quarta-feira, 11 de abril de 2018

Presidente da CNBB na missa de abertura da 56ª AG:

“Para enfrentar desafios, nós necessitamos caminhar unidos 

“Alegrai e exultai” é o convite que o papa Francisco está fazendo a toda a Igreja para experimentar a alegria da santidade no dia a dia da vida, assim o arcebispo de Brasília (DF) e presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), cardeal Sergio da Rocha, deu início a sua homilia na manhã desta quarta-feira (11), na missa de abertura da 56ª Assembleia Geral dos Bispos (AG).
“Todos somos chamados a santidade nas diversas vocações e ministérios e felizes, bem-aventurados são os santos”.
Durante a celebração de abertura, o cardeal Sérgio da Rocha, questionou: Por que alegrar-se em meio a tantos desafios, por que alegra-se em meio a tantas situações de sofrimento? Porque o senhor ressuscitou proclama a nossa Igreja, porque a vida venceu a morte, o amor venceu o ódio, o perdão venceu a vingança, a esperança venceu o desânimo e a alegria venceu a tristeza. Por isso, nós nos alegramos porque unidos a Cristo e graças a Ele nós também podemos superar os desafios e caminhar numa vida nova.
São inúmeros desafios para a missão da Igreja no mundo de hoje e na realidade brasileira. Conforme os Atos dos Apóstolos, as dificuldades não devem impedir o anúncio da palavra de Deus. Ao contrário exige ainda mais a proclamação firme, o testemunho fiel do Evangelho.
“Ninguém pode aprisionar a palavra de Deus”, salientou
O Cardeal também falou da importância da oração de todos para o enfrentamento das dificuldades.
“Para enfrentar desafios, nós necessitamos caminhar unidos. No mundo marcado por tantas divisões de conflitos, o testemunho de comunhão se torna ainda mais necessário”.
E finalizou sua reflexão, dizendo que os todos são chamados e desafiados a serem cristãos por inteiro, a viverem a santidade sendo fieis em todos os momentos, nas alegrias e nas dores.
“Seja o nosso louvor Pascal manifestado com os lábios, com o coração e com a vida. Seja o nosso louvor Pascal acompanhado da busca da paz, jamais cedendo a tentação da agressividade, do ressentimento, da vingança em palavras ou atos”.
A Missa foi concelebrada pelos arcebispos de Salvador (BA) e vice-presidente da CNBB, dom Murilo Krieger, de Aparecida (SP), dom Orlando Brandes, e pelos bispos de Santo André (SP), dom Pedro Cipollini, de Lages (SC), dom Guilherme Werlang e o coadjudor de Montes Claros (MG), dom João Justino de Medeiros. Além do Núncio Apostólico no Brasil, Dom Giovanni d’Aniello.
A cobertura completa da 56ª AG pode ser conferida aqui no nosso portal e nas redes sociais da CNBB.
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56ª Assembleia Geral da CNBB é aberta em Aparecida (SP)

