sexta-feira, 31 de maio de 2024

Papa Francisco em mensagem:

união entre escola e família
é essencial para uma educação integral

Francisco, por meio de uma mensagem enviada aos participantes do Congresso da APEL, a maior associação francesa de pais, destacou a importância da aliança entre escolas e famílias na educação dos filhos em vista de um futuro melhor. No texto, o Papa aborda os desafios atuais, incluindo a inteligência artificial, e enfatiza a necessidade de um acompanhamento atento e humanizado.

O Papa Francisco enviou nesta sexta-feira, 31 de maio, uma mensagem aos participantes do Congresso da APEL (Associação de pais de alunos do ensino livre), reunidos até o dia 2 de junho, em Valence, França, para trabalhar, refletir e trocar opiniões sobre sua missão a serviço da comunidade educacional.

Com mais de 1 milhão de membros, a APEL é a maior associação francesa de pais e a única reconhecida no Estatuto da Educação Católica. A primeira APEL foi fundada em Marselha em 1930 por pais que queriam se envolver na vida escolar de seus filhos. Por este motivo, todos os dias, milhares de voluntários estão ativamente envolvidos nos projetos educacionais das escolas, comprometidos com o futuro de 2 milhões de crianças cujos pais escolheram livremente uma escola e seu projeto educacional.

Aliança entre escola e família  

Na introdução do texto, o Papa afirma unir-se às reflexões do Congresso, pois os jovens e as famílias, ou seja, o presente e o futuro de nossas sociedades, estão no centro de sua atenção, e completa:

"Caros pais, vocês são de fato os protagonistas e os primeiros arquitetos da educação de seus filhos, mas essa tarefa requer a ajuda de toda a sociedade, a começar pela escola. Uma forte aliança entre escolas e famílias permite a transmissão de conhecimento e, ao mesmo tempo, a transmissão de valores humanos e espirituais. Essa aliança educacional é, portanto, uma oportunidade de promover a educação integral do homem, a fim de garantir a construção de um mundo mais humano e assegurar sua dimensão espiritual. Em essência, trata-se de fazer com que os jovens descubram o plano de Deus para cada um deles."

Os frutos da educação em vista de um futuro melhor

Segundo Francisco, "a comunidade escolar é um verdadeiro microcosmo aberto para o futuro", que inclui aqueles que estão diretamente envolvidos no processo educacional, desde a gerência e a equipe administrativa até os professores e os pais. "Isso dá vida a uma comunidade que, com uma diversidade de papéis, mas com uma convergência de objetivos, tem as características de uma comunidade cristã e humana cimentada pela caridade", continua o Pontífice, encorajando os pais a não se esquecerem da função pedagógica do tempo e a enfrentarem com coragem os desafios atuais:

"Vocês sabem, por experiência própria, que a educação não termina com o fim da escola: seus efeitos se manifestam ao longo da vida, permitindo que cada pessoa abrace as alegrias e as provações que a pontuam. Assim como na parábola do grão de mostarda (cf. Mc 4:26-29), o trabalho dos pais e professores, difícil por ser delicado, se desenvolve ao longo das estações e tem a intenção de dar frutos inesperados no futuro."

Discernimento e apoio da Igreja perante os desafios atuais

Na conclusão da mensagem, o Santo Padre recorda "o desafio imposto pela inteligência artificial" e como isso muda profundamente, além dos métodos de aprendizagem, a maneira como pensamos, e sublinha:

"Para enfrentar esse desafio, que diz respeito não apenas à ética, mas também à formação da inteligência e do discernimento de seus filhos, de toda a juventude, asseguro-lhes que a Igreja está ao seu lado. Há aqui todo um trabalho de discernimento que eu os convido a fazer com toda a comunidade educativa e com a ajuda da Igreja, porque esse tipo de desafio não pode ser enfrentado sozinho!"

Por fim, o Papa expressa seu desejo de que estes dias de reflexão dedicados à “Educação para a Vida” levem os participantes da APEL a fazer da comunidade-escola uma verdadeira oficina de vida, "capacitando seus filhos a enfrentar um mundo difícil, mas iluminado pela esperança fundada nas promessas de Cristo que não decepciona".

Thulio Fonseca - Vatican News

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9º Domingo do Tempo Comum:

Leituras e Reflexão

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1ª Leitura: Dt 5,12-15

Leitura do Livro do Deuteronômio 

“Guarda o dia de sábado, para o santificares, como o Senhor teu Deus te mandou.

Trabalharás seis dias e neles farás todas as tuas obras.

O sétimo dia é o do sábado, o dia do descanso dedicado ao Senhor teu Deus. Não farás trabalho algum, nem tu, nem teu filho, nem tua filha, nem teu escravo, nem tua escrava, nem teu boi, nem teu jumento, nem algum de teus animais, nem o estrangeiro que vive em tuas cidades, para que assim teu escravo e tua escrava repousem da mesma forma que tu.

