,12); e quem está em comunhão com ele, também reflete essa mesma luz: “Vós sois a luz do mundo; brilhe a vossa luz diante dos homens…” (cf. Mt 5,14-16).
O Evangelho do reino de Deus, que tem Jesus Cristo no seu centro, é a verdadeira luz, concedida por Deus a todos os que procuram e têm fé nele (cf. Jo 1,8). Todo cristão, discípulo de Jesus Cristo pelo batismo, também é “discípulo da luz” e chamado a ser “luz do mundo” e testemunha do reino de Deus. A luz não deve ser escondida, mas colocada no alto, para que brilhe a todos os que entram na casa (cf. Mt 5,15-16).
De um modo todo especial, os consagrados na Vida Religiosa têm a missão de irradiar a luz de Cristo na Igreja e no mundo; vivendo o carisma do Evangelho que lhes é próprio, eles são chamados a mostrar a vocação alta de todos à vida e à salvação, oferecidas por Deus em Jesus Cristo. O reino de Deus é o valor maior desta vida e deve orientar, como grande luz, tudo o que decidimos e fazemos.
O Papa Francisco chamou a inteira comunidade eclesial a viver o Ano da Vida Religiosa Consagrada, como ocasião propícia para redescobrir o significado e a importância da consagração religiosa para a vida e a missão da Igreja.
                                            Cardeal Odilo Pedro Scherer Arcebispo de São Paulo
(Artigo publicado no Jornal O São Paulo – Edição 3037 – 4 a 10 de fevereiro de 2015)
.....................................................................................................................................
                                                                                             Fonte: santaangela.com.br

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016

Papa Francisco na missa desta segunda-feira:

"A única estrada para a humildade é a humilhação"
Cidade do Vaticano (RV) - “A humildade é o caminho da santidade.” Foi o que disse o Papa na missa matutina desta segunda-feira (1º/02), na Casa Santa Marta.
Na homilia, Francisco se deteve sobre a pessoa de Davi, “pecador santo”. O Rei Davi “está a um passo de entrar na corrupção”, mas o profeta Natã, enviado de Deus, lhe faz entender o mal que havia feito. Davi é pecador, mas não corrupto, porque, disse o Papa, “um corrupto não se dá conta de que é corrupto”:
“É necessária uma graça especial para mudar o coração de um corrupto. Davi, que tinha o coração nobre, reconhece a sua culpa. E o que Natã diz? “O Senhor perdoa o seu pecado, mas a corrupção que você semeou crescerá. Você matou um inocente para encobrir um adultério. A espada nunca se distanciará de sua casa. Deus perdoa o pecado, Davi se converte, mas as feridas de uma corrupção dificilmente se curam. Vemos isso em muitas partes do mundo.”
Salvação
Davi tem de enfrentar o filho Absalão, corrupto, que faz guerra contra ele. Mas o rei reúne o seus e decide deixar a cidade e permite à Arca de voltar, não usa Deus para se defender. Ele vai embora “para salvar o seu povo”. “Este é o caminho de santidade que Davi, depois daquele momento em que entrou na corrupção, começa a percorrer”, disse o Papa.
"Peçamos ao Senhor a graça da humildade"
Davi, chorando e com a cabeça coberta, deixa a cidade e tem quem o segue para insultá-lo. Um deles é Simei que o chama de sanguinário, o amaldiçoa. “Davi aceita isto porque,” afirma o Pontífice, “se amaldiçoa, foi porque o Senhor” lhe disse:
“E, então, Davi disse aos seus servos: ‘Eis que o filho saído das minhas vísceras atenta contra a minha vida’. Absalão. ‘E então, este da tribo de Benjamin, deixem-no maldizer, pois o ordenou o Senhor’. Davi sabe reconhecer os sinais: é o momento da sua humilhação, é o momento no qual ele está pagando sua culpa. ‘Talvez o Senhor verá a minha aflição e me fará bem no lugar da maldição de hoje’, e se entrega nas mãos do Senhor. Este é o percurso de Davi, do momento da corrupção a esta entrega às mãos do Senhor. E esta é santidade. Esta é humildade”.
“Eu – retoma Francisco – penso que cada um de nós, se alguém nos diz algo, uma coisa feia”, “de imediato procuramos dizer que não é verdade”. Ou fazemos como Simei: “Damos uma resposta ainda pior”.
Cristãos tenham a graça da humildade
“A humildade – destaca – pode chegar somente a um coração por meio das humilhações. Não há humildade sem humilhação, e se tu não fores capaz de ter algumas humilhações na tua vida, não serás humilde”. É simples, é “matemático”, reforça o Papa:
“A única estrada para a humildade é a humilhação. O fim de Davi, que é a santidade, chega por meio da humilhação. O fim da santidade que Deus dá a seus filhos, presenteia à Igreja, vem por meio da humilhação de seu Filho, que se deixa insultar, que se deixa levar à Cruz – injustamente... E este Filho de Deus que se humilha, é a estrada da santidade. E Davi, com o seu comportamento, profetiza esta humilhação de Jesus. Peçamos ao Senhor a graça, para cada um de nós, e para toda a Igreja, a graça da humildade, mas também a graça de entender que não é possível ser humilde sem humilhação”. (MJ/RB)
........................................................................................................................
                                                                                      Fonte: radiovaticana.va