quarta-feira, 26 de março de 2025

Catequese do Papa Francisco nesta quarta-feira:

mesmo que a nossa história pareça arruinada,
com Deus podemos recomeçar

Na segunda catequese dedicada a “A vida de Jesus. Os encontros”, Francisco se concentra na conversa entre Cristo e a mulher samaritana. “Jesus nos espera e se faz encontrar justamente quando pensamos que para nós já não há esperança” e nos ajuda “a reler nossa “história” de uma maneira nova. A imagem da mulher que, sabendo que tinha o Messias diante dela, “corre para chamar as pessoas da aldeia” nos faz entender que é “da experiência de se sentir amado que surge a missão”.

Sala Paulo VI durante uma Audiência Geral

Dando continuidade ao Ciclo de Catequeses para este Jubileu 2025 sobre o tema "Jesus Cristo nossa Esperança", Francisco dedicou sua reflexão, nesta quarta-feira (26/03), à Samaritana dentro da sequência "A vida de Jesus. Os Encontros".

Depois de refletir, na semana passada, sobre o encontro de Jesus com Nicodemos, que foi procurá-lo, "refletimos sobre aqueles momentos em que parece que Jesus estava bem ali nos esperando, naquela encruzilhada da nossa vida. São encontros que nos surpreendem e, a princípio, podemos até ficar um pouco desconfiados: tentamos ser prudentes e entender o que está acontecendo", escreve o Papa no texto.

"Provavelmente, essa também foi a experiência da mulher samaritana, mencionada no quarto capítulo do Evangelho de João", afirma Francisco. "Ela não esperava encontrar um homem no poço ao meio-dia; na verdade, ela não esperava encontrar ninguém. De fato, ela vai buscar água no poço numa hora incomum, quando está muito quente. Talvez essa mulher tenha vergonha de sua vida, talvez tenha se sentido julgada, condenada, não compreendida e, por isso, tenha se isolado, rompido relações com todos."

"Para ir da Judeia para a Galileia, Jesus poderia ter escolhido outro caminho e não ter atravessado Samaria. Teria sido até mais seguro, dadas as relações tensas entre judeus e samaritanos", escreve o Papa. "Mas, ele quer passar por ali e para naquele poço, naquela hora! Jesus nos espera e se faz encontrar justamente quando pensamos que para nós já não há esperança. O poço, no antigo Oriente Médio, é um lugar de encontro, onde às vezes são arranjados casamentos, é um local de noivado. Jesus quer ajudar esta mulher a entender onde procurar a verdadeira resposta ao seu desejo de ser amada", ressalta.

"O tema do desejo é fundamental para compreender este encontro. Jesus é o primeiro a expressar o seu desejo: “Dá-me de beber!” Para iniciar um diálogo, Jesus faz-se passar por fraco, deixando assim a outra pessoa à vontade, garantindo que não se assusta. A sede é frequentemente, também na Bíblia, a imagem do desejo. Mas aqui Jesus tem sede, primeiramente, da salvação daquela mulher. «Mas, se Jesus lhe pediu do que beber – diz Santo Agostinho – era da fé dela que Ele tinha sede»."

"Se Nicodemos fora ter com Jesus à noite, aqui Jesus encontra a mulher samaritana ao meio-dia, a hora em que há mais luz. É realmente um momento de revelação", ressalta o Pontífice. "Jesus dá-se a conhecer a ela como o Messias e também ilumina a sua vida. Ajuda-a a reler a sua história, complicada e dolorosa, de uma nova forma: teve cinco maridos e agora está com um sexto que não é marido. O número seis não é aleatório, mas geralmente indica imperfeição. Talvez seja uma alusão ao sétimo marido, aquele que poderá finalmente satisfazer o desejo desta mulher de ser verdadeiramente amada. E esse noivo só pode ser Jesus."

"Ao perceber que Jesus conhece a sua vida, a mulher muda a conversa para a questão religiosa que dividia judeus e samaritanos. Isto também nos acontece, por vezes, enquanto rezamos: no momento em que Deus toca a nossa vida com os seus problemas, por vezes perdemo-nos em reflexões que nos dão a ilusão de uma oração bem-sucedida. Na verdade, nós criamos barreiras de proteção. Mas o Senhor é cada vez maior, e àquela mulher samaritana, a quem segundo as normas culturais nem sequer devia ter falado, dá a mais alta revelação: fala-lhe do Pai, que deve ser adorado em espírito e verdade. E quando ela, mais uma vez surpreendida, observa que é melhor esperar o Messias sobre estas coisas, Ele diz-lhe: “Sou eu, quem fala contigo”. É como uma declaração de amor: Aquele que estás à espera sou eu. Aquele que pode finalmente responder ao teu desejo de seres amada", escreve o Papa.