Às 9h15, começou, oficialmente, a 56a. Assembleia Geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). O Centro de Eventos Pe. Vítor Coelho de Almeida, no pátio do Santuário Nacional de Nossa Senhora Aparecida recebe o episcopado brasileiro que conta, atualmente, com mais de 300 bispos. Todo o trabalho de preparação para o encontro foi realizado sob a coordenação do secretário-geral, dom Leonardo Steiner, que será substituído no comando da reunião por dom Esmeraldo Farias, bispo auxiliar de São Luís (MA).
A estrutura
Colaboradores da CNBB Matriz trabalharam vários meses para deixar prontos todos os documentos, o material de suporte e a logística para o encontro. Sob a coordenação do P. Antônio Silva da Paixão, a equipe do Centro de Eventos se esmerou para deixar um espaço simples, mas iluminado e confortável para que os bispos possam enfrentar jornadas pesadas de trabalho. O plenário, adaptado no centro da quadra poliesportiva foi formatado de modo que todos os participantes tenham uma visão clara da mesa de coordenação dos trabalhos.
Na parte subterrânea do Centro de Eventos ficam localizadas as salas de trabalho para os grupos e o espaço onde os bispos podem conviver nos intervalos. Há ainda capela, escritórios e outras instalações necessárias para o funcionamento do encontro. A secretaria técnica da CNBB tem representantes com plantão permanente na assembleia. Além disso, há um suporte de funcionários que ajuda na execução dos serviços de TI e de reprografia.
Subsecretário Adjunto de Pastoral, Pe. Deusmar Jesus da Silva, coordenou a preparação de encaminhamento da pauta oficial votada pelo Conselho Permanente da CNBB, em outubro de 2017. Coube a ele, a orientação do secretário-geral, a organização da pauta dos dias que os bispos estarão reunidos em Aparecida.
Temas da assembleia
O tema central será: “Diretrizes para a Formação dos Presbíteros da Igreja no Brasil”. Além desse assunto, os bispos vão tratar de vários outros temas. Entre eles, estão: Texto sobre novas comunidades, Estatutos da CNBB, Pensando o Brasil: Estado laico, Ano do Laicato, Sínodo da Pan-Amazônia e indicações para as Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil (DGAE) que serão renovadas em 2019.
Pauta do dia
Além da missa e da abertura solene, transmitidas pelas TVs de inspiração católica, os bispos se ocuparão nesta quarta-feira, 11 de abril, com algumas tarefas estatutárias antes de começarem os debates. A principal destas tarefas será a apresentação do relatório da presidência sobre as atividades desde a última assembleia geral, em maio do ano passado. O Cardeal Sergio da Rocha vai apresentar aos bispos os principais encontros e pronunciamentos da Conferência no último ano.
Consta ainda das tarefas do dia apresentação de uma análise de conjuntura eclesial e os primeiros informes sobre os próximos sínodos: dos jovens e da Pan-Amazônia.
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1º dia de coletiva de imprensa
detalha trabalho dos bispos e temas relevantes
A primeira coletiva de imprensa desta 56ª Assembleia Geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), nesta quarta-feira, 11 de abril, falou da temática central: “Diretrizes para formação de presbíteros da Igreja no Brasil”, explicou o significado e objetivo das assembleias e sobre relação e distinções da Igreja no Brasil.
A conversa com os jornalistas teve a participação do Arcebispo de Mariana (MG), Dom Geraldo Lyrio Rocha, do Arcebispo de Porto Alegre (RS), Dom Jaime Splenger e do Bispo de Osasco (SP), Dom João Bosco Barbosa de Souza.
O bate-papo teve inicio com a explanação de Dom Geraldo, que fez a contextualização e explicou detalhadamente a maneira como funciona as assembleias gerais da CNBB. Ele abordou a dimensão oracional que a assembleia proporciona e a capacidade de congregar os pastores da Igreja católica no Brasil. “Antes de tudo um evento eclesial, pois aqui estão reunidos os pastores do povo de Deus que constitui a Igreja Católica”.
Dom Geraldo Lyrio
Dom Geraldo detalhou que todos os dias os trabalhos são iniciados com a celebração da Santa Missa no Santuário Nacional e que no final de semana haverá um momento de retiro espiritual que este ano será orientado pelo Bispo Emérito Prelado do Marajó, Dom José Luís Azcona Hermoso.
O Arcebispo de Mariana também explicou que em todo o início de assembleia, há uma análise da conjuntura eclesial e social. “Neste ano vamos refletir sobre a presença e a atuação da Igreja no mundo urbano, pois ela não se esgota nos limites de uma cidade, mas se estende e se amplia”.
Dom João Bosco reforçou o assunto e disse que a presença da Igreja nas cidades é desafiadora no sentido de que a Igreja vem de uma experiência de cultura onde o meio rural era muito forte, mas agora existe o trabalho nas grandes concentrações urbanas.
Dom Geraldo Lyrio também mencionou outros assuntos de grande importância que estarão em pauta, com por exemplo, a eleição dos delegados para sínodos que acontecerão em outubro, ou seja, o sínodo que trata das questões da juventude e outro da Igreja na Pan-Amazônia.
Dom João Bosco
Além disso, o papel dos leigos, principalmente por estarmos no Ano do Laicato. “Os cristão tem um papel, uma vocação e missão de uma fundamental importância para igreja e para o mundo”.
Outro aspecto bastante esperado são as eleições de 2018. Os Bispos, com certeza, irão dirigir uma mensagem sobre o ano eleitoral, com uma palavra orientadora a todos os cristãos do Brasil. “Vamos conversar e decidir sobre a realização de uma nova semana social brasileira, que permite uma discussão maior sobre as bases da Igreja em outras instancias sociais, políticas, econômicas e culturais no país” afirma.
Dom João Bosco reforçou também que a assembleia não trata de assuntos pontuais de uma diocese, mas de assuntos que são necessários e importantes para todos as dioceses do Brasil. Há uma grande abertura para chegar naquilo que é o essencial, se trata de um evento que tende a buscar essa unidade tão necessária”, diz.

Dom Jaime Spengler
Tema central

Sobre o assunto principal deste ano, Dom Jaime Spengler destacou a necessária formação do clero em termos universais, de acordo com o magistério da Igreja e os sinais indicados pelo Santo Padre. “Temos de fazer uma atualização das diretrizes e adaptar a novas exigências”. Segundo Dom Jaime, a formação para todos os presbíteros deve se preocupar com toda a vida do sacerdote, desde a entrada no seminário até o momento da morte, além disse merece ser personalizada.
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Assista:
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                                                                                   Fontes: www.cnbb.net.br   www.a12.com

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