Lembra-te de que foste escravo no Egito e que de lá o Senhor teu Deus te fez sair com mão forte e braço estendido. É por isso que o Senhor teu Deus te mandou guardar o sábado”.

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Responsório: Sl 80

- Exultai no Senhor, a nossa força!

- Exultai no Senhor, a nossa força!

- Cantai salmos, tocai tamborim, harpa e lira suaves tocai! Na lua nova soai a trombeta, na lua cheia, na festa solene!

- Porque isso é costume em Jacó, um preceito do Deus de Israel; uma lei que foi dada a José, quando o povo saiu do Egito.

- Eis que ouço uma voz que não conheço: “Aliviei as tuas costas de seu fardo, cestos pesados eu tirei de tuas mãos. Na angústia a mim clamaste, e te salvei.

- Em teu meio não exista um deus estranho nem adores a um deus desconhecido! Porque eu sou o teu Deus e teu Senhor, que da terra do Egito te arranquei”.

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2ª Leitura: 2Cor 4,6-11
Leitura da Segunda Carta de São Paulo aos Coríntios

Deus, que disse: “Do meio das trevas brilhe a luz”, é o mesmo que fez brilhar a sua luz em nossos corações, para tornar claro o conhecimento da sua glória na face de Cristo.

Ora, trazemos esse tesouro em vasos de barro, para que todos reconheçam que este poder extraordinário vem de Deus e não de nós.

Somos afligidos de todos os lados, mas não vencidos pela angústia; postos entre os maiores apuros, mas sem perder a esperança; perseguidos, mas não desamparados; derrubados, mas não aniquilados; por toda parte e sempre levamos em nós mesmos os sofrimentos mortais de Jesus, para que também a vida de Jesus seja manifestada em nossos corpos.

De fato, nós, os vivos, somos continuamente entregues à morte, por causa de Jesus, para que também a vida de Jesus seja manifestada em nossa natureza mortal.

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Evangelho: Mc 2,23-3,6

Proclamação do Evangelho de São  Marcos

Jesus estava passando por uns campos de trigo, em dia de sábado. Seus discípulos começaram a arrancar espigas, enquanto caminhavam.

Então os fariseus disseram a Jesus: “Olha! Por que eles fazem em dia de sábado o que não é permitido.

Jesus lhes disse: “Por acaso, nunca lestes o que Davi e seus companheiros fizeram quando passaram necessidade e tiveram fome?

Como ele entrou na casa de Deus, no tempo em que Abiatar era sumo sacerdote, comeu os pães oferecidos a Deus, e os deu também aos seus companheiros? No entanto, só aos sacerdotes é permitido comer esses pães”.

E acrescentou: “O sábado foi feito para o homem, e não o homem para o sábado. Portanto, o Filho do Homem é Senhor também do sábado”.

Jesus entrou de novo na sinagoga. Havia ali um homem com a mão seca. Alguns o observavam para ver se haveria de curar em dia de sábado, para poderem acusá-lo. Jesus disse ao homem da mão seca: “Levanta-te e fica aqui no meio!” E perguntou-lhes: “É permitido no sábado fazer o bem ou fazer o mal? Salvar uma vida ou deixá-la morrer?” Mas eles nada disseram. Jesus, então, olhou ao seu redor, cheio de ira e tristeza, porque eram duros de coração; e disse ao homem: “Estende a mão”. Ele a estendeu e a mão ficou curada. Ao saírem, os fariseus, com os partidários de Herodes, imediatamente tramaram, contra Jesus, a maneira como haveriam de matá-lo.

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Reflexão do frei Clarêncio Neotti:

O dia do Senhor: sinal sagrado da Aliança Eterna

Temos hoje a quarta disputa (as chamadas ‘Disputas da Galileia’) entre Jesus e os fariseus.  Marcos organizou sucessivamente os debates, sem se preocupar com quando e onde de fato aconteceram. Escolheu essa forma didática, para fazer o próprio Jesus se apresentar como Filho de Deus e dizer para que viera ao mundo. Por trás das disputas está sempre implícita a pergunta: Quem é Jesus. Da discussão desponta a resposta: Ele é o enviado de Deus com poderes divinos, é o Messias, que veio ao mundo como libertador e salvador.

A primeira controvérsia foi sobre o perdão dos pecados. Os fariseus e Jesus estão  de acordo com uma verdade: só Deus pode perdoar pecados. Diante de uma casa supercheia de gente, Jesus perdoa os pecados do paralítico e o cura física e espiritualmente (Mc 2,10-11). Aos olhos de todos fica claro: ele tem poderes divinos A segunda disputa girou em torno da liceidade de alguém comer com pecadores. Para os hebreus, comer com alguém significa participar de suas ideias e do seu pecado. Jesus ceia na casa de Mateus, o publicano, considerado pecador público (Mc 2,15). Os fariseus se escandalizam. Jesus, para ainda maior escândalo deles, declara-se médico dos enfermos e diz ter vindo ao mundo exatamente para chamar os pecadores (Mc 2,17) A terceira discussão partiu da obrigatoriedade do jejum (Mc 2,18). Jesus aproveitou a questão para falar que viera ao mundo para desposar a humanidade. Jesus usou uma figura dos profetas (Os 2,21). Deus era chamado de ‘esposo’. Jesus é o esposo que veio para desposar e fazer com ela um só corpo e um só espírito.