"Neste momento a mulher apressa-se a chamar o povo da aldeia, pois é precisamente da experiência de se sentir amada que surge a missão. E que mensagem poderia ela ter trazido senão a sua experiência de ser compreendida, acolhida, perdoada? É uma imagem que nos deveria fazer refletir sobre a nossa procura de novas formas de evangelizar."

"Tal como uma pessoa apaixonada, a samaritana esquece o seu cântaro aos pés de Jesus. O peso daquela ânfora na sua cabeça, de cada vez que regressava a casa, lembrava-a da sua condição, da sua vida atribulada. Mas agora o cântaro é colocado aos pés de Jesus. O passado já não é um fardo; ela está reconciliada. E assim também acontece conosco: para irmos anunciar o Evangelho, precisamos primeiro de depositar aos pés do Senhor o peso da nossa história, entregar-Lhe o peso do nosso passado. Só as pessoas reconciliadas podem levar o Evangelho".

Por fim, o Papa convida a não a esperança. "Mesmo que a nossa história pareça pesada, complicada, talvez até mesmo arruinada, temos sempre a possibilidade de a entregar a Deus e recomeçar a nossa caminhada. Deus é misericórdia e espera-nos sempre!"

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Reflita com dom José Gislon:

Amar e perseverar no caminho de conversão

Estimados irmãos e irmãs em Cristo Jesus! No início da Quaresma, durante a imposição das cinzas, ouvimos a frase: “Convertei-vos e crede no Evangelho”. Percorrer este caminho de conversão, que passa pelo coração do ser humano, é um convite que está ao alcance de todos aqueles que acreditam no amor e na misericórdia de Deus.  

O caminho que nos é proposto no sagrado Tempo da Quaresma é de conversão, pelas práticas do jejum, da oração e da caridade. Mas não devemos fazer dicotomia ou separação entre os três elementos que marcam a nossa caminhada espiritual no sagrado Tempo Quaresma. Porque, se assim o fizermos, estaremos correndo o risco de ficarmos na superficialidade, na hipocrisia de tentar apenas apaziguar a voz da consciência, sem ouvir a voz do coração que quer viver em profunda comunhão com os irmãos, a partir da comunhão espiritual com o Senhor Jesus. 

Nem sempre o nosso caminho quaresmal é marcado por conquistas, podemos também experimentar as quedas e o fracasso de retroceder na nossa vida de fé ou na caminhada de conversão, depois de termos percorrido, de joelhos e entre lágrimas, um longo caminho. Isso pode acontecer porque talvez tenhamos apostado muito nas nossas próprias forças e pouco na graça e na misericórdia de Deus. Preparamo-nos para fazer uma maratona quando o caminho de conversão proposto, no sagrado Tempo da Quaresma, nos pede para dar um pequeno passo por dia, ou quem sabe por semana, para que os outros possam caminhar conosco e nos sustentar de forma fraterna e solidária na hora do cansaço e do desânimo.  

Pode acontecer que depois das primeiras semanas da Quaresma comecemos a sentir o peso da cruz, que abraçamos com entusiasmo no início, como parte do nosso projeto pessoal de conversão. E sentindo a cruz pesar, julgamos que seria mais fácil abandoná-la, em vez de renovar as forças com mais empenho na oração, no jejum e na caridade, para manter acesa a chama de esperança e poder chegar ao final do caminho que nos propomos a percorrer, no início deste tempo sagrado.  

Quem sabe, pessoalmente, fizeste este propósito de joelhos, em oração; colocaste diante do Senhor uma intenção que era muito especial no teu coração, e o Senhor acolheu tua oração, tua dor, teu silêncio e teu propósito. Ele se dispôs a caminhar contigo e te sustentar com o seu amor e a sua misericórdia. Por que queres agora deixar a cruz que marca o teu caminho de conversão, abandonando-a à margem do caminho, sem chegar ao destino? O que te faz desistir? A falta de forças? Ou estás cedendo ao domínio da preguiça, do comodismo, do orgulho e da autossuficiência, que te leva a dispensar a companhia do Senhor Jesus?  