A questão de hoje gira em torno da observância do sábado. Note-se que Jesus não é contra a observância do sábado, não é contra o jejum e reconhece que a criatura humana é pecadora. Mas os fariseus e os escribas (explicadores da Lei) haviam desviado o verdadeiro sentido do sábado, do jejum e do conceito de pecador. Jesus tenta repor essas questões em suas justas dimensões, para que ajudem a criatura humana a viver na liberdade e  alegria dos filhos de Deus e não na escravidão de sutis e complicadas interpretações impostas.


FREI CLARÊNCIO NEOTTI, OFM, entrou na Ordem Franciscana no dia 23 de dezembro de 1954. Durante 20 anos, trabalhou na Editora Vozes, em Petrópolis. É membro fundador da União dos Editores Franciscanos e vigário paroquial no Santuário do Divino Espírito Santo (ES). Escritor e jornalista, é autor de vários livros e este comentário é do livro “Ministério da Palavra – Comentários aos Evangelhos dominicais e Festivos”, da Editora Santuário.

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Reflexão em vídeo de Frei Gustavo Medella

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Fonte: franciscanos.org.br   Imagem: vaticannews.va  Banner: Fr. Fábio M. Vasconcelos

quinta-feira, 30 de maio de 2024

Papa Francisco nesta quinta-feira

a Eucaristia,

resposta de Deus à fome profunda do coração humano

Numa postagem no X, Francisco lembra a Solenidade de Corpus Christi, celebrada no Vaticano e no Brasil, em 30 de maio. Em 2 de junho, o Pontífice presidirá a missa na catedral de São João de Latrão.



"A Eucaristia é a resposta de Deus à fome mais profunda do coração humano, à fome de vida autêntica: nela, o próprio Cristo está realmente presente no meio de nós para nos alimentar, consolar e sustentar ao longo do caminho."

Por meio de sua conta @Pontifex em nove idiomas e com milhões de seguidores na rede social X, o Papa Francisco recorda a Solenidade de Corpus Christi que, no Vaticano, e também no Brasil e outros países, é celebrada nesta quinta-feira, 30 de maio.

Nesta postagem, o Pontífice exalta o valor infinito da Eucaristia como comunicação direta entre Deus e o homem, relacionando-a ao conceito de fome. Em sua homilia na missa de Corpus Christi de 2020, na Basílica de São Pedro, o Papa enfatizou que a Eucaristia “nos levanta de nosso confortável sedentarismo, nos lembra que não somos apenas bocas para alimentar, mas também somos suas mãos para alimentar nosso próximo. Agora é urgente que cuidemos de quem tem fome de alimento e dignidade, de quem não tem trabalho e luta para sobreviver. Devemos fazer isso de forma concreta, como concreto é o Pão que Jesus nos dá”. “Precisamos de uma proximidade real, precisamos de verdadeiras correntes de solidariedade”, acrescentou Francisco, “Jesus na Eucaristia se faz próximo de nós: não deixemos sozinho quem está próximo de nós!”

As celebrações dos anos anteriores

Fome, mas também sede: em sua homilia de 2021, o Papa observou que “para celebrar a Eucaristia, é preciso antes de tudo reconhecer a própria sede de Deus: sentir-se necessitado Dele, desejar sua presença e seu amor, ter consciência de que não podemos fazer isso sozinhos, mas precisamos de um Alimento e uma Bebida de vida eterna para nos sustentar em nosso caminho”. "O drama de hoje é que, muitas vezes, a sede foi saciada", observou o bispo de Roma. "As perguntas sobre Deus foram extintas, o desejo por Ele diminuiu, quem busca a Deus está se tornando cada vez mais raro. Deus não atrai mais porque não sentimos mais nossa sede profunda. Mas somente onde há um homem ou uma mulher com um jarro de água - pensemos na mulher samaritana, por exemplo - o Senhor pode se revelar como Aquele que dá nova vida, que alimenta nossos sonhos e aspirações com esperança confiável, presença de amor que dá sentido e direção à nossa peregrinação terrena".

“Nossa adoração eucarística encontra sua verificação quando nos preocupamos com o próximo, como faz Jesus: ao nosso redor há fome de alimento, mas também de companhia, de consolo, de amizade, de bom humor, de atenção”, enfatizou Francisco durante o Angelus de Corpus Christi de 2022, na Praça São Pedro. “Há uma fome de ser evangelizados. Encontramos isso no Pão Eucarístico: a atenção de Cristo às nossas necessidades e o convite para fazer o mesmo com quem está ao nosso redor. É preciso comer e dar de comer”.

Missa em São João de Latrão em 2 de junho

No dia 2 de junho, às 17h, o Papa Francisco celebrará a missa de Corpus Christi na catedral de São João de Latrão, seguida da tradicional procissão pela Via Merulana até Santa Maria Maior e da bênção eucarística. O pontífice argentino retomará, assim, a tradição inaugurada por João Paulo II e continuada por Bento XVI, que participavam da procissão num carro-altar com ostensório, e também Francisco, em 2013, ano de sua eleição. 

Em 2014, 2015 e 2016, Francisco não participou da procissão, mas celebrou a missa e depois deu a bênção eucarística em Santa Maria Maio. Em 2017, o Pontífice decidiu celebrar o Corpus Christi no domingo para incentivar uma maior participação dos fiéis. Em 2018, a mudança de local, recuperando uma prática que parecia remontar a Paulo VI, que celebrou a solenidade várias vezes em bairros novos e periféricos de Roma a partir de 1965. Naquele ano, de fato, a celebração do Papa realizou-se, em Ostia, na praça em frente à paróquia de Santa Mônica.

Em 2019, Francisco celebrou o Corpus Christi, novamente no domingo, no adro da igreja de Santa Maria Consolatrice em Casal Bertone, uma área ligada à história dos bombardeios na capital durante a Segunda Guerra Mundial. Em 2020 e 2021, na época da pandemia de Covid-19, a missa foi celebrada (ainda aos domingos) na Basílica de São Pedro. Em 2022, quando estava se recuperando de sua hospitalização no Gemelli, e em 2023, devido a “limitações impostas” por dores no joelho, o Papa não presidiu nenhuma liturgia. 

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Vale a pena conhecer um pouco

da história da Solenidade de Corpus Christi

A Festa de Corpus Christi surgiu em Liége, Bélgica, no século XII: um Movimento Eucarístico na Abadia de Cornillon fundada em 1124 pelo Bispo Albero de Liege.

Mons. André Sampaio



A Festa de “Corpus Christi” é a celebração em que solenemente a Igreja comemora o Santíssimo Sacramento da Eucaristia; sendo o único dia do ano que o Santíssimo Sacramento sai em procissão pelas nossas ruas. Nesta festa os fiéis agradecem e louvam a Deus pelo inestimável dom da Eucaristia, na qual o próprio Senhor se faz presente como alimento e remédio de nossa alma. A Eucaristia é fonte e centro de toda a vida cristã. Nela está contido todo o tesouro espiritual da Igreja, o próprio Cristo.

A Festa de Corpus Christi surgiu em Liége, Bélgica, no século XII: um Movimento Eucarístico na Abadia de Cornillon, fundada em 1124, pelo Bispo Albero de Liege.

Santa Juliana de Monte Cornillon, (ou Juliana de Liége), naquela época superiora da Abadia, foi a enviada de Deus para propiciar esta maravilhosa Festa de Corpus Christi.

Santa Juliana de Liege sempre teve uma grande veneração ao Santíssimo Sacramento. E esperava que tivesse uma festa especial em sua honra. Este desejo se diz ter intensificado por uma visão que teve da Igreja sob a aparência de lua cheia com uma mancha negra, que significada a ausência dessa solenidade.

Juliana comunicou estas aparições ao bispo de Liege, também ao doutor Dominico Hugh, mais tarde cardeal legado dos Países Baixos e Jacques Pantaleon, nessa época arquidiácono de Liege, mais tarde o Papa Urbano IV.

O Papa Urbano IV, naquela época, tinha a corte em Orvieto, um pouco ao norte de Roma. Muito perto desta localidade está Bolsena, onde em 1263 ou 1264 aconteceu o Milagre de Bolsena: um sacerdote que celebrava a Santa Missa teve dúvidas de que a Consagração fosse algo real. No momento de partir a Sagrada Hóstia, viu sair dela sangue do qual foi se empapando em seguida o corporal. A venerada relíquia foi levada em procissão a Orvieto em 19 junho de 1264. Hoje se conservam os corporais - onde se apoia o cálice e a patena durante a Missa - em Orvieto, e também se pode ver a pedra do altar em Bolsena, manchada de sangue.

O Santo Padre movido pelo prodígio, e a petição de vários bispos, faz com que se estenda a festa do Corpus Christi a toda a Igreja por meio da bula "Transiturus" de 8 setembro do mesmo ano, fixando-a para a quinta-feira depois da oitava de Pentecostes e outorgando muitas indulgências a todos que participarem da Santa Missa e o ofício.

A morte do Papa Urbano IV, em 2 de outubro de 1264, um pouco depois da publicação do decreto, prejudicou a difusão da festa. Mas o Papa seguinte,  Clemente V, tomou o assunto em suas mãos e, no Concílio Geral de Viena (1311), ordenou mais uma vez a adoção desta festa. Em 1317, é promulgada uma recopilação de leis, por João XXII, e assim a festa é estendida a toda a Igreja.

Após a Missa de Corpus Christi se faz a Procissão Eucarística. Estas procissões foram dotadas de indulgências pelos Papas Martinho V e Eugênio IV, e se fizeram bastante comuns a partir do século XIV. Com toda a honra possível ao Rei Jesus.