Às vezes rejeitamos a “luz do Senhor” que ilumina o nosso caminhar, porque preferimos a companhia das trevas que estão em nós, e a elas estamos tão apegados que preferimos abandonar as iniciativas para encontrar a ‘luz’. Mesmo assim, o Senhor não deixa de nos convidar para retomar a cruz e o caminho da conversão. Ele está próximo de nós, com seu amor e sua misericórdia, no bem e na dor que marcam o nosso coração e a nossa vida de “Peregrinos de Esperança”. Ele é o bálsamo da presença solidária que alivia as nossas dores e alimenta no nosso coração a esperança, mesmo quando desistimos e deixamos a nossa cruz abandonada à margem do caminho.

Dom José Gislon - Bispo de Caxias do Sul (RS)

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terça-feira, 25 de março de 2025

Reflita com dom Pedro Cipollini:

Cuidar da Casa Comum

A Campanha da Fraternidade deste ano é sobre ecologia: “Fraternidade e ecologia integral”, é seu tema. Somos chamados a vivenciar o período da quaresma refletindo sobre a Palavra de Deus, em especial, louvando-o pela beleza da criação, decidindo-se por buscar uma “conversão ecológica”. Precisamos nos despertar para a tarefa de cuidar de nossa Terra, a Casa Comum.  

As mudanças climáticas são cada vez mais alarmantes. Por isso, o cuidado ambiental deveria ser nossa preocupação maior. Infelizmente a política tá subjugada a outras agendas, como a econômica, movida pelo consumismo e o lucro. A política pensa em preservar e aumentar o próprio poder e a economia apenas em rendimentos a curto prazo, não importando as consequências.  

Interessante é notar que as pessoas mais jovens são mais sensíveis e atentas aos problemas climáticos. Para ajudar, neste sentido, temos a internet que permite aos jovens, principalmente, serem sensibilizados. Os jovens conseguem perceber a lógica do desprezo para com o ambiente, que é a mesma do desprezo para com as pessoas mais frágeis e pobres.  

A característica principal da cultura é promover a harmonia, entre o ser humano e com a natureza. A ignorância ou “incultura”, ao contrário, se rege pela incapacidade de construir harmonia. A existência humana se baseia em três relações fundamentais que estão interligadas: com Deus, entre os seres humanos e com a Terra. Elas foram rompidas pelo pecado, gerador da maldade que leva á destruição. É urgente que estejamos atentos para a questão ecológica.  

A Ecologia está ligada á ciência que nos ajuda a compreender como estão interrelacionados, todos os seres vivos, as criaturas que habitam o planeta. Água, solo, ar, energia do sol e os seres vivos, como os microorganismos e as plantas, ao animais e nós, humanos.  A Ecologia mobiliza uma multidão de pessoas e grupos que se mobilizam para deter a destruição da Terra em curso, para assegurar a continuidade da teia da vida. A Ecologia nos leva a compreender que temos um lugar próprio nesse mundo, relacionado com os outros seres. 

O ser humano foi projetado por Deus para ser o jardineiro desta Terra, ou o agricultor que planta e cuida, para da terra extrair o sustento, porém, jamais para explorar e destruir como está acontecendo. A terra está doente, está com febre, alerta o papa Francisco, o primeiro papa a dedicar um documento à questão socioambiental e convidar a humanidade para reverter o desastre que se anuncia, se não houver mudança no modo de tratar a Terra.  

A Terra é nossa casa comum e lugar da Aliança de Deus com os seres humanos e com a criação. O ser humano a quem Deus confiou a criação, e principalmente a pessoa de fé, deve contemplá-la, cuidar dela e utilizá-la, respeitando sempre a ordem dada pelo Criador, preservando a vida. 

Consideremos que, nós não vivemos sem a Terra mas ela pode viver sem nós.  