Finalmente, o Concílio de Trento (em 1.500) declara que seja celebrado este excelso e venerável sacramento com singular veneração e solenidade; e reverente e honradamente seja levado em procissão pelas ruas e lugares públicos. Assim nasceu esta maravilhosa Solenidade de Corpus Christi.

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quarta-feira, 29 de maio de 2024

Papa Francisco na catequese desta quarta-feira:

o Espírito Santo transforma o caos em harmonia

Durante a Audiência Geral desta quarta-feira (29/05), Francisco inaugurou o ciclo de catequeses dedicadas ao Espírito Santo. "Que esta reflexão desperte em nós o desejo de experimentar o Espírito criador", disse o Pontífice. 

O Papa Francisco iniciou nesta quarta-feira, 29 de maio, um novo ciclo de catequeses, que tem como tema “O Espírito e a Esposa. O Espírito Santo guia o povo de Deus ao encontro de Jesus, nossa esperança”. Aos milhares de fiéis e peregrinos reunidos na Praça São Pedro para a Audiência Geral, o Santo Padre introduziu a reflexão dizendo que este percurso pretende passar pelas três grandes etapas da história da salvação: o Antigo Testamento, o Novo Testamento e o tempo da Igreja. Mantendo sempre o olhar fixo em Jesus, nossa esperança.

“Nestas primeiras catequeses sobre o Espírito no Antigo Testamento não faremos “arqueologia bíblica”. Em vez disso, descobriremos que o que é considerado promessa no Antigo Testamento foi plenamente realizado em Cristo.”

Da confusão à harmonia

Inspirado pelos dois primeiros versículos de toda a Bíblia: “No princípio, Deus criou os céus e a terra. A terra estava informe e vazia; as trevas cobriam o abismo e o Espírito de Deus pairava sobre as águas” (Gn 1:1-2), o Pontífice explicou que o Espírito de Deus aparece como o poder misterioso que faz o mundo passar do seu estado inicial informe, deserto e escuro ao seu estado ordenado e harmonioso:

“É Ele quem nos faz passar do caos ao cosmos, ou seja, da confusão para algo belo e ordenado. Esse, aliás, é o significado da palavra grega kosmos, assim como da palavra latina mundus, ou seja, algo belo, ordenado e limpo. Porque o Espírito é a harmonia.”

O Espírito e a criação

Francisco recorda as inúmeras referências à ação do Espírito de Deus presentes nos salmos, que ficam muito claras no Novo Testamento. O Papa também cita o apóstolo Paulo, que introduz um novo elemento na relação entre o Espírito e a criação ao falar de um universo que “geme e sofre como que dores de parto” por causa do homem que o sujeitou ao “cativeiro da corrupção”:

"É uma realidade que nos preocupa de perto e de forma dramática. O Apóstolo vê a causa do sofrimento da criação na corrupção e no pecado da humanidade que a arrastou para a sua alienação de Deus. Isto permanece tão verdadeiro hoje como era então. Vejamos a destruição que a humanidade causou e continua a causar na criação, especialmente naquela parte dela que tem maior capacidade de explorar os seus recursos.”

Contemplação e louvor

Ao mencionar São Francisco de Assis, o Santo Padre sublinha que ele nos mostra uma saída para retornar à harmonia do Espírito criador, o caminho da contemplação e do louvor, e completou:

“O Pobrezinho queria que das criaturas subisse um canto de louvor ao Criador: ‘Louvado sejas, ó meu Senhor...’ [...] Ninguém se alegrou mais com as criaturas do que Francisco de Assis, que não quis possuir nenhuma delas”.

Deus cura nosso caos interior

O Espírito de Deus, que no início transformou o caos em cosmos, enfatizou o Papa, está trabalhando para realizar esta transformação em cada pessoa:

“Todos nós somos, num certo sentido, aquele ‘reino dividido contra si mesmo’ de que fala Jesus no Evangelho. Existe um caos externo – social e político: pensamos nas guerras, pensamos nas tantas crianças que não têm o que comer, em tantas injustiças sociais; esse é o caos externo. Mas há também um caos interno: dentro de cada um de nós. O primeiro não poderá ser curado se não começarmos a curar o segundo!”

Por fim, recordou Francisco, há mais de um milênio a Igreja põe nos nossos lábios esse clamor: “Vinde, Espírito Criador, visitai as almas dos Vossos, enchei de graça celestial, os corações que criastes”. E concluiu: “Peçamos ao Espírito Santo que venha a nós e nos torne pessoas novas, com a novidade do Espírito”.

Thulio Fonseca – Vatican News

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Assista:


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Francisco:

adorar o Corpo e o Sangue de Cristo com viva fé

No mistério da Eucaristia Jesus "se faz presente por meio do Espírito Santo para permanecer sempre conosco e transformar a nossa vida", disse o Papa Francisco, que no domingo presidirá a Santa Missa na Solenidade de Corpus Christi na Basílica de São João de Latrão, que será seguida da procissão até a Basílica Santa Maria Maior.

Jesus está próximo de nós com um perene “partir” o pão: "Este é o meu Corpo! Este é o meu Sangue"! A Eucaristia é a antecipação do que viveremos juntos na eternidade.

Ao saudar os diversos grupos na Audiência Geral - que precede a Solenidade de Corpus Christi celebrada nesta quinta-feira - o Papa Francisco recordou deste grande mistério, central na vida de cada cristão e na vida da Igreja.

“Que o Espírito Santo nos conduza a Jesus presente na Eucaristia, mistério de amor, fonte de graça, de alegria e de luz, amparo nas dificuldades e conforto na dor”, disse ao saudar os peregrinos de língua francesa.

Já aos peregrinos de língua alemã, recordou que a Solenidade de Corpus Christi “convida-nos a adorar o Corpo e o Sangue de Cristo com viva fé. No mistério da Eucaristia ele se faz presente por meio do Espírito Santo para permanecer sempre conosco e transformar a nossa vida.”

“Ao aproximarmo-nos da Solenidade de Corpus Christi – disse ao dirigir-se aos peregrinos de língua espanhola -peçamos ao Senhor que o seu Espírito de amor faça de nós uma oferta perene, para a glória de Deus e o bem do seu Povo santo. Que Jesus Sacramentado vos abençoe e a Virgem Santa, sacrário puríssimo de sua presença, cuide de vós”.

A recordar, que neste ano a Solenidade de Corpus Christi continua a ser celebrada no domingo, mas o Bispo de Roma retoma a tradição de celebrar a Santa Missa na Basílica de São João de Latrão, seguida pela procissão  até a Basílica de Santa Maria Maior.

Jackson Erpen - Cidade do Vaticano

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                                                                                                                      Fonte: vaticannews.va

A importância da oração

em preparação ao Jubileu da Esperança

Em preparação ao Jubileu de 2025, com o tema “Peregrinos da Esperança”, este ano está sendo dedicado à oração. O Papa Francisco, em suas catequeses nas Audiências Gerais de 2020-2021, oferece valiosos ensinamentos sobre a oração que podem nos ajudar a celebrar o ano jubilar.

Em sua catequese de 21/04/2021, o Papa Francisco nos ensina que a oração é um diálogo com Deus. Este diálogo não se limita a momentos específicos, mas permeia toda a existência, transformando cada alegria e cada tristeza em temas de nossa conversa com Deus. A Palavra divina se fez carne e, na carne de cada ser humano, a palavra retorna a Deus pela oração.

A primeira oração do ser humano é sempre vocal, e embora saibamos que rezar não signifique simplesmente repetir palavras, a oração vocal é a forma mais segura e sempre disponível para todos e pode ser praticada a qualquer momento, proporcionando segurança nas dificuldades. Entretanto, rezar não é uma tarefa fácil! Na catequese de 19/05/2021, o Papa Francisco identifica as principais dificuldades na oração, como a distração, a aridez e a acídia.

Na distração, a mente humana tende a se dispersar, e manter a concentração na oração pode ser um grande desafio. Na aridez, são comuns períodos de secura espiritual, onde a oração parece desprovida de consolação. As razões para a aridez podem ser variadas e muitas vezes desconhecidas, podendo depender de nós ou de Deus. A vida de fé alterna entre momentos de consolação e desolação. Sentir-se abatido é comum, mas o perigo reside em permitir que essa sensação cinzenta tome conta do coração, impedindo a oração e a consolação.

Durante esses tempos, a fé pura e a perseverança são fundamentais para superar a aridez e manter o coração aberto para receber a luz do Senhor, aguardando-a com esperança. A acídia, ou preguiça espiritual, é a principal tentação contra a oração. Trata-se de uma espécie de depressão que surge do relaxamento da ascese, frequentemente alimentada pela presunção, e que pode levar à morte da alma.

Para superar essas dificuldades, é necessário: manter a fidelidade na oração, mesmo quando é difícil ou parece infrutífera; buscar a oração comunitária, pois essa pode fortalecer a experiência individual e ajudar a manter a constância; e ter humildade, reconhecendo nossas limitações e nos abrindo à graça de Deus para sustentar nossa vida de oração.

O Papa Francisco aborda várias formas de oração. Na catequese de 28 de abril de 2021, ele discorre sobre a oração de meditação e nos lembra que a sua prática não é exclusiva do cristianismo. A meditação pode ser encontrada em várias religiões e até entre pessoas que não têm uma concepção religiosa da vida, pois todos têm a necessidade de meditar e refletir.

No entanto, a meditação cristã possui uma especificidade: ela é um encontro com o Outro, Deus, através de Jesus Cristo. Diferente de uma busca introspectiva, a meditação cristã envolve a reflexão sobre a Palavra de Deus e busca um encontro profundo com Cristo, guiado pelo Espírito Santo. A prática da meditação cristã pode assumir vários métodos, todos importantes, desde que ajudem a pessoa a se relacionar integralmente com Deus, envolvendo mente, coração e vontade.