Dom Pedro Cipollini - Bispo de Santo André (SP)

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Dicastério para a Evangelização disponibiliza

subsídio em português
para as “24 horas para o Senhor” dia 28 de março

A iniciativa “24 horas para o Senhor”, um momento de oração e reconciliação durante o período da Quaresma desejado pelo próprio Papa Francisco, será realizada neste ano simultaneamente com o Jubileu dos Missionários da Misericórdia que começa em 28 de março. Uma ocasião, como reitera o Pontífice na Bula de proclamação jubilar, para que todos “reanimem a esperança”. Uma esperança, acrescenta dom Rino Fisichella, pró-prefeito do Dicastério para a Evangelização, que vem de Deus, já que “Ele sustenta a vida” e “é o primeiro ponto de referência para uma abordagem coerente” sobre “o cenário da misericórdia e do perdão pleno e total” oferecido através da indulgência a “todos aqueles que desejam a conversão do coração”.

De fato, o perdão é o sinal do amor porque nos é oferecido como dom gratuito que nos permite viver uma vida nova, “misericordiosa”, como afirma o Papa Francisco. O Jubileu, assim, é o momento propício para receber a graça da indulgência e as “24 horas para o Senhor” testemunham isso. Para a XII edição da iniciativa neste ano, o lema será «Tu és a minha esperança» (Sl 71,5), escolhido pelo Pontífice.

Subsídio litúrgico-pastoral em português

Com o objetivo de voltar a colocar no centro da vida das comunidades e das paróquias do mundo inteiro o sacramento da reconciliação, o Dicastério para a Evangelização divulgou um subsídio-pastoral para direcionar as atividades de base. Na noite de sexta-feira, 28 de março, e durante todo o dia de sábado, 29 de março, por exemplo, as dioceses são convidadas a aberturas extraordinárias da igreja, para oferecer a possibilidade de acesso a Confissões, de preferência num contexto de Adoração Eucarística. Como sempre, o evento poderia começar na sexta-feira à noite com a Liturgia da Palavra para preparar os fiéis para a Confissão, e ser concluído com a celebração da Santa Missa festiva no sábado à tarde.

Um subsídio litúrgico-pastoral para o momento já está sendo disponibilizado em preparação à iniciativa, que envolve desde a reflexão de dom Fisichella sobre “a esperança do perdão” no Jubileu e do Pe. Salvatore Sessa, até indicações de como conseguir a indulgência no Ano Santo e o aprofundamento do rito do Sacramento da Reconciliação e a programação do Jubileu dos Missionários da Misericórdia. O material pode ser baixado gratuitamente em português e outras 4 línguas, como inglês e espanhol, através do site do dicastério: www.evangelizatio.va.

Com informações e fotos VaticanNews

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segunda-feira, 24 de março de 2025

Bem-vindo de volta para casa!

Após 38 dias, o Papa Francisco deixa a Policlínica Gemelli

Andrea Tornielli

Passaram-se 38 dias desde aquele 14 de fevereiro, quando o Papa Francisco deixou o Vaticano para ser hospitalizado na Policlínica Gemelli. Foram semanas complicadas para um paciente de 88 anos, acometido por pneumonia bilateral. Os boletins médicos não esconderam a gravidade da situação, as crises pelas quais passou e a complexidade de seu quadro clínico. No entanto, esses dias foram marcados, sobretudo, por uma enxurrada de orações em favor de sua recuperação: orações pessoais, orações comunitárias, terços e celebrações eucarísticas. Não apenas católicos e cristãos rezaram por Francisco. Mulheres e homens pertencentes a outras religiões também elevaram suas preces, e até mesmo aqueles que não têm fé enviaram-lhe pensamentos positivos e manifestações de carinho. Foi para esse povo em oração que a breve saudação de hoje foi desejada e concebida.

Vivemos com o Bispo de Roma esses longos dias de sofrimento. Esperamos, rezamos e nos emocionamos quando, no dia 6 de março, Francisco fez questão de agradecer, com sua voz fraca, aos fiéis que rezavam na Praça São Pedro e em tantos outros lugares do mundo. Sentimos alívio na noite de domingo, 16 de março, ao vê-lo pela primeira vez desde sua internação, ainda que de costas, rezando após concelebrar a missa na capela do décimo andar do Gemelli.

Depois de tanta apreensão, mas também de tanta esperança e confiança no desígnio Daquele que nos dá a vida e pode chamá-la a qualquer momento, hoje o vimos novamente. Recebemos sua bênção no dia de seu retorno ao Vaticano. Do quarto do hospital, nas últimas semanas, Francisco lembrou que a vida vale a pena ser vivida em cada instante e que, a qualquer momento, pode ser-nos retirada. Houve também um lembrete de que o sofrimento e a fraqueza podem se tornar uma oportunidade para o testemunho evangélico, para anunciar um Deus que se fez homem, que sofre conosco e que aceitou ser aniquilado na cruz.

Agradecemos por dizer que, do quarto do hospital, a guerra parecia ainda mais absurda; por lembrar da necessidade de desarmar a terra e, portanto, não rearmá-la, enchendo os arsenais com novos instrumentos de morte; por rezar e oferecer seus sofrimentos pela paz, tão ameaçada nos dias de hoje.

Bem-vindo de volta para casa, Santo Padre!

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domingo, 23 de março de 2025

Padre Zezinho:

Foi assim que nossa Igreja durou 21 séculos!

Pe. Zezinho, scj |||||||||||||||||||||||||||||||

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Se eu posso e pude pregar o que penso por 60 anos, Frei Gilson também pode. Arquei com as consequências e ele também arca. Padre e Frade dependem da autoridade do bispo; se ele aceita ou abençoa, então ele está fazendo o que acha certo. Se não achar, o bispo conversará com ele. E decidirá pelo bem da Igreja local ou do país!

E, se outros bispos não aceitarem o seu jeito de pregar, o pregador não deve ir lá.

A igreja é administrada por Papa, bispos, bispo diocesano e párocos. No meu caso, como era professor e pregador, se eu saísse em missão para outras dioceses no Brasil ou no mundo inteiro, eu dependia da autorização do pároco e do bispo local.

Houve casos em que o bispo pediu que eu pregasse sobre determinado tema. Eu obedecia. Houve outros casos em que o bispo pregava comigo. E houve apenas três episódios em que entrei no carro e voltei para casa, porque o bispo não tinha autorizado minha ida e o colégio local não tinha pedido licença.

Quanto a leigos e padres discordarem do pregador, isto faz parte do ministério. Até mesmo quando o pregador é ofendido, como no caso da Rede Social cabe ao pregador perdoar.

Há leigos que ofendem o Papa, a CNBB, atacam a CF, boicotam o CIC, a CVII, e nos chamam de câncer da Igreja. A gente ora por esses católicos irados. Não têm a mesma espiritualidade que todo pregador precisa ter. Pregador raivoso e irado e gritalhão não estudou direito os evangelhos!…

Jesus e Paulo foram caluniados. E dos doze apóstolos um se matou, no seu lugar elegeram Matias, mas Paulo ficou mais conhecido. Os outros, exceto João, todos morreram mártires. E Paulo não fazia parte dos doze; contudo anos depois, Igreja o aceitou como legítimo apóstolo.

Isto prova o quê? Que Jesus deu autoridade para os futuros Papas e bispos e prova que eu posso discordar de um Papa ou de um bispo, mas não posso desobedecê-los. Não tenho autoridade para bater contra eles. Se as autoridades falarem, eu devo me calar.

Tenho voto de obediência a vários superiores, a começar pela casa onde moro, a faculdade onde atuei, a congregação na qual fui ordenado, ao bispo da diocese onde moro e, quando eu saía em missão, ao bispo onde eu iria.

Há leigos que se dizem católicos, mas não entendem isto. Não juraram a mesma coisa! Nós, padres, nos ajoelhamos e deitamos no chão jurando mais obedecer do que mandar.

Mas o leigo ou leiga que se casa, também manda e obedece porque ama. E faz isso também pelo bem dos filhos. Casais também obedecem!

Padre não tem filhos nem esposa, mas tem o povo de Deus. Lá coordena e lidera, mas não pode ser padre mandão! Para isso há “conselhos e pastorais”. Somos mais democratas que a maioria dos partidos do Brasil! Se na sua diocese não acontece isso, então alguém ali exorbitou.

Mas o Padre desobediente acaba se divorciando da Igreja e destituído do seu ministério. Jurou e agora não quer obedecer?

O povo pode escolher seu bispo, padre ou frei preferido e até defendê-lo, mas na nossa Igreja existe um manual chamado DIREITO CANÔNICO. A gente se guia por estas normas. Passou do limite, vai ter que arcar com o que pregou! Foi a obediência serena que ajudou nossa Igreja durar 21 séculos.