Na oração de contemplação, cessam as palavras. Ela se baseia na certeza de que nossa vida está cercada pelo amor fiel de Deus. É semelhante a um ato de fé e amor, um “respiro” da nossa relação com Deus, que purifica o coração e ilumina o olhar, permitindo que vejamos a realidade sob uma nova perspectiva. Na catequese do dia 05/05/2021, o Papa Francisco afirma que “ser contemplativo não depende dos olhos, mas do coração.

E nisto entra em jogo a oração, como um ato de fé e amor, como um ‘respiro’ da nossa relação com Deus”. Citando o Catecismo, ele lembra um famoso testemunho do Santo Cura d’Ars: «A contemplação é o olhar da fé, fixado em Jesus. ‘Eu olho para Ele e Ele olha para mim’ – dizia, no tempo do Santo Cura, um camponês d’Ars em oração diante do sacrário. […] A luz do olhar de Jesus ilumina os olhos do nosso coração; ensina-nos a ver tudo à luz da sua verdade e da sua compaixão para com todos os homens» (Catecismo da Igreja Católica, 2715). Esse olhar de amor mútuo, onde “eu olho para Ele e Ele olha para mim”, transforma a vida e revela um amor fiel que nos rodeia e do qual nada pode nos separar. A contemplação difere da meditação. Enquanto a meditação envolve a mente e a reflexão, a contemplação é uma expressão do coração que se sente visto e amado por Deus.

À medida em que se aproxima o Jubileu de 2025, que este ano dedicado à oração nos conduza ainda mais à intimidade com Cristo, renove nosso coração e alimente nossa esperança.

Dom João Santos Cardoso - Arcebispo de Natal (RN)

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                                                                                                                           Fonte: cnbb.org.br

A oração do Papa para o mês junho:

"Quem acolhe a um migrante, acolhe a Cristo"

Na vídeo-mensagem com as intenções de oração para o mês de junho, o Santo Padre convida a rezar por aqueles que fogem de guerras ou da fome, "para que encontrem acolhida e novas oportunidades de vida".

“Rezemos para que os migrantes que fogem das guerras ou da fome, obrigados a viagens repletas de perigos e violência, encontrem aceitação e novas oportunidades de vida.”

Nas intenções de oração para o mês de junho, Francisco reza pelos que fogem de seu país. Através da mensagem em vídeo, confiada à Rede Mundial de Oração do Papa, o Pontífice recorda o "drama que vivem as pessoas forçadas a abandonar sua terra, fugindo de guerras ou da pobreza, se une tantas vezes o sentimento de desenraizamento, de não saber aonde se pertence".

Muros na terra, muros no coração

Na sociedade atual, inclusive nas nações que se dizem cristãs, este parece ser um princípio esquecido: de fato hoje, denuncia o Papa Francisco, "em alguns países onde chegam, os migrantes são vistos com alarme, com medo", e isto leva ao "fantasma dos muros: muros na terra, que separam as famílias e muros no coração", e adverte:

"Nós cristãos não podemos partilhar esta mentalidade. Quem acolhe a um migrante, acolhe a Cristo."

Francisco recorda a necessidade de "promover uma cultura social e política que proteja os direitos e a dignidade do migrante, que os promova em suas possibilidades de desenvolvimento, e que os integre: "a um migrante temos que o acompanhar, promover e integrar".

Pôster para o mês de junho da  Rede Mundial de Oração do Papa

Dia Internacional do Refugiado

Nos últimos anos, o número de desalojados superou o da Segunda Guerra Mundial. Segundo o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (UNHCF), durante o ano de 2023 mais de 110 milhões de pessoas foram deslocadas à força em todo o mundo. Neste contexto, o vídeo, lançado no mesmo mês em que a ONU comemora o Dia Internacional do Refugiado, em 20 de junho, deseja renovar o pedido do Papa, que o preocupa desde o início do seu pontificado, para que a humanidade não fique indiferente diante da crise migratória.

Também em consonância com a intenção de oração, desde 1914, a cada ano a Igreja convida a rezar pelos migrantes no marco da Jornada Mundial do Migrante e Refugiado. “Deus caminha com seu Povo” é o lema escolhido para a edição de 2024, que se realizará no próximo dia 29 de setembro. 

Nações com responsabilidade fraterna

O padre Frédéric Fornos, S.J., diretor Internacional da Rede Mundial de Oração do Papa, ao refletir sobre o drama dos migrantes, afirma: “É importante recordar que não são apenas números nem estatísticas, são pessoas. Nossas histórias pessoais e coletivas estão marcadas pela migração. Ao invés de tratar os migrantes como um peso ou um problema, devemos encontrar soluções baseadas na compaixão e no respeito à dignidade humana. Este olhar nasce do Evangelho e da oração e o Magistério da Igreja nos recorda sempre”.

O padre Fornos lembra ainda a reflexão do Papa Francisco na Fratelli Tutti: “A verdadeira qualidade dos distintos países do mundo se mede por esta capacidade de pensar não somente como país, mas como família humana, e isto é provado especialmente em épocas críticas. [...] Somente uma cultura social e política que integre a acolhida gratuita poderá ter futuro”.

Thulio Fonseca - Vatican News

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Assista:

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terça-feira, 28 de maio de 2024

Catequese com o pare Zezinho:

Tudo passa por Nossa Senhora?

Pe. Zezinho, scj |||||||||||||||||||||||||||||||

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Devoção correta é a devoção sensata!

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Na internet, um piedoso grupo cantava um refrão: “tudo passa por ela” …

Certamente, quem compôs e quem canta esse tipo de canção não leu direito o catecismo católico. Na Igreja, embora alguns santos tivessem usado expressões similares tipo: “A Jesus por Maria” nenhum deles disse “A Jesus só por Maria”. Este “somente” faz imensa diferença!

A Igreja Católica presta um culto de veneração especial à mãe de Jesus, mas esta veneração, chamada “hiperdulia”, diz que a serva do Senhor é a que mais merece nosso respeito entre todas as mulheres, mas nossa Igreja nunca esqueceu que ela é serva do Senhor. E não somos escravos dela porque Maria não tinha escravos.

É bom explicar algumas canções e orações que se canta e se ora na internet.

Na liturgia podemos invocar Maria antes da missa ou depois da missa, mas durante a missa, tudo é para o Pai e, como somos irmãos de Jesus, (ele disse isto) oferecemos Jesus ao Pai e, nesta oferta, está o Espírito Santo. (Lucas também disse isto) (Lc 4.1)

A missa não é mariológica embora falemos de Maria, sobretudo nas festas a ela dedicada. Mas não existe “missa de Maria”. Toda missa é dedicada ao Pai. Ela não está naquele altar. Mas é a primeira na fila da comunhão!

Embora haja pinturas onde está simbolizada a Santíssima Trindade com a imagem de Maria debaixo das três pessoas, é melhor explicar isto ao povo. Não adoramos a quaternidade.

Maria sempre está depois de Jesus, mas na procissão do povo de Deus, ela é a mãe líder! Leva ao Filho.

E todo católico sabe que ninguém pode dizer que tudo passa pela mãe de Jesus. Não passa!

Cuidado com este TUDO! A própria Maria não aceitaria esta invocação. É superlativa demais para quem se proclamou “SERVA”. (Lc 1,38)

Até Jesus dizia que podemos falar diretamente com o Pai. Apenas, ao falarmos com o Pai, deveríamos usar seu nome. (Jo 12,28; Jo 14,13; 14,14)

Em nenhum ligar da Bíblia está escrito que primeiro devemos invocar Maria. Mas isto não dá a certos cristãos anti católicos o direito de descartar Maria nos seus cultos. Isto, sim é ofender Jesus.

Mas é bom pensar que a Ave Maria vem depois do “Pai Nosso” ou do “Cordeiro de Deus” “ou do “Vinde Espírito Santo”!

Só depois podemos cantar “Vem Maria, vem”. Mas isto depois de termos invocado “VINDE ESPÍRITO SANTO”.

O devotadíssimo padre que logo depois da consagração puxou uma Ave Maria errou feio. Qualquer padre que estudou teologia e liturgia sabe, não se invoca Maria depois da consagração!

A canção TUDO PASSA POR MARIA está errada. Nem tudo passa por Maria. Ela não é deusa. Mas depois de Jesus, entre os humanos ninguém foi maior do que ela. Porém é bom ensinar aos cristãos que muita coisa não passa por ela. Nem ela quer esse tipo de devoção.

Primeiro Jesus. Podemos e devemos falar com a mãe, mas a maioria das orações da missa são dirigidas à SSma. Trindade.

A Igreja nunca diz que tudo passa por Maria. Pode passar quando pedimos que ela ore conosco e por nós, mas não será falta de amor, se eu e vocês falarmos diretamente com Jesus, sem mencionar o nome dela.

Heresia é ensinar que tudo passa por Maria. Heresia também é jogar Maria num canto da fé cristã, como se ela fosse mulher ou mãe qualquer.

Pior ainda é dizer que depois de 2 mil anos Jesus ainda não levou sua mãe para o Céu, porque ela está dormindo o sono dos justos e ainda não soou a última trombeta!

Não foi isso que Paulo quis dizer! (1 Cor 15,52). Ele mesmo disse que Jesus leva para o Céu e Jesus não precisa ouvir nenhuma trombeta para ler alguém para o Céu (2Tm 4,18)

A festa de casamento em Caná foi um momento. Mas centenas de passagens narram que as pessoas iam diretamente a Jesus sem passar pela mãe dele.

Devoção correta é devoção sensata. Maria nunca exigiria que tudo passasse por ela! Herege é que põe Maria acima de Jesus. Errado também é quem põe Maria abaixo do povo de Deus.

Você entende isto?

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                                                                                                   Fonte: facebook.com/padrezezinhoscj