Jesus fazia a vontade do Pai e não a dele!… (Jo 5,13 ; Jo 6,38 -40)

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                                                                                         Fonte: facebook.com/padrezezinho,sjc

"Obrigado a todos":

as primeiras palavras do Papa ao receber alta

Depois de cinco semanas e 38 dias de internação, Francisco finalmente pôde saudar os fiéis. Foram poucas palavras, mas repletas de significado.

“Obrigado a todos!”

Essas foram as palavras do Papa ao saudar os fiéis, romanos e turistas que foram ao Hospital Gemelli para ver o Pontífice depois de 38 dias de internação, a mais longa do seu pontificado.

Em meio à multidão, Francisco reconheceu uma senhora, Carmela, que todas as quartas-feiras participa da Audiência Geral para lhe entregar um maço de rosas: "E vejo essa senhora com as flores amarelas. É uma boa pessoa", disse ainda o Papa do 5º andar do Hospital, e não do 10º, onde estava internado, justamente para ficar mais próximo dos fiéis, como pediu o Pontífice.

Durante o anúncio da alta feito no sábado, os médicos Sergio Alfieri e Luigi Carbone alertam que o Papa estava mais magro, mas Francisco apareceu bem, com um semblante sereno, acenando para os fiéis com o sinal de "joia" com o polegar em riste. E concedeu a bênção somente com as mãos.

Logo em seguida, o Papa deixou o hospital rumo à Casa Santa Marta. Durante o trajeto, fez uma etapa na Basílica de Santa Maria Maior para entregar um ramalhete de flores ao card. Rolandas Makrickas, arcipreste coadjutor, que foi depositado diante do ícone da Salus Popoli Romani para agradecer por sua recuperação. Na sequência, Francisco voltou ao Vaticano.


"Experimentei a paciência do Senhor"

Enquanto os fiéis emocionados viam o seu pastor, a Sala de Imprensa da Santa Sé divulgou o texto preparado para o Angelus:

"Queridos irmãos e irmãs, bom domingo!

A parábola que encontramos no Evangelho de hoje nos fala da paciência de Deus, que nos exorta a fazer de nossa vida um tempo de conversão. Jesus usa a imagem de uma figueira estéril, que não produziu os frutos esperados e que, no entanto, o agricultor não quer cortar: deseja adubá-la mais uma vez para ver 'se dará fruto no futuro' (Lc 13,9). Esse agricultor paciente é o Senhor, que trabalha com zelo o terreno de nossa vida e aguarda confiante o nosso retorno a Ele."

Em seguida, o Papa faz uma referência à sua saúde:

"Neste longo período de recuperação, tive a oportunidade de experimentar a paciência do Senhor, que vejo também refletida na dedicação incansável dos médicos e dos profissionais da saúde, assim como nos cuidados e nas esperanças dos familiares dos doentes. Essa paciência confiante, ancorada no amor de Deus que nunca falha, é verdadeiramente necessária à nossa vida, especialmente para enfrentar as situações mais difíceis e dolorosas."

Que as armas se calem imediatamente!

Grande parte do texto do Angelus, porém, manifesta a preocupação do Pontífice com as guerrar no mundo, de modo especial com a situação no Oriente Médio:

"Entristece-me a retomada dos pesados bombardeios israelenses na Faixa de Gaza, com tantas mortes e feridos. Peço que as armas se calem imediatamente e que se tenha a coragem de retomar o diálogo, para que todos os reféns sejam libertados e se alcance um cessar-fogo definitivo. Na Faixa de Gaza, a situação humanitária é novamente gravíssima e exige o compromisso urgente das partes beligerantes e da comunidade internacional.

Alegra-me, por outro lado, que a Armênia e o Azerbaijão tenham acordado o texto definitivo do Acordo de Paz. Espero que seja assinado o quanto antes e possa, assim, contribuir para estabelecer uma paz duradoura no sul do Cáucaso.

Com tanta paciência e perseverança, vocês continuam a rezar por mim: agradeço-lhes muito! Eu também rezo por vocês. E juntos imploramos pelo fim das guerras e pela paz, especialmente na martirizada Ucrânia, na Palestina, em Israel, no Líbano, em Mianmar, no Sudão e na República Democrática do Congo.

Que a Virgem Maria nos proteja e continue a nos acompanhar no caminho rumo à Páscoa."

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Assista:

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                                                                                                                    Fonte: vaticannews.va